sábado, 29 de março de 2014

Lenha na Fogueira - 30.03.14

Os sambistas de Porto Velho perderam na madrugada de ontem, dia 29, aquela que podemos considerar como uma das rondonienses que mais Gerou Sambistas, dona Nilza Dias Knight.

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Ela é mãe do mestre de bateria, compositor, ritmista e cantor Oscar Knightz, Mãe do mestre sala Edilson, Mãe do Mestre de Bateria Admilson e Mãe do carnavalesco Aldo e do Aldemir, todos da escola de samba Asfaltão. Mais a Waldira, Talmira, Monica e Almir.

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Seu filho Admilson que é cinegrafista do Decom mais conhecido como Negão, postou o seguinte:

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“Hoje (ontem) as 04h00, perdi a pessoa mais importante da minha vida D. Nilza Dias de Menezes Knightz, minha mãe, vítima de problemas respiratórios, uma mulher guerreira que lutou até os últimos dias de sua vida, nunca abandonou seus filhos, esteve sempre ao nosso lado nos ensinando os valores humanos de respeito, dignidade, honestidade, e principalmente amor pelo próximo. Descanse em paz minha mãe, sei que a partir deste momento estarás sempre ao lado do nosso bom Deus nos protegendo e nos abençoando. Seus ensinamentos levarei para toda vida, quero aqui expressar todo o meu orgulho e o meu amor por você mãe guerreira, saiba que enquanto a luz da vida estiver acessa em mim vou te amá-la com todas as minhas forças”.

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Além disso, Dona Nilza era irmã do Francisco Dias de Menezes mais conhecido como Neguinho Menezes autor de vários sambas de sucesso, entre eles o “Rio Cidade de São Sebastião”, gravado pelo Beto Cezar em seu mais recente CD.

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Para completar é tia das compositoras conhecidas como Pastoras do Asfaltão, além dos compositores Waldison Pinheiro e Zé Baixinho. No Rio de Janeiro uma pessoa como Dona Nilza seria chamada de Tia Nilza.

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A família Diário da Amazônia lamenta o passamento da Dona Nilza e envia à família enlutada suas condolências.

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Lembramos que amanhã dia 31 de março completa 50 anos do Golpe Militar que durou até 1985.

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Na realidade o Golpe Militar entrou para a história com a data de 31 de março. A data era para ser o 1° de abril. Porém como nesse dia é comemorado o dia da mentira, os militares saíram dos quartéis, minutos antes da meia noite do dia 31 de março, apenas para não caírem na Mentira.

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Foram anos de repressão, censura principalmente nos meios de comunicação. Foi o tempo da farsa: Brasil, Ame-o ou Deixe-o.

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Noventa milhões em ação, pra frente Brasil Salve a Seleção. Lembra dos versos do hino da Seleção Brasileira de 1970. Versos escritos pelo compositor Luiz Gustavo que até hoje é cantado em todo o Brasil. Os militares usaram a seleção para promoveram o regime deles.
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Do tempo da ditadura, a única coisa que podemos considerar como boa, foi a produção musical. Veja Chico Buarque, Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Aldir Blanc, João Bosco, Ivan Lins, Raul Seixas, Marcos Vale e Paulo Sergio Vale, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jorge Mautner entre outros.

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Embaixo de cacete tínhamos o jornal “O Pasquim” onde as opiniões dos articulistas driblavam os censores e o povo ficava sabendo das coisas na base da gozação. Stanislaw Ponte Preto personagem do jornalista Sergio Porto criou o FBAPA – Festival de Besteira que Assola o País que fazia o maior sucesso.

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Apesar dos pesares, a Democracia é muito melhor que a opressão dos regimes militares.
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Comemoremos então a liberdade de expressão, ao lembrarmo-nos dos 50 anos do Golpe Militar de 64!

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