quinta-feira, 3 de outubro de 2013

LENHA NA FOGUEIRA

Depois da overdose provocada pela Virada Cultural, estamos de volta à realidade.

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Infelizmente não deu para cobrirmos o lançamento do livro “Trem Vivo” do trio (parada dura), Viriato, Yedda e Samuel. Acontece que justamente no horário do lançamento na Casa da Cultura estávamos nos apresentando com o Boi Bumbá Corre Campo lá no JK II.

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Porém, pelo que vi na Internet, o evento foi bastante concorrido, principalmente por moradores antigos da nossa querida Porto Velho. Acho até que rolou muita estória antiga sobre Porto Velho,

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Já que o livro é recheados de Estórias sobre a Madeira Mamoré. Ainda não li, porque o Viriato e o Samuel não me enviaram o livro conforme o “prometido”.

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Por falar nesse tipo de Estória, na minha homenagem a Porto Velho publicada na edição do dia 2, esqueci de colocar muita coisa.

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Não falei do Pacato, Morcego e do Quirino. O Quirino era considerado à época, como “lunático”, não fazia mal a ninguém, vivia pelas ruas de Porto Velho e tinha várias cabanas onde dormia, uma das mais famosas, ficava atrás de um casarão que existia justamente no espaço da rua José do Patrocínio entre o prédio do Relógio e o Mercado Central, onde por algum tempo funcionou a Polícia.

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Quando Quirino morreu, os governantes da época patrocinaram seu velório e enterro (um dos mais concorridos de todos os tempos em Porto Velho), teve inclusive Missa de Corpo Presente e a Banda de Música da Guarda Territorial foi tocando até o cemitério dos Inocentes e mais da metade da população da cidade acompanhou.

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Outra que deixei de fora por descuido foi a Bailarina da Praça, que além de animar com sua dança os freqüentadores da praça Rondon cobra muito o reconhecimento por parte das autoridades. “Tenho filho pra dar de comer, esse negócio de ser patrimônio cultural não enche barriga, mereço um salário pelo meu trabalho”.

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Não falei sobre o Bairro do Triângulo e nem citei o Favela o primeiro bairro da Porto Velho brasileira, depois foi que veio o Mocambo.

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Assim como a Funcultural através do Quebra Cabeça deixou alguns artistas nossos de fora da Virada, eu também deixei de citar várias coisas que merecem destaque no município de Porto Velho.

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Como não se lembrar da Vila de Jacy Paraná no tempo que o trem horário fazia parada para o almoço, quando saia de Porto Velho rumo a Guajará Mirim na volta era a janta.

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Como deixar de lembrar a Vila de Abunã com seu Hotel Abunã, que abrigava os passageiros do horário da Madeira Mamoré tanto na ida como na volta. Hotel de muitas lembranças das excursões estudantis. E a Vila de Mutum Paraná parada obrigatório poro trem “beber” água!

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Como deixar de fora o “Beleza” o melhor sacristão que passou pela Catedral Metropolitana, Padre Chiquinho com sua humildade, Padre Mário Castaña com aquela “educação”, Dom João Batista Costa o Bispo dos pobres, Padre Humberto e o Lambretinha, mais o Padre Miguel e o seu cineminha...

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Como foi que deixei de fora um lupanar como o de Anita, Mãe Preta, Adelícia, Maria Eunice, Tambaqui de Ouro, Tartaruga e tantos outros que fizeram a nossa alegria.

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E o batuque da Chica Macaxeira o Samburucu, e o terreiro da Mãe Esperança Santa Bárbara. Os banhos no Igarapé Grande e a praia do outro lado do rio Madeira.

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O Trem Vivo da professora Yedda, Viriato e Samuel deu a partida. Resta aos demais escritores, colocarem pra fora suas “Estórias”.

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