terça-feira, 27 de agosto de 2019

Novo Mapa do turismo de RO aprovado pelo MinTur


O Ministério do Turismo divulgou, nesta segunda-feira, 26, no Diário Oficial da União, o novo Mapa do Turismo Brasileiro 2019-2021. Ao todo, 2.694 cidades de 333 regiões turísticas do país foram incluídas na atualização da plataforma. Em Rondônia, são 25 municípios no Mapa do Turismo. O Estado conta com 07 regiões turísticas: Polo Turístico Madeira Mamoré; Polo turístico Vale do Jamari, Polo turístico Caminho das Águas, Polo Turístico Rios de Rondon; Polo Turístico Vale do Guaporé, Polo Turístico dos Fortes e Polo Turístico Zona da Mata. (Veja mapa).
Este ano, infelizmente tivemos a saída de alguns municípios de grande relevância e importância e adesão de outros, o motivo pelos os quais alguns municípios não fazem parte do Mapa são não cumpriram os critérios exigidos pelo governo federal. Além da necessidade de o município ter um órgão de turismo em atividade e conselho municipal de turismo funcionando, o novo mapa adotou outros critérios obrigatórios para a participação na plataforma: orçamento próprio destinado ao turismo, possuir prestadores de serviços turísticos de cadastro obrigatório registrados no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), do Ministério do Turismo, e apresentar Termo de Compromisso assinado pelo prefeito.
A Coordenadora de Turismo do Estado de Rondônia e interlocutora do Programa de Regionalização do Mtur, Camila Canova, lembra que o prazo para o envio da documentação iniciou em março deste ano, com ampla divulgação aos municípios. Os documentos foram analisados pela autarquia, que é responsável por inserir as informações no sistema do Mtur. Só depois disso, o ministério avaliza e divulga as cidades que preencheram os requisitos. Segundo Camila, integrar o Mapa do Turismo Brasileiro é fundamental para o município que pretende desenvolver seu potencial turístico. “O Mapa é uma ferramenta importante de recorte territorial que visa canalizar o uso de recursos públicos por parte do governo federal, além de ser uma grande vitrine. Infelizmente, quem saiu do Mapa deixou de considerar o Turismo como atividade prioritária”, afirmou.
O Superintendente Estadual de Turismo - SETUR, Gilvan José Pereira Júnior, destaca que todos os projetos desenvolvidos pela autarquia priorizam os municípios que fazem parte do Mapa do Turismo. “Todos os projetos têm o olhar regional. O objetivo é fazer com que cada região, com suas características próprias, se desperte para a atividade turística”, informou.
O Ministério do Turismo também divulgou a nova categorização dos municípios turísticos. Dois municípios na posição E, Dezesseis municípios estão na posição D, 4 municípios na posição C, subiu para 02 na posição B (Cacoal e Vilhena) e 1 na posição A, sendo a capital Porto Velho. As notas, que vão de A até E, levam em conta a quantidade de estabelecimentos de hospedagem formais, de empregos formais nesses estabelecimentos e número de visitantes nacionais e internacionais. Este ano, o Mtur adotou um novo critério, a arrecadação de impostos federais. (Fonte Camila Canova).

ARTESANATO - Feira regional de artesanato começa sexta feira em Cacoal


Artesãos de 11 municípios de Rondônia se preparam para expor seus trabalhos durante a 4ª Feira Regional de Artesanato em Cacoal (RO). O evento acontece de 30 de agosto a 01 de setembro, no Complexo Beira Rio, em conjunto com a 2ª Festa do Café.
Durante os três dias de exposição, os visitantes poderão comprar artigos feitos em crochê, biscuit, costura, macramê e decoupage, madeira, E.V.A, gesso, bordados, além de artesanatos indígenas. 
Para a coordenadora do Programa do Artesanato Brasileiro em Rondônia (PAB), Wéllida Sodré, a feira regional representa a interação entre os municípios através da arte. “É na feira que reencontramos amigos e aprendemos novas técnicas. O artesanato rondoniense é rico em diversidade cultural”.
Já estão confirmados 80 artesãos para esta feira, são mil metros quadrado para que eles façam do Complexo Beira Rio um complexo de pura arte. 
CADASTRO NACIONAL DO ARTESÃO
Na tarde desta quinta-feira (29), a Coordenadoria do Programa do Artesanato Brasileiro realiza o cadastro de artesãos para emissão da Carteira Nacional da categoria.
O artesão passará por uma prova de habilidades técnicas. Nesta prova é preciso apresentar duas peças prontas (de cada matéria prima/técnica que utiliza) e elaborar uma peça na presença da coordenação, mostrando todas as fases até a finalização. Essas três peças serão avaliadas por uma comissão, considerando os critérios da Base Conceitual do Artesanato Brasileiro.
Para o cadastro é necessário que artesão leve os seguintes documentos: 
2 fotos 3×4 colorida, recente e sem rasuras;
Cópia do comprovante de residência;
Cópia do CPF;
Cópia do RG;
1 peça escolhida pelo próprio artesão em embalagem transparente, identificada, com nome, município e contato, para divulgação;
No caso dos indígenas, cópia do Registro da Fundação Nacional do Índio (Funai);
Além de apresentar esses documentos, o artesão precisa ter mais de 18 anos, ser brasileiro ou estrangeiro (com situação regularizada), com residência no Estado onde realizar o cadastro.
 Fonte
Texto: Leandro Morais
Fotos: Leandro Morais
Secom - Governo de Rondônia

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Lenha na Fogueira - 27.08.19


A programação cultural deste final de semana tem como principal atração à homenagem que a escola de samba Acadêmicos da Zona Leste em parceria com a Funcultural de Porto Velho vai fazer ao compositor Ernesto Melo.
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Biografando o Samba vai reunir os melhores cantores de samba de Porto Velho no Mercado Cultural dentro de mais um “Tributo ao Menestrel”.
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Sábado passado aconteceu o primeiro ensaio visando o show que vai marcar a homenagem ao Poeta da Cidade.
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A turma se reuniu no Espaço do Paulinho Santana mandou ver no repertório baseado na obra do Ernesto Melo, por estiveram o João Carteiro, Hudson Mamedes, Beto Cezar, Sandro Andrade, Karatê, Chiquinho, Bola e muitos outros.
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O ensaio geral vai acontecer na próxima quinta feira e aí sim com a presença de todos que se propor a participar da homenagem.
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Do show também vai partir o grande compositor carioca Moacyr Luz que vem direto do Samba do Trabalhador projeto apresentado por ele no Rio de Janeiro.
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O bacana é que Moacyr não quis marcar sua passagem de volta ao Rio. Disse o compositor de grandes sucessos, que pretende ficar por aqui por alguns dias. Esse por aqui quer dizer entre as cidades de Manaus e Rio Branco no Acre.
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Só que vai ficar com sua base em Porto Velho os empresários interessados, deve entrar em contato com a direção da Escola de Samba Acadêmicos da Zona Leste e marcar a data do show.
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Por falar em show de samba, sábado passado quem marcou presença aqui por essas bandas foi o cantor “Paramanauara”, Uendel Pìnheiro que se apresentou em Humaitá e levou muitos portovelhenses a cidade do Sul do Amazonas.
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Apesar de ser sambista/pagodeiro Uendel Pinheiro tem uma legião de fãs no movimento Boi Bumbá uma vez que gravou algumas toadas dos bois Caprichoso e Garantido de Parintins em ritmo de samba. Tanto que o pessoal do samba em Porto Velho em sua maioria não conhece nenhum samba do cantor que mora em Manaus.
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Uma coisa posso garantir o CD do Uendel é muito bom, ela canta em ritmo de samba canções de Wanderlei Andrade, Alceu Valença e muitos outros compositores de sucesso.
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Domingo ele participou do aniversário do empresário conhecido como Claudinho responsável pelo show do Uendel em Humaitá. A festa começou na residência do Claudinho e terminou na sede da Associação dos Auditores Fiscais de Tributos Estaduais de Rondônia - AAFRON e o melhor é foi na base do 0800. Apesar de não ter sido divulgado a turma marcou presença.
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O que está na pauta de setembro é a realização do Festival da Praia de Calderita.
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Este festival é o verdadeiro, pois, será coordenado pela prefeitura de Porto Velho via Funcultural e vai contar com disputas de vôlei de praia e muita atração musical em todos os ritmos.
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O Calderita oficial vai acontecer nos dias 5, 6 e 7 de setembro. Se eu fosse você correria para reservar o espaço para montar a barraca de camping.
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Nesta terça feira às 10 horas, na sede da Prefeitura Municipal de Porto Velho no prédio do Relógio o prefeito Hildon Chaves empossa oficialmente os membros do Conselho Municipal de Politicas Culturais.
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!12 Conselheiros titulares da sociedade civil mais outro tanto representando o poder público, tomarão posse na manhã desta terça feira.
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Depois disso, é botar o pé na estrada da cultura e fazer a coisa acontecer. A principal luta é fazer funcionar a todo vapor o |Fundo Municipal de Cultura. Vamos prestigiar cambada das Setoriais de Cultura.
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E vem aí a inauguração do Teatro de Ariquemes uma obra do governo do estado que está nos finalmente. Será administrado pela Seduc através da FUNCER que até hoje aguarda a nomeação do seu presidente.

DISPUTA - Competição no Comunidade no Sertão Adiada em virtude de temporal




As apresentações pela  competição entre os grupos de quadrilhas juninas, que começaram sábado passado dia 24, no Arraial Comunidade no Sertão em virtude da forte chuva que caiu sobre Porto Velho Domingo foi suspensa.
A coordenação do evento postou nas redes sociais na noite de domingo dia 25, aviso adiando a apresentação da junina Matutos do Socialista marcada para aquela noite, mas manteve a ordem da apresentação dos demais grupos ou seja, a Junia Mocidade Junina dançou na noite de ontem com a avaliação do corpo de jurados. Entre as quadrilhas que estarão se apresentando durante esta semana, brigando pela premiação no valor de R$ 1.5 MIL para o primeiro colocado, estão as melhores classificadas na 38ª Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás do Arraial Flor do Maracujá como Girassol das Três Marias e Juabp, Matutos do Socialista, Rosas de Ouro, Tradição e Flor da Primavera.
Apenas o grupo Matutos do Guaporé se apresentou dentro da programação original, que marcou o inicio da competição para sábado dia 24, a Matutos do Socialista que se apresentaria domingo 25, agora espera nova data e deve se apresentar se tudo correr como quer a coordenação, na noite desta terça feira 27, antes da junina Rosas de Ouro. Marcada para iniciar às 23 horas.
O Arraial Comunidade no Sertão está montado no Campo de Futebol do bairro Esperança da Comunidade. A festa mantem barracas com vendas de comida típicas, parque de diversão para a gurizada e show com bandas de forró todas as noites. A entrada é franca.

Sesc Encontro de Corais aconte sexta e sábado


Da Ars Antigua à Ars Nova, do Cantochão à Ópera, do Lied às canções populares, a música vocal demonstra a sua beleza e força, permeando toda a história da evolução das artes.
Sabendo da grande importância da música vocal, o Sesc Encontro de Corais, levará ao público um recorte do cancioneiro Popular brasileiro arranjado para Coro de vozes. Neste encontro teremos a participação de sete grupos corais da capital do Estado, sendo eles: Coral Laio; Vocal Gileade; Coral Canto Livre; Grupo Vocal Cantadô; Canto na Unir; Coral Sol Maior; e, Vozes do Madeira.
Para as ações formativas teremos desenvolvimento de experimentações no dia 30 e oficinas, com os temas: começando um Coral (com a regente Sabrynne Sena), e Práticas e saberes do canto (com Professora Ezenice Bezerra).
PROGRAMAÇÃO
Dia 30
Desenvolvimento de experimentações
Conjunto de ações que visa desenvolver artistas, fornecendo condições para experiências e criações inovadoras.
Caracteriza-se como oportunidade para troca de experiências, vivências, pesquisa de linguagens e conteúdos para o desenvolvimento individual, coletivo e livre criação, além de ensaios.
No desenvolvimento de experimentação, faremos uma troca de saberes entre os coralistas e os regentes, além de aprofundar a importância do Canto Coral para a Cidade de Porto Velho meio da exposição voluntária da ação de cada grupo coral. E Também faremos o ensaio geral da música Terreiros do compositor Rondoniense Francisco Lazaro, Laio.
Horário: 17:00 às 19:00
Mediador: Adson Nascimento
Roteiro das apresentações dia 30
20h – Abertura
20h05 – Coral Laio
20h20 – Vocal Gileade
20h45 – Coral Canto Livre
21h05 – Grupo Vocal Cantadô
21h40 – Terreiros – Francisco Lazaro – Laio (Todos os corais)
22h00 – encerramento
Dia 31
Oficina: Começando um Coral
Oficineiro: Regente Sabrynne Sena
Horário: 9h00 – 13h00
Local: Teatro 1 do Sesc Esplanada
Informações sobre a oficina
Para construir um coro de vozes, é necessário ter o conhecimento de vários conteúdos como respiração, saúde vocal, postura corporal, organização e escuta, tempo de ensaio, repertório e apresentação, etc. A oficina visa abordar estes conteúdos de forma clara e objetiva, trazendo luz ao campo da música Coral.
Sabrynne Sena é natural de Teresina- PI.
Graduada em Educação Musical e Artes
Visuais, ambas pela UNIVERSIDADE
FEDERAL DE GOIÁS. Pós-graduada em
duração Especial Inclusiva, Gestão Cultural,
Direção de Arte, Regência Coral e é técnica em Musicografia Braille. Maestrina premiada, com vasta tuação na cena coral do Estado, assinou várias produções artisticas, rege diversos corais na capital do Estado, dentre eles estão: coral do Ministério Público do Estado de Rondônia; coral do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia; coral da Energia Sustentável do Brasil .É professora de arte efetiva da Secretaria de Educação do Estado de Rondônia na cidade de Porto Velho -RO, e está chefe do Núcleo de Arte e Cultura escolar –SEDUC.
Dia 31
Oficina: Práticas e saberes do Canto
Oficineiro: Prof. Ezenice Bezerra
Horário: 16h00 – 19h00
Local: Teatro 1 do Sesc Esplanada
Informações sobre a oficina
Esta oficina tem como objetivo preparar o cantor para a performance musical, artística, física e didática, assim como dar indicações de como iniciar um grupo coral, levando em conta a faixa etária, experiência e educação musical.
Ezenice Bezerra é Mestre em Educação Escolar do Mestrado Profissional em Educação Escolar da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Faz parte do Grupo de Pesquisa Multidisciplinar em Educação e Infância (Grupo EDUCA), do Departamento de Ciência da Educação, do Núcleo de Ciências Humanas, da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Pós-graduação em Metodologia do Ensino Superior pela Uniron – Porto Velho (2009). É Graduada em Licenciatura Plena em Educação Artística – Música pela Universidade do Estado do Pará – UEPA (2001). Bacharel em Música Sacra pela STBE – Seminário Teológico Batista Equatorial (1995), Belém – PA, onde atuou como coordenadora (2 anos) e professora do Departamento de Música (13 anos) das disciplinas Técnica Vocal, Canto, Regência Coral, Grupo de Sinos, Introdução à Música e Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Foi professora concursada em Artes, atuando na capital do Estado por 2 anos. Atualmente é professora do Magistério Superior do Departamento de Música – UNIR, ministrando as disciplinas de Técnica Vocal, Canto Coral, Flauta, Estágio Supervisionado, Regência e TCC. Palestrante em eventos de Educação Musical, Técnica Vocal, Canto em Grupo e Canto Coral.
Roteiro das apresentações dia 31
20h00 – Abertura
20h05 – Canto da Unir
20h20 – Vozes do Madeira
20h45 – Coral Sol Maior
21h20 Terreiros – Francisco Lazaro – Laio
Todos os corais)
22h00 encerramento

sábado, 24 de agosto de 2019

ENTREVISTA - Maria Rosália Amaral Calixto

 Dona Rosália – do Mocambo, do Areal e do Bar do Calixto


No próximo final de semana, dona Maria Rosália completa 72 anos de idade. Portovelhense nascida no Mocambo no ano de 1947, hoje dona Rosália como é carinhosamente chamada, é considerada a matriarca do movimento Samba Autoral que acontece todo primeiro sábado do mês, justamente no Bar que foi criado pelo seu marido, Calixto e é administrado pelos seus filhos, com seu olhar atento para tudo que acontece, em volta. Eximia cozinheira, durante a entrevista, passou algumas de suas apreciadas receitas. “Os meninos gostam da galinha caipira que preparo. Na realidade não tem segredo, é como se diz, preparada na graxa, ou seja, apenas na banha da própria galinha, fica uma delícia dizem meus filhos”. Outro prato que dona Rosália tem como especialidade, é o peixe Tambaqui na caldeirada que ela prepara com alho, cheiro verde, pimentão e chicória. “Vou botando o peixe e vou mexendo, depois que o peixe pega o tempero, é que coloco a água pré-aquecida, é comer com arroz brando e farinha d’água”. Essas e outras iguarias como buchada de bode são especialidades da dona Rosália. É melhor acompanhar a entrevista.

ENTREVISTA


Zk – Como é mesmo seu nome?
Dona Rosália - Meu nome é Maria Rosália Amaral Calixto nasci no bairro do Mocambo aqui em Porto Velho, no dia 30 de agosto de 1947. Meu pai chamava-se José Amaral da Silva ele era carpinteiro e minha mãe Francisca (dólar).

Zk - Como foi sua infância no Mocambo?

Dona Rosália - Naquele tempo a criação era muito rígida, os pais não deixavam os filhos soltos, a gente enquanto criança obedecia mesmo, então no meu caso, minha mãe não deixava a gente se afastar muito do terreiro de casa, a brincadeira era ali na frente do quintal, só que a gente brincava mesmo, era de roda, da pira, pulando macaca (amarelinha). Era muito bom, eu e meus irmãos naquela algazarra de criança, era uma brincadeira sadia. Agora sair por aí, não saí não e se teimasse em ir muito longe de casa a peia cantava. Lembro que no Mocambo tinha umas árvores grandes, que faziam sombras e a maioria da meninada brincava embaixo daquelas árvores.

Zk – Até quando a senhora morou no Mocambo?
Dona Rosália - Meus pais ficaram morando lá até o ano de 1958 e depois fomos morar no bairro do Areal exatamente na rua 13 de setembro perto da igreja de Nossa Senhora de Fátima que já existia, só que era onde hoje é o Centro do Menor e ainda não era Santuário.

Zk – Como era aquela área do Areal?
Dona Rosália - Por ali onde existe o Santuário de Fátima era uma espécie de sítio que tinha muitas arvores; mangueira, cafezal. açaí, seringueira, jaqueira, tucumã e muitas outras fruteiras.

Zk – Qual era o padre responsável pela igreja?
Dona Rosália - Era Dom João Batista Costa nosso Bispo Prelado, ele mesmo era quem comandava as ações que aconteciam na igreja, depois foi que veio o padre Mário Castgna. Quando o padre Mário passou a ser o vigário, o negócio ficou mais rígido, por exemplo: Mulher com vestido decotado não entrava, saia curta nem pensar se durante a celebração se uma criança começasse a chorar, ele solicitava que a mãe ou quem fosse o responsável saísse da igreja que era para não atrapalhar a missa. Mesmo com tudo isso, o padre Mário era muito querido pelos fiéis que frequentavam a igreja de Nossa Senhora de Fátima no Areal.


Zk – Com certeza a senhora ainda testemunhou a existência da mina de areia que deu origem ao bairro. Onde funcionava em qual local do bairro as construtoras pegavam areia para as construções?
Dona Rosália - A principal mina era onde hoje está o colégio Getúlio Vargas dali saiam carradas e carradas de areia em caminhões e caçambas. O areal ia até a entrada do Mocambo descendo pela rua Esron Menezes. Existia outro areal pelo lado da Tenreiro Aranha. Era um movimento muito grande pois a cidade estava em construção, novas ruas estavam sendo abertas. A avenida Sete de Setembro tinha acabado de ser aberta entre a praça Jonathas Pedrosa e a Gonçalves Dias e era mais quem queria construir naquela área e assim era preciso muito areia, apesar de que na própria 7 de Setembro existir um local de onde se tirava areia, ficava entre a Ladeira do Maria Auxiliadora até perto da residência do Dr. Oswaldo Piana (pai) ou melhor dizendo, onde hoje existe um loja de vender CD e outras lojas de roupa, só que o areal ali era pequeno.

Zk – Como a juventude se divertia naquele tempo?
Dona Rosália - A maior concentração da juventude naquele tempo era aos domingos na praça Marechal Rondon. Minha irmã mais velha leva a gente para passear ali, era muito bacana assistir a Banda de Música da Guarda Territorial se apresentando na famosa Retreta. A turma ficava rodando a praça os mais saidinhos mexendo com as meninas na tentativa de conquista-las. Tinha a matinê do Cine Teatro Resck e do Cine Brasil. O movimento na praça Rondon ficava até por volta das nove horas da noite, quando começa a segunda seção do cinema e a gente ia embora pra casa. Eram muito divertidos os domingos de Porto Velho na praça Rondon.

Zk – Como foi que a senhora conheceu o seu Calixto?
Dona Rosália - Na realidade casei com o Calixto em 1962 bem novinha mesmo. Na época ele era ‘marreteiro’, tinha uma banca onde vendia cereais na Feira Modelo que funcionava onde hoje é o Mercado Central ali ele vendia farinha, feijão, arroz, milho e outros produtos e quando casamos passei a ir também pra feira ajudar meu marido.


Zk – Vamos falar mais sobre a Feira Modelo?
Dona Rosália - Pelo que meus pais me contavam, a primeira feira de Porto Velho era em frente ao Mercado Municipal e funcionava onde hoje é a praça Getúlio Vargas, quando inauguraram o Palácio do Governo a feira foi transferida para a rua do Coqueiro hoje Euclides da Cunha entre o Clube Internacional (Ferroviário) e o SALFT (Ceron). Depois construíram um galpão que foi batizado como o nome da Feira Modelo e funcionava onde hoje é o Mercado Central. Aquele espeço só deixou de ser a Feira Livre quando o Mercado Municipal pegou fogo em 1966 e a prefeitura então construiu boxes no galpão da Feira Modelo para abrigar o comercio deles. Aí a Feira deixou de ser Feira e passou a ser chamada de Mercado Central.

Zk – Desde quando vocês moram na esquina da rua Jacy Paraná com a Brasília?
Dona Rosália - Aqui o Calixto comprou na década de 1970. Quando nos mudamos pra cá o Calixto passou a vender galinha caipira. Ele encomendava galinha caipira de Cuiabá, Rondonópolis, dia domingo o movimento era grande o povo da cidade vinha de todo canto comprar galinha caipira aqui em casa. Não sei dizer se naquele tempo existiam outros vendedores de galinha caipira na cidade, só sei que aqui em casa o movimento era grande. Vale lembrar que a gente não matava a galinha a pessoas comprava e levava e mais, não éramos criadores de galinha, não tínhamos granja, apenas comprávamos e vendíamos para a população de Porto Velho. Lembro que as galinhas vinham em caminhão que transportava boi, eles botavam as capoeiras de galinha em cima da cobertura da carroceria do caminhão.

Zk – Depois o ponto virou taberna ou foi primeiro bar?
Dona Rosália - A gente vendia de tudo, era uma taberna como outra qualquer, vendendo arroz, óleo, feijão, charque essas coisas, até bem pouco tempo a gente ainda vendia esses produtos. De uns tempos para cá a atividade principal é Bar.

Zk – Como foi que o Bar do Calixto se transformou no principal ponto de encontro dos carnavalescos?
Dona Rosália - A mudança foi recebida com muito carinho. A turma que frequenta aqui são pessoas carismáticas, respeitador, trata todo mundo bem.

Zk – Pera aí. Voltando no tempo. O Calixto e a Senhora eram Cutuba ou Pelecurta?
Dona Rosália - Sorrindo muito. A gente não se metia em política não. O Calixto nunca votou porque era analfabeto, o interessante é que ele era muito bom em matemática, era um professor, mas, na leitura, não lia nada. Então nunca nos envolvemos com essa política que chamavam de Cutuba e Pelecurta.

Zk – Com todo esse movimento de sambistas carnavalescos a senhora se envolve na brincadeira. É folião de algum bloco?
Dona Rosália - Não, nunca desfilei por nenhum bloco ou escola de samba, apenas gosto de apreciar. Hoje sou torcedora da escola de samba Asfaltão.

Zk – Como começou o movimento carnavalesco aqui no Bar do Calixto?
Dona Rosália - Quem começou com isso foi o Toninho Tavernard, o Eudes e o filho do Chicão. Eles conversaram com o Calixto sobre criar um Bloco e então nasceu o Bloco Calixto & Cia. O bloco tinha tudo pra dar certo, mas, a burocracia fez com que os meninos parassem de colocar o bloco.

Zk – O Bloco parou mais o movimento ficou?
Dona Rosália - Pois é! Acontece que a Tenda do Asfaltão é praticamente em frente ao bar e a turma passou a se reunir aqui, primeiro pra beber uma cerveja no intervalo dos ensaios e depois passaram a realiza o Projeto Samba Autoral aqui na nossa calçada e o negócio pegou de vez. Hoje quando se fala em Samba Autoral o Bar do Calixto vem na frente. Eu particularmente acho é bom, a turma é animada o negócio é tão bom que durante esse tempo todo, nunca aconteceu uma confusãozinha sequer, durante as rodas de samba.

Zk – Então?
Dona Rosália - Muito obrigado por você me presentear com essa entrevista na véspera do meu aniversário de 72 anos.

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Lenha na Fogueira 24.08.19


Depois das declarações impensadas a respeito das queimadas na Amazônia. Como que se desculpando, porém sem reconhecer que abusou do pensamento livre, o governo brasileiro anunciou que o Exército vai entrar no combate as queimadas.
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Não abafa essa conversa, que tudo pode acontecer, inclusive nada. O Bacana, é que o presidente quando se ver acuado, recua estrategicamente o que é positivo.
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Ainda bem! Já pensou se o ‘home’ radicaliza e coloca sua equipe em campo, afirmando que a culpa das queimadas na Amazônia são das ONGs, aí mermão, a vaca sai do atoleiro e vira ‘brasa’ no brejo das cinzas, com tanto fogo no campo.
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Sabemos que muitos governos, em especial os europeus, pensam que na Amazônia só existe índio e quando admitem que existe os chamados brancos, os classificam como seres inferiores.
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Os europeus devastaram tudo que era “MATO”  que existia em seus países e sem saber como fazer para recuperar o que perderam, apelam para  entidades que se importam com a preservação da  Amazônia, as chamadas ONGs,  atuais calo seco do governo federal.
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Tá certo que algumas dessas entidades, não movem uma palha pela preservação da nossa biodiversidade, porém, a maioria trabalha honestamente e graças a essas, ainda temos alguma nesga de floresta em Rondônia.
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Por falar nisso, nós os rondonienses, nos orgulhamos de sermos o único estado brasileiro onde a Reforma Agrária deu certo.
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Na onda do Integrar para não Entregar somos o estado, que provavelmente mais desmatou a floresta Amazônica, em especial, nas décadas de 1960/70/80 e até os anos 1990.
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Criamos um estado pujante, um estado que nos orgulha. Inclusive podemos dizer que entre a Borracha e a Mineração, o ciclo mais promissor do nosso estado foi o CICLO DA COLONIZAÇÃO quando se derrubava Mogno,  Angelim, Cedro e tudo quanto era madeira de Lei sem escrúpulos. A famosa Zona da Mata se transformou na maior Serraria do Brasil.
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Entendemos que naquele tempo, o desmatamento era necessário, para poder se ter um estado pujante, precisávamos de produção, precisávamos plantar e criar pasto.
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Transformamos-nos no estado que mais crescia e todo mundo era feliz. Era prazeroso ver a poeira cobrindo as estradas (todas sem asfalto). A carne de caça era dividida com a camada de poeira que cobria a mesa de jantar e todo mundo se empapuçava. Que delicia, afinal de contas, aquela carne de Caça foi abatida pelo agricultor que agora “Graças ao Exercito”, tinha um pedaço de terra para chamar de seu!
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O tempo passou, o extrativismo deixou de ser importante e hoje é preciso produzir outras fontes de renda, para sustentar o estado que tem orgulho em ser um dos mais promissores deste país.
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RODÔNIA onde o CÉU, apesar de tanta FUMAÇA, continua sendo mais AZUL.
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Rondônia do Ouro do Madeira, que já foi da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, do Diamante de Espigão e quem sabe das Minas de Urucumacuã.
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Rondônia da diversidade cultural. Rondônia da diversidade culinária. Rondônia onde se degusta o Tacaca na Cuia e o Chimarrão na Cabaça ao mesmo tempo. Rondônia do Tambaqui Assado, do Churrasco Gaucho e da Feijoada Carioca sem esquecer o Tutu Mineiro.
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Não sei por quanto tempo vamos poder continuar nos orgulhando disso.
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Rondônia que agora vive o CICLO da SOJA e da PECUÁRIA. As duas culturas só conseguem sobreviver, em terreno sem FLORESTA sem MATA ALTA.
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Assim sendo, pode inventar ONG beneficiada com ajuda financeira da Europa e outros países, que não vai conter a fumaceira provocada pelas queimadas.