quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Lenha na Fogueira 14.12.17



Somente agora, estamos publicando a lista dos habilitados e inabilitados referente aos Editais da Sejucel. Outro dia publiquei uma relação de nomes e postei que eram os nomes dos contemplados.
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Na verdade, era o nome dos integrantes da Comissão de Habilitação dos caras que estão analisando os Projetos. Na realidade reanalisando, os que foram considerados inabilitados por falta de alguns documentos. Os proponentes desses Projetos, tem um tempo mínimo para apresentar a documentação exigida.
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A lista final deve ser publicado até o próximo dia 27, segundo a Marcela Bonfim. Creio que assim como aconteceu com o primeiro Edital Zezinho Maranhão de Música cujo resultado foi publicado em dezembro de 2016 e os contemplados realizaram os shows a partir de março. Assim vai acontecer com os editais deste ano.
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O certo é que o governo estadual está de parabéns, ao utilizar a nova forma de fomentar a cultura em nosso estado. Agora, como diz o superintendente Rodnei Paes, os recursos da cultura são distribuídos democraticamente.
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As festas de natal estão a todo vapor. O que ainda não pode ser apreciado em sua plenitude, pela população de Porto Velho, foi a decoração natalina da Praça da Madeira Mamoré, por sinal, muito bonita.
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Pois, desde domingo, quando o prefeito abriu oficialmente o “Natal Iluminado”, que a chuva não deu trégua, assim sendo, as famílias não curtiram a Árvore de Natal da Santo Antônio Energia cuja iluminação funciona sincronizada com a música (especial) que fica tocando. É muito bonita a dança das luzes em sincronia com a melodia.
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Esse é o problema do mês de dezembro, chove demais. Inclusive se eu fosse o Ernesto Melo dava uma trégua na Fina Flor do Samba. Parava até fevereiro e voltava depois do carnaval em grande pompa. Aí o inverno amazônica já estará no final e o público com saudade.
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Por falar em saudade, a Presidente da Banda do Vai Quem Quer Siça Andrade postou nas redes sociais, que as camisetas para o desfile do próximo ano do maior bloco da região norte, já estão sendo confeccionadas.
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Ela só não disse qual será o tema. Esse negócio de tema da Banda, desde sua fundação sempre despertou a curiosidade de muita gente. Por tradição o nome do enredo da Vai Quem Quer, só é divulgado no dia do lançamento das camisetas.
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O problema era que Manelão achava que divulgando o tema com muita antecedência os “Piaratas” falsificariam as camisetas e realmente isso aconteceu algumas vezes. Essa desconfiança virou tradição. A Banda do Vai Quem Quer em 2018 vai desfilar no dia 10 de fevereiro.
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Por falar em carnaval, até agora a direção do Galo da Meia Noite não disse se vai ou não promover os famosos ensaios. Diz alguma coisa Edson José!
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Uma coisa é certa, a Liga dos Blocos não para um só minuto, procurando amenizar as despesas com recolhimento de taxas cobradas por tudo quanto é órgão governamental.
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O quer não vemos, é qualquer manifestação da Federação das Escolas de Samba a respeito dos desfiles de suas afiliadas. Tão mais parado que água da Caerd nas torneiras de Porto Velho.
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Se a Federação não se manifesta, as escolas de samba ficam sem saber o que fazer. Tá certo que o subsídio para os desfiles do próximo carnaval, serão repassados direto às escolas e não mais via Fesec.
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Outra coisa que ainda não está com o martelo batido, é o local dos desfiles das escolas de samba. Pela vontade do presidente da Funcultural será no Espaço Alternativo e pela vontade do superintendente da Sejucel no Parque dos Tanques.
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Eu quero que os desfiles das escolas de samba de Porto Velho aconteçam, seja lá onde for!

Habilitados e inabilitados nos editais da Sejucel



A Superintendência da Juventude, da Cultura, dos Esportes e do Lazer -= Sejucel divulgou no Diário Oficial do estado de Rondônia edição do dia 6 passado, lista com os habilitados e inabilitados, pelos Editais: Produção de Musica Autoral; Literatura Rondoniense; Teatro “Jango Rodrigues”. Segundo a responsável pelo acompanhamento dos trâmites dos Editais Marcela Bonfim os Projetos Inabilitados que entraram com recurso estão aguardando analise da Comissão de Habilitação. “Até o final deste mês publicaremos a lista com todos os habilitados e então o Processo da liberação dos recursos começa a andar”, disse Marcela. Segundo a coordenadora, em breve será publicado o segundo Edital Zezinho Maranhão de Música.




A – Lista Dos Proponentes Habilitados, Por Categoria De Participação:




Produção Musical:




1. Helton Cardoso Pignataro




2. Sandro Yuri Saraiva de Albuquerque




3. Rogério Madeira Carvalho




4. Marfiza Calixto de França




5. Rafael Vargas




6. Thiago Maziero Naimaier




7. Mateus Paulo De Lima




8. Izabela de Lima Feitosa




9. Anderson Sila da Silva




10. Cristiano Isidio da Silva




11. Cliuson Gonçalves Torres




12. Gilcimar Fernando Lima




13. Rafael Altomar Alves Martins




14. Diego Gomes Mourão




B – Lista Dos Proponentes Inabilitados




Produção Musical:




Angelo de Souza Caldeira




Antonio Victor Zeferino




Marcelo Rodrigo Zayat




Andreis Oliveira Da Silva




Irineia Pereira Batista




Ramon de Sousa Alves




Lista Dos Habilitados e Inabilitados do Prêmio de Literatura Rondoniense








INICIAÇÃO LITERÁRIA




Édier William Medeiros da Silva




Monique Santos Pereira




Jackeline Siqueira Spricigo




Marfiza Calixto de França








Literatura Acadêmica:








Gustavo Gurgel do Amaral




José Gadelha da Silva Júnior




Rinaldo dos Santos Silva




Simone Gonçalves Norberto








Reedição de Livro:




Rubens Vaz Cavalcante








Residência Literária: Não Houve Inscrito.




Capacitação e Estudos Literários: Não Houve Inscrito.




B – Lista Dos Proponentes Inabilitados




Publicação Literária




José Odair Ferrari




HABILITADOS E INABILITADOS DO PRÊMIO DE TEATRO JANGO RODRIGUES




Habilitados




1 – Montagem de Espetáculo:




Luciano Flávio de Oliveira




Valdete Sousa Silva




Jamile Pereira Soares




Esdras Botelho Neves




Grupo Quebra cabeça de Teatro




Raoní Izoli Amaral




RESIDÊNCIA ARTÍSTICA




Rafael da Silva Barros




Leonardo Henrique Scantbelruy Leite da Silva




OFICINAS, SEMINÁRIOS E FESTIVAIS








Michele Tolentino De Oliveira




INABILITADOS: Não Houve Proponente Inabilitado.




HABILITADOS E INABILITADOS DO PRÊMIO DE FOTOGRAFIA DANNA MERRIL




HABILITADOS




Exposição Fotográfica




Washington Kuipers de Moraes




Igor Georgios Fotopoulos




Macio Pereira Guilhermon




Carlos César Neves da Silva




Elisabete de Lourdes Christofoletti




Nilson Santos




Uilian Alves do Carmo




Regina Célia Gonçalvez Morão




Curadoria/Produção:




Não Houve Inscrito.




Articulação da Cena:




Andréia Santos Machado




Ana Elvira Bisso Aranda




Patrícia de Andrade Marchi




Marllon Douglas Barbosa Mello




INABILITADOS




Exposição Fotográfica




Ricardo Rodrigues




João Marcelo Nery de Oliveira




Azenaide Alves Dos Santos




Gabriel Bicho




Ellis Caroline Carvalho Arenhart.  

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Lenha na Fogueira 13.12.17

Agora é oficial e ninguém tira. Naiara Azevedo será a grande atração do show da virada em Porto Velho.
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O lançamento oficial do réveillon 2017, aconteceu na manhã de ontem 12, no gabinete do prefeito Hildon Chaves. Não adianta os que questionam o pagamento de 200 Mil de cachê à cantora que flagrou o marido com a amante no motel e ainda ofereceu 50 reais para ajudar nas despesas.
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Não sei se passo na cara dos mal informados, que o cachê quem vai pagar, é o Ministério do Turismo e não a prefeitura de Porto Velho. Aliás, como postei na coluna de sábado, a prefeitura de Porto Velho vai entrar apenas com R$ 2 Mil.
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No frigir dos ovos, a prefeitura de Porto Velho vai investir pouquíssimo dinheiro no show da Naiara. Vamos conferir: O Ministério do Turismo garante R$ 198 Mil do Cachê e a prefeitura apenas R$ 2 Mil. O governo do estado entra com palco, iluminação, camarotes, banheiros químicos e grades.
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Sobrou o que mesmo pra prefeitura? Acho que apenas a segurança e o cachê dos artistas Prata da Casa, coisa que o Vanderlei Maraca da Semdestur confidenciou a este colunista, que os própios artistas estão correndo atrás de patrocínios para se apresentar no réveillon.
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A prefeitura de Porto Velho pede mais que vigário de capela do interior. Eles apenas trocam algumas palavras da oração de São Francisco como, em vez de, “é dando que se recebe” por “É pedindo que se faz um show”.
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Depois da divulgação, de quem realmente está investindo no show da Naiara Azevedo, quero ver a cara, ou, o que os do contra, vão postar nas redes sociais. Será que vão sugerir ao Ministro do Turismo Marx Beltrão que compre seringa para aplicação de insulina e outros remédios essenciais que estão em falta nos postos médicos de todo o Brasil?
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Por falar em patrocínio, ontem me explicaram sobre como passou a funcionar os investimentos em cultura em todo o Brasil. Me disseram que não é mais preciso a verba destinada à cultura, fazer parte do orçamento do governo. O investimento agora é via Fomento. Vamos lá, se o evento fomenta o turismo, a cultura, o esporte, ou o lazer o dinheiro vai aparecer de alguma forma.Tá vendo aí no caso do show da Naiara Azevedo que foi liberado pelo Departamento de Fomento do MinTur, porque vai gerar emprego e renda, além de fomentar o turismo na cidade de Porto Velho durante as festas de final de ano.
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Vou apenas fazer uma pergunta aos entendedores desse assunto: E o carnaval não fomenta o turismo também? Porque não conseguem verba, para investir nos desfiles das escolas de samba? Na realização do Arraial Flor do Maracujá e outros grandes eventos, como a Festa do Divino Espirito Santos e o Duelo na Fronteira?
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O certo é que nosso réveillon está garantido. Só faltou uma coisa, foi a divulgação de onde a festa da virada vai acontecer.
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Vai ser na Madeira Mamoré como todas as outras, ou vão querer fazer no Espaço Alternativo?
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Vamos divulgar o mais rápido possível, o local da realização do réveillon 2017, afinal de contas, os ambulantes precisam se preparar. Se forem fazer a festa na Farquar com a Sete de Setembro, por favor, evitem de montar o Camarote na frente da Ceron, como fizeram no último réveillon.
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Selecionem com cuidado a “Prata da Casa”. Lembrem-se que a Naiara é considerada uma cantora “Sertaneja”, então, apenas ela deve representar esse ritmo. Não existe, ou pelo menos, eu nunca vi, festa de réveillon sem carnaval. Pois é, nossa sugestão é que depois do show da Naiara uma Banda especializada em carnaval, suba ao palco e anime o público, até o amanhecer! Tamo combinado?

Naiara Azevedo tem show confirmado no réveillon

O prefeito de Porto Velho Hildon Chaves, anunciou em solenidade que aconteceu em seu gabinete na manhã de ontem 12, o show da cantora Naiara Azevedo na festa da virada 2017/18, que vai acontecer na noite do dia 31 (2017) e 1º de janeiro (2018).
Segundo o subsecretário da Semdestur Júlio Siqueira “O evento será realizado no dia 31 de dezembro, com início as 19 horas e término as 4 horas do dia 1º de janeiro de 2018 e contará com o show da cantora Naiara Azevedo e Bandas Locais de todos os estilos musicais e ainda uma queima de fogos”, disse Júlio Siqueira.
O projeto foi lançado em fevereiro deste ano, no Portal de Convênios do Governo Federal, atendendo Edital do Ministério do Turismo que visava contemplar eventos geradores de fluxo turístico, devidamente acompanhado e alimentado pelos técnicos do Departamento de Fomento ao Turismo e conseguido com a intervenção da deputada federal Mariana Carvalho.
Após confirmado o patrocínio do Ministério do Turismo, Mariana e Júlio Siqueira procuraram o governo do estado de Rondônia solicitando apoio, na contratação da estrutura de palco, banheiros químicos, sonorização, iluminação, camarotes e grades o que foi encaminhado pelo governador Confúcio Moura a Sejucel para atender. A refrigerante Tupy também faz parte da parceria.

Cachê

O cachê de Naiara Azevedo será custeado da seguinte maneira: R$ 198 Mil proveniente do Ministério do Turismo e R$ 2 Mil da prefeitura municipal de Porto Velho. “Quando procuramos o Ministro Marx Beltrão do Turismo solicitando o patrocínio desse show, estávamos pensando apenas na população de Porto Velho, não visamos cor partidária e sim o bem estar da nossa população. Estou à disposição em Brasília, para correr atrás de tudo que for em benefício do povo de Porto Velho”, disse Mariana Carvalho.
O prefeito Hildon Chaves em seu discurso pediu a todos para que não permitam que o processo eleitoral de 2018, contamine a gestão da prefeitura e influencie no relacionamento com a base e com os parlamentares tanto federais quanto estaduais. Segundo o prefeito, apesar de considerar-se gestor, e não político tradicional, vem conseguindo costurar apoio para uma gestão de parceria com o governo estadual, assembléia legislativa, câmara municipal e a bancada federal de Rondônia.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Lenha na Fogueira 12.12.17

Final de semana super natalino! Tudo começou na sexta feira 08, com o “Natal de Luz”, quando o governo de Rondônia acendeu as luzes do Palácio Rio Madeira. Foi realmente espetacular tudo que aconteceu naquela noite no CPA. Cantatas, apresentação da Orquestra Harmonia Celeste, encenação de parte da peça o Nascimento do Menino Jesus e principalmente a chegada do Papai Noel.
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Todo mundo na expectativa, e o helicóptero dando voltas e mais voltas ao redor do complexo arquitetônico do Palácio Rio Madeira. Até que o “Velinho” acenou lá de cima do nono andar. O povo em especial a criançada foi à loucura.
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Mais uns cinco minutos e surge Papai Noel na escadaria do módulo Rio Pacaás Novos. É impressionante o quanto a figura do Papai Noel envolve o público, seja adulto ou infantil. É uma verdadeira magia o que a figura do Bom Velinho proporciona ao aparecer, seja lá onde for.
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Faltou dizer que a queima de fogos também foi bastante aplaudida pelo público, que literalmente tomou conta da Praça do CPA. Pela beleza da iluminação natalina, (de primeira) e pelo encanto das apresentações dos corais e orquestra, naquela noite, vamos deixar de lado, o que deixou a desejar. É tudo festa.
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Domingo foi a vez da prefeitura fazer sua festa natalina, abrindo o “Natal Iluminado”. A festa municipal aconteceu no complexo da Estrada de Ferro Madeira Mamoré.
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A caravana do Papai Noel municipal, saiu da rua Marechal Deodoro com a Sete de Setembro, seguiu pela Carlos Gomes até chegar a Praça da Madeira Mamoré. A gurizada correndo atrás e os pais preocupados seguindo de carro.
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Na hora que a caravana chegou à EFMM onde estava montado o palanque com o prefeito e todo seu secretariado, arriou um temporal, daqueles de alagar o Camelódromo. Papai Noel e sua caravana tiveram que correr para se livrar de tanta água. Graças às tendas que abrigavam a Feira Regional do Artesanato de Rondônia o público escapou da chuva. Mesmo assim a maioria foi embora.
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Quando o aguaceiro parou e o cerimonial anunciou o discurso do prefeito, a praça estava com poucas pessoas. Mesmo assim, o prefeito deu ordem para o LORD acionar a “Sirene”, anunciando que o “Natal Iluminado” estava aberto.
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Oh, Oh, Oh Papai Noel fez sua saudação de Feliz Natal e todos se voltaram para a iluminação da Árvore de Natal com quase 25 metros, que a Santo Antônio Energia montou. Um espetáculo a parte.
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A avenida Sete de Setembro recebeu decoração natalina, assim como a praça em frente a sede da prefeitura na D. Pedro II. Estamos oficialmente no clima natalino.
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O CDL promoveu o domingão de natal na rua Jatuarana (zona sul) domingo. No próximo domingo dia 17, será na rua Amador dos Reis na zona leste e no dia 24, na Sete de Setembro.
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Na minha humilde opinião. Das cantatas que assisti de sexta feira no Palácio Rio Madeira e domingo da Madeira Mamoré a melhor foi a da Catedral. Apesar de serem praticamente os mesmos corais! Na Catedral, talvez pela acústica, as apresentações foram as melhores. De parabéns a Maestrina e os integrantes de todos os corais que se apresentaram na Catedral de Porto Velho (Salão Dom João Batista Costa), assim como o maestro Mauro Arruda.
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Apesar do clima de Natal. Não podemos deixar de lamentar, alguns comentários sobre o Orçamento Municipal para a Cultura em 2018. Alguns hipócritas insistem em dizer, que o prefeito, em vez de investir em cultura, deveria usar o dinheiro na saúde, educação e segurança. Meu amigo, tem orçamento para todos os segmentos. Não pense que tirando da cultura, vão colocar em outros segmentos que não vão. É muita babaquice de quem pensa assim!

Sai lista de habilitados nos editais da Sejucel

O governo do estado de Rondônia através da Superintendência da Juventude, da Cultura, dos Esportes e do Lazer – Sejucel publicou no Diário Oficial da última sexta feira 08, lista dos habilitados a firmar convênio de patrocínio, referente aos editais de fomento e apoio a cultura nos segmentos: Musica Autoral – R$ 100 Mil; Fotografia R$ 120 Mil; Literatura Rondoniense R$ 190 Mil e Teatro R$ 130. num total de R$ 540 Mil. “Agora os contemplados terão que providenciar a documentação exigida, além do projeto a ser desenvolvido e então assinar o convênio, para colocar em prática o que foi proposto”, disse Fabiano Barros.
O governo de Rondônia começou o processo de utilização do sistema de editais para fomentar a cultura em nosso estado, no ano de 2016 quando colocou em prática, os editais Zezinho Maranhão de Música e o edital Lídio Shon de Audiovisual. “O sistema de edital, é o mais democrático na divisão dos recursos do estado entre os segmentos culturais em atividade no estado”, disse Superintendente da Sejucel Rodnei Paes.

SELECIONADOS

Prêmio de Música Rondônia Autoral 2017
1. Oséias Araújo da Silva
2. Adson Cláudio Reis do Nascimento
3. Sílvia Freire de Carvalho
Prêmio de Fotografia Danna Merril – 2017
1. Saulo Gomes de Sousa
2. José Valdenir Jovino
3. Avener Nogueira Prado
Prêmio de Teatro Jango Rodrigues – 2017
1. Nome: Andressa Christiny do Carmo Batista
2. Raimundo José Ferreira de Melo
3. Keila Barbosa da Silva
Prêmio de Literatura Rondoniense – 2017
1- Heloísa Helena Siqueira Correia
2- José Eduardo Martins de Barros Melo

3 - Maria de Fátima Castro de Oliveira Molina.

sábado, 9 de dezembro de 2017

Rubens Vaz Cavalcante

Binho – músico, cantor, poeta, compositor, universal


Sexta feira passada dia 8, no Mercado Central no intervalo da gravação de um vídeo sobre as festas de final de ano, que será exibido em breve por uma rede de televisão regional, aproveitamos e batemos um papo descontraído com o professor, cantor, compositor, escritor e poeta Rubens Vaz Cavalcante mais conhecido como BINHO. “Era Rubens, passou pra Rubinho e virou Binho espero que não chegue apenas ao NHO”. Porto-velhense criado no bairro Cruzeiro onde vivenciou as apresentações de Bois Bumbás no Terreiro do Januário, Binho diz que não gosta do termo regional para a classificação do seu trabalho musical. “A gente esta aqui, assim como o cara está em São Paulo e não é regionalista”.
A conversa terminou porque a equipe da televisão avisou que a gravação iria começar e então desligamos o gravador e salvamos a conversa que você passa a acompanhar agora.

ENTREVISTA

Zk – Quem é o Binho
Binho – Sou um menino de Porto Velho que quando saiu daqui foi pra estudar e que acompanha os acontecimentos da cidade, tantos os sociais quanto os estruturais. Faço minha parte compondo, fazendo poesia, fazendo música e outras coisas e que vai completar 59 anos de idade no próximo janeiro

Zk – E o Binho?
Binho – Na verdade era Rubens aí ficou Rubinho e depois ficou apenas Binho. Meu medo é que fique só em Nho. Na verdade, o nome de batismo é Rubens Vaz Cavalcante. Minha família veio do Para. Minha mãe é da família Ferreira Vaz e meu pai da família Couto Cavalcante.

Zk – Sobre a infância?
Binho – Minha infância foi no bairro do Cruzeiro, estudei no Murilo Braga no Nossa Senhora das Graças. Jogava bola no campo do cruzeirinho todo fim de tarde (onde até bem pouco tempo funcionava o Hotel Vila Rica), por ali mesmo aprendi a tocar violão, aprendi a cantar; tudo com os amigos. Naquela época não tinha escola de música, não tinha nada, aprendi olhando a mão dos outros. Os amigos que sabiam mais, sem muito paciência, passavam alguns acordes pra gente.

Zk – Como surge o compositor Binho?
Binho – Quando fiz minha primeira música já tinha meus 18 anos de idade. Os festivais aconteciam lá no Flamengo aí resolvi inscrever com os amigos, uma música.

Zk – Quem nasceu primeiro, o poeta ou o músico?
Binho – Acho que primeiro foi o músico, porque quando comecei a escrever eu já tocava algumas coisas bem básicas da música popular, não da MPB, to falando da música popular no geral, dos caras que faziam sucesso Fernando Mendes, José Augusto. Algumas bandas norte-americanas e inglesas. Sempre gostei do inglês. De tanto escutar na casa dos Johnson que era um lugar que eu freqüentava, dava minhas cacetadas. Aprendi tudo de ouvido.  Acho que quem veio primeiro foi o cara que estava tentando aprender a tocar um instrumento   


Zk – O poeta surge para colocar letra nas músicas?
Binho – Não! O poeta surge de uma experiência colegial. Eu tinha alguns amigos que escreviam e me davam os poemas pra passar a limpo, porque eu tinha a letra bonita, aquela coisa da caligrafia. – Dá pro Binho escrever que fica bonito – Aí, de tanto escrever, passei a perceber que já arrumava o texto dos caras, fazia umas modificações umas correções e quando me toquei já estava praticamente refazendo o poema do cara. O que aconteceu? Disse se é para reescrever o poema dos meus amigos, posso até continuar reescrevendo, mas, vou passar a escrever as minhas. Comecei aquela coisa bem empírica, falando das coisas do dia-a-dia, das paixõezinhas, da questão da família, umas temáticas muito pessoal, depois comecei a olhar ao redor e veio essa coisa que alguns chamam de regionalismo, que é um nome que prefiro evitar. Acho que a gente faz tudo em nível universal, a nossa música não serve só pra cá, serve pro mundo inteiro. A gente esta aqui, assim como o cara está em São Paulo e não é regionalista. Tu vai dizer que o Arnaldo Antunes é regionalista, mais ele faz música em São Paulo, então ele faz numa região. Acho que a coisa do tema amazônico que comparece muito nas minhas letras, mas, não como regionalismo.

Zk – Você não é compositor de um ritmo, é de vários estilos?
Binho – Comecei fazendo umas baladas porque tinha muita influencia do rock in rol, depois comecei a descobrir os ritmos brasileiros de um modo geral. Me envolvi com a Bossa Nova, depois com a MPB e continuei com o rock, aliás, escuto rock a vida toda por isso considero uma escola forte na minha composição, embora ela não apareça de modo explícita, ela aparece de forma amenizada nos arranjos, nos vocais, na maneira de cantar.

Zk – E a parceria Binho e Bado?
Binho – Aí foi outra questão interessante, porque também foi num festival, acho que naquele festival da minha primeira música, porque daí o Sesc me chamou e chamou o Bado pra gente realizar uns trabalhos, eles tinha criado o Laboratório Musical Harmonia que tinha o Júlio Yriarte, o Zega, Serginho, o próprio Laio já estava la dentro e nós fomos chamados e então fizemos nosso primeiro show em parceria. A partir daí começamos a fazer música, foi uma época que produzimos bastante. Depois, cada um foi buscando seus caminhos.

Zk – Vocês fizeram muitas musicas em parceria?
Binho – Muitas! Porem estava acontecendo uma coisa que estava deixando a gente meio sem jeito, os caras começaram a achar que a gente era uma dupla caipira, assim “breganejo”, não era nem caipira. “Bado & Binho” e tal, queriam vender essa coisa. Pra gente não rolou, os amigos tiravam sarro. Temos música como Lavadeiras, Com Beira na Beira do Rio Madeira, Mana Manauara uma música que faz sucesso aqui e a moçada de Manaus toca também.

Zk – Tem um negócio que eu admiro em você. É a paixão pela brincadeira de Boi Bumbá?
Binho – O Boi Bumbá é uma coisa de bairro. No meu bairro tinha o terreiro do seu Januário que era um lugar onde dançavam vários Bois e toda vez que tinha apresentação eu ia pra lá. Depois consegui entrar no Boi porque eles iam dançar de casa em casa, paravam e aquela casa dava ali um gorozinho, uma comidinha pra rapaziada e o Boi dançava ali na frente, era realmente uma coisa popular, hoje, acho que encurralou demais, o Boi ficou mais escola de samba. Naquela época a garotada saia correndo atrás do Boi na rua. Na matança era aquela festa, todo mundo ia esconder o Boi, todo mundo queria a língua do Boi, os vaqueiros com aquelas roupas que no olhar dos meninos, parecia uma coisa super elegante, os penachos, que na época eram de penas verdadeiras, nosso conceito ecológico era muito frágil.

Zk – Você hoje é pro - reitor de qual área na UNIR?
Binho – Não sou mais pro reitor, hoje sou apenas professor. Trabalho na área de literatura mais especificamente com o curso de Letras na área da poesia contemporânea e na área da crítica literária que é aonde eu atua melhor, sinto que dar mais resultado, até por essa minha pesquisa constante da poesia brasileira e de outros países, mais essa poesia de agora da década de 1980 pra cá, que é minha meta de estudo e de trabalho.

Zk – Ainda agora, você estava falando sobre as bandas de garagem. Como funcionavam essas bandas?
Binho – Acho que as bandas de garagem aconteceram no Brasil inteiro. Aquelas bandas que a gente montava pra fazer as festinhas com os amigos, pra trazer as namoradinhas, ou as futuras namoradinhas, era um local de paquera, tinha aquele charme e então tirávamos os repertórios das baladinhas The Feveres, Renato e Seus Blues Caps. algumas das bandas internacionais que faziam sucesso. A garagem era ponto de encontro de quase todo dia, porque aconteciam os pseudos ensaios, na verdade a gente só se divertia.

Zk – Você chegou a viver de música. Tocando na noite?
Binho – Barzinho nunca foi o meu forte, primeiro que meu repertório de música popular não era exatamente o que o bar queria. Os bares sempre tiveram essa tendência de optar por uma música de consumo, essa coisa que toca na rádio e o cara vai pro bar escutar o que ele já escutou em casa. Começou a surgir alguns bares como o “Casa da Gente”, que foi o primeiro bar especificamente de MPB que era do Júlio de Carvalho e tinha o sócio dele o Nilsola e ali a gente podia tocar o que queria. Na realidade eu gostava mesmo era de fazer show em palco, esse negócio de atender pedido, daqueles recadinhos no guardanapo eu ficava meio agoniado, porque eu não tocava tudo que pediam;

Zk – Para encerrar. Sobre família?
Binho – Sou casado com a Carla que também é professora universitária, tenho uma filha a Clara Luz. Sou um cara comum, to aí na cidade vivendo o que é possível viver.

Zk – Natal?
Binho – Natal é o momento das famílias se reunirem pra festejar as vitórias do ano, pra renovar os sentimentos, pra se ver, pra comer um bocado, engordar um pouco, encher a cara às vezes pra quem gosta de beber. Natal é um momento que a gente tem que valorizar. É uma coisa que nos interliga com um passado de vida. Geralmente no Natal, você lembra-se dos outros natais.