sábado, 24 de junho de 2017

ENTREVISTA Lucival da Silva

O chefe de cozinha cinco estrelas


Perto da minha nova morada na zona sul de Porto Velho, existe uma loja de artesanato que me chamou atenção, certo dia fui lá e conversei com o senhor que toma conta e fiquei sabendo que as peças eram confeccionadas pela esposa dona Pastora. Então falei pro João Zoghbi que todo domingo publica em sua página “Agenda” sobre o trabalho de algum artesão, e falei sobre as peças da loja de artesanato que existe perto da minha casa. Zoghbi foi lá conversou com a artesã e ao chegar à redação, me recomendou: “Zé o esposa da dona Pastora o Paulo, foi o primeiro cozinheiro do Hotel Vila Rica, é uma história e tanto”. Como sou vizinho, ao chegar em casa peguei o gravador e fui entrevistar o Paulo cujo nome de batismo é Lucival da Silva. “Paulo foi o nome que me deram dentro da cozinha”. Não só do Vila Rica, Paulo tem história na construção da Usina de Samuel, no Aquárius Selva Hotel e ultimamente na churrascaria Boi na Brasa. “O Uirandê era carne de pescoço. Estava sempre trazendo de suas viagens, novidades para o restaurante do hotel. Nenhuma feijoada servida nos hotéis de Porto Velho chegava perto da do Aquárius”.
E tem muito mais. Acompanhe a entrevista.


ENTREVISTA


Zk – Você veio pra Rondônia quando e por que?
Paulo – Primeiro vamos explicar, meu nome é Lucival da Silva, porém sou conhecido mesmo é como Paulo. Sou gaúcho de Porto Alegre. Estava em Foz do Iguaçu solteiro e queria andar, então vim pra Rondônia, era o ano de 1975. Foram 15 dias de ônibus de Cuiabá a Porto Velho.

Zk – E quais eram suas pretensões?
Paulo – Meu negócio era conhecer o Brasil e naquele tempo, se falava muito em Porto Velho-Rodônia por causa do garimpo e então vim pra cá, porém, meu negócio era trabalhar como cozinheiro.

Zk – E nesse ramo conseguiu emprego em qual empresa?
Paulo – Dei sorte porque estavam construindo a usina hidrelétrica de Samuel então, consegui ser contratado na minha profissão de cozinheiro. Depois não sei se você lembra, tinha um restaurante que ficava por trás da Três Cinco que era do Mário que atendia a Coca Cola, White Martins, Mercedes e outras empresas. A gente servia por dia, uma faixa de oito mil marmitex. Nesse ínterim chegou o Vila Rica e...


Zk – Como foi que você foi trabalhar no Vila Rica?
Paulo – O Vila Rica ia inaugurar e não tinha equipamento completo na cozinha para a inauguração. A cozinha estava toda aparelhada mais não tinha as panelas, então o Mário emprestou as panelas de ferro comigo junto.

Zk – O ofício de cozinheiro você aprendeu aonde?
Paulo – Aprendi em Foz do Iguaçu na obra de Itaipu. Primeiro fiz o curso de cozinheiro aplicado pela Itaipu, passei por todas as etapas dentro de uma cozinha e quando sai, era cozinheiro chefe. Voltando ao Vila Rica, na realidade quando foram abrir o restaurante do hotel tiveram dificuldade para contratar um chefe de cozinha, pois aqui em Porto Velho só existia nesse ofício eu mais uns dois.

Zk – É verdade que você quase foi policial?
Paulo – Por algum tempo, trabalhei no garimpo na mineradora Oriente Novo lá na região de Ariquemes e fomos chamados (éramos seis), para ser policial aqui em Porto Velho, chegando aqui um delegado que não lembro o nome, veio bater em nossas mãos de palmatória, olhei na cara dele e disse, vai bater na mão da pqp e fui embora de novo pro garimpo.

Zk – Você sempre trabalhou como cozinheiro, ou teve outros empregos?
Paulo – Meu negócio sempre foi cozinha, trabalhei inclusive nos barcos de turismo da Baré Tur durante oito anos,

Zk – E a história com o hotel Aquarius?
Paulo – O Aquarius era uma empresa muito boa em se falando de cardápio. O Uirandê era carne de pescoço, no bom sentido, ele viajava muito e sempre estava trocando o cardápio do restaurante, era só coisa boa que ele trazia, não tinha economia não. A economia era só no nosso pagamento que era pouco. Dentro de Porto Velho ele foi o cara que mais vendeu em se falando de restaurante na minha época. Não tinha pra ninguém, o restaurante do Rondon Palace Hotel andou dando uma encostadinha mas, não conseguiu superar o Aquarius não, principalmente nas feijoadas.

Zk – Você sempre foi o chefe de cozinha nos restaurantes que trabalhou. Qual a diferença do chefe para o cozinheiro?
Paulo – A diferença é que o chefe esquenta mais a cabeça. Qualquer erro na preparação ou na montagem do prato, ele é o responsável e se faltar um cozinheiro ele tem que meter a mão na massa. O tempero de todos os pratos é de responsabilidade do chefe.

Zk – O chefe de cozinha tem a obrigação de ter no seu currículo um prato de sua criação?
Paulo – Não existe nada disso, Nossa função é atender o que o cliente pede. O Uirandê era o cara mais carrasco em matéria de cardápio, ele só trazia cardápio pesado, era bom pra casa. Tinha um prato chamado “Arroz a Candomble” que só comia quem conhecia, era um prato pesado (no bolso). É um filé alto, só grelhado por fora e molho madeira com Champignon por cima e o Arroz.

Zk – Você chegou a trabalhar com nutricionista?
Paulo - Trabalhei! Pra falar a verdade, dentro de Porto Velho não encontrei uma nutricionista padrão, só cansada. No Boi na Brasa teve uma, que pegou uma carne que chegou que era para os marmitex. Às nove e meia à gente começava a servir os marmitex e a carne chegou era 8h40, ela queria que eu fizesse e eu respondi que não faria e ela ameaçou me demitir e eu respondi: você não manda nem em você! É mais fácil eu te tirar daqui. Ela foi demitida mesmo.

Zk – Fala sobre o Boi na Brasa?
Paulo – Trabalhei lá durante 14 anos. Quando comecei era apenas uma coberturazinha e hoje é aquela estrutura maravilhosa e tem mais, apesar de ter ficado famosa como churrascaria, eles trabalham muito com pratos a lá carte. Hoje é a casa que mais vende dentro de Porto Velho. Comigo os proprietários sempre foram muito bons.
Zk – Vamos falar mais um pouco sobre o Vila Rica?
Paulo – O Vila Rica nunca teve um movimento vamos dizer, grande, era uma casa muito calma. Quando foi inaugurado deu aquele movimentão, depois caiu e muito. Não segurou porque o preço deles era muito alto e o cardápio deles não tinha nada de novidade.
Zk – Vamos falar da sua vida sem a cozinha. Quando você chegou aqui foi morar aonde?
Paulo – Morei atrás do Gonçalves da Jorge Teixeira onde existia uma estância com uns quartinhos, porém, logo fui trabalhar na cozinha da usina de Samuel que era comandada pelo Coronel.


Zk – Coronel?
Paulo – O Coronel era tão bom que era carne de pescoço de verdade, ele não brincava não e eu já entrei como encarregado da cozinha no meu turno; Eram três turnos. Os colegas todo dia levavam pratada na cara dos peões insatisfeitos. Era só uma janelinha para atender os trabalhadores e quando cheguei falei: Essa janela aqui vocês vão ter que quebrar. O Coronel disse: “Os caras vão te matar” e eu: Deixa fazer, se não der certo o senhor me manda embora. O peão chegava pegava sua bandeja se quisesse mais um pouquinho eu autorizava e nunca mais aconteceu confusão na hora da refeição. Quando sai fui pra mineração. Quando a gente recebia na mineração ia tudo pra “Boca” (puteiro) ou então, ia pra Ariquemes onde as casas e as mulheres eram melhores.

Zk – Você casou em que ano e com quem?
Paulo – Casei em 1989 com a dona Pastora. Temos três filhos. Quem me apresentou a Pastora foi um amigo da mineração, namoramos, casamos e estamos juntos até hoje. O interessante, é que depois que vim da mineração, sempre morei no Caladinho, primeiro comprei terreno na rua Curitiba e depois na Miguel Calmon onde moro até hoje.

Zk – Você já foi dono de restaurante?
Paulo – Na verdade eu tinha uma churrascaria aqui na Calmon onde moro, Eu vendia entre sexta, sábado e domingo uma média de 200 quilos de carne, 90/100 caixas de cerveja e ai fui assaltado três vezes. Até o segundo assalto eu aguentei, no terceiro assalto resolvi fechar o negócio. Hoje estou aposentado, estou com 72 anos de idade.

Zk – Pra encerrar essa nossa conversa. Qual o segredo pra se fazer um bom churrasco?
Paulo – Pra falar a verdade, nunca gostei de trabalhar com churrasco. Não sou cara de estar metendo a mão em carvão e ficar com a cara na frente do fogo. Quando estava no Boi na Brasa às pessoas chamavam, ô churrasqueiro! Não me chame de churrasqueiro. Aquilo não é serviço pro cidadão não. O segredo é você selar a carne. Selar é o seguinte, depois da carne temperada, coloca ela no fogo alto e vai virando até selar toda que é pro sangue não sair, depois pode assar que ela fica suculenta, esse é o segredo. O corte sempre tem que ser a favor da fenda da carne. Filé não se corta bife, corta-se em tora, depois dar um soco e tá feito. Se cortar tipo bife fica igual uma borracha, sola de sapato.

Zk – Em sua opinião o Vila Rica fechou por que?
Paulo – Fechou por falta de movimento mesmo. A administração dele sempre foi ruim. Era uma casa muito potente que só tinha preço, não tinha qualidade.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Lenha na Fogueira - 24.06.17


Hoje é o aniversário do amigo João Carlos Alves popularmente conhecido como Carlinhos Maracanã. O grande agitador cultural. Parabéns Maraca!
********
E hoje é dia de São João. Tem tanta fogueira; tem tanto balão, o povo a noite inteira na beira da fogueira, faz adivinhação...
********
São pouquíssimas as fogueiras acesas nos dias de hoje, principalmente nas cidades consideradas de médio pra grande porte como é o caso de Porto Velho.
*******
Mesmo assim ainda podemos ver algumas, só, que com fogo artificial, com efeitos de led ou então papel colorido e um ventilador fazendo vento para dar a impressão que são chamas do fogo da fogueira. Tudo é válido quando o objetivo, é preservar a festa dos santos festeiros do mês de junho, Santo Antônio, São João e São Pedro.
********
O que quase já não se ver são as rodas de adivinhação. “Danei a faca no troco da Bananeira não gostei da brincadeira, Santo Antônio me enganou”. Essa simpatia é assim: Você passa uma faca virgem três vezes ao redor da fogueira. Corre até uma bananeira e enfia. Na manhã seguinte, a nódoa que escorre pelo caule da bananeira, forma a primeira letra do nome da pessoa que será seu futuro marido ou mulher.
********
Saí correndo lá pra beira da fogueira, ver meu rosto na bacia, água se derramou”. O resultado dessa simpatia é imediato. Você enche uma bacia com água, passa três vezes pela fogueira, acende uma vela e pinga na água da bacia, em alguns segundos a cera da vela forma a primeira Letra do nome da pessoa com quem você pretende namorar e até se casar.
*******
Antigamente as pessoas consideradas “categas” em Porto Velho, contratavam grupos de bois bumbás para dançar no terreiro de suas casas durante as festas juninas, principalmente na noite de São João.



*******
Tinha um seringalista que costumava contratar um grupo de boi para dançar em frente a sua residência na noite de São João, seus filhos convidavam os amiguinhos para “passar fogueira” e assistir a brincadeira do boi.
*******
O soldador conhecido como Zé Bossa era muito amigo do seringalista e numa dessas noites de São João, justamente no momento em que o boi se apresentava em frente a casa do “Coronel”, Zé Bossa chega bastante truviscado, vai até onde ele está e diz: “Fala com o Amo do boi pra ele me deixar tirar uns versos! - Tu sabe tirar verso Zé? - Pergunta o “Coronel”, Zé responde, dê a ordem pro senhor ver se eu sei ou não sei tirar verso!
*******
O seringalista chama o amo Galego e pede pra ele desafiar o Zé Bossa pra ver se ele sabe mesmo fazer verso de improviso.
*******
Galego fez o desafio e Zé Bossa foi pro meio do terreiro e cantou:
*******
Levanta meu boi levanta, Levanta de lá e vem; o dono da casa é corno, e as filhas transam também”...
********
O Coronel gritou de lá pros seus 'capangas' (todo seringalista tinha seus homens de confiança): Pega esse filho da mãe e dar uma sova bem dada. A Casa do Coronel era perto do Cemitério dos Inocentes e Zé desabalou na carreira e os capangas atrás e não quis nem saber que a cerca do cemitério era de arame farpado...
*******
Tem uma “estória” que até hoje é contada nos locais de ensaio dos bumbás de Porto Velho. É aquela na qual, o Amo cantou pro boi levantar e nada e quando foram ver, o “Miolo” (hoje é tripa) estava dormindo bêbado de baixo do boi. Só, que inventaram que ele (miolo) havia sido assassinado.
*******

Por falar nisso, hoje o boi Corre Campo se apresenta na casa da dona Raimundinha do Cabo Omar na Duque de Caxias com a Rogério Weber no bairro Caiari as 21 horas. Revivendo a brincadeira do boi de rua. “Vou chegando vou entrando, com meu garrote ,mimoso, na casa da Raimundinha, Corre Campo é amoroso”. Nostalgia pura!

Silvinho Santos e Casca de Alho no Som Livre amanhã


A iniciativa partiu da Prefeitura Municipal de Porto Velho, através da Fundação Cultural (Funcultural), e tem por objetivo apresentar os novos e tradicionais cantores da Capital para a população, formando um público de apreciadores de músicas nacional e regional. “Nós estamos recebendo todo domingo um público bem família, vai desde a criança até a vovó. O pessoal faz piquenique, vai namorar, leva os filhos pra brincar, sempre com a trilha sonora do Projeto Som Livre proporcionando o pôr do sol mais agradável da Capital”, ressalta Ocampo Fernandes, presidente da Funcultural.
O Som Livre nasceu da necessidade de se implantar um atrativo dominical na centenária Estrada de Ferro Madeira Mamoré, e é um palco de livre acesso aos músicos que atuam ou não profissionalmente em Porto Velho. “Muitos deles já conseguiram até contrato depois de se apresentar, já que o público é bem diversificado, formado por pessoas de todas as idades e classes sociais, e nesse meio, sempre há empresários que vêm a praça da estrada de ferro trazer a família pra passear e acaba dando mais atenção a atração musical que estamos oferecendo”, explica Géri Anderson, coordenador do projeto.
De acordo com os organizadores, já passaram pelo palco cantores anônimos e também os mais conhecidos da noite portovelhense, como Gilson Canuto, Danilo Monteiro, Charlene Marques, Electo Azevedo e Beto Sales, que são cantores do gênero MPB e Pop Rock, assim como também o Zezinho dos Cobras, do forró pé de serra, o Toninho Tavernard e Beto Cézar que são do samba, os grupos Vento Sul e Trio Amazônico, e a ideia é estar sempre variando as atrações musicais e, principalmente, revelando os talentos da região, que nos dias de hoje vem ganhando destaque até nacional com músicas autorais, como é o caso mais recente da banda Versalle, que ficou famosa e até hoje faz shows além de nossa fronteira.

O Projeto Som Livre é realizado todos os domingos a partir das 16 horas no espaço gramado da Madeira Mamoré, e oferece tapetes de lona para quem não leva a sua toalha para forrar no imenso tapete de grama da praça. Neste próximo domingo terá apresentação musical espacial de São João, com o grupo Casca de Alho, o cantor Silvinho Santos, que recentemente ganhou um prêmio musical lá em Manaus-AM, o cantor Electo Azevedo e Edmilson do Acordeon, que vão fazer uma releitura de músicas famosas no ritmo do xote e do forró pé de serra. Quem quiser se apresentar em futuras edições é só entrar em contato com a coordenação do projeto pelo 99246 0907 e agendar uma data.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Lenha na Fogueira 23.06.17

Saiu a programação oficial da XXXVI Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás – Arraial Flor do Maracujá.
********
A abertura oficial está marcada para as 20h30 minutos do dia 3 de julho, uma segunda feira. O problema, é que não consta da Programação o show do Fala Mansa. Fala apenas que haverá o show de abertura, porém não divulga o nome da atração.
********
Tudo indica que a direção da Federon mais uma vez foi iludida pela equipe da prefeitura de Porto Velho, pois quem solicitou o espaço do Flor do Maracujá para realizar o show do Fala Mansa foi a prefeitura através da Funcultural.
*******
No dia 27 de maio, quando a Federon ofereceu coquetel de lançamento do arraial Flor do Maracujá, o presidente da Funcultural Antônio Ocampo Fernandes frisou em seu discurso, “Estamos trazendo de graça pra vocês, o Show do Fala Mansa”.
*******
Na mesa estavam o prefeito Hildon Chaves, o superintendente da Sejucel Rodnei Antônio Paes, Júlio César da Semdestur, vereador presidente da Câmara Maurício Carvalho, ex senador Expedito Júnior e o presidente da Federon Fernando Rocha.
*******
A plateia formada por dirigentes de grupos folclóricos, aplaudiu o discurso do Ocampo. Por outro lado, o presidente da Câmara de vereadores e o ex senador Expedito garantiram que conseguiram recursos junto a empresas privadas, que seriam repassados aos grupos folclóricos.
********
Bom! Pelo que o Secretário da Semdestur declarou em entrevista a nossa reportagem, publicada na edição da última quarta feira, o Ministério do Turismo cortou todos os recursos que seriam utilizados para patrocinar shows artístico. No caso de Porto Velho, os que estavam programados para acontecer nos Festivais de Praia de Jacy e Fortaleza do Abunã e é claro que o Fala Mansa também entrou na tesoura do Beltrão.
*******
Não posso garantir, mas, tudo indica que não vamos ter o show do Fala Mansa na abertura do Flor do Maracujá. Quem colocou todo mundo nessa roubado foi o “gordinho” da Funcultural.
*******
Bom, o certo é que com Fala Mansa ou sem Fala Mansa o Flor do Maracujá vai começar no dia 3 de julho. Temos que dizer que o prefeito Hildon Chaves remanejou para a Funcultural R$ 200 Mil que devem ser repassados aos grupos folclóricos. Pelo menos isso!” Valeu prefeito. Falta o Expedito e o Maurício Carvalho cumprirem suas partes.
*******
Só sei que estarei tirando versos de Amo de Boi, no Flor do Maracujá, no dia 15 de julho a partir das 22 horas pelo Corre Campo.
*******
Aliás, a novidade na programação distribuída pela Federon para o Flor do Maracujá deste ano, é que os Bois Bumbás se apresentam antes das quadrilhas. Exemplo: no dia 15 de julho as 22 horas, quem vai dançar é o Correr Campo e as 23 horas encerrando as apresentações, a quadrilha campeã do ano passado JUABP.
********
Isso quer dizer, que os Bois estão perdendo em público para as Quadrilha Juninas. Não me surpreende, pois noventa e nove por cento dos bumbás de Porto Velho, de um tempo para cá, só sabem exaltar os grupos de Parintins. Só quem ainda coloca alguma coisa característica da brincadeira em Porto Velho, é o Corre Campo. Infelizmente!
*******
Mudando de pau ora cacete! Quem está super aperriada é minha amiga Emília Araújo. Acontece que a matéria sobre o Palácio das Artes na qual o presidente da Funpar afirma que para a imprensa cobrir os eventos, o produtor terá que pagar uma taxa no valor de R$2 Mil tá dando pano pras mangas.
*******
Quem saiu fulo da vida com a decisão do Rodrigo da Funpar, foi o Coxinha que, por não ter recolhido a taxa, não pode convidar a imprensa. Não deixaram nem ele dar entrevista nas dependências do teatro.
******

Esse negócio não tá pegando bem pro governo de Rondônia!

Centenário do samba tem Selo comemorativo da ECT


A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos -EBC em parceria com a Funcultural de Porto Velho, Federação das Escolas de Samba – Fesec e Projeto Samba Autoral, promoverão no dia 1º de julho, o lançamento do Selo Comemorativo, alusivo ao Centenário do Samba.
A solenidade de lançamento vai acontecer no Calçadão Manelão em frente ao Mercado Cultural em Porto Velho. Este evento vai acontecer apenas em três capitais brasileiras, Rio de Janeiro, Cuiabá e Porto Velho e na cidade Ubá em Minas Gerais. “É uma honra saber que nossa capital Porto Velho foi selecionada para realizar o lançamento do Selo do Centenário do Samba. “Isto quer dizer, que somos uma cidade considerada sambista pelos pesquisadores do Brasil”, disse o compositor Oscar Knightz.
Em reunião realizada com representantes das entidades que trabalham a questão do samba em Porto Velho, foi aprovada a programação que deverá começar as 16h30 do dia 1º de julho com a presença de personalidades do mundo do samba em nossa capital. No Calçadão Manelão será montada toda a infraestrutura de palco, sonorização e iluminação. A coordenação do Projeto Samba Autoral aproveita a oportunidade para convocar os compositores que participam do Projeto para reunião nesta sexta feira 23, no Bar do Calixto as 18h30 “Para afinarmos a viola” alerta Oscar.
A programação oficial ficou assim: 16h30 – Lançamento do Selo; 17h00 26ª edição do Projeto Samba autoral e as 18h30 apresentação das escolas de samba filiadas à Fesec. Cada escola de samba deverá apresentar o casal de Mestre Sala e Porta Bandeira.

Edital

Cem Anos do Samba Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil Símbolo da nossa nacionalidade, reconhecido internacionalmente, expressão cultural e social originária das populações afrodescendentes, incorporada ao cotidiano de todos os brasileiros, de Norte a Sul do país, o Samba recebe nessa emissão dos Correios o reconhecimento do seu poder integrador, ressaltando os valores e tradições das comunidades de sambistas que construíram o seu legado e movem a sua história rumo ao futuro. A gravação do samba “Pelo telefone”, de Donga e Mauro de Almeida, em 1916, é um marco sinalizador do que viria a acontecer com essa arte. Nascida nos terreiros, se espalhou pelas cidades.
Quando falamos em escolas de samba, vemos as cores tradicionais, as bandeiras (os pavilhões protegidos pelo casal de mestre- -sala e porta-bandeira), os símbolos (como a águia da Portela e a coroa do Império Serrano), os padroeiros, os toques típicos de cada bateria, inspirados, quando ainda preservados, nos de cultos religiosos de matriz africana, toda uma tradição que se revivifica a cada nova reunião dos sambistas, a cada nova criação de um samba de terreiro, a cada novo desfile no carnaval. Mas o samba é muito mais. Não é só carnaval, com alguns pensam. Ele é uma expressão vivida no cotidiano, se dá o ano todo, no dia a dia dos brasileiros.

Em 2007, o samba – nas variações partido-alto, samba de terreiro e samba-enredo – recebeu do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) o título de patrimônio cultural imaterial do Brasil...

Exposição dos trabalhos de Lu Silva no Asfaltão


Maria Luiza Silva, Beradeira, formada em moda no estado de São Paulo é Artista Plástica, Atriz, Palhaça, Artesã, Maria das Chaves, Maria das Flores, Maria das Marias, Mãe, Amiga, Ativista Cultural. Além disso, é uma mulher de boa energia, aonde chega, nos leva sempre muita alegria com sua arte.
Para Lu Silva, diante da linda arte da vida, foi impossível não imitá-la e por literalmente a mão na massa, materializando em arte plástica, retratada em seus quadros, figurinos, painéis, bonecos e fantoches. Foi além dos trabalhos com a precisão dos dedos e das mãos, viaja em seus cenários e personagens marcantes como a Palhaça Mangaba que encanta as crianças e a Maria das Chaves, criada especialmente para o tradicional carnaval de Porto Velho.
Com um grande acervo, a parceria entre Lú Silva e GRES Asfaltão, nos dias 28, 29 e 30 de junho, realizará no Mercado Cultural do Município, uma grande exposição de seus trabalhos.
A abertura da exposição acontecerá no dia 28/06(quarta feira), a partir das 19h30, num grande ato cultural, com música e poesia.
RIFA
Mesmo diante de um momento difícil de sua vida, preocupada como a cultura, Lú, doou uma de suas obras de artes para a Escola de Samba Asfaltão transformar em recurso, que subsidiará os projetos que a Agremiação realiza.
Sabemos que seja qual for o segmento, arte cênica, música, poesia, plástica, dentre outras, é impossível mensurar preço. Impossível mesmo, pois não tem preço, uma vez que é impossível quantificar o “quantum” vale um trabalho que nasce da alma e do coração.

Mas a Escola está vendendo uma rifa deste quadro, que custa apenas R$ 10,00 e conta com a colaboração dos amigos e amigas. O sorteio desta rifa acontecerá dia 30/06, sexta feira, no samba do poeta Ernesto Melo e a Fina Flor do Samba, quando faremos o ato de encerramento da exposição. (Silvia Ferreira de Oliveira Pinheiro – 9982-9381 Diretora de Comunicação)

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Lenha na Fogueira - 22.06.17


O Blog de “Ponta Cabeça” da minha amiga Emília Araújo, deixou a imprensa que cobre os eventos do Palácio das Artes Rondônia administrado pela FUNPAR literalmente de “Cabeça Virada” no zezeu.
********
Acontece que a blogueira ouviu do presidente da Fundação Teatro das Artes – Funpar Rodrigos Barros, que “A partir de agora, a imprensa só terá acesso ao Teatro Estadual Palácio das Artes para cobrir algum evento, caso o produtor responsável pelo espetáculo pague o valor referente a R$ 2 mil pelo uso da imagem do espaço”.
********
Deu pra entender isso aí, gente boa do grupo União dos Jornalistas e editores de tudo quanto é jornal, seja impresso, site os cambaus. Tá todo mundo proibido de publicar foto dos espetáculos que acontecerem naquele teatro.
********
Aliás, se o Produtor do evento que estiver acontecendo lá, quiser que a imprensa divulgue publicando fotos, terá que pagar R$ 2 Mil para a Funpar.
********
Se quiser oferecer coquetel utilizando o hall de entrada do Palácio das Artes terá que pagar R$ 4.5 MIL. Isso sem contabilizar o aluguel do teatro propriamente dito, que segundo o seu Rodrigo Barros compreende apenas o palco e as poltronas, terá que recolher a conta da Funpar R$ 7 Mil.
********
Tudo bem sobre a cobrança do aluguel, para produção de peças teatrais, musicais, reuniões, conferências, missa, culto e outros eventos que costumam acontecer no Palácio das Artes.




*******
Agora, cobrar da imprensa R$ 2 Mil para fazer foto do teatro e do que está acontecendo em seu interior, acho que é má interpretação da Resolução que rege a utilização do espaço.




********
Só quem pode impedir a imprensa de fazer fotos durante os ventos, são seus produtores. Aliás, toda vez que vai começar um espetáculo, a direção da Funpar ou o produtor do espetáculo, solta um áudio solicitando que não se faça fotos utilizando flash. Essa é a solicitação, não existe nada de proibir que as pessoas e a imprensa faça fotos do que está rolando no palco.
*******
Algumas vezes a produção do espetáculo comunica que é proibido fazer foto do espetáculo. É um direito da produção e do artista que está no palco. Agora, a direção do teatro cobrar R$ 2 Mil da produção caso queiram que a imprensa faça foto do espetáculo, acho que é querer demais.
*******
Conheço a Resolução nº 001 (prestei serviço na Funpar) e não lembro desse item que orienta para a direção da Casa cobrar qualquer valor da Imprensa. Diz Rodrigo Barros que tem que cumprir a Normativa da Resolução “Se não serei penalizado por improbidade administrativa”.
********
Acho que o presidente da Funpar não soube interpretar a Normativa da Resolução nº 001. O que consta na Normativa, é que a cobrança deve ser realizada quando o evento se referir a cobertura de Formaturas, Conferencia, Palestras etc. Pois os promotores desses eventos, costumam utilizar o ambiente para fazer fotos com os formandos e isso as vezes é realizado em mais de um dia.
********
E mais, as fotos são cobradas dos formandos e então nada mais justo que a produção desses eventos paguem pela utilização do espaço. Não tem nada a ver com cobertura jornalística.




********
Em teatros como o Teatro Amazonas, as companhias teatrais, só podem utilizar as dependências (palco camarim etc.) após as quatro horas da tarde, pois, até esse horário, o espeço é aberto a visitação pública paga, porque o Teatro também é considerado Museu.
*******
O Palácio das Artes Rondônia não tem a característica de Museu, e nem tem telas de artistas plásticos expostas em seu hall, por isso, não tem o que oferecer aos turistas visitantes.
*******

Ele confundiu: fotografo de book, com Repórter Fotográfico. Apenas uma questão de conhecimento!