quinta-feira, 4 de abril de 2013

LENHA NA FOGUEIRA - 05.04.13


Hoje é dia de curtir o melhor samba de Porto Velho. É dia da apresentação da Fina Flor do Samba no Mercado Cultural.

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Ernesto Melo coloca seus pupilos no palco do Mercado, a partir das 20h00. Agora com patrocinador exclusivo, a turma ta tocando com maior qualidade, pois sabe que ao fim da roda de samba, a grana do cachê ta segura.

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Enquanto isso, os comentários sobre a coluna de ontem, quando publicamos que o Arraial Flor do Maracujá dificilmente será montado nos moldes que era montado antes do governo Confúcio Moura, estão bombando nas redes sociais.

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E alguns leitores preferem enviar e-mail a este colunista, comentando sobre a falta de atenção do governo estadual para com a cultura popular praticada em Rondônia.

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O músico compositor, Arthur Quintela Gomes, a respeito da falta de respeito para com a cultura popular em Rondônia e outros desrespeitos para com o nosso povo, por parte do governo estadual, enviou o seguinte:

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“Amigo Zekatraca! Acabando de ler sua coluna de hoje (04/04), compreendo, e faço também minha, sua indignação com as confusões aprontadas pelo Governador Confúcio (confuso) em relação à nossa cultura.

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Já é por demais sabido que o atual governo não quer saber da capital, pelo menos no que tange à cultura e folclore local.

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Além de não pagar os convênios empenhados (nos quais, diga-se de passagem, mandou e desmandou), faz ouvidos surdos e olhos cegos para a situação atual das associações e grêmios ligados ao folclore e cultura, pois que estão debaixo de uma verdadeira saraivada de ações judiciais, tendo que pagar advogados e vendo seus poucos (ou quase nenhum) bens penhorados.

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O que Confúcio faz com Porto Velho se estende, também, para Guajará Mirim, onde os grupos de Bumbás são constantemente notificados das ações judiciais decorrentes do não pagamento dos empenhos do ano passado (e anterior).

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Não sei se o amigo sabe – já que também pertence à esfera do governo – que o funcionalismo do Shopping Cidadão acabou de perder a gratificação de função que percebia há quase cinco anos. Isso permitia que os salários – defasados – superassem o valor do salário mínimo. Com a retirada da gratificação, os técnicos de nível médio precisam receber uma complementação para manter seu rendimento no patamar da lei trabalhista, ou seja, um salário mínimo (bruto). Agora... Quando olham para o contracheque lembram dos tempos de Raupp e Bianco: trezentos e poucos reais de pagamento (líquido). Só falta, agora, atrasar a folha...

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Creio que a resposta da cultura virá nas urnas. Pena que ainda tenhamos que aguardar um ano para dar a mesma resposta que demos a Bianco”. Um abraço do Arthur Quintela Gomes.

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E o Antônio Roque postou o seguinte comentário no site ww.diáriodaamazônia.com.br

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“Meu amigo Zé Catraca Você é a voz que clama no deserto. Tomara que faça eco. Chegou a hora da Federon mostrar a que veio. Esqueça o governo, O Flor do Maracujá e vamos fazer outro arraial. me admiro do Aluízio Guedes e outros com o pratinho na mão pedindo apoio de quem não quer dar... "quem sabe faz a hora não espera acontecer". Vamos a luta ainda ha tempo de fazer outro arraial...”, (Antônio Roque).

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O povo ta ficando indignado. Como minha praia hoje, está para o amor, vou pra Fina Flor do Samba no Mercado Cultural com minha namorar minha nega!                                        

quarta-feira, 3 de abril de 2013

LENHA NA FOGUEIRA - 04.04.13


Depois da reunião da Federon da última terça feira 02 podemos dizer que o Arraial Flor do Maracujá, nos moldes que vinha acontecendo antes do governo Confúcio Moura, dificilmente vai acontecer este ano.

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Os dirigentes da Federação de Grupos folclóricos chegaram ao Teatro Banzeiros naquela noite, mais triste que parente de vítima de desabamento na região serrana do Rio de Janeiro.

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Pois passaram o dia inteiro, e não conseguiram audiência com o presidente da ALE no sentido de ver se ele colocaria emenda para a realização do Arraial.

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A turma saiu da Assembleia Legislativa as 18h00 daquele dia e não conseguiu nada, nem mesmo um “O presidente mandou dizer que vai receber vocês tal dia”. Pense no baixo astral dos membros da Comissão encarregada de conseguir a tal audiência e olha que o presidente da ALE tá todo dia na mídia, dizendo que faz e acontece. Mas, não quer nem saber de folclorista de Porto Velho em sua frente. Pelo menos é o que está passando!

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Por outro lado, na esperança de ouvir alguma coisa positiva por parte do governo estadual, a direção da Federon convidou para a dita reunião, a futura Gerente de Cultura da Secel professoras Nazaré Silva tudo porque colocamos outro dia neste espaço, que ela seria a “Salvação do Flor do Maracujá por ser amiga do governador”.

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E então nossa admirada e respeitadíssima professora, não levou uma mensagem do governador, mas sugeriu que juntos, Secel e grupos folclóricos, fosse atrás de conseguir patrocínio junto aos empresários e políticos de Rondônia.

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Foi água fria na fervura, já que os dirigentes da Federon já estão tentando esse apoio junto aos nossos deputados estaduais e até agora o que conseguiram em emendas não chega nem a R$ 300 Mil.

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Quer dizer, de positivo, o governo de Confúcio Moura em se falando de Flor do Maracujá e da Cultura de Rondônia em geral, não tem nada a oferecer.

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Ora meus amigos, estamos dizendo isso nessas mal traçadas linhas faz tempo. Ele Confúcio acabou a Feira Agropecuária, Comercial e Industrial de Rondônia a nossa EXPOVEL no ano passado.

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O cidadão que se diz intelectual, é tão contra esses eventos que mandou derrubar o que restava do Parque dos Tanques, só para a ASPRO não realizar a Expovel.

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Ainda no ano passado ele só autorizou a realização do Flor do Maracujá muito depois das festas juninas, ou seja, em setembro, mas, fora de época que o carnaval do Zezinho.

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Mesmo assim, até hoje não terminou de pagar os grupos folclóricos que se apresentaram no Arraial. Semana passada o secretário de Fazenda contrariando a ordem do governador que havia autorizado o pagamento de R$ 250 Mil dos R$ 500 Mil devidos aos grupos folclóricos, só pagou R$ 200 Mil.

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Tem grupo folclórico que está sendo cobrado judicialmente. As lojas que costumavam abrir crediário via Federon para os grupos, fecharem as portas até receberem o que venderam fiado no ano passado.

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Quer dizer, estamos vivendo um governo que realmente detesta os movimentos relativos à cultura popular.

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O pior é que ele é daqueles que “Nem ama e nem sai de cima”, pois os folcloristas querem que a Secel passe oficialmente a coordenação do Flor do Maracujá para a Federon e ele pelo menos até ontem, não havia aceitado.

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Isso tudo quer dizer que o negócio do governo estadual é esvaziar a possibilidade de seja lá quem for, realizar nosso maior evento cultural, o Arraial Flor do Maracujá. É “difice” seu moço!

terça-feira, 2 de abril de 2013

LENHA NA FOGUEIRA - 03.04.13


A violência contra a mulher mais uma vez abala a nossa cidade.
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Domingo passado, num ato tresloucado e desumano praticado por uma pessoa que só pode ser insana, a jovem Francisca Patrícia Alves (27) foi assassinada pelo seu namorado.  A jovem estudava medicina na UPA - Universidade de Pando, em Cobija, na Bolívia.

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Francisca Patrícia Alves é irmã da secretária da Secretaria de Esportes da Cultura e do Lazer - Secel Cleidimara Alves.

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É lamentável que fatos dessa natureza ainda aconteçam, principalmente entre jovens da classe média. Os dois se conheceram no mês de janeiro passado e passaram a dividir o mesmo espaço, tanto físico como sentimental, vivencia que terminou em tragédia no último domingo dia 31.

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Por mais que se faça campanha contra a violência praticada pelos homens contra as mulheres, ainda estamos longe de ver essa prática não acontecer.

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Estamos no século XXI e ainda existem seres do sexo masculino, agindo como se estivéssemos vivendo em séculos passados, quando a mulher era educada e formada para servir, seja lá de que forma fosse, ao seu senhor e muitas vezes proprietário.

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Era o tempo da Mulher que foi muito bem retratada nos versos da música “Emilia”. “Eu quero uma mulher que saiba lavar e cozinhar, e de manhazinha se acorde na hora de trabalhar. Só existe uma, e sem ela não sei viver, Emilia, Emilia não posso mais..”

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Essa mulher meus amigos “machões”, não existe mais e se existe está prestes a deixar de existir.

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Toda mulher seja de qualquer classe social, merece todo respeito de seus companheiros e de todos os homens.
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Homem nenhum tem o direito de usar de truculência contra a mulher.

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É preciso que esses monstros sejam punidos com rigor da Lei. Não podemos mais admitir que homens saiam por aí batendo e matando mulheres.

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O povo clama por justiça. Prisão perpétua para os que usam de violência contra as mulheres.

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O corpo da jovem Francisca Patrícia Alves, foi sepultado na tarde de ontem 02, no cemitério Jardim da Saudade em Porto Velho.

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A família Diário da Amazônia envia condolências à família enlutada!

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E hoje vamos ver o que acontece no Mercado Cultural. Segundo a programação, quarta feira o ambiente é reservado para apresentação do estilo musical, “Forró Pé de Serra”.

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O que se entende por Forró Pé de Serra, é aquele, cujos músicos se apresentam tocando Zabumba, Sanfona e Triângulo e as músicas são no estilo Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Humberto Teixeira, Gilberto Gil, Jakson do Pandeiro, Trio Nordestino, Os Três do Nordeste e outros.
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São músicas cujas letras cantam a vida do nordestino, homem forte do sertão acostumado a pegar boi pelo rabo no meio da caatinga.

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Xote, Maracatu e Baião fazem parte do repertório clássico do Forró Pé de Serra assim como o Xaxado.

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“É, é de tamanco mulher. No meu forró entra preto e branco, quero ver todo mundo, calçadinho no tamanco. A noite inteira quero ver o barulhão, das menininhas arrastando o tamanco no chão. É de tamanco mulher...”!

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“Tudo em vorta é só beleza. Sol de Abril e a mata em frô. Mas Assum Preto, cego dos óio. Num vendo a luz, ai, canta de dor...” Clássico de Luiz Gonzaga.

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É isso que os freqüentadores do Mercado Cultural nas noites das quartas feiras querem ouvir.

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Em nome da comunidade cultural da cidade de Porto Velho, solicitamos a Presidente da Funcultural que não deixe o Mercado Cultural se transformar num ambiente divulgador de música que não contribui nada para a formação cultural do nosso povo!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

LENHA NA FOGUEIRA - 02.04.13


O Arraial Flor do Maracujá 2013 volta a ser discutido na noite desta terça feira 02, durante reunião da Federação de Grupos Folclóricos de Rondônia - Federon marcada para começar as 18h00 na Sala Guaporé do Centro de Formação.


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Essa reunião estava marcada para acontecer semana passada, porém, como a Comissão encarregada de manter contato com o presidente da ALE a respeito da colocação de emenda parlamentar por parte dos deputados estaduais, não conseguiu a audiência antes do dia marcado para a reunião, a direção da Federação adiou para esta terça.

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“Precisávamos chegar na reunião com alguma noticia, positiva ou não”, justificou o presidente Emanuel.


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Com certeza na noite de hoje, os interessados inclusive este colunista, vão ficar sabendo sobre o andamento do Processo da realização do maior arraial folclórico da Amazônia o Flor do Maracujá.

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Enquanto isso, o Boi Bumbá Corre Campo de Porto Velho foi convidado a participar de um evento que vai acontecer no mês de maio no Sesc, que vai contar com a presença de personagens do Bumba-Meu-Boi do Maranhão; Boi Bumbá do Amazonas e Boi Bumbá de Porto Velho.

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Todos os grupos assumem que vão se apresentar com a participação do “Levantador de Toadas” e personagens que na Amazônia são conhecidos como Item, como é o caso da Cunhã Poranga, Rainha do Folclore, Amo e Sinhazinha da Fazenda.


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O grupo Boi Bumbá Corre Campo por ter sua sede em Porto Velho contará com maior número de participantes.

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Aliás, o Corre Campo também foi convidado para se apresentar no evento, “Festival de Inverno Amazônico” que também vai acontecer no mês de maio, em Costa Marques, com vasta programação esportiva e cultural. Em Costa Marques o Bumbá super campeão do Flor do Maracujá vai se apresentar no dia 4 de maio.

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Hoje no Mercado Cultural é dia do Jam Bera um dos melhores eventos culturais da capital rondoniense.


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Flamareon comanda a massa que sempre prestigia o evento, cantando, declamando e até atuando.


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Vamos nessa que o Jam Bera é coisa nossa, com gente da gente que faz o que muita gente deveria fazer e não faz!


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Jam Bera a pedida cultural desta terça feira. A partir das 19h00 no Mercado Cultural.


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Por falar em Marcado Cultural, sexta feira passada, chamada de santa, o Mercado não abriu a noite, apesar da proprietária de um dos bares ter anunciado que contrataria uma Banda de Pagode para suprir a ausência da turma da Fina Flor do Samba.


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Aí o vice presidente da Funcultural chegou e colocou “farofa” (acertadamente), no ventilador dos “mercantilistas” e disse que por ser feriado o Mercado tinha que permanecer fechado naquele dia.


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Porém, na praça em frente ao Mercado a Getulio Vargas, começou a chegar alguns músicos, que já sabendo que não ia acontecer nada no Mercado, se juntaram e começaram a fazer música de alta qualidade.


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O fotógrafo Nina chegou com sua gaita de boca, o Tavernard com seu violão, o Bill Marques com a palma da mão, A Lu Silva com o incentivo verbal e muitas outras pessoas, e o som varou a noite, cheia de blues, bossa nova e outros ritmos clássicos como chorinho. Verdadeira programação cultural.

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Só para lembrar: A Fina Flor do Samba começou justamente dessa maneira e no mesmo local!

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Quem sabe essa turma de músicos e música boa, não acaba preenchendo as noites de quarta feira do Mercado Cultural. Será bem melhor que o tal de “Forró Pé de Serra Pelada”.

SEXTA FEIRA SANTA - GRUPO ÊXODO


 Judas salva “O Homem de Nazaré”


Não, você não está lendo errado, isso foi realmente o que aconteceu durante a encenação do quadro “Paixão de Cristo”, que faz parte da peça “O Homem de Nazaré” do Grupo Teatral Êxodo durante a procissão do Senhor Morto sexta feira santa 29.
Ao contrário da apresentação de Domingo de Ramos 23, na praça da Madeira Mamoré, quando tudo aconteceu conforme o previsto e ensaiado! Na encenação da última sexta feira 29, praticamente nada deu certo. Começou com a falta de ação de quem de direito, que facilitou que os automóveis ficassem estacionados no trecho da D. Pedro II, entre a rua José de Alencar até a Catedral atrapalhando a Via Sacra que começou na rampa do Banco do Brasil.
Ali já se via, que a coordenação do espetáculo não havia se preocupado com a produção, fato que ficou latente na cena do “Enforcamento de Judas”, pois não fora a boa atuação do ator Alexandre Ronald até hoje a procissão e a encenação estaria esperando pela sonorização. Essa mesma sonorização em sua sonoplastia, deixou a desejar também em várias cenas que aconteceram no palco montado em frente à Catedral, registrando entre tantas falhas, na reprodução das falas dos personagens Cristo, Verônica, Quintilliu’s e Maria. A produção deveria ter testado a qualidade dos CDs durante a passagem do som. Um Grupo de Teatro como o Êxodo que está a 30 anos, apresentando a mesma peça, não pode protagonizar tantas falhas. O que aconteceu na encenação de sexta feira santa poderia até ser tolerado, desde que fosse uma peça apresentada por jovens da catequese. No caso do Êxodo não!

Judas salva a encenação

“É nas falhas que se conhece a capacidade criativa das pessoas”. No caso da encenação do Grupo Êxodo sexta feira santa, o ator Alexandre Ronald fez a diferença, pois justamente na hora que Jesus Cristo vai passando carregando a cruz pelo local escolhido por Judas para se enforcar após ter se arrependido... Tudo pronto, cenário muito bem montado pelo cenógrafo Ismael Barreto, ator preparado para a cena, Jesus a caminho do calvário observa Judas pedindo clemencia. Justamente nesse momento a sonorização falha, o público esperando o início da encenação e nada. É quando Alexandre Ronald mostra toda sua capacidade criativa, e em vez de esperar o som na caixa e dublar, fez ao vivo. “... Porque tinha de ser eu Senhor? Por que não Pedro, Tiago, Felipe ou André? Mas fui eu. O que as futuras gerações pensarão de mim? Quantos homens farão o mesmo que eu? Perdão Senhor...Perdããããããooooooooo!”
Alguns enxugam as lágrimas disfarçadamente e os aplausos ecoam pelo pátio da Catedral!