A Seresta Cultural começa as
20h00 com a participação dos músicos, Telêmaco (bateria), Ronald Vasconcelos
(guitarra), Tonhão (violão), Silvio e Heitor (percussão e Alkbal Sodré
(teclados). “Apesar do nome, nosso Projeto está aberto para receber cantores de
todos os ritmos”, disse o coordenador Heitor Almeida.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
SERESTA CULTURAL APRESENTA PAULINHO DO POSTO
LENHA NA FOGUEIRA - 07.11.13
O Festcineamazônia 11 anos começou na noite da última terça feira 05,
com o teatro Banzeiros literalmente lotado. A mestre de Cerimônia Cristina
Lagos convidou a subir ao palco os produtores do evento Jurandir Costa e
Fernanda Kopanakis, como escreveu a assessoria de imprensa do festival, “A
noite de abertura teve todos os ingredientes pra ficar na memória”
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Principalmente pela exibição do documentário “DAMOCRACY” um filme que
pela primeira vez relaciona dois grandes desastres humanitários e ambientais em
andamento, perpetrados por governos de dois países: no Brasil a hidrelétrica de
Belo Monte, no rio Xingu (PA) e na Turquia a hidrelétrica de Llisu, no rio
Tigre. Dirigido pelo premiado documentarista canadense Todd Southgate e narrado
pela atriz Letícia Sabatella.
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Sugiro aos amigos Jurandir e Fernanda e a equipe do Festcineamazônia que
continue exibindo o documentário “Damocracy” todos os dias em todas as
aberturas, ou seja, à tarde e a noite e se possível, também exibir nas demais
programações como: Cinema no Terreiro, na Escola. No Samba etc.
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É preciso desmascarar os que fazem apologia positiva a construção de
hidrelétricas nos principais rios do mundo. Vamos mostrar o quanto esses
empreendimentos são prejudiciais ao meio ambiente, ao social, e principalmente
à saúde do povo.
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Por nossos governantes verem apenas os cifrões, hoje a população
ribeirinha das margens do rio Madeira que vive entre a Vila de Jirau a Calama,
sofre com as barragens das usinas de Santo Antonio e Jirau.
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Os entendidos no assunto barragem, dizem que o problema das ANDORINHAS
que estão sujando o centro histórico de Porto Velho, tem a ver com a construção
das Usinas do Madeira.
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A respeito disso o Dr. Paulinho Rodrigues o multimídia enviou o seguinte
e-mail:
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Meu nobre escriba José Katraca. Apesar de silente, acompanho os
movimentos, sejam culturais, os “meia boca” e as revoadas. Primeiro, o sistema
de áudio instalado na confluência das ruas Joaquim Nabuco com a 7 de Setembro,
imita o som de falconiformes do gênero Áquila e não de patos (aves anatídeas).
Patos sim, são prestadores de serviços que trabalham com dignidade e são “engabelados”.
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Quanto as
andorinhas (aves hirundinídeas), em seu anual e migratório deslocamento pelos continentes
(outrora em número bem inferior ao de agora), ocupavam (minguadamente) as
árvores em frente ao Mercado Municipal. Com o advento do projeto BARRAJEIRO, as
fendas, grutas e cavernas que serviam de dormitório, então encravadas na
Cachoeira de Santo Antônio, desapareceram, aniquilando
o habitat natural desses passariformes.
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Tal “merda” como escrevestes, é mais um dos “ECOS DO MADEIRA”. O ônus,
herança mais do que fedorenta e maldita, fica para nós limparmos... (Abs. Paulinho
Rodrigues).
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Pois é meu amigo Paulinho. É
por isso que estamos sugerindo a produção do Festcineamazônia que exiba todos
os dias e em todos os locais que o Festival esteja acontecendo o documentário
“Damocracy”. Se você não assistiu procura assistir pra saber sobre o que estão
fazendo com os nossos rios e em consequência com a população que depende deles.
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Agora, legal mesmo na
abertura do Festcineamazonia 2013, foi o inicio da apresentação da cantora
Simone Guimarães. Ela me levou para a década de sessenta ao SOLAR uma música de
Dilermando Reis. Poucos que estavam no teatro Banzeiros na noite de terça feira
conhecem a Valsa muito bem Solada pela Simone. Aquilo ali valeu por tudo dos
últimos tempos. Valeu Jurandi e Fernanda!
terça-feira, 5 de novembro de 2013
LENHA NA FOGUEIRA - 06.11.13
Desde ontem Porto Velho está respirando
cinema, pois está em pleno andamento do Festcineamazônia Festival produzido e dirigido pelo casal
Jurandir Costa e Fernanda Copanakis. A Mostra competitiva está acontecendo
durante o dia todo no Teatro Banzeiros com entrada franca,
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Este ano a direção do Festival convidou a
atriz Cristina Lago para atuar como mestre cerimônia. Pra quem não sabe,
Cristina saiu de Ouro Preto D’Oeste para atuar em grandes obras
cinematográficas brasileiras como “Bruna Surfistinha”. “A Natureza não pode
sair de cena”.
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A atriz Cristiane Torloni também vem a Porto
Velho, receber o troféu Mapinguari como homenageada do Festcine 2013 e o
compositor e cantor Jorge Mautner será a atração musical do encerramento. Sem
esquecer que no quadro Cinema e Samba será exibido o filme “Noel Rosa o Poeta
da Vila”, parceria com a escola de samba Asfaltão que vai acontecer na Taba do
Cacique amanhã dia 7.
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Por falar em Asfaltão, a disputa do samba
enredo está super. acirrada. A festa vai acontecer no próximo sábado dia 9 no
clube do Sindsef a partir das 16h00 com a participação de sete (7) composições,
das seguintes parcerias: As Pastoras, Fina Batucada, Mávilo Melo &
Misteira, Rudi Prado, Toninnho Tavernard & Marquinhos do Cavaco, Eduardo
Tavernard & Anderson e o Trio de Ouro Bainha, Oscar e Zé Baixinho.
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A festa contará a animação do Grupo Só Bambas
e o ingresso custa apenas R$ 10,00. A mesa do Júri foi escolhida pelos
compositores caindo à escolha nos seguintes nomes: Beto Cezar, José Luiz
Machado de Assis (Torrado), Walber Gomes, Padoca da Fina Flor do Samba, Sandro
Sarara, Zezinho Maranhão e Elcio Marinho (carnavalesco).
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Como estava dizendo, sábado durante a Roda de
Samba do Beto Cezar no Mercado Cultural aconteceu uma espécie de prévia do
samba enredo do Asfaltão com as parcerias presentes apresentando o Refrão de
seus sambas.
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Mesmo sendo um negócio apenas para
divulgação, o “pau” quase comeu entre as parcerias, pois cada uma é claro,
puxava a brasa para sua sardinha e saia proclamando que o público gostou mais
do seu refrão o que era contestado pelas demais parcerias.
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Entre os que tiveram coragem para mostrar o
Refrão contamos como o Misteira o mais empolgado, Toninho Tavernard que aposta
as fichas na parceria com o Adalto Magalha que ligou do Rio de Janeiro pedindo
para tirarem o seu nome da parceria por problemas de contrato. Então o samba
fica apenas com a assinatura do Toninho e do Marquinhos do Cavaco.
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Depois dessa “caguetagem”, quem cantou o Refrão
fora As Pastoras e para finalizar o primeiro round, a parceira Trio de Ouro se
apresentou com o Bainha como sempre, criando caso com os músicos.
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Deu pra sentir que a disputa não vai ser
fácil na escola de samba Asfaltão, como as parceria podem modificar os sambas
até o próximo dia 8, a diretoria da escola achou por bem não divulgar as letras
dos sambas concorrentes. “Vai que algum resolva alterar a letra e a melodia”
justiçou o presidente Makumbinha.
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O certo é que pelo menos a torcida organizado
do Trio de Ouro comandada pelo Tatá já está se mobilizando, vi o ex- presidente
da Fundação Iaripuna negociando preço de impressão de prospectos com a letra do
samba do Trio, em uma gráfica da cidade.
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As Pastoras, segundo dizem pelos bastidores,
estão esperando um tal de “Negão” do Educandos quem vem de Manaus interpretar o
samba delas.
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Quer dizer, a disputa na escola de samba
Asfaltão vai ser o “Tigre!”
DIPLOMATAS 55 ANOS FAZENDO SAMBA
O presidente Marcel Fabiano
e toda sua diretoria receberam os representantes das escolas, São João Batista
Banana Split, Armário Grande Cristina Davis, Império do Samba Waldomiro Mirim e
Asfaltão Reginaldo Makumbinha além da deputada estadual Epifania Barbosa. Para
surpresa dos dirigentes da Diplomatas diretamente de Manaus chegou para
prestigiar o acontecimento, o sambista Rogério que nada-mais nada-menos é o
filho caçula do principal fundador da escola saudoso Valério Souza que
compareceu acompanhado do Manoel Carneiro o primeiro tocador de surdo da agremiação.
A escola de samba Os
diplomatas foi criado no dia 4 de novembro de 1958, pelos foliões Valério de
Souza e seu filho Ricardo mais os sambistas Waldemir Pinheiro da Silva – Bainha
e Antônio Chagas Campos – Cabeleira e Dona Jóia esposa do Valério. A reunião
aconteceu na casa do Valério que ficava à rua Joaquim Nabuco sub esquina com a
Almirante Barroso no bairro Santa Bárbara. Logo após decidirem pela criação da
escola de samba se dirigiram a residência do senhor Tário de Almeida Café que
ocupava um cargo de destaque na prefeitura de Porto Velho e o convidaram para
presidir a agremiação recém idealizada, Café condicionou seu aceite, desde que
o nome da agremiação fosse “Prova de Fogo”, uma homenagem ao bloco carnavalesco
pelo qual brincava quando residia em Fortaleza Ceará, sua sugestão foi aceita e
a escola desfilou no carnaval de 1959 com o nome de Prova de Fogo. No ano
seguinte o sambista Agostinho Reis popularmente conhecido como Bizugudo recém chegado
de Belém (PA), sugeriu que a escola passasse a se chamar Universidade dos Diplomatas
do Samba o que também foi aceito. Em meados da década de 1960, mais uma vez o
nome da agremiação mudou, por sugestão do Bainha passou a ser denominada “Os
Diplomatas” nome que perdura até os dias de hoje.
Durante a festa em
comemoração aos 55 anos de fundação, a diretoria da escola apresentou o novo
casal de Mestre Sala e Porta Bandeira Cristiano & Fernanda Eirado. “Durante
minha gestão sempre procurei inovar e isso vem dando certo, desta feita trago
como novidade o novo casal de Mestre Sala & Porta Bandeira que com apenas
dois ensaios mostrou que será uma dos melhores no próximo carnaval”,
disse o presidente Fabiano.
Estava marcada para aquela
noite, a apresentação do samba enredo 2014, sobre o tema “Gigante de Três
Cabeças” pesquisado pelo carnavalesco João José e com o samba de autoria do
Carlinhos Maracanã, Cristóvão Nascimento e Walber do Cavaco. “Infelizmente não tivemos tempo
para ensaiar o samba e por isso sua apresentação fica para outra oportunidade”,
justiçou o interprete Edgley Queiroz. Após o canto do Parabéns, foi servido
coquetel, acompanhado de salgadinhos.
Parabéns aos Diplomatas do
Samba pela passagem de seus 55 anos de muito samba.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
LENHA NA FOGUEIRA - 05.11.13
“É com
satisfação que apresento à comunidade intelectual de Rondônia e aos leitores de
um modo geral um trabalho sobre a Professora Marise Magalhães Costa Castiel,
personalidade da maior importância no processo de desenvolvimento e expansão da
educação, bem como na formação embrionária da cultura rondoniense. O nome da Professora Marise Castiel
foi condenado ao ostracismo do esquecimento por quem deveria reverenciá-lo: a
sucessão contínua de autoridades constituídas deste estado e deste município;
isto considero inaceitável, assim como considero inaceitável o esquecimento a
que foram relegados outros importantes pioneiros desta terra”
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O texto acima, é parte do
discurso da escritora Sandra Castiel proferido na Casa da Cultural Ivan
Marrocos durante o lançamento do livro: “Professora
Marise Castiel - É Rondônia; Educação, Cultura e Política” na noite da
última sexta feira 1°.
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Aliás, o lançamento do livro
da Sandra se transformou numa verdadeira festa de carnaval, com praticamente
todos os presentes, cantando os sambas enredos de autoria do Silvio Santos
(maioria) e do Bainha, para os temas enredos criados pela professora Marise
Castiel para a escola de samba Pobres do Caiari.
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As “jovens” sambistas, agora
acima dos sessenta anos, não deixaram a peteca cair e a cada refrão sambavam, como
se estivessem desfilando pela azul e branco super campeã do nosso carnaval.
Marise Castiel criou grandes temas para a Caiari como “Sinhá Moça e a Abolição”
o primeiro enredo a ser apresentado por uma escola de samba de Porto Velho em
1970. Depois veio “Isto é Brasil”, “Brasil Esplendor das Três Raças”, “Odoiá
Bahia”, “Mundo da Criança (Bom Velinho)”; “Adeus, Meu Território Adeus”, “As
Forças da Natureza”; Ceará – Lendas, Rendas e Crença (Ceará de Iracema); “Meu
Brasil Brasileiro de Ananás, Canzuá e Pandeiro” e “Sobre o Límpido Azul do
Céu”, que foi o último enredo de dona Marise para a Caiari.
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Com toda essa bagagem, não
existe em Rondônia e em especial em Porto Velho e Guajará Mirim, nenhum
logradouro público como o nome de Marise Castiel. Daí a indignação da Sandra em
seu discurso.
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Senhores vereadores,
deputados estaduais, prefeitos e governador, ainda há tempo para corrigir
tamanha falta de consideração para com a professora Marise Castiel. Aproveitem
o embalo do lançamento do livro da Sandra e façam justiça!
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Por falar nisso, hoje dia 5
de novembro, é o Dia Nacional da Cultura. Por gentileza, não me venham com
aquela frase: “No dia da Cultura, não temos o que comemorar”.
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Pois apesar da falta de
apoio dos governos, em Rondônia e principalmente em Porto Velho o ano de 2013
tem sido dos mais promissores.
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Tivemos entre outras atividades
culturais: Amazônia Encena na Rua, Festival de Cinema Curta Amazônia, Arrastão
de São João; Palco Giratório, Jornada Literária, o Ciclo de Partituras e agora
a Mostra de Música do Sesc. Sem falar na programação do Cineoca e outras
palestras que aconteceram no Teatro Banzeiros e Sesc Esplanada tudo discutindo
cultura assim como as oficinas.
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Noventa e nove por cento
desses eventos, não contaram com o apoio do governo, até porque a Secel foi a
secretaria mais inoperante este ano.
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Quem ficou esperando pelo
governo, principalmente o estadual, ficou a ver navios, como foi o caso dos
grupos folclóricos que foram iludidos a se apresentar no Flor do Maracujá com a
promessa de que receberiam subsídios via emenda parlamentar e até hoje não
receberam nada.
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Os bois de Guajará Mirim ficaram
esperando apenas pelo governo e não realizaram o Duelo na Fronteira. Esse
negócio de ficar esperando apenas pelo governo, é uma roubada.
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Salve o 5 de novembro dia da
Cultura!
FESTA PARA DONA MARISE CASTIEL
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
JOÃO CARLOS FERNANDES - DIRETOR DA IVAN MARROCOS
Se
insistirmos em chamá-lo pelo nome de batismo João Carlos Alves Fernandes,
dificilmente vocês irão saber de quem se trata, inclusive, sua Portaria não foi
publicada antes, porque o pessoal responsável pela publicação no Diário Oficial
achava que o nome estava errado, pois não constava o Maracanã. É isso mesmo,
estamos falando do novo Diretor da Casa da Cultura Ivan Marrocos Carlinhos Maracanã,
que mesmo sem ter a Portaria publicada assumiu. “A responsável pelo DRH da
Secel me informou que a Portaria foi assinada quinta feira dia 31”. (Justamente
no momento que estávamos gravando esta entrevista). “A Eluane pediu que eu
indicasse um nome para dirigir a Casa da Cultura e eu me indiquei, ela aceitou
e aqui estou eu”. Uma das primeiras ações do Carlinhos Maracanã como Diretor da
Ivan Marrocos foi montar sua equipe de trabalho que conta com o João Zoghbi
(Artes Plásticas), Selmo Vasconcelos (Literatura), Gilson Castro (Desenho) Tote
e Edson Caula (Manutenção). “Vamos manter a agenda deixada pelo Geraldo Cruz
que conta com programação até o dia 4 de janeiro daí pra frente, a programação
será nossa”. Acompanha como passará a funcionar a Casa da Cultura Ivan Marrocos
sob a direção do João Carlos Alves Fernandes – Carlinhos Maracanã.
ENTREVISTA
Zk – Como vai ficar a programação da
Casa da Cultura?
Zk – Isso quer dizer que você só
poder realizar algum evento depois do dia 4 de janeiro?
Carlinhos Maracanã – Não é bem assim!
Primeiro estamos montando nossa equipe cujo principal objetivo nesse momento, é
preparar o Calendário de Eventos para 2014.
Zk – Inclusive estamos informados que
uma de suas primeiras ações será a realização da Semana da Consciência Negra.
Como é que vai acontecer essa comemoração?
Carlinhos Maracanã – O Zoghbi é o
branco mais preto que existe em Rondônia. Há muitos anos fizemos esse trabalho
na Casa da Cultura e como ele tinha reservado a data de 20 de novembro que é o
dia da Consciência Negra, juntou a fome com a vontade de comer. Apesar de não
podermos realizar a peça “Zumbi”, que foi escrita pelo Zoghbi, eu e o Nazareno
que está dependendo apenas de patrocínio, vamos colocar em prática algumas
ações.
Zk – Você pode adiantar a
programação?
Carlinhos Maracanã – As atividades
irão começar no dia 16 de novembro com a exposição de 40 quadros que foram
doados pelo Cláudio Vrena e o Zoghbi sugeriu que o próprio Vrena faça uma
escultura de Zumbi em cerâmica, durante a exposição e o Selmo Vasconcelos
sugeriu que fizéssemos uma alusão entre os Barbadianos e os Haitianos. A
programação vai acontecer do dia 16 ao dia 20 de novembro na Casa da Cultura
Ivan Marrocos.
Zk – Além do Selmo Vasconcelos quais
outras pessoas fazem parte de sua equipe?
Carlinhos Maracanã – É aquela
história, ninguém sabe de tudo, então convidei as seguintes pessoas para me
ajudar na administração da Ivan Marrocos: João Zoghbi será o responsável pelas
artes plásticas; O Selmo Vasconcelos vai cuidar da parte da literatura;
convidei o Gilson Castro, pois quero que ele coordene as Oficinas de Desenho,
tenho também o Augusto que a gente chama de Tote e o Edson Caula que se
autodenominam como Peões da Casa que vão cuidar do prédio como um todo. Temos a
garantia da nossa superintendente, juntamente com o gerente de cultura Kim de
dar um visual diferenciado para o “Quintal” da casa onde faremos funcionar as
oficinas, logicamente que a pretensão é cobrir aquela parte que chamamos de
quintal, é claro que não vamos esquecer das nossas rodas de samba, chorinho,
bolero, rock, valsa etc.
Zk – É verdade que neste dia 4 segunda
feira, a festa de aniversário da Diplomatas do Samba vai ser na Ivan Marrocos?
Carlinhos Maracanã – É verdade sim. A
Diplomatas do Samba vai promover o lançamento do samba enredo para o carnaval
de 2014 que por sinal, é de minha autoria. Quer dizer, a festa dos 55 anos da
escola de samba Os Diplomatas acontecerá segunda feira dia 4, na Casa da
Cultura Ivan Marrocos. A Diplomatas foi criada no dia 4 de novembro de 1958.
Aliás, não é a primeira vez que a Casa recebe uma escola de samba, recentemente
a escola Asfaltão apresentou seu enredo durante coquetel servido na Ivan e
agora, será a vez da Diplomatas, isso quer dizer, que estamos abertos para
todos os segmentos culturais.
Zk – Como surgiu o convite para você
assumir a Casa da Cultura
Carlinhos Maracanã – Certo dia a
secretária Eluane Martins perguntou se eu tinha o nome de alguma pessoa para
dirigir a Casa da Cultura porque ela estava montando sua equipe de trabalho e
gostaria de colocar alguém de sua confiança na Casa. Respondi da seguinte maneira:
Se eu lhe der um nome e a pessoa não corresponder a senhora vai cobrar de mim.
Então faço o seguinte: em vez de indicar eu me indico! E ela perguntou e você
aceita? – Aceito! E ela – então vamos tocar o barco. Conversei com o Geraldo
Cruz que pediu que eu assumisse logo, pois há três anos não sabia o que era
gozar férias e então, com a aquiescência da Eluane assumi a Casa mesmo antes de
sair a Portaria. Repito, mantendo toda a agenda deixada pelo Geraldo. Lembrando
que 2014 festejaremos os 20 anos da Casa da Cultura.
Zk – Tem um Projeto que você já
realizou, inclusive na Casa da Cultura. Sabe do que estou falando?
Carlinhos Maracanã – É o Salão do
Humor. Inclusive o trabalho vencedor foi o do artista Joeser Alvarez “Zekatraca
do Papo Amarelo”. O secretário Emerson Castro pediu que voltássemos a realizar
o Salão de Artes de Rondônia – SART e dentro da programação do SART vamos
realizar o 4º Salão do Humor no mesmo formato, ou seja, com as Artes Gráficas,
os Desenhos e todas as nuances da questão do humor. Na literatura vamos criar
um espaço na biblioteca que é o Cantinho da Leitura no qual daremos o nome de
José Hailton – Bahia uma homenagem ao grande poeta que por aqui passou.
Zk – Como foi que você veio parar em
Rondônia?
Carlinhos Maracanã – O capitão Bira
era meu amigo em Brasília e veio pra cá como comandante da polícia em Cacoal.
No dia 12 de fevereiro de 1982 parti de Brasília rumo a Cacoal pra ficar na
casa do Bira. Naquele tempo a BR-364 praticamente não existia, era um lamaçal
só, tanto que saí de Brasília numa segunda feira e cheguei aqui num sábado. Eu
cansado de tanto descer e subir para empurrar o ônibus nos atoleiros, passei
dormindo por Cacoal e vim parar em Porto Velho e não consegui sair mais. Entre
tantas pessoas que conheci na época destaco a família do Athaíde que me
abrigou, conheci o Hiran Brito Mendes que me apresentou a dona Marise Castiel e
você que depois me levou para trabalhar na rádio Caiari e depois Parecis. Gosto
de lembrar na primeira vez que entrei no ar: Você me convidou para ir até o
estúdio da rádio e quando o programa entrou no ar, você disse, me espera aí que
vou tomar um café lá embaixo que era a lanchonete do Roberto Saci e não voltou
mais, o sonoplasta que era o Moacir Lamego quando terminou de tocar a música acendeu
a luz do estúdio e fez sinal pra eu falar e eu não sabia o que dizer e ele
insistiu: “Fala alguma coisa pros ouvintes” e assim comecei no rádio
rondoniense, graças a você.
Zk – É verdade que você pediu
demissão do governo por não ter nada o que fazer?
Zk – E o apelido Maracanã como
surgiu?
Carlinhos Maracanã – Ao lado da 17ª
Brigada tinha uma boate “Savage” e ali tocavam o Bino Alencar e o Luiz da
Cuíca. Certa noite o Luiz me convidou para tocar o surdo que era um instrumento
chamado de Maracanã (Surdo Maracanã) e o Bino Alencar então passou a anunciar,
ao Violão Bino Alencar, Luiz da Cuíca no Bongô e Carlinhos no Maracanã como o
povo brasileiro tem mania de reduzir as coisas, com o tempo deixou o “NO” e
ficou apenas Carlinhos Maracanã e hoje é só Maraca.
Zk – Para encerrar. A portaria de
nomeação já saiu?
Carlinhos Maracanã – A Lilian que é a
responsável por esse setor, me comunicou (quinta feira), que a Portaria Saiu.
Então agora sou de fato e de direito Diretor da Casa da Cultura Ivan Marrocos.
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