terça-feira, 9 de julho de 2013

ESCOLA JORGE ANDRADE


                        Mostra de Música na Jorge Andrade




Será nesta quarta-feira, 10, a Mostra de Música que marca o encerramento do semestre letivo na Escola Municipal de Música Jorge Andrade. O evento um espaço aberto pela escola para que os alunos do estabelecimento possam mostrar à comunidade a evolução no aprendizado da música e prática instrumental. A mostra também serve para que o público e professores façam uma avaliação dos alunos, que aproveitam a ocasião para exibir seus talentos. A apresentação será na rua Elias Goyareb, entre as avenidas Calama e Joaquim Araújo (antiga Abunã) que será fechada a partir das 18h. No local será montado um palco e serão instaladas ainda barracas para a venda de comidas. As apresentações de alunos e professores da escola iniciará às 19h e deve encerrar por volta das 22h.

De acordo com Dinalva Campos, coordenadora Pedagógica da escola, que está coordenando a Mostra de Música da Escola Jorge Andrade, uma das novidades este ano será a apresentação do conjunto de flautas que tem como regente o professor Remis Ferreira. “Antes a flauta era utilizada somente nas aulas de musicalização infantil, agora há um curso específico com o professor Remis que está inovando, criando o conjunto de flautas da escola”, explicou a coordenadora. O professor Remis também é o responsável pelo Coral Experimental formado pelos alunos adultos.
Além do conjunto de flautas e coral, também haverá a apresentação dos alunos da musicalização infantil e infanto juvenil, teoria 01, violino, quarteto de violões, violão, prática de grupo, banda. “Por causa do horário, este ano estamos dando prioridade às apresentações em grupo do que as individuais. Mas estamos com uma programação diversificada que com certeza irá agradar ao público que prestigiar nossa mostra”, disse. Serão várias apresentações de violinos, conjunto de flautas, iniciado este ano. Outras apresentações serão dos alunos da prática de conjunto, que abrange os alunos de todos os instrumentos. Será a base de experimentação. O aluno estuda seu instrumento específico depois ele vai tocar na banda. Ele precisa ter essa vivência e a escola abre esse espaço. Em média cerca de 20 apresentações, envolvendo mais de 50 alunos, só de musicalização infantil são mais de 40, só de uma turma. Há ainda os alunos das musicalizações infantil, infanto juvenil, teoria 01, que são crianças.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

LENHA NA FOGUEIRA 09.07.13


Já pensou se essa turma elege o prefeito? Com certeza teríamos muitos Viadutos (túneis) concluídos, só que dentro dos presídios, com tudo quanto era traficante comandando a “massa”.

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Bom! Se já não bastasse a dúvida sobre a realização do Arraial Flor do Maracujá, agora temos também a provável transferência do Festival Folclórico de Guajará Mirim – Duelo na Fronteira, ameaçado de não acontecer na data tradicional, ou seja, no segundo final de semana do mês de agosto!
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Na minha humilde análise: Apesar da pendenga entre os dois grupos estar contribuindo com a não realização do Festival na data tradicional.
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O governo estadual através da secretaria afim, já deveria ter chamado os responsáveis dos dois grupos folclóricos para uma conversa séria.
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Afinal de contas, o Duelo na Fronteira é gerador de emprego e renda além de fomentar o turismo em Guajará Mirim.
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È nessa hora que o Ouvidor do Estado deveria assumir o seu papel de mediador;

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A respeito disso, no site Portal Guajará encontramos o texto que achamos interessante e por isso reproduzimos abaixo:

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DUELO NA FRONTEIRA: Rivalidade tem limite?
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Acabamos de acompanhar mais um belíssimo espetáculo produzido pelos centenários Bois Caprichoso e Garantido, na realização, pela 48ª vez, do Festival Folclórico de Parintins.

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Nos transportamos para nossa realidade e visualizamos como temos que caminhar muito (especialmente no que se refere a planejamento e articulação nos bastidores/parcerias/patrocínios). Ressalva se faz à questão artística, que aqui caminha bem em ambos. É bem verdade que lá ainda há grandes divergências. Por motivos que só os habitantes da ilha Tupinambarana sabem, não houve consenso e a transmissão da festa foi dividida entre duas emissoras, por exemplo. Lá, como cá, também tem suas brigas.
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Aliás, é saudável a divergência, o contraditório, especialmente nessa rivalidade entre azul e vermelho que estimula, de uma maneira mágica, o Duelo entre duas Paixões. Aqui não há espaço para ficar em cima do muro. Ou você é Vermelho ou Azul. Em Parintins, aliás, criaram certa vez, uma tal de zona verde para aqueles que não tinham definido seu bumbá de preferência. Naufragou em dois anos. Na ilha, inclusive, é difícil até encontrar uma loja em que se venda uma camiseta “neutra”. Tem que garimpar bem. Ou você encontra artigos do Caprichoso ou do Garantido.

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Neste momento, estamos presenciando uma rivalidade sendo levada ao extremo em detrimento de nossa principal festa. Cada Associação defende sua posição, irredutíveis. Cada qual com seus argumentos e suas razões.

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Quem tem razão? Porque tornar mais público uma divergência que poderia ser resolvida, colocando as cartas na mesa, pensando numa idéia maior (o Festival), e acertando as arestas, pois cada dia fica mais perto a data oficial para a realização do evento.
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Notícias dão conta que a moda agora é uma “guerra” de ofícios e documentos (em especial, endereçados à Assembléia) expondo ainda mais a divergência deste ano, e, pior, acirrando as paixões e provocações que perdem o tom, nas redes sociais.

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A Prefeitura acertadamente, se coloca na posição de mediador do conflito para que tudo se restabeleça e, finalmente, todos entrem em comum acordo a respeito da realização do Duelo na Fronteira.

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Afinal, o que todos querem ver logo é o batuque da toada! Autor: Boibumblog

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Aqui vai um alô para o amigo Flávio Alberto da Lotérica Vitória no 4 de Janeiro!

IRMÃES MARCELINA


A diversidade cultural do Marcelina


 Dentre tantos eventos folclóricos que acontecem em Porto Velho capital do estado de Rondônia, um que pode ser considerado de maior proveito em se falando de formação e divulgação cultural dos seus alunos, é o do Colégio Irmãs Marcelina localizado no bairro “Meu Pedacinho de Chão”. Nossa reportagem registrou a preocupação da direção do colégio quanto a isso, no último final de semana, quando da realização do “Arraial Marcelino – 2013 – Ritmos do Brasil”. É aqui que começa a responsabilidade para com a diversidade cultural brasileira e em especial a da região Norte. Por sugestão das Irmãs, dirigentes do colégio, as professoras e professores de todas as séries escolheram os ritmos para serem apresentados durante o Arraial. “A formação da música brasileira teve a contribuição dos povos indígenas, europeus e africanos, quando a convivência dessas culturas e sua miscigenação acabaram formando a matrizes rítmicas da música brasileira”.

Assim, o público que lotou as dependências do ginásio coberto da Colégio, pode apreciar danças nos seguintes ritmos: Tema “Flor do Mamulengo”, apresentada pelo alunos do 1º ano – manhã; Forró – Tema “Forró do Milharal” com os alunos do 1º ano Tarde; O Samba foi apresentado pelos alunos do 2º ano/manhã; Carimbó pelos alunos do 2º ano tarde; o Boi Bumbá foi apresentado pela turma do 5º ano manhã; 

Axé com os alunos do 3º ano/manhã e tarde; Xote e Xaxado pelos alunos do 4º ano manhã e Quadrilha Estilizada Pelos alunos do 4º e 5º ano da tarde. No Brasil a quadrilha primeiro foi chamada de “Quadrilha de Arraiais”, é parte das comemorações das festas juninas. Atualmente uma nova forma de expressão junina. 
A Quadrilha Estilizada, que não é uma Quadrilha Matuta (Caipira), mas, um grupo de dança que tem uma coreografia própria, com passos criados exclusivamente para a música escolhida, como num corpo de balé. A Quadrilha apresentada pelo alunos do Colégio Irmãs Marcelina desenvolveu o tema “O Palhaço”.
Assim podemos confirmar, que o “Arraial Marcelino” em sua edição 2013, proporcionou aos que lotaram a quadra coberta, verdadeira aula sobre a cultura rítmica brasileira.

sábado, 6 de julho de 2013

ENTREVISTA - ABIDON



Histórias do Abidon Maravilha




Quem vê o cidadão Abidon Ferreira da Silva o popular Abidon Maravilha, jamais poderia pensar que o “Maravilha” do seu nome, no inicio, era um apelido pejorativo. “Acontece que fui um menino muito traquino e por isso, minha mãe me mandou para a Maravilha que era uma espécie de “prisão” que ficava do outro lado do Rio Madeira”. Ao entender que a vida de moleque travesso não o levaria a nada, Abidon passou a se dedicar a música transformando-se num dos cantores preferidos do programa “Osmar Vilhena Show”, que era apresentado todos os domingos na rádio Caiari. Em virtude de um acidente quando servia o Exército foi pra Reserva como Sargento e desde então, passou a se dedicar ao trabalho comunitário, principalmente no bairro Tancredo Neves onde criou a Associação do Bairro e já foi eleito três vezes presidente, além de fazer seus sucessores. “Isso começou no programa do Osmar, pois doava o cachê para os meninos do Belizário Pena”. Hoje além do trabalho comunitário Abidon continua cantando suas canções; “Não faço mais shows, porém quando dá vontade vou cantar lá no Paulinho do Posto São Paulo e na Seresta do Mercado Cultural”. É esse cidadão humilde que chegou a bater tambor no Batuque de Santa Bárbara que vamos conhecer melhor, através da entrevista que segue.

ENTREVISTA

 Zk – Vamos falar da sua infância?
Abidon – Nasci aqui mesmo em Porto Velho há 67 anos. Meu pai Antônio Belarmino que morreu quando eu ainda era muito criança, foi carroceiro e minha mãe doméstica. Minha infância e adolescência foi vivida no bairro do Mocambo.
Zk – Qual a brincadeira da meninada do Mocambo naquela época?
Abidon – Tinha aquelas brigas entre os bairros e no Mocambo o xerife era eu.

Zk – Como eram as batalhas?
Abidon – Era na porrada mesmo, porém sem utilizar arma branca ou de fogo, era na base do mangará de banana e baladeira. Geralmente a gente atraia os adversários que na maioria das vezes, era a rapaziada do bairro Caiari, para dentro do cemitério dos Inocentes, naquele tempo o cemitério era cercado apenas com arame farpado. De noite eles chegavam e entravam pelo portão da Almirante Barroso e a gente ficava esperando dentro das covas, outra turma assim que eles entravam no cemitério, fechava o portão da Almirante e aí o cacete comia.
Zk – Quais os moradores do Mocambo naquela época?
Abidon – Tinha o velho Zé, Joana Marreteira, André, dona Guiomar mãe da Vanda e da Araci, Francinete, Antônio do Violão entre outros.
Zk – É verdade que você é parente da Mãe Esperança Rita a fundadora do Batuque de Santa Bárbara?
Abidon – Na realidade a Mãe Esperança criou minha irmã Amália e outro irmão meu o Clóvis inclusive levou os dois pra Belém. Quando o Batuque foi pro KM-1 hoje bairro Santa Bárbara minha mãe foi também, aliás, minha mãe fazia parte do Batuque. Apesar de não gostar muito daquilo, ainda cheguei a bater muito tambor no Santa Bárbara, bebia o chamado “mocororó” que aquela bebida servida na cuia. O negócio ali era meio brabo, tinha que respeitar.
Zk – Por que Abidon Maravilha?
Abidon – Muita gente pensa que o apelido tem a ver com aquele jogador de futebol Fio Maravilha. Não é não! Acontece que devido eu só viver brigando fui parar na “Maravilha”.

Zk – E o que era “Maravilha”?
Abidon – Maravilha era uma espécie prisão para crianças e adolescentes, que funcionava do outro lado do Rio Madeira, ali perto do porto da balsa pelo lado direito. Ali a gente trabalhava plantando verdura e outros produtos agrícolas, além de receber as devidas “correções”. Quando a criança era muito traquina, os pais costumavam ameaça-las dizendo: “Menino te ajeita se não te mando pra Maravilha”. Depois transferiram esse centro de correição para a BR-29 hoje BR 364 no quilometro 25 e ficou conhecido como “Pamos”, que por muito tempo foi administrado pelo saudoso Walter Bártolo.
Zk – E por que você foi parar na Maravilha?
Abidon – Pra falar a verdade, fui um menino muito traquino, vivia batendo nos outros, aprontando mesmo. Para fugir da polícia dormia fora de casa. Um dia sai de casa, mas minha mãe já tinha armado a arapuca, quando a polícia chegou pra me pegar, eu tinha 14 anos na época e então virei o cão. Era tão danado que até anzol usaram pra me pegar. As vezes me socava dentro da lama vestido num calção azul e a polícia passava e não me via. “Rapaz esse moleque entrou aqui, eu vi e cadê ele”, e eu dentro da lama.
Zk – Você estudou em quais colégios?
Abidon – Na Samaritana, Mutilo Braga e no colégio Rio Branco. Em virtude de um acidente os médicos recomendaram que eu parasse de estudar, porque ficava muito nervoso e em consequência agressivo.
Zk – E você continuou trabalhando em que?
Abidon – Fui servir o exército, mas sempre com esse problema de nervosismo e depois de alguns anos fui pra reserva como Sargento.
Zk – E o Abidon cantor surgiu quando?
Abidon – Lá no Mocambo aprendi a tocar pandeiro com um rapaz chamado Negrante depois na casa do seu Antônio do Violão sempre se reunia uma turma tocando violão, cavaquinho e entre os frequentadores tinha o Capote um violonista dos melhores, eu ficava ali prestando atenção nota por nota. Quando ele dava uma folguinha quando saia pra ir ao banheiro eu pegava o violão ficava treinando. Minha escola de música foi ali. Então comei a cantar e me acompanhar ao violão.

Zk – E a composição musical?
Abidon – Depois que aprendi a tocar violão me arrisquei a fazer música e criei minha primeira canção que foi “Procuro em Minha Mente” cuja letra diz: Procuro em minha mente/E não posso entender/Se alguém me ama de verdade/Como é que vou saber/Com isso não estou contente/Será que vou morrer inocente/Se isso eu não perceber...!”. Depois vieram outras músicas e os amigos começaram a me procurar para gravar as músicas deles, porque achavam que eu tinha voz boa.

Zk – Você chegou a cantar nos programas de auditória da época?
Abidon – Me apresentava no programa Osmar Vilhena Show como atração e não como calouro. Meu cachê eu doava todo para a entidade Belizário Pena.  Eu dizia no ar (o programa era transmitido pela rádio Caiari), esses 250 Cruzeiros, mando pras crianças do Belizário Pena.
Zk – Você chegou a gravar disco?
Abidon – Apesar do sucesso que fazia, não consegui gravar meu disco naquela época. O Osmar era o representante da CBS em Porto Velho e tentou convencer os diretores da gravadora a gravar comigo, mas, foi em vão. Mas no programa de auditório dele eu era bem considerado.
Zk – Naquele tempo quais os cantores que se apresentavam no Osmar Vilhena Show como atração?
Abidon – Tinha o S. Silva, Sancler, Jorge Andrade, Ana Amélia, Joaçaba e o Joel Silva entre outros. Além do programa do Osmar a gente cantava nas chamadas “Rádio Cipó” que naquele tempo o alto falante era chamado de “Corneta”, era eu e o S. Silva. Depois passei pro futebol.
Zk – Em qual time?
Abidon – Joguei no Esporte Clube Rondônia e depois fui para o Botafogo. Jogava de centro avante com o Eliezer. Fiquei um tempo em Guajará Mirim jogando pelo Pérola, Joguei na Bolívia como profissional. Joguei no Botafogo quando o time era respeitado, quando tinha o Rubinho e outros craques com Raimundão, Geraldão, Honorato e o Sabará.
Zk – Como cantor, você chegou a se apresentar fora de Porto Velho?
Abidon – A TV Rondônia quando inaugurou a TV Guajará nos levou para a inauguração e o resultado disso, foi que os bolivianos gostaram e terminei fazendo uma excursão por várias cidade bolivianas, chegando inclusive a Riberalta. O sucesso era: Numa tarde linda/Eu me lembro ainda/Do velho Cais Dourado...

Zk – Você me falou que tem umas músicas novas sobre a nossa história. Quais são?
Abidon – É verdade, o compositor Luizito me procurou solicitando que eu gravasse uma música dele: Este ano eu vou/Este ano eu vou/Mergulhar no Rio Madeira/Tirar ouro sim senhor/Primeiro vou ao Machado, Prainha e Ribeirão/Embaúba, Tamborete, Periquito, Ribeirão/Quando vier voltando passo no Caldeirão//... Quando o Rio encher/Bamburrado eu ei de estar/Aí venho para a cidade/Uma casa vou comprar/Presente pra minha nega/E um carro pra passear...
Zk – Outra?
Abidon – Tenho saudade do trem do Guaporé/Trem que levou eu e a minha mulher/Tenho saudade do trem do Guaporé/Que viajava na Madeira Mamoré/Tenho saudade do tempo que o trem corria/Levava a gente e trazia pra lá e pra cá/Queimando lenha e no trilho jogando brasa/Levando de casa em casa a alegria de chegar/O trem subia/O trem baixava/O trem corria/Mas, se atrasava/O trem caia/Nos levantava/Com dois dias/Ele chegava... Essa música é do Antônio Carneiro.
Zk – Hoje quem quiser fazer um show com a tua participação faz o que?
Abidon – Não estou mais fazendo show, canto de vez em quando em encontros com os amigos, canto as vezes lá no Paulinho do Posto São Paulo. Agora meu trabalho é mais social.

Zk – Pois é, fala desse trabalho comunitário?
Abidon – Trabalho junto à Associação do Bairro Tancredo Neves desde 1992, ajudando no que as pessoas precisam. Tive três mandatos diretos e já coloquei outros presidentes. Isso porque as pessoas confiam na gente. Já fui candidato a vereador bem votado.

Zk – Para encerrar?
Abidon – Que nossa juventude procure viver sempre em harmonia com a educação. Fui um moleque travesso e não aconselho ninguém fazer o que fiz. Graças a Deus me transformei nessa pessoa que preza pelo bem estar do próximo. Violência não dá camisa a ninguém. Obrigado!