quinta-feira, 21 de março de 2019

Lenha na Fogueira - 22.03.19


A turma do folclore não está pra brincadeira! Ontem publiquei os endereços dos ensaios de algumas juninas e também sugeri a direção da Federon que seguisse o exemplo da coordenação do Arraial Flor de Cacto e premiasse com dinheiro em espécie, os melhores do Flor do Maracujá.

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Não demorou muito e o presidente da Federon meu amigo Fernando Rocha postou o seguinte:
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Em parte concordo como vc Sílvio na questão da Federon conseguir uma premiação, vamos conversar. O Regulamento dos Bois, é elaborado e aprovado pelos próprios presidentes de grupos de Bois, como presidente da Federon só tenho que acatar, agora se quiserem colocar todos esses quesitos não tenho nada contra, afinal a Federon somos todos nós.

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Meu amigo Fernando, não é bem assim não! A diretoria da Federon tem poderes para nomear uma Comissão para elaborar o Regulamento e mais, essa Comissão deve obedecer o que o Decreto de Criação da Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás do Arraial Flor do Maracujá que diz, que a Mostra, tem como objetivo fomentar, divulgar e preservar a cultura do estado de Rondônia em especial da Cidade de Porto Velho.

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E é claro que alguns diretores de grupos de Bois Bumbás, não querem que conste do Regulamento o quesito TOADA, pois preferem valorizar as toadas dos Bois de Parintins, a convocar nossos compositores a compor toadas falando do seu tema.

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No início o Regulamento dizia que pelo menos 70% das toadas deveriam ser inéditas.

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Depois, mudaram para apenas a TOADA que fosse inscrita para concorrer ao quesito MELHOR TOADA teria que ser inédita.

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E no ano passado, por uma artimanha de alguns dirigentes de bumbás, o quesito MELHOR TOADA (inédita) foi tirada do Regulamento.

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Agora vem o presidente da Federon dizer que o Regulamento dos Bois foi feito pelos dirigentes dos Bois. Isso não pode acontecer. O Regulamento tem que ser elaborado por uma Comissão nomeada pela direção da Federon, que até pode contar com pessoas ligadas aos Bois Bumbás mas, na maioria, deve ser integrada por pessoas de alto conhecimento da BRINCADEIRA DE BOI BUMBÁ e sua Cultura e principalmente, conhecer de Ponta Cabeça o Decreto do Governo do Estado de Rondônia que criou a Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás que acontece desde 1983 no Arraial Flor do Maracujá.

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Vou alertar os colegas da Federon: Caso, o Decreto de Criação do Flor do Maracujá não seja observado na elaboração do Regulamento das apresentações folclóricas deste ano de 2019, vamos protocolar Denuncia no Ministério Público.

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Nossas tradições precisam voltar a ser respeitadas. O Flor do Maracujá é uma festa cultural de Porto Velho e por isso, tem que preservar a cultura do nosso povo.

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Sobre a premiação o presidente Fernando Rocha escreve: É bom deixar mais claro essa premiação do Flor do Cacto de 15 mil, para não ser como no ano passado, que disseram que era uma premiação de 10 mil, mais no final não foi bem isso, porque foi tirado transporte, jurados tudo dos 10 mil, logo a premiação para os grupos não foi de 10 mil foi bem menos, o que deve ser feito e dito é se é 15 mil para os grupos, então transporte e jurados ou outras despesas, tem que ser de outra fonte. Só pra lembrar.

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Fernando Rocha prossegue: Vou sentar com a diretoria e ver a questão da premiação, pela Federon. Vale salientar que os recursos arrecadados das barracas, é para o custeio do evento em geral e manutenção da entidade durante o ano todo que só de energia se paga um absurdo. Agora se conseguirmos um patrocínio e se a maioria deliberar que seja feito premiação sem problema.

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Para encerrar. A quadrilha Rosas de Ouro ensaia na quadra esportiva Padre Mário a rua Campos Sales perto do Salve Jorge.

Cia Beradera de Teatro apresenta Espetáculo IFÉ


O espetáculo ÍFÈ, da Companhia Beradera de Teatro, estreia neste sábado (23), às 20h, em Porto Velho e tem como inspiração a história de importante figura religiosa de Porto Velho: uma mãe de santo cujo terreiro ficava entre os bairros Areal e Tucumanzal, região central da cidade, e era frequentado por políticos como Jerônimo Santana, primeiro governador eleito de Rondônia, e outros personagens importantes. O espetáculo tem 60 minutos e a classificação etária é de 14 anos.
A peça é resultado de um trabalho de investigação histórica de pelo menos dois anos, realizado por integrantes do Grupo de Estudos e Pesquisas Interdisciplinares Afro-amazônicos (GEPIAA) da Universidade Federal de Rondônia, entre eles o dramaturgo e diretor da montagem, Raoní Amaral. “Quando cheguei lá, me apaixonei pelo terreiro, me apaixonei pela história, e acabou se tornando a temática do meu TCC”.
O Trabalho de Conclusão de Curso foi adaptado a linguagem do teatro e contemplado com o Prêmio de Teatro Jango Rodrigues 2017, do Governo de Rondônia.
Raoní explica que nesse processo de pesquisa, uma característica comum observada nos terreiros visitados era a acolhida e a relação com comunidade do entorno pelos membros e pais e mães de santo, especialmente os trabalhos de caridade. “Essas histórias se repetiam, então decidimos retratar esse ambiente, essas características, e homenagear todas essas líderes religiosas”, explica o diretor.
Na peça, Andressa Silva, Diego Augusto e Júnior Brum dão vida a uma filha de santo, um estudante universitário e um quilombola, que serão responsáveis por apresentar a figura religiosa histórica ao público e envolvê-lo num espetáculo de cheiros, sensações e movimentos, percorrendo os quartos do antigo Hotel Pousada da Sete, num cenário composto por elementos característicos ao universo das religiões de matrizes africanas.
Além de uma homenagem a essas figuras, a montagem busca uma reflexão quanto ao preconceito e combate à intolerância religiosa. “Infelizmente o senso comum faz com que no dia a dia tratemos determinados elementos e costumes como algo ruim, falamos de macumba de forma pejorativa, por exemplo. Então a ideia é envolver o público no cenário afro religioso e desmistificar alguns desses conceitos pré estabelecidos”, finaliza Raoní.
As sessões de ÌFÉ seguem até o dia 7 de abril, sempre aos sábados e domingos, com limite de 21 pessoas por sessão. As senhas serão distribuídas gratuitamente uma hora antes de cada apresentação no local. O antigo Hotel Pousada da Sete está localizado ao lado da loja Zeta, na avenida 7 de setembro, próximo a Campus Sales.
FICHA TÉCNICA


Direção e Dramaturgia: Raoní Amaral.
Dramaturgia dos Quartos: Andressa Silva, Diego Augusto e Junior Brum.
Elenco: Andressa Silva, Diego Augusto e Júnior Brum.
Figurinista: Selma Pavanelli.
Costureira: Rita Magna.
Cenografia: Ismael Neves.
Trilha Sonora: Tanison Passos e Raoní Amaral.
Dramaturgia da Luz: Raoní Amaral.
Fotografia e Filmagem: Luana Lopes e Anne Salles.
Produção: Matheus Amorim e Raoní Amaral e Tanison Passos.

Viaja Mais Servidor elogiado pelo trade de RO

VALE DAS CACHOEIRAS EM OURO PRETO D'OESTE

Durante o Encontro de Prefeitos, Secretários e Empresas do Trade Turístico de Rondônia, que aconteceu nos dias 13 e 14 em Ouro Preto D’Oeste, um dos programas que faz parte das metas da Superintendência Estadual de Turismo – SETUR para ser implantado no segundo semestre deste ano “Viaja Mais Servidor” foi muito bem recebido pelo trade de Rondônia
O programa Viaja Mais Servidor vai ser o carro-chefe da Setur. “Nós equipe técnica de turismo vislumbramos, que se fomentarmos o turismo interno, economicamente o estado de Rondônia só tem a ganhar”. Hoje as agências de turismo vendem os outros estados, nossos hotéis estão com capacidade máxima de 40% quando muito 60%, ou seja, tem quartos ociosos, nossas empresas de transporte de turismo estão paradas, não estão tendo roteiros, a não ser na época de férias, nossas empresas de locação de veículos também estão atendendo apenas contratos, apesar de terem um potencial enorme para o turista interno, que pode muito bem deixar seu carro em casa e alugar um carro pra fazer um roteiro. “Queremos amarrar essa cadeia, vamos negociar valores de 20 a 40% com todos esses parceiros e tentar montar pacotes, pra que a gente possa oferecer aos servidores dentro do Programa Viaja Mais Servidor. Esse programa será um laboratório, dando certo, a gente estende pro Legislativo, Judiciário, daqui a dois anos temos como mensurá-lo atendendo também quem não é servidor e aí será outro programa paralelo: “Viaja Mais Rondônia”.
A equipe técnica da Setur nesse primeiro semestre, vai consultar a PGE, sentar com todas as entidades de classe escutar o lado deles. “Vamos montar um negócio bem amarrado para termos segurança, para no segundo semestre, poder fazer o lançamento oficial do Programa” disse Saulo.
Rondônia tem tudo. Vamos promover o nosso estado começando pela nossa própria população. Conheça o seu estado, visite os inúmeros pontos de atração turística e seja junto conosco um incentivador do desenvolvimento do turismo em Rondônia”, finalizou o superintendente da Setur Gilvan Pereira.

quarta-feira, 20 de março de 2019

Lenha na Fogueira - 21.03.19


Estamos chegando ao período dos ensaios dos grupos de danças folclóricas. Aliás, os grupos de dança de quadrilha junina já estão ensaiando para suas apresentações do “Circuito Junino” que começa no mês de maio, com a realização do Arraial Flor de Cacto e só termina no mês de agosto com a realização da Semana do Folclore.
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As quadras dos colégios de Porto Velho em sua maioria, abrigam todos os dias, ensaios dos grupos de quadrilhas. Por exemplo: a Rádio Farol ensaia na quadra esportiva do colégio Castelo Branco no bairro Arigolândia;
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A Quadrilha A Roça é Nossa ensaia na quadra do complexo esportivo Esperança da Comunidade na rua Mamoré, já a Flor da Primavera ensaia na quadra do colégio Tancredo Neves no bairro Caladinho e a Girassol ensaia na quadra do colégio Eduardo Lima e Silva e por aí vai…


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O Circuito Junino começa justamente com o Arraial Flor de Cacto no final do mês de maio. Por falar em Flor de Cacto, estive conversando com o presidente da Entidade que administra o Arraial, nosso amigo Clodoaldo mais conhecido como Negaça o engenheiro da cultura. E fui informado que os grupos que se apresentarem no Arraial do bairro Caladinho este ano, vão concorrer a uma premiação no valor de R$ 15 MIL.
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É isso mesmo, R$ 15 MIL que será distribuído do primeiro ao sétimo colocado. Vale lembrar que o Negaça faz o Flor de Cacto com poucos recursos, a prefeitura via Circuito Junino fornece apenas a sonorização. A coordenação do Arraial tem que correr atrás de patrocínio para bancar as arquibancadas, segurança e etc.
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E mesmo assim, o Flor de Cacto vai premiar os sete primeiros colocados, com dinheiro. O sétimo lugar deve levar apenas R$ 500 mangos, o mesmo que a Fulcutural está pagando para cada Banda de Rock que vai se apresentar no “Boto Rock”.
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Agora pergunto: Por que será que a Federon também não premia com dinheiro, os melhores classificados no Arraial Flor do Maracujá? Até o Flor do Maracujá do ano passado, a Federon conseguiu ratear entre os grupos de quadrilhas e bois bumbás que fazem parte do Grupo Especial R$ 200 MIL.
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Os bois recebem em média 10 Mil, depois que descontam as taxas cobradas pela empresa responsável pela produção do Arraial. As quadrilhas rebem menos que os Bois.
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Se a Federon pegasse os R$ 200 MIL e transformasse em premiação. Com certeza, os grupos caprichariam mais em suas apresentações, na tentativa de levar o prêmio maior.
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Se o Negaça vai premiar até o sétimo colocado na disputa do Flor de Cacto, com certeza a Federon poderia também fazer o mesmo e o valor seria bem maior.
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Os grupos se preparam para o Flor do Maracujá e quando ganham, levam para suas sedes, um troféu de acrílico, que não vale CEM REAIS.
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Alô Fernandão, Severino e direção da Federon, seria bom, vocês estudarem uma maneira de transformar os recursos oriundos da venda das barracas, espaço para o Parque de Diversão e exclusividade da cerveja que dizem, chega a mais de R$ 150 MIL, em premiação.
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Outra coisa que é preciso ser olhada com o maior carinho e responsabilidade, é o Regulamento das apresentações dos BOIS BUMBÀS no Flor do Maracujá. Ano passado tiraram o quesito TOADA o que consideramos como irresponsabilidade e falta de respeito para nossa tradição.
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Tiraram da planilha de julgamento o Quesito TOADA para usarem as toadas dos bois de Parintins. Não temos nada contra os bois de Parintins, mas, o Flor do Maracujá foi criado para fomentar a nossa cultura, e não a de outros estados.
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É preciso que a direção da Sejucel chame os dirigentes da Federon para exigir respeito para com a nossa tradição.

LIVRO - Porto, Velho Porto – histórias da cidade onde nasci e vivo


Autor: Sílvio M. Santos
Rua Presidente Dutra no começo Rua Divisória
Nesta edição damos continuidade as histórias que fazem parte do livro de minha autoria, que está prontinho para ser publicado, “PORTO, VELHO PORTO – HISTÓRIA DA CIDADE ONDE NASCI E VIVO”.
São histórias que pesquisei em publicações de vários autores que se preocuparam com a nossa história como Esron Menezes, Amizael Silva, Abnael Machado de Lima, Yedda Bozarcov, Manoel Rodrigues, Hugo Ferreira e em especial do meu amigo professor Francisco Matias, porém, a maioria das histórias relatam fatos vividos por mim, já que apesar de ter nascido no Distrito de São Carlos, vivi minha infância, adolescência e vivo até hoje, em Porto Velho. Muitas das histórias que os amigos tomarão conhecimento a partir de hoje, são exclusivas, pois foram vividas por mim, como é o caso do “Trem da Feira” e muitas outras. Infelizmente pelas normas acadêmicas, meu livro não pode ser considerado como de História, porém, as histórias nele contidas, posso garantir, (a maioria. foram vividas por mim) e as demais, são fruto de dias e dias de pesquisas.
Se você empresário editor, se interessar em produzir o meu Livro, entre em contato através do celular: (69) 9 9302-1960.

O ALAMBRADO DA RUA DIVISÓRIA


As pendengas entre o superintendente Guapindaia e a administração da Madeira Mamoré fizeram com que a Câmara Municipal aprovasse uma lei autorizando Guapindaia a dar nome às ruas. Entre as denominações uma passou se chamar Avenida Divisória (hoje é a Presidente Dutra). Para deixar bem claro, que os territórios obedeciam às leis impostas por seus administradores, os ferroviários construíram um alambrado dividindo as terras da Madeira Mamoré das do Município.
As outras ruas, segundo escreve Amizael em "No Rastro dos Pioneiros", foram a Sete de Setembro, Barão do Rio Branco, Floriano Peixoto e Pedro II.
Acontece que muito antes, a população de Porto Velho concentrava-se no espaço que hoje fica entre o Cine Teatro Resk e a Rua Prudente de Moraes, local que ficou conhecido como a Rua da Palha (hoje Natanael de Albuquerque).
Major Guapindaia

Dona Labibe Bartolo que veio de Manaus para Porto Velho com apenas três anos de idade em 1912, conta o seguinte: “A primeira rua que foi feita aqui, foi à Rua da Palha que era onde hoje é a Natanael de Albuquerque. Minha mãe tinha comercio lá”. Dona Labibe lembra que foi aluna da dona Develinda filha do Superintendente Guapindaia e que a Rua da Palha era repleta de comerciantes “principalmente vendedores de bugigangas”.
Já o capitão Esron Penha de Menezes lembra que a Rua da Palha abrigava tudo quanto era tipo de comércio, inclusive as casas de mulheres (prostitutas) de vida fácil. Esron também cita que a Barão do Rio Branco era conhecida como ‘Rua dos Portugueses’. "Ali na esquina da Presidente Dutra com a Sete de Setembro pelo lado do Cine Brasil (entre a Presidente Dutra e a José de Alencar lado esquerdo centro bairro), funcionou primeiro, o comercio de um espanhol conhecido como Maeta, depois foi que foi o Café Central do João Barril (Jangada Surf), local que se transformou no ponto de encontro da cidade. Na outra esquina onde fica a loja Guitar Music também funcionou um Café, era o Café Pilão aonde também funcionava o "Cinema do Pilão", depois foi a Padaria do Raposo, funerária Raposo e a primeira Caderneta de Poupança com agência em Porto Velho a “Continental".
Na Rua da Palha também tinha o Cine Teatro "Fênix" construído todo de madeira e coberto de zinco, com palco para encenação de peças teatrais e para a orquestra, piano que acompanhava a cenas dos filmes mudos, um bar e um salão de jogo de bacará. Era o único centro de diversão do povo e o paraíso dos malandros e desocupados.
A primeira casa de Adobe (tijolo cru) foi construída onde mais tarde funcionou a Padaria do Resk e hoje é a "D Calçados" na Sete de Setembro.
A rua Sete de Setembro nasceu com o nome de rua do Comércio. Esron lembra que por ali (Rua do Comércio) concentravam-se os Círios e os Libaneses que todo mundo costumava chamar de “Os Turcos”. Tudo isso ficava no lado pertencente à municipalidade. Pra baixo da Linha Divisória ficavam as casas administradas pela Madeira Mamoré.

TRE-RO realiza exposição Mulher em Evidência


O Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), em contínuo resgate da memória da Justiça Eleitoral e local, enfatiza a atuação feminina no estado por meio da exposição “Mulher em Evidência – Rondônia 37 Anos”. A abertura aconteceu ontem (20 de março) as 19h30 no auditório do TRE-RO e no hall do primeiro piso do edifício-sede.
A mostra é composta por resumos biográficos e fotografias de personalidades femininas que, ao longo dos 37 anos de existência do Estado de Rondônia, destacaram-se no âmbito dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. As mulheres homenageadas têm suas realizações na política, magistratura, advocacia, gestão pública, magistério, dentre outras atividades e funções de natureza pública.
A exposição busca inspirar as novas gerações, que poderão projetar-se num futuro com a expectativa de que preconceitos e as discriminações relacionadas ao gênero sejam completamente superados na sociedade.

terça-feira, 19 de março de 2019

Lenha na Fogueira - 20.03.19


Antes da reforma da previdência, cuja aprovação vai garantir no futuro, a aposentadoria de muita gente. Seria melhor dizer, a aposentadoria de nossos filhos, netos e tataranetos, pois, os efeitos da reforma, só começarão a serem notados, daqui ha alguns anos.
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Então caros leitores, seria de bom alvitre, que o governo brasileiro, também se preocupasse em enviar ao Congresso Nacional a Reforma das Leis que regem o Código PENAL Brasileiro.
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Ou então, criar um dispositivo judicial, impedindo àquele que ameaçasse sua companheira, namorada, esposa, amante, ficante, prostituta, mãe, enfim mulher de modo geral, a não ter direito a fiança quando preso.
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Que fique trancafiado, pelo menos por um ano, em cárcere individual, sem direito a visita e outros benefícios próprios dos presos normais.
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O cabra que agride ou assassina uma mulher, não pode ser tratado como pessoa normal, nem mesmo estando preso. Tem que ser considerado elemento nocivo à convivência no seio da sociedade e por isso, deveria ficar isolado de tudo e de todos;.
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No caso do assassino da professora Joselit a Félix da Silva, de 47 anos, morta pelo ex-companheiro Welington A. S., de 35 anos; vi nas redes sociais, muitos criticando o delegado que o soltou após arbitrar a fiança de 4 Mil Reais.
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O delegado não agiu errado, apenas cumpriu a Lei que garante aos criminosos, pagarem fiança para responder o processo em liberdade. É por isso que sugerimos la em cima, que o mais urgente que a reforma da previdência, é a reforma do Código Penal ou uma revisão profundo nas Leis que dizem respeito a crimes praticados conta mulher.
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O delegado Pedro Henrique Palharini Bastos explicou que a professora manifestou intenção de representar contra o ex-marido. Mesmo assim ele só poderia realizar o flagrante pelos crimes cometidos no sábado. E, segundo ele, como manda a Lei, estipulou a fiança de R$ 4 mil, que foi paga pelo agressor, que, em seguida, foi liberado.
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O delegado ainda determinou que o caso fosse enviado à Delegacia da Mulher para apuração das outras agressões. Não deu tempo.
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Antes que os documentos, com pedido de providências, saíssem da Central de Flagrantes, Weliton assassinou Joselita com pauladas na cabeça
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Hoje os sites de notícias vivem, de manchetes dando conta de que uma mulher, foi vítima de violência, em sua maioria, violência praticada pelos seus companheiros, seja amante, namorado, marido etc. O pior é que vai ficando por isso mesmo. Ora meus amigos, o marido sem vergonha, sabe que após maltratar sua esposa e se por acaso for preso, logo, logo sai, beneficiado pela Lei que lhe garante pagar um valor irrisório como FIANÇA. pela liberdade de voltar a praticar um crime mais brutal como foi o caso que aconteceu com a professora Joselita.
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É triste, lamentável que hoje os grandes jornais, sejam sites, televisivos, impressos ou nas chamadas redes sociais, e nas rádios, vivam de noticiários sobre a violência contra as mulheres, o Feminicídio.
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Com tudo isso e além da Reforma da Previdência, nosso governo faz o maior lobby para que seja liberada a venda de armas letais no Brasil.
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Para garantir a vida das pessoas, em especial das mulheres que hoje são as maiores vítimas da violência, é necessário se tomar providências as mais urgentes possíveis, para evitar que a PREVIDÊNCIA tenha que pagar pensões as mais diversas, aos filhos das mulheres vítimas da VIOLÊNCIA. Num país cuja prioridade, é dificultar a vida dos que dão a vida para garantir uma aposentaria razoavelmente digna.
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Quantas Joselitas terão que morrer, para descobrirmos que as Leis que tratam da violência contra a mulher estão ultrapassadas?