Lavadeiras em ação |
O
espetáculo “Canto para Todos – Cantando História” um projeto
do Tribunal de Justiça - TJ, que foi apresentado nos dias 24, 26 e
27 no teatro Guaporé, pelos Corais Canto Livre, Vozes do Madeira e
ONG Moradia e Cidadania, encantou as mais de 2 Mil pessoas que
literalmente lotaram as dependências do Teatro. “Esse teatro é
muito pequeno para um show desse porte” comentava uma senhora na
expectativa da produção permitir, a entrada de mais algumas pessoas
no teatro. Era sexta feira dia 27 último dia do espetáculo.
Programado para as 20 horas, só começou as 20h30 justamente porque
a produção tentava acomodar o maior número possível de pessoas
dentro do teatro. “Tem que manter um corredor para qualquer
emergência” lembrava um dos produtores do espetáculo.
Os
músicos liderados pelo tecladista e arranjador Mauro Araújo se
acomodaram em suas posições no palco, enquanto a maestrina Sabrynne
Sena deu início ao espetáculo. A luz foi dirigida a um determinado
ponto e ali uma pessoa conta a história ouvida de um de seus
ancestrais ou sobre a construção da Estrada de Ferro Madeira
Mamoré, ou como o Arigó que veio para esta região como soldado da
borracha. “Você precisa ver, para saber como é, que andava o trem
da Madeira Mamoré... [Lá vai o trem com o menino/Lá vai a vida a
rodar/Lá vai ciranda e destino/Cidade e noite a girar/Lá vai o trem
sem destino...], pois nossa história com a história mineira. A cada
nova canção uma nova (velha) história. “Minha família passou
vários dias viajando do Paraná pra cá em busca de melhorar nossas
vidas. Hoje somos todos felizes por essa terra ter nos acolhido com
amor”. “Quem quiser viver bem, vá pra la. Conhecer porto velho,
vê que bom lugar...”.
E
o público em êxtase aplaudia, logo tudo ficava em silencio, pois,
alguém no palco, dava inicia a mais uma contação de história
sobre o que seus ancestrais lhes contaram sobre a formação do
estado de Rondônia.
Porto
Velho foi a cidade mais cantada. “Tabua, cacete e sabão vixe
menino cagão... É o canto das lavadeiras que o Bado cansou de ouvir
no igarapé das Pedrinhas e transformou numa parceria com o Binho, em
música de sucesso.
O
show não parava, graças ao profissionalismo dos integrantes dos
corais do TJ. MP e Caixa Econômica. Vieram Djavan, Chico Buarque e a
sua “Geni e Zepelin”, Gilberto Gil, Clube da Esquina com Milton
Nascimento. O Mocambo do Bazinho e Funeral de um Lavrador de João
Cabral de Melo Neto. Pois é, e como não poderia deixar de ser, o
povo aplaudindo de pé, foi saindo do teatro Guaporé, enquanto os
corais entoavam de Luiz Gonzaga “A Vida do Viajante”. “Minha
vida é andar por esse país...” E nós simples mortais, vamos
ficar andando pelos quatro cantos da cidade, até o próximo ano
chegar, para aplaudir se Deus quiser, a 5ª edição do Canto para
Todos!
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