segunda-feira, 25 de julho de 2016

Curso para julgador de Boi Bumbá e Quadrilha



Aluízio Guedes presidente da Federon
A Federação de grupos folclóricos de Rondônia - Federon promove na tarde desta terça feira 26, em sua sede na Cidade da Cultura – Parque dos Tanques a rua Lauro Sodré na entrada da estrada do bairro Nacional, o Curso de Julgador de Quadrilha e Boi Bumbá.
O curso tem como objetivo capacitar os julgadores que vão atuar na 35ª Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás – Arraial Flor do Maracujá. Trinta pessoas se inscreveram para participar da oficina que vai começar às 15 horas (três horas da tarde) desta terça feira 26.
Segundo o presidente da Federon folclorista Aluízio Guedes no final do curso, os participantes serão avaliados e aqueles que forem julgados aptos, participarão do sorteio que vai selecionar 10 julgadores (Cinco para Quadrilha e Cinco para Boi Bumbá) que estarão atuando no Flor do Maracujá deste ano. Os quesitos são:
Quadrilha
I - Originalidade e características estruturais de uma Quadrilha; II - Animação e evolução do grupo; III - Coreografia e Evolução dos Passos; IV - Organização da Apresentação; V – Criatividade; VI - Padre e Sacristão; VII - Juiz e Escrivão; VIII – Guarda; IX - Lampião e Maria Bonita; X – Marcador; XI – Caçador; XII – Seringueiro; XIII - Casal de Velhos e XIV – Casal de Noivos (incluindo Cavalheiro e Dama de Honra);
Boi-Bumbá

I - Boi-Bumbá; II - Amo do Boi III - Tribos; IV – Batucada ou Marujada e seu Mestre V - Primeiro Rapaz e Barreira; VI - Primeiro Vaqueiro e Barreiras; VII - Mascarados (Pai Francisco, Catirina, Cazumbá e Mãe Maria); VIII - Bicho Folharal; IX – Padre; X - Doutores (Doutor da Vida, Doutor Cachaça, Doutor Relâmpago); XI – Pajé; XII – Cunhã- Poranga; XIII- Sinhazinha da Fazenda; XIV- Porta-Estandarte; XV - Rainha do Folclore; XVI - Rainha da Batucada; XVII- Toada - Letra e Musica; XVIII- Fantasias; XIX- Levantado de Toadas XX – Coreografia; XXI - Criatividade e Ritual; XXII- Apresentador

Festival de música reuniu centenas de pessoas em Vilhena

Neste fim de semana centenas de pessoas foram até a praça Ângelo Spadari, no centro de Vilhena para curtir as atrações do "Festival de Música Portal da Amazônia”. O evento começou no sábado, 23, e encerrou no domingo, 24.
Rock, pop, hip hop, MPB e sertanejo, rolou de tudo no festival. Patrocinado pelo Banco da Amazônia, o festival foi coordenado pelo agente cultural Marcio Guilhermon e realizado pelo Ponto de Cultura e Mídia Livre Serpentário Produções, em parceria com a Associação Cultural, Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável Diversidade Amazônica (ACEMDA), com apoio do Governo Federal.
Os participantes do festival soltaram a voz e conquistaram o público formado por pessoas de todas as idades, inclusive crianças, que lotaram a praça para acompanhar as apresentações.
O festival reuniu talentos da música rondoniense com uma programação diversificada e gratuita. Entre as atrações do festival que encantaram o público vilhenense estavam as bandas Urbanos, North Rockets, Nele, Poet, e Vector, Os Alienistas, Loop7, Subpop, Necrovha, além dos músicos Vanderson de Jesus e Gabriel, Gabriella Schmadecke, Murilo & Gustavo, Leo & Cristiano, Sandro Vieira, Jovino Lobaz, Suzane Schmitka, Nayara Ferreira e Kamila, entre outros.
De acordo com a organização do evento, o nome do festival faz referência ao fato de que Vilhena ser conhecida como Portal da Amazônia por estar situada na entrada para a região Amazônica. Além disso, remete à diversidade de fauna e flora da região.
De acordo com Marcio, o festival teve como objetivo promover a cultura regional através da música. Além de promover os talentos regionais.
“Uma das alegrias que tivemos ao realizar o festival foi justamente juntar fãs de diferentes estilos da música de Rondônia, de vários estilos, entre eles rock, Hip Hop, MPB e sertanejo, em um mesmo ambiente. Foi muito bom o evento, só temos motivos a agradecer as pessoas que compareceram no festival”, disse Marcio.
A estudante Mariana Lima, de 18 anos, disse que gostou do festival justamente pela diversidade de gêneros musicais apresentados.
Opinião compartilhada pelo músico Willy Santos da banda Os Alienistas que afirmou que o evento foi de suma importância para consolidação da cena cultural de Vilhena. “Tem que ser obrigatório ter todos os anos em Vilhena o Festival de Música Portal da Amazônia. Foi muito bom”, afirmou o jovem músico.
O juiz de paz Jorge Minuano Gonçalves de Lima elogiou a equipe de produção do evento e disse que é importante que realização de eventos que valorizem os talentos locais.

Marcio informou que além das apresentações musicais o festival contou com a realização cinco oficinas de técnicas instrumentais, que foram oferecidas na escola Marechal Rondon, na sexta-feira, 22.
De acordo com Marcio, o artista vilhenense, Vitor Gomes participou do "Festival de Música Portal da Amazônia” criando e pintando desenhos autorais nos dois dias, contribuindo assim com sua arte e criatividade para o evento.
Marcio informou que o grupo já está planejando a próxima edição que deve acontecer no próximo ano. “Queremos ampliar a próxima edição, para poder dar espaços para mais artistas locais se apresentarem. Agradecemos ao publico e aos artistas pela participação e ao Banco da Amazônia pelo patrocínio, o evento foi lindo e esperamos continuar trabalhando para realizar projetos que valorizam a cultura local amazônica”, falou Marcio. (Texto e fotos: Assessoria) 

sábado, 23 de julho de 2016

A verdadeira história do Arraial Flor do Maracujá




Na próxima quarta feira dia 27, começa em Porto Velho, a 35ª Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás – Arraial Flor do Maracujá, com a participação de 39 grupos folclóricos: 4 quadrilhas do grupo de acesso; 9 quadrilhas mirim; 14 quadrilhas adulta; 4 bois bumbas mirim e 8 bois bumbas adulto.
A abertura oficial está marcada para acontecer as 20h00 na Cidade da Cultura no Parque dos Tanques à rua Lauro Sodré sob a coordenação da Federação de Grupos Folclóricos do Estado de Rondônia – Federon e apoio do governo estadual, prefeitura de Porto Velho e Assembléia Legislativa.
“Alertamos a população que o acesso ao Arraial será franco, ou seja, não haverá cobrança de ingresso”, confirma o presidente da entidade Aluizio Batista Guedes prosseguindo, o que vai acontecer, é que, para aqueles que quiserem assistir as apresentações dos grupos folclóricos, melhor acomodados, criamos o ‘Camarote Vip’ que são mesas e cadeiras colocadas à beira da arena de dança e vamos cobrar o valor de R$ 10 por pessoa, assim como cobraremos o mesmo valor, aos que preferirem assistir do Camarote normal. Lembrando ainda, que não cobraremos nenhum valor para quem quiser assistir das arquibancadas.

Antes do Flor do Maracujá

Os festivais folclóricos em Porto Velho acontecem há muitos anos, por exemplo, na década de sessenta o evento acontecia na avenida Sete de Setembro entre a rua General Osório e a Campos Sales promovido pelo empresário da comunicação Fuad Nagib proprietário do serviço de alto Falante “A Voz da Cidade”. Fuad contava com o apoio do radialista Humberto Amorim entre outros. Esse festival folclórico reunia apenas grupos de Bois Bumbas, entre eles o Corre Campo (que existe até hoje), Flor do Campo, Pai do Campo, Rei do Campo, Malhadinho, Boi Garantido, Boi Fortaleza, Brilhamante e outros menos votados. Um dos últimos festivais folclóricos promovidos pela “A Voz da Cidade” aconteceu no estádio Aluizio Ferreira.
Em virtude das famosas brigas, a brincadeira foi “proibida” em Porto Velho. Durante a década de 1970 o único grupo que permaneceu brincando e assim mesmo, sem sair do seu curral de ensaio, foi o Malhadinho que era dirigido pelo Amo Lourenço e se apresentava no curral montado na rua Joaquim Nabuco com a Princesa Isabel no bairro Tucumanzal.

Surge a Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbas

 Em 1982 com a transformação do Território Federal de Rondônia em Estado, o governador Jorge Teixeira cria a Secretaria de Cultura  Secet e nomeia o ex padre Vitor Hugo como secretário que convida a participar da equipe do Departamento de Cultura Yedda Bozarcov, José Monteiro, Gutemberg, Flávio Carneiro, Isaías, Hilda e João Zoghbi entre outros funcionários estaduais e federais.
Essa equipe tem a idéia de resgatar a brincadeira de Boi Bumbá e Quadrilha e então cria a “Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbas” cuja primeira edição aconteceu na quadra do colégio Rio Branco em junho do ano 1982.

A procura de novo espaço

Durante a realização da 1ª Mostra na quadra do colégio Rio Branco, os organizadores viram que muitos ambulantes montaram seus carrinhos e barracas de venda de guloseimas nas ruas do entorno da quadra de esportes. Diante dessa observação, para a realização da 2ª Mostra, caíram em campo na busca de um local adequado para abrigar tanto a Mostra Folclórica como as barracas dos ambulantes.

Arraial dos Funcionários da Secet

A professora Nazaré Silva que passou a fazer parte da equipe da Secretaria de Cultura foi eleita também, presidente da Associação dos Funcionários da Secet e entre tantas atividades, criou o Arraial da Associação e escolheu o espaço ao lado do Ginásio Claudio Coutinho (onde hoje é o Complexo Esportivo Deroche Pequeno Franco) para montar o arraial.
A maioria das barracas montadas era de entidades filantrópicas e irmandades da igreja católica. A sonorização foi fornecida pelo radialista Miguel Silva esposo da professora Nazaré e os locutores o Volney Alonso, Jaiminho, José Monteiro e o próprio Miguel Silva. O professor Antônio Roque (contador de causos) foi o responsável pela recreação como a brincadeira de subir no “pau de sebo”.

Surge o Flor do Maracujá

Com a idéia de transformar a Mostra de Quadrilha e Bois Bumbás em arraial, a equipe que agora contava com a participação da professora Nazaré Silva e como a Secet (até hoje) não tinha recursos, José Monteiro e Nazaré solicitaram ao Secretário autorização para procurarem patrocínio de empresas privadas no que foram atendidos. O secretário adjunto Isaias perguntou como seria o nome do Arraial e a equipe não soube responder.
Flávio Carneiro e José Monteiro caíram em campo pesquisando e souberam que na década de 1950 até meados de 1960, existiu uma quadrilha no bairro Triângulo cujo nome era “Flor do Maracujá” porque as meninas que dançavam naquela quadrilha enfeitavam os cabelos com a Flor de Maracujá tiradas dos maracujazeiros que Floravam na cerca da residência do incentivador da brincadeira ferroviário Joventino. Após conheceram o porquê do nome da quadrilha do Triângulo ao retornarem à Secretaria, reuniram toda a equipe e apresentaram o nome “Arraial Flor do Maracujá” que foi aprovado por unanimidade. “A professora Hilda também participou da pesquisa”, lembra João Zoghbi.
Assim chegamos a conclusão que o nome “Arraial Flor do Maracujá” foi dado a Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás graças a pesquisa de Flávio Carneiro, José Monteiro e Hilda.
É claro que a professora Nazaré Silva foi muito importante para que o Arraial acontecesse naquele ano de 1983.
A influência da professora Nazaré foi tão importante que ela foi nomeada e atuou como coordenadora da festa entre os anos de 1984 a 1989. Depois já nos anos 2000 voltou à coordenação.
O que queremos deixar claro, é que o Arraial Flor do Maracujá que a partir do ano de 1983, passou a acontecer paralelo à Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás, foi criado pela equipe da Secet que contava com Flávio Carneiro, José Monteiro, Professora Hilda, João Zoghbi, Professor Gutembergue, Professor Isaias e também com a Professora Nazaré Figueiredo Silva. Essa é a verdadeira história!

sexta-feira, 22 de julho de 2016

JUABP - A eterna batalha entre o bem e o mal

O figurinista, pesquisador e folclorista quadrilheiro João Big presidente da quadrilha JUABP fala sobre a apresentação da quadrilha na 35ª Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás -´Arrial Flor do Maracujá, defendendo o tema “A Eterna Batalha Entre o Bem e o Mal” pesquisa de Frak Mattos e Mariluce Ciany.
Quando assumi a JUABP em 2004 trouxe algumas inovações, como os aros que nossas damas usaram para armar os vestidos e muitos disseram que estavmos colocando baianas de escola de samba pra dançar no Flor e dai pra frente, sempre estamos inovando com alguma coisa que venha engrandecer nossa apresentação e chamar a atenção do público.
Apesar de no ano passado sofrermos com o resultado, que nos colocou em sétimo lugar, um resultado jamais esperado por todos da quadrilha, porém, em nenhum momento a JUABP se deixou abater. Tanto que neste ano de 2016 vamos nos apresentar com uma estrutura bem maior. Independente de resultado a JUABP é isso.
Qual foi o primeiro grande tema que vocês colocaram no Flor do Maracujá?
Foi o de 2006 quando nos deram o primeiro lugar, um tema quase parecido com o desse ano: em 2006 falamos da Fé “Entre a Luz e a Escuridão”. Na realidade, por falta de recursos para comprar material adequado não colocamos o tema de acordo com o idealizado e mesmo assim conseguimos o título.
Este ano, com mudança em alguns setores, vamos colocar na arena coisas novas. Quem for assistir a JUABP no dia 1° de agosto na Cidade da Cultura – Parque dos Tanques vai ver realmente a “Batalha Entre o Bem e o Mal”, onde vamos colocar duas figuras mitologicas num embate literalmente nas alturas, numa alegoria com aproximadamente 12 metros de altura. Vamos fazer de tudo para que o público entenda o que estamos querendo passar.


Montagem da Quadrilha

A JUABP vai se apresentar com 42 pares entre os bailarinos brincantes. No total geral serão 120 pessoas trabalhando dentro da arena do Flor do Maracujá entre bailarinos, apoiadores e diretoria. Melhor explicando, serão 40 casais distribuidos entre quatro cordões retratando o bem e o mal, isso vai ser visível desde o começo quando nosso balé de abertura composto por 12 bailarinos que estão ensaiando diariamente, entrar na arena do Flor do Maracujá. No final temos certeza que a nossa apresentação vai comover o povo, muitos derramarão lágrimas de emoção, podem esperar que vamos utilizar muitos efeitos especiais, desde o show pirotécnico aos efeitos de luz, papel picado e o marco maior, a apoteose que será quando uma imagem de mais ou menos 8 metros de altura vai surgir na arena. “É melhor parar para não entregar o ouro pros concorrentes”;

Personagens (Item)

Coreografo professor e bailarino Clay Pereira; Ninguém melhor do que ele entende na atualidade a forma de dançar quadrilha aqui em Porto Velho. Dançar quadrilha tem várias formas em qualquer lugar do Brasil mas, pro nosso estilo de vestimenta, local onde vamos dançar, ele é o melhor coreografo.
Casal de Noivos Clay Pereira e Viliane; Marcador Alex Souza; Lampíão e Maria Bonita Emerson e Carol que vão contar com o deslumbrante Cangaço da JUABP; Velho e Velha Ney e Shirley; Padre Rinam; Sacristãos Matheus e Felipe; Seringueiro Julio e Caçador Flávio; Guarda Diego.
Tem uma polêmica em relação ao comporimento dos vestidos das damas. Como vocês da JUABP vêm isso?
Pra gente, tudo que vem pra melhor e somar é bem vindo, costumo falar, não querendo fazer a cabeça de alguém de grupo “a” ou grupo 'b”. Da mesma forma que grupos implantaram coisas novas no nosso festival, a JUABP ano após ano vem trazendo novidades e esse será o nosso quarto ano com esse estilo de vestimenta, quer queira, quer não, vamos vestir uma roupa mais curta, que da uma levesa melhor pra quem tá dançando. Se formos na idéia do Nordeste, anos atrás todas as quadrilhas nordestinas dançavam de roupas longas e hoje todas dançam com roupa curta. Estamos apenas seguindo uma tendência. Hoje defendemos a utilização do vestido curto nas apresentações das nossas quadrilhas é bem mais prático. O ponto forte da JUABP é o conjunto da indumentária, é o sapato, a meia a calçola de quem dança com esse estilo. Um grupo pra ser um grupo bom, tem que ser uniformizado em tudo, desde um sapato a um arranjo de cabeça. Esse é o diferencial do nosso grupo.
Nossas rainhas: Até hoje brigo para que as Rainhas sejam quesito de julgamento no Flor do Maracujá primeiro porque são meninas que gastam muito em suas indumentárias, pensando na qualidade, vamos colocar apenas três rainhas, são aquelas que realmente vestem a camisa da quadrilha, são elas: Naielle Nayane (Rainha Caipira), Fran (Rainha do Milho) e a Simone (Rainha das Flores).

Banda

 Todo o repertório da JUABP está a cargo do tecladista Andrezinho e da cantora Tânia. A JUABP vai se apresentar sob os acordes da Banda comandada pelo maestro Diocélio um corpo musical com mais de 10 músicos.
História
Criada em 1998 por um grupo de jovens da igreja católica do Areal da Floresta cuja sigla significa Juventude Unida pelo Amor da Bom Pastor – Juabp. O grupo esteve ligado à igreja até 2005 quando passou a ensaiar na quadra da Escola Jesus Bulamarque.
Como grupo de dança de quadrilha, surge em 2000 e desde então participou
todos os anos do Arraial Flor do Maracujá conseguindo seu primeiro título no grande evento no ano de 2006 com o tema “Entre a Luz e a Escuridão”, depois disso passou a figurar entre os cinco melhores grupos de quadrilhas do Flor do Maracujá.


quinta-feira, 21 de julho de 2016

Severino Silva Castro - O que você faria se o São João fosse Acabar


Severino Silva Castro foi o responsável pela mudança no estilo de dançar e de vestir dos grupos de quadrilhas de Porto Velho, quando o grupo “Os Caipiras da Rádio Farol” se apresentou e foi campeão da Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás no ano de 1998. Acompanhe o que ele fala a respeito disso:
Na verdade não mudei nada, apenas apresentamos uma idéia em cima dos nossos conhecimentos filosóficos sobre a cultura através do Câmara Cascudo.
Qual é a origem da quadrilha? Todo mundo tem o pensamento e diz que é do Nordeste brasileiro. A verdadeira razão da dança da quadrilha começa no século XIII na Inglaterra. Depois já no século XV/XVI foi que foi pra França e no século XIX chegou ao Brasil com Dom João VI. A quadrilha é uma dança palaciana, tanto que quando chegou ao Brasil Chiquinha Gonzaga, Calado e tantos outros músicos famosos fizeram músicas no estilo Polca que eram tocadas e consideradas como música de dança de quadrilha.
Quando assumimos a Rádio Farol em 1997/98 colocamos a quadrilha dentro dessa filosofia. Naquele tempo, as quadrilhas ainda se apresentavam no Flor do Maracujá com indumentárias de Chita e remendadas, era realmente a quadrilha caipira. Aí ganhamos o primeiro título empatado com a Rosa Divina (1998), com a indumentária totalmente fora dos padrões da época, é claro que não chegamos a colocar a quadrilha palaciana, mas, nossos vestidos eram de tecido todo liso, enfim moderno. Lembro que o Joãozinho presidente da quadrilha Folhas Preciosas dizia que as roupas da Rádio Farol pareciam mais com farda escolar do que com roupa de quadrilha. Ele confundia escola com organização.

Títulos conquistados

De 1997 pra cá, colecionamos alguns títulos, só no Flor do Maracujá são 11 troféus de primeiro lugar. A quadrilha que está mais perto da gente em título é a Roça é Nossa que tem dois campeonatos.
Teve um ano que nossa quadrilha ficou em sétimo lugar. Aconteceu o seguinte: O pobre do jurado a época, apesar de ser Doutor na matéria, não tinha o conhecimento de folclore. Ele já reviu tudo isso, tanto que ano retrasado ele foi novamente jurado e nos deu nota máxima.
Tema 2016
Em 2016 a Rádio Farol vem simples a situação econômica do Brasil hoje, tá um pouco difícil e por isso o nosso cenário de anos anteriores estão sendo reformados para contar o tema: “O que você faria se o São João fosse acabar”. A respostas vai estar na 35ª Mostra de Quadrilha e Bois Bumbás do Arraial Flor do Maracujá no dia 5 de agosto. Vamos nos apresentar com 48 pares; Vale salientar que a Rádio Farol tem um trabalho social. Dentro do nosso grupos tem senhoras de 60/70 anos dançando, fazendo coreografia igual as meninas de 15, 16 anos. Nossa quadrilha Mirim também vem humilde com “As Datas Malucas” vamos lembrar um pouquinho do carnaval, natal, dia das mães etc. A Mirim também vai dançar no dia 5 de agosto.

Personagens da adulta

Lucélia e Cristiano (Noiva e Noivo), que ano passado ficaram em terceiro lugar no campeonato Brasileiro. Juliano e Keilane (Lampião e Maria Bonita), Daniel (Caçador), Ivan (Seringueiro), Raimundo Bisteca (Guarda), Elivan Preto (Juiz), Iupi (Escrivão), Dona Concebida que está com 70 anos de idade (Velha) e o Velho que tem 65; Cleiton (Padre), Maxsuel e Douglas (Sacristãos), Leandro Leris (Marcador).
Serão seis rainhas, cada uma mais linda que a outra. Tem uma que a comunidade escolheu que é a Andressa aí vem as demais Nacielle, Tamires, Thaila, Thais e a Camila.
Cangaço
Apesar de na reunião sobre o Regulamento terem tirado o Cangaço da disputa, a Rádio Farol vai colocar o seu juntamente com o Lampião e a Maria Bonita. Cada quadrilha tem o seu estilo e sua filosofia, Como meu pai era paraibano de Campina Grande tenho no sangue essa idéia do Cangaço bonito. Meu sonho era ter um “Cangaço” pra fazer apresentação independente da quadrilha. Acontece que no Regulamento da Federon nunca teve o Cangaço como item. O Cangaço vai compor os personagens Maria Bonita e Lampião até pela própria história, pois, o Lampião não andava sozinho.
A coreografa da Rádio Farol é a nossa eterna Noiva a Luciane que começou em 1997. Hoje ela é a nossa coreografa é o cérebro da equipe. É ela que monta nosso tema e desenvolve com toda a equipe que tem o Nivaldo, Leandro e o presidente aqui que de vez em quando dar uns palpites.
Música
Outro feito da Rádio Farol foi colocar música própria ou adaptada. Antigamente não tinha música especifica para cada grupo. Quando viajei pra Campina Grande e Caruaru vi que os grupos de lá se apresentavam cantado, quando voltei queria fazer uma homenagem ao Chiquilito que havia falecido em 2001 e no Maracujá de 2002 pela primeira vez, uma quadrilha se apresentou cantando. A música dizia “Saudade palavra triste quando se perde um grande amor...”.Porque o Chiquilito foi o primeiro amor de Porto Velho com certeza.
Outro feito da nossa quadrilha. Lançou a cantora Dara que faz sucesso hoje em Brasília. Aliás, a Dara vem cantar este ano na quadrilha Mirim. O André sempre teve habilidade para tocar e quando a gente foi dançar em Humaitá ele viu um tecladista tocando para a quadrilha dançar, e disse: eu também posso tocar. Hoje ele é considerado o melhor tecladista de quadrilha em Porto Velho. A esposa dela a Cindia também começou cantando na Rádio Farol.
Por que a Rádio Farol não aprova o estilo de indumentária de algumas quadrilhas?
Veja bem: O primeiro quesito em julgamento diz: “Originalidade, Características Estruturais de uma Quadrilha “. Então a origem da dança de quadrilha é inglesa difundida na França. A Rádio Farol vai continuar com esse pensamento filosófico usando vestido longo, A roupa curta facilita a dança, até dizem que a Rádio Farol não dança muito, porque o vestido cobre os movimentos. Mas, fica lindo aos olhos do povo. Quem entende realmente da dança de quadrilha, vai ver que a Rádio Farol ainda é hoje, uma quadrilha originalíssima.
Hoje não existe mais aquela quadrilha que possamos dizer que é melhor que a outra. São 14 quadrilhas bringando pelo título de igual para igual. graças ao grupo Rádio Farol que começou tudo isso em 1997.

Dia 5 de agosto todos estão convidados a apreciar no Flor do Maracujá o espetáculo da Rádio Farol: “O que você faria se o São João Fosse Acabar”.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Neiva da Rosas de Ouro a melhor Maria Bonita

Neiva como Maria Bonita sempre foi nota Dez
A 35° Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás – Arraial Flor do Maracujá começa na próxima quarta feira dia 27 e vai até o dia 7 de agosto, com a apresentação de 39 grupos folcloricos divididos da seguinte maneira: 4 quadrilhas do grupo de acesso, 9 quadrilhas mirins e 14 quadrilha adulta. Oito Bois Bumbás adultos e 4 mirins.
Durante reunião de apreciação do Regulamento da 35ª Mostra os quadrilheiros optaram por tirar o “Grupo de Cangaço” da avaliação dos jurados. “Só o Lampião e a Maria Bonita serão julgados”. Isso não quer dizer que a quadrilha não coloque o Cangaço em sua apresentação, muito pelo contrário, aposta a presidente da Rosas de Ouro Neiva Mariano “Quem não colocar o Cangaço, com certeza receberá nota baixa dos jurados”.
Foi assim que começamos um bate papo com a Neiva Mariano Rocha presidente da quadrilha Rosas de Ouro. Neiva é conseiderada a responsável pelo sucesso que o quesito Lampião e Maria Bonita que até o ano passado era “Lampião, Maria Boinita e seu Cangaço” faz nas apresentações do Flor. Lembra a hoje coreografa justamente do Cangaço da Rosas de Ouro: “Tudo começou quando eu estava com 14 anos e brincava na quadrilha “Na Tonga da Milonga do Cabuletê”, uma amiga desafiou. Você tem coragem de dançar como Maria Bonita mas, pisando diferente? Aceitei o desafio e passei a dançar pisando forte no chão e balançando o corpo da cintura pra cima de um lado para o outro totalmente diferente das outras Marias Bonitas. Não deu outra, nunca mais deixei de receber nota DEZ dos jurados e nem de ser imitada.
A Cabuletê parou e então resolvemos criar a quadrilha que o artesão Bomba deu o nome de “Rosas de Ouro” no bairro Jardim Boa Esperança que hoje é o Tucumanzal II, e como ninguém aceitou ser presidente eu assumi. Fomos disputar o acesso no Flor de Cacto e ganhamos, no mesmo ano, dispoutamos no Flor do Maracujá e ficamops em 6° lugar, no seguinte fomos vice e em 2007, conseguimos vencer no Flor do Maracujá, quer dizer, já nascemos grande.
O estilo de dançar do Cangaço da Rosas de Ouro é imitado por todas as quadrilhas de Porto Velho até os dias de hoje, porém, jamais alguém conseguiu dançar como dançava a Maria Bonita Neiva. Muitos iam assistir a Rosas de Ouro só pra ver a Neiva dançar como Maria Bonita. “Agora sou apenas a coreografa do cangaço e podem esperar, que vamos fazer bonito no Flor do Maracujá”.
A Rosas de Ouro vai apresentar no dia 2 de agosto na arena do Flor do Maracujá o tema: “Rosas de Ouro virou Cordel” o coreografo é o Alcimar considerado um dos melhores de Porto Velho. O marcador é o Tonho, casal de noivo e noiva Rafael e Paloma; Felipe Lisboa (juiz), Felipe Mariano (escrivão), Matheus (padre); Vava, Thiago e Lorinho (sacristãos); Casal de Velha e Velho Ety e Junior nota dez no Flor do Maracujá passado; Rainha Junina Dara, Andressa e Giovana e Rainha da Diversidade Andrey, Lampião Bruno e a Maria Bonita Laiza Samires.

A quadrilha vai se apresentar com 42 pares. “Todos estão convidados a assistir no dia 2 de agosto, uma terça feira, no Flor do Maracujá o espetáculo da quadrilha Rosas de Ouro.

Lenha na Fogueira - 21.07.16


Até o final deste mês, o superintendente da Sejucel vai promover algumas mudanças nos quadros da superintendência que cuida da juventude da cultura, do esporte e do lazer em Rondônia.
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Umas da mexidas que já está causando o maior reboliço nos meios culturais, é a exonerção do João Carlos Alves popularmente conhecido como Carlinhos Maracanã da direção da Casa da Cultura Ivan Marrocos.
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Ha alguns dias, o Ilmar Esteves de Souza chamou Maracanã em seu gabinete pra dizer que alguém do governo estava pedindo o cargo.
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A justificativa como sempre, “É para dequar a situação política”. Por mais que queiram justificar, não existe explicação plausível para a saída do Carlinhos Maracanã da Ivan Marrocos.
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Se o governo, através da Casa Civil, da Governadoria, da própria Sejucel, ou de qualquer outro órgão, saísse em campo perguntando aos entes envolvidos com os segmentos culturais em Rondônia e em especial em Porto Velho, ficariam sabendo, que a maioria responderia a favor da permanencia do Maracanã na entidade.
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No segmento do Artesanato a maioria seria esmagadora, no segmento musical também, no segmento afro-brasileiro Maracanã tem prefrencia, nas escolas de samba nem se fala, no folclore é unanimidade.
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Muitos das artes plásticas aprovam o nome do Carlinhos, inclusive o João Zoghbi, Franciney Vasconselo, Assis Chateaubriand, Homero e tantos outros, acho que a Lu Silva e o Cláudio Vrena também.
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O pessoal da confraria Pobres do Caiari é fechada. Vai perguntar ao pessoal que participa do Concurso de Pintura da 17ª Brigada (inclusive o General Costa Neves) pra ver se eles são contra a administração do Maracanã!
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Mesmo assim, o Ilmar Esteves garantiu a este colunista, que até o dia 31 deste mês, o João Carlos Alves - Maracanã será substituido na direção da Casa da Cultura Ivan Marrocos pela artista plástica MARGOT Paiva.
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Aliás a Margot é um bom nome para substituir o Maracanã. Já que não tem como convencer os “caciques” do governo Confúcio a mudar de idéia, que pelo menos venha uma pessoa engajada com a causa cultural, como é o caso da Margot Paiva.
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Quem sabe ela (Margot) consiga fazer da Casa da Cultura Ivan Marrocos uma ótima “Istalação”! Inclusive, tão falando que junto com a Margot vem a fotografa Marcela Bonfim. Aliás a Marcela é a bola da vez no naipe artista fotográfica. Suas fotos agora estão expostas nas escadarias do Palácio Rio Madeira. Ta recebendo o apoio jamais dispensado a muitos artistas que militam no segmento ha mais tempo.
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Pelo amor de Deus, não pensem que estou criticando o trabalho da Marcela, muito pelo contrário, sou fã de carterinha, principalmente da exposiçao em evidencia. Então vai a Margor e a Marcela para a Casa da Cultura em substituição ao Carlinhos Maracanã.
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Se já estava dificil para a Confraria Pobres do Caiari voltar a utilizar o espaço do quintal da Ivan Marrocos para promover seu famoso Café de Domingo, agora é que vai ficar quase impossível. E lembrar que quando o Rodnei Paz era o superintendente, a turma do Caiari tinha o maior apoio, inclusive, todos os domingos o Rodnei marcava presença no café da manhã. Foi só o Ilmar que nasceu e se criou no bairro Caiari assumir, proibiu o evento de ser realizado no quintal da Casa. Pela Lei ele não esta errado não, agora, pela amizade...
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Será que a nova diretora da Casa da Cultura vai trazer o SART de volta, vai abrir a Casa para eventos que não sejam exposição de arte plástica? Lembrando que a Casa da Cultura não é galeria de arte.