domingo, 12 de agosto de 2012

PAMINE - O RENASCER DO FLOR DO CAMPO


DUELO NA FRONTEIRA


O bumbá vermelho dificilmente deixará de levar o título de campeão para o bairro Tamandaré

A crença dos índios Paeter Suruí – Pamine, apresentada como tema do bumbá Flor do Campo na noite de sábado 11, no 18º Duelo na Fronteira e Guajará Mirim, encantou o público que literalmente lotou as dependências do bumbódromo.  A entrada do boi da dona Georgina foi triunfal com o apresentador Ricardinho lembrando a importância que é a preservação da floresta Amazônica. “Nosso protesto é contra o desmatamento da nossa floresta e a invasão das terras indígenas pelos madereiros”. Dai pra frente o que se viu foi um espetáculo de criatividade, com destaque para as alegorias confeccionadas pela equipe do artesão Ednarte Gomes. A batucada garantiu o ritmo que fez com que os integrantes das tribos e itens desenvolvessem as coreografias sem problema nenhum. A galera e o público aplaudiram calorosamente quando os verdadeiros índios Surui entraram na arena e apresentaram o ritual que podemos classificar como “de alerta”, pois, mostrou os madeiros derrubando as árvores além de expulsarem os índios do seu habitat.
Em suma, a apresentação do Flor do Capo na noite de sábado foi verdadeiro espetáculo de cores, poesia e dança. O bumbá vermelho dificilmente deixará de levar o título de campeão para o bairro Tamandaré.

MALHADINHO QUASE DESCARRILA NOS TRILHOS DA EMOÇÃO


DUELO


O bumbá azul não repetiu o que apresentou no ensaio geral e ainda ameaçou não entrar na arena

Graças à atitude impensada do compositor Paulo Jorge no inicio da primeira apresentação do boi bumbá Malhadinho sexta feira 10, no 18ª Duelo na Fronteira. “Nós integrantes da banda do Malhadinho decidimos que se em dez minutos, não recebermos nosso cachê, não tocaremos”, foi como água fria na fervura. Essa notícia chegou ao camarim onde os brincantes estavam se aprontando, deturpada. “Não adianta se vestir por que o boi não vai mais se apresentar”. Em menos de cinco minutos o compositor que veio de Juruti no Pará, anunciou: “Em respeito ao público resolvemos tocar”, o desastre já havia acontecido e o resultado foi que o Malhadinho fez uma apresentação muito aquém da esperada pelos seus simpatizantes e pelo público que lotou camarotes e arquibancadas do bumbódromo de Guajará na noite da. Como se não bastasse o grupo comandado pelo Leonilson Muniz deve ser punido por só ter colocado 12 vaqueiros e 3 tuxauas, quando o regulamento exige no mínimo 20 vaqueiros e 4 tuxauas, também existe a suspeita de que o boi saiu da arena com dois minutos e trinta segundos atrasado.  Todos os problemas citados, podem ter sido superados na apresentação de domingo, é difícil, mas, não impossível.
As fotos dessa reportagem são do Roni Carvalho

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

tTRIBO PAETER SURUI NO fLOR DO cAMO


DUELO NA FRONTEIRA





Pelo Regulamento as apresentações começam as 21h00, pela 1
 ª vez em 18 anos a entrada será franca


O boi bumbá Flor do Campo faz sua primeira apresentação no 18º Festival Folclórico de Guajará Mirim na noite deste sábado 11. Durante ensaio geral realizado na noite de quinta feira 9, no bumbódromo a nação vermelha e branca só não colocou na arena as alegorias e cenários, na realidade se levarmos em conta que os artistas do bumbá do Tamandaré montaram o barracão nas dependências do bumbódromo, podemos dizer que o ensaio do Flor do Campo foi completo, com todos os itens se esmerando para mostrar ao público que lotou as arquibancadas que na noite de hoje, o boi da dona Georgina vai realmente em busca do título perdido ano passado.

Pamine o Renascer da Floresta

O tema que será apresentado este ano pelo boi vermelho, fala da história da tribo Paeter Surui que habita a região de Cacoal em Rondônia – O povo Paeter Surui acredita que a índia Pamine é responsável pela preservação da floresta- Daí nome do tema do Flor do Campo: “Pamine o Renascer da Floresta”.  A diretoria do bumbá do bairro Tamandaré recebeu todo apoio do povo Peter Surui através da Caniné e do Cacique Almir Suruí tanto que nas apresentações de hoje e amanhã, 20 índios Paeter Suruí estarão se apresentando na arena do bumbódromo. “Pela primeira vez um boi bumbá de Guajará apresenta no bumbódromo uma tribo de índio autêntica”, disse o diretor de arte Ariel Argobe. O Bumbá trouxe de Parintins além do “tripa” o mestre da Marujada do Caprichoso e de Juruti o Pajé da Tribo Muduruku, além das toadas que em sua maioria são de compositores de       Parintins e Juruti.

LENHA NA FOGUEIRA - 11.08.12



Pois é, estamos na cobertura de mais um festival folclórico de Guajará Mirim. É o 18º, apesar do Léo do Malhadinho em um infeliz comentário postado em nosso blog dizer que no primeiro festival não estávamos presente. Tanto estávamos que até entrevistamos  seu Edélcio idealizador do Fefopem.

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Bom! Feito os esclarecimentos vamos para os finalmente. Na noite de quinta feira os dois bois realizaram ensaio geral. Estava previsto para aquela noite apenas o ensaio do Flor do Campo, porém, como na noite anterior aconteceu um imprevisto durante o ensaio o Malhadinho (o transformador de energia não suportou a carga e desligou tudo), e por isso o boi azul  voltou a arena na noite d quinta feira.

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Agora, uma coisa é certa, o ensaio do Malhadinho foi nota dez em animação. Já o do Flor do Campo, não sei se porque estavam querendo esconder o jogo, foi muito frio.

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Porém como já dizia Gentil Cardoso, “Treino é treino e jogo é jogo”. O jogo realmente começou na noite de ontem com a apresentação do Malhadinho.

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A grande novidade no Duelo deste ano será a participação de índios Surui que vieram de Cacoal especialmente para se apresentar pelo Flor do Campo já que o tema Pamine - o Renascer da Floresta é oriundo da tribo do Almir Suruí o índio mais famoso no mundo!

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O Gino Serrati até então representante da Secel junto aos grupos folclóricos ficou preocupado quando o Secretário Chicão ligou dizendo que estava passando em Nova Mamoré.

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Acontece que naquele momento o Malhadinho estava encerrando o seu ensaio e o Gino ficou receoso que sua diretoria protestasse caso o Chicão assistisse apenas o ensaio do Flor do Campo. Terminou que o secretário chegou, conversou com    as duas diretorias e tudo ficou em paz, só não ficou melhor porque o framenguista Alexandre não deixou o escudo do Vasco  sair na foto.

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Aliás, o Gino Serrati desenvolveu e está desenvolvendo ótimo trabalho na coordenação do festival. Nota Dez pro Gino.

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Independente da apresentação oficial, mas, a Rainha do Folclore do Malhadinho dança demais, pelo menos foi assim no ensaio geral.

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Cleiton Lopes ex pajé do Malhainho tava no bumbódromo com a camisa da organização do Flor do Campo e ainda confessou pra quem quisesse ouvir. “Agora não saio mais daqui”.

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Enquanto isso, o Régis Lopes ex pajé do Flor do Campo ensaiou pelo Malhadinho e foi muito bem. Quem está indignado com a atitude do Régis é o Afonso dirigente com direito a voto no Flor do Campo.

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Já o Arthur Quintela cunhado do Leonilon foi às lágrimas quando ouviu sua toada em homenagem a Nossa Senhora Aparecida ser cantada no ensaio do Malhadinho. Realmente a toada é boa!

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O Levantador Tany Melhem chegou quase no final do ensaio e só cantou aquela toada que diz que o boi contrário é “galinha”, alguns comentaram que o Tany quer ser tratado como estrela.

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Já o Sandro Macho  levantador de toada do Flor do Campo foi um dos primeiros a chegar ao bumbódromo e cantou praticamente todas as toadas. A que vai defender o item melhor  toada, é muito boa!

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Disputa boa vai ser no quesito melhor apresentador, tanto o Ricardinho do Flor do Campo como o Hugo Miranda do Malhadinho são bons.

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Aliás, o Miranda me passou todo o roteiro da apresentação do boi azul que está defendendo o tema “Nos Trilhos da Emoção” homenagem ao centenário da Madeira Mamoré.

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O que estar preocupando os dirigentes dos bumbas, é a exigência por parte do governo estadual da não cobrança de ingresso.

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Desde quando o Festival era conhecido como Fefopem que se cobra ingresso. A não cobrança de ingresso pode e com certeza vai causar super lotação nas arquibancadas o que não é legal. É preciso se rever esse conceito de que quando o dinheiro vem através do governo não poder ser cobrado ingresso.

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Até porque, o governo não está patrocinando o festival o que acontece, é que o governo paga para ter sua logomarca postada e  divulgada em tudo que é mídia que diz respeito ao festival

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É preciso se concientizar os responsáveis por esse setor no governo, de que toda e qualquer publicidade deve ser paga. Então o que se     ouve, se vê e se comenta pelos quatro cantos do estado é o nome do governo estadual atrelado ao do Festival de Guajará Mirim.

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Devemos acreditar que o repasse que o governo vai fazer para os grupos, é como pagamento por essa publicidade.

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Bomba! As fontes indicam  que logo que a equipe da Secel retornar a Porto Velho. Cabeças vão rolar na alta cúpula da secretaria. Só posso garantir que o secretário Chicão fica.

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Amanhã os dois grupos    se apresentam no encerramento do 18º Duelo na Fronteira. O resultado ó sai segunda feira a tarde!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

LENHA NA FOGUEIRA - 10.08.12


Lenha na Fogueira


Começa na noite desta sexta feira o 18º Festival Folclórico de Guajará Mirim – Duelo na Fronteira entre os bois Malhadinho e Flor do Campo.


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Quem vai abrir a rodada de apresentações que só termina domingo dia 12, é o boi bumbá Malhadinho – O Boi da Superação. O Boi da Serraria, do São José enfim o Boi do lado direito da cidade (de quem chega pelo rio Mamoré)


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Leonilson Muniz o Léo do Boi presidente do Malhadinho convida a nação azul para lotar as arquibancada e fazer aquele barulho, afinal de contas, Galera é quesito em julgamento.

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Nos Trilhos da Emoção é o tema que será defendido pelo Malhadinho em suas apresentações. A diretoria do bumbá quer com isso, prestar homenagem ao Centenário da Estrada de Ferro Madeira Mamoré.


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Durante o ensaio geral realizado na noite da última quarta feira o que se viu foi a euforia tomar conta dos brincantes e diretores do Boi que passou por algumas dificuldades e que por isso está sendo chamado de Boi da Superação.


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Léo do Boi garante que sua volta a frente da direção do bumbá juntamente com a Edileusa vai ser coberta de sucesso, ainda mais por contar com a eficiente participação do casal Silvio Evangelista e Rosângela.

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Para quem acompanha a trajetória do bumbá azul, o termo Boi da Superação é muito bem aplicado, pois as dificuldades enfrentadas dentro da própria agremiação não foram fáceis de seres superadas. O trabalho do Silvio e da Rosângela foi de vital importância para que hoje o Malhadinho entre na arena com galhardia e pose de campeão.

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Aliás, alguns itens voltaram, como é o caso do levantador de toada Tany Melhem que está de volta com força total.

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Outros vem do boi contrário caso do Pajé Regis Lopes que ano passado se apresentou no Flor do Campo.


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Estréia como a da Porta Estandarte Rhaissa Paes.


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Porém, nem tudo é rivalidade. Exemplo, a nova cunha poranga do Malhadinho é namorada do apresentador do Boi Vermelho.


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Este ano o governo estadual destinou ao Festival Folclórico de Guajará Mirim R$ 1.2 Milhão sendo que os bois Malhadinho e Flor do Campo vão receber R$ 400 Mil cada um e o restante é para a contração da estrutura de som, iluminação e camarotes.


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A coordenação do Festival está a cargo da Secretaria de Estado dos Esportes, da Cultura e do Lazer – Secel e o secretário Francisco Leilson Chicão assumiu pessoalmente a direção da coordenação, colocando o assessor Gino Serrati para fiscalizar o desenrolar da montagem em Guajará Mirim.

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Pela primeira vez um dos grupos troca a cobrança em espécie dos ingressos, por doações de alimentos não perecíveis. Este grupo é o Malhadinho.


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Os camarotes foram todos comercializados desde o inicio deste ano


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Pelo segundo ano consecutivo a Associação Curta Amazônia leia-se Carlos Levy e Golda Kelly, respondem pela parte financeira do Festival ou melhor, responsável pela sua organização!


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A prefeitura de Guajará Mirim através da Fundação Cultural que agora é dirigida pelo Diego tem grande parcela de participação no Duelo da Fronteira, basta dar uma olhada na cidade.

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Aliás o prefeito Pegorini caladinho, caladinho sempre apoiou o Festival apesar de alguns dirigentes dos grupos acharem que a prefeitura deveria participar mais.

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Os jurados vem de fora ou seja de outros estados como São Paulo,


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E quem contrata é a prefeitura de Guajará Mirim o que é uma grande contribuição ao festival.


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A coordenação do Duelo na Fronteira espera mais de 30 Mil turistas o que vai movimentar tanto o comercio de Guajará Mirim como o de Guayaramerim na Bolívia.

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Vale salientar que todos os hotéis e pousadas da Pérola do Mamoré estão com lotação esgotada.


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Quem quiser assistir o festival e não reservou estadia em hotel deve procurar casa de amigos.

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Amanhã quem vai abrilhantar o festival é o Flor do Campo o boi vermelho do Tamandaré com a história de Pamine – O Renascer da Floresta. O pessoal do boi da dona Georgina vai com as garras afiadas em busca do título perdido ano passado.


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Como nem tudo são flores. Temos que registrar um fato que vem nos preocupando há alguns anos.


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Apesar dos dois grupos de boi de Guajará serem Ponto de Cultura não exercem essa função como deveriam

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Eles contratam artistas de Parintins e Juruti para confeccionar as alegorias e cenários quando o ideal, seria trazer esse povo muito antes do festival, para aplicar oficinas aos jovens de Guajará Mirim.

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Da maneira como eles os Pontos de Cultura Malhadinho e Flor do Campo estão agindo, contribuem apenas para a evasão de divisas, pois os artistas de Parintins e Juruti levam um bom dinheiro, acho que mais de trinta por cento em cachê.

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To em Guajará e vou assistir a apresentação do Malhadinho!

COMEÇA NESTA SEXTA O 18º DUELO NA FRONTEIRA


FOLCLORE

A partir das 20h00 desta sexta feira começa a maior disputa entre grupos folclóricos do estado de Rondônia – Duelo na Fronteira. Apesar do nome o evento é uma festas das mais tranquilas que acontecem no nosso estado. O Duelo na Fronteira é a disputa pelo primeiro lugar que os bois Malhadinho e Flor do Campo de Guajará Mirim realizam durante três noites no bumbódromo da Pérola do Mamoré na fronteira do Brasil com a Bolívia.
A batalha entre os dois grupos folclóricos divide a cidade em duas. Do lado esquerdo de quem vem da beira do rio Mamoré no sentido da BR 425 quem domina são os torcedores do bumbá vermelho o Flor do Campo da dona Georgina e pelo lado direito a torcida do boi azul Malhadinho é a dona do pedaço.
As armas utilizadas nesse duelo são as coreoghrafias apresentadas pelas tribos dos curumins, feminina e masculina dos bumbas que vão para a “guerra’ mostrar como são exímios dançarinos e dançarinas de toada de boi bumbá. E láse vão 18 anos desde quando seu Edélcio Souza chamou o Leonilson Muniz Leo do Boi e a dona Georgina e fez o desafio: “Se vocês toparem vamos transformar a brincadeira dos boi de vocês, em uma grande festa no estilo Parintins”, os dois se entreolharam e até podem ter pensado “Esse velho ta ficando doido”, não estava não.

 acontece uma verdadeira batalha de sons, cores, movimento e alegria. Uma festa arraigada de muito folclore amazônico com a disputa entre o Boi Bumbá Flor do Campo (Vermelho) e Boi Bumbá Malhadinho (Azul). A pequena Guajará-Mirim se divide ao meio em torno desta grande disputa, atraindo os olhares e Turstas do mundo inteiro. Vem brincar de Boi em Guajará-Mirim!!!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

LENHA NA FOGUEIRA - 09.08.12



 A atração do Arraial Flor do Candeias na noite desta quinta feira 09, é a Quadrilha Juabp considerada uma das melhores de Porto Velho

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A Juabp tem como presidente o João Big e é considerada a quadrilha que apresenta as mais bonitas indumentárias.

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Outra dirigente que se destaca na quadrilha do bairro Areal da Floresta é a Mari Cyane que além da trabalhar pelo seu grupo, atua como secretária na Federon.


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Amanhã quem se apresenta é a quadrilha Arrasta Pé de Candeias que este ano vai contar no Flor do Maracujá a história do Milho.

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Enquanto que no sábado, a atração será o Grupo Caipiras do Rádio Farol com as quadrilhas mirim e adulta. Severino em resposta aos que criticaram a colocação do seu grupo no Arraial da AFA, diz que a Rádio Farol adulta vai mostrar o porque é considerada a melhor quadrilha de Rondônia no Flor do Maracujá. “Me aguardem”, desabafa Severino Castro.


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Quem vai encerrar o Flor do Candeias domingo 12, é o boi bumbá Az de Ouro que tem na presidência o presidente da Federon Silfarnei Silva.


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Enquanto isso, em Guajará Mirim, o Flor do Campo realiza seu ensaio geral na noite de hoje.

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A partir das 17h00 o bumbódromo vai estar a disposição da nação vermelha.

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Estamos na Pérola do Mamoré acompanhando os preparativos finais dos bois Malhadinho e Flor do Campo.


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Porém, antes de viajar para Guajará estive no Mercado Cultural em Porto Velho durante o Jam Bera.

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E foi justamente no Mercado Cultural na noite de terça feira, que a Banda comandada pelo Ricardo da escola Jorge Andrade me fez relembrar os anos sessenta quando participávamos da famosas “Festinhas”

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A banda apresentou uma seqüência dos The Beatles.

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Lembrei-me das músicas que tocavam nas festinhas e nas rádios e então resolvi fazer uma comparação com os hits de hoje.

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A geração pós segunda guerra mundial, deu muita sorte, pois ainda nos anos cinquenta surgiu o Elvis com o seu estilo de cantar e dançar Rock.

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No final dos anos cinquenta surge no Brasil o movimento conhecido como Bossa Nova e logo depois veio a Jovem Guarda e os Beatles com o Iê Iê

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É isso mesmo, na década de sessenta ninguém dizia que ia dançar ou que a festa era de Rock.


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O ritmo e a dança eram chamados de Iê Iê

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Os Beatles era conhecidos como os Reis do Iê Iê!

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A dança (os passos da dança) eram totalmente diferentes dos passos do Rock.


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Além disso, nossa geração contava ainda com músicas que depois ficaram conhecidas como brega mas, que naquele tempo era o top do romantismo.

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A Jovem Guarda liderada pelo Roberto Carlos tocava Iê Iê e nas festinhas a gente dançava o Iê Iê.

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Muita gente critica as músicas que tocam nas rádios e nas TVs na atualidade.

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Acontece que a juventude de hoje não teve a mesma sorte da nossa.

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Enquanto nosso tempo se tocava Bossa Nova, Iê Iê e se ouvia Waldick Soriano, Ângela Maria, Nelson Gonçalves e sambistas como Clara Nunes e Beth Carvalho.

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E ainda por cima tinha os Beatles, Tom Jobim, Vinicius, Chico Buarque, Marcos e Paulo Vale, Banden e tantos outros. Hoje a turma tem apenas o Sertanejo Universitário que veio pra bater de frente com o Sertejo de Zezé de Carmargo & Luciano, Chitãozinho e Xororó, Leonardo e tantos outros.

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Hoje a produção musical se preocupa apenas com o comercial e não com a qualidade.

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No nosso tempo a preocupação era com a qualidade musical e poética.

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Até no forró fomos bem servido na nossa época. Luiz Gonzaga, os Três do Nordeste, Trio Nordestino, Marines e sua Gente e Jackson do Pandeiro.


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Lembra das músicas “Procurando Tu”, “Homem com H” que o Ney Matogrosso gravou, eram sucesso dos Três do Nordeste que também são os responsáveis pela gravação original da música sobre a Madeira Mamoré “Você precisa ver para saber como é...”

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Não é que a juventude de hoje não saiba o que é bom musicalmente falando. Acontece que eles não tiveram a mesma sorte que nós tivemos em nossa época de juventude.


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As manhãs de Sol do Bancrévea, as festas produzidas pelo clube Quariquara no Ypiranga (de madeira), as manhãs de Sol do colégio Dom Bosco e as noitadas com a Banda Flasom no Flamengo.

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Enquanto nós curtíamos uma Hey Jud, I Need You e Garota de Ipanema,


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A juventude de hoje só escuta os Tererê tchê, tchê e Eu quero é tchum.

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É como dizia o saudoso Lilico – “Tempo bom, não volta mais! Saudades dos tempos atrás”.


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De hoje até segunda feira a coluna será produzida direto de Guajará Mirim onde nos dias 10, 11 e 12 acontece o Festival que atualmente é conhecido como “O Duelo na Fronteira” entre os bois Malhadinho e Flor do Campo.

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To na Pérola do Mamoré!