terça-feira, 8 de julho de 2014

Lenha na Fogueira 09.07.14

Ta tudo bacana com o carnaval dos blocos de trio elétrico. Pelo menos a primeira semana de desfiles, foi considerada como sucesso.
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Galo da Meia Noite, Us Dy Phora, Canto da Coruja, Banda do Vai Quem Quer e Bloco Murupi foram que foram.

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Graças a Deus não tivemos notícia tão ruins assim, há não ser que tenham camufladas as ocorrências relativas aos desfiles carnavalescos.
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A confusão que envolveu PMs e Boêmios na tal de “Calçada da Fama” na madrugada de domingo. Não teve nada a ver com o desfile da Banda do Vai Quem Quer. Pois a turma mais pra lá do que pra cá que agrediu os Policiais Militares, tava mesmo era bagunçando no meio da rua, com o som de seus carros acima dos decibéis permitidos..

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Sabe que horas isso aconteceu? 4 horas da madrugada ou seja, amanhecendo domingo. Ali não era carnaval era bebedeira mesmo e quem sabe outros ingredientes.

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Dessa vez a caça foi quem acuou o caçador. A “espera’ foi montada na Pinheiro Machado e o chamariz o som muito alto dos carros.

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O carnaval dos blocos de trio continua no próximo sábado com o desfile do bloco Axé Folia, Raça Rubro Negra no circuito Caiari e o Jatuarana Sul no circuito Jatuarana.
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Domingo dia 13 final da Copa do Mundo quando se Deus quiser estaremos festejando o Hexa do Brasil, quem vai desfilar é o bloco Leva Eu, To de Folga no circuito Jatuarana e o CarnaLeste que este ano vai acontecer na rua Mamoré saindo da esquina com a Caula.
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O carnaval dos blocos termina no dia 19 com o desfile do bloco Porto Fla Urubuzada.
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O que ainda não está definido pela Funcultural é o desfile das escolas de samba, de inicio Marcado para acontecer nos dias 25 e 26 com a apuração domingo dia 27.
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A direção da Federação das Escolas de Samba havia marcado uma audiência com o prefeito Mauro Nazif para segunda feira dia 7, mas, em virtude da viagem do prefeito ficou para a próxima semana.
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Os dirigentes das escolas de samba devem apresentar uma nova data para suas apresentações. Vão solicitar também mais recursos. “O que foi repassado não deu”, disse Cabeleira.
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Os dirigentes das escolas de samba, ficaram mais desconfiados porque a prefeitura está financiando parte dos custos dos blocos com os trios elétricos. “Para os blocos dinheiro para pagar trio e para as escolas de samba nada”, questionam os carnavalescos!
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É uma briga feia, porém, de fácil solução o que não pode acontecer é a população ser vetada de conhecer melhor a história do município de Porto Velho, por causa de picuinhas.
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Quando falo em história de Porto Velho é porque os enredos das escolas de samba são baseados na historia do nosso município inclusive os sambas foram gravados em dezembro do ano passado e cada um é mais bonito que o outro.
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Se eu fosse o Christian Camurça convocaria os sambistas para mais uma conversa. Quem sabe seja encontrada uma solução plausível!

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Agora uma nota muito triste. Meu particular amigo Ivan Veloso faleceu na madrugada de ontem, em sua residência.
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Veloso foi um dos fundadores do Clube Quariquara e chegou a apresentar programa religioso na Rádio Caiari na década de 1960.

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No Bloco do Purgatório era o encarregado de tocar o sino durante os desfiles.
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Morou em São Paulo por muitos anos e ao retornar a Porto Velho continuou sua missão de defender as raízes culturais do nosso povo.

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O corpo do Ivan Veloso está sendo velado na funerária Dom Bosco. À família enlutada, nossas condolências!

segunda-feira, 7 de julho de 2014

O potencial de mobilização da Vai Quem Quer


A Banda do Vai Quem Quer se consolidou, com o desfile de sábado passado dia 05, como a entidade carnavalesca de maior potencial de mobilização popular do estado de Rondônia. Até algumas horas antes do inicio da concentração (15h00), sua diretoria estava em dúvida se o público iria prestigiar o desfile, como prestigia durante o carnaval tradicional.
A presidente Siça Andrade não conseguia disfarçar a ansiedade, assim como todos da coordenação. Esse clima perdurou até as 17h00, quando a coordenação foi acompanhar os bombeiros na vistoria dos trios elétricos e encontrou a Carlos Gomes e principalmente a praça das Caixas D’água fervilhando de foliões, ao regressarem à sede, os rostos estavam tomados por sorrisos de
felicidade, alguém lembrou a tradição e acionou o “Sino do Manelão” alertando que dentro de alguns minutos, a presidente começaria a caminhada da sede da Joaquim Nabuco até o trio mãe que estava estacionando em frente ao Bradesco. Era tanta gente na rua,
que a comitiva comandada pela Siça só conseguiu chegar ao local da abertura do desfile da Banda as 18h30, ou seja, com meia hora de atraso.
“Como dizia meu pai Manelão: Para tristeza de poucos e alegrias de muitos, a Banda do Vai Quem Quer está na rua”. A Banda da Banda atacou o Hino “chegou a Banda a Banda a Banda...” e logo depois a marchinha tema de 2014, “Nos Pais do Futebol da Corrupção e da Impunidade - A Banda do Vai Quem Quer tem Padrão Fifa de Qualidade”; daí pra frente, o cortejo ficou por conta dos mais de 50 Mil foliões. “Obrigado foliões de Porto Velho”, disse Siça emocionada de cima do trio, contemplando a multidão que estava brincando carnaval na Banda do Vai Quem Quer fora de época.

Lenha na Fogueira - 08.07.14




A coluna desta terça feira começa com uma nota triste. Faleceu no dia de ontem 07, em Porto Velho a Artista Plástica Leo Bonna.

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A última participação da Leo Bonna num evento cultural foi no dia 19 de dezembro de 2007, na abertura da vernissagem do artista Tavares na Galeria Afonso Ligório da Casa da Cultura Ivan Marrocos.
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Tavares foi aluno e depois se tornou no principal parceiro de Leo Bonna nas oficinas aplicadas em sua residência da rua 10 bairro Agenor de Carvalho.

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Leo orientou artistas como Lu Silva e Maria Regina que se transformaram em ícones das artes plásticas em Rondônia.

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Na década de 1990 juntamente com outros artistas como a poetisa Nilza Menezes Leo Bonna foi grande incentivadora da realização dos Saraus que por algum tempo, reuniu artistas de todos os segmentos.

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Leo Bonna há algum tempo estava no abrigo da Federação Espírita de Porto Velho onde faleceu no dia de ontem. Aos familiares da Leo Bonna a família Diário da Amazônia envia condolências.

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Por falar em artes plásticas, quem está de volta à terrinha, é a Rita Queiroz nossa mais festejadas artística plásticas. Rita hoje reside em Anápolis (GO), onde recentemente abriu exposição que foi bastante festejada pela mídia local.

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Agitadora como ela só, Rita já está mobilizando os artistas plásticos para uma reunião na Casa da Cultura Ivan Marrocos que deve acontecer amanhã dia 08, as 9h00.

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Hoje pela manhã, Rita Queiroz deve ser recebida pela Superintendente da Secel e a intenção é cobrar mais seriedade no cumprimento do Regimento Interno da Galeria Afonso Ligório. O caldo vai esquentar lá pras bandas do CPA.

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Por outro lado, a turma da Secel tem tudo para realizar o Arraial Flor do Maracujá e o que será melhor, com a participação se não de todos, mas, com a maioria dos grupos folclóricos de Porto Velho.

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Principalmente os considerados de ponta como Rádio Farol, Juabp, A Roça é Nossa, Girassol das Três Marias e outros, assim como os bois Az de Ouro, Corre Campo e Diamante Negro juntamente com os demais.

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Principalmente os grupos de quadrilhas, durante suas apresentações no Arraial Comunidade no Sertão anunciavam, que não se apresentariam com a indumentária nova, porque estavam se preparando para o Flor do Maracujá.

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Os grupos de bois bumbas, todos se apresentaram com fantasias novas, principalmente a dos itens, Rainha da Batucada, Rainha da Folclore, Cunhã Poranga e Porta Estandarte. Todas as Batucadas e Marujadas se apresentaram com as fantasias 2014.

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Tenho a impressão, só não posso afirmar certeza, porque não assisti as apresentações de segunda feira dia 30 de junho, quando dançou a quadrilha Juabp, que, com exceção da quadrilha A Roça É Nossa a única a se apresentar com Parte da indumentária nova, ou seja, confeccionada para as apresentações de 2014. As demias dançaram com roupas de outros anos. Tudo velho!

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Quer dizer, a Secel ta com a faca e o queijo na mão para realizar o Flor do Maracujá só não realiza, se não souber administrar a conversa. Já disse que tenho a solução e não cobro nada para apresentá-la. Basta calçarem a sandália da humildade, deixar o ranço de lado e pronto!

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Na edição de amanhã, publicaremos algumas opiniões sobre as apresentações dos grupos folclóricos de quadrilhas e bois bumbas no Arraial Comunidade no Sertão que aconteceu entre o dia 27 de junho e 6 de julho.

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As fotos do Roni Carvalho de todos os grupos e suas apresentações, já podem ser vistas no site www.diariodaamazonia.com.br

domingo, 6 de julho de 2014

História do Município de Alto Alegre dos Parecis

‘Certo dia o Vantuir que tinha um jipe chegou e disse: Tô indo pra lá hoje, quer ir Ana? A mulher dele vinha também e então juntei um colchão, um rádio velho, mas minhas coisas pessoais e viemos até o Rio Branco’

06/07/2014 - [08:01] - Entrevista
Certo dia para uma camioneta bonita em frente de casa desce um cidadão e mostra um bocado de fotografias da nossa terra, o convidei a entrar, eram fotos bonitas e bem batidas. Conversa vai, conversa vem, ele me convenceu a pagar pelas fotos

Alto Alegre dos Parecis completou 20 anos de emancipação, no dia 22 de junho.
Segundo a versão de moradores, a área pertencia ao Sr. Paulo Oliveira Melo que a perdeu por não cumprir os termos do contrato de ocupação assinado com o INCRA. Em 1986 o Sr. Morimoto ali se instalou, tendo comprado do INCRA uma área contígua à cidade. Nessa época, o acesso era pela Linha 176, atual RO 490. Quando o Sr. Isidoro Stédile era administrador de Alta Floresta do Oeste demarcou o futuro município de Alto Alegre dos Parecis o qual permaneceu como distrito de Alta Floresta até 1994, quando um grupo de moradores fez um movimento pela emancipação.  Em 01 de janeiro de 1997 assume a primeira prefeita eleita do município, Srª. Vitória de Fátima Betelli da Silva. Segundo o IBGE o município em 2013 tinha 13.827 habitantes.
Conheça mais histórias sobre Alto Alegre através dos depoimentos dospioneiros, Barroso e sua esposa Ana Maria e o Ministro da Eucaristia Francisco de Assis, para o programa do Decom “Pioneiros – A História de Todos Nós”.


E N T R E V I S T A S

 
Decom/Sms - Waldir Nogueira e Ana Maria da Silva Nogueira qual o motivo da mudança para Rondônia?

Barroso e Ana – Somos casados há 50 anos. Meu pai tinha uma propriedade boa lá em Umuarama e mesmo assim, resolvemos vir para Rondônia porque soubemos que estavam dando terra. Chegamos a Cacoal em 1978, moramos na beira do Bambu um ano e pouco e mais três anos em Rolim de Moura trabalhando de chapa. Dona Ana conta - Quando casamos estava com 17 anos de idade em 1965. Quando viemos pra cá já tínhamos três filhos. Cacoal só tinha a Avenida Sete de Setembro. Era “grilo” (invasão), nego fazia uma casa de dia e era grilada de noite.

Decom/Sms – Como foi à entrada no rumo de Alto Alegre?
Barroso e Ana –Vim até o 200 onde na Linha 25 tinha uma estrada. No cacaio carregava um pouco de arroz, açúcar e café a mistura era carne de caça que a gente abatia no caminho - Quando o Barroso matava uma Anta eu temperava os bifes, nossa, parecia carne de boi - Legal foi como consegui uma Data aqui em Alto Alegre. Estava num bar em Pimenta Bueno onde só tinha bandido e jagunço aí um cara falou: “Segunda feira vai ter seleção em Pimenta”, fui apresentei os documentos exigidos e entrei pra cá. Só tinha o barracão do INCRA e um botecozinho ali onde hoje é o Posto de Gasolina.

Decom/Sms – Como foi a escolha do nome Alto Alegre dona Ana?
Barroso e Ana –Aconteceu uma reunião no barracão do Sebastião e durante a reunião ele colou: “Aqui vai ser um Patrimônio (cidade), como vai se chamar?” Aí o Zé Bezerra após ouvir várias sugestões, saiu-se com essa, como isso aqui fica em cima dum morro, dá pra se chamar“Alto Alegre”. Estavam nessa reunião nos dois, seu Ronaldo, o Zé Bezerra, o Tião e o Valtão e todos assinaram a Ata e o nome ficou Alto Alegre. Sabe por que isso aqui não tá uma cidade boa?

Decom/Sms – Por que seu Barroso?
Barroso e Ana –O terreno aqui custa uma fortuna, qualquer Datinha nego quer Dez, Doze contos, não vai! Por que Rolim de Moura foi? Porque as Datas foram dadas. A terra do Antônio Morimoto tinha mais de 1000 Alqueires, hoje é tudo grilo dos Sem Terra.

Decom/Sms – O senhor começou plantando o que?
Barroso e Ana –Milho, Arroz e Feijão. Dona Ana explica, A gente plantou seis litros de Feijão e deu seis sacas era a coisa mais linda, hoje não da mais nada não. – A terra daqui é igual a de Umuarama de onde viemos. Aqui a terra não é roxa é um celeiro de Tatu. Nossa máquina de descascar arroz era o Pilão. Hoje você não encontra aqui um pé de arroz pra fazer chá. Hoje a plantação é de Capim pra alimentar o Gado.

Decom/Sms – Quem foi o primeiro prefeito?
Barroso e Ana –O primeiro prefeito (tampão) foi o José Santana, agora o primeiro eleito foi uma mulher, dona Vitória de Fátima, depois o João Matt, o atual prefeito é o Obadias Braz Odorico.

Decom/Sms – O que os senhores acham que está faltando no município que completou 20 anos no dia 22 de junho?
Barroso e Ana – Alto Alegre não tem uma indústria sequer. Para manter a juventude na cidade é preciso oferecer condições, digo, emprego. Sem ter onde trabalhar eles vão embora, em busca de melhores dias.

Decom/Sms – Por que Barroso se seu nome é Waldir?
Barroso e Ana –O Tião aquele que falamos da reunião do nome da cidade gostava muito de caçar e numa dessas caçadas, a gente tinha tomado umas cachaças, ele começou a falar: Encosta Barroso, encosta Barroso e pegou. Se disser meu nome Waldir ninguém sabe quem é, mas se chamarem pelo Barroso todo mundo dá o meu endereço, acho que foi assim que os senhores chegaram até aqui em casa.

Decom/Sms – Dona Ana! É verdade que o Barroso não queria que a senhora se mudasse pra cá?
Barroso e Ana –É sim! Eu ficava em Rolim de Moura e ele vinha pra cá, um dia falei, não vai dar certo isso não, nós temos que ir pra lá e ele, não vai não! Certo dia o Vantuir que tinha um jipe chegou e disse: Tô indo pra lá hoje, quer ir Ana? A mulher dele vinha também e então juntei um colchão, um rádio velho, mas minhas coisas pessoais e viemos até o Rio Branco. Apesar dele não ter gostado muito, ficamos, era um cubículo de 4 X 4 coberto de palha para quatro pessoas.
                                                                        
Decom/Sms – Para Alto Alegre?
Barroso e Ana –Chegamos nessas terras há 33 anos, muito antes disso aqui virar município. Por isso só temos que desejar parabéns para os 20 anos da nossa querida Alto Alegre dos Parecis!

Pioneiro Francisco de Assis
Decom/Sms – E o senhor seu Francisco Ferreira de Assis, veio pra Rondônia quando e por quê?
Francisco Assis –Vim pra cá em 1975 porque na minha região em Minas Gerais a coisa estava ficando apurada, a gente sempre foi da roça e chegou num ponto que a chuva atrasava. Cheguei a Cacoal no dia 30 de outubro de 1975. Morei 16 dias na cidade, depois comprei uma marcação na linha 08. Foi assim: O INCRA cortou demarcou e entregou para o pessoal cadastrado por eles até o quilometro 22 e o povo chegando e chegando foi quando um administrador do INCRA por nome de Reginaldo Roca autorizou o pessoal entrar mais 11 km. ”O restante é proibido porque é dos índios” disse ele. Foi então que comprei esse “Grilo” que segundo fiquei sabendo depois, era uma área que o pessoal comprou de um tal de Dr. José que veio de Mato Grosso. Bom, pra encurtar a conversa, a terra foi mudando de mão em mão até que um dos lotes eu comprei, foram quatro anos sem conseguir o documento da terra. Até que um dia estacionou um jipe bacana em frente de casa e desembarcou um pessoal que disse: “Somos do INCRA e viemos aqui legalizar essas terras, gostaríamos de saber se o senhor pode preparar um almoço pra nós”?

Decom/Sms – E o documento da terra?
Francisco Assis –Durante o almoço perguntei se a pessoa poderia ter mais de um lote de terra e eles me responderam o porquê da pergunta, contei que o vizinho vivia me atazanando dizendo que a terra onde estava era dele. Eles perguntaram, tem alguma marca? Tem a cerca! Então disseram eles, da cerca pra lá é dele e da cerca pra cá é seu. Fiquei lá de 1975 a 1984.

Decom/Sms – Como é que Alto Alegre entra na sua história?
Francisco Assis –Em 1984 vim dá uma olhada por aqui, era o tempo da fartura de feijão, uma terra boa desse jeito e falei pra mim mesmo, rapaz, vou vir pra cá. Consegui vender a data de Cacoal e quando foi em outubro me mudei. Com o passar do tempo resolveram criar Alto Alegre, reuniram o pessoal que tinha lote e cada um tirava um esquina e doava o resto da terra e assim foi formando o núcleo urbano.

Decom/Sms – Quem foi o primeiro administrador?
Francisco Assis –Quando já estava tudo formado indicaram o José Santa para ser o primeiro administrador. Depois aconteceu a eleição e o primeiro prefeito eleito a Drª. Vitória. O Devanir marido dela médico, enfrentou cacaio, ele comeu muita mandioca cozida com a gente pra acabar de chegar em casa, isso quando era solteiro.

Decom/Sms - Como foi a história do fotografo que veio vender as fotos de suas terras?
Francisco Assis –Quando isso aconteceu já estava bem tranquilizado. De repente começou a passar um avião por cima da nossa Data, ia e vinha, dava rasante e a gente sem saber o que estava acontecendo. Certo dia para uma camioneta bonita em frente de casa desce um cidadão e mostra um bocado de fotografias da nossa terra, o convidei a entrar e ele foi mostrando, eram fotos bonitas e bem batidas. Conversa vai, conversa vem, ele me convenceu a pagar pelas fotos.

Decom/Sms – E o Ministro da Eucaristia em Alto Alegre
Francisco Assis –Viemos pra cá e construímos uma igrejinha ali perto do Rio Branco. Depois me tornei Ministro da Eucaristia com provisão da Paróquia de Alta Floresta porque aqui era Distrito de Alta Floresta na época. Hoje os padres aqui de Alto Alegre são Verbitas e a maioria veio de fora do Brasil: Tem dois da Polônia, um chinês, outro é indonésio. Apenas um é brasileiro. Nossa padroeira é Nossa Senhora de Lurdes.

Decom/Sms – O senhor é casado com quem e há quanto tempo?
Francisco Assis –Sou casado há 56 anos com a dona Conceição Ferreira de Assis, tivemos sete filhos, desses, apenas cinco estão vivos, duas mulheres e três homens. Hoje estou com 76 anos de idade. Quero desejar Parabéns a nossa querida Alto Alegre dos Parecis!

Texto - Silvio M. Santos
Fotos - Robson Paiva 
Decom – Governo do estado de Rondônia

sexta-feira, 4 de julho de 2014

LENHA NA FOGUEIRA - 05.07.14


Hoje é o grande dia do carnaval de Porto Velho, a Banda do Vai Quem Quer vai desfilar.
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Pode falar quem quiser falar, mas, o carnaval de Porto Velho é a Banda do Vai Quem Quer. Que me perdoem os demais blocos, mas, sem a Banda o carnaval de Porto Velho não é carnaval.
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O verdadeiro carnaval tradicional de Porto Velho só acontece na Banda do Vai Quem Quer, pois seguindo determinação do General Manelão, na Banda do Vai Quem Quer só se toca marchinha tradicional, frevo e samba enredo.
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Até quinta feira passada dia 03, o grande aliado da Banda no estilo de fazer carnaval, era o Galo da Meia Noite, porém, o presidente Thiago Caula, tomou uma decisão que não foi bem aceita por alguns dirigentes do bloco.

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Thiago liberou, aliás, contratou uma Banda especializada em Forró a “Piolho de Cobra”, para puxar o bloco a partir da metade do desfile. Aí a Banda do Vai Quem Quer perdeu seu grande aliado do carnaval tradicional, porque o Galo passou a trocar axé, sertanejo, funk, forró, arrocha, samba de roda baiano e tudo quanto foi ritmo, menos samba enredo e marchinha, a partir da Joaquim Nabuco com a Duque de Caxias e foi até a praça das Caixas D’água com esse novo estilo de fazer carnaval.

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É assim que se elimina a tradição de uma entidade e a cultura de um povo. A tradição do Galo da Meia Noite até a noite da última quinta feira 03, era tocar apenas marchinhas, frevo e samba enredo.
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Não estou dizendo que a mudança não agradou, muito pelo contrário, a juventude adorou dançar os “lepo lepos” da vida. As meninas ainda mais, pois puderam mostrar seus dotes sensuais, rebolando até embaixo durante toda a Carlos Gomes.

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Para os marmanjos uma delicia de visual, aqueles bumbuns dentro de mini shortinhos. Tinha velho “babando” pela calçada da Carlos Gomes. Agora como tradição zero!

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Esperamos que a presidente da Vai Quem Quer não entre na onda do “Porque é micareta vamos tocar outros ritmos, como justificou a locutora do Galo”, e faça o desfile da Banda apenas com marchinhas, frevos e sambas enredos.

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Enquanto isso no Arraial Comunidade no Sertão o Boi Bumbá Diamante Negro foi o maior show. Aluizio Guedes em conversa com esse colunista antes da apresentação do seu grupo, disse:

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“Meu boi vai se apresentar aqui no Arraial Comunidade no Sertão, completo, com tudo que o regulamento exige, pois, caso não aconteça o Flor do Maracujá já prestei conta a minha comunidade”.
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Por falar em Maracujá, o presidente da “falida” Federon disse que foi chamado para uma conversa, com a superintendente da Secel sobre as apresentações dos grupos no Flor do Maracujá e disse a superintende, que se a Secel não repassar pelo menos R$ 500 Mil, fica difícil a participação dos grupos no Flor.

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Como a Federon ta um verdadeiro “BALAIO DE GATO”, ninguém sabe realmente quem é que manda, se a Secel souber administrar, os grupos irão se apresentar no Flor. Esse amigo da cultura tem a solução. Se quiser me ligue!

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Hoje no Arraial Comunidade no Sertão em virtude do desfile da Banda do Vai Quem Quer, nenhum grupo folclórico de Porto Velho vai se apresentar.

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Fernandão divulgou que a apresentação de hoje será por conta de um grupo de quadrilha que vem do município de Ariquemes.

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Os grupos Boi Mirim Brilhantinho, Quadrilha Mirim Rodopio do Nacional, Quadrilha Rádio Farol Adulta e o Boi Bumbá Az de Ouro vão se apresentar amanhã domingo!

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Agora estou prontinho pra ir pra minha querida Banda do Vai Quem Quer!

Banda do Vai Quem Quer - 34º Carnaval



Com o tema “No Pais do Futebol, da Corrupção e da Impunidade a Banda Tem Padrão Fifa de Qualidade”, a Banda do Vai Quem Quer desfila pela 34ª vez no carnaval de rua de Porto Velho. A presidente do bloco Siça Andrade tomou todas as providencias para que não haja nenhum empecilho burocrático na hora da largada do bloco. A concentração começa as 15h00 na praça das Três Caixas D’águas e o desfile está previsto para começar entre as 17 e as 18h00. “Conforme é tradição, se o tempo estiver ameno sairemos cinco horas da tarde, porém, caso o sol esteja muito quente, sairemos impreterivelmente às 18h00”, informa Siça. Segundo a Semtran a avenida Carlos Gomes será interditada para o tráfego de veículos a partir das 15h00. No percurso da Banda, ou seja, nas ruas Carlos Gomes, Joaquim Nabuco e Sete de Setembro, nenhum carro vai poder ficar estacionado a partir das três horas da tarde, assim como os ambulantes estão orientados para não ocuparem as calçadas dessas vias.

A Banda do Vai Quem Quer se apresenta no carnaval de Porto Velho desde 1981 quando foi criada pelos foliões; Manoel Costa Mendonça – Manelão, Narciso Freire, Emil Gorayebe Filho – Emilzinho, Silvio M. Santos. Paulo Queiroz, Evamar Mesquita, Eliana, Lika, Bráulio Bigode e Cláudio Carvalho durante uma “farra” que começou de manhã no bar do Cassimiro a rua almirante Barros bairro Santa Bárbara e terminou a tarde no bar Chopão a rua Duque de Caxias com a José Bonifácio no bairro Caiari.
Pela primeira vez a Banda vai se apresentar num sábado que não é o sábado de carnaval. As camisetas ainda podem ser adquiridas na sede da Banda a rua Joaquim Nabuco entre a D. Pedro II e a Carlos Gomes ao preço de R$ 40.

Galo abre carnaval com sucesso



Cantando para o centenário de Porto Velho o Galo da Meia Noite abriu o carnaval fora de época, na noite da última quinta feira 03, arrastando uma multidão estimada em mais de 10 mil foliões. Após resolver alguns problemas de última hora, o bloco da família Caula deu a largada saindo da frente de sua sede na Rogério Weber, seguindo pela Pinheiro Machado, Joaquim Nabuco e Carlos Gomes até a praça das Caixas D’água.

Ao som das marchinhas tocadas pela banda Carijó os foliões mais antigos, brincaram carnaval pra valer, até a rua Joaquim Nabuco com a Duque de Caxias quando a banda Carijó foi substituída pela “Piolho de Cobra” que cumprindo determinação do presidente Thiago Caula, passou a tocar músicas no ritmo do Axé, Sertanejo, Funk, Forró e Samba de Roda Baiano e então quem dominou o bloco foi a juventude. “Vim aqui pra brincar carnaval e não dançar forró” comentava o folião conhecido como Ceará na esquina da Joaquim com a Carlos Gomes. Mesmo assim, o público jovem, em especial as meninas, adorou a decisão da direção do Galo da Meia Noite em liberar ritmos não carnavalescos. “Essa é uma ocasião especial, por isso nosso presidente liberou que a Banda tocasse outros ritmos na nossa micareta”, explicava a promoter Consola de cima do trio.