quarta-feira, 13 de abril de 2016

PALÁCIO DA MEMÓRIA - Museu começa digitalização de documentos da história rondoniense



Caprichosamente, Neiva Lúcia Costa de Araújo faz o desdobramento de jornais antigos, “limpando-lhes” com fita invisível para a fase de digitalização. Na sala ampla onde funcionava a Casa Civil do Governo, ela percorre as páginas dos jornais Alto Madeira, A Tribuna, Estadão do Norte e O Guaporé, cujas coleções retratam um século da história rondoniense e hoje estão guardadas no Museu Palácio da Memória Rondoniense (Palácio Presidente Vargas), em Porto Velho.
“É a maquiagem das imperfeições”, ela comenta ao manusear um exemplar da edição de 13 de junho de 1967, de O Guaporé, que destaca, entre outros assuntos: “Misto vs Ferroviário num prélio sensacional”; programação diária da Rádio Caiari AM; e anúncios das empresas Jonasa, Casa Damour, Expresso Cuiabano e Consórcio Willys.
Há 48 horas, desde segunda-feira (11), ela e outros cinco especialistas trabalham intensamente nas dependências do Palácio Presidente Vargas na catalogação do acervo documental do recém-criado museu idealizado pelo governador Confúcio Moura. A parte da extinta Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), por exemplo, tem mais de cinco mil itens.
A paleontóloga Ednair Rodrigues, diretora do museu, previu hoje (12) a conclusão dos trabalhos para os próximos seis meses, com a participação direta da empresa Arquivar, de Belém (PA), contratada  pelo governo de Rondônia.
Em um século, o País viveu duas guerras mundiais e teve 36 presidentes da República, de Rodrigues Alves (1902) a Dilma Rousseff (2011) e viveu duas ditaduras (Getulio Vargas, em 1937 ; Humberto de Alencar Castelo Branco, Arthur da Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Baptista de Oliveira Figueiredo, entre 1964 e 1985). E Rondônia viveu ciclos desde a borracha, extrativismo mineral ao migratório e agrícola.
Plantas da cidade de Porto Velho datam do início do século passado. A digitalização de jornais obedece primeiramente aos encadernados e, na sequência virão exemplares avulsos.
O auxiliar de tecnologia da informação Luan Azevedo passou orientações técnicas a Dagmar Marcelino Júnior para concluir a digitalização do livro de visitas da EFMM a partir de 1993, após o tombamento da ferrovia pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) .

A maior parte das coleções, acervo fotográfico, livros e documentos estava guardada no Prédio do Relógio (ex-Fórum, ex-sede do Banco do Estado, ex-sede da EFMM), na Avenida 7 de Setembro).
“Esses documentos representam o patrimônio e a memória de um povo. Além de preservarmos obras tão raras e importantes, facilitaremos o acesso de todos à pesquisa de diversos materiais”, afirmou o superintendente estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer, Rodnei Paes.
Mapas, jornais, livros, cartas, documentos em geral, deixarão de ser anônimos e passarão a ser vistos brevemente na internet, notadamente no portal do governo

PRESENÇA INDÍGENA

“Recebemos aqui visitantes de todas as faixas etárias, desde alunos de escolas a professores universitários e doutores”, informou Ednair.
O professor do Museu Goeldi (Belém), Denny Moore, graduado em antropologia e linguística, iniciou mais uma fase de estudos da sintaxe, fonologia, linguística diacrônica de povos indígenas em Rondônia. Há tempos ele pesquisa os povos Aruá, Gavião, Suruí, Zoró e Nheengatu. A língua desse último quase foi extinta, não fosse o trabalho de resgate.
“Prontamente, aceitamos o projeto do professor Moore, e nesse primeiro contato ele já nos ofereceu o auxílio de outros pesquisadores, com o mesmo objetivo”, comentou a diretora.
Embora o prédio exija readequações, o museu está aberto à visitação. O gabinete do governador permanece fechado, mas pode ser aberto quando alguém desejar conhecê-lo.
Na requalificação do Palácio Presidente Vargas, meta prevista pela administração do museu, serão incorporadas novas mobílias para dar conforto a visitantes.

 “Além de visitantes vindos de outras regiões e países, quem estiver passeando pelo Centro de Porto Velho poderá entrar no museu e se sentir à vontade para conhecer o acervo, ou simplesmente descansar”, prometeu Ednair.
Ao mesmo tempo, passada esta fase de digitalização, espera-se que seja cíclica a contribuição da sociedade, com a oferta de documentos e outros papéis até então desconhecidos.
“Há muito a percorrer”, comentou o professor de fotografia Augusto Gomes, especialista que lecionou 12 anos na Faro e na Uniron, faculdades locais. Segundo ele, 8 mil negativos já foram identificados.
CONTROLE RÍGIDO
Natália Maria de Souza Chaves, estudante de história na Universidade Federal de Rondônia, lia na manhã de hoje (12) um exemplar do Alto Madeira de 1920. No alto da página, o jornal destacava a “viagem de curta demora” de Álvaro Paraguassu e família, “para Manaos”, desejando-lhe êxito, em nome de “grandes amigos e admiradores”.
A equipe do museu revê documentos, mapas e coleções de jornais e os conserva em caixas com papel alcalino (composto por fibras celulósicas e aditivos químicos que conferem a ele características especiais e necessárias para algumas aplicações).
Fonte
Texto: Montezuma Cruz
Fotos: Maicon Lemes
Secom - Governo de Rondônia

terça-feira, 12 de abril de 2016

Lenha na Fogueira - 13.04.16

Na edição de ontem, publicamos uma matéria dizendo que o Arraial Flor do Maracujá deste ano vai acontecer entre os dias 22 de junho e 3 de julho.
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A repercussão nas redes sociais me surpreendeu, pois a maioria dos internautas questionam se não vão adiar, como vem acontecendo nos últimos anos, a data divulgada. Quer dizer, a turma tá na dúvida se realmente nossa maior festa folclórica vai mesmo voltar a acontecer no mês de junho.
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Aí não podemos garantir, nem eu e nem a direção da Federação de Grupos Folclóricos de Quadrilha e Boi Bumbá – Federon, pois alguns itens não dependem da vontade da direção da entidade e sim dos órgãos governamentais, principalmente do governo estadual.
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Lembramos o que aconteceu recentemente com os desfiles das escolas de samba, que foram adiados por três vezes, porque a equipe da Sejucel não conseguia cumprir a parte que cabia ao governo estadual, quanto a montagem da estrutura de arquibancada, camarote e som.
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A Federação das Escolas de Samba marcou os desfiles para os dias 12 e 13 de fevereiro porém, a pedido da equipe do governo mudou para os dias 26 e 27 também de fevereiro.
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Quando as escolas já estavam prontas para entrar na avenida, apesar de ainda estarem em seus barracões, mais uma vez a Fesec teve que transferir os desfiles para outra data, porque a Sejucel não deu conta de contratar a estrutura e montar com tempo para que fosse realizada a vistoria pelo Corpo de Bombeiros.
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Inventaram um bocado de justificativas, que depois ficamos sabendo que era só para empurrar a falha com a barriga e terminaram por contratar uma empresa que não participou da tal de Licitação realizada pela Sujucel.
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Para que isso acontecesse foi preciso o governador chamar a turma em seu gabinete e dar o ultimato, porque se dependesse da Sejucel os desfiles das escolas de samba ainda estariam esperando a contratação da estrutura. Olha que a Fesec deu entrada no Projeto Carnaval 2016 no início do mês de dezembro.
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Agora é a vez do Arraial Flor do Maracujá. A diretoria da Federon reuniu com o Superintendente da Sejucel e sua equipe de Cultura, para confirmar se poderia divulgar a data do início do Flor do Maracujá para o dia 22 de junho.
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Rodnei Paes consultou o Fabiano e a Bebel e os dois confirmaram que sim, a Federon poderia divulgar que a XXXV Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás para o dia 22 de junho.
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Alguém vai questionar que está muito cedo para se falar de Flor do Maracujá e respondemos daqui. Tá é muito tarde, pois estamos quase no meio do mês de abril e como a festa vai começar no dia 22 de junho, temos apenar 70 dias e nesse meio tem os domingos e feriados.
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Pelo lado da prefeitura, a Funcultural se comprometeu a correr atrás para que o processo do convênio dos recursos que serão repassados a Federon, cumpra os trâmites burocráticos no menor tempo possível. A ideia é fazer o repasse antes do mês de junho chegar, pois o circuito junino que é um evento da prefeitura através da Funcultural, começa no dia 27 de mais com a abertura do Arraial Flor de Cacto.
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Uma coisa é certa, os grupos folclóricos estão ensaiando desde o início do mês de março, principalmente os grupos de quadrilha junina. Além dos ensaios todos os finais de semana os grupos realizam eventos com o intuito de arrecadas recursos para complementar as despesas com a montagem de suas apresentações.
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Esperamos que dessa vez, a Sejucel cumpra com sua obrigação dentro do prazo estabelecido e então vamos ter o prazer de assistir a volta do Flor do Maracujá para o mês de junho!

Audiência pública discute Arraial Flor do Maracujá

Para debater a cultura popular de Rondônia, o deputado Léo Moraes (PTB), em conjunto com o presidente da Assembléia Legislativa, Maurão de Carvalho (PMDB), propôs a realização da audiência pública que aconteceu na tarde do dia 7 passado, na Casa de Leis.
Inicialmente presidindo o ato, Léo Moraes destacou a importância de se realizar discussões que sejam marcantes e colaborativas para a valorização de eventos e manifestações culturais e folclóricos em Porto Velho, em especial, o Arraial Flor do Maracujá, um dos principais temas da audiência pública.
Léo agradeceu a Federação dos Grupos Folclóricos de Rondônia (Federon), a qual disse ter sido parte fundamental para a realização da audiência e disse da nescessidade de o Poder Público contribuir com o fortalecimento e valorização das raízes que constroem a história e enaltecem a cultura de Porto Velho. O deputado acrescentou que com a audiência pública, espera que Assembléia possa estar sempre envolvida e comprometida em encaminhar auxílio e apoio para o segmento.
O parlamentar disse ser inconcebível que um evento do porte do Flor do Maracujá não tenha uma data fixa para a sua realização. Léo afirmou que, com os demais parlamentares, irá se empenhar para criar uma lei que estabeleça um calendário fixo para os eventos culturais de Porto Velho.
Em razão de compromissos agendados anteriormente, o presidente Maurão de Carvalho assumiu brevemente a presidência da audiência pública e disse saber que o segmento tem pouco recurso e anunciou que Léo Moraes irá disponibilizar emenda parlamentar no valor de R$ 120 mil e que na próxima semana, se reunirá com os demais parlamentares em busca de apoio para alcançar uma contribuição de até R$ 300 mil, para o orçamento do Arraial Flor do Maracujá.
O professor Aluísio Guedes, membro da Federon, citou parte da história do Arraial Flor do Maracujá que, segundo seus relatos, nasceu da necessidade de se conseguir um local apropriado para as apresentações das quadrilhas e bois-bumbás que acontecem em Porto Velho desde 1920.
O presidente da Federon, Fernando Rocha, disse que a entidade precisou criar mecanismos de organização para que os dois segmentos, quadrilhas e bois-bumbás, se unissem com o objetivo de conquistar autonomia para a realização da Flor do Maracujá. Destacou o trabalho de inclusão social que a federação exerce e criticou a falta de envolvimento e contribuição da iniciativa privada em apoiar a cultura em Porto Velho.
Rocha disse que a sociedade civil precisa entender que fomentar os arraiais é um investimento e não um gasto, pois movimenta a economia do Estado, já que é um polo gerador de renda.
O diretor de Comunicação da Federon, Silvio Santos, disse que em nenhum momento a entidade procurou o deputado para pedir alguma coisa, mas sim, para vender um produto folclórico. Agradeceu a forma rápida em que a Assembléia se prontificou em atender a Federon e a destinação de emenda, através do deputado Léo Moraes, firmando assim, uma parceria entre o Parlamento Estadual  e a entidade, hoje, única entidade responsável pelo Arraial Flor do Maracujá.
Flamareon Cruz, representante da Funcultural informou que a Prefeitura de Porto Velho manifesta total apoio à realização de eventos culturais e anunciou que o Executivo Municipal irá disponibilizar, através de edital específico para eventos juninos, aporte de R$ 520 mil.
Representante da Sejucel, Maria de Nazaré Figueiredo, informou que neste ano o órgão irá patrocinar a parte estrutural do Flor do Maracujá. Ela destacou os trabalhos sociais realizados por grupos folclóricos de bairros e da grandeza do envolvimento de cada integrante no preparo das quadrilhas e bois-bumbás.
Ao final, Léo Moraes anunciou o Termo de Compromisso da Assembléia em apoiar e elaboração de um projeto de lei criando o calendário de eventos culturais de Rondônia, doação, através de emendas parlamentares, firmado pelo Poder Legislativo à Federon, para incentivo cultural do Estado.
Concluiu afirmando que o Poder Legislativo fará esforços para trazer o Festival Nacional de Quadrilhas para a realização do Flor do Maracujá de 2018.         

Ale/ro - Decom – (juliana Martins)
Foto: Ana Célia e José Hilde

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Lenha na Fogueira - 12.04.16


Tão roubando descaradamente as peças da Estrada de Ferro Madeira Mamoré!
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Outra vez? O maior roubo foi praticando quando o governo federal, pressionado pelas transportadoras rodoviárias, resolveu erradicar a Estrada de Ferro cujos trens faziam a linha Porto Velho/Guajará.
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Os delinqüentes do patrimônio publico, conseguiram levar um vagão de trem inteirinho, que foi localizado numa mansão em Brasília, isso sem falar nos Sinos das Locomotivas todos em bronze que desapareceram do nada.
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Por incrível que possa parecer, depois do governador Jorge Teixeira que conseguiu reativar a viagem de trem até Santo Antônio e dava o maior valor para o acervo que ainda restava.
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A Madeira Mamoré em Porto Velho foi novamente reativada quando o Oswaldo Piana foi governador, aí a viagem de “trenzinho” se estendeu até a Vila do Teotônio. Além disso Piana criou a praça Madeira Mamoré nivelando quase em sua totalidade, o pátio de manobras à rua Farquar, é isso que ainda existe. Depois disso só promessa e desvio de dinheiro. Andaram falando que haviam revitalizado parte da obra feita pelo Piana e até colocaram placa dizendo com o valor em MILHÕES de REAIS que foi aplicado na revitalização. Tudo conversa pra boi dormir.
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Encomendaram um Projeto à equipe responsável pela obra das Docas de Belém (PA), uma obra muito bonita e tudo parecia que ia acontecer, uma passarela que ia do Cai N'água até a Vila de Santo Antônio.

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Aí mudou o prefeito e o prefeito que entrou achou de encomendar o projeto do projeto e veio a enchente de 2014 e acabou com tudo que foi sonho. Melhor para eles que não precisaram prestar contas do não foi feito, mas, recebeu recursos.
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Não se pode dizer que as zuzinas têm culpa no cartório porque a de Santo Antônio assumiu e até quase termina a revitalização da Oficina. Justamente o local que hoje os irresponsáveis estão saqueando. Roubando as peças para vender no ferro velho.
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De quem será a culpa desse pessoal estar roubando a Madeira Mamoré? Claro que do governo. Agora ninguém sabe de qual governo, pois o Estado diz que o acervo não é de sua responsabilidade, a prefeitura diz que também não recebeu o que deveria receber para tomar conta e o tal de IPHAN não sabe pra que existe, diz que também não é deu sua alçada cuidar da segurança do Patrimônio.
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Sendo assim, vão se cansar de falar em audiência pública e não vão resolver nada, pois os discursos ficam a merce do vento, sem saber para onde se dirigir.
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O Manuel Português é quem está pra ter um troço agarrado numa daquelas peças na tentativa de impedir que os ladrões as leve para os ferros velhos.
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E assim a cada “banzeiro” do Madeirão, vai mais um pedaço do barranco. Em breve não estaremos nos reportando as peças roubas. Estaremos sim, lamentando, o desmoronamento dos GALPÕES que serviram de armazém durante muitos anos.
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O Plano Inclinado que deveria ser o primeiro a ser tombado, está prestes a desaparecer nas profundezas do Madeira. O Triângulo já foi, só quem deve escapar do desbarrancamento é o prédio do Relógio, mesmo assim, se não cuidarem, também vai desmoronar pois chove mais dentro do que fora.
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A Associação dos Ferroviários até que tenta, mais não tem força para exigir que o governo preserve nosso maior patrimônio histórico.
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O Ministério Público Federal deveria sugerir que todo o patrimônio da Madeira Mamoré voltasse a ser de responsabilidade do governo federal, pois hoje, nem a prefeitura de Porto Velho e nem o governo estadual têm recursos para mantê-lo.

O centenário de Nair Andrade Macedo

 
Eleone, Eleon, Fátima, Heitor, Elais, Jaime, Osvaldo, Eloene e Orlete
Sábado dia 09, a família Macêdo festejou o centenário de Nair Andrade Macêdo - Tia Nair. A festa começou com a celebração de missa de ação de graça na igreja São Luiz Gonzaga e prosseguiu na casa de eventos The House.
Para festejar o centenário da matriarca da família, vieram filhos, netos, bisnetos, sobrinhos e noras de várias cidades brasileiras como Rio Branco (AC), Aracaju (SE), Salvador (BH), Rio de Janeiro (RJ), Manaus (AM) entre outras.
Tia Nair e Tia Flor 
Tia Nair nasceu no dia 09 de abril de 1916 na localidade de São Cristóvão no baixo rio Madeira hoje agregada ao distrito de São Carlos, filha de Bento José de Macedo e dona Francisca Andrade. Os filhos Heitor, Oswaldo, Orlete, Fátima, Elais, Eloeni, Eleon, Eleoni e Jaime marcaram presença.

A animação ficou por conta do musico compositor e sobrinho/neto de Nair Silvinho e seu parceiro Branco. A solenidade durou até a meia noite com muita animação e todos querendo fazer foto ao lado da Tia Nair.


Flor do Maracujá será no mês de junho

A Federação de Grupos Folclóricos de Quadrilha e Boi Bumbá de Rondônia - Federon bateu o martelo para realização da XXXV Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás – Arraial Flor do Maracujá que volta a ser realizado no mês de junho. “Reunimos com a direção da Funcultural de Porto Velho e com a direção da Sejucel e ficou acordado que o Flor do Maracujá vai acontecer entre os dias 22 de junho e 3 de julho, no Espaço Cultural Federon localizado no Parque dos Tanques”, disse o presidente Fernando Rocha.
Após fechar a data e o local da realização da nossa maior festa folclórica, os dirigentes da Federon se reuniram com o deputado estadual Léo Moraes e com o deputado presidente da Assembléia Legislativa de Rondônia Maurão de Carvalho que garantiram durante audiência pública, realizada na última quinta feira dia 7, aporte financeiro através de emenda parlamentar, no valor de R$ 300. “Agora estamos quase perto de alcançar o desejado pelos nossos grupos, uma vez que a prefeitura já garantiu também ajuda financeira aos grupos, enquanto o governo estadual vai entrar com a instalação da estrutura”, finalizou Fernando.

domingo, 10 de abril de 2016

ENTREVISTA


Mikael Esber

De padeiro a gráfico – A roda viva da vida




Quando Rondônia ainda engatinhava no processo de sua colonização, desembarca em Porto Velho o libanês Mikael Esber que ao contemplar o rio Madeira por algumas horas resolveu fixar residência na capital. “Vim direto de Urbelândia para Vila Rondônia e ao chegar disse aos meus primos que queria conhecer a capital, vim olhei o rio Madeira e decidi ficar”.Padeiro de profissão montou a pizzaria Roda Viva na galeria do Ferroviário, matou um urubu e conheceu o governador Jorge Teixeira e passou a atender os coquetéis oficiais. Com o Plano Collor teve que fechar a pizzaria. “O povo não podia sair de casa porque não tinha dinheiro para colocar gasolina no carro, por isso fechei a Roda Viva”. Sem ter o que fazer, aceitou ser representante de uma gráfica e depois resolveu colocar seu próprio negócio. “A Gráfica Imediata hoje é uma das mais modernas do Brasil”. A Imediata é o que podemos considerar como empresa familiar pois seu corpo diretor, é formado pela dona Magda casada há 40 anos com o Mikael, seus filhos Welesley, Célio e Vanessa. Mikael também pode e deve ser considerado um dos fundadores da Banda do Vai Quem Quer. Acompanhe essas histórias:

 
E N T R E V I S T A



Zk – Vamos começar pela sua identificação?
Mikael - Nasci no dia 10 de novembro de 1950, aliás, fui registrado nessa data, mas, nasci mesmo no dia 15 de agosto dia de Nossa Senhora. Nasci no Líbano. Vim pro Brasil com 20 anos de idade, desembarquei em São Paulo depois fui para Uberlândia Minas Gerais.

Zk – Começou a trabalhar em que?
Mikael – Minha profissão na época era a de padeiro, isso desde o Líbano, quando vim pro Brasil eu e meu tio tínhamos padaria em Uberlândia. Nessa mudança de padaria do Líbano pra cá aconteceu uma mudança radical, lá no Líbano é outro tipo de pão. Em Uberlândia era a Panificadora “Pão de Açúcar”. Aconteceu que vim pra ficar apenas 30 dias e meu tio viajou e foi quando o pau estourou no Líbano e eu não podia mais voltar por causa da guerra civil. Meu visto era para 90 dias e com isso consegui renovar por mais 90 dias. Cheguei ao Brasil no dia 23 de maio de 1971.

Zk – Qual a cultura do Líbano?
Mikael – O Líbano é dividido em quatro partes, cada lugar tem um estilo deferente. Apesar de ser considerado pequeno, pra nós é grande demais, ele tem 250 km de comprimento por 55 km de largura com aproximadamente 3 milhões de habitantes. No Brasil existem entre 8 a 12 milhões de libaneses e descendentes, três vezes mais que os habitantes do Líbano. A guerra da época não foi uma guerra nossa, compramos a guerra pra defender os Palestinos que moravam dentro do Líbano. Foi a nossa cruz na verdade.

Zk – E essa história do brasileiro chamar vocês de Turco?
Mikael – Na verdade as pessoas não são obrigadas a saber o que realmente aconteceu. A Turquia dominou o mundo Árabe e parte da Europa por 450 anos, isso não é novidade pra ninguém. Acontece que os primeiros libaneses que saíram para outros países, saíram com passaporte Turco. Quando terminou o domínio turco entrou a Síria que passou a emitir dinheiro e todos os documentos, aí passamos a ser chamado de Sírio. Só a partir de 1943/45 foi que o Líbano começou a emitir documento. No Brasil é hospital, clube tudo que existe é denominado como Sírio/Libanês.

Zk – Vocês também adotaram a cultura do mascate, daquele vendedor de porta em porta?
Mikael – Sim! A gente chegava aqui ia fazer o que? O fulano trazia o sobrinho chegava aqui dizia: Taqui uma mala cheia de roupa, vai lá vender. O mascate tem origem no mundo Árabe. Nós não sabemos trabalhar de empregado.

Zk – E Porto Velho, aliás, como foi que você veio parar em Rondônia?
Mikael – Essa é uma historia muito bonita! Na época eu casei no dia 29 de fevereiro com a banda de carnaval atrás de mim e eu indo pra igreja. Casei num dia de domingo, era o costume da maioria dos católicos, e eu sou católico ortodoxo, casar aos domingos. Como já falei, tinha uma padaria lá em Uberlândia e o prédio onde essa padaria funcionava foi vendido e eu fiquei sem fazer nada e vim parar em Vila de Rondônia (Ji Paraná). Lá existia o Comercial “Irmão Nicola” que são meus primos que me trouxeram pra cá. Quando cheguei em Vila de Rondônia, falei: Primo quero conhecer a capital e mesmo eles insistindo pra eu ficar, vim conhecer Porto Velho.


Zk – E o que aconteceu?
Mikael – Desembarquei na rodoviária de Porto Velho que era na Sete de Setembro, isso era o ano de 1976, exatamente no dia 15 de abril. Assim que saltei do ônibus desci a Sete e fui até a beira do rio Madeira a pé. A sete de Setembro era mão dupla. Fiquei aproximadamente meia hora contemplando o rio Madeira e disse, esse é o lugar que vou morar. Voltei a pé pela Sete e quando cheguei na Padaria Reski (o nome em Árabe quer dizer patrimônio), conversei com o João em Árabe, subi e vi a Panificadora Caravela do Madeira lotada de gente, quando cheguei na Panificadora Camponesa (na Sete de Setembro com a Joaquim Nabuco), parei pra tomar uma água. Entrei tomei um café, pedi uma garrafa de água pra levar e tinha um senhor atrás de mim balançando uma chave na mão e disse: Mikael me virei e vi que era um patrício que conheci em Uberlândia. Ele era o arrendatário da Panificadora Camponesa da família Pimentel (Jacinto Pimentel). Falei pra ele que não tinha dinheiro pra ficar com aquilo não e ele, pega a chave, to doido pra ir embora daqui, fica com a Padaria, o que tu tens pra trocar e respondi: Rapaz trouxe sabão, bala doce, fubá, leite ninho ta tudo em Ji Paraná é um caminhão de mercadoria. O nome dele era Remer Salum. No mesmo dia sentei na cadeira da Padaria e depois fui buscar as coisas em Vila de Rondônia e fizemos a troca, farinha de trigo, bebida com o material que tinha no caminhão. Aí começou minha vida em Porto Velho.

Zk – E o nome da Padaria continuou Camponesa?
Mikael – Sim, a empresa era dele eu não sabia que a Padaria era arrendada do Pimentel. Passou um tempo e chegou a festa de São João, entrou um senhor forte pediu um Campari e eu disse que não tinha e foi então que ele se identificou: Sou o Ferreira da “Ferreira Veículo” o senhor vai amanhã na minha loja que vou lhe dar dinheiro pro senhor encher isso aqui de bebida. Eu não o conhecia e na realidade quem me ajudou muito foi ele o Afonso Ferreira de Assis a loja dele era no Hotel Iara na Sete de Setembro. Nessa época conheci o Hugo Dias dono da Comercial Amazônia que vendia móveis, Chico da Curinga, Paulinho da Loja de Móveis.


Zk – E como surgiu a Pizzaria Roda Viva?
Mikael – Na época que estava com a padaria, entrava uma senhora todo dia e pedia: Moço o senhor coloca um pouquinho de queijo numa massa e coloca no forno pra mim. Todo dia ela pedia a mesma coisa; Massa com queijo, banana, colocava dentro do pão e farinha. Com isso fiquei pensando, por que não abro uma pizzaria! Andando pela Sete parei na calçada dos Correios e olhei para o canto da Galeria do Ferroviário e vi “Sorveteria Skimol”, ali é o ponto ideal pra montar uma pizzaria. Fui lá e fiquei sabendo que o responsável pelos contratos de aluguel era o Dr. Abílio Nascimento, assinei contrato de cinco anos. Inaugurei no dia 17 de dezembro de 1976 a Pizzaria Roda Viva. O único dia que a Roda Viva fechava era na quarta feira de cinzas, assim mesmo, a gente realizava a festa da Roda Viva la no Areal.

Zk – Era só pizza?
Mikael – Como você sabe, eu era padeiro e confeiteiro e então fiz uma massa que misturava a massa pra fazer doce e a de pizza e por isso até hoje ninguém consegue fazer a massa da Roda Viva até mesmo por causa da temperatura do forno.

Zk – Era forno a lenha?
Mikael – Não, era forno elétrico. A pizza exige uma temperatura de 450 a 500 graus, coisa que o forno a lenha não consegue. No forno a lenha eles colocam a massa e não dá tempo dela crescer, porque não é fermentada e quando o forno é quente demais você perde o controle da temperatura. O meu forno tinha resistência em cima e em baixo, portanto a pizza assava por completo. Eu desmanchava mais de trinta sacos de trigo de 50 kg por mês.

Zk – A Roda Viva também lançou vários artistas. Lembra alguns?
Mikael – Tudo aconteceu por acaso, não foi nada programado, conforme o cara chegava e fazia sucesso nas mesas por tocar o que o povo queria, exemplo: tinha uma mulher chamada Rosangela que veio para cá contratada pela boate Acapulco e certo dia ela pediu uma canja na Roda Viva e nunca mais saiu de la. Ela foi daqui gravar em São Paulo e certo dia assistindo um programa na TV Globo ela aprece dizendo que começou a vida artística cantando na Roda Viva em Porto Velho. Teve o Nonato do Cavaquinho que fez sucesso internacional, Bino, Téo o Juanito da Harpa e muitos outros. Todo esse sucesso devo a minha esposa que até hoje cuida dos negócios junto comigo e agora meus filhos. Em conseqüência da Roda Viva montei o restaurante Arabesck também na Galeria do Ferroviário, a discoteca Vagalume que também fez muito sucesso, peguei a lanchonete do Mercado Central, a lanchonete do Ypiranga e a do Botafogo.
 Zk – Carnaval?
Mikael – Você sabe mais que todo mundo que quando o Manelão foi Rei Momo chegou na pizzaria e disse da vontade em ser o Rei Momo e eu disse pode contar comigo. Através do restaurante Arabesck bancamos a festa da Corte do Rei Momo, ninguém contribuiu com um centavo. Quando terminou tudo nós bêbados na calçada falei, por que tu não abre um bloco de carnaval e ele respondeu, será que pega e o dinheiro? Vamos começar com cerveja.

Zk – Nesse ínterim acontece a disputa pra ver quem era melhor de tiro?
Mikael - Na realidade tudo começou ali onde é o Bingool (Yamaha) com aposta de tiro. Manelão, Eduardo (genro da dona do hotel Iara) e outros amigos que tinham loja na Galeria. Chega o Manelão toma um café coloca o cigarro na boca, vira pra mim e diz, quero ver se tu é bom de tiro, acende esse cigarro na bala. Não contei conversa saquei a pistola e atirei acertando o cigarro que estava na boca dele. O gordo só não desmaiou porque se fez de forte pra provar que era homem afinal de contas foi ele que instigou. Ai começou o negócio de aposta de tiro. O interessante foi que quem desmaiou foi o Eduardo. Quando o Eduardo acordou me desafiou, vamos ver quem consegue derrubar um urubu, ele atirou primeiro e nada e quando eu atirei com minha 45 acertei o urubu que caiu na Porta da Casa do governador Teixeirão.


Zk – Na porta da casa do governador?
Mikael – Pois é! Teixeirão perguntou do segurança de onde vinha aquilo e o guarda disse que era coisa do loiro da pizzaria. “Então vão buscar esse Diabo Loiro agora”.  Resultado fiquei amigo do Coronel Teixeira que me contratou para fazer todos os coquetéis que o governo oferecia lá no Clube Cujubim, foi aí que surgiu a Banda do Vai Quem Quer.

Zk – Como surgiu a Banda do Vai Quem Quer. Essa ninguém sabe?

Mikael – Acontece que logo que vocês colocaram o nome na Banda Manelão ainda relutava em colocar o bloco na rua, questionei por quê? Não tem dinheiro pra fazer, foi quando disse, eu dou a cerveja. No primeiro ano foram 100 caixas e no segundo 200 caixas. Vale salientar que eram caixas com 24 garrafas de 600 ml cada uma. No terceiro ano surgiu a caipirinha porque o dono da distribuidora da cachaça 51, deu 50 caixas de pinga e quem fazia a caipirinha era eu.

Zk – Você e o Manelão foram muito amigos, até que surgiu a história que ele contava sobre a despesa da Corte do Rei que a prefeitura não pagou. Como aconteceu realmente isso?
Mikael - A Banda surgiu realmente por causa disso. Só não gostei quando o Manelão passou a acusar nas entrevistas que dava, que o Sergio Valente foi o responsável pelo não pagamento da dívida da Corte, quando na realidade o Sergio não tinha nada a ver. Por causa disso me aborreci com o Manelão. Sempre dizia: O Sergio Valente já morreu você não devia falar contra ele porque quem pagou a despesa fui eu. Outra briga foi por causa da música da Banda que ele nunca disse que foi você que fez, ele dizia que era dele com o João do Vale eu briguei com ele por causa disso. Ficamos sem nos falar por algum tempo.

Zk – Como foi que de pizzaiolo você virou gráfico?
Mikael – Na verdade eu não fui pra gráfica, fui empurrado pra gráfica. Por falta de opção na época, depois que vendi tudo la da Rogério Weber (por alguns anos a Roda Viva funcionou na rua Rogério Weber esquina com a Alexandre Guimarães) e fiquei sem fazer nada. Pra completar veio o Plano Collor e acabou de enterrar porque ninguém tinha mais dinheiro pra sair de casa e por isso parei com a pizzaria. Eu tinha 40 funcionários, a Banda Roda Viva tinha doze músicos, garçom também eram 12. Tudo era doze na Roda Viva e o Plano Collor acabou com tudo.

Zk – Ai foi pro ramo de gráfica?
Mikael – Quando fui convidado para atuar no ramo disse que não sabia mexer com gráfica. O Ibraim da gráfica Leonora de Vilhena insistia, você tem prestígio é muito conhecido. Ai fiquei representante da Gráfica Leonora em Porto Velho por falta do que fazer, fiquei por muito tempo até que consegui enxergar que esse ramos é viável. De 95 a 2000 fui apenas representante e então decidi montar o meu negócio. Comecei com a distribuidora de papel, material de expediente, papelaria essa coisa todas e ai surgiu a área de gráfica. Comprei uma maquininha impressora que está guardada até hoje e funciona.

Zk – Surge a Imediata?

Mikael – Até hoje não entendo nada de gráfica, entendo de comercio, de venda, de planejar, essas coisas que os árabes sabem fazer. Somos comerciantes não interessa o ramo. Hoje nosso parque gráfico é um dos mais modernos da Amazônia e do Brasil.

Zk – Em tempo de campanha eleitoral, vocês trabalham só para um candidato ou atendem vários partidos?
Mikael – Hoje em política não existe a ética. O candidato quando começa se diz honesto, acha que vai ganhar, que vai ser bom administrador e quando perde a eleição não tem dinheiro pra sanar parte das dívidas e a gente confia nas pessoas, porque é o nosso ramo. Já levamos muito cano de candidato e de partido e mesmo assim não paramos de atendê-los essa é a nossa política. Atender a todos sem distinção e acima de tudo acreditar que todos são honestos. Quem morre de véspera é peru.



Zk – E o parque da Imediata?
Mikael – Apesar de termos um dos melhores equipamentos do mundo em se falando de gráfica. Hoje aqui é tudo interligado via rede de informática, uma máquina conversa com a outra. Temos um equipamento ligado diretamente com a fábrica na Alemanha, na hora que acontece algum problema, os técnicos da fábrica na Alemanha é quem resolvem e a máquina volta a funcionar aqui em Porto Velho. Porém, não é apenas um equipamento de ponta que faz a gráfica funcionar bem. O maior responsável pelo bom desempenho da empresa são nosso funcionários. Nossos técnicos, é o ser humano. Investimos na formação profissional dos nossos técnicos que enviamos a São Paulo para se especializarem e outras vezes trazemos os técnicos aqui para aplicar cursos para os nossos funcionários. Tudo que você viu no nosso parque gráfico não foi feito em um dia, levou anos para chegarmos aonde chegamos. Nosso técnicos são todos formados, aqui não existe o curioso. São todos capacitados que passam por cursos de reciclagem constantemente. A única pessoa que não sabe nada de gráfica na Imediata sou eu.