sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Patty Kiss – Divulgando a Guitarra Baiana

A musicista Patty Kiss encontra-se em Porto Velho divulgando a Guitarra Baiana uma junção do cavaquinho com o bandolim. O instrumentista Armadinho ajudou a desenvolver novos modelos de guitarras baianas em parcerias com luthiers como Luizinho Dinamite, Vitório Quintanilha e o grande Elifas Santana, além de ser o responsável pelo acréscimo da quinta corda ao instrumento.
Enquanto isso, aos 12 anos a menina Patty foi convidada a subir num trio elétrico para mostrar seus dotes com a Guitarra Baiana. “Na verdade eu só sabia tocar duas músicas, mais o cantor da Banda, logo notou esse meu problema e quando sentia que eu estava segura nas notas dizia: agora é com você Patty e assim fui cada vez mais, me dedicando ao instrumento”.
Depois dessa experiência, Patty foi morar no Rio de Janeiro e começou acompanhar alguns artistas, conseguindo fazer o início de uma boa divulgação. Ao retornar a Salvador Patty conta: Comecei a tocar com a banda Didá que era uma banda percussiva regida por Neguinho do Samba que também regeu o Olodum por muitos anos e criou a Didá que era integrada apenas por mulheres e lá estava eu. Foi aí que pela primeira vez, consegui tocar com Armadinho. Aroldo irmão de Armadinho me viu tocando criança e disse: “Vou fazer uma escolinha pra você estudar, foi ele que me apresentou a Armandinho, o tempo passou e voltamos a nos encontrar, quando ele foi colocar um solo no CD de Daniela Mecuri e nossa banda tinha uma participação no disco. De outra vez, estava dando aula de inglês e ele foi tocar na escola e eu disse, perco o emprego mas, não perco o show de Armandinho, aí ele chegou comigo e disse: “Você leciona inglês toca guitarra baiana entre outras coisas, você precisa levar mais a sério essa história de guitarra baiana”.
A Banda Didá fez muito sucesso.

Ao deixar a Didá Aroldo a levou para fazer carnaval na Banda onde tocava o Armandinho e a menina passou a fazer parte da equipe de produção da banda do seu ídolo. “Não tinha coisa melhor. Na Banda “Armandinho, Dodo e Osmar” eu praticamente cuidava de tudo. Cheguei a criar uma empresa de iluminação só porque eu via que eles se estressavam com a falta de compreensão dos iluminadores, afinal de contas a maioria são pessoas idosas, que merecem mais atenção e respeito. Para evitar isso criei a empresa e disse: Daqui pra frente vocês não serão mais aporrinhados”.

Em Porto Velho

Patty Kiss está em Porto Velho, com patrocínio da Amil Plano de Saúde e da MIG a única empresa que fabrica encordoamento de guitarra baiana no mundo, com a missão de divulgar o instrumento. “Isso sempre foi meu sonho, levar ao conhecimento de pessoas que vivem distante da Bahia o instrumento que amo. Por outro lado, estou em um relacionamento com o Ronald Vasconcelos que inclusive está produzindo um show que vou realizar em Salvador. Estamos a disposição de quem quiser apoiar palestras, apresentações e oficinas de Guitarra Baiana.

O telefone para contato é, (69) 9 9284-1060. “Vou ficar aqui a disposição durante 30 dias. Um dos pontos onde posso ser encontrada é na Escola de Música Jorge Andrade.
Patty Kiss irá se apresentar na próxima sexta feira dia 29, com Ernesto Melo e a Fina Flor do Samba no Mercado Cultural.

Lenha na Fogueira - 23.09;17

A exposição Parque das Artes – Artes por Toda Parte, está no Museu da Memória Rondoniense onde fica até o dia 30 de outubro.
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Os artistas João Zoghbi, Geraldo Cruz, Rita Queiroz, Franciney e Timides são os expositores. A exposição ficou na galeria do Porto Velho Shopping até o dia 13 de setembro. Agora no Museu da Memória antigo palácio do governo, pode ser visitada de segunda a sexta das 8 as 12 horas.
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Na próxima semana, vários eventos culturais vão acontecer no estado de Rondônia. Em Guajará Mirim o boi Flor do Campo reúne grupos folclóricos de Porto Velho num minifestival. Vai ter concurso de quadrilha com a participação da Rádio Farol, Rosa Divina, Girassol das Três Marias e com os grupos de Guajará. O grupo de dança de toada Watku Mayakan vai digladiar com um grupo de Guajará pertencente ao Flor do Campo.
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Em Porto Velho o grande evento, vai ser a homenagem que a família do João Henrique - Manga Rosa vai fazer no Mercado Cultural, para lembrar um dos nossos melhores músicos. Manga Rosa é o autor do samba Triângulo que muita gente pensa que foi feito para a escola de samba “O Triângulo Não Morreu”, que foi fundada pelo Guarda da Madeira Mamoré Miguel, Paulo Machado, Zé Cardoso e Gia.
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O Samba Triângulo foi feito para homenagear os boêmios que se reuniam na casa da dona Abgail, esposa do sertanista famoso Francisco Meirellers que ficava no pé do Morro do Triângulo, na estrada que dava pro “Burrinho” o Igarapé onde se fazia a captação de água para abastecer a cidade de Porto Velho.
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Apesar de a homenagem estar marcada para acontecer sexta feira dia 29 no Mercado Cultural, não tem nada a ver com o Projeto Ernesto Melo e a Fina Flor do Samba. A festa para Manga Rosa começa as 19 horas e a Fina Flor do Samba só vai começar depois.
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Quem vai comandar a banda que vai acompanhar os cantores do Manga Rosa” é o Bainha. Com certeza vamos ver tocando no palco do Mercado Cultural a turma do Asfaltão o que se for confirmado será show.
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Outro show que vai acontecer também no dia 29, é a apresentação do Silvinho Santos com seu pai e dançarinas e dançarinos de toada de boi bumbá. Esse espetáculo para os professores começa as 8 horas da manhã na sede do Sintero.
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Tu viu aí a nossa candidata a Musa do Brasil a Kell Rosan? É um verdadeiro furacão. Não sei não, acho que ela vai trazer o título para Rondônia e ainda vai desfilar numa escola de samba de ponta do Rio de Janeiro. O Negra bonita!
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Quero aqui fazer um reparo. Na matéria sobre o prêmio Fiero Paulo Queiroz de Jornalismo, deixamos de citar o nome do fotografo Rosinaldo Machado, como participante daquela mesa de onde saíram praticamente todos os premiados, inclusive, o Machado foi um dos premiados em parceria com o Montezuma Cruz.
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Por falar nisso, a edição do jornal Alto Madeira do próximo dia 1º, já está praticamente toda vendida. É mais quem quer comprar, para guardar como recordação a última edição de um dos jornais impressos mais antigos do Brasil.
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O Alto Madeira completou no último mês de abril CEM ANOS circulando em Rondônia. Agora sua direção publicou comunicado, informando que o Jornal Impresso vai deixar de circular. É uma notícia que nos deixa triste.
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Foi no Alto Madeira que demos nossos primeiros passos rumo a nossa participação nos meios de comunicação de Rondônia. Em 1957 começamos a trabalhar como Office boy no jornal cuja redação era em frente a Praça Jonathas Pedrosa.
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Praticamente na mesma época, seu Euro Tourinho começou a escrever sua famosa coluna “Eurly” . Coluna Social que até hoje não foi superada.

Candidata a Musa do Brasil, Kell Rosan fala sobre Cris Vianna

Candidata a Musa do Brasil 2017 pelo estado de Rondônia, Kell Rosan, que é a única negra no concurso, falou sobre a admiração pelo trabalho e pela história da atriz Cris Vianna.
“Me inspiro na história e na beleza de Cris Vianna, uma mulher maravilhosa, uma atriz incrível, a estrela do carnaval carioca. Cris Vianna é sinônimo de beleza e talento. Além de ser mulher negra, num país tão preconceituoso, ela é humana. A Cris é minha inspiração”, revelou Kell Rosan
Influenciando-se na versatilidade da atriz que já foi rainha de bateria, Kell falou ainda sobre o carnaval de 2018 e suas expectativas para desfilar no carnaval do Rio de Janeiro.
“Recebi convites para desfilar no carnaval do Rio, mas nada definido ainda, por enquanto só conversas. Mas confesso minha admiração pela festa dos cariocas e o meu desejo em lacrar na Marquês de Sapucaí”, confidenciou.
Fotos: Anderson Lima / M2 Mídia.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Desportista de Rondônia homenageados na ALE

Na manhã de ontem 21, convidado pelo cerimonialista Lenilson Guedes participamos da Sessão Solene em homenagem aos desportistas de Rondônia, presidida pelo deputado Lazinho da Fetagro (PT), no plenário da Assembleia Legislativa de Rondônia.
A galeria da ALE ficou pequena para tanta gente que foi prestigiar a merecida homenagem aos desportistas que levaram e levam o nome do nosso estado ao patamar mais alto do pódio desportivo. Lazinho agradeceu a presença de todos e enalteceu o trabalho de cada um dos profissionais na história do território rondoniense.
Lazinho ressaltou que a cerimônia só foi possível com o esforço do assessor Waldemir Aguiar Bastos. “Foi tudo coordenado pelo Waldemir. Nosso mandado é um pouco diferente, cada um cuida de uma parte e ele foi responsável por tudo isso”.
Ao usar a palavra Waldemir agradeceu o parlamentar pelo esforço de realizar a Sessão Solene. “Um cara que está aqui por causa da agricultura familiar, mas que abriu espaço para o esporte. Eu queria dizer que entre o sonho e a realidade existe uma coisa chamada ação, e se colocarmos os dois juntos podemos realizar tudo” disse Waldemir.
O presidente da Federação de Atletismo Walter Brasil Filho contou um pouco da carreira dos homenageados e enalteceu o passado dos atletas, que atuaram para engrandecer a área em Rondônia e no país. “Nós temos um passado de glória, sinceramente, com os esportes especializados”.
O gerente de Educação Física e Cultura Escolar da Secretaria Municipal de Educação de Porto Velho (Semed), Eli Lima Bezerra, disse que os esforços para reconhecer a área devem sair do papel. “Eu espero que não fique só nas homenagens, mas que haja o apoio necessário para que tiremos nossas crianças das ruas, através do incentivo ao esporte”.
Representando a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), o chefe do Núcleo de Esportes Expedito Santana cumprimentou Lazinho pela homenagem e os demais atletas. “Espero que vocês (os jovens) se espelhem nas pessoas que estão sendo homenageadas aqui, porque são exemplos de pessoas que ajudam o nosso Estado”.
O jornalista Sílvio Santos, conhecido popularmente como “Zé Katraca” também fez um pequeno discurso. “Para nós é motivo de orgulho ter a presença de desportistas que brigaram tanto no aspecto nacional e regional”.
L'u Cabral afirmou que gostaria de um projeto feito pelo parlamentar que, propôs a cerimônia para a implantação do esporte nas escolas, faculdades e universidades do Estado. “Espero que se transforme num Projeto de Lei determinando que o esporte amador seja solidificado, através da implantação dos esportes nas escolas, faculdades e universidades”.
Da Redação e da ALE/RO - DECOM – Isabela Gomes
Foto: Gilmar de Jesus

Lenha na Fogueira - 22.09.17


As coisas no âmbito da cultural em Rondônia, começaram a funcionar. É como diz o didato: 'Antes tarde do que nunca'.
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Depois de uma árdua batalha, encabeçada pelo Fabiano e a equipe da Gerência de Cultura da Sejucel, os Editais de fomento a cultura começaram a ser publicados. Ano passado acanhadamente dois deles abriram o caminho, Zezinho Maranhão de Música e Lídio Sohns de audiovisual, foram os embriões. Os dois deram certo e alcançaram sucesso. Isso fez com que a equipe do Rodnei convencesse o governador Confúcio Moura que a melhor jogada para as Setoriais da Cultura é a publicação de editais.
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Pena que os editais que estão abertos, só terão os Projetos contemplados, no início do próximo ano. Isso quer dizer, que dificilmente outros editais serão publicados no ano de 2018. Sabem por que?
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Primeiro porque, segundo estão falando, o governador Confúcio Moura vai deixar o governo no início do ano, para se candidatar a uma vaga ao senado (justíssimo). Como sabemos, em Rondônia não se pratica as chamadas politicas públicas, principalmente quando se trata de cultura. Aqui cada governo que entra, coloca em prática as ideias que ele traz na mente, desde quando era criança e disse: “Um dia se eu for governador de Rondônia, vou fazer assim, assim na área cultural”, quer dizer, a politica pública não tem andamento.
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Esse é o problema, 2018 vamos ter que escolher um novo governador uma vez que Confúcio não pode mais se candidatar ao cargo. Aí vamos ter que ficar rezando para o próximo governador continuar com a política dos editais.
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Fabiano que após deixar o quadro de funcionários do Sesc tem todo o tempo do mundo para cuidar da politica cultural da Sejucel, está com vontade de continuar lutando pela manutenção dos editais.
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Por falar nisso, na próxima quarta feira 28, no Palácio da Memória Rondoniense antigo palácio do governo, as 20 horas, Fabiano vai ministrar oficina de capacitação sobre como desenvolver projetos para atender os editais já publicados. Vamos lá camba de produtores culturais.
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Outro lance bacana em prol dos segmentos culturais e de lazer, foi o que estava previsto para acontecer ontem a noite, na sede da FUNCULTURAL, a discussão da nova minuta da Lei 190.
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Parece que dessa vez, a fadada e odiada Lei Municipal 190, será defenestrada da agenda cultura de Porto Velho. Quem está comandando esse levante é o meu amigo gordinho Judilson Dias.
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Não vai ser fácil mexer na atual 190. Essa Lei foi criada para “amarrar” a empresa que promovia o carnaval fora de época em Porto Velho através do Bloco Maria Fumaça. Como o Maria Fumaça não tinha nada a perder, pois vivia as expensas de emendas parlamentares dos deputados estaduais de Rondônia. A lei pegou mesmo, foi tudo quanto era Setorial da Cultura.
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Se o Judilson e a equipe do Ocampo Fernandes conseguirem realmente modificar essa Lei, podem correr pro abraço. Será um feito que entrará para a história.
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“Lembra da 190? Pois é! Foi a equipe do Ocampo quem conseguiu modificá-la”. E assim caso dê certo, que nós envolvidos com a cultura de Porto Velho, vamos nos reportar ao lembrarmos da 190.
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Só não digo que as coisas estão entrando nos trilhos, porque a última vez que um governador usou essa frase, quase esmaga as finanças de Rondônia!
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Hoje é sexta feira e a melhor pedida é curtir Ernesto Melo e a Fina Flor do Samba no Mercado Cultural a partir das 20 horas. Dizem que o Thiago vai patrocinar todas, em comemoração a aprovação de sua tese de Mestrado que foi sobre Ernesto Melo e a Fina Flor do Samba.
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Quer bater um papo sadio, me procura no Mercado Cultural durante A Fina Flor do Samba!

FOMENTO - Inscrições para editais de fomento a cultura, abertas

O governo estadual através da Sejucel, está com inscrições abertas para produtores culturais em várias segmentos. Os editais de fomento a cultura foram publicados no Diário Oficial no último dia 5 de setembro.
Ao todo são R$ 350 mil nesta edição que serão distribuídos como premiação aos vencedores de cada segmento. No caso do teatro, serão R$ 60 mil para dois projetos de montagem de espetáculo (R$ 30 mil cada); R$ 30 mil para três de residência artística, que são intercâmbios entre artistas (R$ 10 mil cada);  e R$ 40 mil para a realização de seminários e festivais (R$ 20 mil cada). Para a produção de CD e DVD são R$ 100 mil a serem distribuídos entre cinco projetos (R$ 20 mil cada), enquanto para os vencedores da fotografia serão R$ 120 para as categorias exposição de fotografias, um total de seis, (R$ 60 mil), ou seja, R$ 10 mil para cada; uma proposta curatorial, que é a montagem de exposição com todas as obras vencedoras (R$ 20 mil) e R$ 40 mil para duas cenas fotográficas e capacitação (R$ 20 mil cada). Veja o resumo dos editais:
Prêmio de Literatura Rondoniense
Constitui objeto deste edital a premiação de 15 (quinze) iniciativas de fomento e apoio à produção e difusão à Literatura por meio da destinação de recursos para: edição, impressão e distribuição de obras literárias de escritores principiantes e consagrados; aperfeiçoamento e intercâmbio de escritores e acadêmicos em literatura, conforme as categorias: 1.1.1 Iniciação Literária; 1.1.2 Publicação Literária; 1.1.3 Literatura Acadêmica; 1.1.4 Reedição de livro; 1.1.5 Residência literária; 1.1.6 Capacitação e estudos literários. Estando cientes de que todos os candidatos deverão residir há pelo menos 3 (três) anos no estado de Rondônia e concorrer em apenas com uma das categorias.
Prêmio de Fotografia Dana Merril
Constitui objeto deste edital a premiação de 09 (NOVE) iniciativas de desenvolvimento cultural na área da Fotografia por meio da destinação de recursos públicos a: 1.1.1 projetos de exposição fotográfica; 1.1.2 projeto curatorial, e 1.1.3 projetos de capacitação e formação de estudantes e fotógrafos profissionais, conforme o tema: “Rondônia, mostra-me seu norte”. Abrangendo diferentes conceitos, estilos e técnicas fotográficas. Inclusive possibilitando a leitura do tema em diferentes aspectos, sejam estes: sociais, temporais, geográficos, políticos, estéticos, culturais e gênero. Desde que não ofendam nenhum segmento social/cultural/político ou mesmo os princípios deste Edital.
Prêmio de Teatro Jango Rodrigues
Constitui objeto deste edital a premiação de 05 (cinco) iniciativas voltadas para área do teatro, em âmbito estadual, por meio da destinação de recursos públicos a candidatos residentes há pelo menos 3 (três) anos em Rondônia.
Prêmio Produção Musical: Rondônia Autoral
Constitui objeto deste edital a premiação de 05 (CINCO) iniciativas na área da música visando financiar projetos inéditos e já concluídos de musicas autorais para “finalização e prensagem de CD’s ou DVD’s” de Artistas e/ou Grupos musicais residentes há pelo menos 3 (três) anos em Rondônia.
CAPACITAÇÃO
Antes de encerrar o processo de inscrição, Fabiano Barros realizará, a partir do próximo dia 28, capacitações de artistas em vários polos, começando por Porto Velho. A capacitação em Porto Velho vai acontecer no Museu da Memoria Rondoniense no palácio Presidente Vargas a partir das 20 horas.
Área de anexos

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Lenha na Fogueira -21.09.17

Bacana foi o show que os jornalistas do Sistema Gurgacz de Comunicação - SGC deram no prêmio Paulo Queiroz de jornalismo.
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Marcelinho venceu na categoria Jornalismo Impresso. Nosso editor disputou com um dos mais respeitados jornalistas de Rondônia, Montezuma Cruz que ficou com o segundo lugar.
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O menino da RedeTVRO João Ricardo Pinheiro enfrentou nada mais, nada menos, que a super jornalista da TV RONDÔNIA Maríndia Moura.
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A festa continuou na tarde de ontem, com Marcelinho patrocinando a MERENDA. Pelo menos era o que todo mundo da redação estava esperando.
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A Fiero esta de parabéns por patrocinar o pacto feito entre o Carlinhos Araújo e o saudoso Paulo Queiroz.
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"Firmamos o seguinte pacto, quem morresse primeiro, homenagearia o que ficasse vivo. Hoje estou cumprindo minha parte” disse Carlinhos emocionado.
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Realmente o ambiente ficou muito pequeno pra tanto jornalista e convidados da Fiero. Sinceramente nem no Jantar que o senador Raupp oferece todos os anos aos jornalistas, vi tantos colegas juntos. Tinha pra tudo que era editoria. Até alguns “Dinossauros” marcaram presença: Beni Andrade e Sergioi Pires. O Sergio nem tanto, pois frequenta as reuniões constantemente, mas, o Benigno Andrade, esse é difícil a gente ver fora da Bancada do Papo de Redação. Na mesma mesa onde eu estava, estavam os dois citados, mais o amigo que também fazia tempo que não dava as caras, Marquinho Rivoiro que agora é professor de Direito na UNIR onde também assume como Assessor de Comunicação. Marquinho marcou época como apresentador e mestre de cerimônia. Radialista por excelência e publicitário por necessidade.
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O mais aplaudido entre todos os presentes, foi meu amigo Nonato Neves. Quando seu nome foi citado para receber o diploma de hona ao mérito por seus mais de trinta anos atuando na Comunicação em Porto Velho. O 'velinho' perigoso, ficou todo besta. Você merece Nonato!
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A mesa que mais concentrou as jornalistas, foio a que estava o Luiz do site Gente de Opinião. O cara tem faro. Todas jornalistas queriam ficar naquela mesa, as que não conseguiam cadeira, ficavam rondando até conseguir uma vaga. Ali estava a Aurimar a vencedora do Prêmio no naipe Web Jornalismo pelo site O Rondoniense. Parabéns amiga. O Kapanakis e a produtora Jean Carla vencedores do prêmio Radiojornalismo também estavam na mesa que chamava a atenção pela qualidade de seus participantes. Quando cheguei fiquei la, junto com o Lúcio Albuquerque, fotografo da Secom Égio Mendes, Mara Paraguassu, Emilia Araujo, Ana Aranda, o Chá que estava representando o Sindicato dos Jornalistas. Sindicato de que mesmo? Quer dizer, só tinha fera naquela mesa.
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Entre os diretores da Fiero, o mais empolgado, era meu amigo Chagas Neto que se preocupou em saber se o seu discurso tinha sido bom. Foi ótimo Chagas. Ele é candidato a candidato a deputado estadual nas próximas eleições, talvez por isso, não parava de rodar por todas as mesas.
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Com mais de 30 anos de imprensa, o jornalista da Rede Globo, Marcos Losekann teve participação especial na solenidade ao lado da miss Rondônia Internacional, Suélly Miranda.
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Com o tema “A indústria como protagonista do desenvolvimento” o Prêmio Fiero Paulo Queiroz de Jornalismo consagrou profissionais de imprensa nas categorias radiojornalismo (três); webjornalismo (três); jornalismo impresso (três) e telejornalismo (cinco).
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Vou falar uma coisa. Para o ano podem escrever: O Zekatraca será uma dos vencedores do Prêmio Paulo Queiroz de Jornalismo. Me aguardem!

Homenagem a Manga Rosa autor do samba Triângulo

As famílias Lobato de Souza e Quintela de Souza, realizarão no dia 29 de setembro, show em homenagem ao músico compositor João Henrique Freire de Souza – Manga Rosa.
O espetáculo musical está marcado para acontecer no Mercado Cultural durante o Projeto Ernesto Melo e a Fina Flor do Samba.
Durante o show vários amigos contemporâneos de Manga Rosa também serão homenageados, entre eles João Miguel, Paulo Santos, Sargente Dantas (Edobo), Joaquim Bártolo (Carola), Silvio Santos (Zekatraca), Ernesto Melo, Bainha e Cabeleira.
A professora Auxiliadora mãe dos filhos de Manga Rosa, é a responsável pela produção do musical que vai contar com uma banda integrada pelos músicos: Cláudio Henrique (violão clássico), Christian Karlo (teclado), Igor Henrique (violão), Geovane (flauta doce), Gabriela (violão), Igor Celso Celna (voz) e Elza (voz). O mestre cerimônia será o Altair dos Santos Lopes -Tatá.
Manga Rosa é considerado o primeiro músico a compor um samba em Porto Velho, “Triângulo”, além de ser um dos fundadores do famoso Conjunto Bossa Nova que tocava todos os domingos, na Varanda Tropical do Porto Velho Hotel e a época (década de 1950/60) acompanhou todos os cantores que se apresentaram em Porto Velho como Ângela Maria, Altemar Dutra e outros. Músico formado na Banda do Colégio Dom Bosco Manga Rosa tocava os seguintes instrumentos: flauta doce, clarineta, sax e trombone de vara. Integrou do seu início ao fim o Jazz Brasil que animava as festas do Bancrévea Clube e mais, João Henrique era bancário do Banco da Amazônia.
A festa está marcada para começar as 19 horas do dia 29 de setembro, no Calçadão Manelão em frente ao Mercado Cultural com o apoio da Funcultural e do deputado Léo Moraes.

LIVRO - Existe índio gay?

Existe índio gay?” - a colonização das sexualidades indígenas no Brasil” é o título da mais recente obra publicada por um pesquisador da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR) sobre o tema da "colonização das sexualidades indígenas". O autor do livro, Estevão R. Fernandes, é professor do Curso de Ciências Sociais do campus de Porto Velho.
O lançamento oficial do livro está previsto para outubro, com data a ser divulgada posteriormente, mas os interessados já podem acessá-lo no endereço eletrônico da Editora Prismas, neste link.
A publicação, inscrita no ISBN sob o número 978-85-5507-889-7, é a primeira sobre o tema sexualidades indígenas escrita em língua portuguesa, segundo informações do autor. Possui cerca de 250 páginas e não se direciona somente ao público acadêmico e especialista, mas também aos interessados em questões referentes à história do Brasil, colonialismo, gênero e antropologia, por exemplo. A obra compõe parte da Coleção "História das sexualidades brasileiras", da Editora Prismas.

Resumo da obra - Este livro é uma tentativa de entender o percurso por trás da pergunta “Existe índio gay?”, tantas vezes ouvida durante a ampla pesquisa feita pelo autor, focando na colonização das sexualidades indígenas na história brasileira. O livro, voltado também para não especialistas, busca fazer com que pessoas interessadas no tema possam pensar questões relacionadas às origens da homofobia e do racismo no Brasil. Uma das coisas demonstradas aqui é como os vários povos indígenas no país aceitavam, sem maiores problemas, um conjunto de práticas às quais o colonizador viria a se opor por não se enquadrarem em seus modelos de sexualidade, moral, religiosidade ou ciência. Em resumo: a homofobia chegou nas caravelas, e por aqui ficou. Assim, a colonização impôs a esses povos um sistema moral no qual a sociedade colonizadora se baseava - e ainda se baseia. Nesse sentido, a sexualidade possui um papel fundamental para a compreensão desses mecanismos de dominação sobre a vida cotidiana, do imaginário e da memória. Dito isso, fica claro que este livro não é apenas sobre homossexualidade indígena, mas sobre o que podemos aprender com o percurso que levou à heterossexualização forçada desses povos.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Municípios de Rondônia no mapa turismo brasileiro

Parque ecológico em Ariquemes
Em comparação ao ano passado, o estado inseriu 8 municípios no mapa, passando de 14 para 22 cidades com vocação turística. Os destinos estão distribuídos em 5 regiões, uma a mais que em 2016 com a inclusão da região do Vale do Jamari, que engloba quatro municípios. O levantamento completo do Mapa do Turismo Brasileiro foi divulgado na última  quinta-feira (14) pelo Ministério do Turismo. Em todo o país, foram listados 3.285 municípios em 328 regiões turísticas, um crescimento exponencial em relação ao Mapa de 2016, quando foram registradas 2.175 cidades em 291 regiões.
Campo Novo simbolo da cidade
O crescimento dos números é resultado de um amplo trabalho de conscientização do Ministério do Turismo junto aos gestores municipais e estaduais a respeito da necessidade de identificação e classificação das cidades para que as políticas públicas e investimentos sejam mais adequados à realidade de cada região.
Parque em Espigão D'Oeste
“O mapa é um instrumento muito importante para gestão, estruturação e promoção dos destinos. Por isso, é importante que ele esteja sempre atualizado, garantindo com que os municípios que queiram trabalhar o turismo como uma atividade econômica, tenham prioridade dentro das políticas e ações do MTur”, afirmou o ministro do turismo.
Adicionar legenda
A atualização periódica do Mapa faz parte de uma estratégia do Plano Brasil + Turismo, lançada este ano pelo ministro Marx Beltrão para fortalecer o setor de viagens no país. De acordo com o Plano, a partir de 2017 o Mapa passa a ser atualizado a cada dois anos. Sua construção é feita em conjunto com os interlocutores estaduais que representam o MTUR e órgãos oficiais de Turismo dos estados brasileiros e instâncias de governança regional.

CATEGORIZAÇÃO DOS MUNICÍPIOS DE RONDÔNIA  

De acordo com o novo mapa, 6 municípios se enquadram entre as categorias A e C, que são aqueles que concentram o fluxo de turistas domésticos e internacionais. Como exemplo, temos destinos como Porto Velho, Ji-Paraná e Cacoal. Os demais 16 municípios figuram na categoria D. Esses destinos não possuem fluxo turístico nacional e internacional expressivo, no entanto alguns possuem papel importante no fluxo turístico regional e precisam de apoio para a geração e formalização de empregos e estabelecimentos de hospedagem. (Fonte Mintur)




segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Lenha na Fogueira - 19.09.17

Lenha na Fogueira


Ética é o nome dado ao ramo da filosofia dedicado aos assuntos morais. A palavra ética é derivada do grego, e significa aquilo que pertence ao caráter.
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O povo cobra ética dos políticos, médicos, advogados, jornalistas enfim, de tudo quanto é ser humano, não interessa sua profissão ou condição social.
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A ética no jornalismo tenho a impressão que é a mais difícil para ser cumprida pelo profissional seja o cronista, colunista social, esportivo, cultural e policial.
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Certa vez, quando estava fazendo jornalismo, o professor passou um trabalho oral sobre “A ética no jornalismo”.
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Na minha vez, disse apenas uma frase: “A ética no jornalismo é a ÉTICA do patrão”. É isso mesmo, não adianta o jornalista ser de extrema esquerda, de extrema direita ou de centro, ele tem que seguir a Ética da empresa, que por vez, segue a ética do seu dono. - “O Patrão”. Que segue a ética do mercado, quer dizer, ou manera nos ataques ao governo ou fica sem poder contar com o aporte financeiro depositado todo mês.
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Não deixa que seus repórteres denuncie com veemência certa empresa, para não perder seu patrocínio, e por aí vai.

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Quantas vezes ouvimos que faltou ética médica em determinado procedimento. Quantos médicos respondem processo por falta de ética, a mesma coisa acontece com advogados.
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Apesar de dizermos que Ética é o mesmo que Falta de Caráter, existe uma diferença acentuada entre as duas palavras. Falta de Caráter é muito mais que falta de ética. Falta de caráter é o suprassumo da bandalheira, da safadeza.

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No Brasil de hoje, apesar da Lava Jato, o que se pratica politicamente falando, é a falta de caráter. O pior, é, que, mesmo com todas as evidências de que os mesmos fizeram gato e sapato com o dinheiro público, eles continuam postando nas mídias, que são inocentes, que não fizeram isso ou aquilo e que o dinheiro da campanha, foi todo registrado conforme a Lei.

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Aí está comprovada a falta de Caráter. Os caras além de usurparem o dinheiro público ainda insistem em dizer que são inocentes. É pior que falta de Caráter é a verdadeira “CARA DE PAU”

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E como é, que nós Vascaínos, estamos querendo, que o jogador JÔ do Corinthians assuma perante toda a nação brasileira que o gol que deu a vitória ao seu time, feito por ele, foi COM O BRAÇO.
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Primeiro que ele pode estar ficando velho, burro não, pois, se ele diz que realmente ele usou o braço para empurrar a bola pra dentro do gol do Vasco, com certeza, hoje ele estaria todo quebrado, de tanta “porrada” que a Fiel iria lhe dar.
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Sou vascaíno e não concordo com a validação pelo juiz do gol feito pelo Jô no último domingo. Todo mundo viu que foi com o braço, só quem não viu foi o Juiz que chamam de vigia.

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Será que aquele juiz que é pago por nós torcedores, para vigiar se a bola entra ou não entra no gol, em caso de dúvida, realmente faltou com a ética ou com o caráter? Ao afirmar que não viu se o Jô usar o braço para conduzir a abola pra dentro do gol!

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Foi falta de ética de quem? Do Juiz de Linha (o vigia) ou do jogador Jô, ou até mesmo da emissora que estava transmitindo o jogo, que deixou de mostrar o ângulo do outro lado do campo?
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A falta de ética foi e é da emissora que estava transmitindo o jogo, pois só mostrou imagem de um lado do estádio. Se mostrasse a do outro lado, veríamos (essa é minha opinião), que o Juiz Vigia não tinha condições de anular o gol, pois entre ele, a bola e o braço do Jô tinha o famoso PAU DA ÁREA o que o impediu de ver se o Jô usou o braço ou não.
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Enfim, quem pagou o pato foi o meu VASCO!

Deusa do Rio Níger novo

Album de Luciana Oliveira

O fato do novo álbum de Luciana Oliveira ter o mesmo título da faixa de Elza Soares, lançada em 1974, não é uma coincidência – e como haveria de ser, né? É uma homenagem e culto à rainha da música que inspirou Luciana neste projeto.
Foi em uma audição despretensiosa do disco “Negra” de Elza que Luciana teve a ideia e passou a trabalhá-la e desenvolvê-la, mas ainda sem imaginar o quão grande se tornaria seu plano. “Sempre que ouvia essa música, eu pensava que poderia funcionar com uma pegada meio ska e rocksteady. A partir daí fui desenhando algumas idéias. Juntando músicas, ouvindo, pesquisando...”, conta Luciana sobre o inicio da produção de seu novo trabalho.
A ideia da cantora foi ministrada por Caê Rolfsen que teve papel fundamental na produção musical do disco.
O álbum é aberto por “Lance”, faixa autoral e um soul com uma formação enxuta e uma letra que fala de entrega ao amor e ao momento. Esta foi a primeira canção a ser lançada, escolhida como prévia ao público e, como carta de apresentação do álbum, a mensagem é de amor e conexão com a verdade, exatamente como Luciana deseja que seja todo o trabalho.
”Deusa do Rio Níger”, faixa título, é uma regravação da faixa de Elza Soares, em uma versão mais rocksteady, exatamente como ela imaginou no começo. A letra misteriosa faz uma referência a Oyá, “No final a gente vai ali pro Mali, traz referências de Multau Astaké, Tilahu Gessessé. É uma das músicas com maior instrumentação do disco”, conta a artista. 
Parte essencial do cotidiano de Luciana, a carreira musical divide espaço, de forma serena, com seu papel de mãe, educadora e atriz. Parceira de nomes que muito admira, a artista faz questão de agradecer ícones como Elza Soares, Altamiro Carrilho, Gog, Guilherme Arantes e muitos outros que, além de dividirem palco com ela, contribuíram para que vivesse uma lista de momentos memoráveis com o microfone em punhos.

Ainda falando de suas grandes influências e referências musicais, assume que muitas vezes só quis sair da estrada, correr para casa, ouvir e fazer anotações sobre Clara Nunes, Maria Betânia, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Clementina de Jesus.

MUSA INTERDISTRITAL

Uma adolescente de Rio Pardo vence concurso Musa do Interdistrital
O prefeito dr Hildon Chaves, acompanhado da primeira-dama Ieda Chaves, participaram da escolha da Musa do 26º Interdistrital, realizada na noite da última sexta-feira (15), na quadra de esportes da escola Castelo Branco como parte do ciclo de eventos organizados pela Secretaria Municipal de Espore e Lazer (Semes), com apoio de parceiros da iniciativa privada.
Na oportunidade o prefeito destacou a importância dos jogos para movimentar os distritos de Porto Velho. “´Um campeonato muito importante, pois não ficou somente em Porto Velho, ou seja, reuniu todos os atletas dos distritos. Quanto a musa, essas meninas estão tendo uma oportunidade de, além de entretenimento, pode concorrer a bolsa de estudo, o que vai ser um marco pra vida delas”, disse dr Hildon, afirmando ainda que “em em 2018 o Interdistrital será ainda maior”.
Presidido pela primeira-dama Ieda Chaves, o corpo de jurados escolheu a candidata de Rio Pardo, Ana Cláudia Soares, como a Musa Interdistrital 2017, que ganhou uma bolsa de ensino superior à distância. A musa de Nazaré, Caroline Silva Tavares, ficou em segundo e em terceiro Katrynne Camelo Nogueira de Nova Califórnia. Por decisão de primeira-dama, Caroline também ganhou a bolsa integral de estudos de ensino superior e a terceira ficou a com passagem ida e volta para qualquer lugar do Brasil.
SEMES
A secretária da Semes, Ivonete Gomes agradeceu mais uma vez a confiança do prefeito Hildon Chaves; da primeira-dama Ieda Chaves, e o apoio dos colegas secretários Antônio Ocampo (Funcultural), Wellen Prestes (Semusb) e Luiz Fernando Martins (chefia de gabinete do prefeito). O ex-senador e presidente estadual do PSDB, Expedito Júnior, também prestigiou o evento.
O 26º Interdistrital de Esporte se encerrou no sábado, 16, com a disputa pelo primeiro, segundo e terceiro lugares das equipes femininas e masculinas.

Fonte: Semes

sábado, 16 de setembro de 2017

Francisco Mendes - Chico

                                Histórias do tempo da usina do SAALFT


Hoje aos 83 anos de idade, Francisco Mendes dos Santos mais conhecido como Chico, mora na Vila Tupi com sua filha Wanda. “Viemos morar aqui após uma enchente que alagou nossa casa no bairro Triângulo na década de 1970”. Se fosse hoje, Chico seria considerado “Marido de Aluguel”, pois apesar de ser profissional especializado em mecânica de motores e eletricidade, sempre era contratado pelas madames categas e parentes, para fazer serviços tipo instalação elétrica, trocar botija de gás e reparos em carpintaria. Porém, no início da década de 1960, encabeçou o movimento que culminou com o enquadramento no quadro de funcionários da União dos trabalhadores do Serviço de Abastecimento de Água, Luz e Força do Território – SAALFT. “Isso quando o governador era o Dr. Mafra e o Goleiro era o chefe do SAALFT”. Nesse episódio foi suspenso e terminou por ser convidado pelos professores Lourival Chagas e Abnael Machado seus colegas de Dom Bosco para lecionar nas escolas do governo. “Isso demorou pouco porque conseguimos o enquadramento e o Goleiro foi exonerado”.
São história que o Chico conta na entrevista que segue:

ENTREVISTA


Zk  - Vamos começar pela sua identificação?
Chico – Meu nome é Francisco Mendes dos Santos, porém sou conhecido como Chico. Nasci em São Carlos do Madeira no ano de 1935, meus pais são Narciso Mendes dos Santos e Raimunda Mendes dos Santos. Casei-me com a Zeneude Anastácio Macedo dos Santos – Zezé, no dia 25 de agosto de 1962 e vivemos juntos até bem pouco tempo, quando ela faleceu.
Zk – O que você lembra do Triângulo daquele tempo?
Chico – Era muito bom, naquele tempo o trem corria pra cima e pra baixo, a gente tinha como vizinha a família da professora Elisa Corsino que depois se casou com o sargento Chore e a gente se dava muito, a Zezé sempre ia pescar na beira do rio com o Chore e a Elisa. O Armando Holanda conhecido como Periquito criou a escola de samba infantil “O Triângulo Não Morreu” e  minha filha Auxiliadora foi brincar lá. O Periquito se fantasiava de mulher com aquela saia pequena, se maquiava todo e desfilava com sua escola que por sinal, era formada apenas por meninas.
Zk – Você trabalhou na Estrada de Ferro ou no Governo do Território?
Chico – Comecei a trabalhar na Madeira Mamoré. Estudava no colégio Dom Bosco, meu pai viajava e me colocou como semi-interno no Dom Bosco. Meu tio trabalhava na Usina de Luz que naquele tempo pertencia a Madeira Mamoré e esse tio arranjou emprego pra mim e eu ficava limpando os tornos. Vale salientar que eu não ganhava nada, a não ser uns trocados que os mecânicos me davam. Até que fui trabalhar na Usina com meu tio e então passei a ter vencimento. Eram dois motores a Gasogenio e um a Disel.
Zk – É verdade que naquele tempo a luz ia embora antes da meia noite?
Chico – A gente ligava  as seis horas da tarde e quando era 15 pra meia noite piscava a luz que era para o pessoal acender a lamparina ou candeeiro. Quando dava meia noite a gente desligava tudo. Cinco horas da madrugada voltava a virar o motor e ligava a energia que ficava até as 16 horas (quatro horas da tarde).
Zk – Por que desligava quatro horas da tarde?
Chico – Acontece que era preciso fazer limpeza nos motores, principalmente no motor principal que era americano a disel, que deu problema no eixo e como não tinha como mandar retificar porque era muito grande então tínhamos que tirar. Como eu era o menor da turma (Chico é baixinho), era quem entrava praticamente dentro do motor pra tirar as Bronzinas para o mecânico encher de metal, retificar no torno pra colocar de novo. Isso tudo tinha que estar pronto antes das seis horas da tarde. Isso acontecia todo dia. Até que um dia compraram dois motores holandês.
Zk – Você está falando de qual usina?
Chico – Era a usina administrada pela Madeira Mamoré que funcionava ali na Sete de Setembro justamente onde hoje é a Ceron. Depois passou para o governo do Território Federal do Guaporé/Rondônia com o nome de Serviço de Abastecimento de Água, Luz e Força do Território – SAALFT.
Zk – É verdade que a usina teve um administrador conhecido como “Goleiro” que desativou os motores e jogou as peças no mato?
Chico – Vou te contar um pedacinho dessa história. A gente tava trabalhando eu com o finado Dico. Nessas alturas eu já era mecânico pois fiz o curso pela National Escola da América do Norte eu e o Aragão da Usina de Borracha. Fui ligar a chave de tensão sem luva e peguei uma descarga elétrica muito forte, bati a cabeça e fui fazer tratamento em Manaus. Bom eu e o Digo entramos em atrito e o resultado foi que nos aplicaram uma suspensão, o chefe da usina era o Goleiro. Os professores Lourival Chagas e Abnael Machado de Lima souberam que eu estava sem trabalhar e como a gente havia estudado junto no Dom Bosco me chamaram para trabalhar na Educação como professor. O Goleiro foi reclamar pro governador e o negócio fedeu a chifre. Terminei voltando pra Usina. Foi quando o Manoel Barros foi vitima de um tiro, quando estava caçando no Campo do Mário Monteiro (hoje 5º BEC) caiu e o rifle disparou atingindo sua perna. Aí descobrimos que não tínhamos direito a tratamento médico e nada, terminou que ele morreu ali.
Zk – O que você fizeram?
Chico – Como eu era o mais letrado e sabia datilografar a turma me elegeu líder e a noite, produzi uma carta de reivindicações e todo mundo assinou. O governador era o Dr. Abelardo Alvarenga Mafra e fomos entregar o abaixo assinado à noite em sua casa. Ele prometeu que iria resolver. Todos nós éramos contratados como assalariados extra e ele realmente conseguiu nos colocar como funcionário federal do quadro da União. Fomos convocados a ir ao palácio Presidente Vargas assinar nossa nomeação. Foi então que dona Maria Tourinho talvez a título de brincadeira contestou nossa nomeação, dizendo, que a gente tinha entrado pela janela, quer dizer, não fizemos concurso para conseguir ser enquadrado como Federal.

Zk – E o Goleiro?
Chico – Como disse, existiam dois motores a gazogenio que eram movidos a caldeira que queimava lenha e quando chegaram os motores holandeses o Goleiro mandou desmontar os gazogênicos e jogou as peças no meio da rua do Coqueiro ou seja ao lado da Usina do SAALFT  e a imprensa bateu forte dizendo que ele havia jogado os motores fora. O Goleiro não sei por qual motivo, mandava e desmandava no governo, só se deu mal com a nossa turma, na questão do abaixo assinado.
Zk – Você ficou no SAALFT até quando?
Chico – Fiquei até quando levaram os motores para a Usina do Bairro Nacional e então parte da nossa turma, foi trabalhar na Garagem do Governo que ficava na hoje Praça das Caixas D’água. Tem a história da Ceron.
Zk – Então vamos contar?
Chico – Nossa turma pode se dizer, foi a fundadora da CERON, aí eu tinha feito um curso de eletricista. Quando a Ceron chegou foi preciso fazer o padrão das casas, o engenheiro era o Dr. Gaioto e ele selecionou seis eletricistas pra fazer o trabalho e eu fui um deles. Fui responsável pela instalação padrão de todo o bairro Caiari eu e o Areia. Essa foi  minha vida no governo de Rondônia,
Zk – Você era Cutuba ou Pele Curta?
Chico – Rapaz eu era Pele Curta, Os Cutubas eram aqueles caras metidos como o Goleiro e outros. O Pele Curta era do tempo do Renato Medeiros e o Renato também defendeu nosso enquadramento. Naquele tempo aquela parte alta (Caiari) era tudo Cutuba e nós  aqui de baixo era tudo Pele Curta.
Zk – Você se aposentou por tempo de serviço?
Chico – Me aposentei com 62 anos de idade. Acontece que aquele acidente da descarga elétrica me deixou três anos em tratamento quando voltei a trabalhar não aguentei mais e então me aposentei.
Zk – Por que vocês se mudaram do Triângulo para a Vila Tupi?
Chico – Houve uma alagação muito grande; Nossa casa ficava pro lado da beira do rio. Um dia já com á água dentro de casa, minha filha Dora acordou assusta dizendo que um bicho tinha tentado morder sua mão, então resolvi sair de lá. Tinha o João Maranhense que era comerciante forte e eu havia feito toda a instalação elétrica do seu comércio que era no Morro do Querosene. Só sei que o João soube do ocorrido pegou o caminhão e foi bater lá dizendo, vocês não podem ficar aqui vamos embora pra minha casa e nos levou mesmo. O Macedo ficou tomando conta da casa.
Zk – E a Vila Tupi?
Chico – Eu tinha um dinheirinho guardado na poupança e falei pro João que queria comprar uma casa e então fomos procurar e encontramos uma na Vila Tupi uma casinha coberta de palha, paguei a vista e até hoje moro aqui.