O superintendente
da Sejucel Jobson Bandeira, declarou a um site de notícias, que o Arraial Flor do
Maracujá caso os problemas causados pelo coronavírus continuem, poderá ser transferido
para outra data.
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Não disse
em caso de mudança, qual seria a data.
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Recentemente
publicamos nesta coluna, que os folcloristas através da Federon e da Unajup iriam
protocolar oficio na Sejucel, sugerindo a realização do Arraial no mês de
outubro.
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Será
que o dito ofício já foi protocolado na Sejucel?
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Mudando
de assunto:
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Ontem os
militares lembraram os 56 anos
da tomada
do governo, ato que ficou conhecido como a Revolução ou Golpe Militar de 1964
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Por falar
nisso, tenho uma historinha pra contar, que lembra um fato que aconteceu
naquela fatídica noite de 31 de março de 1964.
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Naquele
tempo, a área da Praça Marechal Rondon abrangia um pedaço de terra, que ia até
onde hoje existem aquelas lanchonetes pro lado da rua Rogério Weber, que não
existia.
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Pois
bem, naquela nesga de terra, existiam várias casas bacanas, algumas poderiam
ser consideradas mansões, como era o caso da residência da família Rocha (Dr.
Rochilmer) e a residência do senhor Ruy Cantanhede.
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Entre essas
construções existia um barracão construindo em Pinho de Riga como diz a
professora Yedda Bozarcov, que pertencia a Estrada de Ferro Madeira Mamoré;
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Nesse
barracão funcionava a Sede Social do Clube Ferroviário e ali aconteciam os
eventos sociais do clube dos ferroviários.
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Há algum
tempo, a diretoria social do Ferroviário reunia às terças feiras, a juventude
para dançar ao som das músicas que faziam sucesso na época.
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O dia
31 de março de 1964, caiu justamente numa terça feira e nós a “Turma da Feira”,
fomos paquerar na “FESTINHA” do Ferroviário.
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E lá estávamos
dançando ao som da Jovem Guarda, Beatle, The Clevers e de vez em quando um
Bolero pra dançar coladinho. A festinha tava pra lá de animada, quando de
repente:
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O que
era apenas penumbra, ficou iluminado. Foi isso mesmo, acenderam todas as luzes
possíveis do ambiente.
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Quando
nos acostumamos a iluminação, estávamos cercados por todos os lados, por
soldados nos apontando seus fuzis com baionetas caladas.
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No
palco, o comandante daquele pelotão de soldados, pegou o microfone e deu a
seguinte ordem:
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Em
nome das Forças Armadas do Brasil comunicamos que os senhores a partir deste
momento, têm UMA HORA para se recolherem às suas residências.
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Disse
isso e mandou desligar o som assim como todos os instrumentos do Conjunto que
estava animando a festinha.
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Os
soldados sob o comando daquele ‘oficial’, fizeram uma espécie de varredura
dentro do Ferroviário, mandaram desligar a luz e lacraram a sede do clube.
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Como a
turma da feira morava ali pertinho, não ficou tão apreensiva, como ficaram os
colegas que moravam lá pro quilometro 1, Olaria e Areal.
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No
outro dia de manhazinha, quando cheguei ao estúdio da Rádio Caiari por volta
das Seis horas da manhã, encontrei a rádio que funcionava no prédio da
Escolinha Domingos Sávio atrás da Catedral, com vários soldados em suas dependências.
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Nessas
alturas, o Capitão Anacreonte já havia comandado a prisão de várias pessoas da
sociedade portovelhense.
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Era o
dia 1º de abril de 1964, o primeiro dia do Regime Militar em Porto Velho.
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E não era
MENTIRA.
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