sábado, 8 de fevereiro de 2014

A PRIMEIRA MULHER A DESFILAR NUA NO CARNAVAL

“Tão cheia de pudor que vive nua", foi com a frase do Soneto do Orfeu, de Vinicius de Moraes, que Enoli Lara, a primeira mulher a desfilar totalmente nua na Marquês de Sapucaí, se descreveu. O feito aconteceu há 25 anos, quando a União da Ilha do Governador desfilou o enredo “Festa Profana”, no Sambódromo do Rio. No ano seguinte, em 1990, a “genitália desnuda” foi proibida no carnaval.
Aos 64 anos, Enoli diz que se tornou mito, se considera um eterno símbolo sexual e fala que o carnaval foi o grande e inesquecível amor de sua vida.“Eu fui o interdito, a bandeira libertária, o despudor que gerou o pudor. O carnaval foi um divisor de águas na minha história, assim como eu fui para o carnaval. Criou-se um regulamento depois da minha exibição na Avenida. Eu virei um mito, um ícone, uma lenda, uma musa, uma legenda e eterno símbolo sexual. Detenho o DNA, o pátrio poder da genitália desnuda. Jamais se falará dela sem invocar o meu nome. Omitir o meu nome é um sacrilégio, é apagar a história, é como negar a beleza das genitálias desnudas das nossas índias. 'Suas vergonhas, tão altas e tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que, de as nós muito bem olharmos, não se envergonhavam'”, disse, citando a Carta de Pero Vaz de Caminha, de 1500, no descobrimento do Brasil.

Um comentário:

Dinhod1 disse...

Muda a Cer dessa letra num da pra ler nada