quarta-feira, 25 de junho de 2014

Morre aos 92 anos o pioneiro Dionísio Shochness

Rondônia perdeu no inicio da noite da última terça feira 24, um de seus mais considerados filhos, o pioneiro Dionísio Shochness. Dionísio nasceu em Porto Velho no dia 19 de abril de 1922 e em 1954 casou com a professora Syvil Winte Shochness com quem teve cinco filhos Elizabeth, Eli, Eliezer, Elsie e o Dionísio Júnior. Com apenas 12 anos de idade em 1934, ingressou na Estrada de Ferro Madeira Mamoré como aprendiz na oficina das Cegonhas e daí pra frente, só fez crescer dentro da empresa, até conseguir seu mais almejado sonho, que era ser maquinista de locomotiva. Por alguns anos foi encarregado da manutenção dos veículos ferroviários no trecho entre Abunã e Guajará Mirim. Se aposentou em 1969 após 35 anos de bons serviços prestados a EFMM. A convite do governador Jorge Teixeira voltou a trabalhar na Madeira Mamoré em 1980, quando foi restaurado o trecho entre Porto Velho e Cachoeira do Teotônio.
Na política foi um dos fundadores do MDB hoje PMDB. Era Maçom muito considerado pelos irmãos de todas as Lojas.
Uma de suas grandes paixões foi o Flamengo do Rio de Janeiro que costuma chamar de “Meu Framengo”
Seu corpo foi velado na 1ª Igreja Batista de Porto Velho de onde saiu para o cemitério dos Inocentes as 15h00 de ontem 25, em grande cortejo.
Durante o velório, ouvimos depoimentos de vários pessoas sobre o pioneiro de Rondônia Dionísio Shochness:

“60 anos de matrimônio, nascemos e nos casamos aqui em Porto Velho. Temos que seguir esse caminho, nunca queremos que esse dia chegue, mas, ele chega. Em novembro do ano passado ele caiu na cozinha sem nada, o chão estava enxuto, quebrou duas costelas levamos para o hospital onde ficou em recuperação aí veio a complicação no coração, depois insuficiência renal e terça feira dia 24, por volta das oito e meia da noite faleceu no hospital 9 de Julho. (Syvil Winte Shochness – Esposa)

“A gente tem a certeza do dever cumprido, um bom pai, nos passou muitos valores, agora vai ficar só a saudade”. (Elizabeth – Filha).

“É uma perda irreparável, mas, pelos princípios bíblicos e cristãos, sabemos que pode acontecer a qualquer hora, a Bíblia diz: “Procura apresentar-te diante de Deus aprovado”. Ele está na paz, está com Deus e nós ficamos contentes por ele ter gozado de todos os privilégios conosco e no final de sua vida, estar na presença de Deus” (Elvestre Jonshon - Jornalista).


“Falar de Dionísio Shochness é falar de Porto do Velho ou Porto Velho. Ele realmente é um dos pioneiros de Rondônia. Dionísio é remanescente da lendária Estrada de Ferro Madeira Mamoré hoje tão sucateada. Perdemos um pai de família honrado nas suas tradições, servindo a Deus e também pertencente a uma das lojas maçônicas, além disso, flamenguista exemplar”. (Osmar Vilhena – Pastor e Radialista).
 “A vida do irmão Dionísio foi de testemunho. O que ele fez, fala mais alto do que suas próprias palavras. Na igreja, sempre foi uma pessoa participativa muito envolvente, dando sua contribuição para que o evangelho pudesse se expandir cada vez mais”. (Carlos Alberto – Pastor substituto da 1ª Igreja Batista).
 “Foi um baluarte! Caracterizou muito bem a resistência da cultura dos povos que vieram para esta região, não só os barbadianos, mas, os gregos, alemães e outros que vieram para a construção dessa epopéia que deu origem ao estado de Rondônia. Ficamos tristes, mas, ao mesmo tempo gratificados. Nosso irmão estava sofrendo muito e agora sabemos que ele foi pro reino da glória”. (Bubu Jonshon – Produtor Cultural)
“Uma pessoa respeitada, séria e feliz. Ficamos amigos na maçonaria, sempre brincalhão nas reuniões, gostava de me gozar porque sou vascaíno e ele flamenguista em suma, perdemos um grande homem”. (Enio Melo – Engenheiro e Músico)
“Nossa história perde um grande vulto e fica mais pobre! Lamento porque a gente percebe que com o passar do tempo a indiferença por arte das autoridades em relação a esses pioneiros. Cada vez que Deus chama um deles, vou repetir, a nossa história vai ficando cada vez mais pobre”. (Beni Andrade – Publicitário/Radialista)

LENHA NA FOGUEIRA - 26.06.14


Particularmente posso dizer que perdi um amigo, professor e conselheiro, com o falecimento do seu Dionísio Shochness.

Entre 1981 e 1982 morei de aluguel numa casa que pertencia ao seu Dionísio ali na Carlos Gomes, pertinho da residencia dele.
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Sempre ficávamos conversando sobre tudo que acontecia na cidade, era época do fim do Território Federal e começo do estado de Rondônia.

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Ele feliz da vida por ter voltado há dedicar seu tempo a Estrada de Ferro Madeira Mamoré a convite do governador Jorge Teixeira – Teixeirão. “É um prazer colaborar com a restauração do maquinário da Madeira Mamoré”,

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As conversas sempre aconteciam ou no portão da casa dele ou no da minha. Tinha apenas um problema:

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Ele era Flamenguista e eu Vascaíno. Só que ele era muito mais fanático e quando o Flamengo perdia principalmente pro Vasco, era cômico.

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Segunda feira pela manhã, ele ficava espreitando do portão da casa dele se eu estava na varanda da minha casa, caso eu estivesse ele voltava para dentro de casa. Às vezes de pirraça eu ficava plantado na varanda e sabe o que acontecia?
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Ele não sai para ir trabalhar. Então eu ia até o portão da sua casa e falava, pode sair que não vou fazer gozação. Era assim o nosso relacionamento, porém:

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Quando o Flamengo vencia o meu Vasco ou outro qualquer time, era a semana toda ele me esperando para falar sobre determinada jogada do seu querido “Framengo”.

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Já como colunista do Diário da Amazônia, ele me concedeu uma entrevista na qual contou a sua vivencia como ferroviário da Madeira Mamoré.

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Provou através de documentos que a Estrada de Ferro Madeira Mamoré nunca deu prejuízo, contestando a alegação de Percival Farquar para abandonar a Ferrovia.
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É uma entrevista que estou recuperando e quem sabe publique de novo.

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Quando o Osmar Silva me convidou para participar do Programa Pioneiros – A História de Todos Nós sugeriu, que abríssemos o Projeto entrevistando o seu Dionísio Shochness isso foi no mês de abril.
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Ao chegar em sua casa fomos informado da impossibilidade de gravarmos a entrevista porque ele não estava muito bem!

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Fomos negligentes ao não voltarmos em outro dia. Ainda teve a festa de seus 92 anos no dia 19 de abril e não o procuramos para gravar seu depoimento como Pioneiro de Rondônia.

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Ontem pela manhã, fomos informado do seu falecimento.
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Não morreu apenas o seu Dionísio, com ele foi parte da nossa história. Da história da Estrada de Ferro Madeira Mamoré. Sinceramente, não conheço nenhum historiador, que conheça a história da Estrada de Ferro Madeira Mamoré como conhecia seu Dionísio Shochness.

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Ele sabia desde a origem dos parafusos de cada máquina, até a administração burocrática. Os bastidores do prédio do relógio, pois seu pai trabalhou na construção da ferrovia.
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Dionísio sabia inclusive o modo de apitar o trem de cada maquinista. O Aleluia dobrava o apito, na curva do Km 4, o Canastra apitava mais longo e assim, descrevia o estilo de cada maquinista.

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Pelo barulho do arranque da locomotiva ele sabia se a máquina estava boa ou não para a viagem.
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Ao olhar os “desvios” sabia da posição dos trilhos.
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Não sei se posso escrever: Morreu o último verdadeiro ferroviário da Madeira Mamoré. Tem mais algum daquele tempo vivo? Mais velho que seu Dionísio?
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Não quero ser egoísta. Mas, sinceramente, perdi um grande amigo e professor.
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Uma vez Flamengo! Sempre “Framengo”. Descansa em paz Dionísio Shochness! 

terça-feira, 24 de junho de 2014

Faltam dez dias para o desfile da Vai Quem Quer

Na manhã da última segunda feira 23, a prefeitura de Porto Velho via Funcultural, oficializou a realização dos desfiles carnavalescos que foram transferidos da data oficial no mês de março para o mês de julho, em virtude da cheia do rio Madeira.
Entre os blocos que se comprometeram a desfilar está a Banda do Vai Quem Quer o verdadeiro representante do carnaval de Porto Velho e quiçá de Rondônia. A presidente da entidade que está completando 34 anos de carnaval, Sicilia Andrade - Siça em conversa com a reportagem do Diário da Amazônia na manhã de ontem 24 lembrou que a partir desta quarta feira 25, ficam faltando apenas 10 dias para a Banda do Vai Quem Quer desfilar pelo 34° ano pelas ruas do centro antigo de Porto Velho. “É a primeira vez que a Banda vai desfilar num sábado (5.07) que não é sábado do carnaval tradicional, por isso, convocamos todos os foliões que gostam do nosso estilo de fazer carnaval, para se fazerem presentes nessas festa que embora fora de época, tenho certeza, vai ser das melhores”. Siça também alertou que o folião que quiser brincar com toda segurança, deve comparecer vestido com a camiseta 2014, para poder ter acesso a corda de isolamento.
As camisetas estão sendo vendidas ao preço de R$ 40 na sede da Banda a rua Joaquim Nabuco entre a Carlos Gomes e D. Pedro II de segunda a sábado no horário comercial.

O tema da Banda 2014 é: ‘No país do futebol, da corrupção e da impunidade, o carnaval da Banda tem padrão FIFA de qualidade’.

Lenha na Fogueira - 25.06.14

Já pensou a tensão! Durante o jogo Brasil X Camarões, logo que o Neymar fez o primeiro gol, a energia elétrica foi embora lá pras banda do bairro Santa Bárbara, onde muita gente estava concentrada na rua Bolívia assistindo o jogo.
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Eram mais de 500 torcedores e a solução, foi se recorrer aos anos antes de 1970 quando Porto Velho não contava com emissora de televisão e a gente festejava as vitórias brasileira via Rádio.
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A luz só voltou no inicio do segundo tempo quando o jogo já estava 2 X1 para o Brasil, menos mal que ainda podemos assistir os dois últimos gols brasileiros.

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Sabem qual a nota que a comunidade do bairro Santa Bárbara deu pra Eletrobrás? ZERO Estrelado!
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Após o final do jogo, fomos ver como estavam as festas em comemoração a classificação para as oitavas de final. Nossa primeira parada foi na praça das Caixas D’água onde a prefeitura de Porto Velho colocou telão, palco e banda para animar os torcedores.
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Na vitória sobre Camarões as atrações foram o Boi Bumbá Az de Ouro, as quadrilhas Forte Príncipe e Triângulo Lascando o Cano mais o grupo de percussão do curso de medicina da UNIR e o grupo de dança Yaporanga. Depois o pagode comeu no centro até perto da meia noite. Nota Dez pra Funcultural.
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Na chamada “Calçada da Fama” da rua Pinheiro Machado, a festa também estava muito boa, muita gente. Na realidade a festa na Pinheiro Machado é totalmente espontânea, não tem banda contratada, é cada um com o som do carro mais alto, numa disputada cujo objetivo, é animar os torcedores da seleção brasileira. Muito bacana. Acho que tinha mais gente na Pinheiro que na praça das Caixas D’água com um agravante. Na via Pinheiro não tinha grade nas ruas e nem polícia. Era a verdadeira festa de torcedor.

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Apesar de concordarmos com a programação da prefeitura de Porto Velho na praça das Caixas D’água, perguntamos:
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E o pessoal da periferia Zona Leste, Zona Sul, Zona Norte, não merecem festejar as vitórias da nossa seleção? É só pro pessoal do bairro Caiari. Pros Cutuba? Os Pele Curtas não tem direito a festa com o dinheiro do povo?

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Ta na hora de se pensar a Porto Velho também da periferia, e levar a festa para essa população. Dizem que a Jória foi exonerada da Funcultural porque só pensava no centro da cidade. Parece que o novo presidente vai na mesma linha.

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Em outras copas as festas também aconteceram no centro da cidade, porque na periferia não existiam praças. Agora tem praça em tudo quanto é bairro.

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Vamos dividir a festa da Copa do Mundo com toda a população de Porto Velho. Coloquem palco na Zona Sul, Zona Leste e Zona Norte.
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Mudando de Pau pra Cacete. Ontem foi dia de São João e ninguém se lembrou de promover um evento relativo a data.
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A Federon deveria ter colocado, um grupo de quadrilha e um boi bumbá dançando na praça. Até utilizando a estrutura montada para as comemorações das vitórias da seleção brasileira na praça das Caixa D’água. O negócio do pessoal da Federon é querer participar de concurso de Rainha Caipira Nacional. Aqui mesmo, só participam se o governo estadual ou a prefeitura promover a festa. Assim é fácil!
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Atenção muita atenção para este aviso:

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Faltam apenas dez dias para o desfile da Banda do Vai Quem Quer. Quer brincar carnaval com segurança, vai comprar a camiseta na sede da rua Joaquim Nabuco entre a Carlos Gomes e a D. Pedro II.

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Em tempo de festa junina, vamos brincar carnaval!

Lenha na Fogueira - 24.06.14

Prefeitura confirma carnaval no mês de julho


O presidente da Fundação Cultural do município de Porto Velho – Funcultural, Christian Camurça reuniu a imprensa na manhã de ontem 23, no gabinete do prefeito Mauro Nazif para oficializar os desfiles dos blocos de trio elétrico e escolas de samba, entre o dia 2 e 27 de julho. “Em nome do prefeito Mauro Nazif informamos que o carnaval em comemoração ao centenário de Porto Velho, vai começar no dia 3 de julho com o desfile do bloco Galo da Meia Noite e termina no dia 27 com a apuração do resultado dos desfiles das escolas de samba”. Na oportunidade foi apresentada à imprensa a “Liga dos Blocos” entidade que substitui a Uniblocos na coordenação da programação relativa as atividades dos blocos de trio elétrico. Após a fala do presidente da Liga o carnavalesco Bosco representante do bloco Us Dy Phora e diretor de eventos da Liga fez um breve relato sobre o quanto o carnaval de rua contribui com a geração de emprego e renda. “Para cada Trinta Centavos investidos pela prefeitura no carnaval de rua, os blocos devolvem Hum Real em arrecadação de impostos”. Bosco disse da importância que as entidades carnavalescas exercem perante a comunidade de um modo geral. “Com o carnaval todo mundo ganha, desde o micro empresário a grande empresa, todos faturam alto, basta lembrar o consumo de cerveja em lata que ultrapassa as 12 milhões de unidades”.
A presidente da Banda do Vai Quem Quer Siça Andrade falou da contribuição da Banda para com a cultura de Porto Velho. “Hoje nossa entidade não é apenas um bloco carnavalesco, ela é a cultura carnavalesca de nossa cidade”.
Após a coletiva, o presidente da Funcultural Christian Camurça chamou o presidente da Federação das Escolas de Samba de Rondônia – Fesec Antônio Chagas Campo o Cabeleira para uma conversa particular alertando que, por já terem recebido subsídios da prefeitura as escolas de samba são obrigas a cumprir o calendário das apresentações que diz que os desfiles das escolas devem acontecer, 25, 26 e a apuração com as notas dos jurados no dia 27. Cabeleira então solicitou uma reunião, que deve acontecer na manhã desta terça feira as 10h00 na Funcultural entre o presidente Christian e os dirigentes de todas as escolas de samba

 


 
Lenha na fogueira

A Comissão da Secel responsável pela abertura dos envelopes com as propostas das entidades, se candidatando a colocar a estrutura do Arraial Flor do Maracujá deste ano (2.014), vai acontecer nesta terça feira 24 as 10h00, na Casa da Cultura Ivan Marrocos.

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Na realidade a seleção deveria ter acontecido na manhã de ontem 23, mas, em virtude dos feriados da semana passada, a Gerencia de Cultura prorrogou o prazo de entrega das propostas, para até ontem as 14h00.

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Hoje vamos ficar sabendo quem vai colocar a sonorização, iluminação, camarotes, arquibancadas e palco no local onde o Flor do Maracujá será montado.

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Enquanto isso o presidente da Funcultural de Porto Velho Christian Camurça, reuniu a imprensa na manhã de ontem 23, para anunciar oficialmente a realização do carnaval de rua de Porto Velho.

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A imprensa presente estranhou, a não convocação para tomar assento na mesa, do presidente da Federação das Escolas de Samba de Rondônia – Fesec, Antônio Chagas – Cabeleira que estava presente.
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Mas, estranho foi quando o presidente da Funcultural após a reunião se dirigiu ao Cabeleira em tom de ameaça para dizer: “Vocês (escolas de samba) são obrigados a desfilar”.
 
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Sem saber o que realmente levou o presidente da Funcultural a se dirigir rispidamente a sua pessoa, Cabeleira solicitou uma audiência, para esclarecer alguns pormenores sobre o que está acontecendo com as escolas de samba.

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A reunião entre os dirigentes das escolas de samba e o presidente da Funcultural ficou marcada para acontecer nesta terça feira 24 às 10h00, na sede da Fundação.

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O que notamos durante a entrevista coletiva, foi a tendência da prefeitura em optar por promover apenas o chamado carnaval de trio elétrico em Porto Velho.

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Devo esclarecer que não somos contra esse estilo de carnaval, até porque fazemos parte da diretoria da Banda do Vai Quem Quer e gostamos de brincar carnaval nos blocos de trio, como o Galo da Meia Noite; Até Que A Noite Vire Dia; Canto da Coruja e Us Dy Phora entre outros.

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A questão é que o carnaval das escolas de samba é o verdadeiro carnaval cultural. Enquanto os blocos de trio são apenas diversão e serve para folião extravasar descontraidamente, o que é muito bom!

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As escolas de samba realizam desfiles contando a história de algum fato ou homenageando personalidades que contribuem para a história da cidade, do estado, nacional e até internacional.

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E mais, no caso das escolas de samba de Porto Velho, seus brincantes não precisam pagar pelas fantasias. Para se desfilar em um bloco de trio elétrico com segurança, é preciso comprar o chamado “Abada” ou “Camiseta” que este ano ta custando em média R$ 40. Eis a diferença!

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Quando a prefeitura diz que as escolas de samba são obrigadas a desfilar, porque receberam subsídios no valor de R$ 350 Mil, que tirando os impostos e outras obrigações financeiras, fica para cada agremiação aproximadamente R$ 40 Mil, (são 7 escolas de samba), que mal dá para comprar os tecidos para as confecções das fantasias! É porque não sabe da missa o terço.

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Queremos crer que após a reunião de hoje entre os dirigentes das escolas de samba e o presidente da Funcultural, as coisas sejam mais bem esclarecidas e as ameaças de obrigações não mais aconteçam.

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Por outro lado, chamo a atenção dos admiradores da Banda do Vai Quem que as camisetas estão sendo vendidas na sede da rua Joaquim Nabuco entre a Carlos Gomes e a D. Pedro II.

sábado, 21 de junho de 2014

Alta Floresta D'Oeste completa 28 anos

História do município é contada por pioneiros

Entrada de Alta Floresta que festeja 28 anos de existência
Entrada de Alta Floresta que festeja 28 anos de existência
O município de Alta Floresta d’Oeste completou 28 anos de emancipação política no dia 20 de maio. De acordo com a tradição da cidade, a comemoração ocorre no dia 17 de junho, data da instalação. O prefeito Valdoir (Valduil) Gomes Pereira autorizou que a festa iniciasse domingo, dia 15 de junho. Na programação, torneios de vôlei no masculino e feminino, passeio ciclístico, mini maratona, festival de música sertaneja e a apresentação da banda Djavu.  A comemoração termina nesta quarta-feira (18) com o show  da dupla gospel Daniel & Samuel.
Na programação da festa da cidade, torneios de vôlei, passeio ciclístico, mini maratona, festival de música sertaneja e a apresentação da banda Djavu.
Na programação da festa da cidade, torneios de vôlei, passeio ciclístico, mini maratona, festival de música sertaneja e a apresentação da banda Djavu.
O governo de Rondônia homenageia Alta Floresta publicando entrevistas com o pioneiro Sadi Francisco Possa e com uma de suas primeiras educadoras, a professora Maria das Neves, no projeto desenvolvido pela equipe do Decom “Pioneiros – A História de Todos Nós”. A família Possa está na região de Alta Floresta D’Oeste desde 1982, quando instalou uma pequena serraria.  Já a professora Maria das Neves chegou em 1984 e foi lecionar em uma escola rural. Confira as entrevistas.
Sadi Possa diz que apenas o mogno era comercializado quando começou a trabalhar em Rondônia
Sadi Possa diz que apenas o mogno era comercializado quando começou a trabalhar em Rondônia
Decom – Qual a sua origem, Sadi Francisco Possa?
Sadi – Nasci em Coronel Freitas (SC), no dia 22 de outubro de 1960, onde vivi com meus pais, trabalhando na roça em sítio pequeno por muito tempo. Em 1982, meus irmãos Gentil e Pedro Possa, mais o primo Anselmo, vieram a Rondônia. Eles chegaram vindo de Santa Luzia a pé, na marcação de um senhor de nome Tiãozinho. Na época, se comentava que iriam abrir um patrimônio aqui. Com a notícia de que iria surgir uma nova cidade, eles retornaram e, após uma reunião com a família, foi tomada a decisão de vir pra cá.
Decom – O que veio na bagagem?
Sadi – Compramos uma serraria no Rio Grande do Sul. Meu irmão vendeu uma casa que ele tinha em Chapecó, comprou um caminhão velho e um trator e viemos para cá. Naquele tempo a BR ainda não era asfaltada. Quando havíamos viajado cento e poucos quilômetros, o motor do caminhão fundiu. Com isso, levamos aproximadamente quinze dias para chegar aqui. Já existia uma estradinha e nós ficamos onde hoje é o aeroporto, aguardando o Isidoro (já falecido), que mais tarde foi o primeiro prefeito. Ele estava abrindo uma estrada pela 160. Esperamos ele fazer uma ponte para a gente passar, isso foi num domingo ao meio dia e nosso almoço foi banana com mamão. A data desse episódio foi 26 de junho de 1982. Toda estrutura para abrir a serraria chegou no outro dia, trazida por um primo em outro caminhão.
Decom – A serraria era considerada grande?
Sadi – Era uma serraria pequena, ela andava em cima dos trilhos. A tora ficava parada e a fita é que andava. Era uma forma de começar a trabalhar. Até hoje, apesar de não estar mais funcionando, o barracão da serraria existe e fica perto da feira do agricultor cujo espaço também era nosso, mas era tudo mato. Na época você saia ali onde hoje é a praça Castelo Branco, andava 200 metros pra cada lado e já era mato. Ali o Isidoro vendeu pra gente um alqueire de terra e ele mesmo, com seu trator esteira, fez a derrubada e a gente se instalou.
Decom – Vocês beneficiavam que tipo de madeira?
Sadi – Na época, apenas mogno. Não existia comércio para cerejeira, cedro, rosa, jatobá e garapeira. Era só mogno tipo exportação. As primeiras duas toras de Mogno eu arrastei ali de onde é o Teatro Municipal. Levei as toras pra ver se a serraria funcionava ou não.
Decom  –  A madeira que vocês serravam era só para exportação?
Sadi – Serrávamos bastante madeira para exportação, só que a madeira considerada de segunda ficava toda aqui na região. Com essa madeira de segunda, a gente fazia tábuas que eram utilizadas na construção das casas e armazéns. Até hoje ainda existem casas construídas com mogno daquela época.
Decom – Vocês exportavam pra onde?
Sadi – Era tão difícil o mercado que a gente trabalhava durante a semana e no sábado de manhã. Carregava o caminhão e ia pra Rolim de Moura aonde chegávamos de noite. No outro dia, cedinho, descarregava o caminhão sozinho no pátio de um amigo e vinha embora. Durante a semana meu irmão ia pra lá e, através de amigos, conseguia vender para São Paulo. A madeira saía do Brasil via Porto de Santos. Em 1983, passamos a exportar a partir de Porto Velho e, então, eu já levava a carga pra lá.
Decom – Quem foi o principal responsável pela transformação de Alta Floresta em município?
Sadi – O Isidoro foi o cara que deu o pontapé inicial. Ele morava em Pimenta Bueno e resolveu se instalar aqui e foi abrindo estrada, abrindo rua, foi medindo, foi ajeitando. Outro que deu força na época foi o José Piovesan. Ele tinha umas terras e foi vendendo. E o governador Teixeirão – tenho foto dele desembarcando do helicóptero ali na praça – descia e ficava conversando com a gente.
Decom – O nome já era Alta Floresta?
Sadi – Não existia nome ainda. Foram colocados para apreciação vários nomes, inclusive o do saudoso Isidoro, mas a população decidiu por Alta Floresta porque a mata era muito alta. Nossa família fez parte da reunião que escolheu o nome da cidade.
 Decom – Fale mais um pouco sobre o processo da construção de Alta Floresta?
Sadi – Foi e é muito gratificante ter participado e estar participando do desenvolvimento da cidade. Quando a gente conta a história de como surgiu a cidade, tem quem não acredita que tinha gente que batia martelo, construindo de noite com uma velinha acesa ou uma lanterna. Todo dia chegava mudança e não era pouca. E o povo comprava freneticamente madeira e material de construção. A luz elétrica só chegou mesmo em 1985. Os donos de lanchonetes, restaurantes e bares e os outros que tinham boas condições financeiras, compravam seus próprios geradores de energia. Os de menor poder aquisitivo adquiriam geladeira a gás.
Decom – E a história do seu casamento?
Sadi – Sou casado com a dona Neidi Possa, inclusive essa história é meio interessante. Meu pai tinha vendido um sítio que a gente tinha lá em Santa Catarina e queria vir pra cá, então fui lá, casei no  sábado, dia 22 de outubro de 1983, data do meu aniversário e, na segunda feira, carregamos a mudança e partimos com meu pai e minha mãe em cima de um caminhão “pau de arara”. Temos dois filhos homens muito bem encaminhados.
Decom – E o Zé Velho?
Sadi – O Zé Velho já chegou em 1984, se não me falha a memória, e abriu um escritório de contabilidade. A gente deu força pra ele ingressar na política. Na época, o Isidoro queria que meu irmão Gentil saísse candidato a vice-prefeito no primeiro mandato dele que foi de 1986 a 1988 (era tampão). Como nunca havíamos mexido com política, achamos por bem ficar de fora e então indicamos o Zé Velho. Por falar em prefeito, nossa cidade tem uma tradição de não reeleger ningém. O povo daqui cobra mesmo, graças a Deus que sempre tivemos prefeitos que podemos considerar como razoavelmente bons. De uns tempos pra cá, eles (os prefeitos) só vêm melhorando, até porque o governo do estado está ajudando com asfalto e conservando as estradas, apesar de a topografia de Alta Floresta não ajudar, pois é serra. O governo cascalha as estradas e, no final da chuva, já foi tudo embora, é muito morro. Mas as melhores terras de Rondônia estão aqui em Alta Floresta.
Decom - Alta Floresta festeja no dia 17 de junho mais um ano de sua instalação como município, por isso gostaríamos que o senhor deixasse uma mensagem à cidade que ajudou a desenvolver.
Sadi – Falar de Alta Floresta me deixa emocionado. Lembro-me da situação na qual a gente veio pra cá. Mas tínhamos muita vontade, muita garra, não só a nossa família, mas a maioria das famílias que estão aqui até hoje, que são pioneiras. A gente lembra de todo o passado, o sofrimento, as dificuldades. O que quero dizer para povo que mora em Alta Floresta é que Deus encaminhou a gente de Santa Catarina pra cá e nos ilumina até hoje. Aqui morreu muita gente. O índice de criminalidade na época era muito alto e graças a Deus a gente nunca teve problema com ninguém. Quero deixar um abraço muito forte pra todo o povo de Alta Floresta.
Maria das Neves – a primeira professora da zona rural
Maria das Neves lembra que ocorriam muitas tragédias no começo do povoamento no município
Maria das Neves lembra que ocorriam muitas tragédias no começo do povoamento no município
Decom -  Maria das Neves Lima Marques qual é a sua história em Alta Floresta?
Maria das Neves – Nasci em 16 de maio de 1967. Vim de Mato Grosso pra Rondônia em 1984. Em 1988 casei com o catarinense Antônio Marcos.  Temos apenas uma filha, a Daiane, que trabalha na prefeitura. Meu pai sempre teve o sonho de ser proprietário de terra, então ele veio para Rondônia. Ele primeiro pesquisou a região, voltou e providenciou nossa mudança direta para Alta Floresta. Graças a Deus estamos aqui até hoje. Moramos na linha rural 156 no Km 30 por dez anos. Vim para o centro de Alta Floresta em 1999.
Decom – Onde trabalhou?
Maria das Neves – Lá na linha já trabalhava como professora e na cidade comecei no colégio Floresta Encantada. Como eu era funcionária estadual, veio uma determinação que quem era do Estado tinha que assumir a função em escola estadual. Então fui para a escola Ramin, onde trabalhei por nove anos.  De lá fui para Apae onde estou até hoje.
Decom – O que quer dizer Ramin?
Maria das Neves – Ramin é uma escola que fica no bairro Redondo e é uma homenagem ao Padre Ezequiel Ramin, que foi assassinado por jagunços. No tempo que atuei lá, desenvolvemos um projeto com os alunos do ensino fundamental que contava a história do padre,
A professora Maria das Neves diz que é gratificante lecionar na Apae
A professora Maria das Neves diz que é gratificante lecionar na Apae
Decom – Quando a senhora chegou aqui já existia o município de Alta Floresta?
Maria das Neves – Não. A região pertencia a Rolim de Moura. Ser professora na zona rural foi muito gratificante, mas era muito difícil. Não havia estradas e a gente ia para a escola a pé ou em cima de animal.  Era sofrido. Apesar das dificuldades, fazia aquilo com muito amor e carinho. Trabalhava da primeira a quarta séries, o chamado ensino multisseriado.Na escola eu era merendeira, zeladora, diretora e professora.
Decom – Como era Alta Floresta quando a senhora chegou?
Maria das Neves – À noite a gente só ouvia barulho de serraria e do pessoal desmatando. Espalhou-se que a terra aqui era fértil. Era mudança chegando todo dia e toda hora. O problema era que acontecia muita tragédia, muita morte, pois havia muito jagunço.
 Decom- Seus pais trabalharam com madeira também?
Maria das Neves – Não. Nossa família já chegou trabalhando com agricultura, plantando arroz, feijão, café, milho etc. Meu pai José Acelino da Silva, que faleceu no dia 2 de dezembro de 2008, e minha mãe, Maria Anália da Silva, que graças a Deus está viva, são pioneiros de Alta Floresta.
Decom – Hoje a senhora leciona na Apae. Qual a diferença para o ensino numa escola tradicional?
Maria das Neves – Lecionei 22 anos em escola dita normal e aqui na Apae estou há cinco anos. A única diferença é que aqui o aprendizado dos alunos é mais lento. Às vezes você não vê desenvolvimento na leitura, mas vê outros que se superam.  A gente tem exemplo de aluno que não podia estar no meio da sociedade, uma mãe reclamava que não podia frequentar a igreja porque a filha era problemática. Ela veio aqui, deu depoimento confirmando que a Apae modificou tudo isso. Hoje ela vai a todos os lugares com a filha e o comportamento da filha é normal. Isso é gratificante.
Decom – O que a senhora deseja a Alta Floresta pela passagem deste aniversário?
Maria das Neves – Que Deus abençoe todos, que o município continue se desenvolvendo cada vez mais, que abençoe esse povo maravilhoso que é muito solidário. Que Deus dê sabedoria para nossas autoridades governarem bem nossa querida Alta Floresta d’Oeste. Parabéns!​

Fonte
Texto: Silvio M. Santos
Fotos: Robson Paiva
Decom - Governo de Rondônia

Marcelo Peroni elogia estrutura do teatro Guaporé

Marcelo Peroni produtor da peça A Falecida, conversou com a reportagem do Diário da Amazônia na manhã de ontem 20, em frente ao teatro Guaporé e confessou da satisfação de participar da inauguração de um teatro. “A gente fica feliz, porque no Brasil o que se vê, são salas de teatro fechando, para nós da produção é muito bom”. Disse o produtor, que a atriz Lucélia Santos quando soube ainda no inicio do ano, que a Ministra da Cultura Marta Suplicy havia consultado a produção do espetáculo sobre a possibilidade de uma temporada em Porto Velho, ficou muito feliz. “A Lucélia já participou de outras inaugurações em outros lugares, mas, aqui é uma inauguração especial, porque se trata de uma capital que não tinha um teatro”.
Marcelo Peroni elogiou a estrutura da sala Guaporé que foi entregue a população na noite de ontem: “É um teatro muito bom, toda parte técnica foi bem montada, mesmo tendo apenas 237 lugares o que pode parecer um teatro pequeno, tem condições de abrigar qualquer tipo de espetáculo profissional”.

A Falecida, conta com um elenco de 10 atores tendo no papel principal a atriz Lucélia Santos e os atores Eduardo Silva e Walter Breda além dos componentes da Cia Paulista de Artes. A direção é do Marco Antônio Braz, e a produção da Círculo de Teatro Produções que é do estado de São Paulo. Na verdade, esse Projeto foi produzido originalmente pelo SESI de São Paulo em 2012, quando estávamos comemorando o centenário de Nelson Rodrigues. Em tempo de Copa do Mundo no Brasil pensamos que poderíamos aliar este momento, trazendo um espetáculo daquele que consideramos o grande dramaturgo brasileiro, também com a temática futebol que é Nelson Rodrigues, vocês vão poder ver, que o espetáculo tem como cenário um campo de futebol, os atores vestidos como se fossem jogadores de futebol. “Apesar do Projeto ter sido elaborado para circular nas capitais sedes dos jogos da Copa, ao recebermos o convite da Ministra negociamos com os
patrocinadores, Petrobras e Caixa e eles permitiram que a gente incluísse Rondônia por conta dessa situação especial. A inauguração de um espaço novo, é muito importante para todos que militam no segmento teatro” finalizou Marcelo.
A Falecida será apresentada hoje 21 e amanhã 22, no Teatro Guaporé com entrada pela rua José Camacho, as 20h00. As senhas (gratuitas), começam a ser distribuídas uma hora antes do inicio do espetáculo.