sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Lenha na Fogueira - 06;10.18


Vamos começar, agradecendo a colega jornalista Sandra Santos coordenadora do cerimonial da prefeitura de Porto Velho, pela consideração a nós dispensada durante a solenidade da assinatura da Ordem de Serviço para o início da obra de revitalização do Complexo da EFMM, na manhã do dia 2 passado. Obrigado Sandrinha!


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Essa consideração me fez sentar ao lado do ´refeito Hildon Chaves até o momento que foi formada a mesa das autoridades, na qual também estava o governador Daniel Pereira.


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Ainda em virtude da consideração da Sandra Santos fomos agraciados com um exemplar do livro com a história do governador Jorge Teixeira de Oliveira – Teixeirão editado e publicado pelo amigo empresário Mikael Esber da gráfica Imediata. Pra você ver, como um gesto de reconhecimento pode provocar outros gestos positivos, na vida de uma pessoa. Mais uma vez, obrigado Sandra Santos!


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Pois é, agora só faltam três dias para decidirmos o futuro do Brasil e do nosso estado. É necessários que nesses dias que antecedem as eleições para presidente da república, governador, senador, deputado federal e deputado estadual reflitamos com muita seriedade em quem vamos depositar nossa confiança. Tem um ditado que diz que VOTO NÃO TEM PREÇO, TEM CONSEQUÊNCIA!


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Segundo pesquisas de bastidores, apenas cinquenta por cento dos deputados que hoje compõe a Assembleia Legislativa de Rondônia voltarão na próxima legislatura, assim sendo, existem 12 vagas em disputas pelos mais 460 candidatos, na realidade 466.


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Pela nossa experiência, a eleição para deputado estadual em Rondônia é decidida na reta final. Alguns analistas dizem que a maioria dos eleitores só resolvem em quem votar dentro da cabine de votação. Daí a importância do tal “MOSQUITO” que apesar de ser proibido, elege muitos. O que é proibido é o “”santinho” com a foto, número etc do candidato a COLA não é proibida. Cola é o número ou o nome do candidato postado num pedaço de papel qualquer. Isso pode!


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Se eu fosse candidato a deputado estadual, providenciaria uma dessas colas, a identificação do candidato tem que ser escrita a mão.


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Tenho quase certeza que a Bancada de Deputado Federal pelo estado de Rondônia vai contar com pelo menos quatro mulheres. Posso até apostar nos nomes de Mariana Carvalho, Marinha Raupp, Jaqueline Cassol e Cláudia Moura. Sem esquece que a Sílvia Cristina é forte candidata e a esposa do Capixaba também.


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Quem sabe Rondônia entre pra história por eleger para a Câmara dos Deputados mais mulheres que homens. Tomara que isso aconteça. Nossas candidatas têm potencial para isso. Os marmanjos que se cuidem!


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Quem você acha que volta a compor a Bancada de Rondônia na Câmara dos Deputados. To me referindo aos oito atuais parlamentares: Expedito Netto; Lindomar Garçon; Lúcio Mosquini; Luiz Cláudio; Marcos Rogério; Mariana Carvalho; Marinha Raupp e Nilton Capixaba.


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Desses já estão fora: Marcos Rogério que disputa uma vaga ao Senado e Nilton C capixaba que teve a candidatura impugnada. Então seis candidatos lutam pela reeleição: Expedito Netto; Lindomar Garçon; Lúcio Mosquini; Luiz Cláudio; Mariana Carvalho e Marinha Raupp.


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Os pedradores, como diz Carlão Sperança, desses seis candidatos são: Léo Moraes, Jaqueline Cassol, Mauro Nacif, Cláudia Moura e Sílvia Cristina entre outros. Vai ser briga de “Cachorro Grande”.


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Ha quem diga que o Léo Moraes e o Dr. Mauro Nacif já estão com os Ternos Prontos para a posse. Aí restam apenas quatro vagas já que provavelmente, Mariana e Marinha se reelegem.


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Não sei que diacho me deu, pra estar me metendo em fazer previsão. Já que entrei, Deixa… A briga pela segunda vaga ao Senado é que está mais feia que a de governador. Temos quatro candidatos com potencial de chegar junto com o Dr. Confúcio: Raupp, Rogério, Jesualdo e Fátima exatamente nessa ordem!


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Não sou “Pai de Santo” mais arrisco minhas previsões. Quem viver verá!

Show Ousadia e Paixão canta Chiquinha Gonzaga


O show Ousadia e Paixão com o Duo Bento & Moreno a ser realizado na Casa de Cultura Ivan Marrocos nesta sexta as 20 horas apresenta um tributo ao Legado da compositora Chiquinha Gonzaga.
A cantora Aldenice Bento e a pianista Llitisia Moreno interpretam o repertorio dessa compositora que foi a primeira pianista a levar o piano pro choro e para o maxixe (ritmo considerado o tango brasileiro).
Formada em Letras pela Universidade Federal de Rondônia. Aldenice ja participou de diversas edições do Projeto canta Mulher e vários outros eventos culturais na Cidade.
A Pianista Llitsia Moreno. Cubana/Brasileira formou-se na Escola Nacional de Artes de Havana Cuba com Especialização no Conservatório Brasileiro de Música no Rio de Janeiro, é uma instrumentista virtuosa que sempre surpreende o publico com suas performances no palco.


Biografia de Chiquinha Gonzaga


Francisca Edwiges Neves Gonzaga, conhecida como Chiquinha Gonzaga, nasceu no Rio de Janeiro no dia 17 de outubro de 1847. Filha de José Basileu Alves Gonzaga, primeiro-tenente, de família ilustre do Império, e Rosa Maria Neves Lima, mestiça, filha de uma escrava, uma relação rejeitada pela família de Basileu. Chiquinha recebeu a mesma educação dada às crianças burguesas da época. Estudou português, cálculo, francês e religião, com o Cônego Trindade, amigo da família. Desde criança mostrou interesse pela música. Foi aluna do Maestro Lobo. Com 11 anos estreou como compositora com uma cantiga de Natal, intitulada “Canção dos Pastores”.
Chiquinha dava aulas de piano e obteve grande sucesso, compondo polcas, valsas, tangos e cançonetas. Ao mesmo tempo, juntou-se a um grupo de músicos de choro. Foi a necessidade de adaptar o som de seu piano ao gosto popular que lhe valeu a glória de se tornar a primeira compositora popular do país.
O sucesso de Chiquinha Gonzaga foi em 1877, com a composição “Atraente”, um animado choro. A partir da repercussão de sua primeira composição na impressa, Chiquinha resolveu se lançar no teatro de variedades, mesmo enfrentado no preconceito, mas finalmente inicia sua carreira de maestrina com a revista "A Corte na Roça", de 1885. Sua música faz grande sucesso e Chiquinha recebeu vários convites de trabalho. Em 1897, todo o Brasil dançou sua estilização da dança rural corta-jaca, sob a forma de tango "Gaúcho". Sua carreira ganhou prestígio com a marcha-rancho "Ô Abre Alas", composta em 1899, a pedido dos componentes do cordão carnavalesco Rosa de Ouro.
Chiquinha Gonzaga faleceu no Rio de Janeiro, no dia 28 de fevereiro de 1935.

TIGRE - Projeto Samba Autoral será em homenagem a Paulinho da Viola

Apesar de estarmos atravessando um momento conturbado e de muitas incertezas, para o exercício plena de cidadania e da democracia, procurando fazer a melhor escolha possível para o Estado e a nação brasileira, não podemos deixar de nos permitir e levar felicidade aos quatro cantos da cidade. Assim será a 37ª Edição do Projeto Samba Autoral. Cantaremos a alegria de viver, de amar e sermos amados. Esta edição será realizada neste sábado, dia 6 de outubro, partir das 15 h lá na Tenda do Tigre, localizada na Jacy Paraná, entre Brasília e Joaquim Nabuco.
Além das inspirações de nossos valiosos compositores e compositoras, nossa homenagem será com um Tributo ao grande Paulinho da Viola, conhecido e querido por suas valiosas obras musicais.


Biografia de Paulinho da Viola


Paulo César Batista de Faria, mais conhecido como Paulinho da Viola, nasceu no dia 12 de novembro de 1942, no Rio de Janeiro - bairro de Botafogo, é cantor, compositor e violonista brasileiro.
Começou a aprender a tocar sozinho, aos 15 anos e, logo depois com o violinista Zé Maria, amigo da família, que o instruiu com o método de Matteo Carcassi. Ao mesmo tempo, começou a se envolver com carnaval e organizou com um grupo de amigos o bloco carnavalesco Foliões da Rua Anália Franco, para representar a rua onde morava sua tia Trindade, no bairro de Vila Valqueire. Nessa época, ingressou na ala de compositores da escola de samba União de Jacarepaguá.
Ainda em 1963, Hermínio levou Paulinho para conhecer o Zicartola, bar e restaurante fundado por Cartola e a Dona Zica na Rua da Carioca que se convertera em um reduto de sambistas, chorões artistas, intelectuais e jornalistas. Quando aparecia por lá, o jovem Paulinho acompanhava, no cavaquinho ou no violão, compositores e intérpretes e também se apresentava cantando músicas de outros autores. Após fazer um show com o compositor Zé Ketti, foi incentivado pelo mesmo a cantar suas próprias músicas no Zicartola.
Em 1964, seu primo Oscar Bigode, que era diretor de bateria da Portela, o convenceu a se mudar de escola de samba e o apresentou para a ala de compositores da agremiação de Oswaldo Cruz, onde Paulinho mostrou a primeira parte de um samba que fazia e que Casquinha, um dos compositores portelenses, havia gostado e completado com a segunda parte, criando-se assim "Recado".
Em 1965, participou do musical "Rosa de Ouro", montado por Kléber Santos e Hermínio Bello de Carvalho, que marcou o retorno de Araci Cortes e lançou Clementina de Jesus, e que culminaram na gravação do LP Rosa De Ouro Vol.1, pela Odeon. Ainda naquele ano, o nome de Paulinho da Viola apareceu no LP Roda de Samba, da Musidisc. Essa gravadora, a mesma onde Paulinho estava registrando seus sambas, pediu para Zé Ketti organizar o conjunto A Voz do Morro, composto por integrantes do conjunto Rosa de Ouro - Anescar do Salgueiro, Elton Medeiros, Jair do Cavaquinho, Nelson Sargento e Paulinho - e acrescidos de Oscar Bigode, Zé Cruz e o próprio Ketti. No processo de finalização desse álbum, um funcionário da Musidic não gostou do nome “Paulo César” e, tendo conhecimento da anedota, o jornalista Sérgio Cabral e Zé Ketti bolaram o nome artístico Paulinho da Viola.
O charmoso Paulinho da Viola continua a nos encantar com suas lindas composições. Muitas delas serão cantadas na 37ª Edição do Projeto Samba Autoral, que acontecerá neste sábado, dia 06/10, a partir das 15 h, na Tenda do Tigre. (Silvia Ferreira de Oliveira Pinheiro – 99982-9381 - Diretora de Comunicação do G.R.E.S. Asfaltão)

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Lenha na Fogueira - 04.10.18

Chiquinho, Eliaquim - Gonçalves Music de Costa Marques 

Comunicado a população do município de Costa Marques e todos que prestigiaram o XVIII Festival de Praia que aconteceu entre os dias 27 e 30 de setembro passado.
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A matéria sobre o Festival de Praia e o Campeonato de Pesca, será publicada na edição do próximo domingo, dia 7 de outubro.
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Posso adiantar, que o evento promovido pela prefeitura de Costa Marques reuniu mais de 30 mil pessoas na Praia do Curralinho e o que foi melhor, segundo a Policia Militar, Marinha, Corpo de Bombeiros, Policia Ambiental e Secretaria de Saúde não foi registrado nenhum caso grave durante o Festival. Nota dez para o público que compareceu.
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O promoter Cliuson Torres está de parabéns, pela realização do Concurso Musa do Festival de Praia de Costa Marques. Tinha candidata de várias municípios de Rondônia como Ji Paraná, Porto Velho, Guajará Mirim, Nova Mamoré, São Miguel do Guaporé e São Francisco além de São Felipe e São Domingos.
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Enquanto o Festival Garota Praia no qual só podiam participar candidatas de Costa Marques, foi coordenado pela secretaria de Turismo que tem a frente o Cassiano. Para encurtar a conversa, tudo que aconteceu no festival, que contou com a participação na direção da coordenação do prefeito Mirandão, foi bacana. Leia matéria completa na edição de domingo do Diário da Amazônia.
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Já em Porto Velho, segunda feira à noite, participamos da festa de aniversário da nossa querida amiga Rosário irmã do Pai Beto da escola Acadêmicos da São João Batista.
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A festa aconteceu no Parque dos Tanques onde Rosário mantém um refeitório aonde recebe o pessoal da Telemont.
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A festa da Rosário só terminou terça feira de manhã. Haja comida e bebida pra sustentar a turma. Parabéns amiga!
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A grande festa foi a realizada pela prefeitura via Funcultural em homenagem aos 104 anos da criação do Município de Porto Velho.
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Na realidade as comemorações começaram pela manhã no galpão aonde funcionou o Almoxarifado da Madeira Mamoré e depois o Clube Cibec.
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Ali o prefeito Hildon Chaves assinou junto com o governador Daniel Pereira, representante da Santo Antônio Energia, Procuradora do Ministério Público Federal e o presidente da Associação dos Ferroviários a ordem de serviço da Revitalização do Complexo Turístico Madeira Mamoré.
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Segundo o representante da Santo Antônio Energia, a obra começa daqui a 15 dias, com o inicio do Talude do barranco do Rio Madeira. Toneladas de Pedra serão colocadas (concretadas) a beira do lado direito do Rio Madeira para então “Começarmos a obra de revitalização do Complexo”, anunciou o prefeito.
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A tarde, a partir das quatro e meia, o show em comemoração aos 104 anos de Porto |Velho começou no Calçadão Manelão em frente ao Mercado Cultural com apresentação de vários artistas cantores e bandas.
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A Funcultural aproveitou para realizar mais um módulo do Projeto Tributo ao Menestrel desta feita, homenageando o músico Zezinho dos Cobras.
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A homenagem mais que merecida ao sanfoneiro que há quarenta anos diverte o público forrozeiro de Rondônia, através de sua Banda Os Cobras do Forró,
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A festa pelo aniversário de Porto Velho serviu para mostrar o quanto a população da capital de Rondônia adora o ritmo do forró.
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Aliás, fiquei admirado, pois o público provou que em Porto Velho o ritmo que predomina é o Forró e não o sertanejo como muita gente pensava.
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Feliz da vida, Zezinho dos Cobras no palco, recebeu as homenagens de bandas como a Piolho de Cobra e do compositor Silvio M. Santos que cantou junto com Zezinho suas composições gravadas pelos Cobras do Forró.
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Nota dez para a equipe da Funcultural que sempre prestigia os artistas locais. Parabéns Porto Velho!

A homenagem a Zezinho na festa de Porto Velho


O Músico cantor e compositor José Nunes – Zezinho dos Cobras foi homenageado pela prefeitura de Porto Velho, através do Projeto Tributo ao Mesnestrel coordenado pela Funcutural durante a festa em comemoração aos 104 anos de Porto Velho. “Iniciamos o Projeto com o compositor Bainha que completou 80 anos de idade, no último mês de agosto. Desta feita o grande homenageado foi o Menestrel do Forró, sanfoneiro Zezinho dos Cobras”, disse o presidente da Funcultural Ocampo Fernandes.
A festa em comemoração aos 104 anos de criação do município de Porto Velho começou por volta das 16h30 com a apresentação do cantor Louro Rodrigues seguida da apresentação da Banda Piolho de Cobra.
O mestre de cerimônia Frota Neto após ler breve histórico sobre a trajetória do homenageado, convidou o público que literalmente lotou a praça Getulio Vargas, em frente ao Mercado Cultural para receber com aplausos, o músico Zezinho dos Cobras.
Com sua inseparável sanfona Zezinho após agradecer a Funcultural e ao prefeito Hildon Chaves pela homenagem, meteu o dedo no fole e começou a cantar clássicos do forró, enquanto o público dançava e aplaudia calorosamente cada música. No meio de sua apresentação Zezinho chamou ao palco “O compositor dos Cobras do Forró, meu amigo Silvio Santos o Zekatraca”. Na seqüência Silvio lembrou algumas de suas composições gravadas pela Banda Os Cobras do Forró, cantando junto com Zezinho “Balança do Trem”, “Forro Forrado” e a festejada “Dança do Remo”. “É uma honra participar da homenagem que a prefeitura está proporcionando a esse músico, que levou meu nome a ser conhecido em todo o nordeste. Obrigado Zezinho”, agradeceu Silvio Santos.

A festa que também comemorou os 104 anos de Porto Velho, foi até a meia noite e além das atrações, todas locais. “Na administração Hildon Chaves a prioridade é valorizar nossos artistas”, disse Ocampo Fernandes que aproveitou para agradecer a parceria da RedeTV-RO que transmitiu ao vivo a programação que aconteceu no Mercado Cultural. “Pela primeira vez o público de todo o estado tem a oportunidade de assistir a festa de aniversário do nosso querido município Porto Velho”, finalizou Ocampo Fernandes.

LIVRO - Historia do Carnaval em Porto Velho Curiosidades da escola Deixa Falar


Os brincantes da escola desfilavam dentro do famoso Cordão de Isolamento à frente ia o Bola Sete com uma Maromba era o Baliza ou o Abre Alas. Como declarou Severino Porteiro um dos brincantes (o próprio Severino ou o Antônio Coxó posicionado) logo após o Bola Sete levava uma cobra jibóia no pescoço.


Apenas homens desfilavam na escola.

A fantasia geralmente era uma camiseta com a propaganda do Vermut Martini ou Cinzano.

Os instrumentos eram apenas Surdo, tamborins, pandeiros, ronca ronca (cuíca), agogô que era chamado de gangorra.

Os instrumentos de couro eram feitos pelos próprios brincantes e precisavam ser esquentados de vez em quando, por isso um dos brincantes era responsável pelos jornais que seriam queimados para esquentar os tambores.


BOLA SETE


Eliezer Santos popularmente conhecido como Bola Sete, chegou a Porto Velho como Soldado da Borracha, justamente no mês de setembro de 1943, ano e mês em que o presidente Getúlio Vargas assinou o Decreto de criação do Território Federal do Guaporé.

Como Soldado da Borracha, Eliezer deveria, ao desembarcar no porto de Porto Velho, seguir para algum seringal, porém, por se destacar entre seus companheiros, pois sabia ler e escrever, foi contratado para trabalhar no Hospital São José pelo governo territorial.


Seu único filho Jorge Bola nos forneceu uma breve biografia: Eliezer Santos conhecido como Bola Sete, nasceu no dia 11 de agosto de 1923, no município de Itororó no estado da Bahia. Chegou a Porto Velho em setembro de 1943 como soldado da Borracha, trabalhou no Hospital São José, foi jardineiro na praça Mal. Rondon, vendedor de “bom-bom”, boxer e lutador de luta livre, criou a primeira academia de Boxe e Luta Livre do Território do Guaporé e foi o primeiro cambista da cidade, como seus amigos gostavam de chamá-lo porque vendia bilhete da Loteria Federal e escrevia Jogo do Bicho. Precursor dos primeiros movimentos carnavalescos, além de ser criador do Movimento das Pastorinhas. Juntamente com amigos, fundou a escola de samba “Deixa Falar” em 1946, a primeira escola de samba de Porto Velho e em conseqüência do Território do Guaporé; é considerado como um dos fundadores da escola de samba “Os Diplomatas do Samba” a escola do seu coração.
Bola Sete faleceu no hospital Prontocor aos 33 minutos do dia 13 de dezembro de 1985, no momento de seu passamento estavam no quarto os carnavalescos. Silvio Santos, Babá (Bola deu último suspiro nos braços do Babá), Manelão além do Dr. José Augusto.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

ELDON BRITO - O primeiro artistas cantor rondoniense a fazer sucesso em todo o Brasil

A história do Eldon Brito é muito bonita. Sem medo de nada, ele saiu de Porto Velho com apenas o correspondente nos dias atuais, a R$ 50 e depois de trabalhar numa pastelaria em São Paulo e de ouvir do cantor Agnaldo Timóteo: “’Se você quer ser artista, primeiro arranja um emprego”, lutou e chegou a vender mais de 400 mil cópias de um dos seus 30 LPs gravados.
Eldon Brito apesar de fazer sucesso no Nordeste e em cidades do Sudeste até hoje, é pouco conhecido em seu estado natal Rondônia. De visita a sua mãe que reside em Porto Velho o engenheiro de formação que nem sabe quanto ganha um profissional engenheiro, vive exclusivamente de música, em especial dos direitos autorais de suas composições, que podem ser baixadas nas plataformas digitais pelo mundo.
Gravamos a entrevista que segue, sexta feira, na Casa da Cultura Ivan Marrocos e ficamos encantados com a história do Eldon Brito.

ENTREVISTA  

Zk – Vamos começar?
Eldon Brito – Nasci em Guajará Mirim com o nome de Osvaldo Soares que posteriormente se transformou no nome artístico Eldon Britto que foi adotado, através de votação em família. Na realidade, nasci em 1965, na localidade chamada Prainha. Minha mãe dona Dormelina Alves de Brito e meu pai Pascoal Soares de Brito que não cheguei a conhecer porque o perdi quando tinha três anos de idade.

Zk – Quando começa sua história na comunicação?
Eldon Brito – É uma história interessante! Lá em Guajará eu gostava de desenhar histórias em quadrinhos e a época, em frente a minha casa, morava a diretora da maternidade que se chamava dona Margareth Palácios e devido essa minha facilidade em desenhar personagens de revistas em quadrinhos, ela me proporcionou uma bolsa de estudos em Porto Velho. Com a transição de governo, o novo governador cortou as bolsas estudos. Ao perder a bolsa, perdi também o local onde eu morava, que era no Quartel da Guarda Territorial na Arigolândia. Lembro que peguei minha malinha com um pouquinho de roupa, cheguei perto do Palácio do Governo e naquela época o Porto Velho estava abandonado e eu fiquei sentado a noite, no murinho que tem la até hoje, foi quando o vigia chegou e perguntou o que eu estava fazendo e eu contei a história da bolsa e do alojamento da PM e ele liberou um quarto do Porto Velho Hotel pra mim dormir naquela noite. No dia seguinte comecei a freqüentar a praça Aluizio Ferreira e entre os amigos que fiz jogando bola, tinha um que era filho do Dimas Queiroz de Oliveira que trabalhava na Assessoria de Imprensa e Relações Públicas do Palácio do Governo. Eu havia emprestado ao filho do Dimas umas das revistas com meus desenhos e o Dimas perguntou quem havia feito aqueles desenhos e o filho dele informou que tinha sido um “moleque” que estava morando no Porto Velho Hotel etc. Resumindo a história, o Dimas chegou na porta do quarto que estava morando no PVH com uma pasta e disse que eu teria que comparecer ao Palácio do Governo as 9 horas, pra falar com a dona Ilza que era diretora do Departamento de Pessoal. Eu fiquei até com medo de mandarem me prender porque estava dormindo no Porto Velho Hotel, que nada, me contrataram como office boy, foi aí que começou minha trajetória artística aqui em Porto Velho.

Zk – A TV Educativa?
Eldon Brito – Quando foi implantada a TV Cultura aqui, a programação era diversificada apesar de não ser muito profissional mesmo assim, a direção procurou colocar em cada setor, especialistas e nessa eu fui escolhido pra fazer os desenhos que seriam compatíveis com cada programação. Foi quando criei a figura de um indiozinho. Esse índio tem uma história que até hoje pouca gente sabe.

Zk – Vamos contar?
Eldon Brito – Na época me inspirei na logomarca do guaraná Parecis que até hoje existe em Guajará Mirim que é um índio e então a logomarca da TV Cultura de Porto Velho é a figura do índio do Guaraná fabricado em Guajará. O fato interessante que aconteceu foi que eu colocava meu nome em todos os desenhos e então uma diretora me chamou em seu gabinete e pediu pra eu não colocar mais minha assinatura nos desenhos, se não me engano o nome dela é Jussara Gottlieb.

Zk – Como foi que você se transformou em artista cantor e compositor?
Eldon Brito – La em Guajará Mirim compus minha primeira música quando tinha mais ou menos de 11 pra 12 anos “Menina da Escola”. Nesse contexto me matriculei no Colégio Tenente Wanderley que funcionava atrás da Catedral. Num determinado festejo do dia das mães a diretora chamada Terezinha me pediu que compusesse uma música pra tocar na Catedral, então compus a música chamada “Quadra Deserta”. Quando terminei de cantar, os aplausos ecoaram e no meio do público estava o locutor da Caiari Edinho Marques que se identificou pra mim e me convidou para cantar a música em seu programa. Quando cheguei na rádio com o violão, ele disse que eu não iria cantar ao vivo, que iria gravar e assim foi feito. Quando cheguei em casa a primeira coisa que minha mãe falou foi: “Ouvi você cantando na rádio”. Edinho me chamou de novo e disse: “Rapaz continua a carreira artística, enfrenta isso aí que tu leva jeito”. Eu nem, sabia por onde começar uma carreira artística e ele insistiu: “O único jeito é você viajar pra São Paulo”.

Zk – Você atendeu o conselho dele?
Eldon Brito – Peguei o dinheirinho que tinha, comprei a passagem de ônibus. Seria hoje sair daqui pra São Paulo com o violão, a malinha e cinquenta reais. Daqui pra Cuiabá era estrada de chão, lama pura. Foram 16 dias pra chegar em São Paulo.

Zk – E já em São Paulo?
Eldon Brito – Sai pela avenida Rio Branco e numa banca de revista encontrei o Agnaldo Timóteo. Nossa encontrar uma ídolo logo de cara foi o máximo, fui logo perguntando pra ele o que eu faria para começar uma carreira artística? Ele olhou pra mim dos pés a cabeça e falou: “Arruma primeiro um emprego, depois você corre atrás disso”. Ele tinha razão.

Zk – Qual foi seu primeiro emprego em São Paulo?
Eldon Brito – Fui trabalhar como atendente numa pastelaria dos coreanos na avenida São João e nas minhas folgas eu procurava as gravadoras. Eu chegava na portaria o guarda olhava pra mim e dizia: “não tão pegando ninguém”. Depois de mais de vinte vezes, ele disse: “Deixa tua fita (cassete) aí que vou entregar pro Tony Dim” que era diretor de repertório da gravadora. Nessas andanças conheci o cantor Cassiano Costa que me apresenta o Tony Dim dentro da Copacabana e então comecei a assinar contrato como autor das canções.

 Zk – O que aconteceu depois?
Eldon Brito – Um empresário do Paraná foi a São Paulo divulgar seu estabelecimento na Folha de São Paulo e nesse dia, eu tinha ido a Folha de São Paulo com um amigo e la conheci a Sonia Abrão que se tornou grande amiga minha até hoje graças a Deus, perguntei a ela o que deveria fazer para aparecer no jornal e ela perguntou o que eu fazia e então ela fez uma matéria comigo que foi publicada no jornal Notícias Populares. Diante da repercussão da matéria, aquele empresário do Paraná entrou em contato comigo e propôs uma parceria. Ele investiria na minha carreira pra gravar o primeiro disco um Compacto Duplo (quatro músicas). A proposta dele que aceitei era que ele ficaria com 50% do que entrasse da venda do disco e dos shows. Negócio fechado!

Zk – Como foi a gravação do primeiro disco?
Eldon Brito – Por incrível que pareça, eu conhecendo todas essas gravadoras fui gravar num selo chamado Solimar. Minha amiga Claudia Telles forneceu seu conjunto musical para gravar me acompanhando. O disco saiu no final de 1979 e foi o maior sucesso em todo Norte e Nordeste. Rapidamente a RCA me chamou e fez o relançamento do Compacto que vendeu de cara, 60 Mil cópias.

Zk – Você ficou na RCA?
Eldon Brito – O erro deles foi que fizeram um contrato só para o relançamento do Compacto e aí, chegou o Carlos Santos e me levou pra Belém e lá gravamos o primeiro LP que saiu em 1982 pela Gravasom. Vendi 40 Mil. Só que o Carlos Santos também não assinou contrato. A distribuição do LP foi pela Polygram e a Polygram então me levou pro Rio de Janeiro e assinou um contrato de oito anos comigo.

Zk – Quantos discos você gravou pela Polygram?
Eldon Brito – Estorei mesmo com o 6º LP “Garimpeiro Apaixonado” que vendeu 400 Mil cópias; A música que estourou foi “Amor Proibido”. Essa música me deu meu primeiro disco de ouro (100 Mil cópias), do programa do Bolinha. Quando chegou nas 400 Mil cópias veio o Disco de Platina, foi então que fui contratado pela produção do Bolinha e passei a fazer parte da Caravana do Bolinha aí foi a consagração.

Zk – Pra contratar o Eldon Brito?
Eldon Brito – Meu celular é (69) 99338-5565 ou então via email eldonbrito@hotmail.com ou eldonbrito2012@hotmail.com que é o oficial. Quer conhecer realmente minha história digita na internet apenas Eldon Brito que vai ter história até da minha avó.