quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Quatro Milhões de filhotes de Quelônios Serão devolvidos ao Rio Guaporé domingo

FOTO - ROSINALDO MACHADO
A eclosão dos filhotes de quelônios (tracajá e tartaruga), que acontece todos os anos nas praias do Rio Guaporé, vai acontecer neste domingo dia 8, como sempre, sob a coordenação da Eco Vale.
A Associação Comunitária Quilombola e Ecológica do Vale do Guaporé (Ecovale – RO), criada em 1999 com o objetivo de preservar a fauna do Vale, monitora a ação das tartarugas e tracajás, desde a postura dos ovos que acontece entre os meses de setembro e outubro, até a eclosão no mês de dezembro.
Nesse período de 20 anos, já foram devolvidos ao Rio Guaporé aproximadamente 20 milhões de filhotes de quelônio. “A tartaruga faz parte da cadeia alimentar de todos os animais que vivem na água. O fato de preservarmos os quelônios, não quer dizer, que estamos salvando apenas a tartaruga ou a tracajá, mas, todos os animais que vivem nas águas do rio Guaporé” disse o coordenador da Eco Vale Zeca Lula.
A tartaruga é o maior quelônio de água doce do Brasil. Adulta, pode medir até 1,5 m de comprimento, 60 cm de largura e pesar 60 kg. O animal enterra cerca de 100 ovos em um buraco maior que 50 cm de profundidade, espalhando areia para cobri-los e camuflar o local. Após a desova, hiberna na própria região, virando presa fácil para captura.
Eclosão 2019


Segundo Zeca Lula este ano de 2019, serão devolvidos ao Rio Guaporé no próximo domingo dia 8, mais de 4 Milhões e Meio de filhotes de tracajás e tartarugas. “Na realidade nossa previsão para este ano, era devolver aproximadamente 8 milhões de quelônios, porém, aconteceu uma cheia repentina no Rio Guaporé e perdemos mais de 3 milhões de filhotes” disse Zeca Lula.

Lenha na Fogueira - 06.12.19

Hoje a grande pedida, é o show do Edglay que vai acontecer no Teatro 1 do Sesc Esplanada a partir das 20 horas, com entrada franca.
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Estive no ensaio geral do Show do Edgley e posso garantir que será um espetáculo, com ótimas músicas, em especial no ritmo do samba, afinal de contas, será em comemoração ao Dia Nacional do Samba.
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Só pelos integrantes do grupo musical, você nota que o show será dos melhores: Violão de Seis Norman Jhonson. Violão de sete Ariel Bitencurt, cavaquinho (afinação de bandolim). Sandro Andrade, sanfona Zezinho dos Cobras e bateria Telêmaco. O Hudson Mamedes canta alguns sambas com o Edgley.
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Por falar em festa, na noite de hoje 06, a Federação de Grupos Folclóricos de Quadrilhas e Bois Bumbás em parceira com a UNAJUP e a SEJUCEL realiza a festa de confraternização, prestação de contas e premiação do Arraial Flor do Maracujá 2019.
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Na oportunidade a Sejucel fará entrega dos troféus aos melhores itens do Flor do Maracujá. Exemplo: Melhor Amo de Boi Bumbá Silvio Santos (do Corre Campo), Porta Estandarte nota Dez Ana Célia Santos (Corre Campo); Melhor Cunhã Poranga Daniele Santos (Corre Campo), Melhor Pajé Cleiton Lopes (Corre Campo), Melhor levantador e autor da melhor toada Silvinho Santos (Corre Campo); Melhor apresentador Allan Veck (Corre Campo).
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Os melhores itens dos grupos de quadrilhas também serão premiados. A Federon criou e vai entregar troféu a um integrante de cada grupo folclórico, que deverá ser indicado pela diretoria de cada grupo. Esse troféu é para aquela pessoa cuja diretoria do grupo o considere como essencial para apresentação no Flor do Maracujá. Pode ser até o ‘empurrador de alegoria’, informa o presidente Fernando Rocha.
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Será o meu vigésimo troféu de MELHOR AMO DE BOI do Arraial Flor do Maracujá. Parabéns pra mim!
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Em relação ao folclore, a festa com certeza será maior, com a turma feliz com a assinatura pelo governador Coronel Marcos Rocha da Ordem de Serviço que autoriza o início da obra da Cidade da Cultura.
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Aliás, é necessário a gente esclarecer, antes que apareçam os pais da ideia da Construção da Cidade da Cultura.

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Na festa de encerramento do Arraial Flor do Maracujá de 2015, antes do início da solenidade, sentamos Eu e o presidente Fernando Rocha e combinamos de sugerir ao governador ou seu representante, que abandonasse a ideia de construir o Centro de Convenções lá na área onde está o Aéreo Clube uma discussão entre a prefeitura de Porto Velho e o Governo Estadual que até hoje não foi resolvida e construísse a CIDADE DA CULTURA (Nome dado por nós da Federon) no Parque dos Tanques.
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O então vice governador Daniel Pereira foi quem representou o governo de Rondônia na solenidade e Eu escalado pelo presidente da Federon para fazer a sugestão na hora dos discursos, não contei conversa. Peguei o microfone e instiguei: Senhor Vice-Governador Daniel Pereira em nome da diretoria da Federon sugerimos a Vossa Senhoria que leve ao governador Confúcio Moura nossa sugestão de que abandone o Projeto de Construção do Centro de Convenções no Aéreo Clube e construa a CIDADE DA CULTURA aqui no Parque dos Tanques.

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Em seguida o Fernando Rocha fez uso da palavra e ratificou o que eu havia falado e então Daniel Pereira nos garantiu que levaria nossa sugestão só governador Confúcio Moura o que foi feito.

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Em menos de uma mês o governador tirou a administração do Parque dos Tanques da alçada da SEAS e passou para a SEJUCEL e então o Rodney entrou na parada e providenciou a execução do Projeto Arquitetônico que foi desenvolvido pelo arquiteto que à época pertencia ao quadro da Sejucel nosso amigo Varandas e em reunião na sede da Federon no Parque dos Tanques foi exibido e aprovado pelo folcloristas e carnavalescos.

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Foi providenciado emenda parlamentar no valor de 14,5 Milhão e o negócio vingou de vez. Para felicidade geral dos promotores de eventos o governador acaba de autorizar o inicio da obra que tem até o dia 31 deste mês para começar. Salva a Cidade da Cultura rondoniense!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Lenha na Fogueira 05.12.19


Ainda sob o passamento do Cabeleira. Durante o velório, eu e alguns colegas, ficamos matutando na coincidência, que envolve mortes de algumas pessoas envolvidas com eventos culturais. Exemplo:
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Antônio de Castro Alves presidente do Boi Bumbá Corre Campo e presidente da Federação de Grupos Folclóricos de Rondônia – Fraguf. Morreu exatamente no dia 22 de agosto de 2004 – Dia Nacional do Folclore.
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Manoel Costa Mendonça – Manelão faleceu no dia 28 de fevereiro de 2011. Foi no dia 28 de fevereiro de 1964, que a Escola de Samba Pobres do Caiari da qual ele chegou a ser presidente foi FUNDADA.
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Foi no dia 28 de fevereiro de 1981 que a Banda do Vai Quem Quer da qual ele foi um dos fundadores, desfilou pela Primeira Vez no carnaval de Porto Velho.
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Antonio Chagas Campo – Cabeleira fundador da escola de samba Os Diplomatas, Ex presidente da Associação das Escolas de Samba – AESB e Fundador da Federação das Escolas de Samba – Fesec além de estar exercendo a presidência da escola de samba Acadêmicos do Armário Grande. Foi o 1º Mestre Sala de Porto Velho, morreu no dia 2 de dezembro de 2019, Dia Nacional do Samba. ´
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É ou não é uma coisa para deixar a gente curiosa para saber sobre a coincidência?
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Não esqueça que a programação da A Mostra Sesc de Cinema tem neste dia 5 a seguinte programação:
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15h (AUDICINE) FILMES: Navios de terra (MG) 12anos 70min; Fabiana (SP) 12anos 80min; 18h (AUDICINE) FILMES A besta pop (PA) 16 anos 90min; No rio das borboletas (AM) SESSÃO DEBATE Euller Miller entre dois mundos (PR) Livre 70min.
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Por falar em Sesc amanhã dia 6 o cantor sambista Edglay Queiroz se apresenta no Teatro 1 com show acústico, em comemoração ao Dia Nacional do Samba. Edgley será acompanha pelo Norman Johnson, Sandro Alencar e Telêmaco entre outros músicos.
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Enquanto isso em Ariquemes o que está rolando é o Festival de Arte da Unir com muito show de música e teatro. Por lá já se apresentaram Bira Lourenço e Catatau com o Sons de Beira e o pianista Mauro Araújo. O Festival vai até sábado.
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Parece que obra do “Enroscamento” das barrancas do Madeira na área do complexo da Madeira Mamoré em Porto Velho foi concluída. A preocupação, é se desta vez, o Rio Madeira vai deixar as pedras do jeito que foram colocadas ou vai se zangar de novo e levar tudo BANZEIRO abaixo;
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E vamos para a abertura do Natal de Luz as 18 horas no CPA.

Presépio Vivo e Árvore de 30 metros Atrações do Natal de Luz 2019


Está tudo pronto e testado, para a abertura do Natal de Luz nesta quinta feira 05, às 18 horas, na Praça do Palácio Rio Madeira – CPA.
Sob a coordenação da Superintendência de Gestão de Gastos Públicos Administrativos – SUGESP a programação começa às 18 horas, quando um padre e um pastor apresentarão a liturgia e em seguida, o governador de Rondônia Coronel Marcos Rocha aciona o dispositivo que acenderá todas as luzes e declara aberta as comemorações natalinas no Estado.
O Natal de Luz este ano, trás como grandes novidades; No meio da praça haverá uma passarela com túnel iluminado, medindo 24 metros de comprimento, e sobre ele, uma bola de 6 metros de diâmetro.
Além da iluminação em si, será instalada uma árvore de 30 metros de altura em frente à Torre Pacaás Novos. O Papai Noel ficará no Prédio Rio Cautário (a esquerda de quem chega pela avenida Farquar), e o presépio, no prédio Rio Jamari, (pelo lado direito) segundo o coordenador do Núcleo Administrativo da Sugesp, Fábio Bentos. “Espero  que a disposição dessas atrações agradará os visitantes”.
Às 19h se apresentarão o Coral Canto Livre, do Ministério Público do Estado de Rondônia, e o Coral Vozes do Madeira, do Tribunal de Justiça. Às 19h15, o Coral de Libras apresentará em linguagem de sinais o Pai Nosso. Às 19h20 o Coral Iperon entoará “A Paz e Natal Todo Dia”
Às 19h25, o grupo teatral da Associação São Tiago Maior apresentará o Auto Nascimento do Menino Jesus, com presépio ao vivo. Às 19h35 se apresentará o Coral da Igreja Batista e, às 19h45 chega o Papai Noel. A festa termina às 20h. As pessoas poderão fazer fotos com o Papai Noel. (Texto Silvio M. Santos e Montezuma Cruz – Secom).

A Mostra Sesc de Cinema apresenta nesta quarta Orin: Música para os Orixás


A Mostra Sesc de Cinema cuja programação  em Porto Velho, vai até o próximo sábado dia 7, apresenta na noite desta quarta feira 4, no Audicine Sesc  Esplanada o Documentário: “Orin: Música para os Orixás”.
A programação começa na realidade às 14 horas, com a Sessão Sesc Escola e vai até a noite, com a Sessão Debate, que além de Orin, vai discutir o curta “Quilombo Mata Cavalo”.
Sobre Orin - Os cantos e ritmos de origem africana têm grande influencia na Música Popular Brasileira. 'Orin’ é o nome Iorubá dado às cantigas do Candomblé, que fazem a comunicação entre o mundo material e espiritual. O documentário longa-metragem mostra a trajetória de Iuri Passos, professor de atabaque no terreiro do Gantois e primeiro alabê a conquistar o título de mestre em etnomusicologia pela UFBA. Pessoas ligadas aos terreiros, pesquisadores e artistas como Mateus Aleleuia, Letireres Leite, Gerônimo Santana e Gabi Guedes falam sobre a resistência dessa tradição musical e sua relação com a dança e mitologia dos Orixás.
Mostra Sesc de Cinema
A Mostra Sesc de Cinema tem como objetivo promover a difusão do circuito cinematográfico brasileiro, sendo uma iniciativa de valorização da produção audiovisual no país. Lançada em 2017, conta com representantes de todas as regiões, procurando ampliar o acesso da população a uma filmografia que expresse a diversidade da produção contemporânea.
Na edição de 2019 foram inscritos 1200 filmes, entre curtas, medias e longas-metragens, provenientes de 210 cidades. Deste universo foram selecionadas 42 produções, sendo 10 infanto-juvenis, que compõem o Panorama Brasil. A III Mostra Sesc de Cinema será exibida em todo país até 15 de dezembro de 2019.
Em Rondônia a III Mostra Sesc de Cinema será realizada entre os dias 02 a 07 de dezembro de 2019, no Audicine da unidade do Sesc, Porto Velho – RO. Serão 5 dias de evento, 42 filmes exibidos, quase 25horas de filme, debate com realizadores, 5 sessões com debate, 1 workshop de produção audiovisual, lançamento de livro e 2 apresentações de cinema e música, inteiramente gratuita para população.
PROGRAMAÇÃO:
DIA 04 DE DEZEMBRO
14h30 (AUDICINE)  SESSÃO SESC ESCOLA
FILMES: Clandestino (SE) Livre 58minO malabarista (GO)
A câmera de João (GO)
16h (AUDICINE)
FILMES:
Abrindo as janelas do tempo (SC)
Almofada de penas (SC) 12anos 75min
Guará (GO) 12anos 21min
18h (AUDICINE)
FILMES
A praga do cinema brasileiro (DF)
Majur (MT) 12anos 80min
Entre parentes (DF)
SESSÃO DEBATE
Orin: música para os orixás (BA) Livre 92min
Quilombo mata cavalo (MT) Livre 15min
DIA 05 DE DEZEMBRO
15h (AUDICINE)
FILMES:
Navios de terra (MG) 12anos 70min
Fabiana (SP) 12anos 80min
18h (AUDICINE)
FILMES
A besta pop (PA) 16anos 90min
No rio das borboletas (AM)
SESSÃO DEBATE
Euller Miller entre dois mundos (PR) Livre 70min
DIA 06 DE DEZEMBRO
FEIRA CASA 378 (Durante a programação)
15h (AUDICINE)
FILMES
Poética de barro (MG) 120min
Estrangeiro (PB) 14anos
18h (AUDICINE)
FILMES
Tipoia (AL)
Aqueles dois (CE) 12anos 65min
Aurora (SE)
Rasga mortalha (PE)
SESSÃO DEBATE
Mateus (PE) Livre 89min
DIA 07 DE DEZEMBRO
15h (AUDICINE)
FILMES
Vivi lobo e o quadro mágico (PR)
Icamiabas (PA) Livre 45min
Hornzz (RJ)
Lily’s hair (GO)
Clandestino (SE)
O malabarista (GO) Livre 58min
A câmera de João (GO)
18h (AUDICINE)
FILMES
Parque oeste (GO) 12anos 85min
SESSÃO DEBATE
Ilha (BA) 14anos 92min

Lenha na Fogueira - 94.12.19


Hoje é dia de Santa Bárbara que no sincretismo religioso, corresponde a Iansã.

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Hoje o Terreiro de Mina de Santa Bárbara o mais antigo de Rondônia, que fica na Vila Tupi tem programação especial: ao meio dia, será servido almoço aos amigos e simpatizantes; as 15 horas: Salve de Santa Bárbara, Voduns e Senhores de Toalha.

As 17 horas, Procissão até a igreja de Nossa Senhora Auxiliadora e às 18 horas, Início da Missa na Igreja Nossa Senhora Auxiliadora.

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As 19 horas retorno ao terreiro, término da ladainha e início do Tambor de Mina para Encantados.

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O Terreiro de Mina Santa Bárbara fica à rua Ubirajara 234, no bairro Vila Tupi.

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Iansã representa o arquétipo perfeito da mulher guerreira, aquela que não tem medo de ir à batalha e de se arriscar. Ela muda seu caminho, se julgar necessário, vai à luta e segue como uma figura feminina independente. Aqueles que procuram a ajuda da Orixá encontraram energias de garra e coragem para vender e alcançar os objetivos almejados.
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Santa Bárbara, com quem Iansã se relaciona, é conhecida no catolicismo pelo ciúme descontrolado que seu pai, Dióscoro, tinha por ela. De acordo com a história contada pela Igreja Católica, ele era um homem que não aceitava que sua filha única vivesse no meio da sociedade daquele tempo que ele considerava como corrupta.
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Por conta disso, Dióscoro decidiu fechar sua filha Bárbara em uma torre. Isolada de todos, a garota recebia os ensinamentos de tutores em que seu pai confiava. Para ela, aquela situação era como um castigo. Porém, com o tempo, a situação passou a ser vista por Bárbara de outra forma.

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Lá no alto, a jovem passou a contemplar a natureza e perceber os fenômenos naturais, como as estações do ano, a chuva, o sol, o frio, o calor, os animais e tudo aquilo que compõe o meio ambiente. Esses fatores fizeram com que Bárbara passasse a questionar se tudo aquilo era realmente uma criação de “deuses”, como seus tutores a ensinaram, ou se no fundo existia alguém mais poderoso por trás da criação do mundo.

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Com o avançar da idade, Bárbara começou a frequentar a cidade e conhecer o cristianismo, onde se identificou e encontrou respostas para suas inquietações.

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Foi ali que começou a questionar seu pai e, um dia, em sua cerimônia de batismo, ela fugiu de Dióscoro. Descoberta e denunciada por um pastor, a jovem foi capturada pelo pai e levada até ao tribunal, completamente nua. Nesse momento, um milagre aconteceu. Bárbara foi milagrosamente vestida com um suntuoso manto.

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Ainda relativo ao tema temos hoje a noite no Audicine Sesc Esplanada a exibição do filme documentário Orin: Música para os Orixás.

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Quer dizer a programação está muito boa neste dia consagrado a Santa Bárbara.

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O enterro do Mestre Sala Cabeleira registrou momentos de muita emoção, principalmente quando os sambistas adentraram à capela da funerária cantando sambas em louvor ao nosso maior e melhor Mestre Sala o antônio Chagas Campo.

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A emoção continuou junto as homenagens, durante o sepultamento no cemitério de Santo Antônio. Ao toque de lamento do SURDO batido pelo seu filho Júnior o caixão foi baixado, seguido de calorosa salva de palmas e Vivas ao CABELEIRA. Descansa em Paz Mestre!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Adeus ao Magnifico Mestre Sala - Cabeleira


São coisas que só Deus sabe explicar, o sambista Antônio Chagas Campo – O Magnífico Mestre Sala Cabeleira, após alguns dias internado na UTI do Hospital João Paulo II, em virtude de AVC e outras complicações, faleceu na tarde desta segunda feira dia 2 de dezembro – Dia Nacional do Samba.
Não poderia existir data melhor para sua partida, Cabeleira praticamente dedicou toda sua vida ao samba, ainda jovem, participou da fundação da Escola de Samba Os Diplomatas da qual foi presidente e Mestre Salas durante muitos carnavais; Foi presidente da Associação das Escolas de Samba e Entidades Carnavalescas de Rondônia – AESB e  fundador da Federação das Escolas de Samba de Rondônia – FESEC além de ser o atual presidente da Escola de Samba Acadêmicos do Armário Grande. Sua luta atual, era colocar em funcionamento a Liga Independente das Escolas de Samba. “Atualizei toda a documentação da Liga, não sei por que a turma não concorda com sua reativação” sempre dizia Cabeleira.
Cabeleira nasceu no dia 10 e setembro de 1939 em Manaus (AM) e ainda adolescente veio morar em Porto Velho e por algume tempo no Rio de Janeiro. Estava com 80 anos e como se diz: “Em plena forma”, pelo menos era o que ele passava para todos seus amigos e familiares, apesar de ainda estar se recuperando do tratamento de um Câncer que segundo ele, estava curado. Boêmio por excelência apesar da idade, Cabeleira não perdia um evento, em especial se fosse relacionado a Samba e Escola de Samba, sempre extrovertido, gostava de mostrar aos sambistas atuais, sua habilidade, executando passos de Mestre Sala fosse onde fosse, sempre dizia: “Esses meninos de hoje, precisam prestar atenção na ginga do VELHINHO aqui” e saia rodopiando pelo salão.
No dia 02 de novembro passado, por coincidência, dia de finados, Cabeleira foi homenageado pela Associação Cultural Rio Madeira e Fundação Serpa do Amaral com a Comenda “Ordem Cultural Bola Sete”, durante a realização do Projeto Samba Autoral coordenado pela diretoria da escola de samba Asfaltão.
Há um ano, entrevistei o Cabeleira sobre suas atividades como sambista. Vamos reproduzir essa entrevista:
Antônio Chagas Campo – O Magnífico Mestre Sala Cabeira.
N.R – O velório está acontecendo na Funerário São Cristóvão e o enterro será às 16 horas, desta terça feira 03, no cemitério do Inocentes em Porto Velho.
ENTREVISTA    

Recebendo a comenda Merito Cultural Bola Sete
Zk – Sabemos que você é um dos fundadores da escola de samba Os Diplomatas, antes disso, você brincava carnaval em qual agremiação?
Cabeleira – Quando vim do Rio de Janeiro – eu já dava umas pernadas lá – isso em 1956/57 o Bainha me chamou pra gente fundar uma escola de samba porque só tinha o Bloco do Valério da Dona Jóia, aí nos juntamos com Valério, Ricardo, Dona Jóia, Alex e o Leônidas e criamos o que chamamos de escola de samba.
Zk – Por que você diz: “Chamamos de escola de samba”?
Cabeleira – Porque realmente não era uma escola de samba, era uma bateria com 31 integrantes tudo homem, até eu estava lá balançando um Ganzá. Nesse mesmo estilo, existia a escola de samba “Deixa Falar do Bola Sete” que também era só uma bateria e a escola de samba “O Triângulo Não Morreu” que tinha o Gia, Cardoso, Miguel e Paulo Machado. O Triângulo tinha mulher e até instrumento de sopro. Todos desfilavam dentro do Cordão de Isolamento. Cardoso e Gia puxavam Cuíca, o Guarda Miguel era o responsável por esticar ou montar os couros dos instrumentos. Naquele tempo, os tambores eram de couro de cobra, veado, e outros bichos do mato como porquinho, tudo comprado na “Casa José Oceano Alves” que ficava no Mercado Municipal (hoje Mercado Cultural). O Bainha era pra ser um dos melhores cuiqueiros do Brasil na época, pois o Zé Ferino da Mangueira assim profetizou: “Esse menino vai longe”. Você perguntou onde eu brincava, era nas escolinhas de samba do Rio de Janeiro depois conheci o Mestre Sala Delegado fui pra Mangueira beber por lá, naquele tempo a cachaça da moda era Parati, depois fomos conhecer o Salgueiro. Quando a Beija Flor era do Grupo de Acesso os desfiles eram na avenida Getúlio Vargas.
Zk – Sobre a rivalidade Diplomatas X Caiari?
Cabeleira – A Caiari surge em 1964 e só vem vencer da Diplomatas no carnaval de 1970, quando o desfile foi na Pinheiro Machado. Naquele ano  desfilei com uma fantasia preparada pela dona Juraci Mateus que era o luxo dos luxos. Era dona Florípedes na Caiari e dona Juraci na Diplomatas. Nosso enredo era sobre a Assinatura da Lei Áurea e a moça que desfilou representando a Princesa Izabel que vinha num carro alegórico, em frente ao Palanque dos jurados, fez a representação da assinatura da Lei Áurea que abolia a escravidão no Brasil, só que deram pra ela uma CANETA BIC coisa que na época da assinatura da Lei não existia, isso tirou um bocado de pontos da escola. Ainda por cima, o Samba era plágio do samba do Salgueiro e os jurados por isso também tiraram pontos da Diplomatas e a Caiari com um samba de sua autoria (de Silvio M. Santos) e enredo da Dona Marise Castiel “Sinhá Moça e a Abolição” ganhou ‘molim’ da gente.
Zk – É verdade que a Diplomatas não nasceu com esse nome?
Cabeleira – A Diplomatas nasceu na casa do Valério que era na Joaquim Nabuco sub esquina com a Almirante Barroso bem em frente, naquele tampo, ao açougue do Casemiro depois foi que virou bar, com o nome de “Prova de Fogo” a pedido do Tário de Almeida Café nosso primeiro presidente, que queria homenagear um bloco que ele tinha em Fortaleza Ceara. Desfilou com esse nome apena no carnaval de 1959 em 1960 adotou o nome “Universidade dos Diplomatas do Samba”, sugerido pelo Bizigudo. Em meados dos anos de 1960, passou a ser apenas Os Diplomatas por sugestão do Bainha. A primeira costureira da Diplomatas foi dona Marieta mãe do Bainha. Depois o Abel Marques passou a nos fornecer camisetas da Martine e a gente vestia os batuqueiros com aquele camisa.
Zk – Os desfiles eram aonde?
Cabeleira – A gente subia a José de Alencar dobrava na Carlos Gomes e descia pela Presidente Dutra até o Porto Velho Hotel, onde ficávamos esperando a ordem para iniciar o desfile oficial que terminava na praça Rondon.
Zk – Como é que o Leônidas entra para a história da Diplomatas?
Cabeleira – É uma história delicada! Acontece que o Leônidas era uma espécie de Office Boy na casa da Valério, mas, já andava com a gente na boemia e na minha concepção, ele estava presente na reunião que criamos a Diplomatas sim, quem contesta, não sei por que, a presença dele, é o Bainha, mas, pra gente ele é considerado fundador da escola também.
Zk – A rivalidade entre você e o Vitor Sadeck. Ele diz que você nunca ganhou dele como Mestre Sala é verdade?
Cabeleira – Era engraçado! Naquele época, quem tinha influencia política como a Dona Marise, pesava, ninguém derrubava ela. Então o Vitor Sadeck que era vestido pela Dona Florípedes uma das melhores modistas da época. Era puro luxo as fantasias dele, porém, ele nunca teve um mestre como professor como eu tive o Delgado e o Canelinha os melhores do Brasil. Não é que o Vitinho dançasse melhor, ele tinha a dona Marise por trás. Outro que morreu com raiva de mim foi o Babá que surgiu na Diplomatas com passistas e depois foi pra Caiari como Mestre Sala. Ficou com raiva de mim porque eu disse que ele não dançava. Mestre Sala não segura à cintura da Porta Bandeira ele apenas reverencia o pavilhão. Não sei não, até hoje não vejo nenhum Mestre Sala nas escolas de Porto Velho que saiba dançar.
Zk – Você participou da embaixada que foi trocar a bandeira nacional em Brasília?
Cabeleira – Aquilo foi o maior espetáculo que já participei como Mestre Sala. Foi em 1975 e naquela viagem, nasceu à escola de samba Mocidade Independente do KM-1 fundada entre outros, por você e o Bainha. Em Brasília ainda se apresentou como Pobres do Caiari porque desfilou de azul e branco. Quando nossa apresentação terminou, os diretores da escola de Samba do Cruzeiro lá de Brasília vieram conversar comigo e me convidaram para ficar lá desfilando pela escola deles, me ofereceram algumas vantagens, o Bainha que estava perto, ouvindo a conversa, se meteu no meio da gente e foi dizendo “Ele não pode ficar aqui não e nem vai ficar ele é nosso”. Os caras ficaram chateados com a maneira que o Bainha os tratou e mesmo assim, ficaram insistindo e eu não fiquei, porque, além de ser funcionário do Território de Rondônia era casado e tinha um bocado de filho pra criar.