sábado, 11 de janeiro de 2020

Surgimentos da Banda do Só Vai Quem Quer – IV

Por Silvio M. Santos


PREPARATIVOS PARA O PRIMEIRO DESFILE

O mês de fevereiro foi totalmente dedicado ao primeiro desfile da Banda do Só Vai Quem Quer. A maioria dos que estavam naquela reunião do Chopão, se dedicou na divulgação do desfile que iria acontecer no dia 28. Além de Narciso, Emilzinho, Nenem, Jurandir, Silvio Santos, Claudio Carvalho; e Evamar Mesquita com Paulo Queiroz que apareciam de vez em quando, outros amigos passaram a comparecer aos finais de tarde no Chaveiro Gold procurando saber o que deveriam fazer para colaborar na organização.
Enquanto a turma se desdobrava para regularizar junto a prefeitura, o Desfile, Manelão me encarregou de entrar em contato com o Mestre Carlos Sifonte da Banda de Música da Guarda Territorial, no sentido de contratá-lo, para que ele  montasse a “Banda” que iria tocar durante o 1º Desfile da Banda do Só Vai Quem Quer.
Fui até o Quartel da Guarda Territorial no bairro Arigolândia e conversei com o Carlos Sifonte que à época, era o Mestre da FURISOSA apelido da Banda de Música da Guarda Territorial. Marcamos uma reunião entre ele e o Manelão para discutir preço, para o final da tarde daquele dia o que aconteceu no Chaveiro Gold.
Tudo devidamente acertado, entre o Maestro e Manelão, partimos para os ensaios da Marchinha Hino composta por mim.
Entreguei ao Mestre uma FITA CASSETE que eu havia gravado com a letra e a melodia da marcha: “Chegou a Banda, a Banda, a Banda. A Banda do Vai Quem Quer; Nós não temos preconceito, Na brincadeira entra quem quiser” ... Isso quer dizer, que o primeiro arranjo da marchinha Hino é de autoria dos músicos da Banda de Música da Guarda Territorial.


Venda das Camisetas

Manelão encarregou as mulheres a tomarem conta da Venda das Camisetas: Ana Castro, Lika, Eliana e dona Julia (1ª esposa do Manelão que de vez em quando marcava presença). 

As CAMISETAS

(Na Banda, sempre chamamos de CAMISETA e não de Abada e tão pouco Camisa). O valor de cada Camiseta ficou estipulado em R$ 5 (CINCO REAIS). Foram colocadas a venda, apenas 500 (Quinhentas) CAMISETAS, que foram confeccionadas nas Cores Amarela e Preto com a arte de J. Pinto (Uma Tuba de onde saiam mulheres peladas).
Apesar da propaganda maciça e da novidade de se ter uma Banda pela primeira vez, desfilando no carnaval de Porto Velho, as vendas não corresponderam as expectativas e olha, que quem comparecesse vestindo a Camiseta da Banda no dia do desfile, teria direito a CERVEJA. Sem saber, a Banda foi o primeiro bloco carnavalesco a oferecer em Porto Velho, o sistema de OPEN BAR.
A respeito dessa história de servir cerveja, o empresário Mikael Esber em entrevista publicada no blog do Zekatraca conta o seguinte:
“Acontece que logo que vocês colocaram o nome na Banda, Manelão ainda relutava em colocar o bloco na rua, questionei por quê? Não tem dinheiro pra fazer, foi quando disse, eu dou a cerveja. No primeiro ano foram 100 caixas e no segundo 200 caixas. Vale salientar que eram caixas com 24 garrafas de 600 ml cada uma. No terceiro ano surgiu a caipirinha porque o dono da distribuidora da cachaça 51, deu 50 caixas de pinga e quem fazia a caipirinha era eu”.

ENSAIO


Manelão sugeriu ao Mestre Carlos Sifonte que todas as sextas feiras a partir das 18 horas, realizasse ensaio na calçada em frente ao Chaveiro Gold na Galeria do Ferroviário. Sifonte montou a “Banda da Banda” com praticamente todos os músicos que tocavam na  Banda de Música da Guarda Territorial. Muitas vezes Manelão se estressava, porque sempre tinha um músico que chegava sem o instrumento e pedia dinheiro pra pagar táxi para ir em casa buscar, no fim dava tudo certo.
Não existia sistema de som nenhum e quem cantava era Eu, Bainha, Baba e o Torrado; era no gogó, o repertório era baseado nas marchinhas tradicionais do carnaval brasileiro, de Porto Velho, só existia a Marchinha Hino da Banda e assim a Banda do Só Vai Quem Quer foi ficando conhecida, todo mundo que passava pelo Chaveiro dava uma parada para assistir o ensaio e até tomar uma cerveja de graça

O DIA DO PRIMEIRO DESFILE

Sábado dia 28 de fevereiro de 1981, amanheceu chovendo, havíamos saído do Chaveiro Gold por volta da meia noite de sexta feira dia 27, naquela sexta não houve ensaio, foi apenas para dividir as equipes que iriam atuar no sábado.
Como sempre acontecia, tomei todas na noite de sexta e amanheci “chirrado”.

A HISTÓRIA DA FAIXA DO JULIO CARVALHO


Manelão conseguiu que o Artista Plástico Júlio Carvalho produzisse uma faixa com mais de DEZ METROS com a frase: “A BANDA SAÚDA O POVO DE PORTOVELHO E PEDE PASSAGEM”.
Eu cheguei ao Chaveiro como postei acima, “Truviscado”, a chuva não parava e quando entrei no Chaveiro, que estava apinhado de voluntários, trabalhando em prol do primeiro desfile, fui até a sala da oficina onde vi aquela FAIXA estendida no chão. Muito ‘doido’, pensei: Se essa faixa ficar aqui vão pisar nela e ‘esculhambar toda pintura’. Sabem o que fiz? ENROLEI a Faixa e levei até a mesa onde estava o Manelão comandando a “massa”. Quando o Gordo viu a FAIXA debaixo do meu braço, quase pula por cima da mesa para me esganar, puto da vida mandou eu colocar “a porra dessa Faixa aberta no chão, filho da puta”, eu pensando que estava preservando a pintura fresca da faixa, passei a esculhambar o Manelão e o negócio fedeu a chifre, mesmo assim, fiz o que ele pediu: Estiquei a Faixa no  chão do Chaveiro e sabe o que vimos? O trabalho do Júlio Carvalho todo perdido, era uma mancha só no MURIM. Manelão me expulsou do Chaveiro e eu fui para o Lanche que existia na Praça dos Engraxates em frente ao Chaveiro e lá fiquei chorando. Lá pelo meio dia, o Gordo me chamou de volta e fizemos as pazes. Me mandou seguir para o Chopão pra acompanhar a entrega da cerveja e o gelo (que era em barra) comprado na fábrica do seu Bessa. E assim fui no Jeep do Manelão dirigido pelo Emilzinho e fiquei no Chopão, onde já havia chegado a cerveja e quem estava tomando conta do “curral” era o amigo Deusdete Moraes de Paula e o seu Bráulio Bigode e é claro supervisionados pelo Iran dono do Chopão.

No próximo capítulo – O PRIMEIRO CARROS DE SOM E A SAÍDA DA BANDA.

sábado, 4 de janeiro de 2020

Surgimento da Banda do Só Vai Quem Quer – III

Criada a Banda do Só Vai Quem Quer
Manoel Mendonça é o presidente


O DIA DA CRIAÇÃO DA BANDA

Muito se tem falado e contado histórias sobre a Banda do Só Vai Quem Quer, porém, jamais se ouviu falar na data daquela farra que começou na noite de sexta feira dia 23 e terminou no sábado dia 24 de janeiro, de 1981.
Então decidimos que a data da fundação ficaria o DIA 24 DE JANEIRO DE 1981 Feriado da Instalação do Município de Porto Velho. Feriado Municipal. Por isso, nossa farra começou na sexta à noite e amanheceu o sábado.

DOMINGO NO SÍTIO

Depois daquela reunião no Chopão, voltamos (eu, Emilzinho, Narciso Freire e Manelão) a nos encontrar, no domingo dia 25, no sítio do Manelão na Colônia Três Buritis (ou Viçosa) na Estrada do Japonês, com as famílias presentes, assim como a Eliana, Lika  e seu Cláudio Carvalho. Foi o dia todo de muita brincadeira, música ao vivo com Jorge Andrade ao violão, banho de igarapé e galinha caipira no almoço.
O interessante, foi que durante o dia todo, ninguém comentou sobre a reunião de sábado, quando foi criada a Banda do Só Vai Quem Quer, portanto, Manelão não ficou sabendo que tinha sido eleito presidente do Bloco.

MANCHETE DO JORNAL O GUAPORÉ

Terça feira 27 de janeiro, na hora do almoço, fui até o Chaveiro Gold que ficava na Galeria do Ferroviário e assim que entrei, Manelão com o Jornal O Guaporé na mão perguntou:
“Que história é essa de ser presidente dessa Banda que vocês criaram? ”.
Acontece que o Evamar Mesquita que participou da reunião de criação da Banda, era o Editor Chefe do O Guaporé e na edição de terça feira, estampou a seguinte manchete na capa do jornal:
Criada a Banda do Só Vai Quem Quer - Empresário Manoel Mendonça – Manelão foi eleito Presidente.

Bom, diante da surpresa do Manelão respondi: É isso mesmo, você foi eleito por unanimidade, presidente da Banda do Só Vai Quem Quer e entre a gente ficou acertado, que não aceitaríamos sua renúncia, o que quer dizer meu amigo, que queira ou não, você agora é o Presidente da Banda!

MANELÃO O VAIDOSO

Diante de minhas explicações, Manelão admitiu assumir a presidência do Bloco e segundo ele, seu nome como empresário e da sua empresa, a partir daquela Manchete do jornal O Guaporé, ficaram expostos, ele teria que fazer alguma coisa, para não cair em descrédito perante a sociedade portovelhense.
Pegou o telefone e ligou para a Empresa Gold em São Paulo da qual era freguês e na qual havia aprendido o oficio de Abridor de Cofre e Chaveiro e solicitou à sua direção, que localizasse uma empresa que trabalhasse com confecção de CAMISETA com ESTAMPA específica. A resposta veio após três dias. Só pediram para enviar o layout da estampa.

J. PINTO – AUTOR DA ESTAMPA DA 1ª CAMISETA


João Otávio Pinto arquiteto respeitadíssimo e carnavalesco por excelência, inclusive, era o responsável pelas alegorias da Escola de Samba Os Pobres do Caiari, foi procurado por Manelão para criar a Estampa da CAMISETA e aceitou.
Pinto desenhou numa Base Amarela, UMA TUBA da qual saiam MULHERES peladas brincando carnaval. Quer dizer, a Banda já nasceu irreverente, pelo menos no que diz respeito a Estampa da Camiseta.

HINO DA BANDA
Narciso Freire

Naquele tempo eu trabalhava no Cartório de Imóveis que ficava na Galeria Central. Meu chefe era nada mais, nada menos, que o Narciso Freire.
Segunda feira dia 26 janeiro de 1981, assim que cheguei no Cartório ele em voz alta, para todos ouvirem falou: “Silvio sua missão na Banda do Só Vai Quem Quer é fazer (compor) a marchinha HINO”. Nesse interim o Gilson Macêdo Dias que trabalhava com a gente, virou e disse: “Narciso, essa música não vai ser feita, pois, a CACHAÇA já comeu o cérebro do Sílvio em consequência, ele não tem mais condição de compor nada”.
Aquelas palavras soaram como uma avalanche de decepção, fiquei realmente chateado com o Gilson, mas, não disse nada, apenas prometi pra mim mesmo, que iria provar que ainda era capaz de compor uma música. Resultado, sexta feira daquela semana, no final do expediente, convidei o Gilson para uma reuniãozinha na mesa do Narciso e cantei a marchinha Hino da Banda: Chegou a Banda a Banda a Banda; A Banda do Vai Quem Quer. Nós não temos preconceito, Na brincadeira entra quem quiser... a turma aplaudiu e eu virei pro Gilson e falei: Tenho ou não condição de compor uma música?

No próximo capítulo – O primeiro desfile da Banda do Só Vai Quem Quer

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Lenha na Fogueira - 04.01.2020


Nosso querido estado de Rondônia completa no dia de hoje 04 de janeiro, 38 anos de instalação.
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Desde aquele 04 de janeiro de 1982, quando o Coronel Jorge Teixeira de Oliveira assumiu oficialmente, como primeiro governador (nomeado) do estado de Rondônia, que havia sido criado no dia 22 de dezembro de 1981, Rondônia não parou de crescer e nos orgulhar de ter nascido rondoniense e reio que a todos que para cá vierem em busca do tão sonhado “Novo Eldorado”.
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Somos de uma riqueza sem comparação. O último governador que realmente pisou na bola, está apagado politicamente do nosso mapa, depois dele como diz o dito popular: Foi só alegria.
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Nesse tempo todo tivemos apenas três governadores cuja base eleitoral foi e é a capital Porto Velho.
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Jerônimo Santana que caiu de paraquedas na política do então Território Federal do Rondônia, ainda na década de 1970 e assumiu como primeiro governador eleito do estado de Rondônia já no final dos anos 1980. (Considerado o pior governador para os servidores estaduais), porém, foi quem transformou os funcionário públicos de Rondônia em Estatutários, eliminando o Regime Celetista. Depois disso, não mais conseguiu se eleger para PN.
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Depois veio o Oswaldo Piana Filho este genuinamente nascido e criado em Porto Velho. Fez bom governo, foi quem criou o Complexo Turístico da Estrada de Ferro Madeira Mamoré; Tudo que ainda existe por ali foi construído no governo de Oswaldo Piana. Linhão começou a levar energia para o estado todo em seu governo. Em nossa opinião seu governo foi dos melhores; Criou o Cheque Salário e passou a pagar o funcionalismo em  dia. Gerônimo tinha deixado tudo atrasado.
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Até hoje, pouca gente ainda não entendeu, o porquê Piana após deixar o cargo de governador, se ausentou da política partidária de Rondônia. Ninguém nunca viu falar, leu em alguma publicação, ouviu no rádio, assistiu na TV algo que desabonasse sua conduta.
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Piana continua morando em Porto Velho e participando da sua vida social discretamente. Gosta de passear pelos pontos turísticos da cidade e frequentar as rodas de amigos apenas de Bermuda e Sandália.
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O atual governador Coronel Marcos Rocha também tem domicilio eleitoral em Porto Velho e segundo comentários, pelos vários blocos do CPA está administrando o estado de Rondônia muito bem.
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Quero ver qual a categoria que está reclamando radicalmente do seu governo. Entra para a história por ter acabado com PACIENTES do Pronto Socorro João Paulo II acomodados no chão do hospital e olha que ele completou apenas UM ANO governando Rondônia. O Funcionalismo tá de sorriso da largura do rosto, pois o pagamento tem saído dentro do mês trabalhado e até antecipado como foi o caso do mês de dezembro.
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Ele é de Porto Velho (reside), assim como a maioria do seu secretariado. Talvez por isso tenha abolido alguns pontos facultativos. Por residirem em Porto Velho os secretários não tem a preocupação de viajar aos finais de semana, para o interior.
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Dizem que Santo de Casa não Faz Milagre... Marco Rocha tá fazendo. É claro que alguma coisa possa ter deixado, por falta de ajuste, de ser realizada, porém, temos que levar em conta que o home tá apenas em seu primeiro ano de mandato.
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Rondônia é um dos estado que mais cresce nesse Brasilzão de meu Deus. Estamos festejando 38 anos de instalação, somos um Estado muito jovem e mesmo assim, não temos inveja de nenhum quatrocentão que existe por aí, com folha de pagamento atrasada a mais de ano.
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O bom, é que nesses 38 anos, nossos governantes levaram  e levam  ao pé da letra, o lema do TEIXEIRÃO. TRABALHO, TRABALHO E TRABALHO.
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...Quando nosso céu se faz moldura, para engalanar a natureza, nós, os Bandeirantes de Rondônia, nos orgulhamos de tanta BELEZA...
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VIVA O ESTADO DE RONDÔNIA!

CARNAVAL Fé... Minhas Crenças... Minha Vida Enredo da escola São João Batista




As escolas de samba de Porto Velho filiadas a Fesec começaram a se movimentar, visando os desfiles previstos para o dia 29 de fevereiro vindouro.
A escola de samba Asfaltão a ultima campeã dos desfiles das escolas de samba de Porto Velho (carnaval de 2018), convida para o primeiro ensaio 2020, com o Esquenta da Bateria Pura Raça, que vai acontecer na tarde deste sábado dia 4, a partir das 15 horas na Tenda do Tigre. “O ensaio é aberto ao público em geral”, informa a diretora Silvia Pinheiro.
A escola Preto e Amarela do Santa Bárbara/N.S. das Graças, vai apresentar na avenida, caso realmente aconteçam os desfiles das escolas de samba o enredo: “Triângulo o Braço do Violão no Carnaval do Asfaltão”, com o samba de autoria das Pastoras.

SÃO JOÃO BATISTA APRESENTA ENREDO


Depois de analisar vários temas apresentados, a coordenação de carnaval da escola de samba Acadêmicos do São João Batista, optou por colocar na avenida em 2020, o enredo do carnavalesco e compositor Aluízio Passos Bentes: “Fé... Minhas Crenças... Minha Vida”, com o samba também de autoria do Bentes.
Aluízio Passos Bentes atualmente reside em Goiânia cidade na qual se encontrou com o interprete Claudio Rocca (Banana), da escola de samba São João Batista e apresentou o samba sobre o tema, já pronto e o cantor da azul e branco gostou e trouxe para a diretoria da escola analisar a possibilidade de ser o enredo da agremiação no carnaval deste ano. Após algumas reuniões o presidente Alberto Rodrigues – Pai Beto bateu o martelo e ficou decidido, que no carnaval deste ano de 2020, a escola vai apresentar na Passarela do Samba Edson Fróis o enredo “Fé... Minhas Crenças... Minha Vida”.
A trajetória do carnavalesco Aluízio Bentes vem de longas datas, começou participando como coautor de alguns enredos da escola Os Pobres do Caiari como o “Empurrando Vai”. Quando o Aparício Carvalho assumiu a presidência passou a ser o carnavalesco oficial e entre tantos temas, criou e participou da composição dos sambas enredos: “Fogo dos Deuses”, “O Catega Caiari” e espetacular “Ilha da Fantasia” sob o Festival de Parintins. Criou enredos e fez samba também para a Escola O Triângulo Não Morreu (do Periquito).
Depois de alguns anos fora do nosso carnaval, Aluízio Bentes volta em grande estilo.
Veja a letra do samba do Bentes para o carnaval deste ano.

FÉ... MINHAS CRENÇAS... MINHA VIDA

De; Aluízio Passos Bentes

Embala eu meu samba
Deixa a emoção fluir
Embala eu meu samba
A Treme Terra Vem pra sacudir
Embala eu meu samba
Deixa a emoção fluir
Embala eu meu samba
São João Batista
Vem pra sacudir

Na palma da minha mão
A Cigana leu o meu destino
Cartomante me falou
Sorte  no jogo, azar no amor
Em cristais acreditei,
Com duendes viajei no meu sonho de menino
Os astros me disseram
Dia de sorte pode apostar
Realejo confirmou, sonho de amor vou realizar

Amor, amor, amor
Felicidade não vai ter igual
Se nessa noite você for                 (BIS)
Pro reinado do meu carnaval

Eu vi resplandecer
Um raio de luz no infinito
Semelhante ao criador
A criatura faz um mundo mais bonito
Religiões diversas
Levam ao céu
Quem não tem maldade
Vestido com as cores do amor
Eu vou, em busca da felicidade.








quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Lenha na Fogueira - 02.01.2020


Ufa! Conseguimos chegar ao ano de 2020, Ano no qual a nossa querida Banda do Vai Quem Quer completa 40 anos desfilando pelas ruas do centro de Porto Velho.
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Ano no qual, festejarei se Deus quiser com um show, os 60 anos de minha primeira composição musical, que foi logo de cara, uma marchinha carnavalesca, isso no carnaval de 1960.
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Ano no qual se tudo der certo, registrarei parte da minha obra musical; cujo acervo, conta com mais de 300 composições. Se eu conseguir o que estou pleiteando, via alguns Editais de Empresas Privadas.
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Vamos gravar nas e disponibilizar nas diversas plataformas musicais, as minhas melhores 20 toadas de boi bumbá, meus 20 melhores sambas de enredo; minhas melhores 20 composições em ritmos como forró, samba de meio de ano, bolero, salsa, reggae, entre outros ritmos.
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Tudo está programado e se está na pauta, tem que ser cumprido. Essa iniciativa deveria ser abraçada pelos nossos órgãos culturais, os que tem compromisso com o nosso patrimônio histórico.
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Pessoas como eu e o Bainha temos muita coisa para deixar para os jovens. Só lembrando, Bainha está com 82 anos e eu com 73 anos de idade.
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Se nossas autoridades não sabem, vamos alerta-las para o fato, de que, entre todos os sambistas antigos de Porto Velho, que fizeram alguma coisa pelo nosso carnaval seja compondo, criando entidades carnavalescas, inclusive promovendo e participando ativamente dos desfiles de escolas de samba e blocos carnavalescos. Só existem dois: Eu e o Bainha.
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Já partiram Bola Sete, Dona Marise Castiel, Leonidas Chester, Babá, Bianor Santos, Auristélio Castiel, Chagas Neto, Manelão e ultimamente o Cabeleira.
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Dos fundadores da Diplomatas só tem o Bainha vivo, da Caiari ainda existem Eu, Zeca Melo e José Carlos Lobo. Agora entre os compositores, só mesmo Eu e o Bainha.
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Quantos sambas enredos cada um fez para suas escolas. Bainha pela Diplomatas e Silvio pelo Caiari? Fizemos sambas para praticamente todas as demais escolas de samba existente em Porto Velho. Levamos o samba de Porto Velho para o interior, Bainha foi fundador da Escola de Samba de Ji Paraná e eu fui campeã por escolas de samba de Rolim de Moura.
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Isso sem contar com a nossa produção musical no naipe marchinhas carnavalescas. Se juntarmos nossa produção musical ultrapassamos as 500 músicas.
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É aí que mora o problema. Pouquíssimas dessas composições estão registrada em Disco ou outra plataforma musical em nossas vozes
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As músicas mais executadas no carnaval, são de nossa autoria mas, em nossa voz, praticamente não temos nada.
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Esse trabalho de registro histórico, pelo menos do meu trabalho, pretendo realizar no decorrer deste ano. Tenho certeza que vai acontecer.
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Não coloquei o Ernesto Melo nesse comentário, porque entre todos nós, ele é o único que tem o trabalhos registrado em DOIS CDS e outras plataformas.
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Que alguém tome a iniciativa de promover via redes sociais a famosa “VAQUINHA”, com o objetivo de registrar nossa produção musical. Falo minha e do Bainha.
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2020 chegou e com ele mais esperança de boas realizações.
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FELIZ ANO NOVO PARA TODOS NÓS!

Mistura Fina arrasta multidão em seu trigésimo sexto desfile


O trigésimo sexto desfile do Bloco Mistura Fina, foi coroado de êxito.
Desde as primeiras horas da tarde do último dia 31 de dezembro de 2019, os foliões começaram a chegar ao Bar Antônio Chulé na esquina das ruas Joaquim Nabuco e Bolívia, no bairro Santa Bárbara, o estoque de Amido de Milho colocado à venda pelos proprietários do Bar logo se esgotou. “Nunca vi uma coisa dessas, apesar de ser um Bloco de Sujo, a gente percebe que os foliões seguem a risca a recomendação da coordenação e aderem à brincadeira de “melar” os outros de maisena”, se admirava o turista que veio do interior passar o réveillon em Porto Velho.
O grupo musical escalado para fazer o esquenta antes do inicio do desfile, preferiu um repertório com marchinhas tradicionais e sambas que antigamente eram chamados de “Samba de Meio de Ano”, com os interpreses Torrado, Waldison Pinheiro, Torrado, Silvio e Bainha além de Walber e do Nilson do Cavaco se reversando, o naipe de metais dava o suporte e os foliões, enquanto aguardavam a saída do bloco se esbaldavam brincado carnaval nas ruas mais que lotadas.

MUDANÇA NO PERCURSO
 
Só jornalistas
Por volta das 18 horas, assim que o sol baixou no horizonte, a coordenadora Silvia Pinheiro convocou os foliões a se posicionarem na rua Joaquim Nabuco: “Nosso desfile vai começar já já”. As Pastoras do Asfaltão entoaram as marchas rancho: Abre Alas, Bandeira Branca e Máscara Negra e o bloco começou a desfilar, aí quem tomou conta do repertório de marchinhas e samba enredo foram os interpretes Waldison Pinheiro, Bainha e Silvio Santos. Mais tarde, Torrado assume o comando e canta vários sambas de enredo. Quem também fez parte do carro de som foi o cantor Sandro Bacelar e enquanto a bateria Pura Raça comandada pelos mestres Danilo e Negão segurava o ritmo, colocando os foliões brincando cada vez, com mais euforia.
Em virtude do avançado da hora, a coordenação do bloco resolveu reduzir o percurso do desfile e, ao em vez de seguir até a Carlos Gomes subiu a Sete de Setembro retornando ao ponto de partida pelas ruas Nações Unidas e Bolívia.
Não temos como confirmar a quantidade de foliões que participaram do Mistura Fina 2019, porém, pela experiência de estarmos brincando nesse bloco, desde o primeiro desfile em 1983, posso estimar, que mais de Duas Mil Pessoas desfilaram no Mistura Fina. “Gostaria de agradecer a Funcultural de Porto Velho que nos proporcionou o carro de som e em especial, a todos os foliões que prestigiaram mais um desfile do nosso bloco se portando de maneira ordeira. Não foi registrado nenhum acidente ou incidente”, agradeceu Sílvia Pinheiro.

RÉVEILLON 2020 Festa da Virada supera expectativas ao registrar público recorde


A Prefeitura de Porto Velho realizou o show da virada do ano, com imenso sucesso. Teve início às 19 horas, do dia 31 de dezembro de 2019 e terminou próximo às 5 horas do dia 1º. de janeiro de 2020.
Milhares de pessoas entre crianças, jovens, adultos e idosos, prestigiaram a festa.
“Agradeço ao prefeito Hildon Chaves que confiou a coordenação do evento à Funcultural em que a equipe de servidores da Fundação souberam organizar com muita competência” disse Ocampo Fernandes. Também não podemos deixar de agradecer a participação das unidades municipais como a COMDECON, GABINETE DO PREFEITO, SEMUSB, SEMDESTUR, SEMA, SEMPOG, EMDUR, DEFESA CÍVIL e SEMTRAN assim como a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros.  “Em nome do Prefeito Hildon Chaves parabenizar a população da Capital e de outros munícipios do Estado que estiveram na festa, assim como, amazonenses de Humaitá e turistas do estado do Acre” disse Ocampo prosseguindo: “Cada vez mais temos satisfação de afirmar que nossos artistas e músicos de Porto Velho estão à altura de qualquer evento de grande porte, e assim, agradecemos a participação dos artistas e bandas: DJ Alan Pop, Edineide Souza e Banda, Banda Conexão, Grupo Kizomba, Grupo Doce Melodia, Carol Paz e Carol Baby”Parabéns e obrigado a todos, registra Ocampo Fernandes.
O show esperado da virada do ano ficou por conta da cantora Paula Mattos que fez um show que levantou o público presente. Show que só foi possível por empenho da deputada federal Mariana Carvalho e do vereador Maurício Carvalho que se empenharam junto ao Ministério do Turismo para viabilizar a vinda da cantora.
Independente do sucesso dos artistas locais e nacionais, o maior espetáculo, o mais aplaudido foi o show pirotécnico que saudou a chegada do ano de 2020. FELIZ ANO NOVO!