quinta-feira, 12 de maio de 2016

Lenha na Fogueira - 13.05.16

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) recebe até 31 de maio inscrições de projetos para a Chamada 2016 do Fundo Internacional para a Promoção da Cultura (IFPC).

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As atividades elegíveis são produção de obras artísticas e culturais e organização de eventos culturais e artísticos de nível nacional, regional e/ou internacional, que contribuam para o fortalecimento da cultura e da criação artística.
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Podem se inscrever artistas, criadores, organizações não governamentais, organismos privados sem fins lucrativos ou órgãos públicos. A prioridade será dada a artistas e criadores entre 18 e 30 anos.
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A seleção final ocorrerá em fevereiro de 2017. Os candidatos escolhidos serão notificados até duas semanas antes da data de seleção.
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Os integrantes do Pleno do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), maior instância nacional de participação popular na formulação de políticas culturais do País, realizou nesta quarta-feira, 11, sua primeira reunião de 2016, em Brasília.
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Um dos assuntos em pauta foi a definição do cronograma de trabalho das próximas quatro reuniões ordinárias do pleno para este ano. Ficou aprovado que elas deverão ser realizadas nos meses de junho, setembro, novembro e dezembro. Já as duas reuniões ordinárias dos Colegiados Setoriais deverão ocorrer em junho e novembro. As de novembro serão feitas dentro da programação da TEIA, evento coordenado pela Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC) do MinC, cuja sexta edição está prevista para o período de 6 a 12 de novembro, na Bahia, e reunirá participantes de Pontos de Cultura de todo o Brasil.
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Parte do Pleno é formada por integrantes dos 18 Colegiados Setoriais, quetomaram possena última segunda-feira, 9. Eles apresentaram um balanço da primeira reunião dos grupos realizada quarta feira. Entre eles, cinco Colegiados (Arquivo, Artesanato, Cultura Afro, Design e Moda) já apresentaram seus planos setoriais aprovados pelos novos conselheiros.  Esses grupos estão em diferentes níveis de evolução e entendimento com relação ao conjunto de propostas para o setor, consolidado no formato de plano, que contém sugestões, metas e objetivos a serem alcançados.
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Também foram aprovadas uma série de recomendações e moções de apoio e de repúdio, nos quais estão o de reprovação à possibilidade de o Ministério da Cultura deixar de ser um ministério autônomo e voltar a fazer parte do Ministério da Educação.
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Além disso, foi aprovada uma lista tríplice com sugestões de indicações para ocupar cada um dos seis novos assentos do Pleno do CNPC nas áreas de Capoeira, Cultura Alimentar, Cultura Hip Hop, Culturas dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, Culturas Quilombolas e Expressões Culturais LGBTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais). Depois de forte pressão popular, foi publicado decreto presidencial que torna o Pleno ainda mais representativo ao incluir outros segmentos nas mais diferentes áreas técnico-artístico e patrimonial que compõem o Conselho.
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A plataforma www.cnpc.cultura.gov.br reunirá informações num espaço de articulação, participação e tomada de decisão do Conselho, no qual conselheiros e população em geral podem debater sobre as diversas temáticas relativas à política cultural do Brasil. Além disto, é possível encontrar todo tipo de informação sobre o funcionamento do CNPC, atas de reuniões etc. 
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Enquanto isso em Porto Velho! Além de cercarem a Praça da Madeira Mamoré estão dizendo que após o terminarem de colocar as cercas, quem quiser bater foto, ou apenas olhar o patrimônio histórico, terá que pagar ingresso.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

LENHA NA FOGUEIRA - 12.05.16



O folclore rondoniense está em luto. Na manhã de ontem, o fundador do Boi Bumbá Az de Ouro Raimundo Nonato Guesdes faleceu.

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Nonato como era conhecido, foi verdadeiro baluarte da arte de brincar boi em Porto Velho. Seu personagem preferido era o Cazumbá. Personagem que o tornou conhecido no segmento Boi Bumbá.

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Brincou em vários grupos entre eles Malhadinho e Corre Campo de onde saiu para criar seu próprio grupo o Az de Ouro em 1991. Nonato foi Cazumbá no tempo que os personagens Pai Francisco e Cazumbá tiravam versos de improviso durante as apresentações dos bois, além de fazer palhaçada correndo atrás das crianças na hora do ritual “Tira Língua” do Boi. Os Mascarados pegavam um menino ou menina e encenavam que estavam amolando a faca em sua bunda. Era uma algazarra entre a gurizada que corria com”medo” e ao mesmo tmpo, querendo ser presa pelos mascarados.

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Cansado de ser apenas coadjuvante, Nonato resolveu criar seu Boi Bumbá. Perturbou o Hiran Brito Mendes que ere seu chefa na Prefeitura Municipal de Porto Velho, para que o mesmo o ajudasse na compra do material para a confecção do boi e das fantasias dos seus brincantes.

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Hiran Brito que também era diretor da Escola de Samba Pobres do Caiari, falou comigo (Silvio Santos) que era o presidente da escola e solicitou que doasemos ao Nonato sobra dos tecidos utilizados na confecção das fantasias da escola no carnaval daquele ano.

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Além de doarmos o tecido, emprestamos alguns instrumentos de percussão para o Boi que foi batizado com o nome de Az de Ouro se apresentar no Arraial Flor do Maracujá daquele ano.

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Daí vem a origem da cor azul adotada pelo Az de Ouro. Não tem nada a ver com o bumba Caprichoso de Parintins e sim com a escola de samba Pobres do Caiari.

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Otimo compositor de toada e tirador de versos, Nonato deixou de ser cazumbá e passou a Amo do Az de Ouro. Na realidade, o Az de Ouro foi o primeiro bumbá a colocar no Flor do Maracujá uma Barreira de Amo Nonato, Silvio Santos e Suritiba entre outros.

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Foi o Az de Ouro que implantou nas apresentações de Boi Bumbá em Porto Velho instrumentos de harmonia, no caso Banjo e Cavaquinho tocados pelos múscos Audízio e Valcir.

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As toadas compostas pelo Nonato tinham a levada das toadas do Bumba-Meu-Boi do Maranhão, eram toadas com letras poéticas, como é o caso da famosa “Pena Branca” que foi gravada pelo cantor brasiliense Maciel.

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Foi também o Az de Ouro sob a presidencia do Nonato, que colocou no Flor do Maracujá costeiros (capacete) em forma de asa delta, criação do artesão Flávio Lacerda. A primeira Banda de Toada de Boi “Canto da Floresta” foi formada por integrantes do Az de Ouro.

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Em 1995 Nonato recebeu das mãos do secretário de cultura Amizael Silva o troféu de campeão de Boi Bumbá do Arraial Flor do Maracujá, fato que só voltou a se repetir em 2012 quando Nonato já não era o presidente do Bumbá.

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Partiu o último representante da Brincadeira de Boi Bumbá tradicional, que teve entre outros Galego, Augusto Queixada, Sipitiba, Suritiba, Ventania, Carlos Mariano e tantos outros. Amos cantores que sabiam tirar verso de improviso.

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Partiu o compositor das toadas poéticas, aquelas que exaltam a figura feminina de um modo geral. Partiru meu amigo e parceiro Raimundo Nonato Guedes – O Prego.


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Nonato faleceu as 11 horas de ontem dia 11 de maio de 2016, aos 74 anos de idade. Seu corpo está sendo velado na residencia da família a rua Sucupira e o enterro acontecerá as 15 horas desta quinta feira.

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Descansa em Paz Nonato!

Cássia Eller – O Musical em Porto Velho

Porto Velho será uma das cidades contempladas na nova temporada de “Cássia Eller – O Musical”. O espetáculo já foi visto por mais de 80 mil espectadores no ano passado, após percorrer 12 capitais brasileiras. Neste ano mais 15 capitais serão visitadas, tornando-se o primeiro espetáculo musical a realizar turnê por todas as capitais do Brasil. O espetáculo destaca a carreira de uma das vozes mais marcantes da MPB. As apresentações irão ocorrer nos dias 14 e 15 de maio no Teatro Estadual Palácio da Artes. Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher”. Os versos de Renato Russo que Cássia Eller cantou por tantos anos falam muito sobre a personalidade da artista, uma verdadeira fera nos palcos, mas que podia ser um bicho arredio fora dele. Mulher de poucas palavras, cantora de infinitos sons e uma voz tamanha, doce e amiga na vida, foi forte e surpreendente na arte. Com menos de 40 anos de vida e 20 de carreira, Cássia Eller partiu no auge e deixou uma obra eterna.

O musical tem direção de João Fonseca e Viniciús Arneiro, idealização de Gustavo Nunes e produção da Turbilhão de Ideias Entretenimento. O texto é de Patrícia Andrade, que flagra Cássia ainda antes do início da carreira e acompanha toda a sua trajetória musical - dos primeiros passos como cantora em Brasília a sua explosão nacional - sem deixar de lado seus amores, em especial Maria Eugênia, sua companheira com quem criou o filho Chicão. A autora fez um amplo mergulho na obra de Cássia e entrevistou familiares e amigos que a ajudaram a construir um mosaico fiel sobre a história da cantora.

A direção musical é de Lan Lanh, que tocou anos com Cássia e tem total propriedade na obra da cantora. O roteiro passeia desde uma criação autoral quase obscura, como Flor do Sol, até algumas canções que ficaram imortalizadas por ela, como Malandragem (Cazuza/Frejat), Socorro (Arnaldo Antunes/Alice Ruiz) e Por Enquanto (Renato Russo). O amigo Nando Reis, que é também personagem do espetáculo, comparece com várias composições no repertório, como All Star, O Segundo Sol, Relicário, Luz dos Olhos e E.C.T., entre outras.

O papel-título é interpretado por Tacy de Campos, atriz e cantora de Curitiba que foi escolhida entre mais de 1000 candidatas que se inscreveram para as audições, quando foi definido também todo o elenco, que conta ainda com Eline Porto, Emerson Espíndola, Juliane Bodini, Jana Figarella, Jandir Ferrari, Thainá Gallo. Os diretores João Fonseca e Viniciús Arneiro não poupam elogios à protagonista: “Tacy é sensacional, muito inteligente e intuitiva, além de ter uma voz incrível”, exalta João. “Ela surpreendeu a todos e, antes mesmo dela cantar, já estávamos magnetizados pela figura tímida e doce que ela é. Ao final da primeira música, ficamos um pouco em silêncio, admirados com o que estava diante de nós. Existem algumas semelhanças entre ela e a Cássia e foi essa pureza de estado que nos arrebatou”, complementa Viniciús.

A banda é formada por Felipe Caneca (pianista), Pedro Coelho (baixista), Diogo Viola (guitarrista), Mauricio Braga (baterista) e Fernando Caneca (violonista). A ficha técnica do espetáculo completa-se com os figurinos de Marília Carneiro e Lydia Quintaes, iluminação de Maneco Quinderé, cenários de Nello Marrese e Natália Lana e direção de movimento de Márcia Rubin.
O espetáculo tem patrocínio do Banco do Brasil Seguridade.

Serviço

ssia Eller O Musical
Local: Teatro Estadual Palácio das Artes
Data e Horários: Dias 14 de maio, às 21h e 15 de maio, às 18h
Valor dos Ingressos 50 % de desconto para clientes Banco do Brasil Seguridade, detentores de seguros, previdência ou captalização do Banco do Brasil. Desconto não cumulativo. Válido para até 02 ingressos por CPF
20% da lotação do teatro é vendido a preços populares em todas as apresentações. R$ 50,00 inteira e R$ 25,00 meia
VENDAS www.ingressorapido.com.br, Junior Sun (centro e shopping) e Livraria Exclusiva e na bilheteria do Teatro nos dias do evento.
Classificação etária: 14 anos
Duração: 130 minutos
Gênero: Musical

terça-feira, 10 de maio de 2016

Lenha na Fogueira 11.05.16


Mais uma vez o segmento cultural será punido pelo governo barsi brasileiro. Segundo noticiário nacional e internacional, caso Michel Temer venha a assumir a presidência da Republica Brasileira, entre os ministérios que serão desativados ou agregados a outra pasta, está o Ministério da Cultura que passará a ser Departamento do Ministério da Educação.
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É o tal negócio, para eles (os políticos), Cultura não vale nada o que vale é a roubalheira que os beneficia em todos os ângulos possíveis. Na hora de cortar gastos o primeiro segmento a ser citado é o cultural.
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Aqui em Rondônia., mesmo antes dessa noticia de que ao assumir a Presidência do Brasil Michel Temer vai acabar com o Ministério da Cultura, o governo estadual desde o inicio do seu segundo mandato, decretou a falência da Cultura ao extinguir a Secel e transforma-la em Superintendência vinculada a Secretaria de Cultura.
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O governo do estado se vangloria de Rondônia ter sido um dos primeiros estados a implantar o Sistema de Cultura o que realment é verdade. Um dos primeiros a criar o Fundo de Cultura o que é verdade, ser dos primeiros a criar o Conselho Estadual de Cultura o que também é verdade. Assim como é verdade que ele (o governo), jamais autorizou a Fazenda depositar o percentual aprovado pelos deputados estaduais, na Conta do Fundo de Cultura e com isso, o segmento cultural não consegue produzir “uma arruela”, pois não tem recurso.
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Aí vem o provável novo governo brasileiro, que é do mesmo partido do governo local, e diz que vai acabar com o Ministério da Cultura. Será que essa decisão é retaliação em cima dos atos dos artistas, em sua maioria “globais' contra o impeachment da presidenta Dilma?
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Tenho certeza que a cultura no governa atual, é uma das medidas ou ações que está dando certo. To me referindo ao MinC. Os programas culturais do governo federal, como Pontos de Cultura, Cultura Viva, Vale Cultura, Programas de Editais de Fomento e Premiações nas áres de artes visuais, dança e teatro são a verdadeira integração nacional.
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Desde de segunda feira passada, está acontecendo em Brasília, o Fórum das Setorias da Cultura, onde está se discutindo o que foi colocado na pauta, nos diversos encontros que aconteceram ano passado. Eu mesmo estive como representa estadual das Culturas Populares de Rondônia em Serra Talhada (PE).
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Uma das nossas sugestões foi acatada e deverá entrar na pauta de votação no dia de hoje 11. Nossa sugestão é que seja criado o “Premio de Integração Cultural” ou seja: Grupos Culturais da Região Norte se apresentem no Sul, Sudeste e Nordeste e Grupos dessas regiões venham se apresentar em cidades da nossa região.
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Argumentei durante o Encontro das Culturas Populares em Serra Talhada, o seguinte: De que adianta o MinC patrocinar a apresentação do meu Boi Bumbá em cidades da Região Norte se esse tipo de brincadeira é praticada em todas as localidades da região e que o interessante, seria o Boi Bumbá de Porto Velho (RO) dançando numa Cidade do Rio Grande do Sul enquanto o Gruopo Gaucho fosse se apresentar em Porto Velho. Aí sim será a verdadeira integração cultural, uma espécie de Palco Giratório do Sec.
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Para minha surpresa recebo a programação ou a pauta dos Projetos que estão em dicussão no Fórum que está acontecendo em Brasília, a minha sugestão. Tomara que seja aprovada pelo Colegiado.
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Esperamos que o novo órgão que vai gerir a cultura brasileira, não mexa no que ficou acertado em várias discussões que envolveram mais de 70 mil pessoas que lutam pela cultura brasileira.

Colegiados setoriais do CNPC tomam posse

Os integrantes dos 18 Colegiados Setoriais que compõem o Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) tomaram posse na noite desta segunda-feira (9) em Brasília (DF). Após um processo eleitoral que mobilizou mais de 70 mil pessoas, 270 representantes – 15 em cada um dos colegiados – foram escolhidos para serem os titulares da sociedade civil na principal instância de participação do Ministério da Cultura (MinC). Outras 255 pessoas foram nomeadas como suplentes.
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, elogiou a representatividade alcançada pelo conselho, tanto pela ampla participação registrada no processo eleitoral, quanto pela diversidade dos representantes eleitos. "Fico alegre de ver indígenas, povo de santo, o pessoal da música, da dança, do teatro e de todas essas manifestações que temos no Brasil. Isso é de uma força imensa e vocês têm a responsabilidade de representar todas as dimensões da cultura brasileira, da popular à mais erudita, da região amazônica ao Rio Grande do Sul", afirmou.
Juca Ferreira reiterou que não acredita em políticas públicas construídas apenas em gabinetes e que foi esse o espírito que balizou toda a ampliação das políticas culturais iniciadas com o ex-ministro da Cultura Gilberto Gil, em 2003. "O ministério se relacionava com alguns artistas já consagrados e nós tivemos a lucidez de compreender que a construção teria que ser feita com os produtores culturais como um todo, discutindo à luz do dia", destacou.
Integrante eleita do Colegiado Setorial de Culturas dos Povos Indígenas, Denizia Kawany Fulkaxó foi escolhida para falar em nome de todos os 18 colegiados. Ela abriu sua fala entoando uma canção de sua etnia Kariri Xocó, cujo nome, traduzido ao português, é "Caminho de todos". Usando como gancho o Dia das Mães, ela comparou o processo do CNPC com o nascimento de uma criança. "Ser mãe é parir um filho, ser mãe é sentir as suas entranhas expulsando seu filho. E hoje todos os colegiados se encontram desta maneira", disse.
Questionada sobre quais deveriam ser as prioridades de seu colegiado no próximo período, Denizia reafirmou: "As pessoas costumam dizer que o Estado tem uma dívida com os povos indígenas. Eles pedem até desculpa, mas não é desculpa que eles devem. Na verdade, eles devem toda a originalidade relacionada às terras, à educação, à saúde, a todo esse contexto da cultura do nosso povo", cobrou.
Cada um dos 18 colegiado do CNPC é composto por 20 titulares – sendo cinco do poder público e 15 representantes da sociedade civil – e 20 suplentes, ambos eleitos para dois anos de mandato. Os Colegiados Setoriais já empossados são das seguintes áreas: Arquivos, Arquitetura e Urbanismo, Artesanato, Arte Digital, Artes Visuais, Cultura Afro-brasileira, Cultura Indígena, Cultura Popular, Circo, Dança, Design, Literatura, Moda, Música, Museu, Patrimônio Imaterial, Patrimônio Material e Teatro. A representação do Audiovisual ainda está em fase de avaliação pelo MinC.
Nesta quarta-feira (11) o pleno do CNPC realiza a primeira reunião deste ano. O Pleno conta com 58 integrantes, dos quais 20 são da sociedade civil e os demais, representantes dos poderes públicos federal, estadual e municipal. Eles têm mandatos de dois anos (2015 a 2017) e a missão de atuar como consultores e participantes das discussões, construções e revisões de políticas para a cultura. (Fonte Vinicius Mansur Assessoria de Comunicação Ministério da Cultura).

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Nielson e Nayara eleitos melhor casal de noivo


O casal Nielson e Nayara da quadrilha junina Girassol das Três Marias, venceu o concurso de “Melhor Casal de Noivos”, promovido pela junina Rádio Farol na noite do último sábado 07, na Cidade da Cultura (Parque dos Tanques), numa disputa acirradas com os casais das quadrilhas, Unidos do Socialista, Mocidade Junina, Rosa Divina, Rosas de Ouro, Flor da Primavera, Juabp e A Roça é Nossa – Rocinha.
O corpo de jurado que contou com o casal Dhavila Dayane e Paulo Henrique da quadrilha junina “Filhos do Sertão” de Fortaleza (CE), e teve como presidente da mesa o folcloristas João José.

Na disputa que escolheu o Melhor Juiz e Escrivão aconteceu empate entre as quadrilhas Girassol, Rosas de Ouro e Juabp. No quesito Melhor Quadrilha a grande vencedora foi a Rocinha. Em segundo lugar ficaram empatados as juninas Girassol e Rosas de Ouro e em terceiro lugar, Mocidade Junina. Por decisão da coordenação do evento, a torcida da junina Girassol das Três Marias foi eleita como a mais animada.
O jovem noivo da quadrilha “Filhos do Sertão” de Fortaleza (CE), declarou que o concurso promovido pela junina Rádio Farol, merece todos os elogios possíveis pela organização e pelo nível das apresentações, em especial, a dos Noivos. “Fiquei deveras impressionado com a coordenação da Rádio Farol posso afirmar, que nem em Fortaleza vi tanta organização como aqui em Porto Velho. Parabéns!”, disse Henrique.
A festa que começou as 21h30 minutos, só terminou quando o dia estava clareando. “Foi preciso pedir que a coordenação encerrasse a festa, pois já estava amanhecendo e o povo querendo mais. Obrigado”, finalizou emocionado o presidente da Rádio Farol Severino Castro.

Lenha na Fogueira - 10.05.16

Rondônia ficou fora da seleção do Rumos Itaú Cultural.

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Os projetos selecionados são originários de 25 estados e um é da Argentina. Somente Rondônia e Roraima não tiveram trabalhos classificados– sendo que o primeiro é impactado por uma obra a ser realizada a partir de Goiás. Pelo menos 52 dos escolhidos terão repercussão e investigações em outros estados ou países (Angola, Colômbia, Cuba, Espanha, México e Uruguai).

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Com as propostas inscritas em três grandes campos – criação e desenvolvimento (concepção e/ou desenvolvimento de projetos artístico-culturais),documentação (organização e preservação de acervos relacionados à arte e à cultura brasileiras) e pesquisa (desenvolvimento de pesquisas em arte e cultura brasileiras) –, a maior incidência é nos formatos audiovisual/documentário (48), seguido de patrimônio e memória (45), artes visuais (40), formação (30) e música (28).

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“Esta edição do Rumos reafirma a força e a amplitude da diversidade cultural e artística brasileira e, portanto, para o Itaú Cultural o programa cumpre o papel de garantir e incentivar a construção desta multiplicidade de narrativas sobre a nossa contemporaneidade” observa Eduardo Saron, diretor do instituto.

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Os temas aparecem tanto em projetos de pesquisa quanto de fim artístico. Um deles, do Rio de Janeiro, é Pontes sobre abismos, de Aline de Souza Motta. Trata-se de um trabalho de artes visuais que fala sobre relações familiares, história, memória e ancestralidade na África, em um diálogo com a atualidade.

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Outro exemplo é Acervo Agudás - Os "brasileiros" do Benim: Documentos visuais, sonoros e textuais, uma pesquisa de Milton Roberto Monteiro Ribeiro, também do Rio de Janeiro, que aborda a questão dos descendentes de africanos escravizados no Brasil que, ao longo do século 19, retornaram à África (região de Benim, Togo e Nigéria). O conteúdo será disponibilizado ao público no site do Laboratório de História Oral e Imagem da Universidade Federal Fluminense.

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Pelo menos três perpassam questões de gênero. Fabiana, um audiovisual a ser realizado pela goiana Brunna Laboissiere Ferreira que impactará, além de Goiás, Belém, Recife, Macapá, Porto Velho e Vitória. O projeto contempla a pesquisa, produção e finalização de um documentário em que a diretora acompanhará a rotina de Fabiana, uma caminhoneira que se assume como mulher transexual na adolescência e está prestes a se aposentar.

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A baiana Camele Lyra Queiroz realizará LUMA, um curta-metragem de 20min que se apoia na abordagem documental para mostrar a retomada do contato e da aproximação entre ela, que vive em Salvador, e seu tio, que se tornou travesti e vive em São Paulo há vários anos. A última vez que se viram foi há 27 anos. No conteúdo, o filme será marcado pelas tensões emocionais, e na sua forma, pelas tensões estéticas.

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Em TransAmazona, o Muamba Estúdio, de Belém do Pará, fará um roadmovie experimental sobre o universo de mulheres transexuais e travestis em áreas de influência da BR320, a Rodovia Transamazônica. Percorrendo três estados cortados por ela, os realizadores pretendem questionar a sobreposição sistemática de opressões na trajetória de mulheres trans na Amazônia: a transfobia, o machismo, o racismo e o preconceito de classe agravados pelo isolamento político da região, que figura nos piores índices de educação do país.

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Cadê os produtores culturais de Rondônia e em especial de Porto Velho que deixaram passar essa oportunidade oferecida pelo Itaú.  Cultural. Vamos acordar povo da cultura!