terça-feira, 4 de setembro de 2018

Lenha na Fogueira - 05.09.18


SOLIDARIEDADE - Nesta quarta-feira (5), a Rondônia Cinematográfica disponibilizará duas sessões para a população assistir o filme “Amor de Mãe” no Cine Veneza, às 19h30 e às 20h30.
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Parte do valor do ingresso, R$ 10,00, será revertido para Núcleo de Apoio à Criança com Câncer (NACC).
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Foi uma forma que encontramos para contribuir com a construção da nova sede do NACC, que está em fase de conclusão e necessita de apoio financeiro para concluir a obra”, declarou o produtor do filme, jornalista e empresário da área de comunicação, Paulo Andreoli.
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Amor de Mãe foi lançado nacionalmente em Porto Velho na noite de sexta-feira, 31, no Cine Veneza. Foram três sessões. Na primeira, participaram autoridades e convidados. Na oportunidade, as pessoas que contribuíram de alguma forma para a realização do filme foram homenageadas com uma placa.
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O filme é dirigido pelo cineasta e ator da Globo, Anselmo Vasconcellos, que veio a Porto velho participar do lançamento. Ele também atua no longa, interpretando o personagem Chico Boto.
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O ator faz par com a atriz rondoniense, de Espigão do Oeste, Leila Lopes. Ela foi descoberta durante oficina de cinema realizada por Anselmo ano passado (2017) em Porto Velho.
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Com duração de 48 minutos, Amor de Mãe tem co-direção e cinematografia do rondoniense Neto Cavalcanti, que é responsável também pela direção de fotografia, trabalho esse executado em parceria com Thiago Oliveira.
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O filme agora será comercializado para plataformas de streaming. “Quem adquirir o longa, certamente irá demorar um pouco para exibi-lo novamente, por isso quem quiser vê-lo, esse é o momento”, declarou Paulo.
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Bem que o “Amor de Mãe” poderia ser exibido no Teatro Palácio das Artes Rondônia, nessa promoção em favor da NACC. E por que isso não acontece, qual o motivo?


1º O Teatro está impossibilitado de receber qualquer evento em virtude do ocorrido durante o ensaio do musical Mamonas outro dia.

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E mesmo se o Palácio das Artes Rondônia estivesse funcionando, dificilmente o Paulo Andreoli conseguiria exibir sua obra prima naquele logradouro,

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É que o aluguel ou locação do Teatro é muita caro e em consequência, a NACC receberia quase nada.

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Bom, o que quero dizer, é que, em virtude da falta de manutenção nos teatros Rondônia e Guaporé os internautas não estão livrando a cara de ninguém.

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Está viralizando nas redes sociais, críticas as mais pejorativas possíveis, sobre a administração da Funcer, entidade que deveria cuidar da manutenção dos Teatros.

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As reclamações vão desde a falta de água nos banheiros ao valor do aluguel cobrado pelos responsáveis pela casa.

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No próximo dia 25, o Teatro Palácio das Artes Rondônia completa quatro anos de inaugurado. No entanto, publicam os internautas: “O que era para ser alegria por parte da população, está se tornando motivo de decepção e reclamações devido a situação em que se encontra.

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Quando coloco que “Diploma” Francês não quer dizer capacidade, tem gente que me critica. Taí a prova!

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Diretor de Teatro tem que ser tratado que nem técnico de futebol. Não está sabendo dirigir o time CAI FORA é EXONERADO a PEDIDO DA TORCIDA.

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O Museu Nacional demorou 200 anos para ser destruído pelo Fogo. Nosso Palácio das Artes com menos de quatro anos, está caindo aos pedaços.
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O “bichim” passou quase 20 anos para ser concluído e antes de completar 4 anos, vem o Mamonas e quase sofre outra tragédia
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Não posso nem pedir PANO porque a vara de sustentação das cortinas caiu. Então fecha tudo pra balanço Dani!

DESTINOS - Rondônia participa da conferencia Turismo Summit em Brasília


O estado de Rondônia está participando da Conferencia Turismo Summit 2018 - Destinos Turísticos Inteligentes e Inovadora, que começou no dia de ontem terça feira (4) e termina nesta quarta feira (5), em Brasília (DF), com a presença do superintendente da SETUR Gerçon Zanato e do técnico Idebert Santos.
Sobre a abertura do evento a assessoria de comunicação do Ministério do Turismo publicou matéria assinada por Lívia Nascimento. Acompanhe:
Teve início na manhã de ontem, terça-feira (04), na sede do Sebrae Nacional, em Brasília, a conferência Turismo Summit 2018 - Destinos Turísticos Inteligentes e Inovadores. O evento reunirá, até hoje (05), gestores públicos, coordenadores dos projetos de destinos turísticos inteligentes, lideranças do setor, empresários e estudantes para debater os impactos da transformação digital no turismo e como a parceria entre Ministério do Turismo, Sebrae e Embratur - organizadores do evento - poderá auxiliar o setor a se adaptar à nova realidade.
Esta é a primeira ação da mais recente parceria entre as entidades. O Convênio de Cooperação Técnica, no valor de R$ 200 milhões, permitirá promover ações para aumentar a competitividade das micro e pequenas empresas que atuam no turismo. Com validade inicial de dois anos, a ideia é que seja realizada inovação da oferta turística, qualificação de produtos e serviços e promoção de destinos, entre outras iniciativas.
O turismo é uma das duas grandes vantagens competitivas do Brasil, mas ainda precisa evoluir muito. Uma atividade que gerou um em cada cinco empregos no mundo na última década tem que ser vista com mais atenção. Somos um país ainda muito fechado e isso sem dúvida atrapalha o crescimento do Brasil e de todo o setor”, declarou o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz. Mais de 70% das empresas do setor são micro ou pequenas empresas. Durante os dois dias de eventos são esperados cerca de 600 participantes.
No turismo, as mudanças tecnológicas fizeram com que o setor evoluísse da dinâmica de destinos analógicos (tradicional, off-line), para os digitais (multicanal, online) e, agora, o desafio é transformá-los em inteligentes (sensoriais). "A ideia dessa iniciativa é criar uma rede de inteligência de informações para conectar esse setor e por isso é tão importante realizar essa integração entre Sebrae e Ministério do Turismo, uma parceria onde todos saem ganhando”, afirmou o presidente do Sebrae Nacional, Afif Domingos.
Segundo especialistas, o turismo tem interações diretas ou indiretas com 52 outras atividades econômicas, constituindo uma malha ampla e complexa de encadeamento, que, a partir da internet, passou a ter uma lógica diferente de atuação. Os intermediários tradicionais, como as agências de viagens, ganharam a concorrência de plataformas digitais e das Online Travel Agencies (OTA).

Inscrições Cineamazônia até o dia 28 de setembro


As inscrições para a pré-seleção de filmes da 16ª Edição da Mostra Competitiva do Cineamazônia – Festival Latino Americano de Cinema Ambiental, estão abertas até o dia 28 de setembro. As inscrições são feitas únicas e exclusivamente pela plataforma digital, através do preenchimento de formulário próprio, acessando a página do Festival em http://cineamazonia.com.br
O Formulário de Inscrição é requisito obrigatório para efetivar a inscrição para a pré-seleção, assim como o envio do filme exclusivamente via Internet através da plataforma digital no link acima. São aceitos vídeos hospedados no Vimeo e YouTube e que possibilite acesso à visualização completa e download na integra da obra audiovisual pré-inscrita.
Além da obra audiovisual, é obrigatório o envio de pelo menos uma imagem do filme inscrito, em formato Jpeg (extensão jpg), resolução mínima de 300 dpi, dimensões aproximadas de 15 X 10 cm, RGB, para posterior inclusão no catálogo e divulgação do festival. Os filmes narrados em inglês, espanhol e outra língua estrangeira, que contiverem diálogo, narração, cartela ou música deverão ser obrigatoriamente enviados, com legendas em português.
Podem se inscrever para a seleção da Mostra Competitiva, filmes no formato de curtas, médias e longas metragens, nas categorias de ficção, documentário, animação e experimental, produzidas em qualquer parte do mundo, realizados a partir de 2014. Os realizadores podem ainda inscrever até 03 (três) filmes/vídeos, e mesmo o Festival deixando em evidência o conteúdo audiovisual com a temática ambiental, a seleção está aberta para a inscrição de todo e qualquer tema e gênero de produção.
Todos os participantes concorrem ao Troféu Mapinguari, nas seguintes categorias: documentário, animação, ficção e experimental. Serão destinados os prêmios Silvino Santos para Melhor Longa Metragem Documentário; na competição para Curta e Média Metragem a premiação está assim disposta:
Prêmio Melhor Documentário; Prêmio Melhor Animação; Prêmio Melhor Ficção; Prêmio Melhor Experimental; Prêmio Melhor Roteiro; Prêmio Melhor Trilha Sonora ; Prêmio Melhor Fotografia; Prêmio Melhor Montagem; Prêmio Melhor Direção; Prêmio Melhor Ator; Prêmio Melhor Atriz; Prêmio Melhor Produção Amazônica; Prêmio Thiago de Mello: Júri Popular – Troféu Esperança.


O CINEAMAZÔNIA


O Cineamazônia – Festival Latino Americano de Cinema Ambiental surgiu há 16 anos na Amazônia Brasileira, com o objetivo de realizar a junção entre a sétima arte e o meio ambiente, divulgando e promovendo a mensagem pela sustentabilidade, o respeito à natureza e à tradição dos povos que dela dependem. Isso sem esquecer de divulgar, integrar e promover discussões em torno da produção de cinema e vídeos nacionais e internacionais, e a formação de plateia e a consciência sócio ambiental.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Lenha na Fogueira - 04.09.18


As labaredas que destruíram o Museu Nacional no Rio e Janeiro, afetaram também o estado de Rondônia. Acontece que faziam parte do acervo do Museu, espécies de aracnídeos que foram coletados e catalogadas ha mais de 20 anos por expedições realizadas em nosso estado.
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Só para registrar a coincidência: Ontem dia 03, foi o dia do Biólogo e justamente no dia que o segmento festeja seu dia, várias espécies por eles descobertas em expedições as mais diversas, foram destruídas pelo fogo.
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Em entrevista a TV Rondônia o biólogo e pesquisador Flávio Terrassini disse que algumas espécies ainda não foram descritas pela ciência, pois estavam em processo de catalogação.
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Entre as espécies que provavelmente foram consumidas pelo fogo no Museu Nacional estava a “Carios Rondoniensis” que só foram encontradas em cavernas de Porto Velho.
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Enquanto as chamas destruíam o Museu Nacional aqui em Porto Velho – Rondônia fiquei matutando. Como determinadas ações são estranhas.
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Para destruir o Museu Nacional bastou uma faísca para acender o fogo que se transformou num vulcão em erupção, destruindo a História Brasileira guardada no Museu Nacional.
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Se parte da História do Brasil foi consumida pelas chamas na noite de domingo pra segunda, em Rondônia a destruição da História foi ao contrário.
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Aqui nossa História foi literalmente apagada. Apagada quando apagaram o FOGO da caldeira da locomotiva da Madeira Mamoré naquele 10 de agosto de 1972.
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O fogo que fazia o trem trafegar pelos 366 quilômetros da Ferrovia que ligava Porto Velho a Guajará Mirim foi apagado e com ele nossa história.
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Aqui o fogo destruiu o Mercado Municipal em 1966 mais sua história não se apagou, ao contrário despertou a vontade de conhecê-la cada mais.
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Ao apagarem o fogo que fomentava a caldeira da locomotiva da EFMM, apagaram quase toda a nossa história.
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Enquanto o acervo do Museu Nacional dificilmente será recuperado, nosso acervo cultural, representado pela Estrada de Ferro Madeira Mamoré, aguarda a tomada de consciência das nossas autoridades para voltar a funcionar.
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Enquanto faltou água para apagar a chama que destruiu o Museu Nacional no Rio de Janeiro. Em Porto Velho, lutamos para salvar nosso patrimônio histórica de tanta água que veio com a CHEIA DE 2014.
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No Rio de Janeiro, o prédio do Museu, com certeza, será restaurado porém, a maioria das peças que compunham seu acervo, não poderão ser mais visualizadas.
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Enquanto em Rondônia em especial na capital Porto Velho, as peças das composições que formavam o Trem da Madeira Mamoré só dependem da boa vontade das nossas autoridades para voltarem a trafegar pelos lendários trilhos.
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Nosso Museu (a céu aberto) supera inclusive, o FOGO irresponsável das queimadas que destroem nossa floresta.
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Nosso Museu que já completou um século, só não funciona, porque existe um bocado de gente que vive com a cabeça na fogueira da imbecilidade, discutindo a preservação, que só não é preservada, por culpa delas mesmas.
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Lamentamos o incêndio que destruiu parte da história do Brasil guardada no Museu Nacional
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“Perdemos uma instituição de relevante importância para o desenvolvimento educacional e científico não apenas do Estado do Rio de Janeiro, mas, também do Brasil, da América Latina e do mundo”.
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“”O incêndio queimou conhecimento. As chamas tiraram de todos nós milhares de anos em registros de inestimável valor para a humanidade”. (
José Inácio Ramos - Presidente do Instituto Presbiteriano Mackenzie)

Ernesto Melo e Aulenilda habilitados pelo MinC

Os projetos do compositor Ernesto Melo e Mãe Aulenilda de Oliveira foram selecionados pelo Edital Prêmios Culturas Populares 2018.

Os dois Projetos foram desenvolvidos pelo técnico em formatação de Projetos Jadílson Dias. O resultado com a relação de todos os habilitados e não habilitados pode ser conferido no site do MinC.
Veja a matéria distribuída pela assessoria do Ministério:
O Ministério da Cultura divulgou nesta sexta-feira (31/8), no Diário Oficial da União, o resultado de habilitação das inscrições do Prêmio Culturas Populares 2018 - edição Selma do Coco. Ao todo, foram 2.227 inscrições, sendo 1.482 habilitadas: 784 de mestres, 367 de grupos e comunidades, 296 de instituições privadas sem fins lucrativos e 35 de herdeiros de mestres já falecidos (in memoriam).
Os candidatos inabilitados terão cinco dias corridos a partir desta sexta-feira para enviar pedido de reconsideração da fase de habilitação para o e-mail coedi@cultura.gov.br por meio deste formulário. A próxima etapa é o recebimento e o julgamento dos pedidos de reconsideração, que está previsto para ser divulgado na segunda quinzena de setembro.
"Este edital vem valorizar os fazedores de cultura popular, reconhecer o importante trabalho feito por mestres, grupos e entidades. Além disso, o repasse financeiro permite que as atividades desenvolvidas pelos premiados tenham continuidade", destaca a secretária de Diversidade Cultural do MinC, Magali Moura. "O prêmio também é importante para que identificar quem são os fazedores de cultura popular do país, saber com qual tipo de manifestação cultural eles trabalham e onde estão localizados. Isso gera um rico material que serve de base para o ministério trabalhar e pensar em políticas públicas mais efetivas e direcionadas para esse importante segmento", completa.
Neste ano, o valor da premiação passou de R$ 10 mil para R$ 20 mil, além de incluir a inscrição de novas categorias (como a capoeira) e grupos sociais (como ciganos e indígenas).
Após a habilitação, uma comissão de seleção e avaliação irá avaliar o mérito das propostas. Entre os critérios a serem analisados estão contribuição sociocultural que o projeto proporciona às comunidades; melhoria da qualidade de vida das comunidades a partir de suas práticas culturais; e impacto social e contribuição da atuação para a preservação da memória e para a manutenção das atividades dos grupos, entre outros.
Neste ano, a premiação homenageia a cantora pernambucana Selma do Coco (1929-2015). Nascida na cidade de Vitória de Santo Antão, Selma deixou como principal legado a sua contribuição para a consolidação do coco, ritmo típico do Nordeste brasileiro, como referência nacional. A artista gravou três álbuns e participou de festivais internacionais nos Estados Unidos e na Europa, além de ter ganhado o antigo Prêmio Sharp, hoje Prêmio da Música Brasileira. (Assessoria de Comunicação - Ministério da Cultura)

CRÍTICA Amor de Mãe, sonho possível de um cinema rondoniense?


Por Humberto Oliveira (*)
O sonho de se fazer cinema em Rondônia ganhou uma nova estrela em sua jovem constelação. Estreou na noite desta sexta-feira, 31, no Cine Veneza, em Porto Velho, a produção cinematográfica genuinamente rondoniense – o curta metragem Amor de mãe -, dirigido pelo ator Anselmo Vasconcelos, um ícone do cinema nacional e também da televisão brasileira, que descobriu Rondônia, se apaixonando por nossas belezas e talentos.
Presente na abertura do evento, o jornalista Domingues Junior foi sábio ao citar o genial diretor japonês Akira Kurosawa, que via os filmes como sonhos. Amor de mãe seria a pedra de toque do sonho possível de uma cinematografia rondoniense? O público presente para as duas sessões do filme confirmam isso.
Baseado numa ideia do jornalista e empresário da comunicação, Paulo Andreoli – que assina o roteiro -, Amor de mãe tem em seu elenco e equipe técnica talentos da terra, como dizem, prata da casa. E pelo que assistimos, eles fizeram bonito para contar uma história com cores regionais, mas com apelo indiscutivelmente universal.
Enchem os olhos as belas paisagens, a fotografia impecável do filme também merece destaque. Quanto ao elenco, com exceção de Anselmo Vasconcelos, todos são amadores, mas deram conta do recado e não comportem o resultado final. A produção se esmerou na parte técnica, caracterizações, cenografia, edição, som, trilha sonora e figurino. Quanto ao roteiro, não podemos deixar de mencionar que foi o primeiro escrito pelo jornalista Paulo Andreoli, ainda um neófito na carpintaria da arte de escrever roteiros.
As cenas que abrem o filme nos remetem a Silvino Santos, português de nascimento, que atravessou o Atlântico e aportou em Belém e depois se radicou em Manaus – onde testemunhou a chegada do cinema no Amazonas, onde trabalhou como fotografo. Uma de suas mais importantes obras chama-se No país da Amazonas (1922), notável documentário de longa metragem, que certamente inspirou a produção das belas imagens aéreas dos rios Amazonas e Madeira, 96 anos depois do pioneirismo do mestre Silvino Santos, o cineasta da Amazônia.
Como articulador deste projeto, vale ressaltar a ousadia e coragem de Andreoli, seu empreendedorismo e espirito de aventura ao agregar tantas pessoas e juntos mergulharem de cabeça na realização de um filme, uma das coisas mais difíceis e complicadas de se fazer, ainda mais em terras de Rondon. Pontos para Andreoli e toda a equipe. Pontos para Anselmo Vasconcelos por acreditar na concretização do projeto.
Nesta noite de estreia, Paulo Andreoli deveria se sentir, pelo menos é o que imagino, como o cineasta François Truff aut na estreia de seu primeiro longa metragem, Os incompreendidos (1959), quando se consagrou como o melhor diretor no Festival de Cinema de Cannes, daquele ano. Assim como o personagem principal, o menino Antoine Doinel é o alter ego de Truffaut, o jornalista Paulo, protagonista da produção rondoniense, é o alter ego do pai da ideia e autor do roteiro, Paulo Andreoli.
(*) O autor é cinéfilo e jornalista

sábado, 1 de setembro de 2018

João Dalmo - 50 anos apresentando programas esportivos no rádio rondoniense


No próximo dia 6 de setembro, João Dalmo vai festejar seus 50 anos como apresentador de programas esportivos no rádio rondoniense em especial, nas emissoras de Porto Velho. “No dia 7 de setembro de 1968, a convite do Walter Santos atuei pela primeira vez, como repórter esportivo de uma partida de futebol e foi pela rádio Caiari durante o jogo entre Ferroviário X Nacional de Manaus”. João Dalmo até os dias atuais, apesar de já estar aposentado, continua como apresentador de programa esportivo. “Hoje faço parte da equipe esportiva da rádio FM Rondônia eu e meu parceiro de longas datas Miguel Silva”. Por ser um apaixonado por futebol, durante muitos anos atuou na Federação de Futebol de Rondônia elaborando tabelas e regulamentos dos campeonatos coordenados pela entidade. “Hoje a convite do Heitor Costa sou o Ouvidor da Federação”. Além de todo seu envolvimento com o esporte, João Dalmo foi boêmio, morou no famoso prédio “Purgatório” reduto de boêmios como Manelão. “Aquela história do defunto, aconteceu foi comigo e não com o Isais”.
Quer saber mesmo a história do João Dalmo? Acompanha a entrevista que segue.

ENTREVISTA


Zk – Vamos começar pela sua identificação?
João Dalmo – Meu nome é João Dalmo Alves da Silveira, nasci em Porto Velho no dia 28 de fevereiro de 1947. Fui criado na Almirante Barroso precisamente no bairro Santa Bárbara, minha infância foi jogando bola no campinho da Favela onde existia o Dispensário. Perdi minha mãe (dona Elvira Oliveira da Silveira) aos 16 anos de idade. Meu pai Luiz Alves da Silveira foi estivador e guarda territorial. Estudei primeiramente no Grupo Escolar Barão do Solimões e depois no Colégio Dom Bosco.

Zk – No próximo dia 7 de setembro você completa 50 anos de rádio, em especial, na área esportiva. Fala sobre essa trajetória?
João Dalmo – Na minha época de criança o que se ouvia era rádio. Meu pai tinha um aparelho de rádio Transglobe e eu menino ficava mexendo para ouvir os jogos de futebol. Eu jogava futebol no juvenil do Ferroviário, depois passei para o Aspirante que era o segundo time, joguei algumas vezes pelo time principal. Acontece que na época, só tinha fera, na posição que eu jogava ponta esquerda, tinha o Piabinha (craque) e o Frederico, era quase impossível o técnico me escalar como titular. Em vista disso, aos 20 anos de idade, resolvi pendurar as chuteiras. Parei com o futebol de campo e fui para o Futebol de Salão (Futsal), aí participamos de bons times, aliás, fizemos sucesso; era eu Ivo do Pedrinho, Doque e mais uma rapaziada boa de futsal.

Zk – E o Dalmo comentarista de futebol quando surge?
João Dalmo – Um dia o Walter Santos que já estava na Rádio Caiari transmitindo futebol. Devo lembrar que eu sabia tudo sobre futebol e tinha um pormenor eu gravava na mente, tudo o que os locutores falavam, por esse motivo o Walter me fez o convite. No dia 7 de setembro de 1968, la estava eu na cabine da Rádio Caiari no estádio Aluizio Ferreira comentando a partida de futebol entre o Ferroviário X Nacional de Manaus.

Zk – Você também se transformou num ótimo vendedor de cotas de patrocínio?
João Dalmo – Pois é, a partir daquela participação como comentarista, partir pro lado da venda de publicidade. Na época participávamos da super equipe esportiva da Rádio Caiari: Eu atuava como repórter de pista, o Miguel Silva como comentarista; José Ribamar, Walter Santos e Pinheiro de Lima (narradores), chegamos a ter quatro narradores com a chegada do Sargento Walci Vieira. Nossa equipe chegou a fazer coisas que só se via em emissoras grandes como a Globo, que era transmitir simultaneamente de quatro lugares diferentes: Vilhena, Guajará Mirim. Ji Paraná e Porto Velho.

Zk – Qual a grande transmissão. Aquela que você considera inesquecível a que marcou sua vida esportiva?
João Dalmo – Foram várias transmissões empolgantes. Hoje se conheço o Brasil, é graças ao futebol, exemplo: decisão do campeonato Carioca. Como não existia televisão em Porto Velho a gente vendia esses jogos e íamos transmitir direto do Maracanã. Aonde tinha um jogo amistoso da Seleção Brasileira à rádio Caiari estava lá. Eu ia sempre, porque além de repórter era eu quem vendia as cotas e não tinha como ficar fora da viagem.
Zk – E como foi que você se transformou em diretor de esportes da TV Rondônia?

João Dalmo – Aconteceu o seguinte: Estava na rádio Caiari já como chefe da equipe, quando um amigo meu la da TV Amazonas o Arnaldo Santos me ligou: “João vai inaugurar a TV Rondônia e nós precisamos de um apresentador esportivo, você não quer assumir esse cargo”? Terminei aceitando o desafio. Tinha um detalhe, eu tinha que vender três cotas de patrocínio que era 12 Mil Cruzeiros, vendi as cotas para a Construtora Alfa do Antônio de Matos, Mineração Jacundá cujo gerente era nossa amigo Nelson e para o Bazar Marleide do Queiroz. No dia 13 de setembro de 1974, com a presença do Ministro Euclides Quandt de Oliveira, Phelippe Daou e toda cúpula da TV Amazonas foi inaugurada a TV Rondônia. Em toda cidade que inaugurava uma TV era implantado o programa “A Bola é Nossa” que era nada mais nada menos, que os 20 mais bonitos “Gols do Pelé” e o apresentador só tinha que chamar a atenção do telespectador para assistir os gols. Foi aí que deu a tremedeira!

Zk – Por quê?
João Dalmo – Quando terminou a solenidade de inauguração por volta das 19 horas, o doutor Phelippe Daou convidou todos para assistir o primeiro programa esportivo da TV Rondônia e quem aparece como apresentador: Eu e o Miguel Silva, Miguel que eu havia convidado para ser meu parceiro na venda das cotas de patrocínio e nada mais justo que colocá-lo ao meu lado, aí nós dois mais o apresentador que veio de Manaus e fez nossa apresentação. Fomos nós que chamamos a matérias com os gols do Pelé. No dia seguinte o doutor Phelippe Daou teve uma reunião comigo e me convidou para continuar apresentando o programa. Fiquei 18 anos na TV Rondônia, durante 8 anos apresentando “A Bola é Nossa” e depois que a Rede Amazônia passou a transmitir os programas da Globo passei a apresentar o Globo Esporte local, por dez anos.

Zk – Saindo da área esportiva. Vamos para o setor da Boemia?
João Dalmo – Sempre gostei da boemia! Como falei, perdi minha mãe aos 16 anos e tive que tocar o barco sozinho, éramos seis irmãos e meu pai começou como estivador no Plano Inclinado, depois foi Guarda Territorial, ficou muito conhecido como Guarda Silveira. Meu pai era analfabeto, mas, era muito bem informado, por ser assíduo ouvinte de rádio. Devo esclarecer que ganhei muito dinheiro com a TV Rondônia e a Rádio Caiari. Eu vendia tanto que o doutor Phelippe Daou um dia me chamou para renegociar minha participação na TV. Acontece que ele me entregava os tapes de futebol por 5 Mil Cruzeiros, no primeiro eu já faturei 30 Mil, no segundo foi pra 40 Mil aí após três meses, ele me chamou pra uma nova conversa e falou: “Você tá ganhando mais que a TV” sugeriu que eu criasse uma agencia de publicidade e que me pagaria 20% das publicidades que eu levasse pra TV Rondônia e assim, nasceu a agencia J. Dalmo Publicidade e Promoções.

Zk – Voltando ao boêmio?
João Dalmo – Com dinheiro no bolso a gente faz muita coisa, aí fui pra noite, sempre gostei da boemia, pra você ter idéia, na época criamos um conjunto que tinha o Léo filho da dona Jóia do bloco, Neguinho Menezes, Miguel do atabaque, e o Jorge Andrade voz e violão e eu tocava maraca. Chegamos a nos apresentar no Cine Teatro Resk. Vivi por um tempo com a dona Maria Eunice proprietária da boate “Nova Olinda” que é conhecida como Maria Eunice. Ela foi uma pessoa maravilhosa na minha vida. Pra encurtar a conversa sobre boemia, basta lembrar que eu morava no “Purgatório” junto com Manelão, Joveli, Isaias. Inclusive aquele episódio do Defunto que você conta no seu livro, foi comigo e não com Isaias.

Zk – Parou pra casar, com quem?
João Dalmo – Fui casado e vivi durante 32 anos, com uma mulher maravilhosa que Deus já chamou, Drª Salma Romiê que me deu quatro filhos. Constitui nova família e ganhei mais três filhos que não gerei, mas, criei, por tanto, são meus e agora me apareceu um novo filho gerado fora do casamento e ainda me trouxe três netos. Eu o reconheci e ta tudo em paz.

Zk – Bom, no próximo dia 6 de setembro, você vai fazer uma festa para comemorar seus 50 anos como comunicador na área esportiva. Como vai acontecer essa festa?
João Dalmo – O cantor e compositor Jorginho do Império é meu amigo de longas datas, nos comunicamos constantemente e ele foi quem sugeriu: “João Dalmo essa data você não pode deixar passar em branco, tem que fazer alguma coisa, manda minha passagem que vou aí lhe ajudar”. Aí o Ernesto Melo que é meu primo se propôs a também se apresentar com a Fina Flor do Samba e o Grupo Fala Sério que é uma garotada que vi nascer e dei apoio se propuseram a se apresentar sem cachê. Quer dizer, vai ser uma festa do samba a comemoração dos meus 50 anos de Rádio.