sábado, 20 de julho de 2019

Luiz Queiroz de Lima


As histórias do seringueiro de São Carlos do Madeira


No final da tarde de terça feira dia 16, o prefeito de Porto Velho entregou a população, o mini Museu do Seringueiro, que está funcionando no Parque Circuito que passou por reforma e além da Casa do Seringueiro ganhou também um playground  e uma academia ao ar livre. Durante a solenidade uma pessoa passou a concentrar a atenção do público presente, era o seu Luiz Queiroz de Lima que literalmente estava vestindo roupas próprias de um seringueiro com direito a poronga, saco de sarrapilha, facão, faca de seringa, caneca e outros apetrechos utilizados no corte da seringueira. Seu Luiz é realmente seringueiro, exercendo a profissão no Distrito de São Carlos no baixo Madeira onde também fabrica sapato, saco, bornal, bolsa de tabaco etc., tudo de borracha. “Se você quiser adquirir qualquer desses apetrechos, é só falar com o administrador do Parque, senhor Sabiá”. Pra completar, seu Luiz fez uma demonstração de como se corta seringa para tirar o leite e até escalou uma seringueira sendo muito aplaudido. Foi nesse clima que resolvemos bater um papo de beradeiro pra seringueiro, já que ele corta seringa e mantém sua oficina nos dias de hoje, na localidade onde nasci, ou seja, em São Carlos do Madeira, aí a conversa ficou assim:

ENTREVISTA


Zk – Me diga seu nome completo?
Luiz Seringueiro – Meu nome é Luiz Queiroz de Lima, nasci na Ilha da Brasileira que praticamente pertence ao Distrito de São Carlos no baixo Madeira, no dia 20 de fevereiro de 1951. As seringueiras que corto nos dias de hoje, ficam nas terras do Bianor que é seu primo. Quer dizer, somos conterrâneos beradeiros.

Zk – O senhor não foi soldado da borracha! Como foi que começou a cortar seringa?
Luiz Seringueiro – Meu pai Napoleão Mendonça de Lima era seringueiro e sempre os filhos acompanham a profissão do pai né mesmo. Na realidade, meu pai queria que eu estudasse, porém, fiquei com medo do professor.

Zk – Por quê?
Luiz Seringueiro – Naquela época, professor era valente, malvado, dava bolo na mão e puxava a orelha da gente e eu fiquei com medo e por isso, preferir cortar seringa, mesmo contra a vontade do meu pai. Ele disse: “Meu filho, você não quer estudar porque você não sabe o valor que tem o saber”. Até fiz uma malcriação ao meu pai ao responder: Burro também vive! Ele então falou o seguinte: “Hoje eu corto seringa dou ‘murro’ porque não tive a oportunidade de estudar, não tinha como dar conta como gerente de um seringal”. E eu com a idade de 12 anos, deixei de estudar pra cortar seringa e meu pai teve que concordar.

Zk – Em qual seringal o senhor começou a cortar seringa?
Luiz Seringueiro – Seringal São José da Praia do seu Lala - Máximo Dias de Carvalho onde fiquei por sete anos, depois fui para o seringal Liberdade que era do Tobias Tavares que era casado com minha tia Marcelina. Minha mãe era Anaita Queiroz de Lima. Meu pai era de 1910 e começou a cortar seringa em 1920 quando estava com 9 anos de idade, porque havia perdido seu pai. Ajudou a mãe dele a criar nove irmãos.

Zk – Sabemos que os trabalhadores em seringais eram classificados como seringueiro bom e seringueiro ruim. Quantos quilos de borracha o senhor chegava a produzir?
Luiz Seringueiro – Fazia 20, 25 e até pelas de 30 quilos por semana, dependia muito da estrada que a gente pegava, quando ela era boa você fazia muita borracha. Eu era considerado bom seringueiro. Cortei seringa durante 25 anos sem parar.

Zk – Sempre atuou como seringueiro?
Luiz Seringueiro – Por algum tempo me dediquei à pesca profissional e passei 6 anos nessa profissão. Deixei porque fui trabalhar no governo em 1982. Fui contratado para trabalhar na administração do Distrito de São Carlos como auxiliar de serviços gerais.

Zk – Que horas o senhor saia pra cortar seringa?
Luiz Seringueiro – Saía 1 hora da madrugada. Não usava jamaxim, usava sarrapilha. Eu cortava, colocava o leite no encerado, amarrava a boca e colocava no saco de sarrapilha. Saia de madrugada para a estrada e quando dava seis, sete horas da manhã estava de volta. Nunca vi uma onça ou outro tipo de animal no meio da estrada de seringa. Cobra matei muita, mais outras feras nunca me importunaram. Muitas vezes quando dava por mim, tava em cima do monte da Pico de Jaca e eu pulava lá longe, graças a Deus nunca fui picado por cobra venenosa. Certa vez fui picado mais  a cobra não tinha veneno, era uma “Surradeira”.

Zk – Como era ou como é o processo até o leite se transformar em pela de borracha?

Luiz Seringueiro – Como já falei, saía 1 hora da madrugada pra estrada e quando dava 6, 7 horas da manhã estava de volta com o leite, então fazia o fogo utilizando na maioria das vezes, casca do Babaçu que é melhor pra fazer fumaça e começava a defumar, formando a Pela de Borracha. No final de semana levava aquela produção até o barracão do patrão, que pesava e pagava, descontava o que havíamos comprado ou retirado no armazém e nos dava o saldo em dinheiro, essa era a rotina.

Zk – Quantos quilos pesava uma pela de borracha?
Luiz Seringueiro – Dependia muito, quando a estrada era boa a gente fazia borracha de até trinta quilos. Uma borracha de 30 quilos dava pra você comprar os mantimentos de toda a semana e ainda sobrava dinheiro. Hoje se você fizer 30 quilos de borracha, vai receber apenas R$ 30 o que não dar pra nada.

Zk – Muito se fala, que quando o seringueiro tinha muito saldo, o seringalista mandava mata-lo na curva do rio. O senhor sabe alguma coisa sobre essas histórias?
Luiz Seringueiro – O povo contava isso aí. Quando o seringueiro tirava saldo. Ia acertar as contas no final do ano com o patrão, recebia o dinheiro direitinho e sai satisfeito fazendo planos, geralmente o seringueiro quando recebia o saldo, já tinha uma viagem programada para rever seus familiares. Quando o seringueiro deixava o barracão, segundo ouvia dizer, o seringalista chamava seus capangas e mandava tomar o dinheiro do seringueiro e esses capangas matavam o pobre coitado e jogavam o corpo no rio. Quando comecei a cortar seringa, já nos anos de 1960, essa prática já não existia. Ainda bem!

Zk – Outra, os mais antigos contam que quando o seringueiro era ruim, não produzia o suficiente, o patrão lhe tomava a mulher e dava para um seringueiro considerado bom. É verdade?
Luiz Seringueiro – Essa é outra história que ouvi falar, mas, nunca vi isso acontecer, é como você disse, os mais antigos é que contam. Acho que essa pratica acontecia mais no seringais que ficavam no centro da mata, pois poucas mulheres aceitavam ir morar lá e isso provocava essa prática utilizada pelos seringalista, de tomar a mulher do seringueiro preguiçoso para dar para aquele que produzia bem. Acho que acontecia mesmo, pela falta de mulher. Até passou na televisão uma ‘novela’, que mostrava homem dançando com homem nas festas dos seringais no Acre porque não tinha mulher pra todo mundo.

Zk – Outra pratica, era que o seringueiro nunca acabava de pagar as contas ao patrão?
Luiz Seringueiro – Essa é outra história que ouvi falar muito. No meu tempo, todas essas práticas já não eram praticadas pelos seringalistas. Eu mesmo jamais deixei de receber meu saldo e nunca teve esse negócio de ficar sempre devendo no barracão. Eu só via dinheiro de ano em ano, porém minha conta corrente sempre tinha saldo.

Zk – Qual a alimentação na casa do seringueiro?
Luiz Seringueiro – O seringueiro se alimentava de carne de caça, era uma anta, paca, veado, nambu, mutum, macaco. Geralmente a gente preparava esses pratos no leite da castanha, não existe tempero melhor que o leite de castanha. No nosso caso, cujos seringais ficavam perto do rio Madeira e seus afluentes como Jamari, Machado, Candeias, etc. a gente tinha o peixe que naquele tempo era de fartura (to falando de peixe nativo).

Zk – Mais historias?

Luiz Seringueiro – Era muito bom nossa vida como seringueiro no baixo Madeira, de madruga a gente ouvia aquele som estrondoso, era o companheiro seringueiro, batendo na Sapopemba avisando que já estava na estrada, uns utilizavam buzina. Aonde eu trabalhei não tinha índio, porém no Alto Jamari, no Alto Candeias, Alto Machado muitos seringueiros foram vítimas de flechadas de índios.

Zk – Hoje o senhor ainda trabalha com seringa?
Luiz Seringueiro – Sim, corto seringa lá em São Carlos e faço sapato, bolsa pra colocar tabaco, cartucheira, bainha de facão etc., tudo de seringa.
Zk - Pra encerrar essa conversa. O senhor é casado com quem e tem quanto filhos?
Luiz Seringueiro – Sou casado há 45 anos, com Maria Aparecida de Souza tivemos sete filhos, cinco mulheres e dois homens. Se alguém se interessar pelos produtos que fabrico utilizando seringa, é só entrar em contato com o SABIÁ que é o administrado do Parque Circuito em Porto Velho e ele sabe como entrar em contato comigo. As encomendas entrego em uma semana.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Lenha na Fogueira - 20.07.19


A estrutura do Arraial Flor do Maracujá já começou a ser montada. As tendas onde serão instaladas as barracas dos ambulantes e restaurantes já estão armadas, assim como parte das arquibancadas.
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O negócio já diferente dos anos anteriores, até 2018, os chamados vendedores ambulantes montavam seus negócios em barracas armadas pela distribuidora de cerveja patrocinadora do evento.
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As chamadas tendas, eram destinadas as barracas chamadas de restaurante e as pastelarias grandes, as demais eram todas por conta da cervejaria.
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Este ano todos ficaram abrigados pelas tendas brancas, muito mais bonitas. Todas já estão mo0ntadas no Parque dos Tanques, aguardando a instalação de energia elétrica, encanação hidráulica, pias e escoamento de água.
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Tá realmente ficando muito bonito o 38º Arraial Flor do Maracujá.
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Enquanto isso, a cada dia que passa, as alegorias dos grupos folclóricos crescem, no pátio do Parque dos Tanques. É cada uma mais impressionante que a outra.
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O mais legal, é que não tem como esconder uma da outra, quer dizer, todo mundo sabe o que o outro está fazendo.
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A diferença só será notada no dia da apresentação, quando os decoradores entram em cena e transformam o que era apenas ferro, em um visual muito bacana. Aí é por conta de quem entende mais de decoração “carnavalesca”.
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Quer conferir o que estou dizendo, vai a Cidade da Cultura no Parque dos Tanques a qualquer hora do dia e confere.
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Apenas matar a curiosidade de alguns: Juabp, Jucadiro, Nova Junina do Orgulho, Boi Marronzinho, Girassol das Três Marias são os grupos que já estão trabalhando a confecção de suas alegorias no Parque dos Tanques.
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Por outro lado a equipe do professor Marco Teixeira capricha nas aulas do curso de julgadores que deve acontecer até a próxima terça feira. Quarta feira será a tal de sabatina entre os jurados e os dirigentes dos grupos folclóricos.
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Apenas um impasse entre os grupos de Bois Bumbás. Acontece que quando criaram a categoria Grupo de Acesso existiam filiados Nove Grupos de Bumbás
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E o Regulamento do festival passado condicionou que desses, quatro cairiam para formar o Grupo de Acesso. Assim foram para o Grupo de Acesso, os bumbás:

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Teimoso, Tira Teima, Estrela de Fogo e Vencedor. No dia que aco0nteceu a reunião para se discutir o Regulamento do Flor do Maracujá 2019, o presidente do Boi Vencedor artesão conhecido como Bomba apresentou requerimento solicitando o afastamento do seu grupo do Arraial deste ano. Sobram TRES bumbás no grupo de Acesso.

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Agora tão falando que o Boi Teimoso também não vai se apresentar. Devo esclarecer que essa informação, carece de confirmação da direção da Federon, pois até ontem a direção do Teimoso não havia entrado com nenhum documento solicitando licenciamento do Arraial deste ano. Portanto é apenas especulação a ausência do bumbá no Arraial deste ano.
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De qualquer maneira ontem alguns grupos de bumbás começaram a questionar a existência do Grupo de Acesso, já que caso se confirme o afastamento do Teimoso, apenas dois bois irão se apresentar pelo |Grupo de Acesso o que garante suas presenças no grupo especial do próximo ano.
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E aí ficariam apenas dois bois, e sempre os dois que caírem terão a certeza que subirão no próximo festival o que em min há opinião não legal.
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O correto é condicionar a existência do Grupo de Acesso, caso existiam no mínimo TRES Grupos na categoria.
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Isso quer dizer que em 2020 não existirá o Grupo de Acesso.
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Acontece que alguns grupos solicitaram reunião extraordinária com a direção da Federon para sugeri que este ano caia apenas um Grupo de Bumbá para o Acesso. Não sei não!

Sambista Carlinhos Moreno Temporada em Porto Velho


O sambista cantor e compositor carioca Carlinhos Moreno, desembarcou na madrugada de sexta feira 19, em Porto Velho, onde realiza temporada, participando de shows em várias casas de show da capital rondoniense.
As apresentações começam na tarde deste sábado 20, na feijoada do Boteco Arara Azul a rua Elias Gorayeb 2844, bairro Liberdade. Carlinhos é convidado do cantor e compositor Beto Cezar. A feijoada custa apenas R$ 14.
MIRANTE MADEIRA
À noite, a partir das 19 horas, Carlinhos Moreno tem show marcado no Mirante Madeira com muito samba e pagode.
Domingo dia 21, será a vez do “Pagodão do Domingão da Olga” receber o show do Carlinhos Moreno a partir das 18 horas. O Bar da Olga fica a rua Campos Sales na Zona Sul de Porto Velho.
Carlinhos Moreno também conhecido como Kaka, por alguns anos, residiu em Porto Velho onde foi integrante da famosa Banda Máxima e outros grupos de samba e pagode. Muito querido no mundo sambista de Porto Velho, apesar de se apresentar com sucesso nas casas noturnas do Rio de Janeiro, onde também é muito considerado pelos compositores e cantores e sambistas da cidade Maravilhosa tendo inclusive, participado de vários shows do Xande de Pìlares com quem já gravou algumas músicas. Carlinhos Moreno já teve musica de sua autoria como tema de novela da Globo, no caso, “Malhação” o título da canção é “Revanche”. Com Gabi Amaranto tem a parceira na música “Gaby Ostentação”.
Pois é esse compositor e cantor que estará se apresentando a partir deste final de semana, em várias casas de show de Porto Velho. Começa na feijoada do Arara Azul.

Festival de praia de Vila Calderita com apoio do governo via Setur


Localizada a aproximadamente 45 quilômetros do centro de Porto Velho, com acesso pela estrada da “Penal” via Ramal São Carlos, a Vila Calderita será palco entre os dias 2, 3 e 4 de agosto, do 4º Festival de Praia. Desta feita com apoio do governo do estado de Rondônia através da Superintendência Estadual de Turismo – Setur.
O evento foi lançado ontem 19, no Centro de Atendimento ao Turista – CAT no Porto Velho Shopping e contou com a presença do superintendente da Setur Gilvan Pereira representando o governador Marcos Rocha; secretário adjunto da Sesdec Dr. Hélio Gomes Ferreira, Fernando de Almeida Bueno empresário da Dismonza, senhor Paulo representando a indústria de refrigerantes Dydio, senhor Edson Penha coordenador do 4º Festival de Praia de Vila Calderita e Antônio Ocampo Fernandes presidente da Fundação Cultural de Porto Velho - Funcultural. “Quero agradecer o apoio do nosso governador Coronel Marcos Rocha em potencializar o turismo do nosso estado. Estamos aqui recebendo representantes da Comunidade de Vila Calderita, para juntos, divulgar e convidar a população do estado de Rondônia em especial a da capital Porto Velho, a prestigiar com suas presenças a 4ª edição do Festival de Praia de Vila Calderita que vai acontecer nos dias 2, 3 e 4 de agosto. Tenho falado sempre, quem faz o turismo é a comunidade, governo do estado apenas fomenta, dar toda a estrutura, publicidade, cria parcerias, mas, quem está lá na ponta são os empreendedores das comunidades”, disse Gilvan.

ATIVIDADES

Durante os três dias de festival, acontecem torneios de vôlei de praia, além de muitas brincadeiras destinadas às crianças. Calderita tem estrutura para os turistas montarem suas barracas de camping, além de durante o Festival contar com equipe do Samu, bombeiros, salva vidas e defesa civil.
O acesso é via Estrada da Penal ou Estrada da Linha 28 no sentido São Carlos do Madeira.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

FESTEJO - Começa hoje Festival Cultural do Distrito de Nazaré do Madeira

De barco motor, rabeta, motor de popa e até de canoa, a população do baixo e médio rio Madeira e de Porto Velho se encontra nesta sexta feira 19 e amanhã sábado 20, da 53ª  edição do Festival Cultural do Distrito Nazaré, localizado entre os Distritos de São Carlos e Calama.
Desde o inicio da semana, os chamados barcos de recreio e lanchas expressas, transportam amantes da cultura regional rumo a Nazaré. Hoje o Festival conta com a coordenação do Instituo Minhas Raízes dirigido pelos músicos produtores culturais Teimar, Tim Maia e Túlio. A programação conta com show musicais, exibição de documentários, apresentações folclóricas e forró. “Nazaré é a capital cultural do baixo e médio rio Madeira”, disse a blogueira Luciana Oliveira.
O idealizador do festival foi o pioneiro professor, Manoel Maciel Nunes pai dos criadores do Instituto Minhas Raízes.

HISTÓRIA DE NAZARÉ

Transcorria o ano de 1916, quando subiu as barrancas do Rio Madeira em uma erma localidade do Baixo Madeira, um rico cearense à procura de aventura e riquezas. Este aventureiro chamava-se Eduardo Costa, que logo adquiriu terras em torno de um grande seringal, que mais tarde seria chamado de Seringal Nazaré e estava localizado cerca de dez quilômetros da margem direita do rio Madeira. Para facilitar o escoamento da produção de Seringa e Sorgo, o já seringalista Eduardo Costa começou a abrir um canal que ia da margem do Rio Madeira até o primeiro lago que é chamado de Lago do Peixe Boi.
Deu muito trabalho para concluir o canal, que levou o nome de “Boca do Furo” e levou mais de 9 anos para se chegar ao Rio Madeira e segundo a lenda, isto só foi possível depois de Eduardo Costa fazer uma promessa, de que após a conclusão da obra, ele construiria uma Igreja em homenagem á Nossa Senhora de Nazaré. A igrejinha ficou pronta em 1951.
Acometido por uma forte malária o Sr. Eduardo Costa faleceu no final de 1956 e o seu primogênito Eduardo Costa Filho assumiu o controle dos negócios do pai. Conhecido pelo carinhoso apelido de seu Nanã, começou a ter problemas no seringal devido a brusca queda de preço do Sorgo e Seringa e começou a dispensar os funcionários e estes ficaram em torno do Barracão de seu Nanã e da Igreja, depois de um certo tempo, já tinha aproximadamente 15 famílias no local e assim surgiu a Vila de Nazaré do Rio Madeira.

MACIEL

Em 1966 apareceu na Vila, um seminarista chamado de Manoel Maciel Nunes, que aos poucos foi se tornando um grande líder, professor e uma espécie de clérigo religioso.
Seu Maciel foi o grande incentivador e formatador da Cultura do Baixo Madeira, compunha letras e músicas, ensinava também a fazer artesanatos e peças de barro.
Chamou um antigo companheiro o Sr Artêmio Áquila Ribeiro, hoje conhecido por seu Artêmis, para dividir o ensino das aulas para os alunos da Comunidade, eram ministradas aulas de português, matemática, ciências, história e geografia e em dois turnos; manhã e a tarde.
Seu Artêmio encerrou suas atividades como professor em 2002 e se orgulha em dizer que deu aulas pra mais de 900 alunos.
O grande diferencial de Nazaré do Rio Madeira está na sua Cultura e movimentos artísticos e o grande responsável foi Seu Maciel, que trouxe para a Comunidade a tradição da Dança do Seringandô, oriunda do Lago Uiruapiara, estado do Amazonas.
Outro pioneiro da Comunidade, excelente torrador de farinha de mandioca; Venâncio Ferreira Brandão, que criou o famoso Boi Curumim, disse que no início de 1987 os festejos eram realizados no mês de junho, ele que carregava o boi e organizava toda a garotada.
Todos os anos, na Abertura do Festival Folclórico de Nazaré, o Trio Filhos de Nazaré, ou a Velha Guarda de Nazaré, composta dos antigos pioneiros: Artêmis, Venâncio e Getúlio com suas afinadíssimas vozes, abrilhantam os Festejos.

O seu Artêmis sempre fala: “Venha Conhecer Nazaré do Rio Madeira, o Nosso Paraíso".


Lenha na Fogueira - 19.07.19


De hoje a oito dias, começa a 38ª Edição do Arraial Flor do Maracujá. Na realidade, quem está completando 38 anos de existência, é a Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás, que aconteceu pela primeira vez (com esse nome), em junho de 1982, na quadra de esportes do Colégio Rio Branco no bairro Nossa Senhora das Graças.
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O Arraial Flor do Maracujá só aconteceu no ano seguinte, ou seja, em 1983, justamente ao lado do Ginásio Claudio Coutinho no bairro Caiari.
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Como o brasileiro tem a mania de reduzir o nome dos eventos, o que nasceu como Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás passou a ser chamado de Arraial Flor do Maracujá.
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Este ano, sem que a maioria dos envolvidos no evento perceba, a festa está sendo dividida entre duas entidades.
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Sejucel e Federon – A Sejucel é a responsável pela realização do Arraial Flor do Maracujá enquanto a Federon é a responsável pela Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás.
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Acontece que tudo que diz respeito à montagem e organização das Barracas, Parque de Diversão e Estacionamento, está sob a coordenação da equipe da Sejucel que tem a frente o superintendente Jobson Bandeira.
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Já a organização das apresentações que fazem parte da Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás, tais como Regulamento das apresentações dos grupos folclóricos, tipo coordenação de Concentração, Apresentação na Arena, Dispersão, e retirada das alegorias e cenários, está sob a responsabilidade da Federon, inclusive, a seleção das pessoas que vão atuar como JULGADORES das apresentações.
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Podemos dizer, que a Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás passou a acontecer desde 1983, no Arraial Flor do Maracujá.
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Ao contrário do que está acontecendo este ano, por alguns anos o Arraial Flor do Maracujá foi administrado por uma entidade que tinha CNPJ próprio no caso, a Associação dos Funcionários da Secet – Secretaria de Cultura Esporte e Turismo. Que podia comercializar os espaços para montagem das barracas, parque de diversão e exclusividade da marca de cerveja que por alguns anos foi da Cerpa.
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Este ano, sem querer, as coisas se inverteram, pois, a Sejucel ficou com a parte da administração do Arraial Flor do Maracujá e a Federon com a organização da Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás.
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É complicado, mas, é assim que está acontecendo. É como diz o dito popular: “Dois bicudos não se beijam!”.
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As duas entidades estão realizando uma festa, que daqui a oito (8) dias, vai acontecer num mesmo espaço e local porém, cada uma fica pro seu lado.
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Espero que na hora “H”, não baixe o “Piti” entre os responsáveis pelas duas festas em uma.
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O mais legal disso tudo, é que pelo visto, tanto a Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás como Arraial Flor do Maracujá serão sucesso.;
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Para isso o governo estadual não está medindo esforços. A publicidade sobre o evento está ótima.
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Outra coisa que vai garantir o sucesso da festa, é que os grupos folclóricos, tanto de Quadrilhas e Bois estão fazendo das tripas, coração, pelo visual de suas indumentárias e alegorias.
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Quem frequenta os bastidores dos grupos folclóricos (como a gente), pode ver que o visual das apresentações vai ser das melhores dos últimos tempos.
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Até curso para JULGADORES está sendo ministrado pela FEDERON. O responsável pela formação dos julgadores, é, nada mais, nada menos que o catedrático e respeitadíssimo professor Marco Teixeira.
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Pra não ficar apenas no folclore. Hoje a escola de samba Acadêmicos da Zona Leste realiza Workshop – Escola de Samba: Tradição, Planejamento e Gestão Pública a partir das 15 horas no Teatro Banzeiros.

Acadêmicos da Zona Leste, Workshop de Carnaval


A comunidade carnavalesca de Porto Velho, tem a oportunidade de aprimorar seus conhecimentos, na tarde desta sexta feira 19, ao participar do Workshop de Carnaval – “Escolas de Samba: Tradição, Planejamento e Gestão Pública”. Que será realizado pela escola de samba Acadêmicos da Zona Leste, no Teatro Banzeiro a partir das 15 horas.
Vários especialistas estarão proferindo palestra sobre os seguintes temas: História do Carnaval no Brasil (Professor Uilian Nogueira); Carnaval – Bailes, Blocos e Escolas de Samba em Porto Velho (Professor Ítalo de Lima Moura); Planejamento e Organização do Desfile das Escola de Samba (Hudson Mamedes); Enredos e Narrativas nos Aspectos Identitários das Escolas de Samba (Professor Marco Teixeira); Mesa Redonda: O Papel do Poder Público na Construção do Desfile das Escolas de Samba (Gestores Culturais – Cândida Bebel e Fabiano Barros).
Também será exibido o Documentário: Marileide Gonçalves: Vida, Fé, Cultura e Arte em Forma de Mulher (Professor Carnavalesco Cliuson Torres). O encerramento será no Pub Querubim com o show de Samba com o grupo Camafeu.
O evento é gratuito, o credenciamento será realizado na portaria do teatro |Banzeiros a partir das 14 horas.

SERVIÇO

Dia: 19/07/2019
Hora: 15h às 20h
Local: Teatro Banzeiros
Roda de Samba: 20h Querubim Pub
Quaisquer dúvidas e informações: (69) 9 9376-7694.