terça-feira, 22 de setembro de 2020

Lenha na Fogueira - 23.09.2020


PROCURADORIA GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO VELHO – PGM, IMPEDE INÍCIO DO REPASSE DOS RECURSOS DA LEI ALDIR BLANC AOS ARTISTAS.

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Há aproximadamente 80 dias, a Funcultural de Porto Velho, encaminhou a Procuradoria Geral do Município – PGM, a minuta da Regulação da aplicação dos recursos da Lei Aldir Blanc de Auxilio Emergencial aos artistas e espaços culturais, além do fomento através de Prêmios e Editais.

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E até agora a PGM não informou se concorda ou não, com o documento elaborado pelos técnicos da Fundação Cultural de Porto Velho.

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Vale salientar que o governo federal já depositou a valor de mais de R$ 3.5 Milhões na Conta do Fundo Municipal de Cultura.

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A Funcultural desde a semana passada está visitando os espaços culturais e orientando os dirigentes como agir, caso alguma coisa fora das recomendações da Lei Aldir Blanc.

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A responsabilidade da Funcultural quando a distribuição dos recursos, é com a manutenção dos espaços culturais, como sede de entidades, teatro, academia de dança etc.

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Também serão de responsabilidade da Funcultural, a publicação de Editais além da criação de Prêmios para Projetos Culturais.

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Se a prefeitura via Funcultural, depende apenas da resposta da PGM quanto a Regulação da aplicação dos recursos da Lei Aldir Blanc.

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O governo estadual, via Sejucel após os recursos de mais de 18 Milhões, serem depositados na Conta do Fundo Estadual de Cultura não publicou nenhuma ‘NOTINHA’, informando os artistas de quando a Ajuda Emergencial da Cultura começará a ser repassada aos Artistas

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Estou me referindo as três parcelas de R$ 600 cujo repasse é de responsabilidade do governo estadual.

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A Sejucel também pela publicação de Editais de fomento a Projetos Culturais assim como criar os chamados Prêmios.

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Desde o mês de junho, quando a Lei Aldir Blanc foi aprovada, que a equipe da Sejucel deveria estar trabalhando na elaboração dos Editais e pelo menos até o fechamento dessa coluna ontem à noite a Coordenação de Cultura e Governo Estadual não havia publicado nada.

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Essa falta de competência, está prejudicando a categoria de artistas, que vive exclusivamente do trabalho seja como músico, cantor, produtor, fotografo, cinegrafista, artesão, costureira, aderecista, cenógrafo, diretor, autor, roteirista, iluminador e tantos outros profissionais que dependem da Ajuda Cultural da Lei Aldir Blanc.

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Segundo a cultura popular e seus ‘ditados’: “Quem não pode com o pote, não pega na rodilha”.

Itaú Cultural abre nova convocatória a ponte, com foco na potência do fazer virtual

No dia 21 de setembro (segunda-feira), o Itaú Cultural abriu as inscrições para a terceira convocatória de a ponte: cena do teatro universitário, agora em formato reformulado, digital e ampliado. Mantendo a proposta de renovação da cena teatral, diluindo fronteiras e aproximando estudantes, nesta edição o programa acontece em dois eixos: Jornada de Aprendizagem Expandida, que aposta na potência das ações virtuais em cinco opções de salas de aulas online temáticas a serem escolhidas pelo candidato, e Seleção de Trabalhos de Conclusão de Cursos, que dá luz à produção acadêmica de teses sobre as artes cênicas realizadas no período 2019-2020.

Para ambos os eixos, as inscrições devem ser feitas a partir das 9h da segunda-feira 21 de setembro, no site do Itaú Cultural (www.itaucultural.org.br). Para o primeiro eixo, elas ficam abertas até às 23h59 do dia 25 de setembro (sexta-feira). A data se expande até 2 de outubro, no mesmo horário, para quem se inscrever no segundo eixo. a ponte é direcionada a estudantes de cursos técnicos e universitários de artes cênicas em território nacional, vinculados a uma instituição de ensino e maiores de 18 anos. A instituição oferece interpretação em Libras para os selecionados que o indiquem no ato da inscrição (confira abaixo o serviço completo e as datas previstas para a divulgação dos resultados nas duas categorias).

“O momento atual tem trazido muitos desafios para o campo das artes cênicas, em todas as esferas, o que não é diferente para o teatro universitário, com o qual (a mostra) a ponte propõe franco diálogo. Para além das questões da virtualidade, da necessidade de ampliar o sentido e entendimento da presença, propomos um mergulho em saberes, dissidências que historicamente vem sendo superficialmente trabalhadas, ou mesmo negadas, nos currículos”, reflete Galiana Brasil, gerente do Núcleo de Artes Cênicas do Itaú Cultural, sobre as novidades.

Para Galiana, esta edição surge como uma ponte entre mundos e tempos. “Se de um lado o programa se faz aderente às questões atuais, firmadas em um presente pandêmico comum, em outra medida recupera ausências curriculares há muito reclamadas, com o intuito de agregar vozes, ligar interesses, emergir saberes e contribuir com o processo de formação que deve reverberar nos processos cênicos Brasil adentro”, justifica.

Prática

 

A partir de questionamentos, as aulas permeiam assuntos que passam pelo currículo universal das artes cênicas, mas não são trabalhados de forma aprofundada na academia.

A Sala 1, Dramaturgias, palavra plural? tem à frente a dramaturga Dione Carlos, orientadora artística do Núcleo de Dramaturgia da Escola Livre de Santo André, e Marcos Barbosa, dramaturgo formado pelo Instituto Dragão do Mar, do Ceará, e professor da Escola Superior de Artes Célia Helena, em São Paulo.

 

Discurso e práxis para uma cena Queer - É possível falar de cena Queer? conduz a Sala 2. Além da contextualização da presença e da memória LGBTQI+ nas artes performativas do Brasil, os encontros debatem sobre as subjetividades e identidades queer, a partir de referências artísticas e teóricas que observem os procedimentos dissidentes de criação estética. As aulas têm como orientadores a dramaturga, poeta, diretora, atriz e professora Ave Terrena e Rodrigo Dourado, professor do Curso de Teatro do Departamento de Artes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pesquisador das áreas de Performatividade e Teatro Contemporâneo, Identidades de Gênero, Sexualidade e Teatro e Estudos Queer.

O tema da Sala 3 é PoÉticas das materialidades da cena - O figurino e a maquiagem são marginais na criação? com Marcondes Lima, professor do Departamento de Artes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e doutorando em Artes Performativas e da Imagem em Movimento pela Universidade de Lisboa, além da participação do pernambucano Fábio Soares, figurinista, bailarino e brincante de cavalo marinho, e de Cyntia Carla, professora da Universidade de Brasília (UnB), além de figurinista, diretora, professora, circense, atriz, cenógrafa e maquiadora.

A Sala 4, comandada pelas atrizes e encenadoras Luciana Lyra e Tânia Farias, questiona: Existe corpo na virtualidade?  Dimensões pessoais e políticas do corpo: a cena como plataforma. Aqui, a problematização do corpo, em tempos pandêmicos de inevitável virtualidade, é o ponto de partida para o desdobramento de estudos sobre a história do corpo, seus padrões e suas práticas, resultantes de múltiplas relações biológicas, biopolíticas, estéticas, culturais e ambientais.

 

Por fim, a Sala 5 aborda o tema Quem tem medo de teatro para criança? O artista, o Teatro e as Infâncias. Orientadas pela artista de teatro, pedagoga e pesquisadora Brenda Campos, e Sandra Vargas, atriz, diretora, dramaturga e uma das fundadoras do grupo SOBREVENTO, as aulas são realizadas por meio de exercícios práticos e reflexivos sobre o fazer teatral para as infâncias, provocando os participantes a perceberem caminhos possíveis para a criação de um espetáculo teatral voltado para crianças.

 

Serão selecionados até 40 estudantes para cada uma das cinco salas virtuais, para cumprirem uma carga horária prevista de 20 horas. As aulas acontecerão por meio da plataforma crossknowledge em 10 encontros realizados de 9 de novembro a 15 de dezembro. Os selecionados serão divulgados no dia 26 de outubro pelo site do Itaú Cultural.

 

SERVIÇO:

 

Convocatória a ponte: cena do teatro universitário

Inscrições:

Eixo 1: Jornada de Aprendizagem Expandida:

De 21 de setembro (segunda-feira), às 9h, até 25 de setembro (sexta-feira), às 23h59

Pelo site do Itaú Cultural (www.itaucultural.org.br)

Divulgação dos selecionados: 26 de outubro de 2020 (segunda-feira)

Eixo 2: Seleção de trabalhos de conclusão de cursos de 2019/2020

De 21 de setembro (segunda-feira), às 9h, até 2 de outubro (sexta-feira), às 23h59

Pelo site do Itaú Cultural (www.itaucultural.org.br)

Divulgação dos selecionados: 14 de janeiro de 2021 (quinta-feira).

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Lenha na Fogueira - 22.09.2020

 

A vida tem dessas coincidências e surpresas surpreendentes. Não é a primeira vez que o fenômeno acontece.

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Estou tentando dizer, o quanto o passamento do nosso colega, brincante do Boi Bumbá Corre Campo e Influenciador Digital GABRIEL LORENZO nos deixou abalado.

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Garotinho Gabriel vivia aperreando, uma hora o Antônio de Castro Alves (saudoso), outra sua esposa Maria José Brandão a dona Branca, por vaga em uma das “BARREIRAS” do Boi, fosse como Vaqueiro ou Rapaz, por ser ainda criança, foi levado para brincar no Boi Veludinho que a época contava com a presidência do folclorista Nego, mas, quem mandava mesmo, era o Antônio de Castro Alves. Não lembro se Gabriel brincou no Veludinho, porém, sei que não parou de aperrear a Branca por uma vaga no Corre Campo.

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Já adolescente conseguiu seu intento e começou a brincar no Boi do seu coração o Corre Campo, como 1º Rapaz, personagem que em 2019, lhe deu o título de campeão do Flor do Maracujá e o troféu de MELHOR RAPAZ.

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No início o negócio dele era fazer BOLO e olha que era um melhor que o outro, para presentear sua Rainha, como ele chamava a Branca.

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Desde de muito cedo Gabriel adorava ajudar o próximo, foi um dos idealizadores do Projeto Anjos do Bem, pelo qual desenvolvia um conjunto de ações de solidariedade que visavam proporcionar alegria a crianças, jovens e adultos em datas especiais.

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Com o tempo Gabriel conquistou a admiração de muita gente, não só em Porto Velho, mas em muitos lugares desse Brasil afora. Participou de vários programas de televisão como o “Encontro com Fátima Bernardes” e tantos outros das demais redes de televisão e se transformou em DIGITAL INFLUENCER com mais de 200 MIL SEGUIDORES.

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Centenas de mensagens de despedida, foram postadas nas redes sociais, durante todo o dia de ontem, por pessoas de todas as classes sociais, inclusive de autoridades constituídas.

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Voltando ao primeiro tópico desta coluna, onde escrevo sobre as coincidências e surpresas que a vida nos reserva.

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 GABRIEL LORENZO faleceu no dia da ÁRVORE. Ele que em vida, plantou várias árvores que com certeza, vão continuar dando frutos de solidariedade.

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GABRIEL LORENZO uma árvore cuja raízes hão de se transformar em eternas em nossos corações.

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Outra pessoa que nos deixou neste início de semana (domingo dia 20), foi o pioneiro Emanuel Pontes Pinto.

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Em declaração ao “Museu de Gente de Rondônia” Emanuel relata:

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Nasci no município de Maranguape (CE), no dia 10 de maio de1924.

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Minha origem é no estado do Pará precisamente no seringal Tauari que ficava no Rio do mesmo nome no município de Gurupá no Estado do Pará, onde moravam meu pai e minha mãe.

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Acontece que meu pai foi acometido de MALÁRIA e a família achou por bem, leva-lo para o Estado do Ceará precisamente no município de Maranguape e lá eu nasci, no dia 10 de maio de 1924.

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Emanuel conta que aos 7 anos de idade, já morando no município de Icoaraci próximo da cidade de Belém, seu pai teve que tirar um novo Registro de Nascimento, já que aquele que havia feito em Maranguape no estado do Ceará não foi encontrado, e como o Cartório de Maranguape havia pegado fogo, não conseguiu a segunda via do documento.

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Então, para conseguir matrícula no Colégio em Icoaraci teve que tirar um novo Registro e então, o local de nascimento passou a ser o Município de Icoaraci no Estado do Pará.

 

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Chegou a Porto Velho no início dos anos de 1940, vindo no Navio Vaticano no qual também viajou a professora Marise Castiel.

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Em Porto Velho, trabalhou como servidor público, empresário, repórter, revisor, redator e proprietário do Jornal O Guaporé.

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Foi Prefeito de Porto Velho e suplente de Deputado Federal. Cursou o supletivo no Colégio Presidente Vargas.

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Já com a idade avançada fez vestibular e se Licenciou em História pela Universidade Federal de Rondônia – UNIR e fez mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1992.

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Escreveu sete livros: 01- Caiari – Lendas, Proto-História e História; 02- Real Forte Príncipe da Beira; 03- Rondônia: Evolução Histórica; 04-Hidrovia do Grão-Pará a Mato Grosso; 05- Urucumacuan – Mitos, Lendas, Tradições e História; 06 - Território Federal do Guaporé – Fator de Integração da Fronteira e 07- Acriânia – A revolução do Acre e a Ferrovia Madeira-Mamoré. Casou-se com Carmem Pontes Pinto, com quem tem dois filhos: Emanuel Pontes Pinto Júnior e Ana Lídia. (Fonte Anizinho Gorayeb).

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Olha como a vida nos surpreende a todo momento: Emanuel Pontes Pinto faleceu aos 96 anos de idade.

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Gabriel Lorenzo nos deixou aos 21 anos de idade.

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SAUDADES ETERNAS!

sábado, 19 de setembro de 2020

Lenha na Fogueira - 20.09.2020

 

 

O Duelo na Fronteira Virtual, com os shows dos bumbás de Guajará Mirim Malhadinho X Flor do Campo termina na noite deste domingo.

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A live que está bombando nas redes sociais, é de responsabilidade da página Conexão Norte no facebook cujo administrador é o Fabiano Barros.

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A transmissão virtual está acontecendo desde a última sexta feira (18) e a resposta do público surpreendeu todas as expectativas.

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Mesmo com o atraso de aproximadamente 90 minutos, registrado sexta feira, em virtude de forte chuva que caiu sobre Guajará Mirim naquele início de noite, o que fez com que a direção do Malhadinho responsável pela abertura do Duelo Virtual na primeira noite, ficasse sem condições de cessar a Internet, o que só foi possível por volta das 21h30.

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Fabiano Barros convidou para abrir o Festival Virtual os seguintes agitadores culturais: Nazaré Figueiredo Silva. Waldemar Albuquerque, Bebel Silva (apresentadora oficial), Carlinhos Castro e Silvio Zekatraca Santos.

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Ontem quem abriu a noitada foi o bumbá Flor do Campo e com certeza o índice de visualizações triplicou.

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A direção dos bois e os produtores da Conexão Norte, escolheram as apresentações que aconteceram no ano de 2015, quando na primeira noite daquele festival, o Malhadinho saiu do bumbodromo cantando: É campeão, é campeão tão espetacular foi a apresentação do Boi do Leonilson Souza.

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Isso porque a apresentação do Flor do Campo que abriu o festival daquele ano, na noite de sexta feira, foi decepcionante.

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A virada veio na noite de domingo, último dia do festival e o Flor do Campo fez uma apresentação surpreendente superando o contrário

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A época, publicamos em nossa página no Diário da Amazônia o seguinte comentário:

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Flor do Campo é campeão do XIX Duelo na Fronteira (fotos de Roni Carvalho)

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Por apenas um (1) ponto de diferença, o Boi Bumbá Flor do Campo foi consagrado campeão do XIX Festival Folclórico de Guajará-Mirim - Duelo na Fronteira, na disputa com o bumbá Malhadinho.


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O festival que deixou de acontecer nos anos de 2013 e 2014, voltou ainda um pouco tímido, “Na realidade a falta de público nos dois primeiros dias, foi porque poucos acreditavam que a festa iria acontecer”, disse o diretor de Turismo João Luiz.

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Na realidade, declarou o ex Delegado da Ordem dos Músicos do Brasil em GM, carnavalesco e músico Jesus. “Não é fácil desembolsar Dez Reais por noite, por isso a maioria preferiu comparecer domingo, dia que pelo mesmo preço, a gente assiste os dois bumbas”, disse.

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O duelo começou sexta feira 09, com a apresentação do Flor do Campo defendendo o tema “Folclore Brasileiro – Do Bumba-Meu-Boi ao Boi Bumbá” que recebeu dos jurados naquela noite, 613,8 pontos.

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Sábado dia 10, foi a vez do Malhadinho defender o Tema “Urukunê Wao” e o boi entrou com muita garra e determinação e por isso, recebeu dos jurados 614,9 pontos. A torcida e os brincantes do boi azul saíram da arena festejando como se a vitória final já estivesse garantida.

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Acontece que ainda faltavam as apresentações de domingo 11 e foi nesse dia, que o Flor do Campo entrou arrebentando. Todas as falhas anotadas na noite de sexta feira, foram superadas e os jurados pontuaram o bumbá da dona Georgina com 620,6 pontos e o Malhadinho com 618,4 o que na pontuação final ficou: Flor do Campo (campeão) com 1.234, 4 pontos contra Malhadinho 1.233,3 pontos.

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Se por um acaso os dois bois não tivessem sido penalizados com: Malhadinho menos dois (2) pontos e Flor do Campo menos um (1) ponto, o Flor do Campo venceria o contrário com a diferença de apenas UM DÉCIMO (0,1) o resultado final seria: Flor do Campo 1.235,4 e Malhadinho 1.235,3 pontos.

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Aturaram como juradas as seguintes pessoas: Valdete Souza (de Vilhena), Nilriane Miranda (de Ji Paraná) e Maria Gonzaga (de Pimenta Bueno).

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Pois é justamente as apresentações do domingo daquele ano de 2015, que a Conexão Norte transmite, através do facebook a partir das 20 horas de hoje.

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Lenha na Fogueira - 19.09.2020


Com o objetivo de ajudar o setor cultural brasileiro no período de isolamento social motivado pela pandemia da Covid-19, o Governo de Rondônia, por intermédio da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel), aprova um plano de ação que aplicará mais de R$ 18 milhões em renda emergencial aos artistas, técnicos e espaços culturais independentes.

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Diante da mobilização, o Governo Federal disponibilizou ao Estado um recurso equivalente a R$ 18.390.555,58 que servirá para mobilizar a sociedade rondoniense e fornecer proteção emergencial à rede cultural.

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Pensando nisso, a Sejucel, em parceria com o Conselho Estadual de Política Cultural, realizou um mapeamento, por meio de cadastro em plataforma digital, para identificar quem são os artistas e os espaços culturais do Estado.

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A renda emergencial prevista será dividida em três parcelas de R$ 600, prorrogada por mais três, e será destinada a pessoas físicas que comprovem atividades culturais nos 24 meses anteriores à data de publicação da Lei e, no caso de mães solo, receberão R$ 1.200.

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Lembrando que as inscrições já foram encerradas em 30 de agosto de 2020, período reaberto para a segunda chamada, uma vez que houve pouca adesão dos artistas na primeira chamada.

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Todavia o benefício não poderá ser pago aos artistas que tem emprego formal ativo, recebe benefício previdenciário ou assistencial – com exceção do Bolsa Família–, recebe seguro-desemprego ou recebeu auxílio emergencial geral.

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Como também não poderão receber, quem tem renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo de R$ 522,50 ou quem tem renda familiar mensal total de até três salários mínimos de R$ 3.135, o que for maior, e quem teve rendimentos de até R$ 28.559,70 no ano de 2018.

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Conforme o Manual Prático da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, além de disponibilizar renda emergencial mensal aos trabalhadores da cultura, é competência do Estado promover editais, chamadas públicas, prêmios, aquisição de bens e serviços e outros.

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Tais instrumentos destinados à manutenção de agentes, espaços, iniciativas, cursos, produções, desenvolvimento de economia criativa e economia solidária, produções audiovisuais, manifestações culturais, bem como realização de atividades artísticas e culturais transmitidas pela internet ou disponibilizadas por meio de redes sociais e outras plataformas digitais.

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Após a publicação da Lei Aldir Blanc, a Sejucel reuniu com as 16 setoriais de Cultura de todo o Estado, no intento de apresentar a lei e pleitear editais de fomento. No encontro, foram ajustados critérios específicos de cada linguagem para mais satisfatória execução do projeto, em especial de disseminação e fomento da arte produzida em Rondônia.

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Zelando pela publicidade, transparência e gestão compartilhada com os produtores culturais, o Governo, junto com a Sejucel e as setoriais de cultura do Conselho Estadual de Política Cultural, buscou propor ações vantajosas que estavam previstas dentro das recomendações com primor na legalidade.

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O valor de R$ 18.390.555,58 que cabe ao estado de Rondônia, será depositado na Conta do Fundo Estadual de Cultura, no próximo dia 26. (Fonte – SECOM)

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Hoje é o segundo dia Duelo na Fronteira Virtual com o show dos bumbás Flor do Campo X Malhadinho. A transmissão será através da página Coxão Norte no facebook a partir das 20 horas.

VIVEIRO DAS LETRAS - Biblioteca abre inscrições para artistas e estudantes participarem de Sarau

 


As inscrições podem ser feitas até o dia 30, através do link: forms.gle/7cv9He6EvAb7zNiq9 ou pelo e-mail: auditoriovirtualbvl@gmail.com 

A Prefeitura de Porto Velho, através da Secretaria Municipal de Educação e equipe da Biblioteca Viveiro das Letras vai promover Sarau Online, que será transmitido ao vivo nos canais de YouTube – Auditório Virtual Viveiro das Letras e Facebook – Biblioteca Viveiro das Letras. 

Para quem deseja participar, as inscrições serão até o dia 30. O evento ocorrerá todas as segundas-feiras de outubro e conforme a demanda de trabalhos artísticos enviados. 

Os estudantes e artistas em geral que quiserem participar com dança artística, escrever e declamar uma poesia, fazer e/ou encenar uma peça teatral, deverão gravar um vídeo de sua apresentação com no máximo de 10 minutos, a resolução do vídeo pode ser de 480p ou até de 720p: 1280 x 720 (HD). 

Esses são os formatos que não irão pesar tanto na hora de anexá-los no formulário de inscrição que será online. O participante deverá fazer o vídeo com conteúdo artístico para depois no momento da inscrição colocar os dados pessoais e já anexar o vídeo. Para quem deseja participar somente com arquivos de imagens (fotos, arquivos de PDF, pintura, etc.) pode fazer a anexação no formulário de inscrição também. 

Para participar do evento a inscrição será via formulário através do link: forms.gle/7cv9He6EvAb7zNiq9 

Caso seja mais conveniente, após preencher o formulário de inscrição, o interessado pode enviar seu conteúdo de vídeo via e-mail: auditoriovirtualbvl@gmail.com e é importante inserir no título do email: nome completo e nº de telefone. 

Nesse longo período de distanciamento social, o estudante ou artista local pode dar asas a sua imaginação, despertar seu lado artístico e desenvolver alguma atividade nas artes. Mostre o seu talento e compartilhe com a comunidade a sua arte. Vem com a gente e mostre o artista que já está dentro de você!

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Professor da UNIR lança livro sobre jornalismo e ditadura militar

 


“Jornalismo e Guerras de Memórias nos 50 Anos do Golpe de 1964” está acessível em duas versões, impressa e digital, e já pode ser baixado gratuitamente no site da Edufro.

O professor Allysson Martins avaliou os especiais multimídias dos principais sites jornalísticos brasileiros para a ocasião dos 50 anos do golpe civil-militar. Em vídeo no canal do YouTube do MíDI, grupo de pesquisa coordenado pelo autor, Martins apresentou os principais resultados do livro e a trajetória da obra.

“O golpe e a ditadura militar afeta até hoje a realidade dos brasileiros. Em 2014, nos 50 anos da deposição do presidente João Goulart, os principais jornais brasileiros dedicaram um espaço especial para falar sobre o mais importante acontecimento histórico recente do Brasil”, explicou o autor sobre seu terceiro livro.

A obra é derivada da sua tese, defendida em 2017 para obtenção do título de doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia. Segundo Martins, o país enfrenta há alguns anos um crescimento do negacionismo científico e do revisionismo histórico, que contribuem para o falseamento do golpe e da ditadura militar. O período durou oficialmente mais de duas décadas, de 1964 até 1985.

“Enquanto sociedade, nunca estivemos tão divididos em torno de uma determinada temática política e de um fato histórico. Neste momento da história política brasileira, trabalhando com especial ênfase a dimensão (hiper) mediática do fenômeno das guerras de memórias, o livro explora, em particular, o lugar e o papel do jornalismo na constituição da memória social daquele período e suas atualizações no momento presente”, escreve no prefácio o pesquisador Marcos Palacios.

Minicurrículo

Allysson Martins é professor de Jornalismo e coordenador do MíDI – Grupo de Pesquisa em Mídias Digitais e Internet na Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com estágio doutoral no Laboratoire Communication et Politique du Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS). É autor dos livros “Jornalismo e Guerras de Memórias nos 50 Anos do Golpe de 1964” e “Crossmídia e Transmídia no Jornalismo” e coorganizou “Afrodite no Ciberespaço”. Já recebeu prêmios no EXPOCOM e no PIBIC, como estudante e como orientador.

SERVIÇO

Título: Jornalismo e Guerras de Memórias nos 50 Anos do Golpe de 1964

Autor: Allysson Martins

Editora: EDUFRO

Ano: 2020

Acessosite da editora