sábado, 16 de junho de 2018

ENTREVISTA - Carlos Alberto Martins Manvailer


O Consultor Secretário Legislativo da Casa de Leis de Rondônia

Para o amigo leitor conhecer melhor o doutor Manvailer, reproduzimos o texto escrito pelo saudoso jornalista Carlos Neves publicado quando Manvailer foi agraciado com o título honorífico de cidadão do Estado de Rondônia concedido pelos deputados estaduais.
Carlos Alberto Martins Manvailer é consultor legislativo e secretário legislativo da Assembléia Legislativa. É natural de Amambaí Mato Grosso do Sul. Tem 58 anos, dos quais 30 anos, residindo em Porto Velho, onde constituiu família, e é casado com a senhora Juci, e pai de três filhos: Camila, Júlia e Daniel. Advogado formado pelas Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso – Fucmat, no ano de 1985. Ingressou no Poder Legislativo de Rondônia no ano de 1986. Participou ativamente dos trabalhos da segunda Constituinte assessorando a Comissão de Sistematização, que foi a responsável pelo texto final da atual Constituição Estadual, tendo recebido a condecoração de Constituinte Honorário. Em 2013, foi condecorado com a Medalha do Mérito Legislativo.

ENTREVISTA

Zk – Quando e por que o senhor veio para Porto Velho?
Manvailer – Me formei em 1984/85 e quando foi em 1986 vim aqui sem pretensão nenhuma, apenas pra conhecer Porto Velho. Tinha um irmão que já morava aqui e minha mãe dona Eroni Manvailer que havia se separado do meu pai e a situação não estava boa, resolveu morar aqui. Encontrei aqui uma pessoa que conheci quando era menino em nossa cidade Campo Grande (MS)  e  essa pessoa, me perguntou por que razão eu não viria pra cá. Eu já havia decidido sair de Campo Grande, ia pra Pontes e Lacerda no Mato Grosso.

Zk – Fazer o que em Pontes e Lacerda?

Manvailer – Minha pretensão era advogar e entrar na política. Pra ser sincero não gostei daqui. Eu morava em Campo Grande e quando cheguei aqui em Porto Velho levei um choque muito grande, a cidade cheia de buracos, um calor insuportável, porém, essa pessoa me convenceu a vir pra cá em função da minha mãe: “Por que você vai morar em Pontes e Lacerda podendo morar aqui, você é o filho mais velho e sempre apoiou sua mãe...” E eu respondi: O problema é que sou recém formado, não tenho experiência e nem conheço ninguém. Lá, vou advogar e sustentar minha mãe; Ele disse: “E se a gente arranjar um emprego pra você?”. Ele então me apresentou ao presidente da ALE deputado Amizael Gomes da Silva. Amizael solicitou que quando chegasse em Campo Grande mandasse um currículo que ele ia ver se conseguia alguma coisa no governo pra mim. Depois de mais de um mês, o amigo me liga, cobrando o currículo. Para encurtar a conversa, após uma semana que havia encaminhado o currículo, recebo um telefonema dizendo que deveria estar em  Porto Velho “na semana que vem”. Amizael conseguiu uma vaga na Secretaria de Justiça”.

Zk – Resolvido o problema do emprego?
Manvailer – Quando cheguei ao gabinete do presidente, Amizael colocou as mãos na cabeça e disse: “Deu Zebra, esse sem vergonha desse governador Angelim nomeou um sobrinho dele que chegou de São Paulo”. Aí eu saí injuriado  com  muita raiva, ele me gerou a expectativa e quando chego quebro a cara. Fui embora, só tinha comprado a passagem de avião de vinda, a volta foi de ônibus pois, tinha que passar em Pontes e Lacerda onde já estava tudo praticamente acertado, eu iria assessorar o prefeito, não iria dar expediente na prefeitura, abriria meu escritório, até salário já estava acertado. No dia 1º de abril que é o dia da mentira recebo um telefonema aqui de Rondônia, até pensei que era brincadeira, meus tios eram muito gozadores e pensei que estavam querendo pregar um peça em mim por conta do dia da mentira. Não era! Era o chefe de gabinete do Amizael dizendo que eu já estava na folha de pagamento da Assembléia e que eu tinha que me apresentar pra trabalhar na semana seguinte como contratado.

Zk – Quanto tempo como contratado?
Manvailer – Com oito meses que estava como contratado abriu o concurso, que fiz e passei. Tive a sorte de começar a trabalhar com o doutor Zelírio que era o Secretário Legislativo da época, foi ele quem organizou a Assembléia. Ele foi meu professor.
Zk – Qual foi  o grande momento que senhor viveu na Assembléia?
Manvailer – O primeiro grande momento que vivi aqui, foi a constituinte de 1989. O doutor Zelírio me indicou para ser um dos integrantes da Comissão de Sistematização da Constituinte, inclusive recebi o título de “’Constituinte Honorário de 1989” o presidente era o Piana. Tive o privilegio de ser assessor do doutor Zelírio e quando ele se aposentou no ano de 2000 eu o sucedi nesse cargo que comanda todo o Legislativo. Quem me nomeou foi o Silvernani Santos.


Zk – Dizem que o senhor é o professor dos deputados. É mesmo?
Manvailer – Quando são eleitos, todos me procuram para saber como proceder e qual a documentação necessária, tem deles que pedem até que eu sugira o modelo do terno. Em virtude desse primeiro contato, criamos um vínculo com eles, não é que seja professor, mas, pela experiência e conhecimento o orientamos sempre. Devo esclarecer que tem uma equipe que me ajuda, que me assessora, sozinho ninguém faz nada.

Zk – Como é decida a pauta daquela seção?
Manvailer – Quem disciplina é o Regimento Interno. A Ordem do Dia é competência exclusiva do presidente, é ele que faz e faz na hora. Antigamente o Regimento previa que tinha que fazer um dia antes; hoje não, ele faz na hora, além do mais, tem aqueles deputados que querem requerer alguma inclusão de matéria e o atual Regimento já prevê isso. Através de um Requerimento que tem que ser aprovado em plenário. Se um projeto for obedecer aos prazos, demora um pouco para ser votado em plenário, cada projeto tem que passar no mínimo por duas comissões cujo prazo é de 18 dias para cada uma. Muitas vezes e isso é permitido, o deputado consegue que o projeto não passe pelas comissões e nesse caso o presidente nomeia um relator que faz a analise em plenário e logo em seguida o projeto é votado. Essa prática tem ocorrido muito nos dias atuais.

Zk – O que tanto o senhor conversa ao pé do ouvido do presidente durante as seções?
Manvailer – São orientações que a gente tem que passar. Em virtude de ser muita matéria em discussão, muitas vezes o presidente não guarda na cabeça quais os passos a ser dado. Por isso, preparamos um roteiro, às vezes eles se perdem até na leitura. Aqui tudo é gravado, por isso, temos que ficar orientando o que deve ser feito naquele momento. A nossa bíblia é o Regimento Interno.

Zk -  Diversas vezes a Assembléia foi alvo de ações da Policia Federal. O senhor já foi envolvido em alguma dessas ações?
Manvailer – Nunca, graças a Deus! Aqui já teve colega que saiu algemado, colegas de trabalho do RH, do Financeiro. Graças a Deus meu nome nunca foi citado.

Zk – Como funcionam as seções itinerantes?
Manvailer – A seção itinerante dar bastante trabalho. A itinerante nada mais é, do que pegarmos a Assembléia daqui e transferir pra lá. Tudo que acontece aqui acontece lá. Às vezes não dar pra levar todos porque o presidente fica reclamando das diárias. Quem criou as itinerantes foi o Carlão de Oliveira.

Zk – Por falar nisso o senhor sempre exerceu essa função?
Manvailer – Quando o Natanael Silva assumiu a presidência colocou outra pessoa nesse cargo. Eu sempre assessorei a mesa. Quando o Valter Araujo foi preso e o Hermínio assumiu, me convidou para assumir, dizendo que as pessoas me elogiavam muito. Antes disse que só voltava após a questão do Valter ser resolvida e assim que o Valter foi cassado, fui nomeado como Secretário pelo Hermínio.


Zk – Para encerrar essa conversa. Para o senhor quem foi o melhor presidente da ALE?
Manvailer – Cada presidente tem sua linha de ação, são as características pessoais e próprias. Eu considero o Carlão Oliveira pra nós servidores, como excelente presidente. Foi ele que fez essa reforma da casa. Antes dele, nosso prédio era uma tristeza. Ele resgatou a credibilidade dos servidores junto ao comercio. O José de Abreu Bianco sem dúvida foi um dos melhores presidentes. Amizael Silva fez nosso primeiro plano de cargos e salários e realizou o único concurso público até hoje, aliás, em breve será realizado o segundo concurso para a Assembléia. Em termos de valorização dos servidores veio o Hermínio Coelho. Nenhum valorizou o servidor da casa quanto o Hermínio. Um dia ele chegou pra mim e disse: Eu não gosto de servidor comissionado, gosto é de servidor estatutário.

Zk – Na realidade o senhor é concursado em qual cargo?
Manvailer – Fiz concurso e fui aprovado como Consultor Legislativo. Final do mês deve estar sendo publicada minha portaria de aposentadoria, porém, dei minha palavra ao presidente Maurão que ficarei até o final do mandato dele. Lembrando que foi o Neudir que deu o ponta pé inicial, para a construção do novo prédio que deve ser inaugurado em julho ou agosto.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Lenha na Fogueira - 16.06.18



Foi muito proveitosa a Audiência Pública que discutiu o Fundo de Cultura no estado de Rondônia, que aconteceu na última quinta feira 14, na Assembléia Legislativa.

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O mais importante, foi que o governo do estado se fez representar pela secretária-adjunta da SEPOG Marília Emília da Silva, coisa que jamais aconteceu em set tratando de discussão sobre investimento na cultura.

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Ela ressaltou que o funcionamento do fundo é de extrema importância, porém, além da legislação vigente é preciso ações para estabelecer a cultura. “Sei que daqui sairão propostas que nos ajudarão a viabilizar a operação desse Fundo. O Estado está aberto para conduzir e atender a legislação vigente”, concluiu Marília. 

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Laila Rodrigues Rocha, diretora central de contabilidade, representando a Secretaria do Estado de Finanças (Sefin), também marcou presença. Quer dizer o governador Daniel Pereira mostrou vontade em resolver logo a questão Fundo de Cultura.

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Outro fator positivo da Audiência foi que pela primeira vez também, uma Audiência Pública para discutir a cultura no estado de Rondônia, contou além da presença do proponente deputado Léo Moraes com os deputados que inclusive se pronunciaram: Alex Redano e Jesuino Boabaide.

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Parabéns ao Rômulo Pacífico que levantou a bandeira em prol do Fundo de Cultura liderando o movimento Procultura. E teve representantes de Ariquemes, JI Paraná e outros municípios. Quer dizer, a turma da cultura está realmente com vontade que o governo de Rondônia cumpra o que está na Lei.

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Depois da Audiência Pública de quinta feira, parece que os rumos da cultura em Rondônia tomarão senso. O que sempre digo: Se tiver vontade política a coisa vai. O governador Daniel Pereira realmente está com vontade.

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Basta lembrar que ele está a frente da Comissão que está batalhando junto a empresas privadas para captação de recursos para os grupos folclóricos que irão se apresentar no Flor do Maracujá este ano.

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Dessa vez vai. Valeu deputado Leo Moraes e Movimento Procultura.

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Porto Velho adere a campanha mundial e terá dia dedicado à música

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Porto Velho celebra o Make Music Brasil com workshop gratuito sobre música, no dia 22 de junho na Escola de Música Laio - Rua Pau Ferro c/ Anari, 787 – Bairro Cohab. O músico Mauro Araújo tocará temas de sua autoria e dialogará sobre temas relevantes sobre Piano Popular, Teclado e Música em Geral.

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Evento mundial, idealizado a partir da Fête de la Musique, na França, o Make Music está este ano no Brasil. Make Music Brasil – Semana Nacional da Música é uma iniciativa da Anafima, com apoio NAMM Foundation e cooperação do escritório da UNESCO no Brasil. O evento acontece em mais de 800 cidades em 120 países. No Brasil, o Make Music será realizado durante toda uma semana, de 18 a 24 de junho.

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Porto Velho tem programação de destaque no dia 22/06 em comemoração ao Dia Internacional da Música (21/06).

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O objetivo da ação é aumentar o interesse por esse aprendizado e demonstrar a importância dela para crianças, jovens e adultos. Os organizadores esperam mobilizar 800 horas de aulas de música durante a semana em todo o país.

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Todas as atividades – shows e aulas – contam com o engajamento de músicos profissionais e amadores voluntários. As inscrições para quem quiser aderir à campanha e participar – ensinando ou aprendendo – já estão abertas pelo site www.makemusicbrasil.com.br, no qual também é possível conferir a agenda de eventos.

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Quer falar comigo morena? Me encontra hoje a noite no ArraiaLeste.

Audiência Pública na ALE discute Fundo de Cultura



 A Assembleia Legislativa realizou na tarde de quinta-feira (14), no plenário da Casa de Leis, Audiência Pública para discutir o encaminhamento de recursos e a gestão do Fundo Estadual de Cultura. 
Léo Moraes (Podemos), presidente da audiência afirmou que a reunião tinha como objetivo ajudar no implemento da cultura em Rondônia. Ele lembrou que já existe uma lei vigente de 2012, que cria o fundo de ajuda e, em 2015, a Casa Legislativa aprovou um projeto do deputado Alex Redano (PRB) que altera a Constituição do Estado, indicando a obrigatoriedade de 0,5% do Orçamento Anual para investimento em cultura. 
“Apesar da legislação isso não vem acontecendo. Agradecemos a presença do Estado na audiência e esperamos que os encaminhamentos daqui ajudem no desenvolvimento cultural de Rondônia”, disse Moraes. 
O deputado Alex Redano (PRB), autor da emenda de 2015 que destina os 0.5% ao fundo, agradeceu Léo Moraes pela iniciativa da audiência e afirmou que o valor destinado hoje à questão cultural é muito pequeno. “Com o pouco que é dado não conseguiremos incentivar a cultura anual do Estado, que já conta com grandes festivais como o Boi Bumbá, os arraiais e afins”. 
Ele registrou um pedido aos colegas parlamentares e ao governo do Estado para que se trabalhe nessa questão. “Sinto que falta na cultura o incentivo. É necessário trazer dinheiro para o Estado e montar uma equipe competente e pronta, com contadores e advogados, para fazer as contas de trabalho”. 
O deputado Jesuíno Boabaid (PMN) agradeceu a iniciativa e afirmou que já encaminha emendas para a questão cultural do Estado. “Infelizmente não existe política governamental para se impulsionar a cultura de Rondônia”. 
O presidente da Câmara dos Vereadores Maurício Carvalho (PSDB) declarou a admiração pelos representantes da cultura. “Às vezes o poder público não valoriza. Deixo um pedido aqui para que o Léo entre na luta ainda mais, para fomentar a cultura”. 
A secretária-adjunta da Secretara de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog), Marília Emília da Silva, afirmou que o Estado abriu no orçamento dos 0,5% da corrente líquida. “Hoje no orçamento do Estado esse dinheiro está aberto para o Fundo. Hoje ainda se coloca orçamento um pouco maior, sendo de R$ 1.8 milhões, R$ 400 mil a mais”, afirmou. 
Ela ressaltou que o funcionamento do fundo é de extrema importância, porém, além da legislação vigente é preciso ações para estabelecer a cultura. “Sei que daqui sairão propostas que nos ajudarão a viabilizar a operação desse Fundo. O Estado está aberto para conduzir e atender a legislação vigente”, concluiu Marília. 
Reginaldo Cardoso, presidente do Conselho Municipal de Cultura, conhecido popularmente como “Macumbinha”, disse que, apesar de o conselho estar passando por uma reestruturação, eles se colocam a disposição para somar e esclarecer essas questões do Fundo. “O Conselho está recomeçando e faremos esse tripé junto ao governo do Estado e ao Poder Legislativo para ajudar”. 
Laila Rodrigues Rocha, diretora central de contabilidade, representando a Secretaria do Estado de Finanças (Sefin), afirmou que para a criação do Fundo é necessário, além da lei, a existência de um Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e uma receita própria. “Para que isso ocorra fica por parte de todos aqui, para que isso dê certo. A Sefin está à disposição para tirar dúvidas e ajudar no possível”. 
A pró-reitora de cultura, extensão e assuntos estudantis da Universidade de Rondônia (Unir) parabenizou a iniciativa da Casa de Leis ao fazer a audiência e afirmou que a instituição se compromete em garantir que os artistas de Rondônia tenham condição de produzir, da melhor forma, a arte e cultura do Estado. “É necessário o apoio e pensar em políticas públicas por meio de editais e reforçar o intuito de ter um fundo funcionando”, afirmou. 
O coordenador do sistema estadual de cultura de Rondônia, Chicão Santos, afirmou que está nessa luta desde 2012 e que é de extrema necessidade a implantação do sistema nacional. “A cultura é um importante vetor da transformação social”. 
O produtor e gestor cultural Fabiano Barros afirmou que esteve com um técnico da Sefin e que alguns cálculos precisam ser refeitos. Ele ressaltou que o mais importante agora a ser discutido é uma forma concreta de administração do fundo e uma conta para os recursos encaminhados. 
Segundo Fabiano, atualmente o Estado é detentor das melhores políticas públicas. “Temos planos, conselhos e fundos, mas não é movimentado. Ouvimos sempre que a cultura transforma tudo, mas é preciso tirar esse olhar amador de cima da cultura e levá-la a sério”. 
O líder do Movimento Pró-Cultura de Porto Velho e ex-integrante da Banda Versalle, Rômulo Pacífico, lembrou que o pedido na audiência nada mais é que o direito já explícito em lei vigente. “É absurdo saber que há uma lei há seis anos e ainda não tem repasse para o fundo, apenas o obrigatório”. 
Ele afirmou que, além dos recursos estaduais, a cultura recebe também dinheiro de âmbito federal e tem direito a outros repasses, porém não recebe devido a falta do envio inaugural do Executivo Estadual ao Fundo Cultural. “Nós só poderemos dizer que trabalhamos com cultura realmente quando o Governo aumentar o orçamento estimado para o setor”. 
Moraes, no fim da audiência, fez cinco encaminhamentos: envio ao Poder Executivo solicitando o valor oficial direcionado ao Fundo de Desenvolvimento Cultural, nos termos da lei; seja regulamentada como unidade gestora o Fundo Estadual de Cultura na Lei Orçamentária Anual; se discuta quanto a possível extinção da Funcer para que os valores cobrados pela Fundação sejam estipulados por lei; proposição a Casa de Leis para que os parlamentares direcionem ao menos 5% das emendas ao Fundo e a garantia, através do previsto no orçamento de 2018, de o pagamento dos editais já em andamento.
ALE/RO – Isabela gomes 
Fotos: Gilmar de Jesus

FOLCLORE - ArraiaLeste apresenta show do Bumbá Manhoso neste sábado


A 11ª edição do ArraiaLeste apresenta em sua penúltima noite os espetáculos dos grupos folclóricos Boi Bumbá Manhoso e Quadrilha Junina Forte Príncipe da Beira.
Segundo a folclorista Laura responsável pela programação das apresentações dos grupos folclóricos nesta edição do ArraiaLeste, a noite de sábado é praticamente a última noite das apresentações folclóricas. “Domingo sempre a gente reserva para promover a escolha da Garota Zona Leste uma tradição do nosso arraial”, disse Laura.
De acordo com planilha distribuída pela coordenação da festa, o Boi Bumbá Manhoso que tem como presidente a advogada Fátima começa sua apresentação às 21 horas. Entre os destaques do bumbá da Zona Leste chamamos a atenção para o levantador de toadas Thiago Paiva atualmente considerado o melhor dos Bois Bumbás de Porto Velho.
A quadrilha Forte Príncipe começa sua apresentação às 22 horas encerrando a participação dos grupos folclóricos na 11ª edição do ArraiaLeste. “A Forte Príncipe é o grupo folclórico oficial do nosso Arraial”, disse o presidente Maik MK.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Lenha na Fogueira - 15.06.18


Acontece que nos eventos que fazem parte do chamado “Circuito Junino” e são apoiados pela prefeitura de Porto Velho através da Funcultural, parece até que são da autoridade da pasta da cultura municipal e não da prefeitura.
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Não posso afirmar que os locutores desses arraiais recebam solicitação do responsável pela cultura de Porto Velho, para a todo o momento, citarem seu nome, em detrimento do nome da municipalidade.
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O nome do titular da pasta cultural da municipalidade, é citado a todo minuto. Se pelo menos ele fosse candidato a candidato a alguns cargo nas próximas eleições, até que eu compreenderia, porém, não é candidato.
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Quem está apoiando o evento é a prefeitura de Porto Velho e não o secretário de cultura, portanto, não é legal ficar citando o nome do secretário como se ele fosse o principal patrocinador.
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Ou o locutor é puxa saco, ou tá tentando ganhar algum beneficio no futuro.
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Lembro que existiu um governador, que quando o jornalista do Decom frisava muito o nome do secretário nas matérias distribuídas para os órgãos da imprensa, ele (governador), oferecia um café da manhã em sua residência simplesmente para chamar no “saco” os jornalistas lotados no Decom.
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A frase preferida dele era: “Secretário nenhum faz obra. Quem autoriza quem assina a ordem de pagamento e quem nomeia o secretário é o governador. Portanto, em suas matérias vocês têm que destacar o GOVERNO e não o Secretário”. Ele estava correto!
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Quem está apoiando o Circuito Junino é a prefeitura de Porto Velho através dessa ou daquela secretaria e não o secretário. Deu pra entender?
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Outra coisa que não concordo, é quando qualquer cidadão de idade e nesse caso acima dos 60 anos, é chamado de Soldado da Borracha.

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Soldado da Borracha foram pessoas convocadas para servir nas Forças Armadas entre os anos de 1943/1945, durante a Segunda Guerra Mundial.
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O jovem nordestino alistado tinha duas opções: Ou ia para a Itália fazer parte das forças aliadas e lutar contra os Nazistas etc., ou então iria para a Amazônia trabalhar cortando seringa nos seringais.
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Levando-se em consideração que os jovens até hoje, são convocados para servir nas Forças Armadas (Exercito, Marinha ou Aeronáutica), com 18 anos de idade.  Não pode existir Atualmente Soldado da Borracha com mais de 78 anos de idade.
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O que vejo são entidades que se dizem representantes dos Soldados da Borracha, conseguindo documentação de Soldado da Borracha para pessoas idosas acima dos 78 anos.
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Não sou contra quem ajuda o próximo, porém, festejar um soldado da borracha com idade acima da idade citada, é querer iludir a juventude que não se interessa em conhecer a nossa verdadeira história.
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É como diz o Flavio Daniel: Existem os “Destemidos Pioneiros e os Sentinelas Avançadas”. Nesse caso, os Destemidos Pioneiros são os verdadeiros Soldados da Borracha e os Sentinelas Avançadas são aqueles que vieram antes da segunda guerra mundial, apenas para ocupar o espaço amazônico.
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Não confundam Seringueiro com Soldado da Borracha. Os nordestinos começaram a chegar a terras que formam o estado de Rondônia, no final do século XIX. Desembarcando na Cachoeira de Samuel tanto, que Samuel chegou a ser considerada o Maior Vilarejo dessa parte da Amazônia, tantos foram os nordestinos que ali desembarcaram, para seguir para os seringais do Vale do Jamari.
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Soldado da Borracha são os que vieram na década de 1940 cortar seringa, para abastecer de borracha, os aliados que lutaram contra alemães, japoneses, italianos e outros.
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Parem de contar “estória”!

Quadrilhas juninas de PVH Nos 37 anos de Ouro Preto

Quadrilha A Roça é Nossa

A Estância Turística Ouro Preto do Oeste completa neste sábado dia 16 de junho, 37 anos de emancipação política administrativa e para festejar a data, recebe o “3º Festival do Milho” uma realização da Loja Maçônica Acácia de Ouro Preto Nº 2490.
O arraial está montado na Praça do Bosque Municipal
Quadrilhas de Porto Velho

Atendendo solicitação do deputado Marcelino Tenório (PRP), a Federação de Grupos Folclóricos de Rondônia – Federon colocou a disposição os grupos de Quadrilhas Juninas Rádio Farol, Mocidade Junina e A Roça é Nossa. A coordenação do evento programou as apresentações da seguinte maneira: Nesta sexta feira 15, quem se apresenta é a Rádio Farol e amanhã sábado 16, Mocidade Junina e A Roça é Nossa.
O Festival do Milho de Ouro Preto promove durante dois dias (15 e 16), além de apresentações de grupos folclóricos de Porto Velho, comercialização de iguarias feitas com Milho além de apresentações de grupos de quadrilhas de algumas escolas, show musical nas duas noite e DJ. Sábado feriado municipal acontece torneio de futebol sintético e a mini maratona. Vale salientar que o evento não envolve recursos públicos, a Loja Maçônica Acácia conta com o apoio de representações do comercio, colaboradores e profissionais liberais a coordenação abre espaço para entidades sociais e filantrópicas. A coordenação informou que contratou para a terceira edição do Festival do Milho uma estrutura de som e iluminação superior a do ano passado enquanto a Policia Militar e o Corpo de Bombeiros estarão dando apoio durante os dois dias da festa.

O presidente da Federon folclorista Fernando Rocha disse que é uma honra para os grupos de quadrilhas convidados, participarem de uma festa como o Festival do Milho de Ouro Preto do Oeste. “Salientando, que os três foram consagrados campeãs do Flor do Maracujá no ano passado”.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Lenha na Fogueira - 14.06,18


Medida Provisória que tira recursos do Ministério da Cultura e em consequência, reduz os investimentos nos projetos dos segmentos culturais brasileiros, causa indignação, inclusive, em membros do Ministério da Cultura.
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Publicada no Diário Oficial da União, a Medida Provisória 841, que cria o Fundo Nacional de Segurança Pública, reduz drasticamente a participação do Fundo Nacional de Cultura na receita das loterias federais. O percentual, que era de 3%, poderá cair a partir de 2019 para 1% e 0,5%, dependendo do caso. Trata-se de uma decisão equivocada, que não tem o apoio do Ministério da Cultura.
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O Ministro Sérgio Sá Leitão em entrevista à imprensa, criticou a MP publicada pelo governo federal. Houve até quem dissesse que ele havia colocado o cargo a disposição do presidente Michel Temer. Veja Nota do Ministério da Cultura:
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1. O ministro Sérgio Sá Leitão não tem a intenção de pedir demissão e vai trabalhar pelo projeto do MinC que, inspirado na Lei Agnelo-Piva, efetivamente destina os recursos de loterias federais que cabem à Cultura para projetos culturais, por meio de seleções públicas de alcance nacional. Sua agenda no Rio de Janeiro nos dias 15, 16 e 18 de junho está mantida.
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2. A ressalva apontada na nota anterior diz respeito à eventual redução do volume de recursos disponíveis para a política pública de cultura e à incompreensão histórica, ainda presente em vários segmentos da sociedade, sobre o papel estratégico do setor cultural no combate à criminalidade e à violência e na promoção do desenvolvimento econômico e social do país.
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3. Reitera seu respeito e apoio ao presidente Michel Temer e à política de segurança pública do Governo Federal, destacando que a política de cultura tem um papel vital a desempenhar na redução da criminalidade e da violência. Experiências recentes na Colômbia demonstram claramente isso.
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Em quanto isso, os que militam nos movimentos culturais em Rondônia e em especial na capital Porto Velho, participam na tarde desta quinta feira 14, na Assembléia Legislativa – ALE de Audiência Pública.
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O debate será em torno da implementação da Lei Estadual 2.745/2012 e emenda Constitucional 103/2015 que cria “Sistema Estadual de Cultura” e “Estabelece Percentual de Repasse para o Fundo Estadual”.
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Em minha humilde opinião, para que a audiência seja coroada de sucesso, é necessário que estejam presentes na ALE, representantes da PGE, SEPOG e CGE além de representante e se possível, pelo menos um Conselheiro do Tribunal de Contas de Rondônia. O MP não pode faltar!
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Até porque, a Medida Provisória 841 com certeza, vai dar gás para o governo argumentar que não tem como cumprir a Lei 2.745/2012 e a Emenda Constitucional 103/2015.
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Precisamos de muita gente na tarde de hoje na plenária da Assembléia Legislativa de Rondônia. Vamos pressionar cambada cultural!
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O que é cultura popular?
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A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) define Cultura Popular como “o conjunto de criações que emanam de uma comunidade cultural, fundadas na tradição, expressas por um grupo ou por indivíduos e que reconhecidamente respondem às expectativas da comunidade enquanto expressão de sua identidade cultural e social”. Engloba folclore, cultura oral, cultura tradicional e cultura de massa.
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Entre manifestações da cultura popular brasileira já registradas – ou em processo de registro estão: Literatura de Cordel, Frevo, Bumba meu boi, Jongo, Fandango Caiçara, Tambor de Crioula, Congadas de Minas, Cocos do Nordeste e Marujada de São Benedito.