sábado, 12 de abril de 2014

Pioneiros - A História de Todos Nós

Raimundo Garcia Neto – Topógrafo do IBRA




A história da colonização de Rondônia, deve muito aos primeiros topógrafos que vieram trabalhar no Instituto Brasileiro de Reforma Agrária – IBRA cuja maioria, era do estado do Amazonas. Para falar sobre as dificuldades enfrentadas pela equipe comandada pelo Capitão Silvio Farias entrevistamos o topógrafo Raimundo Nonato Garcia Neto, que conta histórias do tipo. “Estávamos fazendo a mediação nas terras do hoje município de Santa Luzia e montamos acampamento nas proximidades de um barreiro de Anta, à noite as Antas chegaram e foram levando no peito, nossas barracas com todos os pertences e a gente correu sem saber pra onde”. Outro episódio dessa empreitada. “Certa vez no acampamento de Rolim de Moura quando dei por mim, estava cercado por 12 pés de Mogno era muita madeira nobre que existia naquela região”.
Garcia passa a fazer parte da galeria de entrevistados do Programa do Departamento de Comunicação do Governo de Rondônia – DECOM: Pioneiro – A História de Todos Nós.

ENTREVISTA


Silvio –Quem é você?
Garcia – Meu nome é Raimundo Nonato Garcia Neto nasci em Silves no Amazonas, mas, me criei praticamente em Manaus onde estudei até terminar o científico no Colégio Estadual do Amazonas
Silvio – E Rondônia?
Garcia – Vim pra Rondônia do Rio de Janeiro chegando aqui no dia 22 de abril de 1968, quer dizer, terça feira próxima, completo 46 anos morando em Porto Velho. Desembarquei no aeroporto do Caiari ali onde hoje está o Ginásio Claudio Coutinho de um DC3 da Cruzeiro do Sul.
Silvio – Por que do Rio de Janeiro?
Garcia – Na realidade, terminei o científico em 1964 no ano da Revolução e fui trabalhar como gerente numa firma que explorava manganês no rio Aripuanã, estava me preparando para fazer vestibular para engenharia, mas, a firma faliu e me dispensaram. Foi quando apareceu o Edital convocando pessoas pra fazer um curso seletivo e quem fosse classificado, embarcaria para o Rio de Janeiro para fazer o curso de topografia no Serviço Geográfico do Exército. Disseram pra gente que ao final do curso, voltaríamos pro Amazonas. Quando terminou o curso, o general que era nosso diretor, colocou o mapa do Brasil na parede e falou o seguinte: Vocês devem escolher onde exercer a profissão no Rio de Janeiro, Paraná, Pernambuco, Bahia, Mato Grosso ou Rondônia. Éramos onze amazonenses, um olhou pro outro e dissemos, enganaram a gente, um desistiu e os outros dez se reuniram para escolher o local para trabalhar e todos escolheram Rondônia por ser o estado mais próximo do Amazonas.
Silvio – Quando você chegou a Porto Velho quem era o administrador do IBRA?
Garcia – O responsável pelo Instituto Brasileiro de Reforma Agrária era o senhor Jorge Pancov e o substituo o professor Enos Eduardo Lins um professor que falava várias línguas. Quero fazer um adendo aqui. Fico muito chateado com a política e os políticos do nosso estado, que não reconhecem as grandes personalidades que passaram por aqui. Não existe uma rua com o nome do professor Enos e nem do Dr. Jorge Pancov enquanto tem muito político que não fez nada para merecer e é nome de Avenida como a Rogério Weber que não vou me prolongar nos comentários, mas, sei a história. Então eram esses dois pioneiros os responsáveis pelo IBRA, tinham dois motorista que era o Antônio Chulé e o Cairara e o Braga que era assistente administrativo.

Silvio – Aonde funcionava o IBRA?
Garcia – Funcionava numa sala na prefeitura. Quando nós chegamos, aí já éramos Um de Rondônia, Dez do Amazonas e Dois do Acre. A sala era tão pequena que não coube a gente. Nos apresentamos de três em três. O IBRA não tinha aparelhamento nenhum, então cederam o prédio onde funcionava o DNER hoje Denit e lá, o Instituto começou a funcionar. Conseguiram um prédio para instalar a repartição, porém, nós os topógrafos não tínhamos equipamento para iniciar os trabalhos, ficamos alguns meses parados, morando no Hotel Vitória que ate hoje funciona ali na Duque de Caxias no bairro Caiari. Depois começaram a chegar os equipamentos, camionetas, rurais, caminhões, helicóptero e começaram a contratar o pessoal, era motorista, telegrafista enfim gente para todos os setores.
Silvio – Qual a primeira missão de vocês como integrantes da equipe do IBRA?
 Garcia – Foi medir a BR 364 entre Rondônia e Mato Grosso e a BR 319 que naquele tempo era de Porto Velho para o Acre. Então saiu uma equipe no dia 22 de julho de 1968 da qual eu fiz parte na direção de Vilhena. Nossa missão era medir a BR, locar todos os marcos de divisa das pessoas que ocupavam a estrada, naquele tempo existia muito seringal. Tinha trecho que a gente andava 80 km na BR 364 e não encontrava uma viva alma. Quando a gente encontrava uma pessoa, um funcionário do IBRA providenciava seu cadastramento através de uma entrevista que “debulhava” a vida daquele ser humano desde o cueiro. A equipe que foi no rumo de Guajará Mirim e Acre tinha a mesma missão.

Silvio – Vocês enfrentaram algum problema com os seringalistas que se diziam donos de grandes extensões de terras naquela época?
Garcia – Na maioria das vezes a gente não encontrava o proprietário da terra, porque eles moravam em Porto Velho. Quem morava na terra eram os prepostos deles, os seringueiros. Geralmente esses seringais margeavam a estrada. Os seringueiros até ficavam animados, porque achavam que ganhariam um lote de terra, coisa que só veio muito depois através da Discriminatória que é outra história.
Silvio – E os índios?
Garcia – A gente encontrava muito índio. Lá em Rizinho perto de Pimenta Bueno lembro que um dia, a gente ia numa camioneta do INCRA (já não era mais IBRA), quando vi uma movimentação atravessando a BR, tudo vermelho e perguntei ao motorista que se não me engano, se chamava Pinto. O que é aquilo e ele respondeu: Garcia são índios. Era muito índio. Naquele tempo eles estavam se aproximando da civilização, mas, ainda eram brabos.
Silvio – E o Capitão Silvio quando assumiu o IBRA?
Garcia – Quando estávamos recebendo o material que me referi acima, inclusive os Teodolitos que são os aparelhos de topografia, chegou o Capitão Silvio Farias que era um militar Sargento que foi reformado como Capitão. Ele era oriundo da COMARA que era o órgão que construía aeroportos na Amazônia ele também era do SNI (Serviço Nacional de Informação). Na realidade o consideramos como nosso primeiro chefe, porque logo que o IBRA foi instalado aqui o Dr. Pancov foi embora e então o Capitão Silvio assumiu o comando da Reforma Agrária em Rondônia. O Capitão Silvio morreu com 4 cruzes de malária. Era mineiro de Itajubá muito carismático com quase dois metros de altura, tanto que o apelidamos de “Gigante”, tinha um coração imenso e uma memória espetacular, porém desorganizado ao extremo, o que não era demérito, pois o que ele tinha de desorganização na mesa, tinha de organizado na memória. Podia perguntar que dizia o nome, o quilometro da BR que aquela pessoa morava e se duvidasse, ele dizia o nome dos filhos. Particularmente o considero muito. Certa vez ele falou um negócio pra mim que nunca esqueço: “Meu filho, erre por ação e não por omissão”.
Silvio – Outra pessoa que se destacou no INCRA foi o Dr. Assis Canuto?
Garcia – O Dr. Canuto chegou depois, não lembro se foi em 1970, agrônomo vindo de Goiás foi dos primeiros administradores de Projetos de Assentamentos aqui. O PIC Ouro Preto o primeiro a ser implantado em Rondônia. Depois se tornou político, foi prefeito de Ji Paraná e vice governador de Rondônia. É um grande pioneiro Rondônia deve muito ao Dr. Canuto é uma pessoa que admiro muito, inclusive torce pelo mesmo time que torço, nosso querido Vasco da Gama que vai ser campeão carioca 2014.

Silvio – Vocês topógrafos do INCRA ajudaram no surgimento de várias cidades em Rondônia, no seu caso qual a cidade que você põe na conta do seu trabalho, como especial?
Garcia – Naquele tempo só existiam ao longo da BR 364 as cidades: Ariquemes, Pimenta Bueno, Vilhena e Vila Rondônia que hoje é JI Paraná. Jaru não podia ser considera como cidade porque existiam pouquinhas casas; Não vou dizer que sou fundador, mas, fiz a topografia de Rolim de Moura, Nova Floresta, Santa Luzia e de Presidente Médice e um pouco de Cacoal, aliás, vi abrirem a primeira estrada em Cacoal por uma firma chamada Pietá.


Silvio – Como era feito o transporte do equipamento e de vocês para essas localidades?
Garcia – Naquele tempo não existia ponte, tudo era balsa. Jaru era o quartel general de pium e borrachudo (mosquitos), lembro que a gente fechava os vidros das camionetas e a gente ligava o Para Brisa para poder ter visibilidade. A prioridade nas balsas eram para as ambulâncias, ônibus, carro do 5° BEC e os do INCRA. Quando qualquer coisa tipo cair um carro numa balsa acontecia era o maior transtorno, acontece que ao longo da BR não existia restaurante, telefone, não tina luz elétrica, não existia nada.
Silvio – Mas, tinha “Os 4 Bicos” da vida?
Essa resposta você vai dar na edição da próxima terça feira dia 15 ok?

Texto – Silvio M. Santos
Fotos – Ana Célia Santos

Vídeo - Analton Alves

sexta-feira, 11 de abril de 2014

SHOW CEM POR CENTO LATINO, HOJE NO MANDACARU




O interprete de canções latinas americanas Pablo Fernandes, se apresenta na noite deste sábado, na casa de espetáculos Mandacaru em Porto Velho com o show “Cem por cento latino – Tempos dourados para juventude atual”. A idéia segundo Pablo é mostrar a juventude dos dias de hoje, a produção musical latino americana nos chamados “Anos Dourados”. Vários artistas locais estarão participando do espetáculo: Carlos Guery, Silvio Santos, Julio Yriarte, Heitor Almeida, Cyro Moura e tantos outros que vivenciaram aquele momento musical.
Pablo ficou conhecido por ter participado como vocalistas de um dos mais badalados grupo musicais da Américas “Los Pasteles Verdes” que reunia músicos de vários países. “Fui o vocalista do grupo de 1970 a 1982” lembra o cantor, que é peruano de nascimento, mas, se destacou na música ao se mudar para a cidade boliviana de Cochabamba. “Todo mundo diz que Los Pasteles Verdes se acabou, não se acabou nada! O grupo parou de se apresentar em 1986, agora, morrer não morreu não, até porque estamos reunindo seus integrantes para em breve, lançarmos um CD que é claro, vai contar com a participação de músicos da atualidade como é o caso do Guery”, informa Pablo. Na realidade, prossegue Pablo, “O grupo parou quando em excursão pelo México a Televisa convidou o vocalista Pablo Delpiche para formar um novo grupo com o cantor mexicano Gabriel resultado, nem Los Pasteles e nem ele”.
“Hoje à noite no Mandacaru Pablo Fernandez promete encantar o público com os grandes clássicos da música latina em especial com Boleros como “La Barca”, Beija-me Muito”, “El Reloj” e tantos outros.

Serviço
Show – Cem por Cento Latino – Pablo Fernandez
Local ; Casa Mandacaru – Rua Guanabara bairro São João Bosco

Convite: Contato pelo telefone 9226-8080

LENHA NA FOGUEIRAA - 12.04.14

Neste sábado 12, o jornalista e escritor João Pedro Roriz do Rio Janeiro realiza entre as 8 e 10 horas, no auditório da Biblioteca Francisco Meirelles em Porto Velho, palestra show com o tema: Bullying – Não quero ir pra escola.

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A taxa de participação é de apenas R$ 20,00 com direito a um exemplar da obra que será lançada logo após a palestra, no horário das 11h às 12h30, com uma sessão de autógrafos, na livraria Paulinas, editora que publicou a obra do autor carioca. Para o lançamento do livro, a entrada é gratuita.

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João Roriz é considerado uma das maiores revelações do cenário literário juvenil na atualidade, na palestra Roriz apresenta poemas performáticos do livro Bullying, não quero ir pra escola, um dos temas mais tratados por educadores nos dias atuais.

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Informações e ingresso, na livraria Paulinas, Rua Dom Pedro II, 864 – Centro. Telefones: (069) 3224-4522 / (069) 9952-3821 ou ainda pelo endereço eletrônico promoportovelho@paulinas.com.br.

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Por falar em show, quinta feira 10, a festa do aniversário da Lu Silva foi muito bacana. A turma se reuniu durante a seresta cultural do Mercado e cantou até de madrugada para a “Maria da Chave”.

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Lu Recebeu abraços e beijos de inúmeros amigos, entre eles, Jória Lima a presidente da Funcultural; Chaga Pererez, Greg, Ruimar e esposa, Caem, Euler do grupo evolução, Silvio e Ana Santos, Heitor Almeida, Eduardo Tavernard e mais um bocado de gente. Teve até bolo com vela e tudo. Parabéns Lu!

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Tão querendo realizar o Arraial Flor do Maracujá lá para o mês de agosto ou setembro. A idéia é trocar o termo Mostra para Festival Folclórico Flor do Maracujá. Acontece que a Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás por Lei tem que ter seu inicio no mês de junho.

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Os dirigentes da Federon é quem estão querendo a mudança do Arraial, pelo Kim a festa começaria no dia 27 de junho e terminaria no dia 6 de julho.

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Os representantes da Federon querem mudar a data para não concorrerem com o CARNAVAL que segundo a Funcultural, vai ser realizado durante o mês de julho.

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Secel ainda não tem o local para montar o Flor do Maracujá. No mês de junho, segundo a Defesa Civil o Parque dos Tanques é provável, ainda estará ocupado pelo desabrigados da enchente do Rio Madeira.

Quanto à programação da prefeitura que será coordenada pela Funcultural, na próxima semana, acontecerá reunião onde os pormenores serão discutidos.

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A Funcultural está acenando com repasse que chega a R$ 700 Mil para serem rateados entre os grupos que aceitarem se apresentar nos arraiais que contarão com o apoio da prefeitura municipal.

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Só que o dinheiro será repassado para cada grupo em duas parcelas, exemplo: O Boi Bumbá terá direito a R$ 40 Mil que será repassado de duas vezes. A primeira antes da apresentação e a segundo após a apresentação no último arraial que vai acontecer já no mês de julho. Se o grupo não se apresentar, também não recebe a segunda parcela e ainda var ter que devolver o dinheiro da primeira.

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Sabe que a Jória está correta com essa proposta. Porém, os grupos terão que dizer se aceitam ou não esse estilo de repasse, na reunião que vai acontecer na próxima semana.

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O grupo que assinar o contrato com a Funcultural terá que marcar presença no Arrastão de São João que vai acontecer no dia 1° de junho, quando a prefeitura Dara  à largada das festas juninas de Porto Velho.

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Agora vamos para o show musical “Cem Por Cento Latino” com o Pablo Fernandez La no Mandacaru!

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Fina Flor do Samba - especial Walber do Cavaco


Ernesto Melo e a Fina Flor do Samba projeto que acontece todas as sextas feiras no Mercado Cultural, vai apresentar na noite de hoje 11, show especial com o músico Walber Gomes conhecido nas rodas de samba e pagode como Walber do Cavaco ou do Bandolim.  Além de músico instrumentista Walber é excelente interprete e conta com repertório repleto de sambas de raiz e os mais destacados pagodes, quando quer descansar durante as apresentações, pega o bandolim e executa Chorinhos dos mais renomados compositores brasileiros do gênero como Pixinguinha, Ernesto Nazaré, Canhoto, Waldir Azevedo e Paulinho da Viola entre outros. “A partir desta sexta feira sempre vamos colocar no palco da Fina Flor um artista local cantando e tocando suas músicas preferidas”, disse Ernesto Melo.
A programação no Mercado Cultural na noite desta sexta feira 11, começa as 20h00 com o grupo comandado pelo Ernesto Melo apresentando os sambas de autoria do “Poeta da Cidade” Ernesto Melo e logo em seguida os cantores Hudson Mamede, Francisco Neguinho do Pagode, Mamedinho apresentam seus repertório. “O show do Walber do Cavaco começa as 22h00.
Apesar da Fina Flor do Samba não cobrar couvert artístico Ernesto Melo sempre solicita durante os shows, que os presentes dêem suas contribuições em espécie. “Apesar dos músicos não cobrarem cachê precisamos colaborar com a empresa que coloca a aparelhagem de som”, explica Ernesto.

LENHA NA FOGUEIRA - 11.04.14

Como diz o Chico Pinheiro, “Graças a Deus hoje é sexta feira”. Sendo assim, vamos participar das programações, que apesar da cheia do Rio Madeira não param de acontecer.

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Por falar em cheia do Rio Madeira, é necessário que os editores dos nossos jornais sejam mais responsáveis quanto a noticias relativas ao problema.

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Estamos escrevendo isso, porque não concordamos com a manchete estampada na capa de um jornal aqui do nosso estado, afirmando que:

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A Água do Rio Madeira está 100% contaminada.

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Esse tipo de título é tudo que não se deve publicar, da maneira como foi colocado.

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Podemos não entender nada sobre contaminação de água, mas, sabemos que a água do Rio Madeira não está contaminada nem um milésimo por cento.

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Sabem por quê?
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Porque de acordo com dados técnicos, o Rio Madeira é um dos mais velozes do mundo, o que quer dizer, que sua água por mais sujeira que receba, não pode ficar contaminada. A sujeira assim que chega ao seu leito é levada pela correnteza.
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Tem mais, água corrente nunca é a mesma. Quer dizer, você não tem contato mais de uma vez com a mesma água, seja de rio de igarapé e até de torneira ou de chuva. Cada pingo é uma nova água.
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A manchete bem que poderia ser: Água parada em virtude da enchente do Rio Madeira está contaminada.
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Aí com certeza, não estaríamos lamentando a manchete que saiu. Quando nos reportamos em água parada, queremos dizer sobre a água que está tomando conta de algumas ruas da cidade. Essa sim está realmente contaminada.
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Contaminada porque as fossas foram inundadas e transbordaram, porque os ratos também tiveram suas tocas alagadas e estão fazendo suas necessidades fisiológicas nessas águas, contaminadas pela sujeira que todos nós despejamos no meio da rua e em todos os lugares.

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Essa água que vem dos canais (igarapés), não tem como vazar via leito do Rio Madeira e voltam para o leito dos igarapés de onde vieram e também não encontram mais espaço e ficam “viciadas” ou contaminadas, porque eliminam o tal de Oxigênio Dissolvido necessário para manter os peixes vivos.
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Aí os peixes que estão nessas águas que não são as do Rio Madeira, morrem por falte de Oxigênio apodrecem e contaminam a água.
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Outro dia o mesmo jornal, colocou como manchete, que o Rio Madeira estava contaminado pelo Vibrião COLÉRICO. Mentira!
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Nesses dias saiu em tudo quando é meio de comunicação, que um laboratório de São Paulo examinou a água do Madeira e comprovou que não existe o tal Vibrião Colérico em suas águas.
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É necessário que nós da imprensa, tomemos mais cuidado quando formos editar e publicar uma matéria.
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Voltamos a lembrar, o Rio Madeira é um dos rios mais velozes do mundo por isso, não tem água parada.
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Contaminada estão as águas que alagaram a Baixa da União, Triângulo, Nacional, Balsa e as ruas do bairro Areal e do Centro. Essas águas são dos canais Igarapé Grande, Santa Bábara e outros canais afluentes do Rio Madeira e por não conseguirem vencer a correnteza das águas do Madeira, ficam estagnadas provocando a catástrofe que estamos vendo.
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Depois dessa, vou me preparar para curtir o espetáculo musical da Fina Flor do Samba com o show do Walber Gomes.

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Lembrando que a Fina Flor começas as 20h00 no Calçadão Manelão do Mercado Cultural em Porto Velho!

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Lenha na Fogueira - 10.04.14

Agora o que tá pegando lá pras banda da Superintendência Estadual de Cultura – Secel, segundo fontes mais que fidedignas, é como será aplicado o repasse de R$ 6.5 Milhões, que deve ser liberado muito em breve, pelo Ministério da Cultura.

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A discussão (no bom sentido) está das melhores entre duas facções de dentro da Secel.

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Uma quer porque quer que o dinheiro seja destinado a Projetos selecionados via Editais. Aí será aquele protocolo que todos conhecemos que é a aprovação pela cúpula do governo estadual, depois tem a publicação no Diário Oficial e mais tarde, as propostas apresentadas serão analisadas e só então, a grana será repassada a entidade vencedora da Licitação.

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Depois disso tudo, a entidade vencedora vai contratar os artistas, ou grupos, que irão desenvolver o Projeto. Edital é a melhor forma, mas, dá um trabalho danado.

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Isso quer dizer que, se a Secel seguir o ritual exigido pelas normas que regem os Editais, as ações, ou seja, a realização dos eventos que vão contar com os recursos vindos do MinC, só acontecerão no segundo semestre deste ano.

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Outra ala da Secel quer que o dinheiro seja investido na realização de Projetos que foram elaborados pelos técnicos da Secel como é o caso do “Batelão Cultural”, que foi bolado pela equipe do Dinho Reis na época que o Chicão Leilson era o secretário.

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O Batelão Cultural contempla praticamente todos os segmentos culturais, Artes Visuais, Artes Plásticas, Artes Cênicas, Artesanato, Música (inclusive gravação de CD), Dança enfim é um Projeto ótimo. Só que para coloca-lo em prática é necessário se fazer Chamamento Público o que vai dar novamente nos Editais só que aí, o vencedor vai apenas executar os Projetos desenvolvidos pela equipe da Secel,

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Outra forma pleiteada por uma das alas é simplesmente conveniar com entidades constituídas. Associações, Federações, Ocipe, Ongs etc., para a realização, por exemplo: Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás – Arraial Flor do Maracujá.

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Realização do 14º Salão de Artes de Rondônia- SART. Festa do Divino Espírito Santa no Vale do Guaporé.

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Festival Duelo na Fronteira em Guajará Mirim com as apresentações dos Bois Bumbás Malhadinho e Flor do Campo.
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Por falar nisso, o colunista Robson Oliveira um dos mais respeitados da imprensa rondoniense, em sua última “Resenha Política” pergunta quem vai administrar o Teatro Estadual que está prestes a ser inaugurado.  Veja a publicação do Robson:

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Piada - O governo estadual promete inaugurar o teatro ainda este semestre. As instalações e a arquitetura são da melhor qualidade e podem propiciar à população bons espetáculos. O único problema está em quem vai ser indicado para administrar a casa, pois a área anda sendo ocupada por quem não tem intimidade com a cultura. Para a inauguração falam que estão programando um show sertanejo. Espero que seja apenas uma piada. 

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OSEP - A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSEP), uma das bem conceituadas do mundo, seria uma boa medida para a inauguração do teatro de Rondônia. Ou mesmo um belo concerto regido pelo maestro João Carlos Gandra Martins, maior intérprete de Bach. Uma inauguração de gala, apesar do gosto dos assessores palacianos apreciadores das músicas sertanejas de Luan Santana e Michel Teló. 



Já pensou a turma fazendo a maior algazarra na noite da inauguração com a música: “Ai se eu te pego” e o Luan respondendo com “Meteoro”!

Festa para Lu na Seresta Culural

A artista plástica, bonequeira, palhaça, estilista e arquiteta Lu Silva, será homenageada na noite desta quinta feira 10, durante a Seresta que acontece toda semana no Mercado Cultural em Porto Velho.  Independente da homenagem à artista, o coordenador do Projeto percussionista Heitor Almeida, informa que o evento vai acontecer normalmente com as apresentações dos cantores e músicos que comparecerem. “Gostaria de lembrar que na Seresta Cultural o músico não precisa fazer inscrição antecipada, é só manifestar o desejo em participar que entra na programação”.
O evento começa as 20h00 com os músicos Telêmaco (bateria), Ronald Vasconcelos (guitarra), Beneamine (baixo) e Tonhão (Violão). “Em virtude da festa em homenagem a Lu Silva está aniversariando nesta data, vários cantores estarão se apresentando na noite de hoje, entre eles Priscila, Silvio Santos, Alciréia, Abílio além dos que se apresentam com maior assiduidade”, disse Heitor.
De acordo com o coordenador da Seresta é provável que os artistas bonequeiros e palhaços amigos da Lu queiram também prestar homenagem a aniversariante, afinal de contas a Lu transita com facilidade por todos os seguimentos culturais. “No carnaval ela é a Maria da Chave da Corte do Rei Momo; no Projeto Cultura Itinerante á a Palhacinha Curta Amazônia, nos colégios em parceria com o amigo Cláudio Vrena é bonequeira e também é a estilista da Corte do Rei Momo sem falar da artista plástica e da escultora de carrancas”, lembra Heitor.

A festa para Lu Silva está marcada para acontecer a partir das 22h00, na Seresta do Mercado Cultural desta quinta feira 10 de abril. Parabéns!