segunda-feira, 9 de julho de 2012

LENHA NA FOGUEIRA - 10.07.12


Foi um final de semana dos melhores, o que passamos na festa de São Pedro do distrito de Nazaré.


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O barco recreio no qual viajamos, zarpou do porto do Cai N’água em Porto Velho exatamente as 11h30, da última sexta feira dia 6 e atracou no porto de Nazaré por volta das 18h30. Vale salientar que o barco faz linha até Calama, porém, noventa por cento dos passageiros daquela viagem, desembarcou em Nazaré. Aliás, foram dois barcos lotados naquele dia. Sábado muitas outras pessoas desembarcaram inclusive o casal Golda e Carlos Levy da Associação Curta Amazônia, sem contar com universitários que participam de pesquisas com apoio do Núcleo de Apoio a População Ribeirinha da Amazônia – Napra.

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Não sei a população de Nazaré, mas, creio que vi duplicou durante a festa de São Pedro. Inclusive todas as pousadas estavam com lotação esgotada e até barracas de camping vislumbramos ao longo da “passarela”.

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Não tem como não concordar, que Nazaré é a capital rondoniense da cultura popular. Tim Maia e família (irmãos e filhos, sobrinhos e sobrinhas e esposa), é o responsável por tudo que acontece relativo à cultura popular em Nazaré.


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Através do Instituto Sócio Ambiental e Cultural Minhas Raízes, são desenvolvidas oficinas de dança, canto e música de onde saem as dançarinos e dançarinas do Seringandô, Carimbó, Boi Curumim e é claro, o grupo musical Minhas Raízes e ainda tem o grupo de teatro.

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Esse pessoal organiza o festejo de São Pedro que este ano excepcionalmente, aconteceu nos dias 6 e 7 de julho e não no dia do 29 de junho dia de São Pedro oficialmente.

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O que assistimos principalmente na noite de sábado, foi uma verdadeira aula de como se produz cultura popular com parcos recursos e o melhor, com todos os grupos muito bem paramentados.

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Do boi bumbá Curumim que não é mirim e sim juvenil, à dança da quadrilha “Flor da Laranjeira”, passando pela dança do Carimbo e a dança que atualmente só é praticada em Nazaré dança do Seringandô, notamos que o figurino das indumentárias foram muito bem trabalhada, cada uma dentro das características tradicionais das danças apresentadas.


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A dança do Seringandô como dissemos acima, é exclusiva de Nazaré, foi o pai do Tim Maia saudoso professor Maciel quem a trouxe da localidade de Uruapiara no interior do Amazonas e introduziu em Nazaré. Seus filhos Tim Maia, Túlio, Teimar e Taiguara após sua morte, em especial o Tim Maia resolveram revitalizar a dança que a muito não era apresentada, para isso reuniram jovens e passaram a coreografia e os cantos que lhes foram ensinados por Maciel.

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A coreografia da dança Seringandô é praticamente a mesma do Carimbo apenas com uma mudança. No Seringandô a mulher (dançarina) dança com um lenço (laço) cujo objetivo, é laçar o cavalheiro que depois de laçado é subjugado pelas mulheres. Segundo Paulinho Rodrigues pesquisador das danças populares praticadas no baixo Madeira. O Seringandô é uma dança indígena praticada pelos índios que habitavam a região chamada de Uruapiara que ao ganharem os combates, levavam os inimigos para a aldeia e esses, eram subjugados pelas mulheres índias, daí quando a dançarina laça o cavalheiros todas as demais dançarinas simulam esse ato, usando o jovem laçado.

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É uma dança muito sensual que precisa ser mais divulgada. Pensando nisso o secretário da Secel convidou o grupo a se apresentar na abertura do Arraial Flor do Maracujá no dia 24 de agosto em Porto Velho.

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Outra apresentação que nos chamou a atenção foi a do boi bumbá Curumim. A juventude de Nazaré mostrou que sabe brincar e muito bem boi bumbá.

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As toadas todas de autoria do Tim Maia são da melhor qualidade musical.

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Além dos personagens que conhecemos na brincadeira de boi bumbá o boi Curumim apresenta duas exclusivas. A Rainha do Boi e a Rainha do Lago (Peixe Boi).

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Outro grupo que se destacou na festa, foi o Waku’mã que se apresentou com a coreografia “Xiou Boto”. O grupo composto apenas por jovens do sexo feminino residentes em Nazaré, participou das oficinas de dança ministradas pela coreografa Livian Luíza. Salientamos a seriedade com a qual Paulinho Rodrigues administra o Prêmio Klauss Viana (Funarte), que possibilita a Waku’mã há cinco anos a realizar oficinas no distrito de Nazaré. A Waku’mã ensina à dança clássica as jovens de Nazaré sem perder o foco das raízes das danças caboclas. Assim, a gente teve a oportunidade de apreciar a coreografia para uma música regional de autoria dos compositores de Nazaré, que em vários momentos, nos lembravam o balet clássico. É a tal da dança da toada na sapatilha de ponta, criada pelo Waku’mã. Parabéns ao Paulinho Rodrigues e sua equipe.

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Porém gostaria de chamar a atenção dos amigos leitores, para a abertura do Flor do Maracujá no dia 24 de agosto, quando será apresentada a Dança do Seringandô. Essa é muito boa, bonita e sensual!

FESTEJO DE SÃO PEDRO EM NAZARÉ


FESTEJO

Nos dias 06 e 07, a equipe do Diário da Amazônia esteve fazendo a cobertura do Festejo de São Pedro no distrito de Nazaré no baixo rio Madeira. A programação começou sexta feira à noite, com a realização da quermesse no pátio da igreja com leilão de frango, bolos, aparelhos eletrônicos, além de bingo, culminando com o forró que foi até a madrugada de sábado.
O grande dia do festejo foi o sábado 07, cuja programação começou à tarde com a realização do tornei de futebol masculino e feminino com equipes de Nova Vitória, São Carlos, Santa Catarina e Nazaré saindo vencedores no naipe feminino a equipe de São Carlos e no masculinos o time de Nazaré.
O ápice da festa no sábado começou com as apresentações culturais do boi bumbá Curumim, show do cantor Caribé, dança do Seringandô, exibição do vídeo da Velha Guarda de Nazaré, show do cantor Artemis, apresentação do grupo Waku’mã com a dança “Xiou o Boto”, fala do Silvio Santos, dança do Carimbó, apresentação do grupo de quadrilha do distrito de São Carlos e grupo de quadrilha “Flor da Laranjeira” do distrito de Nazaré.
Já dissemos aqui por diversas vezes, que o distrito de Nazaré é a capital cultural de Rondônia. Pela programação acima, o leitor pode conferir o que dissemos. Tim Maia e sua família juntamente com a diretoria do Instituo Sócio Ambiental e Cultural Minha Raízes foram os responsáveis pela coordenação da festa, que contou com a assessoria técnica do Paulinho Rodrigues diretor do Grupo Waku’mã e apoio do governo estadual através da Secel, prefeitura via Fundação Iaripuna, Sindprof, Asfaltão, Emater, Administração de Nazaré, Epifânia Barbosa, E.M.E.F. Manoel Maciel Nunes, Napra. Amazônia Brasil, Nosso Bar, JP Bar e Semagrif.
A equipe do Diário da Amazônia contou com o colunista cultural Silvio Santos o Zekatraca e com o fotografo Roni Carvalho.



domingo, 8 de julho de 2012

LENHA NA FOGUEIRA 07.07.12


Lenha na Fogueira

Olá amigo Silvio Santos um fraterno abraço do Recife. Eu não consigo entender certas coisas que só acontece em Porto Velho: PAIXÃO DE CRISTO, CARNAVAL, FESTA JUNINA, NATAL, ANO NOVO, tudo fora de ÉPOCA, É BRINCADEIRA. Se a moda pega. São João em Caruaru e Campina Grande fora de época. Quero uma explicação lógica e coerente. Ate essa ponte sobre o meu querido Rio Madeira está fora de ÉPOCA. Vai ligar a margem direita a esquerda, nunca a Manaus. Fica meu prostesto. Favor colocar na coluna ZEKATRACA - Leonildo Bezerra


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Desta vez estamos à margem esquerda do rio Madeira, justamente no distrito de Nazaré, onde logo mais a noite acontece a Festa de São Pedro.


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Após mais de cinco horas viajando num barco “recreio” que faz a linha Porto Velho/Manaus, desembarcamos em Nazaré, eu o fotografo Roni Carvalho ciceroneados pelo Paulinho Rodrigues diretor do grupo Waku’ma de dança.


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Na realidade, estamos na cidade mais cultural do estado de Rondônia. Nazaré apesar de ser considerada uma localidade de pequeno porte, se destaca pelo envolvimento de seus moradores com a preservação da cultura ribeirinha amazônica.

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Enquanto em Porto Velho, assistimos movimentos que se dizem “beradeiros”, mas, que a maioria de seus integrantes jamais pisou descalços ou se atolou na lama que se forma nas barrancas do Madeira e como leigos no assunto mistérios das profundezas do rio, até cantam para o boto, mas desconhecem seus encantos.

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Em Nazaré o canto é ribeirinho, porque quem nasce e vive na beira de rio é ribeirinho e quando o ribeirinho se propõe a cantar o canto “beradeiro”, canta porque conhece qual a folha que dá o melhor chá para curar a gripe ou fazer o melhor ungüento para aplicar sobre a desmentidura e a reza pra curar espinhela caída.

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O ribeirinho sabe que o alho não deixa o boto encostar na canoa quando mulher menstruada vai embarcada, Se você não sabe fique sabendo, que boto ataca a canoa que leva mulher menstruada.

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Em Nazaré é praxe os mais jovens passarem horas e horas ouvindo histórias contadas pelos mais velhos.

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Pois foi ouvindo as histórias que seu pai contava, que o TIM Maia e seus irmãos, Túlio, Teimar e Taiguara conheceram a dança do Seringandô que era dançada nos seringais e localidades ribeirinhas do baixo Madeira.

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Foi ouvindo que a preservação das tradições culturais é muito importante para a formação da juventude, que o Tim Maia revitalizou a brincadeira do Boi Bumbá  Curumim.

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Foi ouvindo os mais velhos, que os jovens de Nazaré aprenderam a aproveitar o que a natureza descarta e transformaram em instrumentos musicais que acompanham o canto do grupo Minhas Raízes. São os bio instrumentos fabricados pelos meninos de Nazaré.

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Em Nazaré ainda se ver crianças brincando de roda, coisa que na capital é raro se ver.

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Hoje a festa é em comemoração a São Pedro apesar do dia mesmo do santo padroeiro dos pescadores, ser o 29 de junho. Acontece que o festejo foi mudado em virtude da programação do Flor do Maracujá que antes de ser adiado, aconteceria ou seria aberto no dia 29 de junho e o grupo de dança de Nazaré foi convidado para apresentar a Dança do Seringando, por isso tiveram que transferir o festejo de São Pedro para o dia 7 de julho.

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Para completar, até porque diz o ditado: “A água corre para rio que corre para mar”, o multicultural Paulinho Rodrigues presidente do grupo Waku’ma de Dança ganhou através do seu grupo, o prêmio Klaus Viana e foi aplicar as oficinas justamente em Nazaré.

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E na noite deste sábado, aproveitando os festejos de São Pedro, as meninas e os meninos que participaram das oficinas, vão mostrar dançando, o que aprenderam com a oficineira Lívia.

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É juntar a fome com a vontade de comer.

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Já pensou que programação cultural será apresentada na noite deste sábado no distrito de Nazaré?

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Vamos apreciar a Dança do Seringando, Dança de Quadrilha, Dança do Grupo Waku’mã, Contação de Estória, apresentação do grupo Minhas Raízes e para encerrar a noitada. A apresentação do Boi Bumbá Curumim com mais de cem brincantes.

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Nessas alturas vou pedir licença ao Amo do Curumim para tirar alguns versos.

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Tudo isso sem contar que vamos rever amigos como o Marcio, Talison, Tim Maia  e todos que foram com a gente participar da Rio+20 no mês passado no Rio de Janeiro.

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Pois é, os Meninos e Meninas de Nazaré com o nome de Minhas Raízes representaram Rondônia na Conferencia Rio+20.

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Tava esquecendo que o cantor Caribé com sua “Cariberana” ficou de marcar presença na noite de hoje em Nazaré, ele que mora na localidade Cujubizinho.

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Se o Caribé chegar, o forró ta formado, pois o “cabra” é o maior animador das festas do baixo Madeira.

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Ia esquecendo que hoje a tarde, como é de praxe nas festas do baixo Madeira, tem torneio de futebol com a participação de times de São Carlos, Cujubim, Calama, Boa Hora, Terra Caiada, Papagaio, Santa Catarina e tantas outras localidades.

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Pense num final de semana bacana. Tem até jatuarana moqueada na folha da bananeira e aruanã frito.

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Se eu fosse o Chicão da Secel não perderia essa oportunidade de dançar o Seringando com a Luana.

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To no festejo de São Pedro em Nazaré!

MARIA REGINA - AFRICA - ESSA SOU EU


EXPOSIÇÃO





Até o dia 13 deste mês, os apreciadores das artes plásticas, podem conferir na galeria Afonso Ligório da Casa da Cultura Ivan Marrocos a exposição fotográfica, “África: Essa sou eu” da artista plástica Maria Regina. A exposição é composta de várias fotografias reveladas em preto e branco e a cores  que estão postadas em PVC. É realmente um trabalho de alto nível desenvolvido pela artista que registra o cotidiano e  a cultura do povo africano através da fotografia. Logo na entrada da Galeria nos deparamos com um banner no qual a curado/esteta Tiziana Cocchieri descreve com riquezas de detalhes, a obra da artista rondoniana:

“O ato criativo é solitário e solidário simultaneamente. Esta máxima está presente no trabalho de Maria Regina, ao proporcionar-nos uma perspectiva singular do lugar onde não fomos, e se fomos talvez não o vimos, por certo não na mesma perspectiva. Felizmente ela esteve lá, ou talvez ainda esteja.
Sua obra nos mostra a beleza do tempo presente com cara de passado remoto. A delicadeza das texturas feitas à mão comunga com o ideário do estado de natureza, do qual nos distanciamos. O contraste da cor e da não cor estimula o olhar e o pensar, onde esta a luz que refletia a cor? Mesmo sem cor reflete forma, e cheia de brilho, de vivacidade. Há alegria mesmo sem cor, mas a dramaticidade se apega juntamente. A escassez do árido da vida exposto em olhares profundos de quem tem o que dar, de quem é rico.
Para além da plasticidade, vemos que riqueza ultrapassa o que se pode comprar. Provoca tantas reflexões: por onde anda a beleza? Ela está dentro ou está fora? Está nos dois? No fora de onde e dentro de quem? África somos nós”, escreve Tiziana Cocchieri – Curadora/esteta. 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

LENHA NA FOGUEIRA 06.07.12

Lenha na Fogueira


Zezinho do Maria Fumaça ganhou mais uma do MPE e MPF e volta a realizar o carnaval fora de época na avenida Jorge Teixeira.


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Ontem de manhã por volta das nove horas, recebi o telefonema do Zezinho solicitando mais uma vez nossa colaboração, no sentido de divulgar em nossa coluna o cancelamento do carnaval fora de época marcado para acontecer entre o dia 5 (ontem) e dia 8 (domingo).


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“Zekatraca recebemos neste momento a notícia de que a Liminar que impetramos solicitando a liberação da avenida Jorge Teixeira para a realização do nosso carnaval fora de época, foi despacha favorável a nossa empresa produtora”.


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Assim sendo, resolvemos adiar a realização do desfile do Bloco Maria Fumaça para o mês de agosto.


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Precisamente nos dias, 23, 24, 25 e 26 de agosto com as mesmas atrações, ou seja, Chiclete com Banana, Tomate, Cheiro de Amor e Parangolé.


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Acompanhe a nota oficial do Maria Fumaça:

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A diretoria do bloco Maria Fumaça informa a seus associados e demais foliões que, em razão do parecer favorável do Tribunal Regional Federal garantindo a realização do carnaval fora de época na avenida Jorge Teixeira, adiou o evento para os dias 23 a 26 de agosto, no local que sempre foi referência e identidade do bloco e de seus milhares de brincantes.

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A decisão judicial levou em conta a tradição do local onde é realizada a festa, uma manifestação popular protegida pela constituição federal, evento esse prestigiado anualmente por milhares de pessoas.

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Ao tempo em que agradece as manifestações de apoio já demonstradas pelos parceiros e associados, a direção pede compreensão do público em geral, informando ainda que não haverá alteração das atrações:

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23 de agosto – Tomate; 24 de agosto – Parangolé; 25 de agosto – Cheiro de Amor e 26 de agosto – Chiclete com Banana. Informações: 69-3229-2001 -


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Tá tudo bonitinho, sentença da liberação na mão, mas tem um agravante.


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Justamente na mesma data no mês de agosto, a Secel promove a abertura do Flor do Maracujá.


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Tá certo que o Arraial Flor do Maracujá está marcado para começar no dia 24 de agosto e vai até o dia 2 de setembro.


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Porém nos primeiros dias, ou seja, sexta, sábado e domingo vai enfrentar o “Duelo” com as bandas baianas Parangolé, Cheiro de Amor e Chiclete com Banana respectivamente.

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Se fosse no mês de junho ou julho, como estava previsto a realização do Flor do Maracujá, acho que o fora de época não afetaria em nada a presença do público no Arraial oficial, porém no mês de agosto, tenho cá minhas dúvidas.

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Agora ficou assim, no mês das festas juninas não tivemos nada folcloricamente falando.


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No mês das férias escolares vamos ter o Festival de Teatro de Rua, Amazônia Encena na Rua, ainda bem.


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E no mês de agosto vamos ter:

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Nos dias 10, 11 e 12 o Festival Folclórico de Guajará Mirim – Duelo na Fronteira entre os bois Malhadinho e Flor do Campo.


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Nos dias: 23, 24, 25 e 26 o carnaval fora de época com o bloco Maria Fumaça na avenida Jorge Teixeira (se não derrubarem a decisão judicial, já que tem recurso pra tudo)


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Entre os dias 24 de agosto e 2 de setembro a XXXI Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás do Arraial Flor do Maracujá.


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Depois vem a “Parada de 7 de Setembro” a Festa do Município de Porto Velho, Natal e Carnaval. O ano está terminando e até agora só o Festival Curta Amazônia e o Cabaret que volta a ser encenado domingo as 18h00 na praça da Madeira Mamoré.

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O resto é tudo fora de época – Aliás, o carnaval fora de época vai acontecer fora de época!  Não estranhem, estamos em Porto Velho capital do estado de Rondônia onde tudo pode acontecer, inclusive nada!


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Mudando de pau pra cacete:


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Foi aprovado, na última sessão da Câmara de Vereadores, o Projeto de Lei de autoria do Executivo Municipal de Guajará-Mirim que cria o Sistema Municipal de Cultura!


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Resultado da construção coletiva entre os mais variados produtores culturais da Pérola do Mamoré, vinha sendo discutido desde o início de 2011 e hoje é uma realidade.

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Parabéns à turma do Teatro, das Fanfarras, dos Bois Bumbás, da Música, Dança, Literatura, da Festa do Divino Espírito Santo, e tantas outras manifestações culturais que fazem de Guajará respirar e transpirar Cultura.


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Parabéns à Câmara de Vereadores que soube entender a importância do Sistema Municipal de Cultura, atendendo uma política pública que vem desde o Sistema Nacional, passando pelo Estadual.



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Parabéns à Prefeitura de Guajará, em especial ao Prefeito Atalibio, Vice-Prefeito Hilter e Secretário Diego Orsini que tiveram a sensibilidade de atender mais essa demanda do setor Cultural.


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É isso aí Dayan Saldanha

FESTEJO DE SÃO PEDRO EM NAZARÉ

DISTRITO DE NAZARÉ

Boi Curumim, Wak’umã e Seringandô em Nazaré

 Considerado o distrito mais cultural de Porto Velho e até entre as cidades do estado de Rondônia, a localidade  de Nazaré localiza a margem esquerda do Rio Madeira, quatro horas de Barco Motor de Porto Velho, realiza neste final de semana, a festa de São Pedro. “Na realidade adiamos a festa em virtude da data do inicio do Arraial Flor do Maracujá que antes da mudança para o mês de agosto começaria justamente no dia 29 de junho dia de São Pedro”, explica Tim Maia.
A festa de São Pedro em Nazaré vai acontecer neste sábado dia 7 de julho, com apresentações de danças folclóricas e comercialização de comidas típicas regionais.
Na programação folclórica vai acontecer a apresentação do grupo Wak’umã de Dança que recentemente promoveu oficina entre a juventude da localidade. “Na festa de São Pedro vamos mostrar o resultado das oficinas que ministramos”, informa o diretor da Wak’umã Paulinho Rodrigues. O Instituto Cultural de Nazaré que tem a frente o músico e ativista cultural Tim Maia, vai apresentar a dança do “Seringandô” uma dança típica da localidade de Nazaré na qual a mulher (dançarina), passa o tempo todo, tentando laçar o seu parceiro que laçado passa a ser o seu troféu maior, o ritmo é parecido com o do Carimbó, mas a dança é totalmente diferente.
No intervalo entre uma dança e outra, o Grupo Minhas Raízes que é formado por jovens nascido ou criados no Distrito de Nazaré e recentemente esteve representando Rondônia na Rio+20 no Rio de Janeiro se apresenta, cantando o repertório do mais recente CD.
A grande atração do Arraial ou da festa será a apresentação do Boi Bumbá Curumim que conta com aproximadamente 100 integrantes entre tribos, personagens, batuqueiros e banda. As toadas, todas muito bonitas, são de autoria do Tim Maia, Túlio e Teimar e conta ainda com a participação do Taiguara (todos irmãos). O Diário da Amazônia fará a cobertura da festa direto de Nazaré com o colunista Zekatraca e o fotografo Roni Carvalho.
Hoje dia 6, a partir do meio dia, vários barcos de “Recreio” estarão zarpando do Porto do Cai N’água em Porto Velho rumo ao distrito de Nazaré.

ESCOLA NORMAL CARMELA DUTRA

Foto Histórica

Data anos 1970


A foto registra o desfile da Escola Normal Carmela Dutra na semana da Pátria, naquele tempo, a Escola Normal tinha sua banda marcial, que no ano em que foi batida esta foto, foi comandada pelo Maestro Tenente Neves que também era o Comandante da Banda da Guarda Territorial. Noventa por cento dos alunos da Escola Normal Carmela Dutra era mulher. O desfile aconteceu na avenida Farquar.