quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Animando Amazônia promove palestra sobre animação




A secretária executiva do CINEDUC , instituição que há 40 anos desenvolve projetos de integração do cinema com as escolas, Bete Bullara, está participando em Porto Velho do Animando Amazônia, projeto que leva oficinas de animação a escolas da Capital, incentivando o uso de animações como instrumento de aprendizado. Na última semana, Bete Bullara  esteve na Reserva Extrativista Lago do Cuniã, junto com a equipe do projeto e nesta semana vai fazer uma palestra sobre o potencial do audiovisual para professores de escolas públicas de Porto Velho.
O Animando Amazônia está realizando, desde segunda-feira, oficinas no Centro de Ensino Infantil Pequeno Gênio, no bairro Conceição, zona Sul de Porto Velho, e na Escola Municipal de Ensino Fundamental Deigmar Moraes de Souza, no distrito de Cujubim, no Baixo Madeira. Nas duas escolas serão feitas projeções de filmes de animação, incluindo vídeos elaborados com a participação das crianças, na sexta-feira e no sábado, respectivamente. O mesmo trabalho já foi desenvolvido nos distritos de Jacy-Paraná e Rio Pardo.
Bete Bullara é formada em Cinema pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e desde 1975 preside o CINEDUC, onde participou de treinamento de professores, mesas redondas e palestras, tanto no Brasil como no exterior, além da preparação de materiais didáticos teóricos e exercícios. Realizou 67 oficinas para professores e para jovens em 16 estados brasileiros para o SESC Nacional no último ano; promoveu curso de professores para a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro; curso para professores no Festival Nueva Mirada, em Buenos Aires; oficina de leitura de imagens para jovens de vários países e em festivais de cinema em Porto Velho, Rio de Janeiro, Tiradentes, Niterói, Ouro Preto, Belo Horizonte e Gramado. Ela é curadora da Mostra Geração do Festival Internacional do Rio de Janeiro.



Judiciário apresenta talentos em Mostra Cultural


Começa amanhã 10, a II Mostra Cultural, um projeto do Tribunal de Justiça de Rondônia. Em vez de processos e computadores, luz, microfones e música para mostrar que servidores e magistrados do Poder Judiciário estadual também mandam bem como atores, dançarinos e cantores. A arte estará presente nos dois dias de mostra com as mais de 24 apresentações, entre exposições de poesias e fotografias, música, dança e performances teatrais. Em comum, além da vontade de contribuir para essa grande festa, os participantes têm o fato de não serem profissionais das artes, mas, como amadores, o amor aos passos sincronizados, aos acordes harmônicos ou aos cliques congeladores de momentos inesquecíveis, fazem das apresentações desses serventuários da justiça um espetáculo digno de um palácio.
Já a solidariedade está no público, que fará a doação de um quilo de alimento não perecível, exceto sal, em troca da entrada no evento, que começa no dia 10, a partir das 19h, e tem continuidade no dia 11, no mesmo local e horário. Todo o arrecadado será doado para instituições sociais.
O Coral Nosso Tom encerra a primeira noite da Mostra. O grupo é formado pelos servidores e pela magistrada da comarca de Santa Luzia D'Oeste e virá da cidade a mais de 500 quilômetros até a capital para cantar e encantar o público. Antes deles, músicas, dança e performances de teatro. No segundo dia, um novo espetáculo, com novas atrações.
A II Mostra Cultural Arte e Solidariedade é uma ação do Tribunal de Justiça de Rondônia, em parceria com a Emeron, Associação dos Funcionários do Poder Judiciário do Estado de Rondônia (Amigos), Associação dos Magistrados de Rondônia (Ameron) e Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário do Estado de Rondônia (Sinjur).

Cento e vinte produções artísticas foram inscritas nas categorias dança, música, performance, artes plásticas, poesia e fotografia. Durante duas semanas, a comissão julgadora, formada pelas servidoras do TJRO Ruti Carvalho e Vera Mazzarotto, e por uma equipe multidisciplinar da Fundação Cultural de Porto Velho (FUNCULTURAL), avaliou os trabalhos com base nos critérios criatividade, qualidade e linguagem universal.(AI) 

Quebra Nozes destaque do Balé do Sesi dia 19


Com apoio da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero), a Academia de Dança do Serviço Social da Indústria (Sesi) de Porto Velho, no próximo dia 19, a partir das 20 horas, no palco do Teatro Estadual Palácio das Artes, vai presentear o público local com mais uma apresentação de alto nível.
A programação da 26ª Mostra de Dança do Sesi vai apresentar ‘O mundo Encantado das Pequenas Bailarinas’ (apresentações do balé infantil) com as coreografias ‘O Sonho da Branca de Neve; O Mistério da Esmeralda’; Lollipop em ‘A Festa e Pequena Sereia em Alto Mar’.
Balé de repertório traz adaptações das professoras Rita Nascimento e Tácia Barreto para “O Quebra Nozes”. Criado Ilitch Tchaikovsky baseado no conto “O quebra-nozes e o Rei dos camundongos”. Apresentado pela primeira vez em 1.892 em São Petersburgo, o balé retrata a história de uma menina chamada Clara que na festa de natal ganha de presente um quebra-nozes. Em sonhos o quebra-nozes se transforma em um príncipe e juntos os dois vivem aventuras na terra da neve.
Ainda como parte do espetáculo, o Sesi apresentará no estilo dança contemporânea, o musical Vida Nordestina – que conta a saga das pessoas nascidas no nordeste e que, em busca de dias melhores, se aventuram nas cidades do sul e sudeste.
A superintendente regional do Sesi, Elisabeth Urban, lembra que a Academia de Dança do Sesi foi fundada há 26 anos e desde então passou a ser referência na formação de profissionais de dança em Porto Velho. “Ao mesmo tempo em que estudam, os alunos realizam apresentações em eventos, participam de cursos e oficinas durante o ano inteiro em várias modalidades”, afirmou.
Elisabeth acrescenta que a cada ano a academia busca inovar em suas apresentações, mas sempre incluindo em seu repertório coreografias clássicas.
Em mais de duas décadas e meia de atividades, a academia do Sesi participou de festivais, mostras e eventos nacionais e internacionais e realizou apresentações que ganharam destaque e conquistaram prêmios e o aplauso entusiasmado do público.
De acordo com o presidente da Fiero, Marcelo Thomé, este reconhecimento é fruto de um trabalho de qualidade e o compromisso de profissionais e alunos empenhados a se expressar por meio da dança, fortalecer a marca e a imagem do Sesi como instituição promotora, não apenas de educação, mas de cultura para Rondônia.

Ingressos R$ 10,00. Mais informações pelo número (69) 32179810.

Lenha na Fogueira - 09.11.16


 As inscrições para o prêmio Lídio Shon terminam segunda feira dia 14.
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Abertas pelo governo de Rondônia desde o dia 30 de setembro, as inscrições para o Prêmio Lídio Sohn, que tem por objetivo fomentar a cultura no Estado de Rondônia, terminam no próximo dia 14.
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A premiação para as quatro melhores produções audiovisuais é de R$ 80 mil. Os inscritos selecionados vão ter 250 dias para produzir e disponibilizar os longas-metragens, além de seguir os critérios de produção, como a duração, que deve ser de 27 a 33 minutos, entre outros critérios que se encontram no edital.
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Serão selecionados quatro projetos, tanto de pessoa física quanto jurídica, e cada um será contemplado com R$ 20 mil, totalizando R$ 80 mil. O prêmio incentiva a produção artística de ideias no campo audiovisual para construção da história da arte mais recente em Rondônia.
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Antes da produção, os inscritos vão passar por três etapas para receber o valor de R$ 20 mil.
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Na primeira, uma comissão vai analisar as exigências pedidas no edital; na segunda, especialistas em cinema vão verificar a relevância cultural, criatividade, inovação, impacto social e capacidade e execução; e na última fase a comissão analisará o detalhamento de como será feita a produção.
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No Prêmio Lídio Sohn o tema de abordagem deve ser “Memória e Cultura Rondoniense”, que para o superintendente estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer, Rodnei Paes, é uma forma de mostrar como as cidades estão envolvidas com a cultura e incentivar para que toda essa cultura seja levada para o Brasil e para o mundo.
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Os vídeos devem ter o formato Full HD MP4. E devem ser apresentados em duas vias, em Pen Drive ou DVD, como é sugerido no edital do prêmio.
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É isso aí! Os editais da Sejucel começaram a virar realidade. O Zezinho Maranhão de Música está na fase de formatação dos convênios que serão assinados pelas entidades vencedoras e o governo do estado, leia-se Sejucel e depois, é só cair na estrada.
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Quem está feliz da vida com a seleção pelo Zezinho Maranhão de Música é o poeta da cidade Ernesto Melo que teve o Projeto “A Fina Flor do Samba” contemplado com 30 Mil e vai circular por algumas cidades de Rondônia.
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Ernesto me disse que uma das cidades que ele faz questão de apresentar A Fina Flor do Samba é Guajará Mirim.

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O problema é que Guajará não sabe quem será o prefeito, pelo menos até a Justiça Eleitoral julgar os recursos do candidato que obteve maior votação no dia 3 de outubro passado, mas, pelo menos até agora, não pode festejar a vitória.
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De qualquer maneira e como a circulação do Zezinho Maranhão só deve começar após o carnaval, muita água ainda passará por debaixo da ponte do “Ribeirão”.
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Já o representante de Guajará Marcos Biesek também já está ensaiando o show que vai apresentar na circulação do Zezinho Maranhão de Música. Com certeza Marcos colocou na turnê a cidade de Ariquemes.
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Quem também está se preparando para circular é o Bira Lourenço e o Catatau com o espetáculo de percussão “Sons de Beira”. É tudo pelo Edital Zezinho Maranhão de Música.
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Por falar nisso, o concurso de samba de enredo da escola de samba Acadêmicos do São João Batista já começou a agitar os concorrentes. Domingo passado 06, no Café da turma da Confraria Pobres do Caiari Beto Cezar e Paulinho Santana (Cachaça) praticamente firmaram parceria e até andaram cantando a capela do refrão.

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Enquanto isso, o Louro do Cavaco foi procurado pelo Rafael Saideira (Ex parceiro do Paulinho Cachaça), para firmar parceria no samba da São João Batista.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Galo da Meia Noite apresenta programação 2017


A nova Diretoria do Bloco Galo da Meia-Noite divulgou sua programação oficial para o Carnaval de 2017. Além das atividades propriamente festivas, o Galo da Meia Noite também planejou outras ações sociais e culturais como arrecadação de alimentos não perecíveis e uma Exposição para contar um pouco da sua história, em comemoração ao seu jubileu de prata.
Segundo o novo presidente do Galo da Meia Noite, Benjamin Mourão, o bloco chega aos seus 25 anos, com muita história pra contar e com o mesmo entusiasmo que fizeram dele uma das mais aclamadas agreGalomiações carnavalescas da cidade. “Queremos contar um pouco dessa história a todos os foliões que amam o bloco. Nossa razão de ser sempre foi o brincante a para ele estamos preparando uma festa inesquecível”, comentou.
No calendário de atividades de 2017, as atividades pré-carnavalescas começam dia 13 de janeiro, na Casa da Cultura Ivan Marrocos, com a abertura da exposição comemorativa dos 25 anos da entidade e o coquetel de lançamento do abadá. A exposição estará disponível para visitação até o dia 11 de fevereiro de 2017. No sábado, dia 14 de Janeiro, acontece o primeiro ensaio, no Mercado Cultural.
De acordo com Benjamin Mourão, o bloco vai realizar seis ensaios pré-carnavalescos no Mercado Cultural de Porto Velho e para participar da festa, o folião deverá levar um quilo de alimento não-perecível que será doado para uma entidade filantrópica ou social. O folião receberá no ato da entrega do seu alimento um cupom para ter direito ao sorteio de vários brindes, entre eles abadás do bloco para Carnaval de 2017. “Carnaval é festa, mas também é responsabilidade. Queremos também dar nossa colaboração social junto aos nossos parceiros”, ressaltou.

Além da doação de alimento não-perecível, o Galo da Meia Noite também preparou para o dia 11 de fevereiro, no encerramento da exposição do Jubileu de Prata, uma campanha de doação de sangue, a campanha “Galo Sangue Bom”, junto à Fundação Banco de Sangue do Estado de Rondônia (Fhemeron).

A primeira atividade do Galo visando o carnaval de 2017, será o 1º Concurso de Frevos e Marchinhas Carnavalescas a ser realizado com a participação dos compositores da cidade, no dia 03 de Dezembro deste ano, em frente ao Mercado Cultural de Porto Velho.

Lenha na Fogueira - 08.11.16

O final de semana foi dos melhores em se falando de espetáculo cultural em Porto Velho.


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Tudo começou sexta feira com o Belé Folclórico do Amazonas se apresentando no Teatro Palácio das Artes Rondônia pelo Projeto Música na Estrada. O produtor Fernando até hoje está invocado com a baixa frequência de público no primeiro dia do Música na Estrada.

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Zé, o evento foi um dos mais bem divulgados dos últimos anos, com página inteira no Diário da Amazônia, matéria jornalística com você, mídia constante na TV Rondônia, divulgação nas redes sociais e mesmo assim o público não chegou a 500 pessoas no teatro”. Lamentava Fernando em conversa com esse colunista na tarde de sábado.

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Eu também achei muito pouco o público que compareceu para assistir o Balé Folclórico Amazônico na noite de sexta feira, um espetáculo maravilhoso onde os dançarinos apresentam várias coreografias para algumas danças praticadas no interior do amazonas como foi o caso da dança do “Paneiro” e “boi bumbá”.

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No caso do boi bumbá, além da dança, encenaram a “Matança do Boi” numa versão quase que original, aliás, só não foi a original porque quem ressuscitou o boi foi o Pajé, No Auto original o responsável pela proeza é o doutor da vida. Só sei que no final o negócio estava tão empolgante que dancei boi bumbá com eles no palco do Palácio das Artes.

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Quem deixou de ir, perdeu um ótimo espetáculo de danças folclóricas da nossa região. Vai ver que o público pensou que seria uma apresentação de “dança de quadrilha” o que já estão acostumados a ver a toda hora em Proto Velho. Não foi! O negócio foi além!

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Sábado foi a vez do espetáculo Guelã com a cantora Maria Gadu. O teatro com todas as poltronas ocupadas. Ufa! Respirou o Nilson da Criativa quando os ingressos acabaram poucos minutos antes das portas do teatro fecharem.

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Com um pequeno atraso, causado por problemas de última hora observado na mesa de som. Maria Gadu sem frescura, começou a cantar e encantar. Foram aproximadamente duas horas com muita música e pouca conversa. O público extasiado com a maravilha de apresentação e principalmente pela sonorização.

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Show em teatro é outra coisa, a gente entende o que a cantora está cantando, ainda mais quando a acústica é boa como é o caso da acústica dessa casa de espetáculo”, comentava o jovem Gaspar na saída do teatro, numa roda de amigos.

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Gadu fez suspense, pois quando o show completou Uma Hora e Trinta Minutos, anunciou seu encerramento, inclusive saiu do palco com todos os músicos. Algumas (pouquíssimas) pessoas deixaram o ambiente, porém, parecia que o negócio estava combinado!

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O público começou a pedir: Mais uma, mais uma! Depois de alguns minutos para fazer mais suspense, eis que ela surge novamente, toma acento (ela cantou o tempo todo sentada em virtude de um problema no joelho) e o espetáculo recomeça.

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Apesar de o repertório ser baseado nas músicas do último CD “Guelã” Maria Gadu mostrou algumas canções dos seus três CDs anteriores. Shimbalaiê, quando vejo o sol beijando o mar; Shimbalaiê, toda vez que ele vai repousar...

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E quem disse que Maria Gadu foi repousar, pediu apenas “um tempinho” foi ao camarim e voltou e ainda ficou por mais de uma hora atendendo os fãs que queriam fazer self com ela.

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Nilson da Criativa me disse, que, caso o público atenda sua pesquisa que está no face, positivamente, ainda em dezembro, ele coloca no palco do Palácio das Artes show com Oswaldo Montenegro.

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Quanto ao Música na Estrada, o Fernando ficou feliz da vida com o público que prestigiou o show com a Orquestra de Violões do Amazonas. Nem tudo está perdido!

Luiz Caitano de Andrade

Do Núcleo Boa Vista a Monte Negro


Ele chegou à recepção do Diário da Amazônia com a intenção de conseguir espaço, para publicar um texto “histórias que o povo conta” com a história de um cidadão muito rico. A recepcionista então resolveu me chamar: “A história dele é interessante”. Ao se apresentar seu Luiz Caitano foi dizendo “É Caitano com i mesmo, o tabelião errou na hora de me registrar e em vez do “e” colocou o i”. Conversa vai, conversa vem, descobri que a história do seu Caitano tem a ver com a criação do município de Monte Negro. Aliás, a felicidade dele era porque naquele dia, ficou sabendo que a ação movida por ele contra a prefeitura de Monte Negro, estava em andamento. Após nossa conversa já na sala do diretor Marcelinho Freire seu Luiz Caitano saiu esbanjando felicidade. “Venho aqui para pedir a divulgação de um texto e vocês resolvem contar minha história. É muita felicidade num dia só pra quem estar com 83 anos 2 meses e 17 dias”.
ENTREVISTA
Zk – Fale sobre o senhor?
Luiz Caitano – Nasci em São Caetano da Raposa no estado de Pernambuco, no dia 17 de agosto de 1933. Minha infância e adolescência foi trabalhando na roça pra onde levava minha comida e a dos meus irmãos e pais dentro de uma bacia. Quando voltava pra casa minha obrigação era cortar os galhos de uma árvore por nome de Joá para alimentar as cabras e assim foi indo, já em 1951 fiz uma plantinha de milho, aí veio o sol matou tudinho, nesse dia muito triste voltei pra casa e falei pro meu pai: Pai eu não posso ficar aqui, vou pra São Paulo... (emocionadíssimo).
Zk – E Rondônia?
Luiz Caitano – Depois de alguns anos vim pra Rondônia onde parei numa localidade que ficava a cinquentaquilômetros de Ariquemes. Hoje é o município de Monte Negro, comprei duas chácaras e passei a cultivar mamão que vendia em Porto Velho. Na época trazia 200 caixas, porém, o dinheiro apurado não dava pra pagar os empregados e nem o frete. Fui obrigado a cortar o mamão.
Zk – Passou a viver de que?
Luiz Caitano – Plantei pasto e aluguei a terra por sessenta contos e passei a viver morando num barraquinho. Eram duas chácaras, uma delas, 300 metros era de frente para uma rua e então reparti em terrenos de até 10 X 30 e fui vendendo.
Zk – Isso quer dizer que o senhor chegou à região antes da criação do município de Monte Negro?
Luiz Caitano – Exatamente! Quando fui pra lá o nome era “Núcleo Boa Vista” que tinha sido a fazenda do José Fernando de Moura que doou parte para a criação do núcleo Boa Vista. Não existia prefeito tinha um administrador. Depois de algum tempo realizaram o plebiscito e foi criado município de Monte Negro.
Zk – Quem foi o primeiro prefeito de Monte Negro?
Luiz Caitano – Foi o Paulo Amâncio Mariano. Nessa época eu já tinha as duas chacrinhas. Acontece que o José Fernandes de Moura tinha loteado seis chacrinhas eu comprei a 2 e a 3. Quando terminou o mandato do Paulo foi eleito o Jair Mioto que antes de se eleger deputado estadual foi prefeito de Monte Negro. Justamente durante o mandato do Jair Mioto mandaram invadir a chácara nº 3.
Zk – O prefeito mandou invadir uma de suas chácaras?
Luiz Caitano – Isso mesmo. Nesse tempo eu já tinha formado pasto para 250 novilhas. Quando eu plantava cacau o técnico da Seplac disse, se formar uma fazendinha pra colocar 250 novilhas enxertadas, em três anos, você está com a fazenda formada. Com aquele dinheirinho apurado com a vendas da repartição da chácara nº 2 comprei três lotes de 21 alqueire e formei pasto. Quando o pasto já estava formado para colocar as novilhas o que aconteceu...
Zk – Sim?
Luiz Caitano – Foi quando invadiram a chácara nº 3. De onde eu iria tirar o dinheiro pra comprar novilha. O Jair Mioto prefeito tomou conta da minha chácara e até agora nada de indenização. No próximo dia 23 vai completar 20 anos que invadiram minha chácara.
Zk – O nome Monte Negro foi colocado em homenagem a que?
Luiz Caitano – Quando o núcleo Boa Vista passou a município fui procurar saber o porquê que haviam colocado o nome de Monte Negro e a explicação que me deram foi que ali perto, existia um córrego com o nome de Monte Negro e por causa desse córrego batizaram o município.
Zk – E suas terras?
Luiz Caitano – Estou com 83 anos 2 meses e 17 dias hoje (dia 04.11), há 19 anos estou brigando para receber a indenização daquela chacrinha que hoje era para estar com no mínimo 10 mil cabeças de boi.
Zk – No tempo que invadiram a chácara o senhor passou a viver de que?
Luiz Caitano – Fiquei passando fome. Passava sempre num terreno baldio onde existia um pé de mamão tirava aquele mamão, chegava em casa, um barraquinho alugado, repartia o mamão no meio colocava farinha de mandioca e mandava pros peitos.
Zk – Quando o senhor chegou à região onde hoje é Monte Negro o que existia?
Luiz Caitano – Existia um bocado de casinhas que formava o Núcleo Boa Vista. Eu tinha umas casas construídas em Porto Velho, casa de qualidade com 160 metros quadrados e acabamento finíssimo. Já estava no terceiro degrau em se falando de posição financeira, quer dizer, estava bem mesmo, aí foi na época que veio o Sarney e acabou com tudo. Depois disso, minha ideiaera vender madeira e um cidadão me disse que numa localidade por nome Buritis o ramo de madeireiro era ótimo, foi então que me aventurei e ao chegar ao Núcleo Boa Vista fiquei e deixei a idéia de ser madeireiro de lado.
Zk – O senhor veio direto de São Paulo pra cá?
Luiz Caitano – Vim pra Cuiabá justamente na época que deu uma enchente e os colégios estavam todos servindo de abrigo para as vítimas da alagação. Quando resolvi ir para Cuiabá procurei meu médico em São Paulo e ele disse que eu podia ir, mas, “se alimente bem, todo dia de manhã coma um dente de alho em jejum para evitar a malária”, isso foi no ano de 1970.
Zk – Em Cuiabá o senhor fazia o que?
Luiz Caitano – Fiquei pouco tempo lá, logo vim pra Rondônia precisamente para Ariquemes, onde por muitos anos vendia banana na feira. Acontece que quando eu tinha algum problema de saúde me internava no hospital do Dr. Confúcio. Quando da segunda campanha, ele caminhando com aquele montueiro de gente pela feira, falei com ele sobre o problema da indenização das minhas terras em Monte Negro e ele prometeu que quando acabasse a campanha, falaria com a Irmã dele pra ir comigo a Brasília resolver. “Você tem como pagar a sua passagem?” perguntou ele e eu respondi positivamente, só que depois da eleição acho que ele esqueceu.
Zk – Quando o senhor veio pra Rondônia já era desquitado?

Luiz Caitano – Já! Aliás, quando vim pra cá eu já tinha morrido há muito tempo, estava com 65 pontos negativos no sangue, gripe crônica, anemia e um bocado de complicação. Quando cheguei em Cuiabá dentro de seis meses comecei a sentir melhora, eu ia tomar banho no rio e quando colocava o pé dentro d’água era mesmo que tomar um choque. Fui fazer tratamento e foi um sacrifício, porque tinha que sair de casa seis horas da manhã sem lavar a boca, para ser atendido. Nove horas, era que ia tomar café, os procedimentos só terminavam às três horas da tarde. Passei seis anos nessa luta tomando os remédios de farmácia. Até que um dia resolvi partir para a medicina alternativa. A medicina do caboclo do homem do campo e passei a me tratar com SEMENTE de SUCUPIRA e MANACÁ misturado com pinga (cachaça), depois disso ia tomar banho no rio e não sentia mais aquele calafrio. Depois de dois anos voltei a clinica e o médico que era português ao ver os exames falou “ô raio tu já estás melhorando, tas tomando os remédios?”. Tô doutor” mentira eu tava tomando era sucupira com manacá na pinga na outra visita, ele admirado disse que eu estava curado. Até hoje ele pensa que foram os remédios que ele passou que me curou. Meu tesouro está la em cima, no céu!