quarta-feira, 6 de novembro de 2013

SERESTA CULTURAL APRESENTA PAULINHO DO POSTO


O Projeto Seresta que acontece toda quinta feira no Mercado Cultural, vai receber na noite de hoje 07, o cantor Paulo Reis popularmente conhecido como Paulinho do Posto. Paulinho se apresentou na noite de Porto Velho como cantor por mais de vinte anos, foi crooner da Banda “Máquina do Som”. “Um dia sai com o Telêmaco (baterista), pra tocar na boate Cambuquira e ele começou a meter coisas na minha cabeça, que me fez passar mais de vinte anos cantando na noite”, conta Paulinho. Boêmio nato além de escritor (já publicou dois livros: Siripiti e O Boto), Paulinho até bem pouco tempo mantinha uma lanchonete na área do Posto São Paulo de sua propriedade cujo principal objetivo, era reunir os amigos nas tardes de sábado, para cantar as músicas conhecidas como “dor de cotovelo”, acompanhado pelos músicos, Armandinho da Guitarra e Chiquinho do Acordeom. Hoje no Mercado Cultural, Paulinho promete um repertório onde além das músicas de seresta, contará com interpretações das composições do Tim Maia, Benito de Paula e outros grandes cantores brasileiros.
A Seresta Cultural começa as 20h00 com a participação dos músicos, Telêmaco (bateria), Ronald Vasconcelos (guitarra), Tonhão (violão), Silvio e Heitor (percussão e Alkbal Sodré (teclados). “Apesar do nome, nosso Projeto está aberto para receber cantores de todos os ritmos”, disse o coordenador Heitor Almeida.

LENHA NA FOGUEIRA - 07.11.13

O Festcineamazônia 11 anos começou na noite da última terça feira 05, com o teatro Banzeiros literalmente lotado. A mestre de Cerimônia Cristina Lagos convidou a subir ao palco os produtores do evento Jurandir Costa e Fernanda Kopanakis, como escreveu a assessoria de imprensa do festival, “A noite de abertura teve todos os ingredientes pra ficar na memória”

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Principalmente pela exibição do documentário “DAMOCRACY” um filme que pela primeira vez relaciona dois grandes desastres humanitários e ambientais em andamento, perpetrados por governos de dois países: no Brasil a hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA) e na Turquia a hidrelétrica de Llisu, no rio Tigre. Dirigido pelo premiado documentarista canadense Todd Southgate e narrado pela atriz Letícia Sabatella.

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Sugiro aos amigos Jurandir e Fernanda e a equipe do Festcineamazônia que continue exibindo o documentário “Damocracy” todos os dias em todas as aberturas, ou seja, à tarde e a noite e se possível, também exibir nas demais programações como: Cinema no Terreiro, na Escola. No Samba etc.

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É preciso desmascarar os que fazem apologia positiva a construção de hidrelétricas nos principais rios do mundo. Vamos mostrar o quanto esses empreendimentos são prejudiciais ao meio ambiente, ao social, e principalmente à saúde do povo.

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Por nossos governantes verem apenas os cifrões, hoje a população ribeirinha das margens do rio Madeira que vive entre a Vila de Jirau a Calama, sofre com as barragens das usinas de Santo Antonio e Jirau.

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Os entendidos no assunto barragem, dizem que o problema das ANDORINHAS que estão sujando o centro histórico de Porto Velho, tem a ver com a construção das Usinas do Madeira.

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A respeito disso o Dr. Paulinho Rodrigues o multimídia enviou o seguinte e-mail:
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Meu nobre escriba José Katraca. Apesar de silente, acompanho os movimentos, sejam culturais, os “meia boca” e as revoadas. Primeiro, o sistema de áudio instalado na confluência das ruas Joaquim Nabuco com a 7 de Setembro, imita o som de falconiformes do gênero Áquila e não de patos (aves anatídeas). Patos sim, são prestadores de serviços que trabalham com dignidade e são “engabelados”. 

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Quanto as andorinhas (aves hirundinídeas), em seu anual e migratório deslocamento pelos continentes (outrora em número bem inferior ao de agora), ocupavam (minguadamente) as árvores em frente ao Mercado Municipal. Com o advento do projeto BARRAJEIRO, as fendas, grutas e cavernas que serviam de dormitório, então encravadas na Cachoeira de Santo Antônio, desapareceram, aniquilando o habitat natural desses passariformes.

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Tal “merda” como escrevestes, é mais um dos “ECOS DO MADEIRA”. O ônus, herança mais do que fedorenta e maldita, fica para nós limparmos... (Abs. Paulinho Rodrigues).

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Pois é meu amigo Paulinho. É por isso que estamos sugerindo a produção do Festcineamazônia que exiba todos os dias e em todos os locais que o Festival esteja acontecendo o documentário “Damocracy”. Se você não assistiu procura assistir pra saber sobre o que estão fazendo com os nossos rios e em consequência com a população que depende deles.

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Agora, legal mesmo na abertura do Festcineamazonia 2013, foi o inicio da apresentação da cantora Simone Guimarães. Ela me levou para a década de sessenta ao SOLAR uma música de Dilermando Reis. Poucos que estavam no teatro Banzeiros na noite de terça feira conhecem a Valsa muito bem Solada pela Simone. Aquilo ali valeu por tudo dos últimos tempos. Valeu Jurandi e Fernanda!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

LENHA NA FOGUEIRA - 06.11.13

Desde ontem Porto Velho está respirando cinema, pois está em pleno andamento do Festcineamazônia  Festival produzido e dirigido pelo casal Jurandir Costa e Fernanda Copanakis. A Mostra competitiva está acontecendo durante o dia todo no Teatro Banzeiros com entrada franca,

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Este ano a direção do Festival convidou a atriz Cristina Lago para atuar como mestre cerimônia. Pra quem não sabe, Cristina saiu de Ouro Preto D’Oeste para atuar em grandes obras cinematográficas brasileiras como “Bruna Surfistinha”. “A Natureza não pode sair de cena”.

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A atriz Cristiane Torloni também vem a Porto Velho, receber o troféu Mapinguari como homenageada do Festcine 2013 e o compositor e cantor Jorge Mautner será a atração musical do encerramento. Sem esquecer que no quadro Cinema e Samba será exibido o filme “Noel Rosa o Poeta da Vila”, parceria com a escola de samba Asfaltão que vai acontecer na Taba do Cacique amanhã dia 7.

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Por falar em Asfaltão, a disputa do samba enredo está super. acirrada. A festa vai acontecer no próximo sábado dia 9 no clube do Sindsef a partir das 16h00 com a participação de sete (7) composições, das seguintes parcerias: As Pastoras, Fina Batucada, Mávilo Melo & Misteira, Rudi Prado, Toninnho Tavernard & Marquinhos do Cavaco, Eduardo Tavernard & Anderson e o Trio de Ouro Bainha, Oscar e Zé Baixinho.

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A festa contará a animação do Grupo Só Bambas e o ingresso custa apenas R$ 10,00. A mesa do Júri foi escolhida pelos compositores caindo à escolha nos seguintes nomes: Beto Cezar, José Luiz Machado de Assis (Torrado), Walber Gomes, Padoca da Fina Flor do Samba, Sandro Sarara, Zezinho Maranhão e Elcio Marinho (carnavalesco).

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Como estava dizendo, sábado durante a Roda de Samba do Beto Cezar no Mercado Cultural aconteceu uma espécie de prévia do samba enredo do Asfaltão com as parcerias presentes apresentando o Refrão de seus sambas.

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Mesmo sendo um negócio apenas para divulgação, o “pau” quase comeu entre as parcerias, pois cada uma é claro, puxava a brasa para sua sardinha e saia proclamando que o público gostou mais do seu refrão o que era contestado pelas demais parcerias.

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Entre os que tiveram coragem para mostrar o Refrão contamos como o Misteira o mais empolgado, Toninho Tavernard que aposta as fichas na parceria com o Adalto Magalha que ligou do Rio de Janeiro pedindo para tirarem o seu nome da parceria por problemas de contrato. Então o samba fica apenas com a assinatura do Toninho e do Marquinhos do Cavaco.

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Depois dessa “caguetagem”, quem cantou o Refrão fora As Pastoras e para finalizar o primeiro round, a parceira Trio de Ouro se apresentou com o Bainha como sempre, criando caso com os músicos.

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Deu pra sentir que a disputa não vai ser fácil na escola de samba Asfaltão, como as parceria podem modificar os sambas até o próximo dia 8, a diretoria da escola achou por bem não divulgar as letras dos sambas concorrentes. “Vai que algum resolva alterar a letra e a melodia” justiçou o presidente Makumbinha.

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O certo é que pelo menos a torcida organizado do Trio de Ouro comandada pelo Tatá já está se mobilizando, vi o ex- presidente da Fundação Iaripuna negociando preço de impressão de prospectos com a letra do samba do Trio, em uma gráfica da cidade.

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As Pastoras, segundo dizem pelos bastidores, estão esperando um tal de “Negão” do Educandos quem vem de Manaus interpretar o samba delas.

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Quer dizer, a disputa na escola de samba Asfaltão vai ser o “Tigre!”

DIPLOMATAS 55 ANOS FAZENDO SAMBA



A escola de samba Os Diplomatas comemorou na última segunda feira dia 4, na Casa da Cultura Ivan Marrocos, 55 anos de fundação, com show da bateria e do casal de mestre sala Cristiano e Porta Bandeira Fernanda Eirado. Com o José Monteiro Souza atuando como cerimonialista anunciou a apresentação da bateria comandada pelo mestre Willian Maturim e dos puxadores de samba Edgley Queiroz e Ataíde Júnior acompanhados pelo músico Walber do Cavaco que apresentaram os melhores sambas enredos da escola durante esses 55 anos.
O presidente Marcel Fabiano e toda sua diretoria receberam os representantes das escolas, São João Batista Banana Split, Armário Grande Cristina Davis, Império do Samba Waldomiro Mirim e Asfaltão Reginaldo Makumbinha além da deputada estadual Epifania Barbosa. Para surpresa dos dirigentes da Diplomatas diretamente de Manaus chegou para prestigiar o acontecimento, o sambista Rogério que nada-mais nada-menos é o filho caçula do principal fundador da escola saudoso Valério Souza que compareceu acompanhado do Manoel Carneiro o primeiro tocador de surdo da agremiação.
A escola de samba Os diplomatas foi criado no dia 4 de novembro de 1958, pelos foliões Valério de Souza e seu filho Ricardo mais os sambistas Waldemir Pinheiro da Silva – Bainha e Antônio Chagas Campos – Cabeleira e Dona Jóia esposa do Valério. A reunião aconteceu na casa do Valério que ficava à rua Joaquim Nabuco sub esquina com a Almirante Barroso no bairro Santa Bárbara. Logo após decidirem pela criação da escola de samba se dirigiram a residência do senhor Tário de Almeida Café que ocupava um cargo de destaque na prefeitura de Porto Velho e o convidaram para presidir a agremiação recém idealizada, Café condicionou seu aceite, desde que o nome da agremiação fosse “Prova de Fogo”, uma homenagem ao bloco carnavalesco pelo qual brincava quando residia em Fortaleza Ceará, sua sugestão foi aceita e a escola desfilou no carnaval de 1959 com o nome de Prova de Fogo. No ano seguinte o sambista Agostinho Reis popularmente conhecido como Bizugudo recém chegado de Belém (PA), sugeriu que a escola passasse a se chamar Universidade dos Diplomatas do Samba o que também foi aceito. Em meados da década de 1960, mais uma vez o nome da agremiação mudou, por sugestão do Bainha passou a ser denominada “Os Diplomatas” nome que perdura até os dias de hoje.

Durante a festa em comemoração aos 55 anos de fundação, a diretoria da escola apresentou o novo casal de Mestre Sala e Porta Bandeira Cristiano & Fernanda Eirado. “Durante minha gestão sempre procurei inovar e isso vem dando certo, desta feita trago como novidade o novo casal de Mestre Sala & Porta Bandeira que com apenas dois ensaios mostrou que será uma dos melhores no próximo carnaval”, disse o presidente Fabiano.
Estava marcada para aquela noite, a apresentação do samba enredo 2014, sobre o tema “Gigante de Três Cabeças” pesquisado pelo carnavalesco João José e com o samba de autoria do Carlinhos Maracanã, Cristóvão Nascimento e Walber do Cavaco. “Infelizmente não tivemos tempo para ensaiar o samba e por isso sua apresentação fica para outra oportunidade”, justiçou o interprete Edgley Queiroz. Após o canto do Parabéns, foi servido coquetel, acompanhado de salgadinhos.

Parabéns aos Diplomatas do Samba pela passagem de seus 55 anos de muito samba.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

LENHA NA FOGUEIRA - 05.11.13

“É com satisfação que apresento à comunidade intelectual de Rondônia e aos leitores de um modo geral um trabalho sobre a Professora Marise Magalhães Costa Castiel, personalidade da maior importância no processo de desenvolvimento e expansão da educação, bem como na formação embrionária da cultura rondoniense. O nome da Professora Marise Castiel foi condenado ao ostracismo do esquecimento por quem deveria reverenciá-lo: a sucessão contínua de autoridades constituídas deste estado e deste município; isto considero inaceitável, assim como considero inaceitável o esquecimento a que foram relegados outros importantes pioneiros desta terra”

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O texto acima, é parte do discurso da escritora Sandra Castiel proferido na Casa da Cultural Ivan Marrocos durante o lançamento do livro: “Professora Marise Castiel - É Rondônia; Educação, Cultura e Política” na noite da última sexta feira 1°.
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Aliás, o lançamento do livro da Sandra se transformou numa verdadeira festa de carnaval, com praticamente todos os presentes, cantando os sambas enredos de autoria do Silvio Santos (maioria) e do Bainha, para os temas enredos criados pela professora Marise Castiel para a escola de samba Pobres do Caiari.

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As “jovens” sambistas, agora acima dos sessenta anos, não deixaram a peteca cair e a cada refrão sambavam, como se estivessem desfilando pela azul e branco super campeã do nosso carnaval. Marise Castiel criou grandes temas para a Caiari como “Sinhá Moça e a Abolição” o primeiro enredo a ser apresentado por uma escola de samba de Porto Velho em 1970. Depois veio “Isto é Brasil”, “Brasil Esplendor das Três Raças”, “Odoiá Bahia”, “Mundo da Criança (Bom Velinho)”; “Adeus, Meu Território Adeus”, “As Forças da Natureza”; Ceará – Lendas, Rendas e Crença (Ceará de Iracema); “Meu Brasil Brasileiro de Ananás, Canzuá e Pandeiro” e “Sobre o Límpido Azul do Céu”, que foi o último enredo de dona Marise para a Caiari.

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Com toda essa bagagem, não existe em Rondônia e em especial em Porto Velho e Guajará Mirim, nenhum logradouro público como o nome de Marise Castiel. Daí a indignação da Sandra em seu discurso.

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Senhores vereadores, deputados estaduais, prefeitos e governador, ainda há tempo para corrigir tamanha falta de consideração para com a professora Marise Castiel. Aproveitem o embalo do lançamento do livro da Sandra e façam justiça!

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Por falar nisso, hoje dia 5 de novembro, é o Dia Nacional da Cultura. Por gentileza, não me venham com aquela frase: “No dia da Cultura, não temos o que comemorar”.

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Pois apesar da falta de apoio dos governos, em Rondônia e principalmente em Porto Velho o ano de 2013 tem sido dos mais promissores.

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Tivemos entre outras atividades culturais: Amazônia Encena na Rua, Festival de Cinema Curta Amazônia, Arrastão de São João; Palco Giratório, Jornada Literária, o Ciclo de Partituras e agora a Mostra de Música do Sesc. Sem falar na programação do Cineoca e outras palestras que aconteceram no Teatro Banzeiros e Sesc Esplanada tudo discutindo cultura assim como as oficinas.

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Noventa e nove por cento desses eventos, não contaram com o apoio do governo, até porque a Secel foi a secretaria mais inoperante este ano.

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Quem ficou esperando pelo governo, principalmente o estadual, ficou a ver navios, como foi o caso dos grupos folclóricos que foram iludidos a se apresentar no Flor do Maracujá com a promessa de que receberiam subsídios via emenda parlamentar e até hoje não receberam nada.

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Os bois de Guajará Mirim ficaram esperando apenas pelo governo e não realizaram o Duelo na Fronteira. Esse negócio de ficar esperando apenas pelo governo, é uma roubada.

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Salve o 5 de novembro dia da Cultura!

FESTA PARA DONA MARISE CASTIEL


O lançamento do livro “Professora Marise Castiel - É Rondônia; Educação, Cultura e Política” da escritora Sandra Castiel Fernandes, literalmente lotou a Casa da Cultura Ivan Marrocos na noite da última sexta feira dia 1°. Amigos da professora Marise e da escritora Sandra, estudantes, historiadores e integrantes da escola de samba Pobres do Caiari e carnavalescos de modo geral, praticamente esgotaram os exemplares da primeira edição do livro, que é recheado da verdadeira história da educação em Rondônia além de parte da história do carnaval de Porto Velho, que no tempo que Marise Castiel participava, era considerado o melhor carnaval de região Norte.

Entre os convidados a fazer parte da mesa, o mestre cerimônia Anísio Goarayebe anunciou o presidente da Academia de Letras de Rondônia professor Dante Ribeiro, Professor Abnael Machado de Lima, Dr. Viriato Moura, Professora Yedda Bozarcov mais o Gerente de Cultura da Secel Joaquim Pedro e o diretor da Casa da Cultura João Carlos Alves. Convidado pela escritora, o Grupo de Samba “Modera Som” convidou os compositores Silvio Santos e Bainha para cantar os sambas

dos enredos da professora Marise para a escola de samba Pobres do Caiari. “Foi uma festa inesquecível” comentou Dilson Machado Fernandes esposo da Sandra Castiel. A fotógrafa Ana Célia Santos registrou os melhores momentos da festa.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

JOÃO CARLOS FERNANDES - DIRETOR DA IVAN MARROCOS


Se insistirmos em chamá-lo pelo nome de batismo João Carlos Alves Fernandes, dificilmente vocês irão saber de quem se trata, inclusive, sua Portaria não foi publicada antes, porque o pessoal responsável pela publicação no Diário Oficial achava que o nome estava errado, pois não constava o Maracanã. É isso mesmo, estamos falando do novo Diretor da Casa da Cultura Ivan Marrocos Carlinhos Maracanã, que mesmo sem ter a Portaria publicada assumiu. “A responsável pelo DRH da Secel me informou que a Portaria foi assinada quinta feira dia 31”. (Justamente no momento que estávamos gravando esta entrevista). “A Eluane pediu que eu indicasse um nome para dirigir a Casa da Cultura e eu me indiquei, ela aceitou e aqui estou eu”. Uma das primeiras ações do Carlinhos Maracanã como Diretor da Ivan Marrocos foi montar sua equipe de trabalho que conta com o João Zoghbi (Artes Plásticas), Selmo Vasconcelos (Literatura), Gilson Castro (Desenho) Tote e Edson Caula (Manutenção). “Vamos manter a agenda deixada pelo Geraldo Cruz que conta com programação até o dia 4 de janeiro daí pra frente, a programação será nossa”. Acompanha como passará a funcionar a Casa da Cultura Ivan Marrocos sob a direção do João Carlos Alves Fernandes – Carlinhos Maracanã.


ENTREVISTA


Zk – Como vai ficar a programação da Casa da Cultura?
Carlinhos Maracanã – Tivemos a preocupação de manter a agenda feita pelo diretor anterior, não só pela pessoa, mas, pela questão do artista que já tinha se preparado. Se não me engano essa agenda termina no dia 4 de janeiro.

Zk – Isso quer dizer que você só poder realizar algum evento depois do dia 4 de janeiro?
Carlinhos Maracanã – Não é bem assim! Primeiro estamos montando nossa equipe cujo principal objetivo nesse momento, é preparar o Calendário de Eventos para 2014.

Zk – Inclusive estamos informados que uma de suas primeiras ações será a realização da Semana da Consciência Negra. Como é que vai acontecer essa comemoração?
Carlinhos Maracanã – O Zoghbi é o branco mais preto que existe em Rondônia. Há muitos anos fizemos esse trabalho na Casa da Cultura e como ele tinha reservado a data de 20 de novembro que é o dia da Consciência Negra, juntou a fome com a vontade de comer. Apesar de não podermos realizar a peça “Zumbi”, que foi escrita pelo Zoghbi, eu e o Nazareno que está dependendo apenas de patrocínio, vamos colocar em prática algumas ações.

Zk – Você pode adiantar a programação?
Carlinhos Maracanã – As atividades irão começar no dia 16 de novembro com a exposição de 40 quadros que foram doados pelo Cláudio Vrena e o Zoghbi sugeriu que o próprio Vrena faça uma escultura de Zumbi em cerâmica, durante a exposição e o Selmo Vasconcelos sugeriu que fizéssemos uma alusão entre os Barbadianos e os Haitianos. A programação vai acontecer do dia 16 ao dia 20 de novembro na Casa da Cultura Ivan Marrocos.

Zk – Além do Selmo Vasconcelos quais outras pessoas fazem parte de sua equipe?
Carlinhos Maracanã – É aquela história, ninguém sabe de tudo, então convidei as seguintes pessoas para me ajudar na administração da Ivan Marrocos: João Zoghbi será o responsável pelas artes plásticas; O Selmo Vasconcelos vai cuidar da parte da literatura; convidei o Gilson Castro, pois quero que ele coordene as Oficinas de Desenho, tenho também o Augusto que a gente chama de Tote e o Edson Caula que se autodenominam como Peões da Casa que vão cuidar do prédio como um todo. Temos a garantia da nossa superintendente, juntamente com o gerente de cultura Kim de dar um visual diferenciado para o “Quintal” da casa onde faremos funcionar as oficinas, logicamente que a pretensão é cobrir aquela parte que chamamos de quintal, é claro que não vamos esquecer das nossas rodas de samba, chorinho, bolero, rock, valsa etc.

Zk – É verdade que neste dia 4 segunda feira, a festa de aniversário da Diplomatas do Samba vai ser na Ivan Marrocos?
Carlinhos Maracanã – É verdade sim. A Diplomatas do Samba vai promover o lançamento do samba enredo para o carnaval de 2014 que por sinal, é de minha autoria. Quer dizer, a festa dos 55 anos da escola de samba Os Diplomatas acontecerá segunda feira dia 4, na Casa da Cultura Ivan Marrocos. A Diplomatas foi criada no dia 4 de novembro de 1958. Aliás, não é a primeira vez que a Casa recebe uma escola de samba, recentemente a escola Asfaltão apresentou seu enredo durante coquetel servido na Ivan e agora, será a vez da Diplomatas, isso quer dizer, que estamos abertos para todos os segmentos culturais.

Zk – Como surgiu o convite para você assumir a Casa da Cultura
Carlinhos Maracanã – Certo dia a secretária Eluane Martins perguntou se eu tinha o nome de alguma pessoa para dirigir a Casa da Cultura porque ela estava montando sua equipe de trabalho e gostaria de colocar alguém de sua confiança na Casa. Respondi da seguinte maneira: Se eu lhe der um nome e a pessoa não corresponder a senhora vai cobrar de mim. Então faço o seguinte: em vez de indicar eu me indico! E ela perguntou e você aceita? – Aceito! E ela – então vamos tocar o barco. Conversei com o Geraldo Cruz que pediu que eu assumisse logo, pois há três anos não sabia o que era gozar férias e então, com a aquiescência da Eluane assumi a Casa mesmo antes de sair a Portaria. Repito, mantendo toda a agenda deixada pelo Geraldo. Lembrando que 2014 festejaremos os 20 anos da Casa da Cultura.

Zk – Tem um Projeto que você já realizou, inclusive na Casa da Cultura. Sabe do que estou falando?
Carlinhos Maracanã – É o Salão do Humor. Inclusive o trabalho vencedor foi o do artista Joeser Alvarez “Zekatraca do Papo Amarelo”. O secretário Emerson Castro pediu que voltássemos a realizar o Salão de Artes de Rondônia – SART e dentro da programação do SART vamos realizar o 4º Salão do Humor no mesmo formato, ou seja, com as Artes Gráficas, os Desenhos e todas as nuances da questão do humor. Na literatura vamos criar um espaço na biblioteca que é o Cantinho da Leitura no qual daremos o nome de José Hailton – Bahia uma homenagem ao grande poeta que por aqui passou.

Zk – Como foi que você veio parar em Rondônia?
Carlinhos Maracanã – O capitão Bira era meu amigo em Brasília e veio pra cá como comandante da polícia em Cacoal. No dia 12 de fevereiro de 1982 parti de Brasília rumo a Cacoal pra ficar na casa do Bira. Naquele tempo a BR-364 praticamente não existia, era um lamaçal só, tanto que saí de Brasília numa segunda feira e cheguei aqui num sábado. Eu cansado de tanto descer e subir para empurrar o ônibus nos atoleiros, passei dormindo por Cacoal e vim parar em Porto Velho e não consegui sair mais. Entre tantas pessoas que conheci na época destaco a família do Athaíde que me abrigou, conheci o Hiran Brito Mendes que me apresentou a dona Marise Castiel e você que depois me levou para trabalhar na rádio Caiari e depois Parecis. Gosto de lembrar na primeira vez que entrei no ar: Você me convidou para ir até o estúdio da rádio e quando o programa entrou no ar, você disse, me espera aí que vou tomar um café lá embaixo que era a lanchonete do Roberto Saci e não voltou mais, o sonoplasta que era o Moacir Lamego quando terminou de tocar a música acendeu a luz do estúdio e fez sinal pra eu falar e eu não sabia o que dizer e ele insistiu: “Fala alguma coisa pros ouvintes” e assim comecei no rádio rondoniense, graças a você.

Zk – É verdade que você pediu demissão do governo por não ter nada o que fazer?
Carlinhos Maracanã – Pois é, consegui emprego na secretaria de administração o Hiran Brito Mendes era meu chefe. Chegava ao serviço lia os jornais e depois não tinha nada o que fazer, quando estava para completar um ano, cheguei e disse pro Hiran que queria ir embora e apesar das ponderações dele, fiz o oficio pedindo demissão do serviço público. Perdi a oportunidade que ser enquadrado como funcionário federal, já pensou! Sai do governo mas não fui embora de Porto Velho, fui fazer samba com um tal de Silvio Santos, Babá e outros bambas, toquei no Reza Forte uma casa de samba freqüentada por muita gente, como Flavio Daniel, Oscar Knight, Bainha e tantos outros.

Zk – E o apelido Maracanã como surgiu?
Carlinhos Maracanã – Ao lado da 17ª Brigada tinha uma boate “Savage” e ali tocavam o Bino Alencar e o Luiz da Cuíca. Certa noite o Luiz me convidou para tocar o surdo que era um instrumento chamado de Maracanã (Surdo Maracanã) e o Bino Alencar então passou a anunciar, ao Violão Bino Alencar, Luiz da Cuíca no Bongô e Carlinhos no Maracanã como o povo brasileiro tem mania de reduzir as coisas, com o tempo deixou o “NO” e ficou apenas Carlinhos Maracanã e hoje é só Maraca.


Zk – Para encerrar. A portaria de nomeação já saiu?
Carlinhos Maracanã – A Lilian que é a responsável por esse setor, me comunicou (quinta feira), que a Portaria Saiu. Então agora sou de fato e de direito Diretor da Casa da Cultura Ivan Marrocos.