terça-feira, 6 de novembro de 2018

Lenha na Fogueira - 07.11.18


A cerimônia de abertura do IV Festival Unir de Arte e Cultura que aconteceu na noite da última segunda feira, no teatro Guaporé, pode ser considerada de alto nível, em virtude da programação e dos artistas que se apresentaram.
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Após os discursos de praxe o professor e pesquisador Humberto Amorim tomou conta do palco e abraçado ao seu inseparável violão, emocionou os presentes, ao dedicar uma das canções aos seus pais.
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Outra atração que levantou a plateia foi a exibição do documentário “Balanceia” dirigido pelo Juraci Júnior e Thiago Oliveira. O filme é sobre uma viagem a Parintins durante o festival de Boi Bumbá
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No final das apresentações culturais, subiu ao palco, a cantora paulistana Fabiana Cozza que acompanhada pelo músico pianista cubano Pepe Cisnero interpretou várias canções como Babalu e La Vie em Rose de Edith Piaf.
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A solenidade abertura contou com a presença no palco, do deputado federal Léo Moares, superintendente da Sejucel Rodnei Paes; presidente da Funcer Fabiano Barros entre outras autoridades.


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Ari Ott, reitor da Unir, e Marcelle Pereira, Pró-Reitora e organizadora do evento, esperam que o Festival, que ocorrerá até o próximo sábado em diversos locais da capital e do interior, sirva para difundir o alcance das artes e dos trabalhos dos artistas da região para a população.
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Outra programação que aconteceu na noite de segunda feira 05, foi a comemoração do centenário da professora Marise Castiel, realizada pela Academia de Letras de Rondônia – ACLER.
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O quintal da Casa da Cultura Ivan Marrocos ficou lotadinho de amigos e convidados da família Castiel. Sandra filha e Samuel sobrinho de Marise foram os coordenadores da programação, que contou com show da fanfarra do Instituto de Educação Carmela Dutra. Aliás, a fanfarra do Carmela Dutra foi criada pela professora Marise.
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A festa serviu como encontro e recordações dos amigos de Marise. Bacana foram as rodas de conversas, com a turma relembrando passagens de suas juventudes e em especial os “puxões de orelha” da dona Marise.
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Um negócio que funcionou e muito bem, foi a apresentação das escolas de samba filiadas à Fesec, mostrando que as agremiações carnavalescas de Porto Velho estão unidas. A disputa é na avenida lembrou o presidente Makumbinha.
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A presença dos carnavalescos mais experientes de Rondônia Bainha, Cabeleira e Sílvio Santos foi bastante comentada: “Os velhinhos ainda estão dando um caldo e muito bom”.
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Os três comandaram praticamente o show das escolas de samba: Cabeleira dançando como Mestre Sala e Bainha e Sílvio Santos cantando grandes sambas enredos colocados na avenida por Marise Castiel pela escola de samba Os Pobres do Caiari.
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As interpretações de sambas enredos da Pobres do Caiari fez com que muitos dos presentes, sugerissem a volta da escola de samba do bairro dos Categas aos desfiles carnavalescos.
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Aliás, esse é um assunto que vem sendo discutido faz algum tempo, pelos integrantes da Confraria "Os Pobres do Caiari” que se reúne todos os domingos, na calçada da Casa da Cultura para o famoso café da manhã.
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A conversa está bem adiantada e se depender da vontade do Dero Neto, Dimarcy, Zequinha e tantos outros, a escola volta no carnaval de 2020. Estamos na torcida.
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Por falar em homenagem a escola de samba Acadêmicos do São João Batista, aproveitou a festa em homenagem a professora Marise Castiel, para divulgar o nome do enredo para o carnaval de 2019.
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O tema será: “São João Batista Canta: Meu Caiari, Minha Vida – Por Marise Castiel, Chagas Neto, Bianor e Cabo Omar”.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Lenha na Fogueira - 06.11.19


O Dia Nacional da Cultura foi comemorado ontem (5), no auditório do CPA com a premiação dos contemplados pelos editais de Musica Autoral; Literatura e Fotografia Danna Merril. A turma depois de algum tempo conseguiu meter a mão na “bufunfa” dos editais. Parabéns.

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Porém, a notícia que mais agradou a comunidade artística produtora de Rondônia, foi a anunciada pelo superintendente Rodnei Paes e confirmada pelo presidente da Funcer Fabiano Barros de que, até o final deste mês, será publicado no Diário Oficial, Decreto isentando os artistas produtores do estado de Rondônia de pagamento de qualquer taxa pela utilização do Palácio das Artes.

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Até a publicação do Edital, o artista local que quiser utilizar os teatros, têm que pagar no mínimo R$ 4,5 MIL. Foi realmente o melhor presente pelo Dia Nacional da Cultura. Parabéns a todos os artistas em especial ao Rodnei e o Fabiano pela conquista.

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A partir da publicação do Decreto isentando o pagamento de taxa pela utilização dos teatros, vamos ver se nossos grupos de teatro, têm capacidade para não deixar os espaços fechados por muito tempo. Também não é para colocar qualquer porcaria em cartaz.

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Bonita mesma, foi a comemoração dos 60 anos da escola de samba Os Diplomatas, que aconteceu sábado passado, na praça São José no bairro do Mocambo.

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Jair Monteiro e toda sua equipe, capricharam na ornamentação e na produção do show que culminou com a apresentação do samba de enredo da escola para o carnaval de 2019.

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O Hino que vai tentar levar a escola mais antiga da Amazônia (fora o Pará), de volta ao Grupo Especial da Fesec é de autoria do Trio de Ouro – Bainha, Oscar e Zé Baixinho. O refrão levantou a galera.

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Apenas devemos alertar o presidente da Escola Os Diplomatas, que não insista em divulgar, que a escola “Esta de volta ao seu berço”. Sabe por que Jair? A Diplomatas jamais foi do Mocambo. Até o ano passado nem mesmo havia ensaiado no bairro.

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A Diplomatas nasceu no bairro Santa Bárbara e seus primeiros ensaios aconteceram em frente a Casa do presidente Tário de Almeida Café a rua Barão do Rio Branco. Ensaiou até na Baixa da União na casa da Aldenora, mas, jamais foi do Mocambo.

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É só dar uma observada na letra do samba do Trio de Ouro que fala de alguns locais, aonde a escola ensaiou nesses seus 60 anos de fundação: CIBEC e Danúbio Azul.

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Porém, concordamos que a escola tenha fechado parceria com o bloco carnavalesco Até Que a Noite Vire Dia (este sim genuinamente do Mocambo) e passe a ensaiar na Praça São José. Foi uma grande sacada da atual diretoria.

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Quem ficou preocupado após ouvir o samba da Diplomatas para o próximo carnaval, embora tenha sido um dos fundadores da escola foi o CABELEIRA.

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Acontece que hoje, ele é o presidente da escola de samba Acadêmicos do Armário Grande e pelo visto, sentiu que o samba do Bainha e Cia. vai levantar o público durante o desfile do próximo ano o que quer dizer, que o Armário (que foi garfado este ano) pode permanecer no Grupo de Acesso.

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Não sei se os dois mestres Paulinho Santana e Silfarney estão brigados, ou foi gozação. Acontece que em determinado momento da festa em comemoração aos 60 anos da Diplomatas, Paulinho parou a Bateria para homenagear, segundo ele, a pessoa, o MESTRE que o ensinou os segredos de uma Bateria de Escola de Samba “Meu Mestre/Professor Admilson Knightz – Negão” e entregou a camisa de comemoração dos 60 anos da escola. Lá do outro lado, Silfarney, se não fosse seguro pelo Mamedes, teria pulado o Muro do Cemitério dos Inocentes, procurando uma COVA pra enfiar Paulinho Dentro!

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Chegou Diplomatas do Samba chegou e o povo na rua sambou...

Governo libera teatro para grupos de Rondônia


Em solenidade no Salão Nobre Rosilda Shoknnes, 11º andar do Palácio Rio Madeira – CPA, na manhã de segunda feira, 05, o Superintendente da Sejucel Rodnei Paes na ocasião representando o governador Daniel Pereira, anunciou, que em comemoração ao Dia Nacional da Cultura, o governador o autorizou a comunicar aos artistas, produtores culturais, grupos de arte cênicas e música, que até o final deste mês de novembro, o governo assinará Decreto autorizando a FUNCER a não mais cobrar qualquer taxa, dos artistas locais pelo uso dos Teatros Rondônia e Guaporé. “Hoje a cobrança de taxas altas tem impedido o uso do teatro, que acaba ficando fechado”, lamentou Rodnei A decisão foi confirmada pelo Presidente da FUNCER Fabiano Barros.

O anúncio aconteceu durante a premiação dos classificados pelos Editais de Música Rondônia Autoral; Prêmio Literatura Rondoniense e Prêmio Fotografia – Danna Marril. Ao todo foram distribuídos R$ 260 mil entre as três categorias.
Foram premiados 19 produtores culturais, cujos projetos receberam entre R$ 10 mil e R$ 20 mil do Fundo Estadual de Desenvolvimento à Cultura (Fedec).
Na categoria Fotografia, foram contemplados com cheques no valor de R$ 10 mil, cada, para organização de exposição, Regina Morão, Washington Kuipers de Moraes, Carlos César Neves da Silva, Elisabete Christofoletti, Nilson Santos e Igor Fotopoulos, enquanto Patrícia Marchi e Andreia Machado receberam R$ 20 mil para atuarem com capacitação e formação de fotógrafos profissionais.
Como parte do Prêmio de Literatura Rondoniense, receberam R$ 10 mil cada, por iniciação literária, Marfiza Calixto França e Monique Santos Pereira; Gustavo Gurgel do Amaral (publicação acadêmica), José Gadelha da Silva Júnior e Simone Gonçalves Norberto, ambos por literatura acadêmica; e Rubens Vaz Cavalcante (reedição de livro).
Marfiza Calixto França, Cristiano Izidio da Silva, Izabela Lima, Anderson Silva e Rogério Madeira foram os contemplados com o Prêmio Música Rondônia Autoral.


CITAÇÕES


O incentivo à cultura, concedido pelo governo rondoniense por meio de editais, foi citado pelos participantes como a forma mais democrática para o repasse de recursos públicos com vistas à disseminação de fatos históricos através de livros, fotografias, músicas e outras expressões culturais. “Esta premiação representa o resultado do esforço e empenho de cada um de nós”, disse José Gadelha, completando que o acesso a toda forma de conhecimento só é possível quando alguém decide socializar, abrindo o caminho.
Já a cantora Marfiza relatou que esteve fora do estado nos últimos anos e ficou surpresa ao retornar e tomar conhecimento dos editais, destacados por ela como de grande importância para a cultura estadual.

Para pró-reitora de Cultura, Extensão e Assuntos Estudantis da Universidade Federal de Rondônia (Unir), professora Marcele Pereira, assim como para o superintendente Rodnei Paes, o compromisso para continuação das políticas culturais deve ser firmado pelos próximos gestores estaduais com vistas à perpetuação da história e costumes da população local. “O dinheiro da premiação é importante. Mas, mais importante ainda para o produtor cultural é o reconhecimento, e isso tem feito o governo de Rondônia, tanto por Confúcio Moura quanto por Daniel Pereira que fizeram gestão junto às secretarias de Finanças e de Planejamento para garantir os recursos desta e de outras premiações já realizadas, de forma transparente e bem justificadas”, observou Rodnei Paes, lembrando que a produção literária será levada às bibliotecas para subsidiar trabalhos de pesquisas.
Quando conhecemos a história através de relatos, da literatura e da música, é que entendemos melhor a formação de um estado e de seu povo”, afirmou o superintendente, citando que ouvir o Hino Céus de Rondônia hoje é diferente de quando chegou ao estado, pois agora entende melhor o que expressa a letra de Joaquim Araújo Lima, com música de José de Mello e Silva.


Fonte
Redação – Diário da Amazônia (Zekatraca)
Governo de Rondônia via Secom:
Texto: Veronilda Lima
Fotos: Frank Nery

sábado, 3 de novembro de 2018

Os Diplomatas do Samba - 60 anos de fundação


O Samba não é só isso que se vê... É um pouco mais
Cabeleira e Bainha os únicos fundadores da escola vivo
Era o ano de 1958, dona Adelaide Souza da Silva festejava mais uma vitória do seu bloco infanto-juvenil, conhecido como “Bloco da Dona Jóia” e devido alguns problemas, próprios de ventos da natureza, resolveu que não colaria mais o bloco no carnaval seguinte (1959). Vale lembrar que entre os músicos que tocavam no Bloco da Dona Jóia participava além do Manga Rosa (trobone de vara) e do Louro (trompete), Bainha no surdo, Ricardo (filho da dona Jóia) na caixinha e o Cabeleira no afoxé.
Naquele tempo, os ensaios carnavalescos em Porto Velho começavam logo após os desfiles de Sete de Setembro. Já estava chegando dezembro e a família da Dona Jóia não se decidia se colocava ou não o bloco na rua, foi quando o Waldemir Pinheiro da Silva – Bainha conversando com o Ricardo e com o Valério (pai do Ricardo) com a presença do Cabeleira questionou: “Que tal criarmos uma escola de samba”. Nessas alturas, a família da Dona Jóia já estava morando na rua Joaquim Nabuco sub-esquina com a Almirante Barroso no bairro Santa Bárbara e foi justamente nesse endereço, que os quatro se reuniram e decidiram acatar a sugestão do Bainha.


O Dia Oficial da Fundação da Escola
Leônidas grande baluarte
O dia 4 de novembro de 1958, caiu numa terça-feira e como Bainha por ser vizinho, passava a maior parte do tempo na casa do Valério marido de Dona Jóia e pai do Ricardo, resolveu na tarde daquele dia, oficializar a criação de uma escola de samba. Presentes: Valério, Ricardo, Bainha e Cabeleira. De início a nova agremiação carnavalesca não recebeu nenhum nome. A boca da noite do mesmo dia, resolveram procurar o seu Tário de Almeida Café que era como se fosse o Secretário de Obras na gestão do prefeito do município de Porto Velho Dr. Rubens Cantanhede e após consumirem algumas garrafas de uísque, criaram coragem e formularam o convite: “Tário você não quer ser o presidente da escola de samba que acabamos criar?” Surpreso Tário Café levantou-se, foi até a varanda de sua casa na rua Barão do Rio Branco, deu uma olhada para o céu e invocou a lua “Quarto Crescente”, que o iluminasse na decisão que tomaria ao voltar a sala aonde estavam os carnavalescos.
Ao retornar, já veio com a exigência na ponta da língua: “Aceito, mas, o nome da escola de samba quem vai colocar sou eu!” A turma aceitou e então Tário de Almeida Café passou a contar a história de um bloco que havia dirigido no estado do Ceará e gostaria que o nome da escola fosse uma homenagem a esse bloco, no que foi aprovado e então, surgiu a “ESCOLA DE SAMBA PROVA DE FOGO”. Para festejar, mais umas garrafas de uísque foram consumidas e Valério, Bainha, Ricardo e Cabeleira subiram a Sete de Setembro festejando o aceite, do agora presidente da escola Tário de Almeida Café.


UNIVERSIDADE DOS DIPLOMATAS

Bizigudo 3º da esquerda para direita
A escola desfilou pela primeira vez no carnaval de 1959, segundo Antônio Chagas Campo o Cabeleira: “Não era bem uma escola de samba completa, era uma bateria com 31 integrantes tudo homem, até eu estava la fazendo zoada balançando um ganzá”.
Em entrevista ao Zekatraca Bainha fala sobre os nomes da escola:
Para o carnaval de 1960 resolvemos então colocar o nome de Escola de Samba Diplomatas do Samba, no ano seguinte (1961), Bizigudo chegou de Belém e sugeriu o nome de Universidade e assim ficou, Escola de Samba Universidade Diplomatas do Samba. Em 1964 sugeri e foi aceito, a mudança do nome para Escola de Samba Os Diplomatas que permanece até hoje”.

2019 – O SAMBA NÃO É SÓ ISSO QUE SE VÊ…


A direção da escola que tem a frente o engenheiro civil Jair Monteiro resolveu festejar os 60 anos da agremiação, contando sua história, no carnaval de 2019, através do enredo:

O Samba não é só isso que se vê… É um pouco Mais – Diplomata 60 Anos
De: Bainha/Oscar/Zé Baixinho
Arranjos: Sandro Andrade e Nilson do Cavaco


Diplomatas!... 60 anos de glória

Tua linda história eu vou contar
Nesta noite de sublime poesia

Versos e rimas vão me emocionar
Nasci como “Prova de Fogo"
Depois “Universidade” fiz escola
Eternizei meu nome… brinquei

De luvas, fraque e cartola
O tempo se foi, quanta saudade
O samba não é só isso, é um pouco mais
Celeiro de bambas eu sou, sou raiz
É bom respeitar meus carnavais
Toca aí “Que Nem Maré”, toca pra valer
De vermelho e branco eu vou lutar
Minha voz, meu grito, Mocambo!
ninguém vai calar
Vi nos meus sonhos, rodas de sambas
Folia e fantasia no Danúbio e no Cibec
O passo marcado na ponta do pé
Exaltei a Independência, Bahia e se axé
Vi a Epopeia de Rondônia, cantei Veriana
Brilhou lá no céu e o folclore popular
Curti os Prazeres, com a Louca que Caiu da Lua
Em Urucumacuã, mistérios a revelar
Obrigado Café, Dona Jóia, Neiry, Valério e Bizigudo
Tudo isso é herança verdadeira
Leônidas, Roosevelt, Bola Sete e Babá
Salve Bainha, Ricardo e Cabeleira
Vem cantar de novo, vem festejar
O hino de amor que ficou no coração
Chegou Diplomatas do Samba, chegou, ô, ô, ô, ô
E o povo na rua sambou, caô, caô meu pai xangô

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Lenha na Fogueira - 02.11.19


Governo realizará entrega de recursos a artistas premiados pelos editais de fotografia, literatura e música.


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Na oportunidade de celebrar o dia da cultura, dia 5 de novembro, o governo do estado de Rondônia, por meio da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL) estará realizando, cerimônia de entrega dos recursos que envolvem os prêmios de fomento e incentivo à cultura: Danna Merril de Fotografia, Literatura Rondoniense e Rondônia Autoral de Música.
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O evento será realizado no salão nobre Rosilda Shockness, segunda feira dia 05 de novembro, às 8 h, no 11° andar do edifício Pacaás Novas no Palácio Rio Madeira. Com a presença do Governador Daniel Pereira, o Superintendente estadual de Cultura Esporte e Lazer, Rodnei Paes, além de autoridades e produtores culturais do estado.
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Apresentações de artistas locais fazem parte da programação do evento, tais como Marfisa França de Jaru e Marcos Biesek de Ariquemes.
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Os editais foram lançados e realizados pela SEJUCEL com objetivo de promover e apoiar a produção e difusão da cultura, por meio da destinação de recursos. O intuito é fomentar os projetos de artistas independentes e pessoas jurídicas, com objetivo de mostrar a expressão artística e cultural do estado.


Em outra entidade:
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Programa de Extensão Dartes (em)Cena: teatro, política e sociedade, do Departamento de Artes/Teatro da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR) divulga a abertura da temporada de apresentações do espetáculo teatral “Inimigos do Povo”. A estreia da peça será amanhã sábado, dia 3 de novembro, às 20 h, no Teatro Guaporé, em Porto Velho.
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Os ingressos são gratuitos e poderão ser retirados uma hora antes da apresentação. A classificação etária do espetáculo é 14 anos. As demais apresentações ocorrerão em 4, 6 e 25 de novembro e em 6 de dezembro.
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O espetáculo Inimigos do Povo - Trupe dos Conspiradores, livremente inspirado na obra Um Inimigo do Povo, de Henrik Ibsen, foi contemplado pelo Prêmio de Teatro Jango Rodrigues – 2017 e tem o apoio do Governo do Estado de Rondônia e da SEJUCEL.
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A peça e resultante das pesquisas realizadas desde março de 2017 dentro de várias disciplinas do Curso de Licenciatura em Teatro da UNIR, o espetáculo se tornou a principal investigação empreendida junto ao Projeto de Extensão Trupe dos Conspiradores, com coordenação do professor doutor Luciano Oliveira.
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Esse projeto, atualmente, é uma das ações do Programa de Extensão Dartes (em)Cena: teatro, política e sociedade. Ao todo, são quase 30 envolvidos no processo de montagem, entre docentes, discentes e técnicos administrativos do Curso de Teatro e discentes dos cursos de Música e Artes Visuais da UNIR.
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Até que o final do governo Daniel Pereira, pelo menos para a cultura, está sendo melhor do que se esperava.
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Segunda feira 05, dia da Cultura a turma que foi classificada nos editais, vai botar a mão na bufunfa. Isto quer dizer que a SEJUCEL vai terminar o ano em dia com a classe artística.
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Outro saldo positivo para o movimento cultural, é que o Duelo na Fronteira de 2019, que acontece em Guajará Mirim entre os bois Flor do Campo e Malhadinho, está praticamente garantido.
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Ontem a Comissão que está tratando do assunto ad ministração dos Centros Culturais que estão prontos e deve ser inaugurado ainda este ano. Além da manutenção do Bumbódromo.
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Praticamente bateu o martelo, na decisão de como e quem poderá administrar o Complexo Cultural que envolve o Bumbódromo e os Centros Culturais de Guajará Mirim.
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Se tudo acontecer como o previsto na reunião da comissão. O Duelo na Fronteira voltará a partir de 2019.

Os Diplomatas do Samba Apresenta samba para 2019


A escola de samba Os Diplomatas a mais antiga de Rondônia e de parte da região Amazônica, vai apresentar a partir das 16 horas, deste sábado dia 3 (amanhã), o samba enredo que vai ser cantado na passarela do samba “Edson Fróes”, no carnaval de 2019, cuja letra é baseada na história da própria escola, que completa 60 anos de fundação domingo dia 4 deste mês. “O Samba não é só isso que se vê… É um pouco Mais – Diplomata 60 anos”, é o tema da vermelho e branca para o próximo carnaval.
A direção da escola encomendou osamba da parceria B ainha, Oscar e Zé Baixinho que convidou o Sandro Andrade e o Nilson do Cavaco para trabalhar a harmonia e o arranjo do hino que vai, tentar levar a Diplomatas de volta ao grupo Especial das escolas de samba da FESEC.
O evento vai acontecer na praça São José do bairro Mocambo e contará com show da Bateria, apresentação moficial do samba de enredo e apresentação do grupo de samba Camisa Vermelha e Branca.
Por se tratar de show de rua não será cobrado ingresso. O presidente Jair Monteiro disse que os integrantes da diretoria da escola foram unânimes ao aprovar a composição do Trio de Ouro. “Temos certeza que o samba do Bainha, Oscar e Zé Baixinho vai levantar a galera na passarela do samba e levará a nossa escola, de volta à elite do samba de Porto Velho”, disse Jair Monteiro. Acompanhe a letra do samba da Diplomatas para o carnaval de 2019:


O Samba não é só isso que se vê… É um pouco Mais – Diplomata 60 Anos
De: Bainha/Oscar/Zé Baixinho
Arranjos: Sandro Andrade e Nilson do Cavaco -


Diplomatas!... 60 anos de glória
Tua linda história eu vou contar
Nesta noite de sublime poesia
Versos e rimas vão me emocionar
Nasci como “Prova de Fogo"
Depois “Universidade” fiz escola
Eternizei meu nome… brinquei
De luvas, fraque e cartola
O tempo se foi, quanta saudade
O samba não é só isso, é um pouco mais
Celeiro de bambas eu sou, sou raiz
É bom respeitar meus carnavais

Toca aí “Que Nem Maré”, toca pra valer
De vermelho e branco eu vou lutar
Minha voz, meu grito, Mocambo!
ninguém vai calar

Vi nos meus sonhos, rodas de sambas
Folia e fantasia no Danúbio e no Cibec
O passo marcado na ponta do pé
Exaltei a Independência, Bahia e se axé
Vi a Epopeia de Rondônia, cantei Veriana
Brilhou lá no céu e o folclore popular
Curti os Prazeres, com a Louca que Caiu da Lua
Em Urucumacuã, mistérios a revelarObrigado Café, Dona Jóia, Neiry, Valério
e Bizigudo
Tudo isso é herança verdadeira
Leônidas, Roosevelt, Bola Sete e Babá
Salve Bainha, Ricardo e Cabeleira

Vem cantar de novo, vem festejar
O hino de amor que ficou no coração
Chegou Diplomatas do Samba, chegou, ô, ô, ô, ô
E o povo na rua sambou, caô, caô meu pai xangô.

ACLER Centenário de Marise Castiel será comemorado segunda-feira



Patrona da cadeira número 37 da Academia de Letras de Rondônia, a professora Marise Magalhães da Costa Castiel será a homenageada pelo centenário de seu nascimento, em sessão especial da ACLER, na próxima segunda-feira, dia 5 de novembro. O evento será realizado na Casa de Cultura Ivan Marrocos, a partir das 19h30.
A professora Marise Castiel, como era conhecida, está intimamente ligada à implantação da Educação em Rondônia, ainda na época do Território do Guaporé, quando aqui chegou em 1947, com o marido Jaime Castiel, a convite do então prefeito de Porto Velho, Carlos Augusto Mendonça.
Fundadora da Escola Normal do Guaporé, hoje Instituto Carmela Dutra, da qual foi a primeira diretora, Marise Castiel foi vereadora, carnavalesca, folclorista e animadora cultural. Como Diretora de Ensino do Território, cargo equivalente hoje a Secretário de Estado, construiu grande parte das escolas antigas existentes em Porto Velho, incluindo os distritos e a região ribeirinha (lembrando que o município de Porto Velho abrangia toda a região do atual estado e Rondônia, exceto Guajará-Mirim).
Como carnavalesca da Escola de Samba Pobres do Caiari, Marise Castiel inovou com a criação de enredos e fantasias que encantavam a população porto-velhense. Na política foi vereadora e candidata a deputado estadual. Fez parte do grupo que trabalhou para a elevação do Território à categoria de Estado.
Segundo o acadêmico Samuel Castiel, a solenidade em homenagem ao centenário da professora Marise Castiel será dividida em três partes, com abertura pelo presidente da Academia de Letras de Rondônia, Francisco Chagas da Silva. Em seguida a saudação de autoridades presentes e, em nome da ACLER, pronunciamento do acadêmico Adaídes Batista. Mariza Castiel de Carvalho, filha da homenageada, falará em nome da família.
Em seguida haverá a homenagem de alunos do Instituto Estadual de Ensino Carmela Dutra; apresentação de coral entoando o arranjo original do hino “Céus de Rondônia” e do samba preferido pela professora Marise Castiel. Ao final haverá a homenagem pela Liga das Escolas de Samba de Porto Velho e dos antigos integrantes da Escola de Samba Pobres do Caiari.


SERVIÇO


O que: Homenagem ao centenário da professora Marise Castie
Por quem: Academia de Letras de Rondônia – ACLER
Quando: 05 de novembro de 2018 – segunda-feira – 19h30
Onde: Casa de Cultura Ivan Marrocos – Rua Carlos Gomes, 563 – Caiari – Porto Velho – RO.