quarta-feira, 27 de junho de 2012

CURTA AMAZONIA - CENTENÁRIO DA EFMM

CURTA AMAZÔNIA

Centenário da Madeira Mamoré em debate

A programação desta quinta feira conta com exibição de filmes no bairro Mocambo 

O centenário da Estrada de Ferro Madeira Mamoré foi o tema colocado para apreciação do público que compareceu na manhã de ontem, ao Teatro 1 do Sesc Esplanada, e participou da programação matutina do Festival de Cinema Curta Amazônia, que acontece até o dia 30 deste mês, sob a coordenação do Carlos Levy e a da Golda.
O economista, apresentador de programa de televisão e historiador Anísio Gorayebe a convite da coordenação do festival, proferiu palestra sobre a história da Madeira Mamoré e da formação da cidade de Porto Velho. Munido de vasto material fotográfico, Anizinho discorreu durante aproximadamente uma hora, sobre a história da construção da lendária ferrovia, assim como lembrou episódios que culminaram com a implantação da cidade de Porto Velho e a criação dos municípios de Porto Velho e Guajará Mirim. Após a explanação, Anizinho respondeu alguns questionamentos levantados por estudantes e público de um modo geral presente e ainda contou com a assessoria da bisneta do sanitaristas Oswaldo Cruz documentarista Stela convidada especial do Festival, que amanhã sexta feira, exibe na praça da Madeira Mamoré documentário sobre a obra e a vida do seu bisavô.
Quanto a palestra sobre o Centenário da Madeira Mamoré é realmente uma aula de historia, não apenas sobre a construção da ferrovia, mas, especialmente sobre a cidade de Porto Velho, terra natal do palestrante, que inclusive lembra de quando ele e seus colegas do bairro Caiari iam “pegar” vento, no aeroporto Santos Dumont mais conhecido como Caiari. Em sua palestra Anizinho informa aos ouvintes, que graças aos navios Lobo D’almada, Leopoldo Peres e Augusto Montenegro a população de Porto Velho conheceu alguns produtos que só poderiam ser adquiridos em cidades mais avançadas. “Aqui bebemos o refrigerante Grapete antes de conhecermos a Coca Cola”.
A programação do Festival Curta Amazônia prossegue durante o dia de hoje 28, no Sesc Esplanada de manhã, a tarde e a noite. “Chamamos a atenção para exibição de filmes na praça São José no bairro Mocambo na noite de hoje”, convida Levy

terça-feira, 26 de junho de 2012

LENHA NA FOGUEIRA - 27.06.12

Lenha na Fogueira

Festival de Cinema Curta Amazônia continua no dia de hoje com programação pela manhã a partir das 8h00; À tarde a partir das 14h00 e a noite sempre começando as 19h00.

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Tudo no Cine Sesc Esplanada onde acontece também todas as noites, a partir das 19h00 a Mostra Competitiva.

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Hoje a abertura pela parte da manhã vai contar com a palestra sobre o Centenário da Madeira Mamoré que será ministrada pelo Anizinho Gorayabe

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A assessoria de comunicação do 3º Curta Amazônia enviou o seguinte texto:

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Você conhece sua própria historia?

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O cineasta Carlos Levy, que está realizando a 3º edição do Festival de Cinema CURTAMAZÔNIA desde o dia 23 e vai até o dia 30 de junho, inseriu na programação deste ano um seminário alusivo ao Centenário da EFMM, cujo tema é: “Centenário de construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré – Você conhece sua própria Historia”?

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O cineasta convidou o economista, jornalista e historiador Anísio Gorayeb, que já vem realizando dezenas de palestras sobre a centenária ferrovia, para ministrar uma palestra no dia de hoje quarta feira 27, no Teatro 1 do Sesc Esplanadas, às 08hs da manhã.

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Após a palestra, os presentes serão convidados a assinar o Livro Ata: “Compromisso pela reativação e conservação da Madeira Mamoré”. A entrada é franca e já confirmaram presença os alunos das escolas Olavo Pires e Murilo Braga.

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O evento contará também com exposições fotográficas e apresentações no Audi Cine do SESC Esplanadas, Teatro 1 do SESC, Praça Madeira Mamoré, Casa do Ancião e no Bairro Mocambo. Acesse o site www.curtamzonia.com e conheça a programação completa.

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Vamos lá prestigiar e participar do debate com o nosso amigo Anizinho.

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Enquanto isso p artista plástico Geraldo Cruz diretor da Casa da Cultura Ivan Marrocos o Rei dos Painés em MDF

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Informa a programação da Casa.


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Exposição ÁFRICA, ESSA SOU EU (Maria Regina) de 22 de junho a 13 de julho de 2012

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Exposição PONTUANDO (Ariel Fietz) de 24 de junho a 04 de julho de 2012.

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Projeto SALVE O CINEMA (GTA) 26 de junho de 2012 às 17h com exibição do filme

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Brincando Nos Campos do Senhor, com mediação de Elizabeth Cristofoletti e às 19h debate sobre o filme.

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Exposição do artista Roberto Marchiori – de 29/06 a 13/07.

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Seminário Antropológico do Instituto Gnóstico de Antropologia do Brasil – IGA – dia 30 de junho, das 15h30 às 19h30

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Lançamento dos livros LEADER COACH e MANUAL DO COACH – dia 30 de junho às 19h30

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Pois é, apesar da falta de compromisso para com as nossas tradições culturais, pois estamos atravessando o mês de junho sem que, pelo menos uma programaçãozinha junina aconteça.

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Em Porto Velho é assim, se o governo do estado não realiza a prefeitura não faz.

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A Fundação Iaripuna está perdendo a grande oportunidade de entrar como produtora, realizadora ou apenas fomentadora de festas juninas em nossa cidade.

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Bastava realizar, no Mercado Cultural nas datas do santos do mês de junho: Santo Antônio, São João e São Pedro apresentações de grupos folclóricos.

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Podem até dizer, mas, no Mercado Cultural acontece o Jam Bera, a Seresta Cultural e a Fina Flor do Samba mais a Roda de Samba do Beto Cezar.

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Essa programação é toda particular e por isso poderia ser suspensa para liberar o local para apresentações de grupos folclóricos, no mês de junho.


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O que está faltando é pulso, dos dirigentes da Fundação Iaripuna.

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Aí com certeza, o Diretor de Cultura vai enviar um e-mail para este colunista, dizendo que a Fundação está promovendo esse encontro todo final de semana na Praça Aluizio Ferreira.

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E eu vou contestar; Que encontro é esse que apresenta apenas um grupo de dança por final de semana?

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Fica aqui a pergunta: Quem manda no Mercado Cultural?


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Enquanto isso, espero e sonho que tudo volte ao normal. será o dia em que:

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Cachoeira será um simples acidente geográfico.

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Arruda será uma simples plantinha pra espantar mal olhado;

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Genuíno será algo verdadeiro;
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Genro apenas o marido da filha;


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Severino apenas o porteiro do prédio; E

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Freud voltará a ser só criador da psicanálise;


KLAUSS VIANNA

Waku’mã realiza oficina de dança em Nazaré







Com sonoridade amazônica o título deste projeto nos remete as mais longínquas paragens destas rechans amazônidas

Ao quente arfar das virações, barrancos e correntezas do Baixo Madeira, foi concluída (no Distrito de Nazaré), a segunda etapa das Oficinas de capacitação em Dança, oriunda do Projeto “Caiari, Barrancas e Correntezas – Cotidiano”, realizada pela  Waku’mã Produções, com a administração do seu titular Paulinho Rodrigues, e da Oficineira Lívian Luíza.  Esta quarta Oficina é resultado do Prêmio Klauss Vianna 2011, do Minc/Funarte, sendo este, o segundo ciclo do Projeto que terá sua conclusão no mês de julho próximo, com dez apresentações do Grupo Waku’mã de Danças (Núcleo Nazaré), durantes os festejos daquela localidade.
Com sonoridade amazônica o título deste projeto nos remete as mais longínquas paragens destas rechans amazônidas.
O termo “CAIARI”, remota ao Século XVI, quando das primeiras Expedições da Coroa Portuguesa (Bandeiras) que por aqui passaram, e, ouviram dos nativos a expressão, quando se referiam ao atual Rio Madeira.  Por ações da Waku’mã Produções e patrocínio do Minc/Funarte, a partir dos Prêmios de Dança Klauss Vianna, as manifestações gestuais do Distrito de Nazaré, foram resgatadas, e já revitalizadas, apesar do “custo amazônico”, aos poucos começam a ser difundidas em Porto Velho e nos festejos das localidades ao longo das barrancas do Madeira.
Além de ensinar dança, resgatando e revitalizando valores, como manifestação cultural oriunda das barrancas do Rio Madeira, em relação à população ribeirinha, se constitui em atividade fim, de verdadeiro exercício de cidadania e inclusão social, direcionada principalmente, a jovens carentes de informações culturais, sem perspectivas de manter suas raízes ricas em manifestações populares, hoje, com sérias distorções de valores.  As oficinas formam estratégias motivacionais, para através do desenvolvimento de atividades artísticas de dança, capacitar jovens, fortalecendo e despertando neles o interesse e a dedicação, com vistas ao crescimento social, sem abandonar sua rica tradição, promovendo informações acertadas para que a nossa cultura seja conhecida e mantida,  e, não sofra tanto com as influências atuais, evitando o seu aniquilamento.   Dizer que na Amazônia o “Rio Comanda a Vida”, não é mera referência à obra do escritor Leandro Tocantins, e, face as curvas e meandros do Rio Madeira, no nosso dia-a-dia e imaginário, presentes estão seus barrancos, suas correntezas, que em seus     r e b o j o s,     traduzem a alegria e a força do povo  daqui. Por isso, a  força  do  nosso  gestual artístico  dançante.  Nas oficinas de capacitação com aulas teóricas e práticas, somadas, serão desenvolvidas habilidades específicas inspiradas no cotidiano ribeirinho.Estes conteúdos visam provocar uma reflexão da condição dos jovens, de protagonistas, frente às próprias vidas e a realidade em que vivem. 

Manifestações populares

Além da capacitação, está o resgate das manifestações populares e do imaginário, quase esquecidos, pelos incontroláveis fluxos migratórios, que trouxeram juntos sua cultura e hábitos, achatando a sabedoria local.  Neste particular o termo    r e s g a t e   retrata de maneira mais do que necessária à vontade de  soerguer as lendas, mitos, mistérios, costumes e tradições ofuscados pelo natural progresso.   Em dias de globalização, necessário é gerenciar com equilíbrio os processos evolutivos sem, no entanto, dizimar com a base do conhecimento empírico, celebrando entre o presente e o passado uma justa sintonia de valores éticos, étnicos, culturais e científicos. No repertório dançante estão; Povo Moreno, Chamada, Arapuê, Gigante Sagrado, Caiari a Dança dos Banzeiros, e, a adaptação de Xiou o Bôto (Timaia e Tullio Nunes), do Grupo Minhas Raízes de Nazaré, tudo inserido no contexto de “Caiarí, Barrancas e Correntezas – Cotidiano”, presente este ano, nos próximos Festejos de São Pedro em Nazaré.  No campo da Usina, a população local e vizinhança (São Carlos, Calama, Brasileira, Terra Caída, Cuniã, Pinga Fogo, Abelhas e Santa Catarina),  terão oportunidade de assistir o espetáculo resultado do Projeto, juntamente com as manifestações tradicionais da quadra junina. 
Despertar nos indivíduos com potencial latente, suas qualidades e habilidades, despertando seus talentos, utilizando o gestual do dia-a-dia em mescla com os rituais tribais e o ballet clássico, juntando diferentes linguagens de expressão musical e dançante, com técnicas de dinâmica muscular, sem perder, no entanto, a plasticidade de sua magia, e o lúdico cotidiano de cada lugar, é a proposta de “Caiari, Barrancas e Correntezas-Cotidiano”, que a Waku’mã Produções, este ano, tomou para si como desafio e exercício de cidadania, para  junto  aos jovens de Nazaré, lapidar  talentos. 
   

segunda-feira, 25 de junho de 2012

LENHA NA FOGUEIRA 26.06.12

Lenha na Fogueira


Começou no último sábado em Porto Velho, o 3º Festival de Cinema Curta Amazônia uma produção dos amigos Carlos Levy e sua esposa Golda.

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A abertura contou com a presença de várias autoridades, entre elas, o secretário da Secel Francisco Leilson e todo seu staf que após assisterem o vídeo de abertura, degustou vinhos e queijos e é claro, os quitutes preparados pela Golda


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No mesmo dia começou a Mostra Competitiva que este ano conta também com filmes em longa metragem.

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Infelizmente não pude comparecer a abertura do 3º Curta Amazônia porque estava na estrada retornando da Rio+20.


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Em conseqüência, não podemos entrar em maiores detalhes sobre o que aconteceu durante a feste de abertura, posso deduzir ao ver as fotos, que o negócio foi ótimo, pois em todas as fotografias o secretário Chicão está com o sorriso da largura do rosto.


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Assim como o Levy mostra seu contentamento por estar mais uma vez realizando o Festival. A Golda nem se fala, aliás, não podia nem falar de tanta guloseima por ela mesma preparada.


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Sendo assim vamos divulgar a programação da Mostra Competitiva do 3º Curta Amazônia.


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Terça - Noite -  Dia 26/6 - Horário: 19h00 - Vídeo de abertura do 3º Curta Amazônia

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Sessão Competitiva - Curta e Longa



“O relógio de Tomás”, Cláudio Sá, anim, curta, Portugal.

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2) “O Ogro”, Márcio Jr e Márcia Deretti, anim, curta, GO.

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3) “Eu, Zumbi: coisas de bar ou passa a régua e traz a conta”, Alexander S. Buck, exp, curta, ES.

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4) “Finais”, Rafael Jardim, exp, curta, BA.


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5) “Exilados”, Ana Paula Teixeira, doc, curta, CE.


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6) “Biliu, o maior carrego do Brasil”, Lau Barboza, doc, curta, PB.

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7) “Filmes bons são sobre o amor”, Roberto Oliveira, fic, curta, SP.

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8) “El Apocalipsis Cohibido em Forma de Bien Vestida”, Roberto de Brito, fic, curta, PE.

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9) “Ressaca”, de Mabel Lopes, SP;

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10) “Raízes e Asas”, de Luis Felipe Pimenta;


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11) “Velho Mundo”, de Armando Fonseca, SP;


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12) “Zero”, de Sacha Bali, RJ.


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13) “São Miguel do Gostoso”,  Eugênio Puppo, doc, longa, SP.

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14) “Na quadrada das águas perdidas”, Wagner Miranda e Marcos Carvalho, fic, longa, PE.


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Quarta - Noite -  Dia 27/6 - Horário: 19h00

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- Vídeo de abertura do 3º Curta Amazônia
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Sessão Competitiva - Curta e Longa


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1) “Vizinha suicídio”, de Rafael Jardim, clipe, BA.

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2) “Luz Câmera Animação”, de Giovanna Belico Guimarães, anim, curta, MG.

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3) “Conto do vento”, de Cláudio Jordão e Nelson Martins, anim, curta, Portugal.


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4) “Pequena alma terna flutuante”, de André Constantin, doc, curta, RS.

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5) “Pelos traços de Poty”, Karla Nascimento, doc, curta, PR.


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6) “Rezou à família e foi ao Cinema”, de Cacau Farias, doc, curta, SE.

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7) “Matzeiva Juliano Mer-Khamis”, de Silvio Tendler, doc, curta, RJ.


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8) “Pode Piorar”, João Tenório, fic, curta, SP.


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9) “Não deixe Joana só”, Cecília Engels, fic, curta, SP.


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10) “Um dia daqueles”, de José Rodolfo e Caio Pereira, fic, curta, RS.


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11) “Sorria, amor (você está sendo filmada)”, de Pedro Murad, fic, curta, RJ.


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12) “ECOhabitat - Sustentabilidade em ação”, de Paulo Perez, longa, doc, SP.


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13) “O rochedo e a estrela”, de Kátia Mesel, longa, doc, PE.


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Quinta - Noite -  Dia 28/6 - Horário: 19h00

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- Vídeo de abertura do 3º Curta Amazônia


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Sessão Competitiva - Curta e Longa

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1) “O guitarrista do telhado”, de Guto Bozzetti, anim, curta, RS.

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2) “Cães marinheiros”, de Joana Toste, anim, curta, Portugal.

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3) “Entre margens”, de Odivar Filho e Liliane Oliveira, doc, curta, AP.

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4) “Toda qualidade de bicho”, de Angela Gomes e Cezar Moraes, doc, curta, PA.

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5) “O Brasil de Pero Vaz Caminha”, de Bruno Laet, doc, curta, RJ.


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6) “O tesouro perdido de Mad”, de Marivaldo Souza do Lago, fic, curta, RO.


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7) “Raiz forte”, de Marcos Pasquim, fic, curta, RJ.

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8) “É uma vez”, Ludielma Laurentino, fic, curta, GO.

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9) “Os lados da rua”, Diego Zon, fic, curta, ES.

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10) “O homem mau dorme bem”, de Geraldo Moraes, fic, longa, BA.

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11) “TRUKS”, de João Inácio, doc, longa, DF.

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Tudo isso está acontecendo no Audicine Sesc da Esplanada das Secretarias com a entrada franca

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Parece até filme de terror.

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Estou me referindo às festas juninas deste ano.

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O Dia de São João em Porto Velho foi “sinistro”. Nenhum arraial aconteceu, nenhuma apresentação de grupo folclórico

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Pelo que vi nos sites, apenas o Arraial do Bode aconteceu e a foto mais explorada foi a do Chefe da Casa Civil todo faceiro vestido de caipira.

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Eita São João ruinzinho, esse de Porto Velho!



DESPEDIDA DE RONDÔNIA DA RIO+20


CONFERÊNCIA


Despedida de Rondônia da Rio+20

 Apesar de não estarem inscritos, nossos artistas cantaram na Cúpula dos Povos


A participação dos artistas enviados pela Secel para representar Rondônia na Conferencia das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável - Rio+20 terminou na noite da última quarta feira dia 20, no espaço “Cúpula dos Povos” no aterro do Flamengo.
Vale salientar que o Grupo Minhas Raízes e o cantor Caribé, foram credenciados como representantes do governo do estado, o que lhes daria direito apenas, de se apresentar oficialmente no espaço “Amazônia Brasileira” que estava montado no Parque dos Atletas ao lado do Rio Centro na Barra da Tijuca.
Assim sendo, na noite de quarta feira resolvemos aventurar uma apresentação na “Cúpula dos Povos” local onde só se apresentava quem estivesse feito inscrição antecipada (até o mês de janeiro), caso do grupo Manôa.
Mesmo não estando de posse da inscrição, fomos decididos a conseguir autorização para as apresentações dos nossos artistas, que agora contava também com o cantor Zezinho Maranhão. Tínhamos notado no dia da apresentação do Manôa a existência de alguns palcos alternativos que a coordenação denominou de mini palco cultural. Justamente no palco nº 1 estava se apresentando um grupo de forró do Rio de Janeiro e conversando com os músicos ficamos sabendo que eles também não tinham conseguido inscrição para o palco principal e ali estavam por conta própria, foi a gota d’água para tomarmos a decisão de levar nossos artistas para aquele espaço na noite de quarta feira. Chegamos com nossas tralhas por volta das 18h00 e fomos direto para o mini palco cultural nº 1 que estava desocupado, quando estávamos montando o equipamento do Minhas Raízes chegou uma pessoa da coordenação querendo saber de onde éramos e se estávamos inscritos, explicamos que éramos de Porto Velho Rondônia e que não estávamos inscritos, mas, gostaríamos de mostrar o trabalho dos nossos artistas naquele espaço, a jovem procurou em sua agenda e não tinha nenhuma apresentação para aquele horário, então liberou o espaço, foi então que o Katal colaborador do Minhas Raízes solicitou a colaboração da jovem no sentido de conseguir nem que fosse uma caixa de som amplificada, ela respondeu nos palcos alternativos os cantores e bandas se responsabilizavam pela aparelhagem, porém encontrou uma solução, nos apresentou ao grupo “Doze Tribos” que estava se apresentando no mini palco cultural nº 2 e eles nos cederam o espaço e a aparelhagem. Foi assim que parte do público que estava na Cúpula dos Povos tomou conhecimento do trabalho musical, desenvolvido pelo grupo Minhas Raízes e pelos cantores Caribé e Zezinho Maranhão.

domingo, 24 de junho de 2012

SACERDOTISA YAKOLECY - MARLENE MONTEIRO

MARLENE MONTEIRO


Sacerdotisa Yakolecy do Candomblé em Rondônia




Durante a Conferencia Rio + 20 encontrei a Marlene Monteiro pessoa que conheço desde os tempos de adolescente, justamente na Tenda destinada aos que cultuam as Religiões de Matrizes Africanas. Nosso primeiro encontro aconteceu domingo dia 17 que foi o dia dedicado as Religiões, no Espaço Cúpula dos Povos. Naquele dia tão logo acabaram as discussões, os babalorixas, sacerdotes, sacerdotisas, mães, filhas e filhos de santo, festejaram batendo tambor, cantando e baiando (dançado). Depois, já na terça feira voltamos a nos encontrar e depois de conversarmos por alguns minutos, resolvi gravar a história da Marlene Monteiro que agora é a  Sacerdotisa Yakolecy dentro da religião Candomblé e do Ifa. “Ifa tem maior facilidade de globalização. É mais fácil de ser adotado e tem iniciações mais simplificadas e esta lidando diariamente com a questão da vida e do destino”. No meio da entrevista ela fez questão de lembrar  que faz previsão. Foi então que tomei coragem e perguntei qual será o candidato que vai ganhar a eleição para prefeito de Porto Velho? Ela não teve dúvida e respondeu. Respondeu mas nos deixou mais em dúvida, pois não quis dizer o nome do futuro prefeito da capital rondoniense, apenas deu uma dica que com certeza, vai servir para os articulistas e os dirigentes partidários, ficarem de “orelha em pé” para com os nomes colocados pelos seus partidos a disposição dos eleitores.
Com vocês a Sacerdotisa Yakolecy


ENTREVISTA


Zk – Vamos falar sobre sua história de rondoniense nata?
Marlene – Sou rondoniense nascida na Ilha de Assunção à margem direita do rio Madeira, batizada como Marlene Monteiro. Minha infância foi na Praça Aluizio Ferreira, Escola Normal Carmela Dutra e Praça Rondon esperando a primeira seção do Cine Teatro Reski.

Zk – E o lado espiritual quando foi descoberto?
Marlene – No período de 1968 foi quando eu fui cuidar do meu lado espiritual. Foi quando fiz minhas obrigações na Umbanda e depois migrei pro Candomblé por que o problema que eu tinha era pra Vodu.

Zk – Dentro da hierarquia candomblediana a senhora se coloca em qual nível?
Marlene – Sou Sacerdotisa de Religião de Raízes de Matriz Africana e faço trabalho espiritual em Porto Velho - Rondônia em minha casa.

Zk – Qual a diferença da Umbanda pro Candomblé?
Marlene – Muito grande. A Umbanda cultua as encantarias, ou seja, os Caboclos. O Candomblé cultua os Orixás.

Zk – A senhora  chegou a freqüentar os batuques de Santa Bárbara e do São Benedito (Samburucu)?
Marlene – Não freqüentei! Sabia da existência, conhecia, mas, não freqüentava nem o Batuque de Santa Bárbara e nem o Batuque de São Benedito que era conhecido também como “Samburucu”, mas sei da história da existência deles porque tinha contato com as senhoras  mais velhas.

Zk – Qual sua missão como Sacerdotisa do Candomblé. Quais os trabalhos que a senhora dirige?
Marlene – Trabalho com cura. Na realidade meu trabalho é com oráculo.

Zk – Como é que funciona?
Marlene – Você me dar o seu nome, data de nascimento, endereço, nome de sua filiação (pai e mãe) e daí faço o trabalho. No oráculo vou saber todo o seu problema sem você me dizer o que está passando e vou transmitir pra você o     que estou vendo e você vai me confirmando as verdades que estou revelando pra você.

Zk – Qual o processo para uma mãe de santo chegar a sacerdotisa?
Marlene – O processo foi que paguei todo meu trabalho em Ubanda e depois tive que migrar pro Candomblé. Sou de Nação Gêje. Cheguei à condição de Sacerdotisa porque paguei todas minhas obrigações. Foram cobertas minhas obrigações de tempo no Candomblé na parte, de um ano, dois anos, três anos, sete anos, quatorze anos e vinte e um anos quando encerra todo o ciclo. de Mãe de Santo essas coisas. Migrei e sou uma iniciada em Ifá.


Zk – O que a levou a migrar para o Ifa?
Marlene – Ifa tem maior facilidade de globalização. É mais fácil de ser adotado e tem iniciações mais simplificadas e esta lidando diariamente com a questão da vida e do destino. Podemos dizer que ele é menos rígido, religioso e introspectivo do que o Candomblé que para se participar tem que se envolver de corpo e alma. Ifa assim tem tido facilidade para se globalizar e os seus sacerdotes estão espalhando no mundo, sejam abrindo casas como fazendo clientes. O Candomblé é o culto a orixá, mas acima de tudo representa toda uma religião. Em Ifa pertenço a casa  de um Babaifa Odamagué que é o Baba que cuida do Oráculo. Eu sou a Sacerdotisa filha de Odanadana.

Zk – O trabalho de cura desenvolvido por vocês, é através de concentração, oração ou banhos?
Marlene – Tem de várias espécies, depende de qual é o problema da doença. Na minha casa tenho feito cura que o médico não conseguiu e eu faço através da força do meu vodu de meu pai e de minha mãe; acontece cura através das folhas, dos banhos, das comidas que são oferecidas.

Zk – A senhora falou em oferendas. Agora com a construção das hidrelétricas não é mais possível fazer oferendas nas cachoeiras. Onde vocês estão fazendo?
Marlene – Banho de rio. O rio pertence a nós porque é do nosso sagrado. O rio pertence a Oxum. O que fizeram nas nossas cachoeira de Santo Antônio, Teotônio e Jirau  é um aborto da natureza e do nosso sagrado, nos prejudica porque tudo isso é energia profunda da natureza, energia que nunca deveria ter sido destruída. Nós os Sacerdotes ficamos tolhidos de fazermos nossas oferendas na cachoeira  por causa das hidrelétricas. É o progresso que vem, trás benefício, mas, também trás as suas seqüelas.

Zk – E como vocês estão fazendo para cumprir as obrigações que requerem oferendas?
Marlene – Nós estamos acostumados a suprir as necessidades. Nós nos viramos pra fazer nossas oferendas. O progresso chega e tira nossos direitos e ficamos sem condições de fazer nossas oferendas por causa do monopólio do dinheiro.

Zk – Em pleno século 2,1 as religiões de matrizes africanas ainda sofrem discriminação?
Marlene – Sofrem e muito. Eu pelo menos sofro diariamente, mas, pra mim não interessa mais porque tenho orgulho. Podem me chamar de macumbeira. Seria pior se me chamasse de bandida, traficante mas, sou uma Sacerdotisa, podem chamar que tomo com um elogio,

Zk – Como é que posso chamar sua casa?
Marlene – Minha casa é um Kweâ Ro Vodu Adê.

Zk – As pessoas lhe procuram mais para fazer trabalhos para o Bem ou para o Mau?
Marlene – A procura maior é para o equilíbrio, a saúde. Acontece que para fazer o Mau eu não trabalho. Acredito que se Oromila nos trouxe aqui para o benefício, nós não temos o direito de fazer Mal a ninguém.

Zk – Como sacerdotisa a senhora tem muitos filhos e filhas de santo?
Marlene – Por ser Sacerdotisa acho, por incrível que pareça, tenho poucos filhos em Rondônia. Tenho mais filhos que vêm de Santa Catarina, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Goiás, Brasília, São Paulo, mas, na minha terra Rondônia poucos procuram. O Gêge é uma nação muito fechada, não tem abertura, não moderniza por isso não tem como aglomerar muitos filhos,

Zk – Mas, existe a questão do canto, do batuque da dança que muitos chamam de baiar?
Marlene – Tem seu canto, batuque as oferendas, mas, tudo fechado. Temos o Runtó que é quem faz as oferendas e o toque que é o Alabê que canta.

Zk – Canta-se pra que. Chamar as entidades?
Marlene – Tem o canto de chegada, um canto de saída tem o canto de elevação. Por exemplo, pra saudar um Vodu. Minha voz não está muito boa, mas é assim: (cantando): Jarrorô herrê, me titila ejarum rê, arrolam arrolandiê. Que quer dizer: Ele começou criança, e foi crescendo, crescendo  e foi até a orum que é o  céu, ele começou no aiê,  que é a terra e cresceu, cresceu e foi a orum no céu.

Zk – Se pessoas quiserem fazer uma consulta com a senhora, vai lhe encontrar aonde?
Marlene – É só se dirigir a minha casa. O Centro foi saqueado por evangélicos, mas, a gente deixa isso pra lá, porque é muita coisa que teria que falar.

Zk – O endereço, por favor?
Marlene – Sacerdotisa Yakolecy – Solução para qualquer situação. Rua Vanice Barros, 2701 – Conjunto Rio Jamari – Bairro Três Marias. Telefones: 3226-4030 ou 9262-1732.

Zk – Me tire uma dúvida. Esse negócio de fazer a pessoa sofrer através de espetadas ou outra coisa parecida, em um boneco – Vodu acontece mesmo?
Marlene – Existe sim, mas, aquilo ali ninguém faz aqui em Rondônia e em canto nenhum mais. As pessoas dizem muita coisa para amedrontar o povo, mas, não é isso.

Zk – A senhora sabe que eu e meu amigo Bainha freqüentamos os terreiros do Albertino e do Celso batendo tambor e naquele tempo se via poucas pessoas influentes Baiado (dançando). Hoje a coisa mudou tem muita gente boa freqüentando os terreiros e participando ativamente dos cultos, não é verdade?
Marlene – Doutores da medicina, juízes, advogados, intelectuais e outros tipos de profissionais. Acontece que naquele tempo essas pessoas freqüentavam, mas era escondida agora não, teve uma abertura muito grande, houve grande expansão a nosso favor, isso é verdade.

Zk – Existe uma entidade que congrega essas religiões?
Marlene – Eu sou representante da Fenarabe que é uma entidade nacional que tem 22 anos de existência e a Conen que é a Coordenação Nacional de Entidades Negras.

Zk – Marlene hoje é casada?
Marlene – Sou casada tenho meu esposo, quatro filhos todos adultos e três netos o mais novo com sete anos.

Zk – A senhora também reza pra quebranto essas coisas?
Marlene – Eu tenho esse dom de fazer cura nas pessoas. Através do meu Pai Omolu faço curas e também rezo. Já curei uma americana de câncer do seio.

Zk – Estamos nos encontrando aqui no Rio de Janeiro na Conferencia Rio + 20. O que o Povo dos Terreiros estão reivindicando?
Marlene – Reivindicações pelos nossos sagrados, pelo respeito a natureza e o povo de terreiro  aos indígenas, às nossas origens. Também faço previsões viu, ainda não falhou nenhuma.

Zk – Sendo assim vou fazer a pergunta que está coçando desde o inicio dessa entrevista. Quem será o próximo prefeito de Porto Velho?
Marlene – O próximo prefeito do município de Porto Velho  vai ser uma caixinha de segredo. Não vai ser nenhuma das pessoas que estão dizendo, já ganhei que estão na mídia. O nome de quem será o prefeito ou prefeita de Porto Velho ainda não deslanchou!

terça-feira, 19 de junho de 2012

LENHA NA FOGUEIRA - 20.06.12

Lenha na Fogueira

Direto da Conferencia das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20

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O texto proposto pela presidência brasileira da Rio+20 tem sido criticado como pouco ambicioso, já que não cria o fundo de desenvolvimento sustentável de US$ 30 bilhões para os países pobres, não transforma em agência o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, além de adiar a definição de metas de sustentabilidade.

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Isso foi Rio Cento onde as discussões, acontecem entre os representantes dos governantes dos países que aderiram a Conferencia.

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Justamente nesse clima, nos deslocamos da Tijuca onde estamos hospedados numa casa alugada pelo governo de Rondônia através da Secel e Sedam. Casa que podemos considerar muito bem localizada que atende perfeitamente a embaixada rondoniense. É grande a residência que fica nas proximidades do Estádio do Maracanã.

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Aliás, quero fazer uma rápida explicação sobre a coluna de ontem. Quando dissemos, estamos “endividados”, não quer dizer que estamos devendo dinheiro as pessoas do Rio de Janeiro nem que estamos passando necessidades, muito pelo contrário, o  secretário Francisco Leilson – Chicão providenciou todo o necessário para garantir a participação dos nossos artistas na Rio+20. Estamos fazendo refeição em restaurantes de bom conceito na Tijuca e a moradia é privilegiada. Aquilo que escrevi na coluna de ontem foi apenas uma brincadeira. Só depois que li o texto já postado em sites, foi que senti que poderia ser interpretado como se a Secel não estivesse nos dando o apoio necessário. Aqui antecipamos nosso pedido de desculpa caso alguém ache que estamos fazendo críticas indevidas. Temos mais é que agradecer o Secretário Chicão o Alexandre e toda a equipe da Secel que tem nos proporcionado apoio durante a estadia no Rio de Janeiro e durante a viagem via terrestre. Valeu!

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Se domingo o Manôa dominou a parada musical na “Cúpula dos Povos”.

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Segunda feira 18 foi à vez de o Grupo Minhas Raízes dominar o “Espaço Amazônia” onde está montado o estande de Rondônia.

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Naquele dia, a secretária da Sedam Nanci fez palestra e foi bastante    elogiada pelos presentes. Também estiveram visitando o estande, José Gadelha Secretário Municipal e o Superintende de Turismo de Rondônia. Fred Pirilo do Decom e equipe estão cobrindo os acontecimentos oficiais e extraoficiais, mais os paralelos que acontecem na Conferência. A jornalista Antônia Nascimento da assessoria da Sedam nos deu o maior apoio colocando a estrutura da Sedam para produzirmos nossa coluna e página, enquanto a Francinete é a responsável por desenrolar tudo que seja em benefício do povo de Rondônia no evento. Foi ela que conseguiu reagendar o show das Minhas Raízes, o Natan não cansa de explicar aos visitantes, sobre o que Rondônia está fazendo para preservar o Meio Ambiente, enfim, todos da Sedam estão empenhados em mostrar o que Rondônia tem de melhor. Apesar de não terem levado alguma coisa sobre o Flor do Maracujá. E o CD que não é dos cantores de Rondônia. No mais tudo bem!
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Uma das coisas que a gente tem de melhor na área musical é o Grupo Minhas Raízes lá do Distrito de Nazaré no Baixo Madeira.

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Tim Maia e seus filhos, sobrinhos e agregados, tocaram por mais de duas horas e só pararam porque tava quase na hora do encerramento das atividades daquele dia no Parque dos Atletas.

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Gente de tudo quanto era nação pedia informações sobre aqueles jovens que estavam cantando tão bem e o que queria dizer determinadas palavras, do linguajar ribeirinho.

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 Difícil era explicar em Portunhol para eles, acho que os gingos se satisfaziam com nossas explicações.  Só não teve como explicar aos coreanos, japoneses, chineses. Até  no inglês deu pra convencer, mas em madarim ficou difícil.
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Além do Minhas Raizes que foi super solicitado para bater fotos,  que os gringos  levaram, assim como muitos brasileiros, outra que fez  maio sucesso, sem querer, foi a Ana Célia minha companheira. Ela achou de ir para o Espaço Amazônia         com um cocá usado na brincadeira de Boi Bumbá por sinal muito bonito, foi o suficiente para a equipe de fotógrafos do Jornal O Globo pedir licença para fotografa-la. Ela é fotografa também e por isso eles acharam interessante fazer uma série de fotos com aquela “índia” dando uma de repórter fotográfica. Durante a apresentação do Minhas Raízes os gringos também a solicitavam para fazer fotos. Foi Bacana isso tudo!

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Só “não” gostei foi que    justamente naquele dia, as mulheres acharam de fazer uma passeata ou manifestação com os peitos de fora, lá na Cúpula dos Povos e eu  lá no Espaço Amazônia, mais ou menos 40 quilômetros distante.
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Na realidade como nossa participação é em nome do governo de Rondônia nosso espaço é no Parque dos Atletas, Na Cúpula dos Povos governo não “entra”, ou melhor, não da “pitaco”. Daí perdermos muita coisa boa, pois é na Cúpula onde acontece o melhor da Conferencia culturalmente falando.
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Amanhã será feriado aqui no Rio m virtude do encerramento da Rio+20 Estamos aguardando a chegada do governador Confúcio Moura