sábado, 18 de agosto de 2018

Lenha na Fogueira - 19.08.18


O dia do Folclore está chegando. 22 de agosto quarta feira, é comemorado em praticamente todo o Brasil.
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Quando digo em praticamente todo o Brasil, é porque aqui em Rondônia, especificamente na capital Porto Velho, ninguém, nenhuma entidade ligada ao movimento folclórico, devulgou programação alusiva à data.
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Data que oficialmente se transformou em Semana do Folclore e não mais em apenas um dia. E olha que em Porto Velho existem três entidades que militam diretamente com grupos folclóricos: Liga dos Bois Bumbás – Guarnecer; União Junina Portovelhense – Unajup e a Federon.
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Além dessas, temos ainda a Superintendência de Cultura e a Funcultural de Porto Velho, órgãos dos governos estadual e municipal responsáveis pela cultura em nosso estado e capital e nenhuma das duas, programou alguma atividade alusiva a data.
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A gente tem a mania de ficar criticando a data da realização do Arraial Flor do Maracujá evento que concentra nossa maior manifestação folclórica. Brigamos para que o Arraial seja realizado no mês de junho, mês das festas juninas.
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Quando bem poderíamos programar o Flor do Maracujá para a Semana do Folclore que culmina com o dia do folclore 22 de agosto.
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Ha muito tempo o Flor do Maracujá não acontece no Mês de Junho, inclusive, já chegou a acontecer no mês de setembro.
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Os colégios de ensino fundamental, deveriam programar alguma atividade, seja de dança folclórica ou de contação de história ou estória nesse dia.
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Folclore é a tradição popular, são crenças e rezas, danças e canções. Na Amazônia temos várias lendas entre elas a do Boto – Um rapaz garboso que leva as moças pro fundo do rio…
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A lenda da Yara que encanta com o canto e a da Cobra Grande que afunda navios.
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A lenda da Matinta Pereira é uma das mais contadas no interior, nos beiradões dos nossos rios.
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Diz a lenda, que política em alguns casos, pode ser classificada como folclore. Exemplo: As facções Cutuba e Pele Curta que existiram em Porto Velho até o final dos anos 1950, na realidade, até a Revolução de 1964.
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Os Pele Curtas temiam o líder dos Cutubas Aluízio Ferreira que segundo a lenda, quando vencia a eleição, separava casais, transferindo o marido para Fortaleza do Abunã e a mulher para Calama.
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Naquele tempo, quem era adversário, era adversário, não tinha essa de composição. Se tu era Cutuba não tinha vez no governo dos Peles Curta. Eram quatro anos na peia.
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O folclore política em Porto Velho tem como carro chefe as paródias, que os correligionários dos candidatos cantavam nos comícios. Era muito divertido. “Se conforme com a Marise, Canela de Sabiá...” ou então aquela outra: “Você pensa que asfalto atola, asfalto não atola não. Asfalto é pra pegar cutuba, pele curta ele não pega não...”

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O maior compositor de paródia foi o seu Antônio Serpa do Amara que chegou a ser prefeito de Porto Velho. Seu Amaral era atração nos comícios dos pele curtas.
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A ala feminina do Coronel Aluízio Ferreira comandada por algum tempo pela dona Dora esposa do Cabo Lira, também não era fácil na transformação de músicas de sucesso em paródia. Apesar da “Caçambada Cutuba”, a política era divertida naquele tempo.
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Quero que apontem, que o fulano de tal que foi deputado, prefeito ou governador naquele tempo, tenha ficado rico. Cadê a riqueza material particular deixada por Aluízio Ferreira, Paulo Nunes Leal, Coronel Rondon, Renato Medeiros, Wadir Darwiche, José Saleh Moreb, Énio Pinheiro, Marise Castiel, Samuel Castiel entre outros políticos da época.
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Essa história de suposta honestidade, é tão hilária, que pode ser considerada como FOLCLORE da política rondoniense.

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