sábado, 23 de setembro de 2017

ENTREVISTA - WALTER SANTOS BARBOSA

          O ícone do esporte de Rondônia


Aos 77 anos de idade, Walter Santos Barbosa pode até não ter mais a vitalidade daquele adolescente, que por iniciativa de seus irmão Elizeu e Chico Santos (dois craques da bola), começou jogando futebol nos campos de várzea de Manaus e foi levado pelo técnico Lupércio para o Nacional, mais continua com o mesmo vigor, a defender os desportos em Rondônia. Walter pode ser chamado de atleta quase completo, pois atuou, além de jogador de futebol como jogador de basquete e vôlei. “Aliás, fui presidente da Federação de Vôlei”.
Na posição de quarto zagueiro é considerado o craque dos craques, participou como titular da excursão do Bahia por Rondônia, Acre e Amazonas, foi destaque na equipe do Moto Clube que jogou no Maracanã contra a seleção da Petrobrás. Foi selecionado pelo Comitê da Copa do Mundo de 2014 para ser homenageado em Porto Velho quando da passagem da Taça da FIFA. Se formos falar dos feitos de Walter Santos, não vai sobrar espaço para a entrevista que segue. Walter Santos o ícone dos ícones dos desportos em Rondônia.

ENTREVISTA


Zk – Sua identificação, por favor?
Walter Santos – Sou Walter Santos Barbosa nascido na cidade de Manaus no dia 14 de abril de 1940. Em Manaus com muita força de dois irmãos, Elizeu e Chico Santos culpados da minha iniciação no esporte, principalmente no futebol, porque a mamãe era daquelas mães que olhavam o esporte como uma coisa negativa. Como apareci bem jogando bola pelas várzeas de Manaus, consegui, inclusive olhado pelo Lupércio que era técnico do Nacional e me levou. E por uma força determinada dos dois irmãos, comecei brincar no juvenil do Nacional. Aos 16 anos minha mãe morre. O Chico Santos estava em Roraima e me chamou pra lá.
Zk – Em Roraima foi jogar em qual time?
Walter Santos – Fui jogar no Baré Esporte Clube onde fui tetra campeão na minha faixa etária.
Zk – E Porto Velho?
Walter Santos – De Roraima viemos para Porto Velho, já que o Chico Santos veio pra cá e ele era como se fosse meu pai, meu irmão mais velho. Legal foi a recepção que aprontaram pra mim na chegada.
Zk – Como foi?
Walter Santos – Acontece que vim com um pouquinho de fama como jogador de futebol, já tinha o talento. Quando o navio atracou no porto do Rio Madeira me disseram que duas pessoas estavam me esperando, uma pela parte do Vasco o Fera e a outra pela parte do Botafogo o Abelardo Castro. O Vasco que tinha como presidente o seu Anísio Feitosa que era também superintendente do Serviço de Navegação da Amazônia e Administração dos Portos do Para – SNAAPP.
Zk – Qual foi à proposta de cada um?
Walter Santos – O Abelardo disse que eu tinha que ficar no Botafogo porque eles iriam patrocinar meus estudos e além de que, o Botafogo era formado por uma moçada mais jovem que tinha a tudo a ver comigo e tal... Enquanto isso o Vasco da Gama me ofereceu emprego. Foram à noite na casa do Chico Santos que ficava no bairro Caiari e disseram, “Se você aceitar nossa proposta, amanhã já pode ir trabalhar na SNAAPP que naquele tempo já era ENASA. Aconselhado pelo Chico Santos aceitei a proposta do Vasco da Gama isso foi no ano de 1959.
Zk - Depois do Vasco?
Walter Santos – Joguei o campeonato daquele ano pelo Vasco e ficamos em quarto lugar. Antes de terminar o ano o Capitão Nascimento me chamou para o Ferroviário, daí pra frente foi só abraço.
Zk – Você na realidade foi um desportista quase completo, pois atuou como jogador e dirigente em várias modalidades. Fala sobre essa sede esportiva?
Walter Santos – Acho que essa história é aquela: Tu nasce com um pouquinho de talento esportivo e se tu tem esse talento tem que mostrar, como aqui em Porto Velho naquele tempo não tínhamos muita coisa pra fazer a não ser jogar bola, como era meu caso, tinha que praticar tudo, Basquete, Vôlei, Futsal e Futebol e graças da Deus fui campeão em todas as modalidades. Podemos dizer que naquela época nós também carregamos os esportes na costa, a gente já era radialista do Departamento de Esportes da Rádio Caiari, os professores de educação física aqui não davam muita bola pra isso, mais eu dei, juntamente com o Ribamar e João Dalmo correndo atrás de realizar os campeonatos. Eu carregava a bola de basquete, de futebol, handebol e voleibol era assim meu amigo.
Zk – Como surgiu o rádio na tua vida?
Walter Santos – Essa história é muito interessante. Desde criança, eu entrava no banheiro de casa e ficava narrando um jogo principalmente do Flamengo a moçada e principalmente minha família me chamava de doido. Aqui tinha a Rádio Difusora do Guaporé com Milton Alves e Osíris Lobo transmitindo os jogos e eu fui chegando e acabei engrenando puxando fio pra eles, na proporção que puxava os fios, começa a falar ao microfone e ai foi encaixando as coisas até que passei pra Rádio Caiari e aí sim como narrador e comentarista, o certo é que rodei todas as rádios de Porto Velho. Foram 30 anos de Caiari.
Zk – Como era ser radialista esportivo naquele tempo?
Walter Santos – A gente tinha que carregar aquelas maletinhas nas costas para fazer as transmissões, pra onde a gente ia, levava a maletinha. Pra onde o Voleibol ia, já que cheguei a ser presidente da Federação de Vôlei eu levava o equipamento. Assim transmitimos jogos de Florianópolis, São Luiz (MA), Interior de São Paulo a gente chegava e ligava o equipamento e mandava via Embratel pra cá, assim acontecia com as demais modalidades, principalmente o futebol.
Zk – Como foi a história de jogar no Bahia?
Walter Santos – O Bahia veio jogar aqui em 1965 e eu tive o prazer de anular o que eles tinham de mais importante, que era o ataque, como quarto zagueiro e os caras ficaram impressionados, o quarto zagueiro deles chamado Ivan Carioca se machucou e eles tinham que fazer cinco partidas no Acre, foram a minha casa e eu perdi permissão a minha mulher. Resultado foi que embarquei com eles. No Acre fui muito aplaudido porque a moçada já minha conhecia daqui, jogamos mais cinco partidas aqui em Porto Velho e fui até Manaus, mas, a família pesou mais e eu retornei. O Baba um dos craques do Bahia dizia; “Vamos com a gente Porto Velho, tu tem futuro. Se não der certo tu volta” Optei por volta pra cá.
Zk – Daquela época você tem alguma seleção?
Walter Santos – Tenho uma seleção cravada: Sergio (goleiro), Faz tudo (lateral), Fio, Walter Santos e Bezerra, meio de campo Alcimar e Meireles no ataque Soares, Bacu, Edu e Bacurau. Esses sabiam jogar futebol, segundo comentários, olha só, a boçalidade aqui, dizem que só tinham dois craques: Walter Santos e Bacu. 
Zk – Como foi que o Moto Clube conseguiu jogar no Maracanã?
Walter Santos – A família Melo da Rocha em especial o Rochilmer comprou meu passe. Naquele tempo apesar de sermos considerados amadores, a gente ganhava muito mais que os profissionais de hoje, pois os dirigentes conseguiam bons empregos, além de um salariozinho como jogador ainda tinha os bichos por vitória. A família Rocha tinha uma amizade muito grande com o Dr. Silvio Coelho que foi o empresário que construiu o primeiro prédio com mais de três andares em Porto Velho o edifício Rio Madeira ali no centro e o Dr. Silvio era participante da diretoria não lembro, se do Flamengo ou Botafogo do Rio de Janeiro e se comprometeu a tentar uma partida do Moto Clube no Maracanã e deu certo.
Zk – Quando foi isso?
Walter Santos – 1969 embarcamos na VASP que passava quase 24 horas pra chegar ao Rio. No dia 21 de agosto daquele ano, estávamos la dentro do Maracanã onde ficamos por quatro dias, para enfrentar a equipe da seleção da Petrobrás, um jogão de bola, na preliminar de Brasil e Colômbia 6 X 2. Legal foi que ficamos no mesmo vestiário da Seleção Brasileira e tivemos a oportunidade de bater papo com Pelé, Gerson, Rivelino, Tostão, Clodoaldo, já pensou, a gente tremia de emoção. Fomos pro jogo, 144 mil pessoas no Maracanã e a Petrobras empatou com a gente 3 x 3.
ZK – Há quem diga que a implantação do profissionalismo prejudicou o futebol em Porto Velho. Qual sua analise a esse respeito?
Walter Santos – É bobeira! Muita gente fala isso, por uma situação administrativa, agora dizer que o profissional atrapalhou o amador ou vice versa é demais. O profissional tinha que acontecer. O que atrapalhou foi que quando entrou a Federação de Futebol de Rondônia ela pensou só no futebol e esqueceu o restante, antes era Federação de Desportos de Rondônia que tinha o Kakulakis, Nei Leal, Nogueira que era o presidente e eu já estava lá como dirigente. No caso do futebol profissional o que não teve foi estrutura. Quem passou do amador para o profissional naquele ano de 1990? Só o Ferroviário que no primeiro ano perdeu o título na decisão e desistiu. Depois o Flamengo com o Helio Silva e seu irmão e deu um pouquinho de continuação, to falando dos times antigos. Depois entrou Gênus, Cruzeiros e esses times todos.
Zk – Vamos falar sobre a família. Você é casado, sua esposa é daqui?
Walter Santos – Esse é outro lance importante. Se me perguntarem eu digo que sou rondoniense, embora na minha identidade conste nascido no Amazonas. Vim pra cá com 16/17 anos estou com 57 anos em Porto Velho. Minha esposa Maria Alencar Barbosa uma portovelhense loira muito bonita é daqui, são 56 anos de casado que coisa linda, Filhos e netos todos daqui.
Zk – Quais o melhores na quarta zaga do seu tempo?
Walter Santos – Isso aqui foi um celeiro de quartos zagueiros, só tem craque, exemplo: Walter Santos, Nequinho, Dedé, Toinho, Mundoca. Essa turma jogava com elegância. (NR – Todo mundo queria imitar o Walter na posição de quarto zagueiro nos times de Porto Velho).
Zk – Para encerrar. Como surgiu a idéia de prestar homenagem aos desportistas de Rondônia numa seção solene da ALE?
Walter Santos – A idéia pertence ao Waldemir Aguiar que é assessor do deputado Lazinho da Fetagro (PT), numa conversa ele me falou da idéia e pediu minha colaboração e eu respondi; Rapaz eu abraço, agora, é preciso alguém para nos ajudar. E ele disse que já tinha falado com o deputado Lazinho. Quando ele falou da Fetagro fiquei cabreiro, o cara é da agricultura, não tem nada a ver com esporte, mesmo assim fui conversar com o deputado e falei que só daria certo, se a homenagem fosse para todas as categorias e não apenas para o futebol, ele aceitou de imediato minha sugestão. Essa já é a segundo leva de homenageados. Na primeira fui homenageado como Radialista e Jogador de Futebol.
Zk – Como narrador, quais os jogos que marcaram sua carreira de radialista?
Walter Santos – Da seleção brasileira narramos uma partida em Uberlândia e outra em São Paulo eu e o Ribamar cada um pegando um tempo. Aqui dos nossos clubes, a Copa Brasil transmitimos todos, pois naquela época, aconteciam os jogos de ida e de volta independente do placar. Fomos ao Nordeste, Sul, Sudeste transmitindo os jogos dos nossos clubes. Transmitimos também a sub-vinte direto de São Paulo principalmente quando o time é de Porto Velho.
Zk – Copão da Amazônia?
Walter Santos – Já peguei o finalzinho do Copão, estava mais pro rádio. Ainda fui campeão do Copão como técnico do Ferroviário em 1980 jogando lá em Macapá.
Zk – Você jogou em quais times de futebol em Porto Velho?
Walter Santos – Joguei cinco meses no Vasco da Gama do Fera, Ferroviário durante 8 anos e Moto Clube durante dez anos.
Zk – Hoje?
Walter Santos – Tenho um Departamento de Esporte na minha mão na rádio Transamazônica 105.9 FM e para manter esse programa por tantos anos, é preciso ter credibilidade e essa credibilidade graças a Deus é dada por pessoas de alta capacidade na vida empresarial de Porto Velho. É como se você estivesse à beira do gramado, veja o jogo daí, curtindo essa entrevista feita pelo Zekatraca. É shooooooow!

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Patty Kiss – Divulgando a Guitarra Baiana

A musicista Patty Kiss encontra-se em Porto Velho divulgando a Guitarra Baiana uma junção do cavaquinho com o bandolim. O instrumentista Armadinho ajudou a desenvolver novos modelos de guitarras baianas em parcerias com luthiers como Luizinho Dinamite, Vitório Quintanilha e o grande Elifas Santana, além de ser o responsável pelo acréscimo da quinta corda ao instrumento.
Enquanto isso, aos 12 anos a menina Patty foi convidada a subir num trio elétrico para mostrar seus dotes com a Guitarra Baiana. “Na verdade eu só sabia tocar duas músicas, mais o cantor da Banda, logo notou esse meu problema e quando sentia que eu estava segura nas notas dizia: agora é com você Patty e assim fui cada vez mais, me dedicando ao instrumento”.
Depois dessa experiência, Patty foi morar no Rio de Janeiro e começou acompanhar alguns artistas, conseguindo fazer o início de uma boa divulgação. Ao retornar a Salvador Patty conta: Comecei a tocar com a banda Didá que era uma banda percussiva regida por Neguinho do Samba que também regeu o Olodum por muitos anos e criou a Didá que era integrada apenas por mulheres e lá estava eu. Foi aí que pela primeira vez, consegui tocar com Armadinho. Aroldo irmão de Armadinho me viu tocando criança e disse: “Vou fazer uma escolinha pra você estudar, foi ele que me apresentou a Armandinho, o tempo passou e voltamos a nos encontrar, quando ele foi colocar um solo no CD de Daniela Mecuri e nossa banda tinha uma participação no disco. De outra vez, estava dando aula de inglês e ele foi tocar na escola e eu disse, perco o emprego mas, não perco o show de Armandinho, aí ele chegou comigo e disse: “Você leciona inglês toca guitarra baiana entre outras coisas, você precisa levar mais a sério essa história de guitarra baiana”.
A Banda Didá fez muito sucesso.

Ao deixar a Didá Aroldo a levou para fazer carnaval na Banda onde tocava o Armandinho e a menina passou a fazer parte da equipe de produção da banda do seu ídolo. “Não tinha coisa melhor. Na Banda “Armandinho, Dodo e Osmar” eu praticamente cuidava de tudo. Cheguei a criar uma empresa de iluminação só porque eu via que eles se estressavam com a falta de compreensão dos iluminadores, afinal de contas a maioria são pessoas idosas, que merecem mais atenção e respeito. Para evitar isso criei a empresa e disse: Daqui pra frente vocês não serão mais aporrinhados”.

Em Porto Velho

Patty Kiss está em Porto Velho, com patrocínio da Amil Plano de Saúde e da MIG a única empresa que fabrica encordoamento de guitarra baiana no mundo, com a missão de divulgar o instrumento. “Isso sempre foi meu sonho, levar ao conhecimento de pessoas que vivem distante da Bahia o instrumento que amo. Por outro lado, estou em um relacionamento com o Ronald Vasconcelos que inclusive está produzindo um show que vou realizar em Salvador. Estamos a disposição de quem quiser apoiar palestras, apresentações e oficinas de Guitarra Baiana.

O telefone para contato é, (69) 9 9284-1060. “Vou ficar aqui a disposição durante 30 dias. Um dos pontos onde posso ser encontrada é na Escola de Música Jorge Andrade.
Patty Kiss irá se apresentar na próxima sexta feira dia 29, com Ernesto Melo e a Fina Flor do Samba no Mercado Cultural.

Lenha na Fogueira - 23.09;17

A exposição Parque das Artes – Artes por Toda Parte, está no Museu da Memória Rondoniense onde fica até o dia 30 de outubro.
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Os artistas João Zoghbi, Geraldo Cruz, Rita Queiroz, Franciney e Timides são os expositores. A exposição ficou na galeria do Porto Velho Shopping até o dia 13 de setembro. Agora no Museu da Memória antigo palácio do governo, pode ser visitada de segunda a sexta das 8 as 12 horas.
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Na próxima semana, vários eventos culturais vão acontecer no estado de Rondônia. Em Guajará Mirim o boi Flor do Campo reúne grupos folclóricos de Porto Velho num minifestival. Vai ter concurso de quadrilha com a participação da Rádio Farol, Rosa Divina, Girassol das Três Marias e com os grupos de Guajará. O grupo de dança de toada Watku Mayakan vai digladiar com um grupo de Guajará pertencente ao Flor do Campo.
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Em Porto Velho o grande evento, vai ser a homenagem que a família do João Henrique - Manga Rosa vai fazer no Mercado Cultural, para lembrar um dos nossos melhores músicos. Manga Rosa é o autor do samba Triângulo que muita gente pensa que foi feito para a escola de samba “O Triângulo Não Morreu”, que foi fundada pelo Guarda da Madeira Mamoré Miguel, Paulo Machado, Zé Cardoso e Gia.
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O Samba Triângulo foi feito para homenagear os boêmios que se reuniam na casa da dona Abgail, esposa do sertanista famoso Francisco Meirellers que ficava no pé do Morro do Triângulo, na estrada que dava pro “Burrinho” o Igarapé onde se fazia a captação de água para abastecer a cidade de Porto Velho.
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Apesar de a homenagem estar marcada para acontecer sexta feira dia 29 no Mercado Cultural, não tem nada a ver com o Projeto Ernesto Melo e a Fina Flor do Samba. A festa para Manga Rosa começa as 19 horas e a Fina Flor do Samba só vai começar depois.
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Quem vai comandar a banda que vai acompanhar os cantores do Manga Rosa” é o Bainha. Com certeza vamos ver tocando no palco do Mercado Cultural a turma do Asfaltão o que se for confirmado será show.
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Outro show que vai acontecer também no dia 29, é a apresentação do Silvinho Santos com seu pai e dançarinas e dançarinos de toada de boi bumbá. Esse espetáculo para os professores começa as 8 horas da manhã na sede do Sintero.
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Tu viu aí a nossa candidata a Musa do Brasil a Kell Rosan? É um verdadeiro furacão. Não sei não, acho que ela vai trazer o título para Rondônia e ainda vai desfilar numa escola de samba de ponta do Rio de Janeiro. O Negra bonita!
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Quero aqui fazer um reparo. Na matéria sobre o prêmio Fiero Paulo Queiroz de Jornalismo, deixamos de citar o nome do fotografo Rosinaldo Machado, como participante daquela mesa de onde saíram praticamente todos os premiados, inclusive, o Machado foi um dos premiados em parceria com o Montezuma Cruz.
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Por falar nisso, a edição do jornal Alto Madeira do próximo dia 1º, já está praticamente toda vendida. É mais quem quer comprar, para guardar como recordação a última edição de um dos jornais impressos mais antigos do Brasil.
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O Alto Madeira completou no último mês de abril CEM ANOS circulando em Rondônia. Agora sua direção publicou comunicado, informando que o Jornal Impresso vai deixar de circular. É uma notícia que nos deixa triste.
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Foi no Alto Madeira que demos nossos primeiros passos rumo a nossa participação nos meios de comunicação de Rondônia. Em 1957 começamos a trabalhar como Office boy no jornal cuja redação era em frente a Praça Jonathas Pedrosa.
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Praticamente na mesma época, seu Euro Tourinho começou a escrever sua famosa coluna “Eurly” . Coluna Social que até hoje não foi superada.

Candidata a Musa do Brasil, Kell Rosan fala sobre Cris Vianna

Candidata a Musa do Brasil 2017 pelo estado de Rondônia, Kell Rosan, que é a única negra no concurso, falou sobre a admiração pelo trabalho e pela história da atriz Cris Vianna.
“Me inspiro na história e na beleza de Cris Vianna, uma mulher maravilhosa, uma atriz incrível, a estrela do carnaval carioca. Cris Vianna é sinônimo de beleza e talento. Além de ser mulher negra, num país tão preconceituoso, ela é humana. A Cris é minha inspiração”, revelou Kell Rosan
Influenciando-se na versatilidade da atriz que já foi rainha de bateria, Kell falou ainda sobre o carnaval de 2018 e suas expectativas para desfilar no carnaval do Rio de Janeiro.
“Recebi convites para desfilar no carnaval do Rio, mas nada definido ainda, por enquanto só conversas. Mas confesso minha admiração pela festa dos cariocas e o meu desejo em lacrar na Marquês de Sapucaí”, confidenciou.
Fotos: Anderson Lima / M2 Mídia.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Desportista de Rondônia homenageados na ALE

Na manhã de ontem 21, convidado pelo cerimonialista Lenilson Guedes participamos da Sessão Solene em homenagem aos desportistas de Rondônia, presidida pelo deputado Lazinho da Fetagro (PT), no plenário da Assembleia Legislativa de Rondônia.
A galeria da ALE ficou pequena para tanta gente que foi prestigiar a merecida homenagem aos desportistas que levaram e levam o nome do nosso estado ao patamar mais alto do pódio desportivo. Lazinho agradeceu a presença de todos e enalteceu o trabalho de cada um dos profissionais na história do território rondoniense.
Lazinho ressaltou que a cerimônia só foi possível com o esforço do assessor Waldemir Aguiar Bastos. “Foi tudo coordenado pelo Waldemir. Nosso mandado é um pouco diferente, cada um cuida de uma parte e ele foi responsável por tudo isso”.
Ao usar a palavra Waldemir agradeceu o parlamentar pelo esforço de realizar a Sessão Solene. “Um cara que está aqui por causa da agricultura familiar, mas que abriu espaço para o esporte. Eu queria dizer que entre o sonho e a realidade existe uma coisa chamada ação, e se colocarmos os dois juntos podemos realizar tudo” disse Waldemir.
O presidente da Federação de Atletismo Walter Brasil Filho contou um pouco da carreira dos homenageados e enalteceu o passado dos atletas, que atuaram para engrandecer a área em Rondônia e no país. “Nós temos um passado de glória, sinceramente, com os esportes especializados”.
O gerente de Educação Física e Cultura Escolar da Secretaria Municipal de Educação de Porto Velho (Semed), Eli Lima Bezerra, disse que os esforços para reconhecer a área devem sair do papel. “Eu espero que não fique só nas homenagens, mas que haja o apoio necessário para que tiremos nossas crianças das ruas, através do incentivo ao esporte”.
Representando a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), o chefe do Núcleo de Esportes Expedito Santana cumprimentou Lazinho pela homenagem e os demais atletas. “Espero que vocês (os jovens) se espelhem nas pessoas que estão sendo homenageadas aqui, porque são exemplos de pessoas que ajudam o nosso Estado”.
O jornalista Sílvio Santos, conhecido popularmente como “Zé Katraca” também fez um pequeno discurso. “Para nós é motivo de orgulho ter a presença de desportistas que brigaram tanto no aspecto nacional e regional”.
L'u Cabral afirmou que gostaria de um projeto feito pelo parlamentar que, propôs a cerimônia para a implantação do esporte nas escolas, faculdades e universidades do Estado. “Espero que se transforme num Projeto de Lei determinando que o esporte amador seja solidificado, através da implantação dos esportes nas escolas, faculdades e universidades”.
Da Redação e da ALE/RO - DECOM – Isabela Gomes
Foto: Gilmar de Jesus

Lenha na Fogueira - 22.09.17


As coisas no âmbito da cultural em Rondônia, começaram a funcionar. É como diz o didato: 'Antes tarde do que nunca'.
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Depois de uma árdua batalha, encabeçada pelo Fabiano e a equipe da Gerência de Cultura da Sejucel, os Editais de fomento a cultura começaram a ser publicados. Ano passado acanhadamente dois deles abriram o caminho, Zezinho Maranhão de Música e Lídio Sohns de audiovisual, foram os embriões. Os dois deram certo e alcançaram sucesso. Isso fez com que a equipe do Rodnei convencesse o governador Confúcio Moura que a melhor jogada para as Setoriais da Cultura é a publicação de editais.
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Pena que os editais que estão abertos, só terão os Projetos contemplados, no início do próximo ano. Isso quer dizer, que dificilmente outros editais serão publicados no ano de 2018. Sabem por que?
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Primeiro porque, segundo estão falando, o governador Confúcio Moura vai deixar o governo no início do ano, para se candidatar a uma vaga ao senado (justíssimo). Como sabemos, em Rondônia não se pratica as chamadas politicas públicas, principalmente quando se trata de cultura. Aqui cada governo que entra, coloca em prática as ideias que ele traz na mente, desde quando era criança e disse: “Um dia se eu for governador de Rondônia, vou fazer assim, assim na área cultural”, quer dizer, a politica pública não tem andamento.
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Esse é o problema, 2018 vamos ter que escolher um novo governador uma vez que Confúcio não pode mais se candidatar ao cargo. Aí vamos ter que ficar rezando para o próximo governador continuar com a política dos editais.
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Fabiano que após deixar o quadro de funcionários do Sesc tem todo o tempo do mundo para cuidar da politica cultural da Sejucel, está com vontade de continuar lutando pela manutenção dos editais.
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Por falar nisso, na próxima quarta feira 28, no Palácio da Memória Rondoniense antigo palácio do governo, as 20 horas, Fabiano vai ministrar oficina de capacitação sobre como desenvolver projetos para atender os editais já publicados. Vamos lá camba de produtores culturais.
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Outro lance bacana em prol dos segmentos culturais e de lazer, foi o que estava previsto para acontecer ontem a noite, na sede da FUNCULTURAL, a discussão da nova minuta da Lei 190.
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Parece que dessa vez, a fadada e odiada Lei Municipal 190, será defenestrada da agenda cultura de Porto Velho. Quem está comandando esse levante é o meu amigo gordinho Judilson Dias.
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Não vai ser fácil mexer na atual 190. Essa Lei foi criada para “amarrar” a empresa que promovia o carnaval fora de época em Porto Velho através do Bloco Maria Fumaça. Como o Maria Fumaça não tinha nada a perder, pois vivia as expensas de emendas parlamentares dos deputados estaduais de Rondônia. A lei pegou mesmo, foi tudo quanto era Setorial da Cultura.
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Se o Judilson e a equipe do Ocampo Fernandes conseguirem realmente modificar essa Lei, podem correr pro abraço. Será um feito que entrará para a história.
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“Lembra da 190? Pois é! Foi a equipe do Ocampo quem conseguiu modificá-la”. E assim caso dê certo, que nós envolvidos com a cultura de Porto Velho, vamos nos reportar ao lembrarmos da 190.
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Só não digo que as coisas estão entrando nos trilhos, porque a última vez que um governador usou essa frase, quase esmaga as finanças de Rondônia!
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Hoje é sexta feira e a melhor pedida é curtir Ernesto Melo e a Fina Flor do Samba no Mercado Cultural a partir das 20 horas. Dizem que o Thiago vai patrocinar todas, em comemoração a aprovação de sua tese de Mestrado que foi sobre Ernesto Melo e a Fina Flor do Samba.
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Quer bater um papo sadio, me procura no Mercado Cultural durante A Fina Flor do Samba!

FOMENTO - Inscrições para editais de fomento a cultura, abertas

O governo estadual através da Sejucel, está com inscrições abertas para produtores culturais em várias segmentos. Os editais de fomento a cultura foram publicados no Diário Oficial no último dia 5 de setembro.
Ao todo são R$ 350 mil nesta edição que serão distribuídos como premiação aos vencedores de cada segmento. No caso do teatro, serão R$ 60 mil para dois projetos de montagem de espetáculo (R$ 30 mil cada); R$ 30 mil para três de residência artística, que são intercâmbios entre artistas (R$ 10 mil cada);  e R$ 40 mil para a realização de seminários e festivais (R$ 20 mil cada). Para a produção de CD e DVD são R$ 100 mil a serem distribuídos entre cinco projetos (R$ 20 mil cada), enquanto para os vencedores da fotografia serão R$ 120 para as categorias exposição de fotografias, um total de seis, (R$ 60 mil), ou seja, R$ 10 mil para cada; uma proposta curatorial, que é a montagem de exposição com todas as obras vencedoras (R$ 20 mil) e R$ 40 mil para duas cenas fotográficas e capacitação (R$ 20 mil cada). Veja o resumo dos editais:
Prêmio de Literatura Rondoniense
Constitui objeto deste edital a premiação de 15 (quinze) iniciativas de fomento e apoio à produção e difusão à Literatura por meio da destinação de recursos para: edição, impressão e distribuição de obras literárias de escritores principiantes e consagrados; aperfeiçoamento e intercâmbio de escritores e acadêmicos em literatura, conforme as categorias: 1.1.1 Iniciação Literária; 1.1.2 Publicação Literária; 1.1.3 Literatura Acadêmica; 1.1.4 Reedição de livro; 1.1.5 Residência literária; 1.1.6 Capacitação e estudos literários. Estando cientes de que todos os candidatos deverão residir há pelo menos 3 (três) anos no estado de Rondônia e concorrer em apenas com uma das categorias.
Prêmio de Fotografia Dana Merril
Constitui objeto deste edital a premiação de 09 (NOVE) iniciativas de desenvolvimento cultural na área da Fotografia por meio da destinação de recursos públicos a: 1.1.1 projetos de exposição fotográfica; 1.1.2 projeto curatorial, e 1.1.3 projetos de capacitação e formação de estudantes e fotógrafos profissionais, conforme o tema: “Rondônia, mostra-me seu norte”. Abrangendo diferentes conceitos, estilos e técnicas fotográficas. Inclusive possibilitando a leitura do tema em diferentes aspectos, sejam estes: sociais, temporais, geográficos, políticos, estéticos, culturais e gênero. Desde que não ofendam nenhum segmento social/cultural/político ou mesmo os princípios deste Edital.
Prêmio de Teatro Jango Rodrigues
Constitui objeto deste edital a premiação de 05 (cinco) iniciativas voltadas para área do teatro, em âmbito estadual, por meio da destinação de recursos públicos a candidatos residentes há pelo menos 3 (três) anos em Rondônia.
Prêmio Produção Musical: Rondônia Autoral
Constitui objeto deste edital a premiação de 05 (CINCO) iniciativas na área da música visando financiar projetos inéditos e já concluídos de musicas autorais para “finalização e prensagem de CD’s ou DVD’s” de Artistas e/ou Grupos musicais residentes há pelo menos 3 (três) anos em Rondônia.
CAPACITAÇÃO
Antes de encerrar o processo de inscrição, Fabiano Barros realizará, a partir do próximo dia 28, capacitações de artistas em vários polos, começando por Porto Velho. A capacitação em Porto Velho vai acontecer no Museu da Memoria Rondoniense no palácio Presidente Vargas a partir das 20 horas.
Área de anexos