terça-feira, 24 de outubro de 2017

Lenha na Fogueira - 25.10.17

As vezes fico invocado com as nossas instituições, que se dizem defensoras do patrimônio histórico de Rondônia. Agora mesmo, acabo de editar, matéria do IPHAN sobre a premiação de alguns projetos que dizem respeito a Patrimônio Histórico, que receberam na noite de ontem 24, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro o prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade.
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O Prêmio contemplou oito projetos dos estados do Amapá, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo.
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Vamos nos reportar ao estado do Amapá que foi contemplado através do Projeto “Inventário de Folias Religiosas do Amapá”
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Nossa iniciativa consiste no registro, estudo, reconhecimento e valorização das folias religiosas e de seus fazedores: foliões e foliãs, das festas e das comunidades que as preservam", afirma a pesquisadora e historiadora Decleoma Lobato, que idealizou o projeto.
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Dentro desse segmento, temos em Rondônia a “A Folia do Divino” que ha mais de cem anos é realizada no Vale do Guaporé. Por que será que aqueles que se dizem pesquisadores dos fazeres e crenças do nosso povo, jã não providenciaram uma pesquisa de vergonha, para apresentar no Ministério da Cultura ou o IPHAN com o intuito de galgar a premiação que tem como patrono Rodrigo Melo Franco?
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Outro projeto premiado foi Quilombos do Vale do Jequitinhonha: Música e Memória
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O projeto se destacou por recuperar e preservar o patrimônio imaterial da cultura quilombola no Brasil, permitindo a recuperação e o registro de manifestações culturais, histórias, religiosidade, gastronomia e outros aspectos da cultura afrodescendente. O trabalho resultou em um livro impresso, 30 vídeos de curta-duração, um banco de imagens e um portal na internet.
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Aqui também, lembramos que poderíamos concorrer com um projeto idêntico, sobre os Quilombos do Vale do Guaporé. Recentemente a fotógrafa Marcela Bonfim realizou um ótimo trabalho fotográfico sobre os Negros do Vale do Guaporé, porém, é necessário que se faça pesquisa sobre os costumes, a musicalidade e as cantigas que fazem parte do dia-a-dia dos quilombolas do Guaporé.
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Além disso, temos manifestações de cultura popular em Porto Velho, como é o caso da dança de quadrilha e do boi bumbá, que precisam ser estudadas cientificamente. Qual a origem da quadrilha dançada em Porto Velho e do boi bumbá que se apresenta no Flor do Maracujá. Hoje nossas quadrilhas se destacam nacionalmente, por se apresentarem com coreografias e indumentárias que só são usadas nas apresentações no Arraial Flor do Maracujá.
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Rondônia precisa ouvir seus Mestres. Aliás, Rondônia precisa urgentemente registrar seus Mestres. Os contadores da história antiga de Rondônia e das cidades de origem dos que para aqui vieram em busca de melhorar de vida.
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Os Mestre da Cultura Popular em Rondônia precisam ser reconhecidos como tal. Quem é o Mestre da Cultura Pomerana que existe em Espigão do Oeste. Quem é o Mestre da Cultura Popular nos segmentos quadrilha e boi bumbá em Porto Velho. Pelo que sei, apenas eu Silvio M. Santos até agora fui reconhecido como Mestre em Boi Bumbá. Mesmo assim, sou como se fosse um grão de areia no meio dos Mestres da Cultura Popular Nordestinos.
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O reconhecimento dos nossos Mestres da Cultura Popular deve ser promovido com a maior brevidade, afinal de contas, são os Mestres que fazem com que a cultura popular de um povo seja preservada.

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Bem poderíamos ter sido contemplado com o prêmio Rodrigo Melo Franco, porém como a valorização da Cultura Popular no estado de Rondônia tá longe de acontecer. Ficamos batendo palma para o Amapá. Parabéns!

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