segunda-feira, 18 de abril de 2016

Governo promove concurso de música – Zezinho Maranhão

No próximo dia 03 de maio de 2016, às 19h00, o o governo do estado de Rondônia vai promover o lançamento do primeiro Edital de fomento à cultura Rondoniense criada pelo Governo do Estado de Rondônia, através da Superintendência da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer – SEJUCEL.
O I Concurso Público Cultural de Música “Zezinho Maranhão”, será aberto às 19hs no Teatro Guaporé com o objetivo de premiar 06 (seis) iniciativas voltadas para a área da Música, em âmbito estadual, por meio da destinação de recursos públicos para circulação de espetáculos. A política do edital visa estimular a reflexão e a experiência do público, além do compromisso com a sustentabilidade e com a inclusão social.
Os projetos deverão valorizar a memória e a diversidade da cultura estadual, além de temas relevantes a sociedade contemporânea, novas linguagens, transversalidade das artes, educação, democratização e acessibilidade da cultura.
Serão apresentados também à comunidade artística, o Edital de Cinema destinado a criação de documentários com temáticas galgadas na cultura rondoniense, como também os Editais de fomento ao teatro e dança, ambos de circulação.

É a consolidação das políticas públicas destinadas à cultura que todos envolvidos nos trabalhos da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Laser buscam. O programa de editais é apenas umas das ações dessa superintendência estamos caminhando paralelo para a criação da lei de incentivo à cultura, a adesão dos municípios ao sistema de cultura em 100% até o fim de 2016 como também o cumprimento das metas estabelecidas no plano estadual da cultura” Informa o Superintendente da SEJUCEL.

sábado, 16 de abril de 2016

PEDRO SENA (II-II)

A história da Menta e o casamento com Orlete

Na edição de ontem você conheceu algumas das histórias do Pedro Sena, hoje neste segundo e último episódio, ele nos conta de como foram os 14 anos que passou trabalhando para a família Reski. “Seu Reski o patriarca, chegou aqui em 1909 e abriu a firma em 1912. Ele já chegou com dinheiro, não veio aventurar”. Fala como foi seu casamento em 1964 com a Orlete com quem vive até hoje e o porquê teve que sair de Porto Velho para morar em outra cidade. “Se quiser ficar lá por mais seis meses, não precisa procurar médico porque você vai morrer”. Vamos acompanhar lendo a entrevista


ENTREVISTA (continuação da edição de ontem)

Zk – E foi trabalhar com quem?
Pedro – Certo dia, não tinha nem dois meses que havia saído da loja do Saleh, estava jogando bilhar na sinuca do Tourinho e encontrei o Antônio Reski. Naquele tempo os Reski dominavam o comércio de Porto Velho. “Já me informei com o Saleh e você é a pessoa ideal para trabalhar com a gente, você vai cuidar da correspondência, do serviço burocrático, aceita?” Aceitei.
Zk – Quem realmente administrava a empresa Reski?
Pedro – Quem tomava conta mesmo era a Menta, todos eles homens eram muito boêmios, gostavam de farra e de freqüentar inclusive as casas de prostitutas que a gente chamava de puteiro. Nessa época comecei a tomar minhas bicadas, era o tempo do vermute Cinzano. No inicio tudo são flores. Trabalhei com os Reski de 1954 a 1968.
Zk – Isso quer dizer que você conhece a histórias da família Reski?
Pedro – Seu Reski o patriarca, cegou aqui em 1909 e abriu a firma em 1912. Ele já chegou com dinheiro, não veio aventurar. A primeira casa de alvenaria construída em Porto Velho foi a dele e está lá até hoje, inclusive foi tombada como patrimônio histórico de Porto Velho. Naquela casa por ser a melhor que tinha na época, foi assinado pelo Barão do Rio Branco o Tratado de Petrópolis que firmou a doação das terras do Acre pelo governo boliviano para o Brasil em troca da construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré.
Zk – Já que você sabe tudo sobre a família Reski. É verdade que a dona Menta nunca casou porque foi vítima de uma decepção amorosa?   
Pedro – Aqueles amigos que ficavam tomando cachaça comigo no bar do Abel o Austerliz pai do Chiquilito Erse era infalível no bar, Rodolfo Ruiz, José Alves que era gerente do Banco do Brasil e  José Reis, filho do João Reis, contavam essa história. Conversando com pessoas da época, fiquei sabendo que realmente aconteceu. Acontece que Libanês não podia casar com brasileiro de jeito nenhum. Eles não permitiram que o Sebastião casasse com a cunhada do Estrela. A mistura de sangue do Libanês é considerada sagrada.  Se o camarada que diziam que foi namorado da Menta insistisse em casar, eles com certeza dariam um jeito de impedir. Foi isso que o Austerliz me contou. “Pedro não sei o nome, existe essa conversa, mas, ninguém nunca viu os dois juntos”. Foi então que eles inventaram uma nova versão, me colocando como conhecedor do verdadeiro paradeiro do cara.
Zk – É verdade que essa turma começou a dizer que você é quem estava se preparando para assumir o namoro com a Menta só pra ficar com a herança?
Pedro – O Austerliz dizia que eu sabia de tudo, mais estava ocultando porque também estava interessado em ser o herdeiro ficando com ela.
Zk – Você disse que foi difícil sair da empresa. Por quê?
Pedro – Amizade de muito tempo, 14 anos não é brincadeira. Na ocasião fui aconselhado pelos médicos a passar uma temporada fora daqui para procurar tratamento. Na ocasião eu não via como. A providência Divina veio em minha ajuda. Os patrões souberam da situação e me perguntaram se eu tinha dinheiro pra fazer a viagem e eu disse que não. Pra minha surpresa na véspera de embarcar, me foi entregue um pacote feito com jornal com Dois Milhões de Cruzeiros mandado pela Menta com o aval dos irmãos e ainda mandou dizer: “Se esse dinheiro não for suficiente passa um telegrama  que a gente manda mais”.
Zk – Fala como foi que você conheceu a Orlete a mulher com quem você vive até hoje?
Pedro – Conheci a Orlete em 1963 quando inaugurou o Cine Brasil Novo. Em princípio não tinha ninguém pra colocar na gerencia do cinema e nem na bilheteria e eles me perguntaram se eu aceitaria ficar no Cine Brasil quanto ao pagamento, que eu retirasse da renda diária alguma quantia que achasse justa. Naquele tempo não existia liberalidade e como vi que era um negócio sério e atendendo ao pedido da minha mãe que dizia, nunca mexa com filha de ninguém e nem se meta com mulher casada que é contra a lei de Deus. A Orlete estudava no Grupo Escolar Duque de Caxias então, ou eu vinha quando fechava mais cedo a bilheteria encontrar com ela ali pela praça Aluísio Ferreira ou então ela descia e passava no cinema. Naquele tempo tudo era difícil, não tinha nem telefone fixo.
Zk – Vocês casaram em que ano?
Pedro – Casamos em fevereiro 1964, na catedral do Sagrado Coração de Jesus. Coincidiu que haviam colocado uma nota na coluna social do Alto Madeira escrita pelo Euro Tourinho que a gente casaria uma semana antes do dia marcado. Na ultima hora, dona Nair mãe da Orlete tentou suspender o casamento, porque eu havia feito uma despedida de solteiro e exagerei na bebida e não apareci para namorar naquele dia. Então disse a Orlete que deveríamos aproveitar a nota que saiu no jornal e dar um “quinal” no pessoal. Acontece que não tínhamos dinheiro pra fazer festa. Vi na folhinha (calendário) que o dia 8 de fevereiro era sábado de carnaval. Vamos casar no carnaval porque ninguém vai deixar de pular carnaval pra assistir nosso casamento e assim aconteceu.

Zk – É verdade que a Menta tentou impedir o casamento com ciúmes de você?
Pedro – Ela havia falado que parecia que eu tinha perdido a cabeça, pois, ia casar com uma moça que nasceu aqui que os irmãos dela não conheciam a família, ninguém conhecia essa moça e eu quando nada, pertencia a uma elite e coisa e tal. Então de repente se casa assim. Ela chegou a me dizer: “Vai viver como Pedro o que você ganha aqui é tão pouco”. Na véspera do casamento ela mandou uma caixa de uísque importado la pra casa. Essa é a história real com a Menta.
Zk – Quantos filhos vocês têm?:
Pedro – Temos a Pete, Marcos, Mauro (que faleceu), Patrícia e por último o Marcio. São cinco e também temos a Celina que é filha do Heitor e mora com a gente desde bebê.
Zk – Por que vocês foram morar em Salvador?
Pedro – O tratamento que eu estava fazendo no Rio era no hospital do Ipase. A Arlete irmã da Orlete que morava no Rio conseguiu com a amizade que tinha com um médico de lá e ele se prontificou a me ajudar. Meu Instituto de Previdência era o IAPC. Ela já tinha contado pra ele que aqui em Porto Velho eu exagerava muito na bebida. Então ele receitou que para me curar eu tinha que mudar de cidade. “Se você quiser ficar lá por mais seis meses, não precisa procurar médico porque você vai morrer, o seu fígado já está sendo atingido e inevitavelmente, mesmo que você não queira, você morando lá frequentando o mesmo ambiente de vida, não vai ter querer, vai morrer”. A principal receita foi a que  sugeria nossa mudança para outro estado e cidade e escolhemos Salvador. Orlete conseguiu transferência e foi lotada no Ministério da Fazenda na Bahia. Somos aposentados e vivemos muito bem la.
Zk – E agora?
Pedro – Vivemos a vida, os filhos todos criados e encaminhados. Quem sabe a gente consiga assim como a Dona Nair chegar aos 100 anos de vida, mas, tem que ser com saúde e feliz!

sexta-feira, 15 de abril de 2016

ENTREVISTA PEDRO SENA

De interno no colégio Dom Bosco a eleição de 1950


O porto-velhense Pedro Sena hoje residindo em Salvador (BA), veio a Porto Velho participar da festa de 100 anos da mãe da sua esposa Orlete Macêdo senhora Nair Andrade Macedo cuja festa aconteceu sábado passado dia 9. Por também fazer parte da família, domingo dia 10, fui até a residência da Tia Nair e papo vai, papo vem Pedro foi contando sua história desde quando foi interno no colégio Dom Bosco até quando foi demitido do jornal Alto Madeira por contribuir com a campanha do Coronel Rondon que foi eleito deputado federal derrotando o Coronel Aluísio Ferreira. Achamos bacana as histórias do Pedro e resolvemos publicá-las na íntegra, porém como a história completa não cabe apenas numa edição, resolvemos dividir a entrevista em dois episódios. Hoje você vai acompanhar o primeiro e na edição de amanha, o restante da história quando Pedro fala sobre sua convivência com a família Reski durante 14 anos.

ENTREVISTA

Zk – Por gentileza qual seu nome, data de nascimento e origem?
Pedro - Pedro Alberto Gomes de Sena. Nasci em 15 de novembro de 1937 na localidade chamada São José defronte a boca do Rio Jamary, ou ao lado de São Carlos. Minha mãe se casou com um seringalista muito conhecido na região que era dono daquelas terras todas. O Nome dele era Joaquim Gaspar de Carvalho. Fiquei morando em São José até completar a idade de estudar. Sou registrado como amazonense porque naquele tempo a localidade onde nasci pertencia ao estado do Amazonas.
Zk – Veio para Porto Velho estudar em qual estabelecimento?
Pedro – Fui internado no colégio Dom Bosco que funcionava no prédio onde hoje é a Faculdade Católica ao lado da Catedral. Fiquei internado durante seis (6) anos. Papai não dava colher de chá, eu tinha três irmãs moças filhas do primeiro casamento dele e ele também as internou num colégio em Manaus. Por ser um aluno aplicado consegui uma façanha, o padre diretor me dispensou do primeiro ano do cientifico alegando que eu tinha terminado o ginásio com alto grau de aproveitamento. Em 1947 meu pai faleceu e como só ele sabia lidar com os seringais, pois éramos todos muito jovens. Resultado, abandonamos nossas terras. Lembro dos seringalistas Albino Henrique, Baraúna, Os Cantanhedes, Marçal Couceiro entre outros. Sei que a coisa foi tocando e eu tinha que ver meu lado, tive a sorte de ter um padre diretor com muita visão e minha mãe dona Helena Gaspar de Carvalho já tinha se mudado para Porto Velho e como ela não era casada ficou conhecida como Helena Sena. Bom, com a morte do meu pai, tive que sair do internato porque a anuidade era muito cara e o pagamento tinha que ser adiantado. Graças a Dom João Batista Costa e meu currículo de aluno excelente consegui uma vaga na Escola Normal Carmela Dutra.
Zk – Você disse que naquele tempo os Bispos eram tratados como se fossem príncipes. Como funcionava isso?
Pedro – Grande homem Dom João. Ele ajudou muito  minha família. Ele recém chegado à prelazia de Porto Velho, mostrava aquela simplicidade. Ele desvestiu aquelas pompas que os bispos e arcebispos que eram considerados príncipes tinham. Pra você ter idéia a chegada de Dom Pedro Massa o primeiro bispo de Porto Velho foi um acontecimento que parou a cidade, ele veio num avião da Panair chamado Catalina que pousou no rio Madeira. O porto repleto de gente acho que tava toda a população da cidade lá inclusive as autoridades, diretor da EFMM, comerciantes, categas enfim e ele desembarcou todo paramentado, batina de púrpura, crucifico e corrente de ouro, guarda de honra era como se fosse mesmo um príncipe. Dom João mudou isso com pouco tempo que estava aqui. Ele simplificou a coisa se achegou mais a população dos bairros carentes, pois assim a pedido dele fui aceito na Escola Normal Carmela que por sinal era uma maravilha.
Zk – Como sabemos você exerceu a função de contador, onde fez esse curso?
Pedro – Depois de algum tempo, a maçonaria fundou a Escola Estudo e Trabalho que acho que foi a primeira escola profissionalizante de Porto Velho, pois seu objetivo era formar auxiliar de contabilidade e contador, pois naquele tempo esses profissionais eram chamados de “Guarda Livro” e então me matriculei lá mais só fiz dois anos porque tive que ir trabalhar (me formei em Savaldor – BA).
Zk – Qual foi o primeiro emprego?
Pedro – Fui trabalhar no jornal Alto Madeira no tempo que o diretor era o professor Carlos Mendonça um aristocrata, uma pessoa finíssima, o secretário era uma pessoa que também ficou muito conhecida por ter se envolvido numa tragédia que marcou sua vida, era o professor Ordélo Serpa, uma pessoa maravilhosa sábia formado em curso superiores de magistratura.

Zk – Esse Ordélo é o mesmo que se envolveu numa confusão que resultou em sua morte?
Pedro – É ele mesmo. Ele se envolveu numa briga com um motorista de táxi chamado Antônio Coalhada numa casa de prostituição, ele era muito violento, além de gostar de beber quando não estava em serviço. O Coalhada disse um desaforo pra ele que puxou uma faca peixeira e deu quatro facadas no Coalhada. Algumas pessoas que apreciaram a cena, sabendo que ele era uma pessoa importante no governo do território além de ser secretário no jornal Alto Madeira, o tiraram da cena do crime. Passados alguns anos ele saiu da redação que era ao lado do “Sinucas” de propriedade do Euro Tourinho na rua Barão do Rio Branco e era mais de dez horas da noite e foi jantar no clipe do João Barril que ficava no meio da avenida Sete de Setembro, em frente as Lojas Pernambucanas, onde ficava uma turma de gente boa que tinha dinheiro, jogando a noite toda. Naquele dia o Antônio Coalhada estava no clipe. Ordélo quando o viu, ainda tentou evitar mais não teve jeito; “Agora vamos acertar aquela conta, deu uma primeira facada que pegou na veia jugular e saiu pipinando o corpo do Ordélo, foram quase vinte facadas. Ordélo não resistiu e morreu ali mesmo.
Zk – Você fazia o que no Alto Madeira?
Pedro – Naquele tempo tinha se iniciado a introdução da máquina de datilografia, como aquelas remington e no colégio Dom Bosco tinha o padre Bruno que era alemão que foi contrato pelo Ministério da Agricultura pra fazer a previsão do tempo, soltando uns balões lá de cima do telhado do colégio, quando os balões atingiam x metro de altura estourava e o padre acompanhando aqui de baixo com um teodolito. Ele me chamou para ajudá-lo. Esse padre Bruno iniciou o recrutamento para ver quem se interessaria a aprender a escrever na maquina de datilografia: “Você Pedro tem boa cabeça deve fazer esse curso”.  Esse curso me valeu o começo da minha vida profissional, a ganhar dinheiro e então fui trabalhar no Alto Madeira e o Ordélo escrevia laudas e laudas de noticias e passava pra mim que datilografava, assim acontecia com as noticias que chegavam da Agencia Meridional. O professor Carlos Mendonça ficava até mais das oito horas da noite de ouvido num rádio Fhilips para ouvir o Repórter Esso, o que saia no rádio, ele anotava passava para o Ordélo que desenrolava a matéria e passava pra mim “Bater” na máquina de escrever. Naquele tempo era assim que chamavam quem tinha o curso de datilografia. “Tu sabe bater na máquina?”. Independente disso, fui pra dentro das oficinas aprender o oficio de tipógrafo que naquele tempo, era letra por letra. Lá pra meia noite seu Boy começa a imprimir o jornal que só tinha quatro páginas.   Meu ordenado era 300 Cruzeiros o que entregava todo para minha mãe para ajudar nas despesas da casa.
Zk – Você ficou no Alto Madeira até quando?
Pedro – Fiquei até 1950 na campanha do Coronel Rondon para deputado federal que ele venceu o Aluisio Ferreira. Eu era simpatizante do Rondon, mas, ainda não votava e naquele tempo já tinha essa confusão política que existe até hoje. Alguém que trabalhava com o José Saleh Morebh um comerciante muito importante que trabalhava na época para derrubar o Aluisio. Rondon ganhou mas o Coronel Aluizio entrou com recurso para anular o pleito e eles (do Rondon) precisavam pra contestar o recurso, de três edições diferente  e recentes do Alto Madeira onde os aluizistas publicaram matérias que os rondonistas diziam que eram calúnias. Sei que vieram falar comigo: “Olha o seu Saleh mandou pedir pra você fazer um favor, embora vá lhe dar  um bom agrado em dinheiro, que é preciso você pegar 20 exemplares desses dias aqui (me entregando os dias anotados).
Zk – E você aceitou a propina?
Pedro – Eu inocentemente falei, não quero dinheiro nenhum, por outro lado não posso falar com ninguém aqui porque o pessoal é contra o partido do Cel. Rondon, agora eu vou fazer o que vocês estão pedindo e aonde vou entregar esse material. “Você entrega ali no edifício Feitosa, na esquina da Barão com a José de Alencar (depois o Abel abriu o Bar Santo Antônio), diga que é o pedido do Saleh”. Para encurtar a conversa a turma do Rondon derrubou o recurso do Aluisio. Descobriram que os jornais foram a principal prova contra o Aluisio e então procuraram saber quem foi que havia fornecido as edições até que descobriram que fui eu e me demitiram. “Seu Pedro tem uma denuncia aqui de que o senhor forneceu jornais sem autorização da diretoria para o partido do Rondon, o senhor entregou pro seu Saleh Morebh. Sei que o senhor não tem idade e nem alcance para analisar o mal que isso pode causar para o nosso partido, mas como o assunto se tornou público, o senhor não pode mais ficar aqui”, disse seu Carlos Mendonça. Mandou o seu Esmite Bento de Melo que era o tesoureiro bater minhas contas.  
Zk – Desempregado e agora?
Pedro – O assunto chegou até seu José Saleh que mandou me chamar. Ele tinha aberto uma loja na rua Barão do Rio Branco que era um escritório de representação, a gente pensava que não era nada, mas, era só ele que podia vender a cerveja Antártica, o Açúcar Patende que vinha de Pernambuco e muita conserva. Naquele tempo tudo era difícil, a mercadoria chegava aqui vinda de Belém primeiro nas Chatas Sapucaia, Cuibá e outras, depois nos navios Augusto Monte Negro, Leopoldo Peres, Lauro Sodré. Fui trabalhar nessa loja ganhando muito mais que ganhava no Alto Madeira. Fiquei até 1954, quando o Rondon perdeu a eleição.
Zk – E foi trabalhar com quem?

Pedro – Certo dia, não tinha nem dois meses que havia saído da loja do Saleh, estava jogando bilhar na sinuca do Tourinho e encontrei o Antônio Reski. Eu já era amigo da família. Naquele tempo os Reski dominavam o comércio de Porto Velho, tinha cinema, padaria tinha duas lojas uma na esquina da Sete com a José de Alencar e a outra na esquina da José de Alencar com a Henrique Dias. Então ele chegou comigo e disse que estava numa enrascada danada, pois o Chiquinho Gonçalves que era quem fazia o trabalho de escritório pra eles, não era como contador, o contador era o José de Góes uma pessoa muito competente e o Chiquinho estava com cirrose e não podia trabalhar. “Já me informei com o Saleh e você é a pessoa ideal para trabalhar com a gente... (Coninua na edição de amanhã.)

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Lenha na Fogueira - 15.04.16


Neste final de semana a programação cultura e de lazer vai ser das melhores. Tudo começa amanhã 16, com a festa do aniversário da escola de samba Acadêmicos da Zona Leste com show de vários sambistas e apresentação especial da vice campeã Acadêmicos do São João Batista.

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É bem provável apesar de não constar do convite divulgação distribuído pela direção da Zona Leste, que a escola campeã deste ano Asfaltão também marque presença com sua trupe show e quem sabe a Pura Raça a melhor bateria de Porto Velho.

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Pra quem não sabe a escola Asfaltão é a madrinha de batismo da Acadêmicos da Zona Leste. Vamos lá degustar a feijoada da turma da verde e rosa. O convite para o feijão custa apenas R$ 15.

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Amanhã também o Beto Cezar apresenta na casa de espetáculo Hangar, show com o pagodeiro Salgadinho. Quem vai fazer o esquenta para a apresentação do Salgadinho é o nosso sambista compositor Piaba que vai comandar o “Encontro de Bambas” a partir das 14 horas.

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Segundo Piaba o objetivo é realizar no Hangar uma versão do Projeto “Samba Autoral”, pois ele ensaiou vários sambas que foram apresentados no Samba Autoral. Piaba informa que os autores que estiverem presentes serão convidados a se apresentar junto com ele cantando suas obras. Ótima idéia essa do Piaba.

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Para adquirir o convite o sambista de Porto Velho deve entrara em contato com o Beto Cezar através dos telefones 9323-4450 ou 9915-6191. Vai ser samba pra ninguém botar defeito.

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Hoje sexta feira 15, tem Ernesto Melhor e A Fina Flor do Samba no Mercado Cultural a partir das 20 horas. João Carteiro, Orismilde Cabeça, Hudson Mamedes e Barney Silva são algumas da atrações. Agenda essa programação!
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Outra ótima programação são os ensaios dos grupos folclóricos que acontecem em praticamente todos os bairros de Porto Velho. Veja o endereços dos ensaios de algumas quadrilhas:
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A quadrilha Nova Estação ensaia na quadra do Colégio Juscelino Kubitschek na rua Raimundo Cantuária; A Rosa Divina ensaia na quadra da AFA no Areal; Gira Sol das Três Marias na quadra do Colégio Eduardo Lima e Silva com entrada pela rua Jatuarana.

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A Junina Matutos do Guaporé ensaia na quadra do Colégio Jorge Vicente Salazar. A Rádio Farol ensaia na quadra do Colégio Castelo Branco.

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Solicitamos aos dirigentes dos demais grupos que nos envie o endereço de seus ensaios. Lembrando que todas as quadrilhas ensaiam a partir das 22 horas.

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Os Bois bumbas ainda não estão ensaiando, mas, alguns estão promovendo eventos visando arrecadar fundos, como é o caso do bumbá Diamante Negro e o Mirim Estrelinha.

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Na realidade é tradição os bois bumbas começarem seus ensaio no mês de maio. Acontece que ao contrário dos grupos de quadrilhas, que utilizam apenas um tecladista e um cantor ou cantora e às vezes apenas musica mecânica.

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Os Bois Bumbás necessitam contratar Banda completa, ou seja, com teclado, bateria, contra baixo, violão, percussão e às vezes até instrumentos de sopro e isso fica caro, daí os ensaios dos bois começarem sempre após os das quadrilhas. Além desses músicos a aparelhagem de som tem que ser potente.

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O certo é que o movimento folclórico junino em Porto Velho é muito forte e como o Arraial Flor do Maracujá já tem data definida para iniciar, 22 de junho, os dirigentes estão correndo para fazer a melhor apresentação. A disputa é bastante acirrada!

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Agora vou me preparar para curtir mais um espetáculo musical com Ernesto Melo e A Fina Flor do Samba.

Identidade e Cárcere peças no Teatro Guaporé

 Depois de passar por quase todo o Brasil, parte da Europa e Nova York (EUA), chega a Porto Velho o espetáculo teatral Identidade, texto, direção e atuação de Vinícius Piedade, ator paulistano de 36 anos que tem se especializado em monólogos, ou solos como ele prefere falar.
O solo Identidade apresenta um publicitário que sofre uma amnésia repentina justamente quando assina contrato com uma empresa de sabão em pó para uma campanha publicitária chamada “identidade”. Nessa crise criativa desencadeada pela amnésia, ele decide ir ao encontro dos amigos de adolescência para saber se o que ainda resta de sua memória, justamente essa fase de construção de identidade, é sua imaginação ou se de fato aconteceu, tentando com isso reconstruir sua identidade.
Já o espetáculo Cárcere, texto de Vinicius em parceria com Saulo Ribeiro, escritor capixaba, traz ao expectador uma semana na vida de um pianista que estando no cárcere (PRIVADO DA LIBERDADE E DE SEU PIANO) será refém numa rebelião iminente. Ele vive em ritmo de contagem regressiva e suas expectativas, impressões, lembranças, reflexões e sensações são expressadas por ele num diário que inicia numa segunda-feira e termina quando estoura a rebelião, um domingo.
Assim o próximo final de semana promete ser emocionante e inesquecível para quem for ao teatro Guaporé em Porto Velho.

Espetáculo Identidade
Quando: 15 e 16 de abril
Local: Teatro Guaporé (atrás do Palácio das Artes)
horário: 20h.
Valor: R$ 40,00 (inteira) R$ 20,00 (meia)



Espetáculo Cárcere
Quando: 17 de abril (apresentação única)
Local: Teatro Guaporé (atrás do Palácio das Artes)
horário: 20h.
Valor: R$ 40,00 (inteira) R$ 20,00 (meia)
Informações: 9913-2650

Acadêmicos da Zona Leste comemora quatro anos

A escola de samba Acadêmicos da Zona Leste a caçulinha das escolas de samba filiadas à Fesec, completa neste sábado dia 16, quatro anos de fundação. A agremiação foi idealizada pelo Sandro Sarará para se apresentar no carnaval de 2013 e como os desfiles não aconteceram o que também se repetiu em 2014 e 2015 sua estréia na Passarela do Samba só aconteceu nos desfiles das escolas de samba deste ano de 2016.
A escola tem o verde e rosa como cores oficiais e hoje é presidida pela carnavalesca Anne Pablícia Mamedes. Em sua estréia nos desfiles das escolas de samba apresentou o enredo com a história da cerveja o “Combustível da Alegria” cujo samba é de autoria do compositor Ernesto Melo que também é o vice presidente da escola.
A festa está marcada para começar às 12 horas com o “Encontro de Sambistas de Porto Velho”. A diretoria convidou a Escola de Samba Acadêmicos do São João Batista para se apresentar especialmente no de correr do evento.
A Acadêmicos da Zona Leste tem como madrinha a Escola de Samba Asfaltão. O interessados em degustar a feijoada que será servida a partir do meio dia devem adquirir o convite que custa apenas R$ 15. A festa vai acontecer neste sábado dia 16 na Associação dos Moradores do bairro JK – 1 na avenida amador dos Reis em frente ao mercado Milão.
Informações pelos telefones: 8488-0393; 9258-9472; 9384-1159 ou 9256-4115. 

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Lenha na Fogueira - 14.04.16

Diante das discussões que estão acontecendo a respeito da preservação do que restou da Estrada de Ferro Madeira Mamoré onde audiências públicas aconteceram na Assembléia Legislativa de Rondônia por duas vezes nos últimos trinta dias, lembrei de um órgão do governo estadual que tem tudo a ver com o Patrimônio Histórico  e cujos dirigentes não estão nem aí para o que está acontecendo.

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Pelo menos nas duas audiências que aconteceram, nenhum dos seus diretores compareceram, pelo menos para dizer, “estamos aqui, nem que seja como ouvinte”.

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Estou me referindo a Superintendência Estadual de Turismo – SETUR que como a denominação recomenda, deveria se importar com tudo que se relaciona com o turismo histórico, como é o caso do que pode ser incentivado e desenvolvido com o acervo da EFMM.

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Aliás, A SETUR vive só de folhetearia, o que é uma prática usual por esse estilo de entidade, pois o turismo precisa ser divulgado de todas as maneiras possíveis, seja através de folhetearia, audiovisual, redes sociais, enfim, todo meio que servir para divulgar os ambientes que possam receber visitas.

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Em Rondônia, além da Madeira Mamoré que tem uma história fantástica e um acervo muito rico historicamente falando, temos também a Festa do Divino Espírito Santo no Vale do Guaporé;

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Temos as belezas dos nossos rios, lagos e igarapés além de algumas cachoeiras que ainda existem por aí como a Cachoeira Pequena em Guajará Mirim. Temos o turismo de aventura de Ouro Preto D’Oeste.

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Falta explorar o turismo de Pesca também no Vale do Guaporé, Lago Cuniã em São Carlos do Jamari e no próprio rio Jamari.
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No turismo de eventos temos o Arraial Flor do Maracujá, o Carnaval com os desfiles da Banda do Vai Quem Quer e das Escolas de Samba em Porto Velho. E o Duelo na Fronteira em Guajará Mirim.

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No turismo religioso temos a procissão de São Francisco e do Senhor Morto em Porto Velho além do Círio de Nazaré e a peça “O Homem de Nazaré” apresentada pelo grupo Êxodo na cidade cenográfica Jerusalém da Amazônia.

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Como perdemos as cachoeiras de Santo Antônio e do Teotônio que naturalmente recebiam visitas de turistas do mundo todo. Agora temos as Usinas do Madeira que bem podem ser exploradas turisticamente.

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Temos os Cemitérios da Candelária e dos Inocentes com suas tumbas centenárias e até o cemitério de Santo Antônio na área onde se encontra algumas sepulturas de moradores da antiga Vila de Santo Antônio a primeira sede da EFMM.
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Agora me diga aí, onde você já viu divulgação disso que destaquei acima? Nem mesmo nas famosas frases de sanitários, onde a turma costumas escrever versos de todos os tipos e estilos.
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Venha apreciar o Por do Sol do Rio Madeira em Porto Velho e aproveite para levar de presente um artesanato local.

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Visite a Galeria de Arte Afonso Ligório na Casa da Cultura Ivan Marrocos!

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Conheça a história das locomotivas da EFMM que estão sucateadas. Pois é, a sucata da Madeira Mamoré pode ser transformada em atração turística.
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Pra não dizer que a Setur realmente não se preocupa com nada, entraram só com o nome no Memorial Rondon e nada mais.
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Estão querendo montar o Museu da Imagem e do Som, mas, não equiparam a equipe responsável pelas entrevistas. Creiam, a pessoa responsável pelas gravações dos depoimentos, utilizam uma Câmera fotográfica que também FILMA cuja autonomia da bateria não chega há Uma Hora é tudo na base do amadorismo. É tudo na falta de respeito para com os pioneiros. Tá faltando dinamizar a administração da SETUR!