quarta-feira, 20 de junho de 2018

Lenha na Fogueira 21.06.18



Apesar dos dirigentes da Federação de Grupos Folclóricos de Rondônia – FEDERON estar confiante, de que, empresas privadas irão investir recursos nas apresentações dos grupos folclóricos o tempo está conspirando contra.
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Acontece, que em virtude da garantia do governador Daniel Pereira e do prefeito Hildon Chaves de intervirem junto a empresas privadas, no sentido destas, contribuírem com a confecção das indumentárias dos grupo folclóricos e suas alegorias e por isso a Federon concordou em adiar o inicio do Arraial Flor do Maracujá, do dia 20 de junho para o dia 27 de julho, porém:
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A partir de hoje 21 de junho, estamos a 36 dias da abertura da festa, tudo bem! Acontece que para um grupo do porte de uma Rádio Farol, A Roça é Nossa, Boi Corre Campo, Diamante Negro, Girassol das Três Marias entre outros, JUABP precisam no mínimo, de 30 dias para confeccionar todas suas indumentárias.
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Como pelo menos até ontem, quando fechamos essa coluna, a Federon ainda não tinha nenhuma resposta dos negociadores, sobre, se as empresas contatadas, haviam concordado ou não, em aplicar recursos para aquisição de material para as fantasias dos grupos folclóricos.
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A turma está com um pé atrás. Tanto que a Guarnecer marcou reunião para hoje à noite, com os grupos de Bois Bumbás para saber, se estes vão aceitar concorrer ou não no Flor do Maracujá.
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Cartas foram expedidas para algumas instituições bancárias, na tentativa destas destinarem algum recurso para os grupos folclóricos. “É difícil se fazer cultura popular aqui em Rondônia”, desabafa o presidente da Federon.
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O interessante, é que a autoridade da cultura estadual, ao em vez de procurar convencer os órgãos financeiros do governo a liberar recursos para os grupos folclóricos, só sabe dizer que a Federação está inadimplente e pronto.
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Essa prática não é privilégio do representante da cultura estadual, o mesmo acontece com o representante municipal. Eles parecem, estão ali para dificultar e não para fomentar a cultura popular.
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Mudando de pau, pra cacete:
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Durante a audiência pública que discutiu os recursos para o Fundo de Cultura, o deputado proponente Léo Moraes em determinado momento, questionou a existência da FUNCER.
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Disse Léo Moraes que ia conversar com seus pares, no sentido de revogar a Lei que criou a Fundação, que hoje administra o Teatro Palácio das Artes, Biblioteca José Pontes Pinto, Museu da Memória e Museu da Gente.
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O motivo da sugestão da extinção da FUNCER é mais pela cobrança para quem quer que seja, utilizar o Teatro Palácio das Artes e Guaporé. É muito cara, a taxa cobrada pela utilização do espaço, disse Léo Moraes.

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Eu já sabia disso, Inauguraram um teatro e proibiram os artistas locais, os chamados “Prata da Casa” de se apresentarem em seu palco. Um absurdo. Tudo saído da cabeça do ex governador que apesar de se dizer intelectual, detesta a cultura local.
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Tanto que tudo que ele fez, foi dificultar a participação dos nossos artistas em espaços oficiais como o Palácio das Artes.
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Vamos apoiar os deputados na extinção da tal de FUNCER que foi criada para punir a produção cultural local.
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Agora vamos nos preparar para acompanhar a reunião da GUARNECER na noite desta quinta feira, na sede da Federon.
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E depois começar a concentrar para o jogo entre Brasil e Costa Rica. Meu palpite é que venceremos de 3 X 0
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Ainda ponho fé, que o Neymar vai se redimir da ma atuação contra a Suíça e jogar bola amanhã contra a Costa Rica.
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Sonhar, não custa nada!

Bois Bumbás decidem hoje Se vão ou não para Maracujá


A Liga dos Bois Bumbás - Guarnecer reúne na noite desta quinta feira 21, a partir das 18 horas, na sede da Federação de Grupos Folclóricos – Federon na Cidade da Cultura (Parque dos Tanques), para deliberar a seguinte pauta: Participação no Concurso de Bois Bumbás durante a XXXVII Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás programada para começar no dia 27 de julho próximo.
Segundo a presidente da Guarnecer Simone Guedes, o que ficar decidido na reunião de hoje, terá que ser cumprido, “pois tudo ficará registrado em Ata”,
A preocupação da direção da Guarnecer é quanto a data que ocorrerá o repasse financeiro para os grupos, prometidos pela direção da Federon. ”Até a presente data, o que temos assegurado, são apenas R$ 200 MIL, o mesmo valor do ano passado. Se a Federon não conseguir um valor maior, com certeza os dirigentes dos Bois Bumbás não aceitarão concorrer ao título de melhor no Flor do Maracujá”, disse a presidente da Guarnecer.
Ano passado, cada grupo de bumbá adulto recebeu aproximadamente R$ 8 MIL para trabalhar o tema: “Esse valor não dar pra financiar uma indumentária de personagem como Rainha do Folclore, Cunhã Poranga, Pajé etc. “Só uma indumentária de Pajé ultrapassa Cinco Mil Reais”.
Atualmente a Guarnecer têm em seu quadro de sócios, os bumbas: Corre Campo, Diamante Negro, Az de Ouro, Manhoso, Teimoso, Tira Teima e Vencedor mais os mirins Estrelinha, Veludinho, Mancha Negra e Brilhantinho.
Outro assunto que está na pauta para discussão na reunião desta quinta feira 21, é quanto o tempo de apresentação de um grupo de Bumbá no Flor do Maracujá. “Como o Flor do Maracujá deste ano, acontecerá em apenas dez dias e a Federon pretende continuar realizando o Concurso Eliminatório entre as quadrilhas, o tempo de apresentação de todos os grupos (quadrilhas e bois) será reduzido. “Tudo isso vamos colocar na mesa na reunião desta noite”, finalizou Simone.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Lenha na Fogueira - 20.06.18


Em plena Copa da Rússia onde o Brasil quase entrega o ouro logo no primeiro jogo!
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O mais legal, é que a população brasileira está mesmo é a fim de se divertir, de descontrair, de esquecer tanta falcatrua dos nossos políticos, seja na esfera municipal, estadual, federal e até mundial.
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Estamos tão desconsiderados, que até os dirigentes da CBF, os jogadores da seleção e sua equipe técnica, querem por que querem, nos fazer crer, que o culpado do empate com a Suíça foi o juiz da partida, que não usou o tal de VAR ou o árbitro de vídeo.
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Nossa equipe técnica não quer admitir, que a culpa daquele gol, que dizem que foi falta no Miranda foi do posicionamento da nossa defesa, principalmente, do nosso goleiro! Bola dentro da pequena área, qualquer leigo em futebol, sabe que é do goleiro.
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Se o juiz fosse marcar os empurrões que acontecem dentro da área, em toda cobrança de escanteio, ou seria pênalti ou falta, de ataque, toda hora. Aquela jogada é normal, por isso o árbitro de vídeo, mandou o jogo seguir.
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Quem não seguiu a regra do jogo, que é vencer a partida, foi nossa seleção, que preferiu ficar reclamando de uma falta que, pode até ter acontecido, mas, não é costume nenhum árbitro assinalar.
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A falta no Gabriel Jesus até pode ter sido cometida e não marcada, mas, a bola do Miranda, é comum em todo jogo.

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A tal de ALA ESQUERDA, Não funcionou a não ser na hora do gol do Phelipe Coutinho. Marcelo não acertou um passe. Talvez emocionado com a braçadeira de capitão.


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Nossa estrela maior, Neymar, deu mais atenção ao corte do cabelo, que a bola. Aliás, a bola não podia chegar perto dele que ele caia. Voltou aos tempos do início da carreira, quando foi apelidado de cai-cai.
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Ainda bem que não perdemos. deixamos de ganhar. Nada esta definido, inclusive ainda podemos terminar essa fase da Copa, como Primeiro do Grupo. Time pra isso a gente tem até demais. é só jogar futebol e nada mais!
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Por falar em pra frente, caso fosse da vontade da presidência da Federação de Grupos Folclóricos de Rondônia – FEDERON o Arraial Flor do Maracujá começaria exatamente neste 20 de junho.
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O Fernando presidente estava com tudo paticamente pronto, para iniciar a XXXVII Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás – Arraial Flor do Maracujá na noite desta quarta feira 20 de junho, porém:

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E sempre tem um porém, o governador Daniel Pereira junto com o prefeito Hildon Chaves, convocou a diretoria da Federação e se comprometeu a se empenhar junto a empresas privadas, para conseguir recursos para os grupos folclóricos montarem seus temas.
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Para isso, pediram mais tempo. Assim sendo a diretoria da Federon resolveu adiar o início do Flor do Maracujá para o dia 27 de junho. Dando mais de um mês para o governador e o prefeito conseguiram os patrocínios necessários para os grupos investirem em suas indumentárias e alegorias.
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Ta tudo correndo direitinho. Inclusive já conseguiram algum recurso que deve entrar na Conta da Federon em breve. Se correr como o imaginado, a XXXVII Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás será uma das mais bonitas em se falando de indumentárias e alegorias.
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Esse suplício todo, deve acabar em breve, com a Regulação do Sistema Estadual de Cultura e o Fundo de Cultura com os depósitos por parte do governo estadual em dia.
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Aí no próximo Flor do Maracujá, ou seja, em 2019, a Federon não mais andará por aí de pires na mão, atrás de conseguir recursos para os grupos de quadrilhas e bois bumbás.
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Se o Maracujá não veio no tempo previsto, vamos aguardar a sexta feira chegar, para torcer mais uma vez pela SELEÇÃO BRASILEIRA!

KUARUP ou a questão do Índio. - Salve! O Cinema


No próximo dia 26 o Grupo de Psicologia Analítica Pesquisadora CHP Fotografia e Artes Visuais, com o apoio do Centro de Hermenêutica do Presente da UNIR e do Sesc Esplanada realiza no Audicine Sesc o evento: Salve o Cinema com a exibição as 18h30 e discussão as 19h30 sobre o Documentário Kuarup.
Em julho de 1977, estreava no Teatro Municipal de São Paulo, o espetáculo de dança, KUARUP, pelos corpos do Ballet Stagium.
As músicas, haviam sido gravadas pelos irmãos Vilas Boas, no Xingu.
Fundado e dirigido por Márika Gidali e Décio Otero, fizeram um programa em forma de jornal, papel craft, tendo em sua capa os cinco primeiros parágrafos do Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade.
Também havia um texto pequeno de Décio dizendo: “Para você, que nasceu aqui, que mora aqui, que gosta daqui”. O Brasil vivia naquele momento uma Ditadura Militar.
Passados quase 41 anos, da primeira apresentação, temos a alegria de trazer a este "Salve! o cinema." de junho, dia 26, esta releitura de Kuarup.
Compreender nossas origens, ampliar consciência de quem somos, de nossa cultura, é essencial para que a Vida se faça. Jung, disse: "Nossa psique é uma parte da natureza e seu mistério é igualmente insondável. Não podemos definir “natureza” e “psique”, podemos apenas constatar o que atualmente entendemos por elas”.


CONVITE


Venha conosco dia 26 conversar sobre Mitos, Rituais Indígenas e a relação com a psique. Você, pode vir pessoalmente no SESC Esplanada em Porto Velho, ou pelo nosso canal no you tube.
Será uma delícia, tê-lo conosco, somente assim, teremos um papo rico e com olhares diversos. Você, é muito bem vindo!

Elisabete Christofoletti - Salve! Salve!

sábado, 16 de junho de 2018

ENTREVISTA - Carlos Alberto Martins Manvailer


O Consultor Secretário Legislativo da Casa de Leis de Rondônia

Para o amigo leitor conhecer melhor o doutor Manvailer, reproduzimos o texto escrito pelo saudoso jornalista Carlos Neves publicado quando Manvailer foi agraciado com o título honorífico de cidadão do Estado de Rondônia concedido pelos deputados estaduais.
Carlos Alberto Martins Manvailer é consultor legislativo e secretário legislativo da Assembléia Legislativa. É natural de Amambaí Mato Grosso do Sul. Tem 58 anos, dos quais 30 anos, residindo em Porto Velho, onde constituiu família, e é casado com a senhora Juci, e pai de três filhos: Camila, Júlia e Daniel. Advogado formado pelas Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso – Fucmat, no ano de 1985. Ingressou no Poder Legislativo de Rondônia no ano de 1986. Participou ativamente dos trabalhos da segunda Constituinte assessorando a Comissão de Sistematização, que foi a responsável pelo texto final da atual Constituição Estadual, tendo recebido a condecoração de Constituinte Honorário. Em 2013, foi condecorado com a Medalha do Mérito Legislativo.

ENTREVISTA

Zk – Quando e por que o senhor veio para Porto Velho?
Manvailer – Me formei em 1984/85 e quando foi em 1986 vim aqui sem pretensão nenhuma, apenas pra conhecer Porto Velho. Tinha um irmão que já morava aqui e minha mãe dona Eroni Manvailer que havia se separado do meu pai e a situação não estava boa, resolveu morar aqui. Encontrei aqui uma pessoa que conheci quando era menino em nossa cidade Campo Grande (MS)  e  essa pessoa, me perguntou por que razão eu não viria pra cá. Eu já havia decidido sair de Campo Grande, ia pra Pontes e Lacerda no Mato Grosso.

Zk – Fazer o que em Pontes e Lacerda?

Manvailer – Minha pretensão era advogar e entrar na política. Pra ser sincero não gostei daqui. Eu morava em Campo Grande e quando cheguei aqui em Porto Velho levei um choque muito grande, a cidade cheia de buracos, um calor insuportável, porém, essa pessoa me convenceu a vir pra cá em função da minha mãe: “Por que você vai morar em Pontes e Lacerda podendo morar aqui, você é o filho mais velho e sempre apoiou sua mãe...” E eu respondi: O problema é que sou recém formado, não tenho experiência e nem conheço ninguém. Lá, vou advogar e sustentar minha mãe; Ele disse: “E se a gente arranjar um emprego pra você?”. Ele então me apresentou ao presidente da ALE deputado Amizael Gomes da Silva. Amizael solicitou que quando chegasse em Campo Grande mandasse um currículo que ele ia ver se conseguia alguma coisa no governo pra mim. Depois de mais de um mês, o amigo me liga, cobrando o currículo. Para encurtar a conversa, após uma semana que havia encaminhado o currículo, recebo um telefonema dizendo que deveria estar em  Porto Velho “na semana que vem”. Amizael conseguiu uma vaga na Secretaria de Justiça”.

Zk – Resolvido o problema do emprego?
Manvailer – Quando cheguei ao gabinete do presidente, Amizael colocou as mãos na cabeça e disse: “Deu Zebra, esse sem vergonha desse governador Angelim nomeou um sobrinho dele que chegou de São Paulo”. Aí eu saí injuriado  com  muita raiva, ele me gerou a expectativa e quando chego quebro a cara. Fui embora, só tinha comprado a passagem de avião de vinda, a volta foi de ônibus pois, tinha que passar em Pontes e Lacerda onde já estava tudo praticamente acertado, eu iria assessorar o prefeito, não iria dar expediente na prefeitura, abriria meu escritório, até salário já estava acertado. No dia 1º de abril que é o dia da mentira recebo um telefonema aqui de Rondônia, até pensei que era brincadeira, meus tios eram muito gozadores e pensei que estavam querendo pregar um peça em mim por conta do dia da mentira. Não era! Era o chefe de gabinete do Amizael dizendo que eu já estava na folha de pagamento da Assembléia e que eu tinha que me apresentar pra trabalhar na semana seguinte como contratado.

Zk – Quanto tempo como contratado?
Manvailer – Com oito meses que estava como contratado abriu o concurso, que fiz e passei. Tive a sorte de começar a trabalhar com o doutor Zelírio que era o Secretário Legislativo da época, foi ele quem organizou a Assembléia. Ele foi meu professor.
Zk – Qual foi  o grande momento que senhor viveu na Assembléia?
Manvailer – O primeiro grande momento que vivi aqui, foi a constituinte de 1989. O doutor Zelírio me indicou para ser um dos integrantes da Comissão de Sistematização da Constituinte, inclusive recebi o título de “’Constituinte Honorário de 1989” o presidente era o Piana. Tive o privilegio de ser assessor do doutor Zelírio e quando ele se aposentou no ano de 2000 eu o sucedi nesse cargo que comanda todo o Legislativo. Quem me nomeou foi o Silvernani Santos.


Zk – Dizem que o senhor é o professor dos deputados. É mesmo?
Manvailer – Quando são eleitos, todos me procuram para saber como proceder e qual a documentação necessária, tem deles que pedem até que eu sugira o modelo do terno. Em virtude desse primeiro contato, criamos um vínculo com eles, não é que seja professor, mas, pela experiência e conhecimento o orientamos sempre. Devo esclarecer que tem uma equipe que me ajuda, que me assessora, sozinho ninguém faz nada.

Zk – Como é decida a pauta daquela seção?
Manvailer – Quem disciplina é o Regimento Interno. A Ordem do Dia é competência exclusiva do presidente, é ele que faz e faz na hora. Antigamente o Regimento previa que tinha que fazer um dia antes; hoje não, ele faz na hora, além do mais, tem aqueles deputados que querem requerer alguma inclusão de matéria e o atual Regimento já prevê isso. Através de um Requerimento que tem que ser aprovado em plenário. Se um projeto for obedecer aos prazos, demora um pouco para ser votado em plenário, cada projeto tem que passar no mínimo por duas comissões cujo prazo é de 18 dias para cada uma. Muitas vezes e isso é permitido, o deputado consegue que o projeto não passe pelas comissões e nesse caso o presidente nomeia um relator que faz a analise em plenário e logo em seguida o projeto é votado. Essa prática tem ocorrido muito nos dias atuais.

Zk – O que tanto o senhor conversa ao pé do ouvido do presidente durante as seções?
Manvailer – São orientações que a gente tem que passar. Em virtude de ser muita matéria em discussão, muitas vezes o presidente não guarda na cabeça quais os passos a ser dado. Por isso, preparamos um roteiro, às vezes eles se perdem até na leitura. Aqui tudo é gravado, por isso, temos que ficar orientando o que deve ser feito naquele momento. A nossa bíblia é o Regimento Interno.

Zk -  Diversas vezes a Assembléia foi alvo de ações da Policia Federal. O senhor já foi envolvido em alguma dessas ações?
Manvailer – Nunca, graças a Deus! Aqui já teve colega que saiu algemado, colegas de trabalho do RH, do Financeiro. Graças a Deus meu nome nunca foi citado.

Zk – Como funcionam as seções itinerantes?
Manvailer – A seção itinerante dar bastante trabalho. A itinerante nada mais é, do que pegarmos a Assembléia daqui e transferir pra lá. Tudo que acontece aqui acontece lá. Às vezes não dar pra levar todos porque o presidente fica reclamando das diárias. Quem criou as itinerantes foi o Carlão de Oliveira.

Zk – Por falar nisso o senhor sempre exerceu essa função?
Manvailer – Quando o Natanael Silva assumiu a presidência colocou outra pessoa nesse cargo. Eu sempre assessorei a mesa. Quando o Valter Araujo foi preso e o Hermínio assumiu, me convidou para assumir, dizendo que as pessoas me elogiavam muito. Antes disse que só voltava após a questão do Valter ser resolvida e assim que o Valter foi cassado, fui nomeado como Secretário pelo Hermínio.


Zk – Para encerrar essa conversa. Para o senhor quem foi o melhor presidente da ALE?
Manvailer – Cada presidente tem sua linha de ação, são as características pessoais e próprias. Eu considero o Carlão Oliveira pra nós servidores, como excelente presidente. Foi ele que fez essa reforma da casa. Antes dele, nosso prédio era uma tristeza. Ele resgatou a credibilidade dos servidores junto ao comercio. O José de Abreu Bianco sem dúvida foi um dos melhores presidentes. Amizael Silva fez nosso primeiro plano de cargos e salários e realizou o único concurso público até hoje, aliás, em breve será realizado o segundo concurso para a Assembléia. Em termos de valorização dos servidores veio o Hermínio Coelho. Nenhum valorizou o servidor da casa quanto o Hermínio. Um dia ele chegou pra mim e disse: Eu não gosto de servidor comissionado, gosto é de servidor estatutário.

Zk – Na realidade o senhor é concursado em qual cargo?
Manvailer – Fiz concurso e fui aprovado como Consultor Legislativo. Final do mês deve estar sendo publicada minha portaria de aposentadoria, porém, dei minha palavra ao presidente Maurão que ficarei até o final do mandato dele. Lembrando que foi o Neudir que deu o ponta pé inicial, para a construção do novo prédio que deve ser inaugurado em julho ou agosto.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Lenha na Fogueira - 16.06.18



Foi muito proveitosa a Audiência Pública que discutiu o Fundo de Cultura no estado de Rondônia, que aconteceu na última quinta feira 14, na Assembléia Legislativa.

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O mais importante, foi que o governo do estado se fez representar pela secretária-adjunta da SEPOG Marília Emília da Silva, coisa que jamais aconteceu em set tratando de discussão sobre investimento na cultura.

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Ela ressaltou que o funcionamento do fundo é de extrema importância, porém, além da legislação vigente é preciso ações para estabelecer a cultura. “Sei que daqui sairão propostas que nos ajudarão a viabilizar a operação desse Fundo. O Estado está aberto para conduzir e atender a legislação vigente”, concluiu Marília. 

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Laila Rodrigues Rocha, diretora central de contabilidade, representando a Secretaria do Estado de Finanças (Sefin), também marcou presença. Quer dizer o governador Daniel Pereira mostrou vontade em resolver logo a questão Fundo de Cultura.

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Outro fator positivo da Audiência foi que pela primeira vez também, uma Audiência Pública para discutir a cultura no estado de Rondônia, contou além da presença do proponente deputado Léo Moraes com os deputados que inclusive se pronunciaram: Alex Redano e Jesuino Boabaide.

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Parabéns ao Rômulo Pacífico que levantou a bandeira em prol do Fundo de Cultura liderando o movimento Procultura. E teve representantes de Ariquemes, JI Paraná e outros municípios. Quer dizer, a turma da cultura está realmente com vontade que o governo de Rondônia cumpra o que está na Lei.

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Depois da Audiência Pública de quinta feira, parece que os rumos da cultura em Rondônia tomarão senso. O que sempre digo: Se tiver vontade política a coisa vai. O governador Daniel Pereira realmente está com vontade.

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Basta lembrar que ele está a frente da Comissão que está batalhando junto a empresas privadas para captação de recursos para os grupos folclóricos que irão se apresentar no Flor do Maracujá este ano.

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Dessa vez vai. Valeu deputado Leo Moraes e Movimento Procultura.

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Porto Velho adere a campanha mundial e terá dia dedicado à música

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Porto Velho celebra o Make Music Brasil com workshop gratuito sobre música, no dia 22 de junho na Escola de Música Laio - Rua Pau Ferro c/ Anari, 787 – Bairro Cohab. O músico Mauro Araújo tocará temas de sua autoria e dialogará sobre temas relevantes sobre Piano Popular, Teclado e Música em Geral.

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Evento mundial, idealizado a partir da Fête de la Musique, na França, o Make Music está este ano no Brasil. Make Music Brasil – Semana Nacional da Música é uma iniciativa da Anafima, com apoio NAMM Foundation e cooperação do escritório da UNESCO no Brasil. O evento acontece em mais de 800 cidades em 120 países. No Brasil, o Make Music será realizado durante toda uma semana, de 18 a 24 de junho.

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Porto Velho tem programação de destaque no dia 22/06 em comemoração ao Dia Internacional da Música (21/06).

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O objetivo da ação é aumentar o interesse por esse aprendizado e demonstrar a importância dela para crianças, jovens e adultos. Os organizadores esperam mobilizar 800 horas de aulas de música durante a semana em todo o país.

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Todas as atividades – shows e aulas – contam com o engajamento de músicos profissionais e amadores voluntários. As inscrições para quem quiser aderir à campanha e participar – ensinando ou aprendendo – já estão abertas pelo site www.makemusicbrasil.com.br, no qual também é possível conferir a agenda de eventos.

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Quer falar comigo morena? Me encontra hoje a noite no ArraiaLeste.

Audiência Pública na ALE discute Fundo de Cultura



 A Assembleia Legislativa realizou na tarde de quinta-feira (14), no plenário da Casa de Leis, Audiência Pública para discutir o encaminhamento de recursos e a gestão do Fundo Estadual de Cultura. 
Léo Moraes (Podemos), presidente da audiência afirmou que a reunião tinha como objetivo ajudar no implemento da cultura em Rondônia. Ele lembrou que já existe uma lei vigente de 2012, que cria o fundo de ajuda e, em 2015, a Casa Legislativa aprovou um projeto do deputado Alex Redano (PRB) que altera a Constituição do Estado, indicando a obrigatoriedade de 0,5% do Orçamento Anual para investimento em cultura. 
“Apesar da legislação isso não vem acontecendo. Agradecemos a presença do Estado na audiência e esperamos que os encaminhamentos daqui ajudem no desenvolvimento cultural de Rondônia”, disse Moraes. 
O deputado Alex Redano (PRB), autor da emenda de 2015 que destina os 0.5% ao fundo, agradeceu Léo Moraes pela iniciativa da audiência e afirmou que o valor destinado hoje à questão cultural é muito pequeno. “Com o pouco que é dado não conseguiremos incentivar a cultura anual do Estado, que já conta com grandes festivais como o Boi Bumbá, os arraiais e afins”. 
Ele registrou um pedido aos colegas parlamentares e ao governo do Estado para que se trabalhe nessa questão. “Sinto que falta na cultura o incentivo. É necessário trazer dinheiro para o Estado e montar uma equipe competente e pronta, com contadores e advogados, para fazer as contas de trabalho”. 
O deputado Jesuíno Boabaid (PMN) agradeceu a iniciativa e afirmou que já encaminha emendas para a questão cultural do Estado. “Infelizmente não existe política governamental para se impulsionar a cultura de Rondônia”. 
O presidente da Câmara dos Vereadores Maurício Carvalho (PSDB) declarou a admiração pelos representantes da cultura. “Às vezes o poder público não valoriza. Deixo um pedido aqui para que o Léo entre na luta ainda mais, para fomentar a cultura”. 
A secretária-adjunta da Secretara de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog), Marília Emília da Silva, afirmou que o Estado abriu no orçamento dos 0,5% da corrente líquida. “Hoje no orçamento do Estado esse dinheiro está aberto para o Fundo. Hoje ainda se coloca orçamento um pouco maior, sendo de R$ 1.8 milhões, R$ 400 mil a mais”, afirmou. 
Ela ressaltou que o funcionamento do fundo é de extrema importância, porém, além da legislação vigente é preciso ações para estabelecer a cultura. “Sei que daqui sairão propostas que nos ajudarão a viabilizar a operação desse Fundo. O Estado está aberto para conduzir e atender a legislação vigente”, concluiu Marília. 
Reginaldo Cardoso, presidente do Conselho Municipal de Cultura, conhecido popularmente como “Macumbinha”, disse que, apesar de o conselho estar passando por uma reestruturação, eles se colocam a disposição para somar e esclarecer essas questões do Fundo. “O Conselho está recomeçando e faremos esse tripé junto ao governo do Estado e ao Poder Legislativo para ajudar”. 
Laila Rodrigues Rocha, diretora central de contabilidade, representando a Secretaria do Estado de Finanças (Sefin), afirmou que para a criação do Fundo é necessário, além da lei, a existência de um Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e uma receita própria. “Para que isso ocorra fica por parte de todos aqui, para que isso dê certo. A Sefin está à disposição para tirar dúvidas e ajudar no possível”. 
A pró-reitora de cultura, extensão e assuntos estudantis da Universidade de Rondônia (Unir) parabenizou a iniciativa da Casa de Leis ao fazer a audiência e afirmou que a instituição se compromete em garantir que os artistas de Rondônia tenham condição de produzir, da melhor forma, a arte e cultura do Estado. “É necessário o apoio e pensar em políticas públicas por meio de editais e reforçar o intuito de ter um fundo funcionando”, afirmou. 
O coordenador do sistema estadual de cultura de Rondônia, Chicão Santos, afirmou que está nessa luta desde 2012 e que é de extrema necessidade a implantação do sistema nacional. “A cultura é um importante vetor da transformação social”. 
O produtor e gestor cultural Fabiano Barros afirmou que esteve com um técnico da Sefin e que alguns cálculos precisam ser refeitos. Ele ressaltou que o mais importante agora a ser discutido é uma forma concreta de administração do fundo e uma conta para os recursos encaminhados. 
Segundo Fabiano, atualmente o Estado é detentor das melhores políticas públicas. “Temos planos, conselhos e fundos, mas não é movimentado. Ouvimos sempre que a cultura transforma tudo, mas é preciso tirar esse olhar amador de cima da cultura e levá-la a sério”. 
O líder do Movimento Pró-Cultura de Porto Velho e ex-integrante da Banda Versalle, Rômulo Pacífico, lembrou que o pedido na audiência nada mais é que o direito já explícito em lei vigente. “É absurdo saber que há uma lei há seis anos e ainda não tem repasse para o fundo, apenas o obrigatório”. 
Ele afirmou que, além dos recursos estaduais, a cultura recebe também dinheiro de âmbito federal e tem direito a outros repasses, porém não recebe devido a falta do envio inaugural do Executivo Estadual ao Fundo Cultural. “Nós só poderemos dizer que trabalhamos com cultura realmente quando o Governo aumentar o orçamento estimado para o setor”. 
Moraes, no fim da audiência, fez cinco encaminhamentos: envio ao Poder Executivo solicitando o valor oficial direcionado ao Fundo de Desenvolvimento Cultural, nos termos da lei; seja regulamentada como unidade gestora o Fundo Estadual de Cultura na Lei Orçamentária Anual; se discuta quanto a possível extinção da Funcer para que os valores cobrados pela Fundação sejam estipulados por lei; proposição a Casa de Leis para que os parlamentares direcionem ao menos 5% das emendas ao Fundo e a garantia, através do previsto no orçamento de 2018, de o pagamento dos editais já em andamento.
ALE/RO – Isabela gomes 
Fotos: Gilmar de Jesus