segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Lenha na Fogueira - 19.01.2021

 


Faleceu no início da noite de domingo, 17, o empresário Flodoaldo Pontes Pinto Filho, aos 71 anos, de complicações decorrentes da covid-19. 

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Vamos nos despedir do Flodoaldinho, contando uma breve história do amante de coisas, como nossa música, escola de samba e da boemia portovelhense.

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Conhecemos o Flodoaldinho ainda na década de 1960, quando o então Padre Vitor Hugo era o diretor presidente da Sociedade de Cultura Rádio Caiari. A época, seu Flodoaldo (pai) era um dos maiores empresários do ramo de Mineração em Rondônia e do Brasil. Entre outros empreendimentos, era o dono do Garimpo de Massangana um dos maiores produtores de cassiterita do Brasil.

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A família morava a Avenida Sete de Setembro numa casa que existia onde até bem pouco tempo, funcionou a Loja Discolândia. Ali havia sido o Areal da cidade. Seu Flodoaldo oferecia jantares aos amigos e sociedade e eram eventos pomposos e Vitor Hugo sempre transmitia esses eventos através da Rádio Caiari e ele me levava para comandar a parte da sonoplastia e nesses eventos, fiquei conhecendo toda a família e até me tornei colega do Flodoaldinho.

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O tempo passou e sempre participava de algum evento cultural patrocinado por ele. Era o tempo da Agua Mineral Caiari. No início da década de 1980 Flodoaldinho aceitou ser o Patrono (presidente) da Escola de Samba “Os Pobres do Caiari” e sua residência se transformou em ponto de encontro da turma da escola e foram várias noites de churrasco e muito samba.

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Em 1982 já como presidente da Escola Flodoaldinho quis homenagear o Jacque Cousteau. Acontece que a esposa do Flodoaldo fazia parte da equipe do “Mergulhador Francês”. Foi então que ele convocou os carnavalescos da Caiari e encomendou o enredo que recebeu o título: “A Amazônia – De Orellana a Cousteau”.

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Em parceria com o Baba ganhei o Concurso de Samba Enredo para o desfile de 1983. Acontece que quando chegou o mês de janeiro de 1983, Flodoaldinho convocou o Diretor de Carnaval da Escola Hiran Brito Mendes o Baluarte, a sua casa e falou, que o Enredo de Orellana a Cousteau ficou muito caro e a agremiação não tinha recurso em caixa e nem ele.

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Sobre esse episódio entrevistei o Hiran e ele explicou:

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“Naquele ano o Flodoaldinho me chamou em sua casa e disse que não tinha dinheiro para colocar o enredo.

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Fui a TV Rondônia (o Jornal de Rondônia era ao vivo), falei com o diretor e ele me colocou no ar e eu disse que a escola de samba não iria desfilar por falta de recursos.

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Quando cheguei na Praça das Caixas D’água estavam praticamente todos os moradores do bairro Caiari, os brincantes da escola e simpatizantes e ali todos se propuseram a colaborar com a escola.

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Faltava menos de um mês para o carnaval e então por sugestão do Jader, do Flávio Daniel e se não me engano do Zé Carlos Lobo, se resolveu criar um enredo de fácil concepção e então nasceu ali o tema “Das Loucuras da Vida a Ilusão do Carnaval”.

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O samba foi feito pelo Silvio Santos e O Babá no balcão do chaveiro do Manelão e foi justamente esse samba que eu aprovei na madrugada em frente ao Reza Forte.

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Para encurtar a história, a escola foi campeã naquele ano de 1983 cantado: É feira, é feira, é condução. É trabalho no campo, que luta irmão...” Contou Hiran

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É esse Flodoaldinho carnavalesco, amigo, cultural e acima de tudo festeiro que quero continuar lembrando.

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Amigo, obrigado por tudo! Descansa em Paz.

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GRAÇAS A DEUS A VACINA CONTRA A COVID-19 JÁ ESTÁ SENDO APLICADA NOS BRASILEIROS. HOJE COMEÇA AQUI EM PORTO VELHO.

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AMÉM!

 

 

 

 

Um comentário:

Unknown disse...

FOI ISSO MESMO ZE CATRACA, A SITUAÇÃO FOI ESSA MESMO....BOAS LEMBRAÇAS DO FLODOALDINHO ...O FESTEIRO.