quarta-feira, 27 de abril de 2016

Demarcação ganha agroindústria de farinha

Autoridades marcaram presença na inauguração 

A comunidade do Distrito de Demarcação localizado no Rio Machado a aproximadamente 200 km de Porto Velho com acesso apenas fluvial, festejou na manhã da última terça feira 26, a inauguração da Agroindústria de Farinha de Mandioca - Manoel Fagundes. A iniciativa é parte das Compensações do Consorcio Energia Sustentável do Brasil – UHE de Jirau assumidas com a população das localidades Demarcação, Gleba Rio Preto, Patoá, Independência, Santa Helena, Mucuín, Bom Futuro, Monte Sinai, Juruá, Palmeiras, Cururu e Roncador.
Antonio Lúcio presidente da Coomade
A agroindústria tem capacidade de processamento de aproximadamente 900 quilos por dia em período de alta produção. “Essa agroindústria vem beneficiar a comunidade de Demarcação haja vista que aqui já foram montadas várias casas de farinha chamadas agroindústria que na realidade nunca funcionaram como tal” disse o presidente da Coomade Antonio Lucio Lima.
Raimundo Jaquira Moraes Pinto eleito diretor do pólo de agroindústria de Demarcação disse “Essa unidade representa para todos nós um grande desenvolvimento, antigamente a gente para produzir a farinha tinha que fazer todo processo manual”.
José Melo financeiro da Cooperativa
A parceria da Cooperativa de Agroextrativismo do Médio e Baixo Madeira - COOMADE com os dois consórcios responsáveis pelas Usinas do Madeira tem como objetivo, a implantação de cinco agroindústrias sendo que duas já foram entregue a de Cujubim (polpa de fruta) e a de Demarcação (farinha), breve serão entregues a de São Carlos (castanha), Nazaré/Boa Vitória (polpa de fruta) e Calama (coco babaçu). “Na verdade isso faz parte de uma luta que a gente vem trabalhando há mais de dez anos” disse o diretor financeiro da Cooperativa José Wilson de Melo lamentando: “A compensação das Usinas está acontecendo, mas, a parceria dos poderes públicos não”.
Dona Francisca moradora mais antiga
Dona Francisca Barbosa dos Santos a mais antiga moradora de Demarcação “Nasci e me criei aqui”, do alto dos seus 73 anos de idade declarou: “Essa fábrica de farinha é uma boa coisa que vai ter aqui. O que ta difícil, é conseguir mandioca para produzir a farinha, porque os roceiros agora são poucos”

Alerta

Após os discurso e já degustando o almoço servido pela produção do evento, o senhor Heleno Pereira Felix (66 anos), procurou a reportagem e chamou a atenção para o seguinte: “É porque vocês não tiveram tempo para olhar as coisas que são de responsabilidade do estado e o que é da prefeitura. Não temos segurança, temos delegacia sem policial, temos um posto de saúde que não faz nem sutura, o colégio (municipal) não tem estrutura nenhuma, tem capacidade para 100 alunos, porém, como desativaram as demais escolas das localidades próximas, fica super lotado, os professores de Calama vêm fazer hora extra, pois, ninguém quer vir ser professor aqui pela falta de condições.
Heleno Pereira alerta sobre os problemas de Demarcação
Sobre a Agroindústria – Falei pro representante do Secretário de Agricultura estadual: vocês falaram muito bonito, mas, não ouviram as pessoas que conhecem a realidade da localidade. Essa Agroindústria vai ficar que nem uma Mesa de Centro, só pra enfeite. A terra de Demarcação não tem condições, isso aqui é uma Ilha e toda enchente por menos que seja, chega aqui, não como foi a de 2014, mas, chega. Esse ano não alagou mais o tanto que encheu matou tudo quando foi plantação. O secretário de Planejamento do Estado senhor Jorge veio aqui e disse que existe um dinheiro disponível para comprar uma terra que existe aqui perto, só que até hoje ninguém ouvia falar sobre esse processo. Não sou nenhum profeta, mas, como é que vamos produzir farinha se aqui só dá embaúba, sapé e outras ervas daninhas. “Não tem mandioca e nem o plantador de mandioca” denunciou seu Heleno.
Participaram da solenidade representantes dos governos, federal (IBAMA e MAPA), estadual (Seas, Emater e Seagri), municipal (Semagrife), Presidente da Câmara de Vereadores de Porto Velho além de representantes da diretoria da Usina Jirau e diretoria da OCB, COOMADE e representantes dos distritos de Nazaré, Calama, Cujubim, Bom Jardim do IESB, além da imprensa.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Lenha na Fogueira - 26.04.16

A ultima coluna terminou falando sobre futebol, especificamente sobre o campeonato de Rondônia. Hoje volto a falar sobre o tema para parabenizar a equipe do Rondoniense que em seu primeiro ano como profissional, conseguiu levar para suas hostes o título do 1º turno, numa disputa mais do que acirrada com o Genus.
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Até que enfim, a capital está com dois bons representantes no campeonato rondoniense. Lembrei do tempo do CFA. To falando da era do profissionalismo.
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Outra sobre esporte. Deu no Alto Madeira na Rua que o Telê Santa técnico dos melhores que já existiu no Brasil, não fez o suficiente para merecer tanta homenagem pela passagem de dez anos de seu falecimento. O colunista responsável pelas Notas, disse que como técnico da seleção brasileira ele não ganhou nada.

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Olha meu amigo, a seleção comanda pelo Telê Santa pode não ter sido campeã, porém, era bem melhor mesmo deixando de ganhar, que a atual seleção do Dunga e Neymar.

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Mesmo perdendo a gente gostava da Seleção do Telê que só não foi campeã do mundo, porque o Peru se vendeu para a Argentina. Lembra disso amigo e depois, porque o Flamenguista Zico errou pelnalty que nos classificaria em outra Copa.

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Ruim Mesmo, é suportar a seleção do Dunga jogar, com o Davy Luiz sem saber o que fazer, o Neymar criando caso e o goleiro que só está na seleção porque é do Internacional, clube do coração do Dunga. Será que vamos ficar fora de uma copa do mundo pela primeira vez? Se continuar sob o comando do Dunga sim!

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Já que entramos no assunto, com certeza o K-1 da tira ai de baixo, deve estar falando sobre a 9ª partida que o Framenguinho não ganho do Vascão. Domingo passado foi mais uma peia na urubuzada!
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Voltando ao normal. Os grupos folclóricos de Porto Velho estão com tudo e não estão prosa. Sábado passado 23, o boi mirim Brilhantinho lotou o clube “Escrivãs da Policia Civil”
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Percebi que os grupos de bois bumbas estão unidos, pois praticamente todos participaram com itens na festa do Brilhantinho Mirim. Diamante, Az de Ouro, Corre Campo, Manhoso tava tudo lá e mais os grupos de dança Yaporanga e o Payaku Maiacan do Alex que também criou o Bumbá Mirim Estrela de Fogo.
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Só não foi mais legal por que a Cunhã Poranga do Garantido Verena Ferreira veio correndo. Poucos viram sua apresentação, uma vez que a passagem de volta para Manaus estava marcada para as 14 horas. Quer dizer, quem chegou após as 13 horas perdeu o show da jovem cunha.

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Outra mancada foi a falta da cunha do boi Flor do Campo de Guajará cuja apresentação constava do folder de divulgação mas, ela não veio. No mais foi uma festa maravilhosa, feijoada bem preparada e gostosa.

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E ainda aconteceu a disputa da melhor cunha poranga da Diversidade sexual que nada-mais nada-menos quer dizer Gay! Quem venceu foi a John Lenon.
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Os itens do Brilhantinho deram show de dança, elegância e coreografia. Parabéns a presidente Kete e toda sua diretoria.
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Sábado passado a Quadrilha Roça é Nossa já tinha mostrado que os grupos folclóricos são a pedida do momento. A Festa do Cangaço da quadrilha da Fernanda e do Fernando Rocha lotou a Quadra da Associação do Esperança da Comunidade.

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Quem está muito devagar em relação ao Flor do Maracujá é a equipe de cultura da Sejucel, Pois até agora não abriu o processo de licitação para contratar a estrutura de arquibancada e sonorização da XXXV Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás – Arraial Flor do Maracujá.

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Estou no distrito de Demarcação por isso amanhã não tem coluna.

Candeias abre a temporada de rodeios e agropecuárias

Shayane Mioto Rainha do Candeias
Aconteceu no último sábado 23, na Estância Dallas no município de Candeias do Jamari, concurso que elegeu a Rainha Shyane Mioto, 1ª Princesa Daiani Caroline Realto e 2ª Princesa Débora Vieira de Lima da 15ª Festa do Peão de Boiadeiro e a 1ª Garota Expoacan Diana Oliveira.
Jucile Moraes e Casa Grande coordenadores 
O público adepto do estilo Country lotou as dependências da Estância Dallas que contou também com a participação de várias “Comitivas” que atuaram como torcidas organizadas das candidatas. O casal Casa Grande Barros e Jucilene Moraes ele presidente da Federação de Rodeios de Rondônia foi o responsável pela organização da festa, que contou com a participação de mais de 15 jurados entre eles as jornalistas Yalle Dantas, Ivonete Gomes, Jean Carla, Marindia Moura e Gerson Costa e da colunista social e promoter Berta Zuleika além de empresários de Candeias e Porto Velho.



As 09 candidatas se esmeraram em suas apresentações inclusive, algumas disseram versos, tocaram berrante e estalaram o chicote além de dançar pisando forte com a bota no salão.

As eleitas marcarão presença durante a 15ª Festa de Boiadeiro e a 1ª Exposição Agropecuária de Candeias do Jamari – Expoacan que vai acontecer entre os dias 28 de abril e 1º de maio, com várias atrações artísticas como DJ Potência, torneio leiteiro, exposição de maquinários, rodadas de negócios, praça de alimentação, parque de diversão e rodeios com os principais peões brasileiros.

sábado, 23 de abril de 2016

Antônio Chagas Campos

Cabeleira o boêmio Mestre Sala

Fundador da escola de samba Os Diplomatas, além de ter sido o primeiro mestre sala de uma escola de samba de Porto Velho, criador da Federação das Escolas de Samba de Rondônia - Fesec e um dos incentivadores da escola de samba Acadêmicos do Armário Grande. Antonio Chagas Campos o Cabeleira não se cansa de lutar pelo carnaval das escolas de samba. Hoje é o vice presidente da Fesec, mas, devido a problema de saúde não pode se envolver na organização dos desfiles deste ano. Mesmo assim, sua idéia é colocar em funcionamento a “Liga Independente das Escolas de Samba de Rondônia”. “Estou trabalhando na documentação”.
Recentemente Ernesto Melo através do Projeto “A Fina Flor do Samba” o homenageou num show que aconteceu no Mercado Cultural no dia 08 de abril passado e foi então, que resolvi entrevista-lo, para que o público passasse a conhecer sua história. História de luta pela cultura carnavalesca de Porto Velho.
Com vocês o Mestre Sala Cabeleira – O Magnífico.

ENTREVISTA

Zk – Vamos começar esse nosso bate papo?

Cabeleira – Sou de Manaus onde nasci no dia 10 de setembro de 1939 filho de Inácio Pereira Campos e Mariinha Santos Campos. Vim para Porto Velho com dez anos de idade em 1949 e meu pai já era viúvo e já tinha casado pela segunda vez. Fui menino interno do colégio Darcy Vargas em Manaus por dois anos.
Zk – Quando veio para Porto Velho?
Cabeleira – Depois de dois anos internado no colégio o “Velho” mandou me buscar. Aqui ele ganhou de Dom João Batista Costa um terreno na Sete de Setembro com a Tenreiro Aranha, justamente onde hoje está a Loja Avenida. O “Velho” era polidor de móveis, naquele tempo essa profissão era novidade e fazia o maior sucesso. Depois ele foi embora, voltou, foi embora novamente e dessa vez me levou.
Zk – Pra onde?
Cabeleira – Pro Rio de Janeiro. Fiquei morando no Rio de Janeiro por uns cinco anos, nossa casa era no Catete pertinho do palácio presidencial. Foi nesse tempo que comecei a me envolver com samba de escola de samba. Trabalhava na Farmácia Santa Terezinha que ficava no Largo do Machado e meu trabalho era fazer entrega de remédios nas residências dos idosos que não tinham condições de ir até a Farmácia, o bom era que eu ganhava uma gorjetazinha dos velinhos.
Zk – Como foi sua entrada no samba carioca?
Cabeleira – Meu pai se dava muito com um crioulo que tinha o apelido de Amazonas e esse cidadão um dia chegou e disse: Hein moleque, vamos la na Mangueira? Na minha primeira noite de samba no Rio de Janeiro e ainda por cima na Mangueira fiquei tão encantado, que só sai quando o dia clareou, naquele tempo eu bebia uma cachaça ferrada. Depois apareceu um garçom chamado Severino com quem passei a ir pra Mangueira e ele me entrosou no meio dos passistas da escola, foi então que conheci o Mestre Sala Delegado que era o rival do Noé Canelinha outro grande Mestre Sala.
Zk – Em que ano você retornou para Porto Velho?
Cabeleira - Em 1957 voltei e aqui me encontrei com Pedro Otino e Bainha. Pedro Otino já era envolvido com samba. Foi aí que o Bainha me convidou para criar uma escola de samba e então fomos com o Valério que nos disse que tinha acabado com o “Bloco da Dona Jóia”, Jóia era a esposa dele que tinha um bloco carnavalesco infantil. O último ano que bloco da Dona Jóia desfilou foi no carnaval de 1958 com o tema Scaramuche.
Zk – Como foi a criação da escola de samba?
Cabeleira – A escola de samba nasceu numa casa da rua Joaquim Nabuco sub esquina com a Almirante Barroso perto do batuque de Santa Bárbara pra onde Valério e dona Jóia haviam se mudado. Na reunião que aconteceu no dia 4 de novembro de 1958, estavam presentes: Valério Souza e seu filho Ricardo, Cabeleira e Bainha. Apesar de o Bainha dizer que não, me lembro que o Leônidas também estava na reunião. Faltava o presidente da agremiação e então procuramos o Tário de Almeida Café que era como se fosse secretário de obras da prefeitura de Porto Velho, que aceitou ser presidente com a condição que a escola se chamasse “Prova de Fogo” e assim foi. Agora uma pessoa diz que a escola foi criada na frente do Bradesco na Sete de Setembro. Não sabe o cidadão que naquele tempo, aquela área onde fica o Bradesco era um buraco que era conhecido como “Buraco da Dada”.
Zk – Você se aposentou funcionário público federal. Quando você entrou para o serviço público?
Cabeleira – Eu não queria trabalhar e o Bainha insistia dizendo que no SAALFT (Serviço de Abastecimento de Água, Luz e Força do Território), estavam empregando. Fui lá e seu Dantas que era o chefe, pediu meus documentos e depois que entreguei disse: você está empregado, era muito fácil. Depois de alguns anos o Bainha se apaixonou por uma mulher e perdeu o emprego. Foi então que criamos um grupo musical que tinha o Paulo Santos, Ivo Santana, Sanim, José Nóbio e o Edu que tocava sanfona. Esse grupo foi antes do Bossa Nova.

Zk – E o Bossa Nova?
Cabeleira – O Bossa Nova tinha Paulo Santos (violão), Cabeleira (maraca e teleco teco), Leônidas (Afoxé), Bainha na Conga (tan tan), Ricardo (bateria). O Manga Rosa era do grupo mais faltava muito ele além de cantar, tocava clarinete, trombone de vara, sax enfim, era bom demais nesses instrumentos e o Pedro Otino que de vez em quando tocava bateria.
Zk – O pessoal mais antigo conta que a turma de vocês era formada de gigolôs, exploravam as prostitutas ou viviam por conta delas. É verdade?
Cabeleira – Quando cheguei do Rio o Bainha me apresentou uma coroa que gostou de mim e passou a me bancar, me dava café, almoço, janta, roupa, dinheiro e outras coisas. O Bainha tinha também a sua, assim como os demais, Leônidas, Rubens Cachorro e outros. Elas gostavam da turma do samba porque a gente sabia dançar bem, principalmente eu que havia chegado do Rio de Janeiro e dançava tudo.
Zk – O Bossa Nova começou no Porto Velho Hotel ou foi em outro lugar?
Cabeleira – Foi da seguinte forma: Tinha um grupo que era liderado pelo Edu que tocava na Rádio Difusora do Guaporé num programa que era apresentado pelo Milton Alves. Certo dia o Paulo Santos nos chamou e nos convidou para formar um Conjunto Regional e então chamou também toda aquela turma que citei acima e nasceu o Conjunto Bossa Nova. Foi então que surgiu a Rádio Caiari e o Bossa Nova passou a tocar no Programa de Calouros no auditório que ficava atrás da Catedral. O Bossa Nova fez sucesso mesmo foi tocando na “Varanda Tropical” do Porto Velho Hotel. Tocamos em todo o interior de Rondônia e também em La Banda na Bolívia. Tivemos o privilégio de acompanhar todos os cantores famosos da época que vieram a Porto Velho. E tem a história do Bainha com o Agnaldo Timóteo.e com o Lindomar Castilho
Zk – Que história é essa?
Cabeleira – O show do Lindomar foi no auditório do Maria Auxiliadora e na hora de subir ao palco ele disse: Esse baixinho (Bainha) não é preciso. Só quero violão, maracá e afoxé. Aí o Bainha foi a loucura e queria enfrentar o Lindomar Castilho dizendo que nenhum cantor desfazia dele e coisa e tal, veio a turma do deixa disso e tirou o Bainha. Com o Agnaldo Timóteo foi porque caiu uma chuva torrencial na cidade e o show que seria na quadra do Ferroviário não aconteceu. Bainha encarou o Agnaldo o chamando de irresponsável, porque não começou o show mais cedo e esculhambava o negão que era forte pra dedéu. O Agnaldo se vestiu de homem: “O que você quer baixinho” e foi pra cima.
 Zk – Como foi que você se transformou no primeiro Mestre Sala de Porto Velho?
Cabeleira – Foi o seguinte: o Agostinho Reis – Bizigudo que havia chegado de Belém e ingressado na escola, inclusive sugeriu a mudança do nome de “Prova de Fogo” para “Universidade dos Diplomatas do Samba” em 1961 e disse, ta faltando pra ser uma escola de samba de verdade, as Baianas e o casal de Mestre Sala e Porta Bandeira e eu sugeri que ensaiássemos o Bola Sete com a Gladys. Durante os ensaios comandados pelo Bizigudo e o Bainha o Bola Sete andou pisando no pé da Gladys e ela disse que com ele não dançaria, foi então que me olharam e disseram, vai ter que ser você. Eu já traquejado por ter tido aulas com o Delegado no Rio de Janeiro fui e fiz minha letra e o Bizigudo virou pro Bainha e disse: o homem ta pronto! Me transformei no primeiro Mestre Sala de uma escola de samba de Porto Velho.
Zk – Naquele tempo vocês aos domingos antes do carnaval desfilavam pela cidade e paravam em determinadas casas. Como funcionava isso?
Cabeleira – O Café ligava pro Mario Lima, Pro presidente do Sindicato dos Estivadores o Galdino e outros empresários da cidade, então a gente ia fazendo aquela via sacra. Chegava e a bebida e o tira gosto já estavam prontos. Certa vez o Café falou, Cabeleira nós vamos visitar o governador Enio Pinheiro! Vou levar uma folha de papel e uma caneta que é pra ele autorizar a gente pegar os tecidos das fantasias da escola na Casa Saudade. Na frente da casa do governador tinha uma Jaqueira e o Rooselvet achou de dar uma cabeçada numa jaca que ficou pingando leite e a gente querendo esconder do governador pra não perder a doação dos tecidos. O governador mandou o Café subir com a turma e mandou servir bebida e tira gosto tudo do bom e do melhor. Depois de um tempo lembrei o Café da folha de papel e ele entregou pro governador Enio que autorizou: “T.T.Dias autorizo fornecer os tecidos das fantasias da escola de samba Os Diplomatas”, foi aquela festa. De lá partimos todos bêbados para as demais casas.
Zk – Outra história que a gente ouve sobre você e o Leônidas é aquela: Essa Fantasia pode ser sua?
Cabeleira – Era interessante, a gente colocava o Rubens Cachorro no salão pra ensaiar as meninas e o Leônidas dizia pra ele: Vê aquela ali se tem namorado! Se não tivesse, a gente saia pra Taba do Cacique e era lá que começava o negócio. Naquela época só tinha o rendezvous da Carmita na Campos Sales, não existia Motel. Esse era o jogo, a gente mostrava a fantasia bonita e quando a jovem gostava vinha o golpe, se você aceitar sair com um de nós a fantasia é sua. Era eu, Leônidas, Bainha e Rubens Cachorro. O interessante é que a gente ia a Pé pra Carmita.
Zk – Como foi o show da Diplomatas e Caiari em Brasília?
Cabeleira – Em 1975 o governo do Território Federal de Rondônia foi convidado a coordenar o espetáculo da troca da bandeira nacional na Praça dos Três Poderes em Brasília e o governador Carlos Marques Henrique convocou dona Marize para montar o show e ela montou um espetáculo com as escolas Diplomatas e Caiari. O Bosco que era o Mestre Sala da Caiari queria ser a principal atração e a dona Marize reuniu os dois casais, isso já em Brasília e disse: A principal atração do espetáculo será o Cabeleira e pronto. Quando eu desci do tablado montado para o show a diretoria da escola de samba do Cruzeiro lá de Brasília estava me esperando e me convidou pra ficar lá e eu não aceitei o convite. Foi realmente um grande espetáculo a apresentação das duas escolas de Porto Velho em Brasília.
Zk – Para encerrar. Como está sua saúde?
Cabeleira – Tive um CA, operei, fiz cinco meses de quimioterapia ficou tudo legal e para minha surpresa, fui acometido de uma TB do dia pra noite. Estou me tratado há quatro meses e se Deus quiser vai dar tudo certo.
Zk – Pra encerra mesmo. Quantos filhos você tem?

Cabeleira – A mulherada diz que é um bocado. Só com minha esposa dona Agnes Neguinha foram oito. Ao todo se for botar na ponta do lápis, são mais de 20, tem até filho com boliviana. O velinho não é fácil. 

Lenha na Fogueira - 23.04.16

Depois do feriado de 21 de abril, quando participamos da festa de aniversário do presidente da escola de samba Acadêmicos do São João Batista Alberto Rodrigues mais conecido como Pai Beto, no sítio “Água Viva” que tem uma piscina natural muito bonita e bacana, junatmente com parte da moçada que desfilou na escola de samba. Foi realmente uma tarde maravilhosa com muito samba, forró e toada de boi e muita gente bonita. Parabéns Pai Beto!

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Aliás, com a presença do rosto viralizado não apenas na Internet, mas, em tudo quanto é canto. Do Rio Verde ao Rio Mequens, de Cabixi a Nova California, de Calama a Surpresa, de Santo Antonio ao Candeias, lá também estava ele. Lindomar Garçon feliz da vida e me dizendo que sua foto “Papagaio de Pirata” já tem mais de Um Milhão de Visualização na Internet.

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Bem que falei, a foto do deputado Garçom foi uma grande jogada de marketing. Taí o resultado, onde quer que chegue nesse Brasil “impeachemado”, alguém o reconhece e quer fazer self.

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Bom! O samba ou os sambistas de Porto Velho a partir de hoje ganham mais uma casa especializada no ritmo, trata-se do Angar que a partir de hoje as 15 horas coloca no palco, os samboistas Beto Cezar, Piaba e Nilson do Cavaco além de seus músicos acompanhantes Karatê (tan tan), Bola (surdo e reco reco), Walber (pandeiro) e Zequinha (bateria). Vamos lá curtir nossos melhores cantores de samba e pagode. O Angar fica na Pinheiro Machado e com certeza estará lotado na tarde deste sábado.


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Aliás, sábado passado o show do pagodeiro Salgadinho foi lá e foi muito bom. Muita gente prestigiou a apresentação do sambista paulista e acho que foi ali, que o proprietário da casa, resolveu realizar todos os sábados o “Samba Entre Amigos”. Vamos nessa.

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Já que entramos no assunto show, hoje também acontece a Feijoada das Rainhas uma promoção do Boi Bumbá Mirim Brilhantinho. Ai o bicho vai pegar, porque vai ter apresentação de mulher bonita e gostosa aos montes. É Cunhã Poranga de tudo quanto é boi. Garantido de Parintins, Flor do Campo de Guajará Mirim, Corre Campo de Porto Velho, Diamante Nagro de Porto Velho, Az de Ouro de Porto Velho além de todos os itens do Brilhantinho. Dessa vez o Marco e Keite botaram pra arrebentar a boca do balão com tanta mulher bonita daçando num só evento. Vamos lá. O Feijão será mero coadjuvante.


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Essa feijoada das Rainhas vai acontecer na Associação dos Escrivãs da Policia Civil na rua Raimundo Cantuária a partir do meio dia de hoje. Estarei lá de eculos escuro e olhos bem abertos.


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Outro ótimo programa neste sábado, é assistir a decisão do primeiro turno do campeonato rondoniense de futebol entre Jenus e Rondoniense. Vai ser um jogaço de bola a partir das 19 horas no estádio Aluizio Ferreira.

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Pela primeira, desde quando o Heitor Costa implantou o profissionalismo no futebolo de Rondônia, dois times da capital Porto Velho decidem pelo menos o título do 1° turno.


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O Rodnei Paes da Sejucel deu um banho de administração e preparou o aluizão para receber o público que tem correspondido. Nossos dois reprsentantes realmente são os melhores no atual campeonato estadual.


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O Genus por ser muito mais velhos tem a maior torcida, enquanto o Rondoniense disputa pela primeira vez o campeonato profssional de Rondônia, com tanta vitória tá se tornando o xodó da gurizada. Vamos lá prestigiar nosso dois times de futebol cambada.


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Só tem uma salvação pra quem não for assistir o jogo no Aluizão! É sintonizar a REDETV-RO Canal 17 que a turma da uma banho de transmissão.

Encontro de cunhãs porangas no Brilhantinho

Verena Cunhã Poranga do Garantido
Durante feijoada que será servida pelo Boi Bumbá Mirim Brilhantinho de Porto Velho, a partir da 12 horas deste sábado 23, no clube dos Escrivãs da Polícia Civil à rua Raimundo Cantuária, pela primeira vez, estarão dançando para o público, as Cunhás Porangas Verena Ferreira do boi Garantido de Parintins, Aline Ribeiro do boi Flor do Campo de Guajará Mirim, Mirla Pinheiro do boi Diamante Negro, Cristina Lima do boi bumbá Az de Ouro e Dulce Silva do boi Corre Campo de Porto Velho.
Cristina Lima do Az de Ouro
Mirla cunhã do Diamante Negro
Na oportrunidade a diretoria do Brilhantinho vai promovr o concurso que vai escolher “Rainha da Marujada” que vai representar o iten na XXXV Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás – Arraial Flor do Maracujá quando o Brilhantinho vai defender o tema: “15 Anos de Brilhantinho em Ritmo de Boi”.
A festa do tetra campeão do Flor do Maracujá na categoria Boi Mirim, também vai contar com show do grupo de pagode e toada de boi integrado pelos músicos Jeferson, Audizio e Leandro além dos integrantes da Marujada de Guerra. “Esperamos contar com a preença de representantes de todos os grupos de bumbás de Porto Velho nessa festa, quando iremos mostrar o potencial das melhores cunhãs da Amazônia”, disse a presidente do Brilhantinho Keite.
Aline cunhã poranga do boi Flor do Campo


Presidente da Federon em Belém

O presidente da Federação de Grupos Folclóricos de Quadrilhas e Bois Bumbás de Rondônia – Federon Fernando Rocha, embarcou na manhã de ontem sexta feira 22, para Belém (PA), onde participa da 23ª Assembléia Nacional de Entidades Juninas – ANEJ. Na oportunidade, Fernando anunciará que o Festival Nacional de Quadrilhas Juninas de 2018 será realizado em Porto Velho (RO) com o apoio da Assembléia Legislativa de Rondônia -ALE, graças a proporsição dos deputados presidente da Ale Maurão de Carvalho (PMDB) e Léo Morais (PTB).


A Assembléia vai acontecer até amanhã domingo 24, com a presença de quadrilheiros representantes de todos os estados brasileiros. “Apenas Tocantins não confirmou presença”, disse Fernando.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Lenha na Fogueira 21.04.16


Hoje 21 de abril, comemoramos o dia de Tiradentes, o herói que morreu por querer um Brasil Livre das garras e usuras dos portugueses. Hoje 21 de abril, é dedicado à memória de Tancredo Neves que morreu porque defendia um Brasil Livre das garras dos militares. Hoje 21 de abril festejamos mais um aniversário de Brasília que foi idealizada e inaugurada pelo olhar futurista do presidente Juscelino Kubitschek que morreu misteriosamente num acidente automobilística, na estrada Rio São Paulo.
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Quer dizer! O 21 de abril é muito importante para todos os brasileiros, por isso é feriado. Hoje o brasileiro vive nas mãos dos políticos que não estão nem aí para a população mais humilde do país. Vivemos na era das falcatruas, dos jogos políticos, cujo placar é incerto.
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O povo vai pras ruas, reivindicar por melhores dias e os políticos acham que estamos querendo tirar esse ou aquele do poder, na realidade estamos querendo tirar todos que saqueiam o quinhão da população, estamos querendo tirar os ladrões da merenda escolar, os ladrões da saúde, os usurpadores da mente dos brasileiros, os mentirosos que após eleitos viram as costas para o eleitorado mais humilde.
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Hoje 21 de abril, o brasileiro está sendo enforcado pela inflação, está sem esquartejado pela tirania dos políticos irresponsáveis. Hoje cada brasileiro é um Joaquim José da Silva Xavier só, que enforcado antes de subir os degraus da forca.
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No linguajar popular, FORCA ou estar na forca, é o mesmo que estar na pimdaiba, devendo os olhos da cara, sem emprego, sem perpesctiva de melhora na vida ou seja, com a corda no pescoço.

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Hoje o grande sonho dos latifundiários, dos grandes empresários e de alguns políticos, é ver a presidente da república fora de sua cadeira. Esse negócio de “pedalada” é mero pretexto. Com ou sem “pedalada” a situação seria a mesma.
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Já li em algum lugar que durante a votação de domingo na Câmara dos Deputados, nenhum parlamentar durante seu voto, falou ou justificou o voto falando de “Pedalada”. O que falaram foi na família, namoradas, nos filhos e netos, só não citaram nome das amantes para não dividirem os bens num possível divórcio.
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Ha mais de cinco meses o que se ouve, são noticiários sobre as pedalas, lava jato e outras missões. Ninguém ouviu nesse tempo todo, alguém falar que é preciso se fazer alguma coisa em prol dos brasileiros. É cada um pensando na sua delação premiada ou no prêmio da caguetagem.
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O brasileiro está naquela situação: Se ficar o bicho come, se correr o bicho pega. E ainda tem um bocado de colega querendo que o político que ainda não declarou seu voto, declare o mais depressa possível e ainda afirmam se não, não vai se eleger nas próximas eleições. Quando foi que posição de político serviu para angariar votos? Para se eleger é só utilizar o tempo grátis da propaganda política, mentindo para o povo e o pior de tudo isso, é que o povo acredita. É como dizia aquela e personagem do programa humoristico: “E ele acreditooouuuuu”.
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Nesse 21 de abril, o melhor que o brasileiro pode fazer, é colocar a cabeça no travesseiro, fechar os olhos e imaginar que está no país das maravilhas. Que o mundo ao seu redor é cheio de coisas boas, que seu filho, marido, irmão, amante, sobrinho, sogra, ta todo mundo empregado e ganhando muito bem.
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No Brasil se fossemos enforcar os corruptos, a floresta amazônica já estava toda devastada com tanta árvore derrubada, para construir forca! Puxa a corda rápida, se não o ladrão escapa!