quarta-feira, 9 de abril de 2014

Festa para Lu na Seresta Culural

A artista plástica, bonequeira, palhaça, estilista e arquiteta Lu Silva, será homenageada na noite desta quinta feira 10, durante a Seresta que acontece toda semana no Mercado Cultural em Porto Velho.  Independente da homenagem à artista, o coordenador do Projeto percussionista Heitor Almeida, informa que o evento vai acontecer normalmente com as apresentações dos cantores e músicos que comparecerem. “Gostaria de lembrar que na Seresta Cultural o músico não precisa fazer inscrição antecipada, é só manifestar o desejo em participar que entra na programação”.
O evento começa as 20h00 com os músicos Telêmaco (bateria), Ronald Vasconcelos (guitarra), Beneamine (baixo) e Tonhão (Violão). “Em virtude da festa em homenagem a Lu Silva está aniversariando nesta data, vários cantores estarão se apresentando na noite de hoje, entre eles Priscila, Silvio Santos, Alciréia, Abílio além dos que se apresentam com maior assiduidade”, disse Heitor.
De acordo com o coordenador da Seresta é provável que os artistas bonequeiros e palhaços amigos da Lu queiram também prestar homenagem a aniversariante, afinal de contas a Lu transita com facilidade por todos os seguimentos culturais. “No carnaval ela é a Maria da Chave da Corte do Rei Momo; no Projeto Cultura Itinerante á a Palhacinha Curta Amazônia, nos colégios em parceria com o amigo Cláudio Vrena é bonequeira e também é a estilista da Corte do Rei Momo sem falar da artista plástica e da escultora de carrancas”, lembra Heitor.

A festa para Lu Silva está marcada para acontecer a partir das 22h00, na Seresta do Mercado Cultural desta quinta feira 10 de abril. Parabéns!

terça-feira, 8 de abril de 2014

LENHA NA FOGUEIRA 09-04-14

              
Estamos chegando a sexta feira santa e até o momento, não ouvimos falar se o Grupo Teatral Êxodo vai participar encenando durante a Procissão, os quadros da peça “O Homem de Nazaré”, “Julgamento e Paixão de Cristo”.

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É lamentável o que vem acontecendo entre os integrantes do Grupo Êxodo. A disputa pela sua direção ultrapassou o muro da Jerusalém da Amazônia e segundo dizem, está chegando às barras do Tribunal de Justiça.

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É mais um evento tradicional de Porto Velho que pode passar o rol do “Já teve”. Dessa vez a culpa não pode ser imputada aos órgãos governamentais,

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A “briga”, é interna, é uma “briga” de egos. Cada grupo querendo puxar a maior brasa para debaixo da sua sardinha.

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Nessa confusão sem fim, como escreveu Noel Rosa que não tem nada a ver, esse encenação dos integrantes do Êxodo, quem perde é o estado de Rondônia.

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A peça O Homem de Nazaré, foi transmitida para o mundo via Canal Amazonsat, e RedeTV-RO. Já foi notícia inclusive no Jornal Nacional e agora pode deixar de ser apresentada, por um simples capricho de alguns de seus dirigentes.

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Antes a briga era de família, pois o grupo do “Cristo” tentou por várias vezes assumir a direção da Associação e não logrou êxito. Acontece que mesmo disputando a direção, quando chegava o momento da encenação da peça, todos voltavam a se unir e o espetáculo acontecia, com toda pompa.

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Desta vez, a “briga’ ficou mais acirrada, ao ponto de alguns integrantes, quase chegarem às vias de fato, o que gerou BO em delegacia e abertura de processo judicial uns contra os outros.

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Sempre estamos criticando neste espaço a falta de apoio governamental aos movimentos culturais em Porto Velho. Porém desta vez, o negócio é mais embaixo, a briga não tem nada a ver com o governo.

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Porém, tem a ver com prestação de contas. Quando aquela autoridade brada pelos corredores do TCE, que a categoria que faz cultural é “Um bando de malandro”, a gente grita daqui PT da vida. Porém, quando assistimos pessoas que deveriam estar lutando para que esses pronunciamentos não voltassem a acontecer, discutindo por ficar a frente de uma entidade, quando seus membros não querem. Aí fica difícil.

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Ouvi dizer que outro Grupo de Teatro ao saber da “briga’ dentro do Grupo Êxodo, correu com o Arcebispo da Arquidiocese de Porto Velho e conseguiu autorização para realizar a encenação da Paixão de Cristo durante procissão do Senhor Morto na sexta feira santa.
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Menos mau! Porém, caso isso aconteça realmente, adeus Grupo Êxodo.

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Tem um ditado que diz: “Não falte ao serviço, para que seu chefe não sinta que você não faz falta”.

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No caso do Êxodo queira ou não, vai fazer falta sim. Quem é que tem uma estrutura como a Cidade Cenográfica Jerusalém da Amazônia!

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Aliás, no Brasil, existem apenas duas Jerusalém, a de Pernambuco e a de Rondônia. Lá em Pernambuco pode até existir desavença, entre os dirigentes do Grupo que produz a encenação da Vida de Cristo. Mas, ninguém fica sabendo é uma briga mais que profissional;
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Em Rondônia, os integrantes do grupo Êxodo fazem questão de divulgar as discussões e até postam nas redes sociais. Puro amadorismo!

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Dessa vez não estão crucificando apenas o Cristo, estão crucificando uma tradição de mais de 30 anos de Porto Velho.

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“Em Porto Velho já teve a encenação da peça O Homem de Nazaré”! Será?

Nair Andrade de Macêdo – 98 anos

Nesta quarta feira 09 de abril, a senhora Nair Andrade Macedo completa 98 anos de vida. A festa vai contar com a presença de filhos, netos, bisnetos, irmãs, sobrinhos e toda a família com missa de Ação de Graça na igreja São Luiz Gonzaga. Nair nasceu em 1916 na localidade de São Cristóvão no Baixo Rio Madeira que hoje pertence ao Distrito de São Carlos. “Coloca no jornal que sou de São Cristóvão e não de São Carlos”, alertou Nair ontem a tarde durante nossa conversa.
Sobre a enchente do Rio Madeira ela disse que nasceu e se criou a beira desse rio e nunca viu tanta água. “As enchentes que aconteceram antes, não chegavam nem perto da igrejinha de Nossa Senhora Aparecida lá em São Carlos”.

Durante nossa conversa no inicio da tarde de ontem, dona Nair fez questão de pousar para a fotografa Ana Célia ao lado de um relógio, (que está funcionando), que foi do pai dela senhor Bento José de Macêdo. “Quando nasci, esse relógio já existia na casa dos meus pais”. Tia Nair lembrou o tempo que veio do Baixo Madeira para Porto Velho e logo conseguiu emprego como funcionaria publica do governo do Território Federal do Guaporé, lembra também da fila para comprar carne no Mercado Municipal e da Bica do Igarapé de Santa Barbara e da construção da Catedral
Metropolitana. “Quando Dom João Batista Costa Veio pra cá, só tinha uma capela no local onde é a catedral. Quando resolveram construir realmente a Catedral, os tijolos vinham de Humaitá. E Dom João na hora do sermão da missa, pedia para os FIES o ajudarem, carregando os tijolos da beira do rio para o local da construção. A gente se reunia, falava com os carroceiros e o mulherio ia pra missa das cinco da madrugada e depois ia pro porto, isso nos dias de Domingo, os carroceiros desciam, em numero de três, quatro e a gente carregava as carroças. O interessante era que após carregamos as carroças na beira do rio, a gente vinha na frente correndo para a Catedral para descarregar. Isso foi no ano de 1947. Dom João Batista era muito amigo do meu pai, ele só viajava para fazer desobriga no Baixo Madeira se o meu pai fosse de pratico no motor, Dom João era meu compadre”. Lembra dona Nair que hoje está completando 98 anos de vida. Parabéns Tia Nair!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Jornalistas e a faculdade Diário da Amazônia

Por Silvio M. Santos


 Os jornalistas de Rondônia e em especial os que militam na imprensa de Porto Velho, bem que poderiam comemorar o Dia do Jornalista numa festa promovida pelo sindicato da categoria, infelizmente, nada aconteceu, nem mesmo uma “notinha’ da direção atual do SINJOR parabenizando a categoria. Deixando as lamentações de lado, vamos ao que realmente queremos escrever: O objetivo deste artigo é falar sobre a formação dos jornalistas de Porto Velho.
Sem sombra de dúvida, a melhor faculdade de jornalismo de Porto Velho há alguns anos, é a redação do jornal Diário da Amazônia. Se não vejamos. Os melhores jornalistas que militam na imprensa tupiniquim na atualidade, passaram pela redação do Diário, e tiveram como mestre seu Emir Sfair que contou como pro reitor, seu maior pupilo Waldir Costa que alguns insistem em chamar de “Barba” e o professor o Carlos Sperança – Carlão, esse trio foi o responsável pela montagem da equipe de jornalistas que passou a fazer parte do então recém criado jornal Diário da Amazônia isso, lá pelos idos de 1993.
Como Porto Velho era carente de profissionais jornalistas, até porque até então, não existia nenhuma escola de jornalismo em todo o estado de Rondônia, os três tiveram que se virar para formar a equipe do mais novo e mais  moderno jornal da região Norte e um dos primeiros do Brasil a ser todo informatizado. O problema era a mão de obra especializada, assim, o trio citado foi fazendo teste com os que se apresentavam com vontade de escrever para o jornal. Assim vimos nascer os jornalistas Gerson Costa, Elianio Nascimento, Ricardo Calado, Marcelo Freire  que logo passaram a fazer parte da elite jornalística de Rondônia e alguns até com destaque nacional como é caso do Ricardo Calado. Esses foram da primeira turma, juntamente com a pós graduação do Zekatraca, é isso mesmo amigos, antes do Diário da Amazônia a coluna do Zekatraca só era editada entre os meses de outubro e março, quer dizer, era voltada apenas para os eventos de carnaval, no Diário da Amazônia passou a abordar tudo que se relaciona com a cultura, seja carnaval, folclore, artes plásticas, artes cênicas, artes visuais e tudo que se relaciona a cultura.  
Depois outras turmas foram formadas, aí temos a Marcela Ximenes que chegou a ser a editora geral, Keila Xavier que vem fazendo o maior sucesso na Globo, Malu, Josi, Vanessa, Larissa Tezzari,  Gabriela Cabral que saíram da redação do Diário da Amazônia para a fama.
Não podemos esquecer a mestra Ana Aranda e o vovô Idelfonso Valentim. Hoje temos o Geovani Berno, Analton Alves, Paulinho dos Santos, Veronilda  Verô, Vanessa Queiroz, Luciana Gonçalves, sem esquecer do Robson e do Guarim. João Zoghbi o chargista formado em jornalismo pelo Diário da Amazônia e a Hosana a foquinha mais atuante.
Parabéns aos fotógrafos J. Gomes, Roni Carvalho, Marquinho Freire, Gilmar, Marcos Grutzmacher e Elienio Nascimento para os formatadores (diagramador) Alex, Alexandre Smith, Allan Dantas, Lenner, Keoly e Artur.
Temos orgulho de pertencer a essa faculdade de jornalismo que é o Diário da Amazônia! Parabéns pelo nosso dia!                                                       

Lenha na Fogueira - 08.04.14


Os grupos folclóricos de Porto Velho começaram suas atividades pra valer, no final da semana que passou. colocando seus brincantes para ensaiar nas devidas quadras.

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JABP na quadra do colégio Jesus Burlamarques todo sábado e domingo a partir das 16h00, no bairro Areal da Floresta quem comanda é o Big e a Cyane.

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Girassol da Três Marias ensaia segunda, terça e quinta a partir das 22h30 no Poliesportivo da Jatuarana.

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A Roça é Nossa – Segunda, quarta e Sexta Feira a partir das 22h30 na quadra de Escola Flora Calheiros.

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Arrasta Pé de Matutos ensaia segunda, quarta e sexta a partir das 22h30, na quadra de esportes do bairro Castanheira
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Quadrilha Rádio Farol ensaia a partir de terça feira as 22h30 na quadra do colégio Castelo Branco no bairro Arigolândia.

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É bom lembrar, que a incerteza da realização do Arraial Flor do Maracujá, está fazendo com que os grupos folclóricos demorem a começar seus ensaios.

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Tanto que dos 33 grupos que participaram da festa no ano passado, apenas cinco estão divulgando suas programações, justamente os que citamos acima.
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Até agora, apenas a Funcultural de Porto Velho divulgou oficialmente a programação que contará com o apoio financeiro da prefeitura e assim mesmo, será aquela “merreca”.
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Se o amigo leitor prestou atenção, nenhum grupo de Boi Bumbá se manifestou até a presente data, se vai ou não participar dos eventos programados pela Funcultural.

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Até mesmo o Diamante Negro que é o grupo de Bumbá que sempre está colocando os brincantes para ensaiar, pelo menos para este colunista não passou nenhuma programação.
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A direção do Corre Campo está decidida, a só começar os ensaios caso a Secel divulgue o valor que será repassado aos grupos e garanta que realmente o recurso vai sair.

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Se assim não for, o Corre Campo vai fazer apenas uma festa em comemoração aos seus 60 anos de fundação e pronto. Chega de fazer festa para quem não ajuda o nosso grupo, dizem os dirigentes da nação vermelha e branca.

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Quem também anda meio cabreiro é o presidente do Az de Ouro nosso amigo Silfarney. Ainda mais, se realmente as escolas de samba forem desfilar no mês de julho.

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Acontece que o Silfarney é o mestre de bateria da escola de samba Acadêmicos do São João Batista e levou pra lá a maioria dos batuqueiros do Az de Ouro.

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Aí fica difícil a turma ensaiar Toada de  Boi e tocar samba enredo. Já pensou!

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Já o Boi Vencedor com a enchente do Rio Madeira está prejudicado, pois muito dos seus brincantes moram na Baixa da União, Cai N’água e Triângulo os bairros mais afetados pela enchente.
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A enchente também prejudica o Corre Campo pois os ensaios do Gigante Sagrado de uns anos pra cá, acontece no estacionamento do Camelódromo que está literalmente debaixo d’água.
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Tava conversando ontem, com uma pessoa conhecedora do tipo de enchente que está acontecendo no Rio Madeira.

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Antes a água da enchente chegava devagar, enquanto e vazante era imediata.
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Hoje a água chega do dia para a noite e a vazante é mais demorada,
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Quer dizer, o rio começou a vazar mas, a vazão está muito devagar. Já tão até falando em repiquete!

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Antes que seja tarde, perguntamos. Caso os desabrigados não saiam do Parque dos Tanques antes do final do mês de junho, aonde a Secel vai montar o Arraial Flor do Maracujá?
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Pelo dia do jornalista 7 de abril. Parabéns pra nós!

sábado, 5 de abril de 2014

NÉZIO LINS GUIMARÃES

O maior goleador de Rondônia



Domingo passado 30 de março, fomos até a Vila Ferroviária na avenida Farquar “curiosar” a movimentação das pessoas apreciando o banzeiro das águas da enchente do Rio Madeira. Sentado em frente a sua residência, estava o Nézio Lins Guimarães o maior goleador do futebol de Rondônia de todos os tempos. “Fiz mais de 500 gols”. E como estávamos com o equipamento resolvemos entrevista-lo. Nézio tinha um chute tão potente, que alguns goleiros pediam pra não jogar quando ele estava escalado. “O Simeão Tavernard que eu considero o melhor goleiro de Rondônia até hoje, tinha um medo danado do meu chute”. Acontece que Nézio não foi apenas jogador de futebol, foi funcionário graduado (catega) da Madeira Mamoré. “Eu era o responsável pelo pagamento dos trabalhadores ao longo da linha férrea”. Tem mais, na brincadeira de empinar papagaio era tão respeitado, quanto disputando uma partida de futebol. “Não te mete a trançar com o Nézio que o cerol dele é feito com pó de ferro e calcigenol” recomendavam os demais empinadores de papagaio da cidade. Porém, na entrevista abaixo, ele fala sobre sua carreira como jogador de futebol e como funcionário exemplar da Estrada de Ferro Madeira Mamoré. Vamos lá!

ENTREVISTA


Zk – Vamos começar falando sobre sua origem?
Nézio Guimarães – Nasci em Porto Velho no tempo dos ingleses, no dia 7 de maio de 1925. Minha infância foi das melhores, sempre fui uma pessoa cumpridora dos deveres, nuca me meti em confusão, nunca bebi nem fumei. Muitas vezes era criticado pelos colegas por optar por preservar minha saúde não saindo a noite. Talvez seja esse o segredo de aos 88 anos de idade, conservar a boa forma e o que é melhor, com saúde.
Zk – Quem eram seus pais?
Nézio Guimarães – Alexandre Albert Guimarães um pernambucano que veio trabalhar na administração da Cia. Madeira Mamoré e sempre atuou como Secretário, cargo considerado de confiança inclusive, quando o Diretor da Estrada viajava ele assumia a direção da Empresa e minha mãe Lígia Lins Guimarães. Irmãos Nélio, Armando, Nelze, Ligia e Alexandre Filho desses, apenas eu e as irmãs estão vivos.
Zk – Você começou a jogar futebol com quantos anos?
Nézio Guimarães – Comecei a jogar bola quando tinha 15 anos de idade no Ypiranga Esporte Clube. Depois joguei no Nacional, Ferroviário e principalmente na Seleção do Guaporé. Naquele tempo o governo tinha um contrato com a Bolívia e todo final de ano a seleção do Guaporé ia jogar em Riberalta onde fiz meu cartaz.
Zk – Quais jogadores daquela época você considera como craque?
Nézio Guimarães – Vários, entre eles o Nélio meu irmão que era um ponta esquerda muito bom; tinha o Normando, Mário Teixeira, Pacamão, Simeão Tavernard o grande goleiro e muitos outros.
Zk - É verdade que existia uma rivalidade muito grande entre o Acre e o Guaporé que quando as seleções se encontravam os torcedores chegavam as vias de fato?
Nézio Guimarães – É verdade! Os torcedores não perdiam a oportunidade para xingar uns aos outros. Quando a gente ia jogar em Rio Branco era hostilizado ao extremo, inclusive passavam a noite fazendo zuada em frente ao hotel pra gente não dormir. Quando eles vinham jogar em Porto Velho os nossos torcedores também não davam trégua. Não posso dizer que era uma rivalidade sadia, muito pelo contrário, era muito violenta, mesmo assim, em campo, os jogadores das duas seleções davam show de bola.
Zk – E as preocupações do seu Albertino presidente do Ypiranga?
Nézio Guimarães – Toda vez que a gente ia ter um jogo importante, não sei por que, o seu Albertino ia lá em casa perguntar se eu iria jogar, se eu queria dinheiro e eu respondia: Não é preciso me pagar não seu Albertino vou jogar sim. O Simeão é que dizia: “Toma o dinheiro desse velho Nézio”.
Zk – Como é a história do jogo contra o Vasco da Gama em Porto Velho?
Nézio Guimarães – O Augusto grande zagueiro do Vasco da Gama pediu para ser substituído aos dez minutos do primeiro tempo, dizendo: “Eu não posso marcar esse garoto, ele é muito ligeiro”. Acontece que naquele tempo eu vivia para o futebol, meu negócio era fazer exercício para não sofrer contusão, me precavia mesmo.
Zk – É verdade que a diretoria do Vasco tentou sua contratação?
Nézio Guimarães – O Vasco ganhou do nosso time de 4 X 3 e eu fiz dois gols. A noite o presidente do Vasco com o Augusto aquele que pediu pra sair dizendo que eu era muito ligeiro e mais alguns dirigentes e jogadores chegaram lá em casa com a intensão de me contratar para jogar no Vasco.
Zk – Por que você recusou o convite?
Nézio Guimarães – Pra ser sincero, inventei uma história pra não ir com eles, agradeci o convite mas, não aceitei, eu queria mesmo era ficar aqui. Eles então disseram que se eu mudasse de ideia era só avisar que eles mandariam a passagem.
Zk – Você é Vascaíno?
Nézio Guimarães – Não! Sou tricolor (Fluminense) de nascimento, porém, hoje pra mim, o Vasco é o melhor time do campeonato carioca.
Zk – Você tinha um chute temido pelos goleiros da época. Qual a técnica para se ter um chute potente?
Nézio Guimarães – Quem me ensinou a técnica do chute forte, foi o grande jogador do Clube do Remo de Belém do Pará conhecido como Zizão, ele tinha uns dois metros de altura. Ele chegou comigo e disse: ”Rapaz você só tem um defeito, tá adiantando muito a bola”. Ele me tirou esse costume. E ensinou: chega com a tua mãe pede pra ela costurar um saco com areia branca até a metade, depois pendura num galho de goiabeira, senta numa cadeira e fica chutando. Rapaz, aquilo me fez ficar com as coxas muito grossas e com o chute muito forte. O Simeão tinha um medo danado do meu chute.
Zk – Você foi campeão por quais times?
Nézio Guimarães – Fui campeão pelo Ypiranga, Ferroviário e Flamengo. Fui artilheiros praticamente de todos os campeonatos que participei, fiz mais de 500 gols. Recebi do jornal O Guaporé no dia 3 de março de 1956 o Diploma “Melhor Craque da Cidade”
Zk – Quantos anos você tinha quando foi contratado para trabalhar da Madeira Mamoré?
Nézio Guimarães – Assim que dei baixa da 3ª Cia de Fronteira, papai conseguiu emprego pra mim, aí fiz um curso e fui trabalhar na Madeira Mamoré depois de alguns meses, o chefe chegou comigo e disse: Você vai ser promovido e então, assumi o cargo de Oficial de Administração referencia 16, foi a maior alegria que tive porque poderia ajudar o papai no sustento da família. Trabalhei durante 37 anos da Estrada de Ferro Madeira Mamoré fui aposentado como Agente Administrativo referencia 32.
Zk – Fala pra gente sobre a seleção do Guaporé que fez sucesso inclusive disputando o campeonato brasileiros de seleções?
Nézio Guimarães – O técnico era o seu Dudu e o nosso time era dos melhores, respeitado mesmo. Empatamos com a seleção amazonense em Manaus e na prorrogação, por um vacilo do Alfredo Maia que entregou de bandeja a bola para o Paulo Lira que chutou no canto da trave e nosso goleiro não conseguiu pegar, perdemos o título.
Zk – Além do Ypiranga, Ferroviário e Flamengo você jogou em outro time. Qual?
Nézio Guimarães – O Nacional pra mim foi o melhor time de Porto Velho naquela época, era Raimundinho, Vinicius, Deraldo, Nézio e Nélio, ou linha desgraçada. O Nacional era o time da 3ª Cia de Fronteira onde a disciplina era muito rígida.
Zk – Como funcionário da Madeira Mamoré você fazia o que?
Nézio Guimarães – Eu era o responsável pela folha de pagamento da 1ª, 2ª, 3ª e 4ª Divisão. A primeira divisão era a nossa, ou seja quem trabalhava na administração, a segunda era o tráfego cujo responsável era o seu Ferreira, a terceira tinha como responsável o seu Castanheira e a quarta era a do Dr. Ananias que era gago.
Zk – Você chegou a viajar muito no trem da Madeira Mamoré?
Nézio Guimarães – No trem não! Viajava muito de Litorina fazendo pagamento dos ferroviários ao longo da ferrovia, de Porto Velho a Guajará Mirim, era eu um guarda armado e o Afonso Johnson que era o motorista. Parava em todo acampamento, o pernoite era na Vila de Abunã, de manhã cedinho, a viagem prosseguia até chegar no ponto final que era Guajará.
Zk – Vocês não temiam ser assaltado ao levar tanto dinheiro na litorina?
Nézio Guimarães – Se fosse hoje, só iria se fosse acompanhado de pelo menos cinco policiais armados com metralhadora, naquele tempo não tinha perigo nenhum.
Zk – E os índios não atacavam?
Nézio Guimarães – Um cara falou pra mim: Nézio quando um índio se aproximar com arco e flecha, dando a impressão que vai atacar, pede pro guarda pegar o revolver e fingir que está limpando que tudo vai ficar bem. Isso aconteceu de verdade, um índio baixinho mal encarado, chegou ameaçando e o guarda usou a tática ensinada por aquele cara que não lembro o nome e deu certo, o índio baixou a flecha e ficou nosso camarada.
Zk – Vamos aos dias atuais. Você já tinha visto uma cheia como esta que está acontecendo agora no Rio Madeira?
Nézio Guimarães – Nunca! Essa foi a primeira enchente que chegou na oficina da Madeira Mamoré, outro dia discuti com um senhor que queria que eu acreditasse que em outros tempos o rio já tinha chegado nessa marca de hoje. Eu disse pra ele, olha rapaz, eu nasci e me criei aqui e nunca vi nada disso, posso lhe fazer uma pergunta? Pode! O senhor sabe onde ficava a Fábrica de Gelo da Madeira Mamoré?
Zk – E ele?
Nézio Guimarães – Olhou pra mim e respondeu: A Estrada nunca teve fábrica de gelo! Respondi, teve fábrica de gelo e ficava ali na beira do Rio entre a garagem das litorinas e esse armazém que a Marinha tomou conta. Bem ao lado tinha um pé de Fruta Pão.
Zk – Quais eram os meios de transportes utilizados pela Madeira Mamoré além do trem?
Nézio Guimarães – Tinha litorina que funcionava com motor idêntico ao de carro comum, tinha a Calamazu que era um carro menor, também como motor de automóvel e tinha uma composição que a gente chamava de “automóvel” que era maior que a litorina e corria mais, tinha até caixa de marcha, além de ser confortável. Além desses que eram motorizados, tinha a cegonha, o carrinho e o trole que eram acionados manualmente.
Zk – Quem foi a sua esposa?:
Nézio Guimarães – Amazonita Cândida Souza Guimarães. Tivemos três filhos Humberto, Homero e Heleno que é o caçula.
Zk – O jogo que você não esquece?
Nézio Guimarães – Numa das excussões a Bolívia pelo time do Nacional, na volta o seu Arantes me procurou para saber se a gente aceitava fazer um jogo com o time dele que era o Fronteira de Guajará Mirim, falamos com o tenente Armando que era o chefe da delegação e ele autorizou.  Resultado, ganhamos de Doze a Zero eu fiz Oito Gols.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Rádio Farol promove ação social no dia do aniversário



O grupo folclórico Quadrilha Rádio Farol, comemora nesta data 05 de abril, 17 anos de atividades. Para festejar a data, sua diretoria estará realizando a partir das 16h00, na quadra do colégio Castelo Branco com aceso pela rua Tabajará no bairro Arigolândia, o inicio dos ensaios do grupo de dança de quadrilha, visando as apresentações nos arriais juninos, programados para acontecer em Porto Velho de junho até o mês de agosto.
O presidente Severino Silva Castro garante que apesar das dificuldades pelas quais está passando parte da população de Porto Velho com a enchente do Rio Madeira, inclusive afetando diretamente o grupo, uma vez que alguns brincantes tiveram suas residências invadidas pelas águas, o grupo vai cumprir toda programação programada pela Funcultural relativa aos festejos do Centenário do município. “As famílias dos brincantes afetadas pela cheia do Rio Madeira, estão abrigadas na nossa sede e por isso, estamos solicitando às pessoas que forem apreciar nossa festa na tarde destes sábado 05, que levem 1 KG de Alimento não perecível”.




Além das apresentações das quadrilhas mirim e adulta, a programação vai contar com jogo de vôlei e futebol de salão e é claro, muita música boa. “Será uma tarde/noite de muita festa e confraternização”, disse o diretor de marketing Leandro Leires.